”Misericórdia aos católicos em segunda união”. O apelo do presidente dos bispos da Alemanha.

Mais uma do Arcebispo que negou abertamente o dogma da Redenção.

IHU – O presidente da Conferência Episcopal Alemã, Robert Zollitsch, está convencido de que, em um futuro não muito distante, a Igreja Católica irá reformar a sua atitude para com os fiéis divorciados e em segunda união. “É uma questão de misericórdia. Em breve, falaremos disso intensamente”, disse Zollitsch em entrevista à revista alemã Die Zeit. Ele não crê que o fim do celibato “seja a solução para a Igreja mundial, mas acredito que daremos passos à frente na questão das pessoas divorciadas e que se casaram novamente – e acredito que os daremos enquanto eu ainda estiver vivo”, continuou o arcebispo de 73 anos de Friburgo.

A reportagem é de Alessandro Alviani, publicada no sítio Vatican Insider, 03-09-2011. A tradução é de Moisés Sbardelotto.

Hoje, os católicos divorciados e em segunda união não podem tomar a comunhão. O tema tem um papel indireto às vésperas da visita do papa à Alemanha, agendada para os dias 22 a 25 de setembro: Bento XVI foi convidado pelo presidente alemão, Christian Wulff, católico separado e em segunda união. “Para mim”, afirmou Zollitsch, Wulff “é um católico que vive a sua fé e sofre com a situação”.

O presidente dos bispos alemães mostrou depois um certo descontentamento com a lentidão das reformas dentro da Igreja Católica: “Às vezes, eu também corro o risco de me cansar e penso: por que não se vai mais rápido? Às vezes, eu tenho que infundir em mim mesmo a paciência necessária”. Em Roma, continuou Zollitsch, há ambientes que “imediatamente sentem o cheiro de apostasia quando, na Alemanha, discutimos de um modo um pouco mais controverso”. Aqui, no entanto, “debatemos as questões de fé de uma forma diferente do que na Itália. Essa abertura à discussão que temos na Alemanha não é entendida facilmente em Roma”, certamente não por parte do papa, mas de “alguns cardeais”.

Trata-se, admitiu, de uma consequência da Reforma Protestante: “Em Roma, a Alemanha é vista – não pelo Santo Padre – como o país do cisma”. No restante do mundo, a Igreja Católica alemã é apreciada, ao contrário, como uma financiadora. “Os alemães contam muito em qualquer lugar em que haja alguém que precisa de dinheiro”, observou Zollitsch. Hoje, ele lembra, os custos para a formação dos sacerdotes na América Latina são em grande parte cobertos pela Alemanha, que também financia 60% dos padres do Sul da África.

Quanto à visita do papa à Alemanha, o presidente dos bispos alemães é claro: “Não devemos sobrecarregá-la de muitas expectativas: ele mesmo é muito realista e explica que não se pode pensar que, no dia seguinte a essa visita, tudo será diferente na Alemanha”. Bento XVI, no entanto, lançará “um impulso” à questão do ecumenismo.

Na entrevista, Zollitsch fala, por fim, sobre a relação entre católicos e política. “Estou feliz por haver um partido que tem no seu nome o ‘C’ de “cristão”, observa, referindo-se ao CDU, o Partido Cristão-Democrata da chanceler Angela Merkel, e ao seu irmão gêmeo bávaro CSU.

Porém, hoje, mais do que nunca, todo católico deve ponderar sozinho a sua decisão de voto, acrescentou o chefe da Conferência Episcopal, que também elogia os Verdes alemães: mudaram, e hoje, nas suas posições, há diversos pontos em comum com as convicções cristãs.

