Discurso de Bento XVI no encontro inter-religioso de Assis.

Queridos irmãos e irmãs,

distintos Chefes e representantes das Igrejas e Comunidades eclesiais e das religiões do mundo,

queridos amigos,

Passaram-se vinte e cinco anos desde quando pela primeira vez o beato Papa João Paulo II convidou representantes das religiões do mundo para uma oração pela paz em Assis. O que aconteceu desde então? Como se encontra hoje a causa da paz? Naquele momento, a grande ameaça para a paz no mundo provinha da divisão da terra em dois blocos contrapostos entre si. O símbolo saliente daquela divisão era o muro de Berlim que, atravessando a cidade, traçava a fronteira entre dois mundos. Em 1989, três anos depois do encontro em Assis, o muro caiu, sem derramamento de sangue. Inesperadamente, os enormes arsenais, que estavam por detrás do muro, deixaram de ter qualquer significado. Perderam a sua capacidade de aterrorizar. A vontade que tinham os povos de ser livres era mais forte que os arsenais da violência. A questão sobre as causas de tal derrocada é complexa e não pode encontrar uma resposta em simples fórmulas. Mas, ao lado dos fatores económicos e políticos, a causa mais profunda de tal acontecimento é de caráter espiritual: por detrás do poder material, já não havia qualquer convicção espiritual. Enfim, a vontade de ser livre foi mais forte do que o medo face a uma violência que não tinha mais nenhuma cobertura espiritual. Sentimo-nos agradecidos por esta vitória da liberdade, que foi também e sobretudo uma vitória da paz. E é necessário acrescentar que, embora neste contexto não se tratasse somente, nem talvez primariamente, da liberdade de crer, também se tratava dela. Por isso, podemos de certo modo unir tudo isto também com a oração pela paz.

Papa recebe líderes das religiões na porta da Basílica Santa Maria dos Anjos, em Assis, Itália.

Mas, que aconteceu depois? Infelizmente, não podemos dizer que desde então a situação se caracterize por liberdade e paz. Embora a ameaça da grande guerra não se aviste no horizonte, todavia o mundo está, infelizmente, cheio de discórdias. E não é somente o facto de haver, em vários lugares, guerras que se reacendem repetidamente; a violência como tal está potencialmente sempre presente e caracteriza a condição do nosso mundo. A liberdade é um grande bem. Mas o mundo da liberdade revelou-se, em grande medida, sem orientação, e não poucos entendem, erradamente, a liberdade também como liberdade para a violência. A discórdia assume novas e assustadoras fisionomias e a luta pela paz deve-nos estimular a todos de um modo novo.

Procuremos identificar, mais de perto, as novas fisionomias da violência e da discórdia. Em grandes linhas, parece-me que é possível individuar duas tipologias diferentes de novas formas de violência, que são diametralmente opostas na sua motivação e, nos particulares, manifestam muitas variantes. Primeiramente temos o terrorismo, no qual, em vez de uma grande guerra, realizam-se ataques bem definidos que devem atingir pontos importantes do adversário, de modo destrutivo e sem nenhuma preocupação pelas vidas humanas inocentes, que acabam cruelmente ceifadas ou mutiladas. Aos olhos dos responsáveis, a grande causa da danificação do inimigo justifica qualquer forma de crueldade. É posto de lado tudo aquilo que era comummente reconhecido e sancionado como limite à violência no direito internacional. Sabemos que, frequentemente, o terrorismo tem uma motivação religiosa e que precisamente o caráter religioso dos ataques serve como justificação para esta crueldade monstruosa, que crê poder anular as regras do direito por causa do «bem» pretendido. Aqui a religião não está ao serviço da paz, mas da justificação da violência.

A crítica da religião, a partir do Iluminismo, alegou repetidamente que a religião seria causa de violência e assim fomentou a hostilidade contra as religiões. Que, no caso em questão, a religião motive de facto a violência é algo que, enquanto pessoas religiosas, nos deve preocupar profundamente. De modo mais subtil mas sempre cruel, vemos a religião como causa de violência também nas situações onde esta é exercida por defensores de uma religião contra os outros. O que os representantes das religiões congregados no ano 1986, em Assis, pretenderam dizer – e nós o repetimos com vigor e grande firmeza – era que esta não é a verdadeira natureza da religião. Ao contrário, é a sua deturpação e contribui para a sua destruição. Contra isso, objeta-se: Mas donde deduzis qual seja a verdadeira natureza da religião? A vossa pretensão por acaso não deriva do facto que se apagou entre vós a força da religião? E outros objetarão: Mas existe verdadeiramente uma natureza comum da religião, que se exprima em todas as religiões e, por conseguinte, seja válida para todas? Devemos enfrentar estas questões, se quisermos contrastar de modo realista e credível o recurso à violência por motivos religiosos. Aqui situa-se uma tarefa fundamental do diálogo inter-religioso, uma tarefa que deve ser novamente sublinhada por este encontro. Como cristão, quero dizer, neste momento: É verdade, na história, também se recorreu à violência em nome da fé cristã. Reconhecemo-lo, cheios de vergonha. Mas, sem sombra de dúvida, tratou-se de um uso abusivo da fé cristã, em contraste evidente com a sua verdadeira natureza. O Deus em quem nós, cristãos, acreditamos é o Criador e Pai de todos os homens, a partir do qual todas as pessoas são irmãos e irmãs entre si e constituem uma única família. A Cruz de Cristo é, para nós, o sinal daquele Deus que, no lugar da violência, coloca o sofrer com o outro e o amar com o outro. O seu nome é «Deus do amor e da paz» (2 Cor 13,11). É tarefa de todos aqueles que possuem alguma responsabilidade pela fé cristã, purificar continuamente a religião dos cristãos a partir do seu centro interior, para que – apesar da fraqueza do homem – seja verdadeiramente instrumento da paz de Deus no mundo.

Se hoje uma tipologia fundamental da violência tem motivação religiosa, colocando assim as religiões perante a questão da sua natureza e obrigando-nos a todos a uma purificação, há uma segunda tipologia de violência, de aspeto multiforme, que possui uma motivação exatamente oposta: é a consequência da ausência de Deus, da sua negação e da perda de humanidade que resulta disso. Como dissemos, os inimigos da religião veem nela uma fonte primária de violência na história da humanidade e, consequentemente, pretendem o desaparecimento da religião. Mas o «não» a Deus produziu crueldade e uma violência sem medida, que foi possível só porque o homem deixara de reconhecer qualquer norma e juiz superior, mas tomava por norma somente a si mesmo. Os horrores dos campos de concentração mostram, com toda a clareza, as consequências da ausência de Deus.

