Cheio de ar quente

Por Rorate-Caeli | Tradução: Fratres in Unum.com

Será que existe um sinal mais visível do farisaísmo dos revolucionários litúrgicos (antes e, mais forte do que nunca, depois do Concílio) do que as suas críticas do suposto “descabimento” da “riqueza” da arquitetura e arte eclesiásticas tradicionais, ao passo que estão prontos para torrar milhões e milhões em suas estruturas vazias de aparência secular?

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12 milhões de euros foram gastos em um convento para 7 Clarissas Pobres em Ronchamp, em Franche-Comté (França) – um projeto do famoso arquiteto Renzo Piano, construído próximo da infame igreja de Notre-Dame-du-Haut, por Le Corbusier – financiada pela Associação Oeuvre Notre-Dame-du-Haut, uma associação leiga dona do local, mas com todo o apoio da Diocese de Besançon.

Honestamente, tal como comenta Francesco Colafemmina, em seu relato para o Fides et Forma, não parece presunçoso e ridículo que um dicastério vaticano passe um sermão nas pessoas (com relação a um assunto completamente “negociável” e eminentemente “discutível”) sobre a necessidade de um “sistema unificado não somente de governança, mas de governo da economia  e finanças internacionais” e de um “Banco Central Mundial” enquanto desperdícios escandalosos como esses são feitos, para todos os fins e propósitos, em nome da Igreja Católica?

18 comentários sobre “Cheio de ar quente

  1. Não precisa ir muito longe….cerca de 2 anos atrás, em Dourados – MS, a diocese (ou arquidiocese) inaugurou e gastou outros MILHÕES DE REAIS para montar um mosteiro contemplativo de clarissas (pobres?)
    Na inauguração todo o povo estava presente e autoridades civis e eclesiásticas. E pasmem, apenas CINCO RELIGIOSAS VIVERIAM ALI….

    A quem responsabilizar? Final dos tempos? Secularismo? Falta de vergonha? O que?
    Penso que São Francisco e Santa Clara ficariam estupefatos!

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  2. No dia 22/10/11 o Frates noticiou: De convento de irmãs Clarissas, abondonado por falta de vocações, a Mesquita. Por que essas irmãs não foram habitar o convento de Barcelona? Este fato, me lembra algo parecido no colégio de freira, chamado REGINA PACIS, no Recife. Em nome do concilio e da falsa pobreza fecharam o colégio, alegando que maioria dos ricos eram beneficiados. MORAL DA HISTÓRIA: Salvo algumas exceções, a maioria desta freiras, ensinam hoje, em colégios ricos. Parece que não aguentaram a pobreza.

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  3. Eis o texto;

    Inauguração do Mosteiro Santa Maria dos Anjos em Dourados
    07:07 Minutos
    Inauguração do mosteiro Santa maria dos Anjos em Dourados MS no dia 10/08/2009 A Diocese de Dourados inaugurou ontem pela manhã o mosteiro Santa Maria dos Anjos, o primeiro de Mato Grosso do Sul. A obra do Mosteiro das Clarissas, lançada há dois anos, custou R$ 2 milhões. Mais da metade deste valor foi enviado pela igreja na Alemanha eo restante, angariado junto aos fiéis da diocese através de campanhas e doações. O Mosteiro das Clarissas recebe e forma irmãs da ordem de Santa Clara de Assis e tem como fundamento a pobreza e oração. Seis irmãs, vindas de várias partes do país, já estão enclausuradas. Agora, restam 19 vagas para candidatas que queiram seguir a vida religiosa. Toda a formação é feita dentro do convento, em um período de seis anos. A inauguração aconteceu durante missa celebrada pelo bispo diocesano, dom Redovino Rizzardo. Mais de 30 sacerdotes de todo o Brasil e até representantes da Alemanha participaram da celebração, que aconteceu em clima de muita alegria pela presença do mosteiro em Dourados. O prefeito Ari Artuzi (PDT), o deputado federal Geraldo Resende (PMDB) e diversas autoridades políticas também participaram da inauguração. Ao Diário MS, dom Redovino disse que o mosteiro representa a presença do lado mais bonito do ser humano, que é o lado espiritual. O mosteiro vai ajudar a disseminar valores como fraternidade e amor à natureza, conforme pregava o próprio Francisco de Assis, afirmou. As irmãs clarissas são como células vivas que vão combater …

    Eis o link:

    http://www.todopueblos.com/acoruna.net/o-mosteiro/videos/

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  4. Para mim, utilizam-se da mesma estratégia de Napoleão.

    A revolução francesa tentou a todo custo fechar os mosteiros e congregações religiosas, proibir toda e qualquer esmola para as mesmas, e fazendo a vida dos religiosos ser tomada de uma austeridade incrível.

    Napoleão, quando no poder, não só lhes restituiu os bens, mas ainda doava volumosas quantias de dinheiro aos mosteiros e conventos. Porém, a atitude que parecia ser de benevolência, era na verdade ainda pior que a anterior: Napoleão sabia muito bem que era a pobreza, o sofrimento, e a dificuldade que mantinham muitos religiosos fieis a sua Regra, pois a sua intenção sempre foi a de viver como Cristo. Essa facilidade de recursos gerou confortos e facilidades, que acabaram com as vocações e aumentaram imensamente o abandono da vida monástica.

    Não é a toa que grandes reformadores como Santa Teresa e São João da Cruz procuravam sempre fundar casas segundo a regra primitiva, a saber, sem renda, com limite de religiosos, e com a maior austeridade possível. Sabiam e pregavam eles que o desapego total das coisas mundanas é requisito básico para a união da alma com o bom Deus.