20 Comentários to “”Misericórdia aos católicos em segunda união”. O apelo do presidente dos bispos da Alemanha.”

  1. Lamentável que haja a defesa da impossibilidade prática dos leigos fazerem renúncias heroicas para viver a felicidade eterna no céu. Falta fé… da parte de quem deveria ter mais fé. Bento XVI, a meu ver, não vai atender às aspirações do sobredito arcebispo, embora certamente não use palavras claras e desagradáveis como às vezes uso… Infelizmente, ao invés de se dizer a verdade, relaxa-se na aplicação da disciplina sobre a indissolubilidade matrimonial. Um grande aliado dessa atitude é o carreirismo, alimentado às custas de dar espaço de atuação em função de coordenação ou destaque para quem vive no adultério. Ah, tem gente que não quer usar essa e outras palavras “conservadoras”!
    Vamos rezar por S. Exa., que certamente peca bem menos do que eu. “Interessantes” as opções políticas…

  2. Na Italia se diz: “Senza soldi non si canta Messa” (sem dinheiro não se canta a Missa): E com certo dinheiro… que Missa se canta?

    “…hoje, ele lembra, os custos para a formação dos sacerdotes na América Latina são em grande parte cobertos pela Alemanha…” O que diz muito sobre a situação do clero brasileiro e o “despertar” da TL pela América Latina toda…

    Será mera coincidência que, quanto mais avança a Tradição, mais a TL é “alimentada”?

  3. Para esses modernistas insanos, a rapidez na demolição das velhas estruturas da Igreja é necessária.
    Eles querem nivelar a Esposa do Cordeiro ao rés de suas torpezas, de sua ignomínia!
    A Alemanha e blá, blá, blá…
    Tanto raio caindo por aí, bem que um poderia acertar a cabeça desse “príncipe” e de toda a corriola que o acompanha nesses devaneios!

  4. É impressionante ver a facilidade com a qual as coisas mudam de nome. Para essa “raposa velha” presidente da conferência episcopal alemã, fornicação agora chama-se “misericórdia”. A conferência episcopal alemã teve um papel fundamental no Concílio Vat. II. Este herege velho diz que “Os alemães contam muito em qualquer lugar em que haja alguém em que precisa de dinheiro”. Esta declaração e vergonhosa, humilhante e nela não há nada de de misericordioso para com aqueles, que pensam estarem sedo ajudados pelos bispos alemães, mas segundo as palavras de Robert Zollitsch”, estão sendo “comprados”. Pasmem mas é verdade! No concílio vaticano II a conferência episcopal alamã fez exatamente isso: Monopolizou, chantageou e literalmente comprou o voto de bispos de países pobres, especialmente os do continente africano. Há um livro editado no Brasil que conta a história de como um Padre, simples jornalista se infiltrou nos ‘bastidores” do concilio vat II. Como bom jornalista que era foi imparcial, e escreveu um relato de tudo que viu e ouviu para alem das “notinhas” da sala de imprensa do concílio. Este padre, convém salientar, era favorável ao progressismo do concílio, ao ponto de por ideia sua, criarem a secretaria permanente para os não cristãos. Por isso eu o chamo de imparcial, pois o seu comportamento como jornalista foi louvável ao denunciar as artimanhas dos modernistas. Digo que ao escrever o livro o autor deu assim um “tiro no próprio pé”. Ele mostra como a conferência episcopal alemã se preparou com antecedência para dominar o concilio, usando todos os meios justos ou não, a fim de obterem vitória nas votações dos esquemas de cada sessão. O livro chama-se: “O RENO SE LANÇA NO TIBRE” Pe. Ralph Wiltgen S.V.D. Editora Permanência e tem como subtítulo: “O Concílio Desconhecido”. Se eu tivesse que dar um subtítulo a este livro eu diria: “Quando o diabo usou uma mitra”. Eu me pergunto como cerca de dois mil e quinhentos Bispos e superiores de ordens religiosas, homens cultos e muitos deles intelectuais, se juntam para proporem tantas heresias e agirem com tanta maldade contra a Fé Católica. A conferência episcopal alemã teve papel preponderante em tudo isso. Robert Zollitsch não poderia ser diferente no seu “conceito” de “misericórdia” pois essa “serpente” modernista cresceu, se alimentando com veneno destilado pelos progressistas do concílio vaticano II. Não venham me dizer que hereges como Robert Zollitsch e tantos outros hereges seus iguais merecem meu respeito como bispo católico, pois não o tenho. Judas Iscariotes era apóstolo e Lutero era padre no entanto estão no inferno. Muitos bispos que deveriam zelar pela salvação das almas dos fies do seu “rebanho”, ao contrário estão inebriando o mundo com heresias e doutrinas falsas.