Aqui, porém, não pretendo deter-me no ateísmo prescrito pelo Estado; queria, antes, falar da «decadência» do homem, em consequência da qual se realiza, de modo silencioso, e por conseguinte mais perigoso, uma alteração do clima espiritual. A adoração do dinheiro, do ter e do poder, revela-se uma contrarreligião, na qual já não importa o homem, mas só o lucro pessoal. O desejo de felicidade degenera num anseio desenfreado e desumano como se manifesta, por exemplo, no domínio da droga com as suas formas diversas. Aí estão os grandes que com ela fazem os seus negócios, e depois tantos que acabam seduzidos e arruinados por ela tanto no corpo como na alma. A violência torna-se uma coisa normal e, em algumas partes do mundo, ameaça destruir a nossa juventude. Uma vez que a violência se torna uma coisa normal, a paz fica destruída e, nesta falta de paz, o homem destrói-se a si mesmo.

A ausência de Deus leva à decadência do homem e do humanismo. Mas, onde está Deus? Temos nós possibilidades de O conhecer e mostrar novamente à humanidade, para fundar uma verdadeira paz? Antes de mais nada, sintetizemos brevemente as nossas reflexões feitas até agora. Disse que existe uma conceção e um uso da religião através dos quais esta se torna fonte de violência, enquanto que a orientação do homem para Deus, vivida retamente, é uma força de paz. Neste contexto, recordei a necessidade de diálogo e falei da purificação, sempre necessária, da vivência da religião. Por outro lado, afirmei que a negação de Deus corrompe o homem, priva-o de medidas e leva-o à violência.

Ao lado destas duas realidades, religião e antirreligião, existe, no mundo do agnosticismo em expansão, outra orientação de fundo: pessoas às quais não foi concedido o dom de poder crer e todavia procuram a verdade, estão à procura de Deus. Tais pessoas não se limitam a afirmar «Não existe nenhum Deus», mas elas sofrem devido à sua ausência e, procurando a verdade e o bem, estão, intimamente estão a caminho d’Ele. São «peregrinos da verdade, peregrinos da paz». Colocam questões tanto a uma parte como à outra. Aos ateus combativos, tiram-lhes aquela falsa certeza com que pretendem saber que não existe um Deus, e convidam-nos a tornar-se, em lugar de polémicos, pessoas à procura, que não perdem a esperança de que a verdade exista e que nós podemos e devemos viver em função dela. Mas, tais pessoas chamam em causa também os membros das religiões, para que não considerem Deus como uma propriedade que de tal modo lhes pertence que se sintam autorizados à violência contra os demais. Estas pessoas procuram a verdade, procuram o verdadeiro Deus, cuja imagem não raramente fica escondida nas religiões, devido ao modo como eventualmente são praticadas. Que os agnósticos não consigam encontrar a Deus depende também dos que creem, com a sua imagem diminuída ou mesmo deturpada de Deus. Assim, a sua luta interior e o seu interrogar-se constituem para os que creem também um apelo a purificarem a sua fé, para que Deus – o verdadeiro Deus – se torne acessível. Por isto mesmo, convidei representantes deste terceiro grupo para o nosso Encontro em Assis, que não reúne somente representantes de instituições religiosas. Trata-se de nos sentirmos juntos neste caminhar para a verdade, de nos comprometermos decisivamente pela dignidade do homem e de assumirmos juntos a causa da paz contra toda a espécie de violência que destrói o direito. Concluindo, queria assegura-vos de que a Igreja Católica não desistirá da luta contra a violência, do seu compromisso pela paz no mundo. Vivemos animados pelo desejo comum de ser «peregrinos da verdade, peregrinos da paz».

Bento XVI (tradução para português publicada pelo Vaticano) – Fonte: Agência Ecclesia

54 Comentários to “Discurso de Bento XVI no encontro inter-religioso de Assis.”

  1. O negócio é o amor!!!!!

  2. O Papa sequer citou o nome de Nosso Senhor Jesus Cristo. O verdadeiro Príncipe da Paz e único que pode dar a paz ficou de fora do discurso de abertura desse evento.

  3. Como sempre, claro e inequívoco.

  4. Como é importante o ecumenismo, isto ele demostra todos os momentos, primeiro com a “fraternidade”, agora em Assis. Manifesto toda a minha alegria ao Santo Papa Bento e todos que ainda lutam por uma unidade, e buscam causas que merecem dar destaques. Sei que é difícil para vocês entenderem isso, mas graças a isso hoje vocês conseguem dialogar com o Vaticano. Também sei que este é mais um comentário que não irão postar, mas manifesto minha opinião. Declaro radical ao radicalismo

  5. O discurso é bonito, porem como eu queria ouvir do papa dizendo para presentes, “ Só cristo é caminho a verdade e vida só ele gera paz convertam-se e não volte a pecar a igreja católica vos recebe, de braços abertos favor procurem a FSSPX para um período de catequese. Sonhar não custa

  6. Considero o discursso do Santo Padre muito bom.De fato, quando líderes religiosos do mundo inteiro se reunem, é totalmente compreensível que eles discutam sobre “a ciência da religião”, “o que é Espiritualidade”, “como está o mundo hoje?”, etc.

    Se o encontro continuar somente nesses discursos, palestras e blá, blá, blá….que bom!O escândalo é muito menor.

  7. Vanderlei, o Teólogo:
    Meus reconhecimentos por sua liberalidade e respeito ecumênico com a nada compreensiva “fraternidade” (sic). Sim, amigão, o encontro de Assis é para alegrar gente como você, lá é o seu lugar. Parabéns e seja muito feliz com o novo encontro de Assis! Vá lá pular fogueira com os seguidores de zoroastro, e aproveite para dar um chute (de leve) na imagem de Nossa Senhora Aparecida também, como fez um seu irmão separado. Tudo em nome do ecumenismo, certo? Aquele que permite que a Fraternidade de São Pio X dialogue com o Papa.

    Ora amigo, pensa antes de falar que vai te fazer bem….

  8. A clareza do discurso do Santo Padre é realmente admirável. Estou muito feliz por Bento XVI.

    Para mim, estas palavras resumem o discurso:

    ” O Deus em quem nós, cristãos, acreditamos é o Criador e Pai de todos os homens, a partir do qual todas as pessoas são irmãos e irmãs entre si e constituem uma única família. A Cruz de Cristo é, para nós, o sinal daquele Deus que, no lugar da violência, coloca o sofrer com o outro e o amar com o outro. O seu nome é «Deus do amor e da paz» (2 Cor 13,11)”.

