Itália: “Protestante” fica indignado por não receber Comunhão na mão.

O fiel não queria deixar de comungar tomando a hóstia com as suas mãos, mas o pároco de Acquaviva Platani se opõe a esta prática. Depois da missa, briga na sacristia contida pelos militares.

Fonte: La Repubblica.it / cronaca di Palermo, via Messa in Latino | Tradução: Fratres in Unum.com

CALTANISSETTA – Foi necessária a intervenção de uma patrulha da polícia para restaurar a calma a um fiel a quem o pároco de Acquaviva Platani, Padre Francesco Novara, recusou a entrega da hóstia na mão.

O sacerdote, de fato, durante a celebração, distribui a comunhão somente àqueles que aceitam recebê-la de suas mãos diretamente na boca. A decisão do Padre Novara já havia dividido a comunidade entre os que consideram a decisão do pároco correta e os que a definem exagerada.

Após a cerimônia, o homem a que havia sido negada a hóstia, conforme relata a edição de Caltanissetta do Giornale di Sicilia, entrou na sacristia e protestou contra o padre. Outras pessoas que assistiram a cena chamaram o 112 (ndr: número europeu de emergência). Os militares, desse modo, convenceram o fiel a desistir de seus protestos e a voltar para casa.

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22 Comentários to “Itália: “Protestante” fica indignado por não receber Comunhão na mão.”

  1. Queira Deus que este fato seja apenas fruto da ignorância e não uma consequência dos miseráveis erros humanistas da teologia moderna que transformaram o homem em um quase “credor de Deus”, um incondicional merecedor dos sacramentos.

    Que Deus abençoe o Pe. Novara.

  2. É difícil alterar um costume.

    Porém o povo precisa aprender o certo e aceitar as normas da Igreja.

  3. Não entendi uma coisa. No tituto do texto diz que o sujeito era um protestante. Fui no texto em italiano e diz que o sujeito é católico.
    De qualquer forma, se for um católico, o Padre errou ao não distribuir a eucaristia na mão do fiel. Tá precisando ler o catecismo.
    o fiel tem a livre opção de escolher como ele quer comungar, se na boca e de joelhos ou em pé e receber a Hóstia Consagrada nas mãos.
    O importante é estar em estado de graça santificante.
    Recebo na mão e em pé e não vejo problema nisso.

  4. Infelizmente é a pura verdade, enquanto não houver uma derteminação oficial da Igreja, também é possível que o fiel receba a comunhão na mão, mas somente na forma ordinária do rito romano.

  5. Ricardo,

    Nessas horas podemos recordar São Paulo aos Coríntios “Tudo é permitido, mas nem tudo é oportuno. Tudo é permitido, mas nem tudo edifica”. (I Cor 10, 23)

    O fato da comunhão na mão ser permitida pelas disposições canônicas atuais do rito novo (aliás introduzida como uma EXCEÇÃO que se alastrou indevidamente) não quer dizer que os padres tenham que incentivá-la e aceitá-la). Os padres são pais espirituais e têm que cuidar do que for mais digno do culto à Deus. A Comunhão na mão é uma porta aberta para profanações, falta de reverência com Nosso Senhor e etc. Pense também nos acidentes quando as hóstias consagradas caem ao chão e nas párticulas que ficam nas mãos dos fiéis. Quem somos nós para pegar com nossas próprias mãos nosso Adorável Jesus Sacramentado.

    Pense também na doce figura do sacerdote como o Pelicano que distribui o alimento na boca dos filhotes prefigurando a Jesus que dá seu próprio sangue para nos salvar.

    A Comunhão na boca e de joelhos é a norma, o restante é concessão ao protestantismo.