  5. sempre ecumênicos esses reformadores da fé.

  6. Acredito que o senhor Acerbispo está confundindo e misturando misericórdia do Senhor com a relativização e mudança das palavras do próprio Senhor. A Igreja nunca irá aprovar o divórcio, porque dessa forma ela não guardaria o depósito da fé. Oremos por Bento XVI, quando vemos estas declarações, compreendemos melhor o que a beata Jacinta disse, “o Santo Padre sofre muito”.

  7. O que vou dizer quando me dizem: “você leva as coisas muito a sério, essas opiniões (p.ex.: casamento em segunda união é errado) são questionadas por Cardeais e até o Papa faz vistas grossas estimulando o debate. Você devia ser mais flexível, aproveitar melhor a vida. No fundo, a religião é uma invenção humana e Jesus quer que todos sejam felizes”.
    Não sei quanto a vocês. Mas eu ouço muito coisas assim

  8. Há um livro editado no Brasil que conta a história de como um Padre, simples jornalista se infiltrou nos ‘bastidores” do concilio vat II

    Pe. Ralph Wiltgen NÃO se infiltrou no Concílio Vaticano II; ele tinha autorização expressa dos Papas João XXIII e Paulo VI para acompanhar as Sessões do Concílio; tratar diretamente com os presidentes das conferências episcopais; além de colher relatos diretos de membros da Cúria.

    Dizer que ele “se infiltrou” é muito pejorativo e só redundará em reduzir a idoneidade desse autor e redator dessa obra colossal que é o “Reno se Lança no Tibre”.

    Ele foi testemunha ocular autorizada e não “infiltrada” como se fosse uma artimanha, uma estratagema de um dissimulado. Desculpem, mas discordo de adjetivá-lo dessa forma.

  9. Em breve, falaremos disso intensamente…
    … acredito que daremos passos à frente na questão das pessoas divorciadas e que se casaram novamente – e acredito que os daremos enquanto eu ainda estiver vivo”, continuou o arcebispo de 73 anos

    Vem armação aí. O que me enche de esperança é a idade dele!

  10. “O que Deus uniu, o homem não separe”.
    Está bem claro para mim. Exatamente o quê VExc não entendeu? Ou não entendeu ou quer fazer demagogia. Fácil fazer carreira assim… Difícil é tomar a cruz…

  11. Prezado Ferreti, se for útil à discusão, peço-lhe que publique essa passagem do Evangelho que fala da indissolubilidade do matrimônio:

    Evangelho segundo São Mateus 19,3-12. (Sexta-feira da 19ª semana do Tempo Comum)

    “[1]Foram ter com ele os fariseus para o tentar e disseram-lhe: É lícito a um homem repudiar sua mulher por qualquer motivo? Ele, respondendo, disse-lhes: Não lestes que quem criou o homem no princípio, criou-os homem e mulher, e disse: “[2]Por isso deixará o homem pai e mãe, e juntar-se-á com sua mulher, e os dois serão uma só carne? Por isso, não mais são dois, mas uma só carne. Portanto, não separe o homem o que Deus juntou.