  9. E o mais bizarro são essas indivíduos, em sua ratzingeridolatria, que babam e fazem fantásticos malabarismo na lingua portuguesa e na lógica para dizer que está tudo certo e lindo. Sinceramente, tem hora que a paciência acaba…
    Virgem Maria, rogai por nós!!

  10. O presidente,(Chavez da Venezuela) que declara estar “livre” do câncer que ele revelou ter em junho, disse na TV: “Somo-me à lista das pessoas cobertas pelo manto de Joséeus) O meu foi uma espécie de milagre”.
    Gregorio.(um santo popular del á que não é nem servo de Deus) Foi mais uma demonstração de devoção de Chávez, que já na semana passada foi a um santuário no oeste do país e nas últimas semanas fez cerimônias evangélicas, indígenas e de religiões africanas por sua saúde – todas transmitidas pela TV.” Jornal o povo do Ceará de hoje 27/110/11.
    Eias aí o resultado do verdadeiro espirito de Assim. Chavez deveria ter sido convidado para ter mais oportunidades de invocar os deuses hindus no encontro. Como poderá o papa ou um bispo criticar chavez por ele procurar cura no xamanismo, na idolatria a cura, se o que vale é o resultado? Disseram para Santa joana d´Arc, mentirosamente que ela desejaria que o diabo a livrasse da prisão em que estava; ao que ela respondeu: “Nego que gostaria que o diabo me livrasse da prisão.” Nego, digo eu, que se deva pedir pela paz unidos a outras religiões e peço a Deus que envia para o papa um novo SÃO PAULO que o resita na cara com este fez com São Pedro e diga: “Como é que tu que te dizes vigário de Cristo te portas como se fosses mais um sacerdote do paganismo e ainda assim queres que os outros acreditem que só que Cristo é o caminho, a verdade e a vida.Sim, o papa pode ser chamado atenção e alertado, afinal ele também é um ser humano sujeito ao pecado. O falso respeito é que levaria a tentar justificar suas ações erradas por respeito Humano. Não se deve ter medo de denunciar erro e isto não significa ser contra o papa ou a Igreja. Na verdade é zelo pela glória de Deus, zelo este que São Paulo tinha de sobra e que falta a muitos de nossos bispos.

  11. Caros,

    acho que o Papa foi de uma sutileza surpreendente. Chegar lá e simplesmente dizer para um muçulmano que sua religião é inválida seria declarar uma guerra sem precedentes, o que causaria uma desordem desnecessária. Mas, vejam só, como o Bento XVI dá um tapa com luva de pelica nas falsas crenças… Aguardemos os próximos acontecimentos.

  12. Bem feito pra quem afirmou que o papa ia dar jeito nessa abominação de encontro!

    Viva a Inquisição!

  13. Para mim, este encontro é o pior dos três. É uma catástrofe. Por causa de como foram feitas as coisas, afinal somente a prática traz a ‘perfeição’! Sim, porque nenhum católico de verdade iria participar de um culto pagão ou demoniaco. Mas quando nos damos as mãos e cantamos ‘cumbayá’ abraçados uns aos outros ‘como irmãos’… muitos católicos são levados a crer que seja bom e seja agradável a Deus.

    O Vaticano mudou apenas a tática e os danos serão piores pq com essa atitude ”paz e amor” (bem anos sessenta) os mais conservadores vão dizer: “eh, sim, não há escandalos… é boa coisa!” … e não é!

    O escandalo maior está nas almas que serão arrastadas nessa enxurrada de boas intenções. Não só as catolicas que irão buscar outros caminhos para chegar ao Pai, mas as não catolicas que não vão se converter pq acreditam nesse discurso demoniaco.

    Se Cristo quisesse ser sutil… teria vivido a Paixão?

  14. Eu sinceramente estou cada vez mais convencido que estamos às portas de uma intervenção divina como disse Dom Richard Willianson.
    Como pode o Papa afirmar que religiões não cristãs e que ensinam heresias podem nos dar a paz?
    Que significa isso ?
    Paulo em atenas não teve medo de testemunhar diante de uma platéia politeista o nome de Nosso Senhor Jesus Cristo !
    Pedro em pentecoste não teve medo de anunciar o nome de Jesus para aqueles judeus.
    O nome de Nosso Senhor é o único que pode dar a paz .
    E ainda querem converser que nada mudou ? que não mudaram a teologia da Igreja?
    O nome de Nosso Senhor sequer foi lembrado nesse discurso de abertura.
    A paz que está sendo pregada é uma paz que nasce do HOMEM é uma paz MAÇONICA. Jesus se torna insignifante.
    É a mesma Paz e Fraternidade entre irmãos de vários credos que a maçonaria sempre desejou.

  15. Machado, seu comentário foi simples, direto e certeiro. Como a paixão cega as pessoas! De fato, querer do Santo Padre uma atitude ofensiva seria evocar uma guerra sem precedentes, com certeza! Além do mais, não são palavras de persuasão que convertem o coração do homem e sim o testemunho vivo daqueles que crêem em Cristo Senhor. Do que valeria neste caso um discurso apologético, senão para incitar ainda mais ódio contra a Igreja? O testemunho do Santo Padre foi simples e sutil. Isso porque, ele confia em Nosso Senhor e não nos seus próprios esforços, ainda que seja o chefe visível da Igreja de Cristo. Sim! A Igreja ensina que Jesus Cristo – e só Ele – é o Caminho, A Verdade e A Vida – e isso, nenhum dos chefes religiosos presentes desconhece. O grande problema é que existem pessoas que querem se arvorar em saber conduzir melhor a Igreja do que o próprio Deus na pessoa de seu vigário aqui na terra. De trás do teclado é mole dar pitaco e pontificar. Quem ousa claçar de verdade as sandálias do pescador? É importante notar também, que o discurso do Santo Padre é todo feito em uma perspectiva unicamente cristã, se referindo o tempo todo ao Deus uno! E ele usa a expressão “O Verdadeiro Deus, portanto, é claro, referindo-se ao Deus católico! Mas as lentes do preconceito embotam a visão! Bem, rezemos pelo Santo Padre, rezemos pela Igreja e rezemos também para que Deus abata a má vontade absurda dos ultra-mega-hiper-“tradicionalistas”.

