Sucessão na Doutrina da Fé: o perigo ronda a porta do mundo tradicionalista.

Por Ennemond – Fecit Forum | Tradução: Fratres in Unum.com

Dom Gherard Ludwig Müller

Dom Gherard Ludwig Müller

Um bom número de vaticanistas e comentaristas da atualidade da Igreja anuncia como muito provável a próxima nomeação de Dom Gherard Ludwig Müller, bispo da Regensburgo, para a chefia da Congregação para a Doutrina da Fé, [tornando-se,] por conseguinte, responsável pelas relações com a Fraternidade São Pio X.

Para recordar, após o levantamento das excomunhões por Bento XVI, Dom Müller foi o primeiro bispo a querer condenar novamente a FSSPX ao utilizar o termo “cisma”. É no território de sua diocese que se encontra o seminário alemão da Fraternidade, em Zaitzkofen. As primeiras ordenações após o levantamento [das excomunhões] ocorreram neste seminário e Dom Müller quis forçar a mão do episcopado, ou mesmo do papado, reacendendo a tocha da condenação.

O fato de um bispo procedente da muito progressista Alemanha ser nomeado para se ocupar mundialmente do dogma é dramático. O fato de que Dom Müller seja o entrevisto para se ocupar da Fraternidade é desolador. Não se sabe sob qual regime serão governadas as comunidades Ecclesia Dei. Muito mau presságio.

* * *

Nota do Fratres in Unum: Dom Muller foi outrora cotado para substituir o Cardeal Walter Kasper no Conselho Pontifício para a Unidade dos Cristãos. Enfim, sua ida a Roma é mais do que esperada e só aguardam mesmo uma vaga ser disponibilizada para encaixá-lo por lá.

O provável sucessor do Cardeal Levada não esconde sua admiração pela Teologia da Libertação “moderada” de Gustavo Gutierrez.

Na efervescência do período posterior ao levantamento das excomunhões dos bispos da Fraternidade São Pio X, reprovou a atitude de teólogos que pediram a Bento XVI fidelidade ao Vaticano II. Inicialmente, Sua Excelência exigiu deles uma clara profissão de fé, mas acabou sendo demovido.

Na mesma época, após protestar contra as ordenações da FSSPX no seminário de Zaitzkofen, Dom Muller recebeu em seu palácio episcopal o Padre Franz Schmiberger, superior do distrito alemão da FSSPX, para tratar do assunto; não obstante, ao mesmo tempo contribuiu para um livro fortemente contrário à FSSPX de autoria de um professor emérito de teologia dogmática da faculdade de Regensburgo.

20 Comentários to “Sucessão na Doutrina da Fé: o perigo ronda a porta do mundo tradicionalista.”

  1. Veni, Sancte Spiritus, et emitte caelitus lucis tuae radium… sobre o Santo Padre e ajudai-o!
    Proteja a FSSPX!
    Sancte Pie Decime, gloriose patrone, ora pro nobis!

  2. Os sinais contraditórios que Roma envia… são intrigantes e deixam qqr um perplexo. O que Roma quer afinal? Anda-se realmente em círculos? É tudo uma farsa? Que Deus tenha misericórdia de todas as almas que estão se perdendo por causa dessa confusão toda!

  3. Mesmo que um anticristo assumisse a Congregação para a Doutrina da Fé a FSSPX deve continuar fiel à tradição católica e esperar de Deus o fim dessa apostasia .

  4. Tenho vergonha do Vaticano!

  5. Christiano, vc n percebe que querem destruir a FSSPX com o consentimento deles?

  6. esses episódios só fazem confirmar o que nossa senhora disse em fátima e a visão da irmâ lúcia do papa que sobe a montanha cambaleante em meio a uma cidade em ruínas, esta cidade não será a igreja?

  7. Queria a ver a cara de muitos caso a FSSPX seja excomungada ou banida por ficar fiel a tradição e a Missa Tradicional, isso sim vai ser um testemunho muito forte e pelo que tudo indica estamos caminhando para isso.