    Por que mandou pois Moisés, replicaram eles “dar libelo de repúdio e separar-se”? Respondeu-lhes: Porque Moisés, por causa da dureza do vosso coração, permitiu-vos repudiar vossas mulheres; mas no princípio não foi assim.[3]Eu pois digo-vos que todo aquele que repudiar sua mulher, a não ser por causa de fornicação, e casar com outra comete adultério; e o que se casar com uma repudiada, comete adultério.

    Disseram-lhe os discípulos: Se tal é a condição do homem a respeito da sua mulher, não convém casar. Ele disse-lhes: Nem todos compreendem esta palavra, mas (somente) aqueles a quem foi concedido. [4]Porque há eunucos que nasceram assim do ventre de sua mãe, há eunucos a quem os homens fizeram tais e há eunucos que a si mesmos se fizeram eunucos por amor do reino dos céus. Quem pode compreender compreenda.”

    Da Bíblia Sagrada, versão do Pe. Matos Soares, tradução da Vulgata.

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    [1] Moisés dizia que se o marido encontrasse na mulher alguma coisa que lhe não agradesse (Dt 24,1), poderia despedi-la com o libelo de repúdio. Alguns, exagerando esta lei, diziam poder-se despedir a mulher por qualquer motivo.

    [2] Os dois serão uma só carne: “Por sua própria natureza, a instituição matrimonial e o amor conjugal estão ordenados pra a procriação e educação da prole, que constituem a sua coroa. O homem e a mulher, que, pela aliança conjugal ‘já não são dois’ mas uma só carne, prestam-se recíproca ajuda e mútuo serviço com a íntima união das suas pessoas e de suas atividades, tomam consciência de própria unidade e cada vez mais a realizam…” (Gaudium et Spes, 48). Não separe o homem…: contra todas as paixões humanas, contra as tentativas diabólicas de dessacralizar o matrimônio, a lei divina é firme e incisiva: Não divida o homem o que Deus uniu! A indissolubilidade do sacramento do matrimônio não poderá jamais ser ab-rogada por nenhuma autoridade.

    [3] Somente no caso de união irregular pode e deve ser despedida a esposa ilegítima (cf. Mt 5,32; Mc 10,10-12; Lc 16,18 e também 1Cor 7,10-11). A lei evangélica não podia ser expressa mais claramente. Os próprios apóstolos o compreenderam muito bem, fazendo notar o rigor da lei, rigor que Jesus, não obstante, não mitigou.

    [4] A última parte deve ser entendida em sentido espiritual (Jerônimo). Alguns, aos quais Deus concede a tal graça sublime, abstêm-se do matrimônio e vivem no celibato “que é um estado de vida mais perfeita e elevada na Igreja (Concílio Tridentino, sess. 36,10). Eis o que diz a respeito o Concílio Vaticano II: “A castidade pelo reino dos céus que os religiosos professam, deve ser tida como exímio dom da graça. Liberta de modo singular o coração do homem, para que mais se acenda na caridade para com Deus e com todos os homens. É, por isso, sinal dos bens celestes e meio aptíssimo para levar os religiosos a dedicarem-se alegremente ao serviço de Deus e às obras de apostolado. Assim, dão eles testemunho diante de todos os cristãos daquele admirável consórcio estabelecido por Deus, que se há de manifestar plenamente na vida futura, consórcio que faz com que a Igreja tenha a Cristo como seu único esposo” (Perfectae Caritatis, 12).

    http://alexbenedictus-et-patensis.blogspot.com/2011/08/evangelho-segundo-sao-mateus-193-12.html