  16. Vanderlei tem razão. Se não fosse o ecumenismo, os católicos não seriam mais permitidos dentro da Igreja.

  17. Vou esperar até o fim do encontro para ver se o Papa dirá que todos os deuses dos pagãos são demônios.

  18. O discurso do Santo Padre foi forte e marcante quanto à critica histórica do Estado Moderno que pretende radicar a religião da sociedade, bem como às consequências do viver sem Deus, Ocorre que, em determinados momentos, dá a impressão de que a Igreja Católica caminha ao lado das demais religiões na busca pela face da Verdade, quando a amada já possui o Amado, Aquele que é o caminho, a verdade e a vida. Esta questão ficou um pouco ambígua, ele falou sobre o Deus Verdadeiro, mas não disse qual o caminho deixado por ele para que o homem alcance o bem, a paz, a salvação. Também poderia ter falado no final sobre a Rainha da Paz e clamor em Fátima da mãe de Deus pela paz, só há paz se há conversão dos homens.

  19. E, pra variar, a mídia nacional só divulga o que lhes interessa: “Papa visitou a cidade de Assis e recebeu religiosos do mundo todo. Ele voltou a assumir a culpa por atos de violência feitos por cristãos.”

    Fonte: http://g1.globo.com/mundo/noticia/2011/10/bento-xvi-denuncia-terrorismo-religioso-e-sua-crueldade.html

  20. Nos folclóricos contos sobre vampiros tais bestas só adentram as casas se o dono convidar, agora podemos ver que se o representante do dono convidar eles também podem entrar sem se queimar agora entendo porque essa belíssima igreja esta cheia, aposto que a maioria ao adentrar a igreja não se benzeu com a água benta , ou talvez a pedidos as águas foram retiradas para não ter perigo de respingar e queimar um “ irmão“ que Deus nos proteja

  21. Ó minha gente! Então o anfitrião, que dirigiu o convite aos convidados, ia insultá-los? Há com cada teoria… Sim, porque criticar as outras religiões, por mais que seja verdade, era estar a pedi-las. Havia de ser bonito, nem católicos que suportassem o Papa haveria, se este armasse guerra depois de os ter atraído ao local…
    Já agora, é favor comparar o discurso de Assis III com Assis II e I. Não que seja melhor, nem pior, antes pelo contrário.

  22. Mais uma coisa: é curioso verificar no vídeo que a maior parte dos convidados se inclina perante o Papa. Não que isso seja mau, nem bom, antes pelo contrário. É o que é.

  23. Diante de tanta paz e amor (“É o amoooooooooooooooorrr …”, como diria a canção), foi inevitável lembrar das palavras de Santa Teresinha:

    “Oh! não, eu não temeria ir à guerra. Com que alegria, por exemplo, no tempo das cruzadas, teria partido para combater os hereges. Sim! Eu não temeria levar um tiro, não temeria o fogo!”

  24. “Para mim, este encontro é o pior dos três. É uma catástrofe. Por causa de como foram feitas as coisas, afinal somente a prática traz a ‘perfeição’!” [2]

    Acrescento: ele deixa bem claro que o propósito é pegar “as religiões”, a Religião Católica inclusive, e “colocá-las na linha”, ou seja dentro dos parâmetros da Nova Ordem Mundial: ele declara aceitar a crítica do iluminismo! E está ali precisamente para realizar esse projeto maçônico, nada mais nada menos.

    Israel.TL, culpar a mídia por noticiar isso, por pior que seja ela, é bem absurdo.

  25. Mas eu concordo com alguns comentaristas, o discurso foi muito bom, até claro em muitos aspectos, principalmente no falar do Deus Vivo e Verdadeiro, que é uma expressão que somente existe no cristianismo e no judaísmo, devido à verdade sobre a natureza de Deus.

  26. Na verdade de anda adianta uns defenderes o Encontro e o outros ficarem a favor do mesmo.Ele está acontecendo e não tempos o menor poder de interpreta-lo o desmanchar o mesmo Eu os convido ecumenicamente, a simplesmente a partir de hoje a rezar ao Verdadeiro Deus, que é Pai Filho e Espirito santo para que NUNCA MIAS ACONTEÇA O ENCONTRO DE ASSIS. Simples Assim.

  27. Beatíssimo Pai, Bento XVI, escrevo com lágrimas as palavras abaixo,

    Como procuras pela verdade se a tens nas mãos durante a consagração? Por que procuras a paz do mundo, se o próprio Cristo nos prometeu a verdadeira paz e ele mesmo disse que é uma paz diferente da paz do mundo (cf Jo XIV)?

    Quo vadis, Sancte Pater? Consideras apenas os que não crêem como peregrinos da verdade? Esquecestes dos que estão presos às amarras do erro? Consideras que a imagem do verdadeiro Deus, não raramente fica escondida nas religiões? É possível encontrar Deus nestas religiões Santo Padre? Dizei somente: Sim, se é sim; não, se é não. Tudo o que passa além disto vem do Maligno. (Mt V, 37)

    Afirmas que todos somos irmãos por sermos criaturas de Deus. Mesmo os não batizados? Os hereges? Os cismáticos? Os excomungados de toda forma? Os apóstatas? Os que se recusam a ouvir a Igreja e que devem ser para nós como pagãos (Mt XVIII)? Os adoradores do Antigo Inimigo? Os Servos do Antigo Inimigo? Se somos todos irmãos, qual é o significado do Batismo? Qual o significado da Reconciliação?

    Violência usada pelos Cristãos? Refere-se às Cruzadas Santo Padre, onde valorosos mártires deram seu sangue para defender a fé Cristã? Infelizmente houveram pessoas com má fé, mas nunca foi intenção da Igreja Católica o saque, a pilheria, o roubo… Como pedir desculpas? Por defender Cristo? Pelos atos de um São Tiago Mata-Mouros?

    Se a nós, pobres almas, afirmações como estas nos levam à perdição eterna, o que será de vós, Santo Padre, que tem sobre os ombros a responsabilidade de ser o Vigário de Cristo, o doce Cristo na Terra?

    Confirma nossa fé Santo Padre! Te suplicamos, confirma nossa fé! A lei suprema é a salvação das almas. Tenha certeza, Santo Padre, que reforçamos nossas orações por ti.

    Do último dos pecadores, indigno filho da Santa Igreja.

  28. Queridos? e Amigos?

    ‘Ser-me-á suficiente responder [dizia ele] que jamais poupei os hereges e que empreguei todo o meu zelo em fazer dos inimigos da Igreja meus inimigos pessoais’. São Jerônimo

    Imagine São Jerônimo se estivesse vivo. Reparemos meus caros.

  29. Para mim ficou claro que esse encontro de Assis, edição 2011, tem caráter “civil”, não “ecumênico”. É um avanço.

  30. Senhores: a caixa de comentários não é caixa de provocações. Comentem à vontade, mas sem cutucões gratuitos a esse ou aquele grupo.