  6. Passei, certa ocasião, por uma situação deveras constrangedora.
    Estava eu lá na fila para a Comunhão, último da procissão, ao encontro do nosso Amado, quando me posicionei em frente ao sacerdote de Nosso Senhor; pensei em me ajoelhar, mas a prudência para com o escândalo me conteve: sabia que era um local onde havia a nova liturgia.
    Fiquei lá com a boca escancarada, ávido pelo Alimento de minh’alma, faminto pelo Coração do amor, de olhos fechados, compenetrado nAquilo que iria acontecer, quando, depois de um tempo, uns constrangedores segundos, notei que nada acontecia…
    Resolvi abrir os olhos e me deparei com um sorriso amarelo, meio que bobo, cheio de uma certa afetação pelo atrevimento: era o padre, com o Pão da Vida na mão, esperando pela outra mão (as minhas, impuras e imerecedoras de tocar no Sagrado) para receber Nosso Senhor, não como Sacrário da graça, mas como um biscoito da paz…
    Pensei, numa fração de segundo, em ajoelhar-me e mendigar, implorar essa Dispensação para a minha alma que agonizava de vexamento, mas me contive mais uma vez: creio que o escândalo iria ser maior. Pensaria o padre: “Quem ele pensa que é me desafiando?!”, num tom de inconformidade flagrante para com a outorga que lhe era confiada.
    Mais uma vez me rendi: me tornei um medigo ingrato. Capitulei. Perdi.
    “Que somente o consagrado toque no Sagrado”, já dizia um adágio antigo.
    Estiquei as minhas mãos rezando para que Deus me perdoasse essa impostura, essa covardia.
    Saí de lá com a sensação de injustificado e injustiçado.
    Fui lá – na saída tem um Crucifixo em tamanho natural – e beijei os seus pés chagados e pedi perdão: por mim e pelo sacerdote.
    Fiquei ainda abraçado ao Madeiro um tempinho, chorando por mim e por ele…

  7. Caro Marcus,

    você não é o único. Certa vez, me inclinei para receber a Santa Comunhão na boca (o ministro extraordinário da Eucaristia era mais baixo que eu), mas o que ele fez foi dizer, depois de uns segundos constrangedores: “Pode pegar.”

  8. Marcus Moreira,
    Sua experiência parece com a minha, ou melhor, com o que aconteceu com minha mãe e minha irmã. Na hora da comunhão o padre as obrigou que estendessem as mão dizendo as seguintes palavras com tom quase de ira: “Vamos minha filha, você já entregou seu coração, agora dê a mãozinha!”
    Esse padre já é conhecido por essa prática, inclusive uma outra fiel que teve o mesmo tratamento disse que iria denunciá-lo ao Bispo. Como frequento outra Paróquia, não passei por isso, mas seu caso lembrou a minha experiência, quando descobri a maneira correta de comungar, mas tinha medo de causar escândalo para a assembléia, ou talvez covardia, de ser tratado da mesma maneira que minha família. Lembrei-me então de um certo comentário aqui mesmo nesse sítio de uma moça que dizia, “Agradar a Deus, não aos homens!”. Então resolvi criar coragem, chamei o padre e pedi-lhe que gostaria de comungar de joelhos e na boca, ele me olhou nos olhos com um sorriso de pai nos lábio e disse: Mas é claro meu filho, porque precisou pedir?”. Achei melhor não entrar em detalhes, mas disse-lhe que alguns padres não gostavam. Recomendo a todos os nossos irmãos que passam por essa situação, a fazer o mesmo. Graças a Deus e Nossa Mãe Maria, ainda existem padres bons.
    Jesus, Maria e José, abençoai nossa Família!

  9. Marcus – belo e trágico relato!

    Aqui no Brasil varonil se dá o inverso – há sacerdotes que rejeitam furiosamente a norma católica ortodoxa e constrangem os fiéis no direito de receber a Comunhão catolicamente.

    Desde que tomei conhecimento dos problemas que assola a Igreja, todo domingo se tornou um escândalo para mim, ao ver nas missas modernas tanta profanação do sagrado, tanto manuseio sacrílego do Santíssimo Corpo do Senhor.

  10. A Redemptionis Sacramentum diz que o fiel tem o “direito” de escolher comungar na mão. O pároco é um católico de verdade e tem razão, mas ele acaba desobedecendo essa infame instrução romana.

  11. Eu já tive a comunhão negada na época da tal gripe suína…
    Fiquei de joelhos esperando O Santíssimo, o padre não deu então retornei ao banco sem ter comungado e chorei até o final da Missa…

  12. Há muitos relatos, noa meios católicos, de casos em que “fiéis” fingem levar a Hóstia à boca, mas A guardam para levar à macumba e outros tipos de profanação…alfredo.

  13. São os lobos.

  14. Só podia ser “protestante”. Quanto ignorância e má formação no meio católico.
    Ele se entenderia muito bem com o meu pároco, que não é afeito a dar a comunhão
    (deixa para os MECs.) e, além disso, é contra a comunhão na boca !!

  15. Caro Marcus,

    Sua experiência, assim como a de muitos que postaram aqui, também se passou comigo.

    Certa vez estava eu numa paróquia de Padres da TL, o Padre rezou a Missa somente com uma tunica e estola, fez uma homilia agradecendo o VII e repudiando tudo quanto era antiquado.