  12. Sr. Eduardo Gregoriano
    Eu não quis ser “pejorativo” mas infiltrar-se significa também “introduzir-se lentamente” e foi exatamente isso que fez o Padre Wiltgen. No início ele infiltrou-se sim senhor. O que eu acho interessante no seu comentário é que com uma declaração como a presidente da conferência dos bispos alemães, o senhor venha se preocupar com o termo “infiltrar” usado por mim no meu comentário. Mas é um direito seu. No início do concílio o Padre Wiltgen era sim um “simples” jornalista esperando notinhas “filtradas” e “refiltradas” na sala de imprensa do concilio. Ele foi se infiltrando (Ou introduzindo-se lentamente que dar no mesmo) e começou entrevistando Bispos e Cardeais e marcando entrevistas coletivas SEM PERMISSÃO de ninguém. Depois bem depois pela “influência” dos entrevistados ele conseguiu permissão para agir como jornalista nas reuniões do concilio. Mas já estava mais do que infiltrado. Eu não disse aqui que ele “entrou no circo por baixo do pano”. Se ele não tivesse se infiltrado dessa maneira jamais teria conseguido fazer a “Obra colossal” que é “O Reno se Lança no Tibre”. Ele não chegou e foi logo aceito ou foi recebido de “braços abertos” por João XXIII e Paulo VI. Nada disso! Foi sabiamente se infiltrando como só um bom jornalista sabe fazer e conseguiu mais do que esperava. Se João XXII e Paulo VI e os modernistas do Concilio Vaticano II fizessem ideia da “bomba” que seria esse livro, nem ele, nem nenhum outro jornalista teria tido permissão para acompanhar de perto o tal concílio. Padre Wiltgen foi imparcial enquanto jornalista mas era modernista enquanto padre, e morreu detestando a ideia de que os tradicionalistas usassem seu livro para criticarem o concílio vaticano II.

  13. E como sempre:

    Mais um plena comunhão com o Vaticano II que não será punido pelas suas declarações escandalosa.

  14. Thiago, o meu medo é em pensar que Bento XVI compartilhe desse pensamento.

  15. Amigos, por favor me ajudem numa dúvida, eu sempre (desde Católico) acreditei (e acredito) piamente na indisolubilidade do matrimônio, porém nunca consegui compreender perfeitamente essa passagen
    em que Jesus diz: ” Eu pois digo-vos que todo aquele que repudiar sua mulher, a não ser por causa de fornicação,”. O que podemos tirar daqui? adultério seria essa caso?

    Encontramos dessa forma a mesma passagen já na tradução da Biblia da Ave Maria : “exceto no caso de matrimônio falso”. O que então viria a ser um matrimônio falso?

    poderiam me ajudar ?

    quero deixar um comentário que aprendi com minha mãe, ela diz que o divórcio é um roubo, todo divórcio é um roubo, e se rouba de crianças, roubam das crianças o direito a terem pai, mãe, família…

    O Santo Padre João Paulo II, hoje Beato, já dizia que o mundo hoje está repleto de filhos orfãos de pais vivos, e isso é fruto do divórcio e da revolução sexual…

    já em relação aos casais em segunda união, o sofrimento deles é muito grande, isso quando se deparam de frente com a Igreja, a volta pra casa, a conversão… é muito triste, e realmente todos devemos ter sim, misericórdia e sensibilidade para ajudá-los!

    Já me deparei com alguns, não é fácil… muitos já tem filhos, um família perfeita, querem batizar suas crianças, e esperam ouvir de nós não palavras de condenação, mas de consolo, e aí é que temos de saber como dizer, ouso dizer que a grande maioria não teve uma boa catequese, não tiveram bons padres em seus caminhos, pois se tivesse não teriam enveredado por esses caminhos.

    Já vi uma mulher chorando por estar sem poder comungar!

    ainda há para esses os tribunais Eclesiásticos, onde eles podem entrar com processo de nulidade matrimonial, coisa dificílima, demora muito, se faz uma investigação total da vida da pessoa.

    e pior, há que com caridade, mas com a verdade dizer que esses casais que vivem juntos há anos, com toda uma estrutura familiar formada, que agora eles devem viver apenas como irmãos dentro de casa!

    não me interpretem mal, não estou a defender, nem a abonar essa vida, mas apenas mostrando uma outra forma de ver como são as coisas do outro lado.