  31. Enquanto o papa se rebaixa de sua dignidade, promovendo e participando de um encontro com hereges e pagãos que só trará mais confusão à Igreja, uma atriz de Holywood e um portal de notícias brasileiro aproveitam para lhe descer o sarrafo. Pelos motivos errados, é claro.

    Eis o acontecido:

    Numa entrevista ao ator Bob Balaban, por ocasião do Festival de Cinema de Hamptons, nos Estados Unidos, neste fim de semana, a atriz Susan Sarandon contou que enviou ao papa uma cópia do livro Os Últimos Passos de um Homem, que defende o fim da pena de morte. Quando questionada sobre qual papa teria recebido o presente, a atriz respondeu: “Foi o anterior, não o NAZISTA que está lá agora.”

    Em resposta, o presidente da Liga Católica dos Estados Unidos, William Donohoe, disse:
    “Sua ignorância sobre o assunto é intencional. As pessoas que compactuam com isso não estão interessadas em saber a verdade.”

    A Liga Anti-Difamação também entrou no coro CONTRA A ATRIZ e exigiu retratação pública.
    “Nós esperamos que ela tenha o bom senso de se desculpar perante a comunidade católica e a todos que ela ofendeu ao fazer um comentário tão ofensivo e calunioso”, disse o presidente da Liga Anti-Difamação, Abraham H. Foxman.

    Pois é…

    Sabem qual foi a MANCHETE que foi dada à notícia?

    “Susan Sarandon É ALVO DE FIÉIS CATÓLICOS”

    Subtítulo: “A atriz TEM SOFRIDO REPRESÁLIAS depois de dizer que o papa Bento 16 é nazista”

    PS: também É OMITIDO o fato de que a Liga Antidifamação (que defendeu veementemente o Papa) é uma ORGANIZAÇÃO JUDAICA (http://www.morasha.com.br/conteudo/ed29/anti.htm).

    Mas quem foi que publicou essa distorção, invertendo de maneira canalha quem ofende e persegue com quem é ofendido e perseguido?
    (http://veja.abril.com.br/noticia/celebridades/susan-sarandon-e-alvo-de-fieis-catolicos)

    E a Veja é tida como o “melhor” que temos na imprensa brasileira.

    Imaginem os piores…

  32. Esse encontro de Assis, não é católico de maneira alguma.

  33. A impressão que se tem no discurso do Papa, é que todo e qualquer uso da violência por motivos religiosos, é intrinsecamente mau. Nada, absolutamente nada justifica seu uso. Creio que Bento XVI também deveria perdão pelas coisas que Deus fez no AT. Francamente, trata-se de uma outra religião.

    Dar credibilidade a crítica feita pelo iluminismo a religião, é desconsiderar que, até mesmo o futebol, que deveria ser motivo de diversão, é motivo de violência…

  34. GALVÃO,

    BELAS PALAVRAS. DISSE TUDO. O RESTO É BLÁ, BLÁ…..

  35. Pra quem disse que ele nao citou Jesus, deve ler o texto direitinho:

    Bento XVI disse: “A Cruz de Cristo é, para nós, o sinal daquele Deus que, no lugar da violência, coloca o sofrer com o outro e o amar com o outro. O seu nome é «Deus do amor e da paz» (2 Cor 13,11)”.

    Sabedoria, meus caros, é algo que falta pra muitos de nós! Vocês querem que o Santo Padre já chegue dizendo: as religiões de vocês estão erradas!? Alguém iria abrir o coração à verdade exposta desse jeito! Duvido muito!

    Um pai, como tal, vai aproveitando as brechas e as oportunidades que tem para com seus filhos e abrindo-lhes a cabeça e dissolvendo a dureza do coração. Ninguém força ninguém a mudar de religião. É preciso usar de inteligência e aos poucos mostrando a Verdade, que é Cristo.

    Viva Bento XVI!

  36. O que se deve acrescentar a isto: “Todos os deuses dos pagãos são demônios – Salmo 95,5”?

    Ou é verdade ou não é!
    Se é verdade, Assis III é abominação diante de Deus.
    Se não é verdade… somos todos um bando de trouxas, pq acreditamos em mitos e contos da carochinha! Sim, porque Deus não pode ter duas palavras. E se as tem… não é Deus, mas deus. E ai vale qualquer um. E ai podemos escolher o que quisermos para alimentar nossas ilusões porque se não há Deus, mas deuses… também não há uma vida eterna.

    Eu sei que é verdade. Então, Assis III é uma abominação diante de Deus. Qualquer outra afirmação contrária é puro sofisma, enganação, palavra do Demônio.

    Só para esclarecer, Assis III não é um encontro civil, mas suprarreligioso, o que é bem diferente e não melhora as coisas.

    Enfim, que desolação ler comentários vazios de conteúdo e lógica. Uma minoria, mas existem. E batem palmas às loucuras dos loucos. Me pergunto onde estariam no momento da condenação de Cristo. De que lado estariam? Que tristeza! Que tristeza! Minh’alma sangra até o infinito.

  37. Falsos Católicos julgando e criticando o Papa: que absurdo!!!!
    E ainda se dizem “tradicionalistas”!!!! Abaixo aos falsos católicos sedevacantistas! Viva o Papa Bento XVI !

  38. “Presente enfim no vale todo o gênero humano, correr-se-ão as cortinas do céu e aparecerá o Supremo Juiz sobre um trono de resplandecentes nuvens, acompanhado de todas as hierarquias dos anjos […].
    A primeira coisa que se fará será mandar apartar os maus dos bons; e os ministros que disso se encarreguem são os anjos: “Exibunt angeli et separabunt malos de medio justorum”. […]
    Num lado, hão de estar os PAPAS; em outro, os imperadores; em outro, os reis; em outro, os bispos; em outro os religiosos; e assim dos demais estados do mundo […]
    Sairão, pois, os anjos; vede que suspensão e que tremor será o dos corações dos homens naquela hora!Sairão os anjos e irão primeiramente ao lugar dos papas. Et separabunt (faz horror só imaginar que, em uma dignidade tão divina e em homens eleitos pelo Espírito Santo, há de haver também que separar). Et separabunt malos de medio justorum: “E separarão os pontífices maus de entre os pontífices bons”. Eu bem creio que serão muito raros os que se hão de condenar; mas ter de prestar contas a Deus de todas as almas do mundo é um peso tão imenso que não será maravilha que, sendo homens, leve alguns ao Profundo. Todos nesta vida se chamaram Santo Padre, mas o dia do juízo mostrará que a santidade não consiste no nome, e sim nas obras. Nesta vida beatíssimos, na outra mal-aventurados. Oh, que grande miséria!”

