Por Jeanne Smits | Tradução: Fratres in Unum.com
Desde quinta-feira, diferentes grupos de jovens católicos se mobilizam contra a representação da desprezível peça Sobre o conceito do Rosto do Filho de Deus no Teatro da Cidade, em Paris. Sem demora, para a estréia, um grupo de jovens do [movimento] Renouveau français [ndr: salvo melhor juízo, parece-nos que esses jovens manifestantes são fiéis da Fraternidade São Pedro] havia comprado lugares e conseguiram subir ao palco com uma faixa denunciando a “cristianofobia”. Em seguida, o grupo se colocou de joelhos para recitar o rosário, sob o olhar consternado dos responsáveis pelo teatro e as vaias do público bem burguês-boêmio [1], impaciente por assistir às diarréias descontroladas de um idoso sob o olhar do Cristo de Antonello di Messina que receberia o lançamento de granadas de crianças e se sujaria com um líquido amarronzado de conotações fecais evidentes, com a inscrição: “Não és o meu pastor .” Os jovens militantes foram expulsos pela polícia.
Durante este tempo, um grupo de jovens da Ação Francesa despistou a vigilância de três viaturas da CRS [2] para prosseguir pacificamente até as grades do Teatro da Cidade. A polícia os expulsous violentamente, batendo, lançando lacrimogêneos e imobilizando antes de proceder a 17 inquéritos. Um dos jovens que fora algemado e deitado ao chão se encontrava parcialmente sobre a rua. Ao dar marcha à ré, uma das viaturas da polícia passou sobre o pé do jovem rapaz. Gritando de dor, ele foi levado pelos bombeiros para o hospital mais próximo onde se pôde constatar que, por sorte, o ferimento não alcançou os ossos do pé. Foi carregado em sua saída do hospital para também ele ser interrogado. Três jovens foram indiciados por rebelião e um por furto — um policial não achava mais o seu gorro…
Desde então, as manifestações se sucedem. Na noite de sábado, um grupo de jovens foi rezar pacificamente em torno do teatro. As brutalidades policiais e as interpelações retomaram com renovado vigor — como conta um dos jovens presentes […].
A AGRIF [3] solicitou, sem sucesso, o cancelamento dessa peça que atinge gravemente aos cristãos que têm direito, como os outros, ao respeito pelos símbolos mais sagrados de sua religião. O direito deles não foi respeitado, mas os jovens que se mobilizam o fazem em espírito de oração e de reparação, sem nenhuma violência.
A Cidade de Paris e o Teatro que ela mantém denunciam as perturbações de quinta-feira… contra o Instituto Civitas, que não tem nenhuma responsabilidade pelos fatos. Em contrapartida, Civitas convoca a uma grande manifestação contra a cristianofobia no sábado, 29 de outubro, às 18 horas, na Praça das Pirâmides, em Paris.
Artigo extraído do n° 7461 de Présent de 25 de outubro de 2011.
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Nota do Fratres in Unum: O infeliz responsável pela peça, o dramaturgo italiano Romeo Castelluci, ainda debocha: “Eu os perdoo porque eles não sabem o que fazem”. Questionada, a Conferência Episcopal dos Bispos da França não quis se pronunciar sobre o caso.
Abaixo, o vídeo com os jovens portando a faixa “Cristianofobia, basta!”:
Aqui, cena da peça em que a imagem de Cristo é atingida por granadas lançadas por crianças:
NOTAS:
[1] No original, usada a contração “bobo”; visa designar aquela classe média-alta esquerdista pseudo-intelectual que adota teses da moda de cunho marxista, ecológico, new age, etc.
[2] Compagnies Républicaines de Sécurité. A polícia militar francesa.
[3] Aliança geral contra o racismo e pelo respeito da identidade francesa e cristã.







"... muitos dos que se dizem católicos ajudam os «revolucionários» . São esses, sempre «moderados», que estimam a «tranquilidade pública» como o bem supremo. Esses católicos tolerantes, condescendentes, brandos, doces, amáveis ao extremo com os maçons e furiosos inimigos de Jesus Cristo, guardam todo seu mau humor para os que gritam «Viva a Religião!» e a defendem sofrendo contínuas penalidades e expondo suas vidas. Para eles, esses últimos são «exagerados e imprudentes, que tudo comprometem com prejuízo dos interesses da Igreja» ".
Que tenho eu, Senhor Jesus, que não me tenhais dado?… Que sei eu que Vós não me tenhais ensinado?… Que valho eu se não estou ao vosso lado? Que mereço eu, se a Vós não estou unido?… Perdoai-me os erros que contra Vós tenho cometido. Pois me criastes sem que o merecesse… E me redimistes sem que Vo-lo pedisse… Muito fizestes ao me criar, muito em me redimir, e não sereis menos generoso em perdoar-me. Pois o muito sangue que derramastes e a acerba morte que padecestes não foram pelos anjos que Vos louvam, senão por mim e demais pecadores que Vos ofendem… Se Vos tenho negado, deixai-me reconhecer-Vos; Se Vos tenho injuriado, deixai-me louvar-Vos; Se Vos tenho ofendido, deixai-me servir-Vos. Porque é mais morte que vida, a que não empregada em vosso santo serviço… - Padre Mateo Crawley-Boevey