Eurodeputado ex-muçulmano chama a insistente política ecumênica com o Islã de “vocação ao suicídio”.

 Magdi Allam é batizado por Bento XVI na Vigília Pascal de 2008.

Magdi Allam é batizado por Bento XVI na Vigília Pascal de 2008.

Por Edson Carlos de Oliveira – No dia 30 de agosto último, por ocasião da festa do Eid al-Fitr, a segunda mais importante para a religião islâmica, o Pe. Cerutti, na cidade de Cantù, Itália, distribuiu, dentro da Basílica de São Paulo, orações islâmicas para celebrar o fim do Ramadã e também textos místicos de Seyyed Hossein Nasr que cantam louvores ao Islã como a religião suprema.

Em artigo para o Il Giornale (19/9/2011), o eurodeputado Magdi Cristiano Allam (foto acima), muçulmano convertido ao catolicismo, fez duras críticas à atitude ecumênica do sacerdote, funcionário emérito da Basílica.

“Se você crê em Jesus, você não pode de forma alguma acreditar nem que Maomé era um profeta autêntico nem que o Islã é uma religião verdadeira. Ou você acredita em Jesus ou acredita em Maomé, ou você é cristão ou é muçulmano”, enfatizou o eurodeputado.

“O erro capital, continua Magdi Cristiano, que o Pe. Lino cometeu é ter aderido à ideologia do relativismo religioso que prega que, para amar ao próximo, você deve abraçar a religião dele. Assim, para amar ao muçulmano como pessoa, deve-se legitimar o Islã como uma religião, independentemente de seu conteúdo, do que está escrito no Alcorão e do que tenha dito ou feito Maomé”.

Para o eurodeputado, tudo isto acontece num contexto “em que o relativismo religioso, desde o Concílio Vaticano II, está se espalhando dentro da Igreja”, enquanto que, em contrapartida, a atitude dos muçulmanos, “não só nada têm a ver com relativismo, mas, pelo contrário, eles nos condenam, judeus e cristãos, como hereges porque nos desviamos do reto caminho”.

Magdi Cristiano considera ingênuo imaginar que relativizando o cristianismo para legitimar o Islã vai torná-lo mais condescendente para conosco. E chama de “vocação para o suicídio” a atitude de oferecer a construção de mesquitas na Itália antes mesmo dos principais interessados a pedirem.

“Nós estamos nos tornando muçulmanos sem sermos forçados a se converter ao Islã. O que podem muçulmanos quererem mais de nós italianos ingênuos, tolos, ideologicamente coniventes e decididos a cometer suicídio?”, conclui o parlamentar europeu.

Agradecimento ao leitor Luiz Noronha pelo envio da notícia.

11 Comentários to “Eurodeputado ex-muçulmano chama a insistente política ecumênica com o Islã de “vocação ao suicídio”.”

  1. Muito boa indicação do leitor. O blogue do Edson merece que bons comentarista daqui passem por lá.

  2. “Nós estamos nos tornando muçulmanos sem sermos forçados a se converter ao Islã. O que podem muçulmanos quererem mais de nós italianos ingênuos, tolos, ideologicamente coniventes e decididos a cometer suicídio?”, conclui o parlamentar europeu.

    Mais uma vez, peço que os ecumênicos de plantão se pronunciem, sejam eles sacerdotes ou leigos.

  3. Gostei das palavras de Magdi Cristiano Allam. Mas o mesmo que ele disse do Islamismo, podemos afirmar de todas as seitas. Nas intervenções dos delegados de seitas neste 3º Encontro de Assis,não li em nenhum lugar que algum deles tenha confessado, cheio de vergonha, falhas nos membros de sua seita.

  4. Nem sei porque tantos católicos continuam com essa de “religião verdadeira”. Nem o papa da moral para isso, pelo menos é o que tenho entendido pelas notícias dos últimos dias. Sou católico, porém não entendo tanto do catolicismo como os senhores, mas acredito que todos tem algo de bom e verdadeiro que pode ser útil para a construção da paz, e pelo que entendi o papa também pensa assim.

  5. “Ou você acredita em Jesus ou acredita em Maomé, ou você é cristão ou é muçulmano” gosto de gente assim, ou é quente ou é frio.

  6. Por favor, alguém ainda tem a referência para aquele comentário de um líder religioso islâmico dizendo que a encara o respeito dos “cristãos” como falta de convicção?

  7. Fantástica profissão de fé! Viva Magdi Cristiano Allam! Que Deus nos dê a fortaleza deste homem. JMJtJ+

  8. JUAN,

    Se há um Deus, é lógico que só pode haver uma religiãio verdadeira. Caso contrário, vc está perdendo seu tempo em frequentar e seguir alguma.

  9. Juan, escreveste bem… Realmente tu entendes pouco da Religião Católica.
    Juan, escreveste mal… Não, o Santo Padre não pensa como tu.
    Procure ler sobre o dogma de fé que reza : Extra Ecclesia Nulla Sallus.

  10. Juan tem razão, em parte.
    A verdade é que o Papa faz uma reunião escandalosa e repleta de indiferentismo como essa de Assis. Que triste exemplo ele dá para os fieis! O que pode pensar um católico simples que não conhece muito a doutrina? Ele vai pensar como Juan diz: “nem o Papa dá moral para isso” (para um religião verdadeira)”