    Padre Antônio Vieira, excerto do livro “Páginas Espirituais”, Editora Quadrante. Págs 58 e 59.

  39. O Papa Bento XVI está na mesma linha que o Beato João Paulo II.
    Evidente que JP II era mais “carismático” (no sentido de personalidade não pertencente à RCC)
    Todavia, Bento XVI “fala nas entrelinhas” e ao dizer não ao terrosimo, faz alusão clara a se matar, se violentar, tua fé (religião) não é válida. Ele assumiu os erros da Igreja de Roma (como fez JPII) será que as outras religiões farão o mesmo?
    Em todo caso, que hajam outros Encontros de Assis, faz muito bem às pessoas “de boa vontade”.

  40. O Papa foi claro, preciso e inteligente. Afirmou claramente que em nome da religião predominante em alguns países (o islamismo) tem massacrado outros de outras religiões. Falou sobre a ausência de Deus na sociedade e suas consequencias. E deixou claro – que o nosso Deus amor e paz – é Cristo! O final ficou um pouco obscuro ao afirmar que todos são peregrinos da verdade, mas e a Igreja Católica não tem a Verdade plena como ele (RAtzinger) expressou na Dominus Iesus? Parece que a Igreja está andando paralelamente às outras religiões à procura da verdade. Será?
    http://www.catolicosconservadores.wordpress.com (Alex)

  41. Salve Maria!

    JB, o Sr. Donohue é presidente da Liga católica Antidifamação. Não é a mesma que a judaica. No mais, assino embaixo tanto do seu comentário quanto do comentário do Gederson.

    Salve Maria!

  42. Gostaria de saber quais foram os crimes de violência cometidos pelo cristianismo no passado e dos quais devemos nos envergonhar?As cruzados foram atos defensivos da cristandade e não atos de guerra da Igreja Católica …a inquisição era um instrumento jurídico que visava garantir um ordem moral e religiosa na Europa …as guerras de religião dos séculos 16 e 17 foram conduzidas por Reis e não Por Papas: será então que faz sentido assumirmos a culpa lançada sobre nós pelos iluministas ?

    Afirmar ainda que a iamgem de Deus fica obnubilada nas “religiões” por causa da violência é admitir implicitamente o pluralismo religioso, pois equivaleria a dizer que todas elas tem uma imagem correta de Deus.

    Assis é escandaloso.

  43. Pe Wanderson Silva Marques
    outubro 27, 2011 às 2:56 pm

    Falsos Católicos julgando e criticando o Papa: que absurdo!!!!
    E ainda se dizem “tradicionalistas”!!!! Abaixo aos falsos católicos sedevacantistas! Viva o Papa Bento XVI !
    Gostaria de lhe perguntar: pode me dar o endereço e horário que o senhor celebra a Missa Extraordinária do Motu Proprio? Fico feliz pela sua fidelidade ao Papa.

  44. Parece claro para todos nós Católicos, que o mundo avança para a sua própria destruição se não se inverter este caminho de ateísmo que quase todos os governos abraçaram.
    Os governantes, de um modo geral, decidiram caminhar orgulhosamente sem Deus. Criaram falsos Cristos, ou Anti-Cristos, como se fosse possível a Vida sem o “Sopro” de Deus, Uno e Trino.
    E tudo acontece com a permissão de Deus.
    A conclusão parece óbvia: o homem sem Deus, anda perdido como um coco no oceano sem uma “ilha” a que ir dar.

    E Deus deixa o homem sozinho buscando a “sua paz”.

    Hoje vemos cada vez com mais frequência, países sem paz, famílias sem paz, casais sem paz, filhos sem paz; enfim, gente sem paz. E há ainda muita GENTE, que sem ter nascido ainda, já vive sem paz sob a ameaça dos seus pais, de nunca os deixar ver o Sol nascer.
    Temos também os sistemas monetários que não nos dão paz, as bolsas que não nos dão paz, os bancos que não nos dão paz.

    E temos também as religiões (a Verdadeira e as falsas). E elas têm paz?
    Por incrível que pareça, nem na Verdadeira Religião há Paz.
    Porquê não há Paz nem na Igreja Católica quando Cristo é só um, o Seu Caminho é só um, a Sua Verdade é só uma, a Sua Vida é só uma?

    Até parece que Deus se enganou ao enviar o Seu Único Filho para salvar o homem e para o libertar das garras do demónio em que vivia até então.

    Deus falhou?

    Pela nossa Fé, temos a certeza que Deus nunca falha nem erra.

    Então a falha só pode ser humana. Se não há paz no mundo é porque o homem tem preterido os Caminhos de Deus e preferido as ciladas do Maligno mesmo acreditando que ele não existe. Sim o grande inimigo do homem continua a ser o mesmo grande inimigo de Deus, Satanás.

    E Satanás, mesmo não o assumindo, está ao serviço de Deus.
    Sim, Deus tem nos ataques e ciladas de Satanás um dos modos de “provar o Homem”.

    E o que é que isto tem a ver com Assis III?

    Porventura nada, ou talvez muito.
    Se Deus permite Assis III mesmo que nós estejamos convencidos que nunca deveria ter acontecido nem o “um”, nem o “dois” e muito menos o “três”, é porque Deus sabe que daí poder tirar um Bem.

    Ou então, Deus deixa que a Sua Santa Igreja se “suje na lama” pela fraqueza do homem que a compôe e o deixa cair, uma, duas, três vezes para que, por fim, ele grite arrependido, como uma criança:

    ” – Meu Senhor e meu Deus, salvai-me porque pereço!”

    Está a Igreja Católica isenta de provação?
    Está o Papa isento de provação?

    E nós?
    Contrabalançamos o tempo despendido com a crítica, com o tempo despendido com a oração, pela Paz de Cristo no mundo, pelo Bem da Igreja e do Vigário de Cristo na Terra, o Papa?

    Eu continuo a achar que nós Católicos (a começar por mim), somos ainda muito fracos na nossa Fé.
    Pouco rezamos a Quem tudo pode, ou rezamos mal e não somos escutados.
    E o mundo sofre, Cristo não Reina e a Verdadeira Paz continua adiada.

    Rezemos pelo menos uma Avé-Maria, hoje, pela Verdadeira Paz, a Paz de Cristo.
    – Concedei-nos Senhor, que, por intercessão de Maria Rainha da Paz, a Paz de Cristo resplandeça no mundo inteiro, e que Ele Reine em TODOS os corações:

    « Avé Maria, ó Cheia de Graça, o Senhor está Convosco.
    Bendita sois Vós entre as mulheres e Bendito é o Fruto do Vosso Ventre, Jesus.
    Santa Maria Mãe de Deus, rogai por nós pecadores, agora e na hora da nossa morte.
    Amém».