    é muito triste.

  16. Só falta ele pedir também, misericórdia para Lutero e seus filhos.

  17. Lúcio, talvez esta nota da Bíblia de Jerusalém sobre “o exceto por motivo de ‘fornicação’ (19,9), o ajude a entender melhor a questão:

    “Dada a forma absoluta das passagens paralelas Mc 10,11s; Lc 16,18 e 1Cor 7,10s, é pouco verossímil que os três tenham suprimido uma cláusula restritiva de Jesus. É mais provavél que um dos últimos redatores do primeiro evangelho a tenha acrescentado, a fim de responder a certa problemática rabínica (discussão entre Hilel e Shamai sobre os motivos que legitimavam o divórcio), sugerida aliás pelo contexto (v3) e que podia preocupar o meio judaico-cristão para o qual escrevia. Ter-se-ia assim aqui uma decisão eclesiática de alcance local e temporário, como foi o decreto de Jerusalém referente à região de Antioquia (At 15,23-29). O sentido de PORNEIA orienta a pesquisa na mesma direção. Alguns querem ver aí a fornicação no casamento, isto é, o adultério, e assim acham aqui a permissão de divorciar em caso semelhante; é o que fazem as Igrejas ortodoxas e protestantes. Mas nesse sentido seria de esperar outro termo, MOICHEIA. Ao contrário, no contexto, PORNEIA parece ter o SENTIDO TÉCNICO de ZENÛT ou “prostituição”, como se encontra nos escritos rabínicos, o qual se aplica a toda união tornada incestuosa em virtude de um grau de parentesco interdito pela Lei (Lv 18). Uniões semelhantes, legalmente contratadas entre pagãos ou toleradas pelos próprios judeus no caso de prosélitos, deviam ter criado dificuldades nos meios judaico-cristãos legalistas como o de Mateus, quando tais pessoas se convertiam: daí a ordem de romper essas UNIÕES IRREGULARES que não eram, em sua, senão FALSOS CASAMENTOS. – Outra solução sugere que a licença concedida pela cláusula restritiva naõ se referia ao divórcio, mas à “separação” sem novo casamento. Tal provisão era desconhecida do judaísmo, mas as exigências de Jesus levaram a mais de uma solução nova e esta já é claramente suposta por Paulo em 1Cor 7,11.

  18. Infelizmente, o problema, da Igreja na Alemanha é muito velho… Vindo desde os tempos do Sacro-Império. Sabemos que ainda no Século XIX o Cardeal Gustav Adolf von Hohenlohe Schlingfürst opôs-se a Pio IX e foi vital no plano de Bismarck de destruir a Igreja na Alemanha…

  19. Respondendo a um comentário de uma amiga sobre esta notícia publicada aqui no Fratres, dizia-lhe o seguinte:

    A sagrada comunhão não é questão de mérito pessoal, como também a salvação não o é. Se alguém comunga com pecado mortal, a comunhão será motivo de condenação para essa pessoa. Por outro lado, mesmo alguém não podendo comungar, essa pessoa poder ao participar da missa pode receber os frutos de salvação de que necessita.

    Não vou me delongar nesse ponto porque ele é muito complexo e eu não sei como explicá-lo, isto é, que uma pessoa pode receber a salvação eterna mesmo estando impedida de comungar.

    Quanto à convivência do casal, se por algum motivo, como o que o que você citou, a convivência se torna perigosa, impossível ou indesejada, a Igreja não proíbe, nem condena que os cônjuges deixem de habitar juntos. O que a Igreja não pode é dissolver um matrimônio validamente contraído, pois é um mandamento divino que o homem não separe o que Deus uniu. Já se, por algum motivo, o casamento foi inválido, a Igreja investiga se o casamento foi inválido mesmo, e, caso tenha sido, o declara inválido. Ou seja, a Igreja não está anulando um casamento, mas apenas declarando que ele nunca foi válido.