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  5. Isso ai não é convento nem aqui e nem na China,exatamente como aquela nova catedral de BH e a Igreja em forma de serpente em homenagem ao Pe Pio não são Igrejas nem aqui e nem na China.

    Kyrie Eleison.

    Fiquem com Deus.

    Flavio.

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  6. Quero deixar claro que nada tenho contra a venerável Ordem das Clarissas, e as Irmãs que dão testemunho orante com suas vidas. Todavia, quem aprova um orçamento desta soma, senão os Bispos e outros arquitetos que trabalham a serviço das dioceses? No Brasil, quem fiscaliza o destino das verbas enviadas pela Alemanha?
    Considero um absurdo gastar milhões (de euros, ou de reais) com mosteiros modernos. Admiro, os mosteiros pobres, os diocesanos, e outros grupos “novos” que em si, dão maior testemunho.
    A Igreja precisa rever (e as Ordens e Congregações) o conceito do voto de pobreza. Não basta dizer que os bens pertencem a todos, mas que testemunho daremos aos pobres, ao mundo, aos mais necessitados?
    Penso, particularmente, que dentre os padres diocesanos das dioceses do interior do Brasil, há de fato, padres que são pobres e levam vida cristã abnegada.

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  7. E nós aqui do Brasil temos propriedade para falar, pois há mais de cinquenta anos nossos pastores enchem os bolsos do ateu Oscar Niemeyer e do “católico” Paulo Plastro para que idealizem as mansões-fantasma a que chamam de “igrejas”.

    E São Paulo que aguarde o novo “santuário” do Padre Marcelo Rossi, centro do showbusiness eclesiástico, para tornar este mundo um pouco mais feio e triste…

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  8. ‘Sinceramente não vi nada demais nessas instalações.”

    Eu também não vi nada demais. Não vi nenhum crucifixo, nenhuma estátua de Nossa Senhora, nenhum quadro de imagem sacra. Não vi nada demais…

    …. que evocasse uma atmosfera conventual.

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  9. Gostei das instalações, são muito boas, o único problema é que está muito secular, sem imagens, oratórios, mas como não vi todo o prédio não é possível saber ao certo se realmente não há tais elementos.

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  10. Vixxi! Olha, isto é uma vergonha, como diria Boris Casoy!
    Obras como estas e outros elefantes brancos eclesiasticos existem por todo nosso Brasil.
    A vivência da “pobreza” e “humildade” é apenas uma fachada falsa. Aqui mesmo em SC, a arquidiocese manézinha da ilha, Florianópolis, tem um seminário menor, prédio histórico na cidade, está passando a anos por “reformas” idealizadas por Claudio Pastro (imaginem a “M” que vai ficar). O financiamento da obra vem todo da Conferência dos Bispos Italianos, a anos e, não está nem na metade. Afirma-se (minha amiga namora um ex-seminarista de lá) que abra já ultrapassou a casa dos 5 milhões de reis. Isso não é coisa pra CPI Eclesiastica?

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  11. Pelo visto o modernoso e famoso arq. Renzo Piano tem “boas” relações com a igreja. Foi ele quem projetou aquela aberração em Pietrelcina e agora mais esse “convento”.

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  12. A Igreja sulmatogrossense não mostra sua melhor face (http://www.campograndenews.com.br/cidades/capital/casal-processa-igreja-por-casamento-e-batismo-feitos-por-seminarista). O prefeito Ari Artuzi foi preso e responde a processo por corrupção, com direito a video recebendo dinheiro e tudo mais… (aqui foto dos dois juntos: o bispo e o prefeito: http://www.grandefm.com.br/midia/5842/5842/img_1376.jpg).

    O bispo de Dourados gosta de Missas temáticas, como missa caipira (http://www.montfort.org.br/pictures/cartas/20110206/DouradosMissaCaipira2.jpg e http://www.montfort.org.br/pictures/cartas/20110206/DouradosMissaCaipira3.jpg), missa crioula (http://3.bp.blogspot.com/_wx6bnoLYYz0/SrpVZPOiYjI/AAAAAAAAADk/LgstBiYI3jI/s400/image016.jpg),

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  13. È tanta coisa a ser detestada, que nem sei como iniciar:
    Vamos por etapa: Será que neste convento se pratica a verdadeira regra das clarissas? Isso é muito mais grave, do que qualquer gasto financeiro. Será que estas religiosas realmente estão lá para rezar, levar uma vida diferente das demais que vivem no mundo? Como podemos confiar? Será que temos um sacerdote fiel a doutrina de sempre, que possa enfatizar para elas, a sua vocação, tão bela e sublime ao mesmo tempo?
    Por outro lado, vemos em todas as parte da terrra, igrejas construidas, sem a menor visão que alí é a casa de Deus. Quem teve o desprazer de conhecer a catedral de Brasília, pode ter percebido esta falta de gosto; por tudo que é belo e glorioso.
    Volto a ratificar: Este convento, realmente é um lugar onde se reza, pratica a piedade, vivem como verdadeiras religiosas? Ou temos que aceitar que este lugar, é mais um local onde se pratica os erros do Concílio Vaticano II? Vamos pensaar positivo. Certamente estas religiosa estão lá para santificar a si proprias e a todos nós. Aí sim, a falta de gosto deste prédio “frio”, e moderno, será suplantado pelo amor e temor de Deus.
    JOELSON RIBEIRO RAMOS.

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