  45. Giulia, disse tudo. PARABÉNS.. PARABÉNS E PARABÉNS!!!!

  46. Pe Wanderson Silva Marques
    outubro 27, 2011 às 2:56 pm

    Falsos Católicos julgando e criticando o Papa: que absurdo!!!!
    E ainda se dizem “tradicionalistas”!!!! Abaixo aos falsos católicos sedevacantistas! Viva o Papa Bento XVI !

    O que é um verdadeiro católico para o senhor, Reverendo Padre Wanderson?
    Um sujeito que aceita calado a Doutrina de Sempre da Santa Igreja, os Santos Evangelhos, os ensinamentos dos Santos Padres (anteriores ao furacão doutrinal do Vaticano II) serem pisados, lançados na lama em nome de uma falsa idéia de ecumenismo?
    O senhor nos chama de falsos católicos.
    Quem está julgando aqui?
    A pergunta aqui é essa: – O senhor é um verdadeiro católico?
    Aprovando o relativismo?
    Será?

  47. Acredito que o Papa como Bispo Roma, além de colocar a questão da natureza da verdadeira religião, deveria tê-la respondido, para assim dar consciência aos participantes acerca do pecado. Contudo, definir o que vem a ser a natureza da religião (como toda definição), seria uma verdadeira violência. Porque através desta definição, se definiria o que viria a ser a verdadeira e as falsas religiões (como o verdadeiro e o falso religioso). Assim, se saberia claramente que excetuando-se a religião católica, nenhuma outra religião teria o direito de se chamar religião. Mas uma definição de tal porte fugiria do politicamente correto e do respeito humano, que sugerem eventos, como o de Assis.

    Mas o que é religião? Qual a sua verdadeira natureza? Qual o seu fim?

    Lendo o discurso do Papa, parece que a natureza e a finalidade da religião, seria a de promover a paz no mundo. Mas se é assim, porque Cristo não veio trazer a paz, mas a espada? Porque um apóstolo sentencia que o “mundo jaz no maligno” e outro diz que “os amigos do mundo são inimigos de Deus”? É possível trabalhar pela paz em um mundo que “jaz no maligno”? É possível trabalhar pela paz no mundo e permanecer amigo de Deus?

    No sentido daquilo que vem a ser a natureza da religião, vale a pena ler o texto do Prof. Hélio Drago Romano; “De religiões e religião – Além das estrelas que ladram”. Usualmente religião significa religar o homem a Deus, mas também pode significar religar o homem ao homem (a sua carne), religar o homem a sociedade (mundo) e acabarão por convergir, para a religião que faz de Satanás, deus. Mas em todo caso, toda e qualquer religião, parte de um princípio de violência, o qual pressupõe que seu integrante faça violência a si mesmo, para que possa alcançar a realidade que sua religião propõe. As outras “religiões” tem proposições puramente humanas, fundamentam-se essencialmente em uma inversão, onde o homem criatura, cria o seu criador e adora sua criação, como se fosse Deus. Isto é uma das razões, pelas quais as escrituras dizem, que os deuses das nações pagãs são demônios: ele foi a inspiração para que fossem criados. Por causa dessa subversão, Nosso Senhor quando mandou os apóstolos pregarem o Evangelho, disse que o pregassem a toda criatura. Para explicar este mandato, o Padre Antônio Vieira disse:

    “(…) Quando Cristo mandou pregar os Apóstolos pelo Mundo, disse-lhes desta maneira: Euntes in mundum universum, praedicate omni creaturae: «Ide, e pregai a toda a criatura». Como assim, Senhor?! Os animais não são criaturas?! As árvores não são criaturas?! As pedras não são criaturas?! Pois hão os Apóstolos de pregar às pedras?! Hão-de pregar aos troncos?! Hão-de pregar aos animais?! Sim, diz S. Gregório, depois de Santo Agostinho. Porque como os Apóstolos iam pregar a todas as nações do Mundo, muitas delas bárbaras e incultas, haviam de achar os homens degenerados em todas as espécies de criaturas: haviam de achar homens homens, haviam de achar homens brutos, haviam de achar homens troncos,haviam de achar homens pedras. (…).”

    E porque os pregadores “haviam de achar os homens degenerados em todas as espécies de criaturas”? Não seria porque as falsas religiões não os levaram a adorar troncos, pedras, animais, etc? Então, como conceder que as falsas religiões possam ter algo em comum, ou serem capazes de cumprir um papel comum na humanidade?

    No fundo, Nosso Senhor disse; “sem mim nada podeis fazer”. Então, não é possível que façamos nós algo em conjunto com as outras religiões. Para que façamos isto, é necessário admitirmos que a revelação Cristã veio trazer a paz e não a espada. Contudo as coisas não são assim, a paz só poderá acontecer no mundo, quando todos se converterem a Cristo (o caminho, a verdade e a vida). Em termos tradicionais, não é possível considerar uma paz no mundo, sem considerar o pecado do e no homem e a sua elevação do pecado pela fé, por isso, a proposta de Assis, é no mínimo escandalosa.

    Como disse no comentário anterior, trata-se de uma nova religião, que veio trazer a paz, não a espada. Onde um Bispo de Roma fala da paz no mundo, sem sequer mencionar que é o pecado a causa de todo este mal. O pecado de não crer no enviado do Pai, o príncipe da paz.

  48. Não há paz sem Cristo!

  49. Reunir todas as religiões para conseguir a paz? Não foi este o caminho indicado por Nossa Senhora em Fátima.

    Aquilo que a Santa Mãe de Deus mandou fazer foi consagrar a Rússia ao seu Imaculado Coração. Se fosse cumprido o pedido do Céu, a Rússia converter-se-ia e teríamos paz. E esta promessa foi selada com um dos maiores milagres que este mundo já viu, o milagre do sol, testemunhado por dezenas de milhares de pessoas.

    A Rússia não se converteu ao Catolicismo, o mundo não encontrou a paz, mas a obstinação dos altos prelados do Vaticano continua a mesma em não cumprir a vontade de Deus. Aí ficam inventando estes encontros cinematográficos para encontrar uma “paz” maçônica.

    O melhor livro que demonstra como esta maravilhosa promessa de paz, feita pelo Deus Altíssimo através de Sua Mãe Puríssima, foi e continua sendo rejeitada pelo Vaticano é o “Derradeiro Combate do Demônio”, do Pe. Paul Kramer. Se os neo-conservadores tivessem coragem de ler este livro, e tantos outros, perceberiam que os argumentos estão todos do lado tradicionalista, e são irrefutáveis.