    Na hora da comunhão, eu de pé, mesmo querendo me ajoelhar, abri a boca e esperei, ao que o Padre dizia : ” a mãozinha, põe a mãozinha”. De boca aberta eu continuava e com as mãos unidas ao peito eu dizia, hãn,hãn, em gestos negativos, ficamos assim por alguns segundos, até que o Padre com feições de enojado balançou a cabeça e depositou o Corpo Santo de Nosso Senhor em minha boca.

    Eu também fui fazer minha ação de graças em triste estado.

    Depois disso, nunca mais voltei aquela Paróquia de novo.

  16. Amigos, tudo é elencado para justificar a negação; vejamos:
    Tenho por hábito e índole fazer uma deferência e uma reverência aos sacerdotes. Quando eu lhes tomo a mão, alguns tentam puxar, mas eu, gentilmente, aperto igual a um alicate, travando e comprimindo bastante a mãozinha do dito-cujo, beijando com amor aquela unção; outros, mais educados tentam conter a ação com um gesto ou alguma palavra, mas eu lhes digo em tom firme que “tudo bem, não tenho vergonha!”; outros, mais “preocupados com a saúde” tentam, já me conhecendo, me avisar, mas, não ligando absolutamente nada para a recomendação médica, informo que não há um único caso relatado no mundo de qualquer espécie de contaminação pela osculação das mãos ungidas, nem sobre a entrega do SSmo Sacramento na boca.
    Um outro caso, muito me envergonhou; e aqui faço um mea culpa público.
    No Domingo passado fui a paróquia próxima de minha residência, sabendo que ela é do partido da RCdoB.
    Entrei, meio que sem jeito, um pouco atrasado, logo no comecinho da Missa. Fiquei de pé. Nas primeiras palavras, violão e voz embalava tudo o que o Padre falava e não falava. Músicas chatas e piegas – e muito altas.
    Na terceira cantoria, num momento que deveria ser de recolhimento, ensimesmamento, silêncio, solenidade, tascaram mais uma cantoria ensurdecedora e totalmente em conflito com o Sagrado.
    Me retirei praguejando que aquilo era um insulto a Nosso Senhor…
    Depois, soube que perto de casa, moro no Recreio dos Bandeirantes, Rio de Janeiro, haviam “inaugurado” a única réplica autorizada da Capelinha de Fátima, recém abençoada pelo Arcebispo.
    Lá chegando constatei o inverso: coisas por fazer, andâimes para os operários se escorando na estrutura, teto todo precário, arquitetura da cobertura arrendamente moderno e destoando de todo o resto etc etc etc…
    Parecia mais um caça-níqueis para estimular os “dizimistas” ou “doadores” – atitude mais que estimulada pela avidez modernista pela pompa cafona e luxo supérfluo.
    Claro que fiquei mais revoltado ainda!
    Chegando em casa, mais calmo, depois de uma conversa com a minha esposa, cheguei a conclusão de que fui eu que ofendi a Nosso Senhor me retirando abruptamente daquele modo: cheio de ódio no coração. ‘Ficasse lá!”, pensei. “Fizesse eu um ato de reparação rezando o Rosário!”, falei.
    É… tem coisas que devemos suportar por amor a Deus.

  17. Flores da primavera, estação fixa. Quando o povo sacerdotal resolver exigir seus direitos, a coisa vai ficar feia. Há alguns anos no Santuário de Aparecida, uma freira sem hábito me negou a comunhão. Aquele dia foi o 11 de setembro dela. Depois escrevi ao reitor, mandei filmagem. Recebi pedido de perdão em nome dela.

  18. Mas que boa notícia, um padre que se recusa a dar comunhão na mão! Nem tudo está perdido.

    E dar bom exemplo jamais será um escândalo. Ofereçamos a perseguição e o sofrimento para Nossa Senhora, que nos ajudará a unirmo-nos à Cristo na cruz!

  19. por isso obediencia cega é loucura…..

  20. Eu já tive um momento muito constrangedor, quando um padre me negou a Comunhão ma boca (vejam, nem cheguei a me ajoelhar, como sempre faço, por que na missa anterior que ue tinha ido um “Ministro” me alertou que eu não devia me ajoelhar – que petulência). Eu estava de pé, ficamos uns momentos nos encarando, por fim, disse: “mas é meu direito” mas recebi a Hóstia Santíssima nas mãos. Pensei em dar as costas e sair, mas achei melhor fazer assim. Nunca mais fui à Missa naquela Igreja. Depois, ao ver muitos ABSURDOS nas missas, nunca mais fui à Missa Nova. É ruim? É. Mas percebi que estava colocando minha Fé em risco. Especificamente, começava a descrer na existência real de Jesus na Comunhão, tamanhos os absurdos. Hoje só vou à Missa Tradicional, quando posso.