  8. O bispo pode ser progressista como for, mas denunciar ordenações sacerdotais ilícitas ocorridas em sua diocese é até um dever. A FSSPX não tem o direito de ordenar padres, esses padres ordenados ilicitamente não têm missão canônica, as absolvições dadas por eles são inválidas, os casamentos por eles “testemunhados” são nulos, e os demais sacramentos são, assim como a ordenação que eles receberam, ilícitos. A orientação desse bispo pode até ser a pior do mundo, mas ele age muito bem em alertar seus fiéis.

    Rezemos para que a FSSPX receba logo um status jurídico da Igreja, e possa exercer seu ministério de maneira regular.

  9. Christiano, me desculpe, entendi errado o que vc falou. Fogo amigo kkkkkkkkkkkk

  10. Sim Ana Maria concordo com voce , a política de nomeação do Vaticano também me causa muita tristeza e “nojo”.
    Mas o que quis dizer é que não importa quanta perseguição diabólica a FSSPX venha sofrer por parte de Cardeais e Bispos, ela deve continuar como Dom Lefebvre quis : fiel a tradição bimilenar da Igreja.

  11. José Edson, isso faz muito sentido…

  12. Sérgio Meneses, o que é triste é ver o bispo empunhar a bandeira da condenação justamente num momento em que o Papa aplicava o remédio da misericórdia. Isso não deixa de ser um sinal de má vontade para com a própria medida do Papa. Insuflar um movimento de condenação quando o Papa busca a aproximação soa para mim como uma afronta.

    E o pior de tudo é saber que um bispo desse porte pode ser o responsável pela “reconciliação interna” desejada por Bento XVI. Só nos resta rezar para que não seja.

  13. O ‘teólogo’ ‘Sérgio Meneses’ fala… bobagens. O caso da freira da Tailândia fala por si. A FSSPX pertence à Igreja e tem uma missão dentro dela, prova o é a citada freira.

    Vá se instruir antes de teologar, menino.

    O levantamento (reconhecimento de nulidade) das excomunhões da forma como foi feito devolveu à FSSPX o status quo ante e, portanto, os padres (que nunca foram excomungados – nenhum deles) podem e devem dar sacramentos. A excomunhão se deu unica e exclusivamente por causa da sagração dos bispos e mais nada. Como a excomunhão foi levantada, da forma como foi levantada, todos os atos praticados desde antes são válidos de pleno direito.

    E… ad argumentandum, dois errados nunca farão um certo. O modernismo foi condenado pela Igreja antes do Concilio e a condenação substiste (nunca foi levantada…), portanto um bispos não poder ser “progressista como for”. Não deve. E, sobretudo, deve obedecer ao Papa. Coisa que os bispos progressistas como for (como dom Dimas, seu bispo) tem certa relutância em fazê-lo…

    Aos demais, gostaria de pedir reflexão e calma. Essas notícias servem para turbar a paz da Igreja. Colocar irmão contra irmão. E nem é pela glória de Deus. A FSSPX não vai fazer acordo nenhum. Nem vai expulsar ninguém em troca disto. Como os padres NÃO CANSAM de dizer: a Tradição é inegociável. A Tradição não pertence à FSSPX, portanto não há o que negociar ou acordar. Tenhamos Fé. E a Fé se alimenta com a oração.

    Aproveitemos o triste dia que se aproxima – do famigerado Assis III – para fazermos penitências e desagravos. E aguardemos, pois Nosso Senhor não vai abandonar a Sua Igreja e para isto manda macabeus como Mons. Lefebvre e todos os sacerdotes da FSSPX.

  14. Ilícitas são estas ordenações modernistas de padres tocadores de violão, dançarinos, psicólogos, atues, protestantes disfarçados etc… Se existe alguém que está fora da Santa Igreja são essas modernistas.
    Acorda Ségio Mendes.