  50. Faltou ao Papa a coragem de apenas anunciar a JESUS como único caminho para a paz.
    Mas sejamos mais compreensivos também com o santo padre.
    Não sabemos quais são as pressões que sofre, seja de governantes ou cardeais, etc, para fazer discursos politicamente corretos como esse.
    É muito fácil cobrarmos o Papa de ter mais coragem.
    Eu me lembro de uma conversa que tive com meu (ex) pároco uma vez sobre Pio XII, e ele (o padre) dizia que o Papa deveria ter denunciado publicamente o nazismo. Esse era o seu dever.
    Perguntei a ele porque ele não ia lá nas bocas-de-fumo anunciar aos traficantes que eles estão errados em vender drogas e lucrar na desgraça dos outros.
    Resumindo: cobrar coragem dos outros é fácil.
    Estamos fazendo a nossa parte, pelo menos?
    Oremos pelo santo padre.
    Eu realmente esperava muito mais desse encontro, e acho que ele foi muito mais negativo que positivo. Mas Deus pode tirar o bem até mesmo do mal, então…oremos pelo Papa, pela Igreja, pela paz no mundo (que não pode vir sem JESUS).

  51. Pe.Wanderson

    Por que o Sr. não foi a este encontro de Assis? Afinal, as paróquias estão cheias de cartazes pedindo o dízimo e prometendo uma melhora de vida, como fazem os filhos de lutero, não é verdade? Pe. Wanderson, argumente, não faça colocações vazias, pois deste tipo de sacerdote a igreja infelizmente está cheia.

  52. Oremus pro pontifice nostro Benedicto.

    Dominus conservet eum, et vivificet eum, et beatum faciat eum in terra, et non tradat eum in animam inimicorum eius.

  53. O primeiro brado desesperado do ataque pessoal eclode quando, face a face com a lógica que chama ao uso da razão, o autor berra sua tentativa de [no fundo] convencer si mesmo que prefere [pois é menos difícil] continuar cego: “não quero ver!! não quero ouvir!! não quero pensar!! cale(m)-se!! culpado!! crucifiquem!!”

    Respiremos fundo, tenhamos respeito com o sacerdote, afinal o é… (não só com ele) e busquemos ao contrário de seu infortunado exemplo, continuar chamando retamente ao uso da razão. Uma hora há de se enxergar que 2+2=4 e não (como se introduz paulatinamente desde o CVII) a X, sendo X uma função variável conforme o mundo, conforme o público a quem se fala.

    Se mesmo com a Missa diária, ainda existe dificuldade em compreender a radicalidade da Paixão e Crucificação de Nosso Senhor Jesus Cristo e a sua razão de ser e continuar, não é indignação que devemos sentir.

    De fato não é sabido se quem brada contra a Tradição da Igreja, contra a continuidade do catolicismo, entende de fato o que seja isso. Ou se alguma vez buscou entender, e caso tenha, se foi com espírito crítico ou tendencioso. Já vimos testemunhos (se não me engano aqui no Fratres mesmo) de um padre que precisou rezar a Missa de sempre escondido de seu superior que não o permitia [mesmo que a mesma nunca tenha sido proibida], o mesmo sacerdote que denunciou o sumiço de uma estante de livros antigos que possibilitariam alguma pesquisa inicial; também de outro que presenciou em aula no seminário a ridicularização da Missa de sempre pelo professor. Além das limitações naturais de cada um, ainda as do meio de onde vêm… Não sabemos a trajetória de cada um, quantos tradicionais daqui já não cresceram assistindo a Missa nova até que perceberam o que realmente estava acontecendo? Até que tiveram esta graça?

    Realmente… pela linha de raciocínio do senhor Derico: O que é um católico?

    E continuo: o que é um sedevacantista?

    Tradicionalismo, o que significa?

    Desde que se faça com intenção caritativa (como, por exemplo, orientação aos que precisam, para um melhor discernimento) é proibido, ilícito fazer críticas às atitudes de uma autoridade? Fazê-las é deixar de reconhecê-la como tal? (…)

    Se uma pessoa está rezando para o Papa, no caso, Sua Santidade Bento XVI, consagrar a Rússia ao Imaculado Coração de Maria como pode ela ser sedevacantista? Não faz sentido isso, não é mesmo?

    Mais ainda, se alguém se decepciona com o Santo Padre ou suas atitudes, não seria justamente porque o reconhece como tal, vindo daí sua expectativa frustrada?

    …Pois é.

    No mais… abrir a temporada de caça nas entrelinhas, se apegar a versículos da Bíblia soltos sem contexto para facilitar a aceitação da infeliz situação, crer que seja aceitável pelo bem comum ignorar as verdades reveladas… Há a infinita possibilidade de serem tentativas de fuga da realidade.

    Seriam?

    Assim como as ordens que mantém a Tradição esperando o momento da crise terminar, assim deve-se ter paciência (obviamente bem diferente de omissão, de concordância com o erro), pois uma hora hão de enxergar.

    O próprio Deus revelou sua lei, o próprio Deus veio explicá-la.

    Quem teve a graça de compreender a preservou. Quem teve ouvidos ouviu, quem tem vai continuar ouvindo, quem prefere ignorar, relativizar ou escolher o que vai manter pelo ‘bem comum’… paciência.

    Pior sapiens o que não quer pensar. Não é indignação que se deve sentir ao tentar ajudar uma pessoa a despertar.

    Continuemos rezando pelo Papa, pela Igreja, pelos sacerdotes, pela Consagração da Rússia.

    Nada disso é novidade, já fomos alertados por Nossa Senhora. Ainda há muito por vir.

    Claro, como já disseram, sonhar não custa. Tanto que alguns até sonharam com o Papa chegando em Assis de tiara, na sede gestatória (flabelas inclusas), ou utilizando ‘sutilmente’ as palavras na apologética, ou ainda terminando com a bela síntese citada inicialmente por João Neto.

    Mas, enfim, entrando no mérito de Fátima e La Salette… Castigo é castigo, não é mesmo?

    In Corde Iesu et Mariae

    Tatiana d’Amore Konorat

  54. Que medo…o fato de todos eles se inclinarem é pior do que se não o fizessem. É como se o Papa, de fato, fosse o comandante de todo esse desastre. O Papa comandando o desastre. Que ironia para Deus, que murro na face de Cristo. Seu Vigário, comandando o desastre de Sua casa.