  15. Sergio Meneses, o teólogo falador de bobagens:

    Decreto de levantamento das excomunhões, emitido pelo Cardeal Re, da Congregação para os Bispos, pela autoridade do Papa Bento XVI, em 21 de janeiro de 2009:

    “Com base nas faculdades expressamente concedidas a mim pelo Santo Padre Bento XVI, em virtude do presente Decreto, retiro dos Bispos Bernard Fellay, Bernard Tissier de Mallerais, Richard Williamson e Alfonso de Galarreta a censura de excomunhão declarada por esta Congregação em 1º de julho de 1988, enquanto declaro privado de efeitos jurídicos, a partir do dia de hoje, o Decreto emanado naquele tempo.”

    Privado de efeitos jurídicos! E quais são os “efeitos jurídicos” da excomunhão agora considerados nulos? De acordo com o Código de Direito Canônico de 1983:

    Can. 1331, § 1. Uma pessoa excomungada é proibida:

    1°- ter qualquer participação ministerial na celebração do sacrifício da Eucaristia ou em quaisquer outras cerimônias de culto;

    2°- celebrar sacramentos ou sacramentais e receber os sacramentos;

    3°- exercer quaisquer ofícios, ministérios ou encargos eclesiásticos ou praticar atos de regime;
    Assim, os efeitos da excomunhão são essencialmente três: (1) proibido de administrar sacramentos, (2) proibido de receber sacramentos, (3) proibido de exercer qualquer ofício ou ministério na Igreja. A partir disso, segue-se que o levantamento da excomunhão dos quatro bispos da Fraternidade deveria significar — se as palavras têm significado — que os quatro bispos agora são capazes de administrar e receber os sacramentos e exercer ofícios e ministérios na Igreja, assim como os padres da Fraternidade, que nunca foram excomungados em primeiro lugar.

    https://fratresinunum.com/2011/09/07/removendo-o-impedimento-vaticano-ii/

  16. Corrijam-me se eu estou certo, mas a própria Igreja já disse que os sacramentos na FSSPX são válidos, mas que ela apenas carece de “status” jurídico.

  17. Realmente Bento XVI parece ser o Papa titubeante de Fátima. Não define que direção seguir.

  18. Giulia D’amore, seu comentário das 12h07 é quite com o que eu penso. Numa hora dessa, vai-se fazer de tudo para perturbar a paz na Igreja e na FSSPX sobretudo. Rezemos mesmo, rezemos muito. Felizmente, não há tolos entre os superiores da Fraternidade e não se há de decepar um dos dedos da mão por um acordo, mormente em circunstânias como esta que se apresenta possível: O Bispo Muller como potencial chefe da CDF.

  19. Caros comentaristas,

    O texto diz: muito provável. Por enquanto é só suposição. Vamos aguardar.

  20. Esse tipo de tendencia demonstra apenas que há um jogo de poder dentro da curia romana, onde há pelo menos duas areas, uma conservadora e outra progressista. Ao que tudo indica S.S Bento XVI simplismente acata muitas das decisões destes grupos para fins politicos afim de manter ao menos uma aparente unidade na Igreja. Não é de se esperar que Bento XVI faça um pronunciamento excathedra contra os erros do Vaticano II, pois isso pode gerar um cisma de enormes proporções. Por tanto ele tenta fazer o que pode, tentar uma hermeneutica de continuidade afim de fortalecer a tradição da Igreja, faz ações interessantes como a liberação do Rito Gregoriano, dentre outras. Mas não espere uma mudança abrupta vinda de Roma, pois não irá acontecer .
    Ademais muito dificilmente sairá um acordo entre a Fraternidade e Roma, pois com o passar dos anos a tendencia é que grupos como a FSSPX passem a se importar mais com a propria unidade interna do que com a unidade da Igreja, a demais será quase impossivel que a FSSPX faça um acordo com Roma sem que deste acordo gere um cisma dentro da prorpria FSSPX.