Foto da semana.

Dom Antonio Rossi Keller, bispo diocesano de Frederico Westphalen, RS, retoma o uso das luvas episcopais. Foto: Salvem a Liturgia.

Dom Antonio Rossi Keller, bispo diocesano de Frederico Westphalen, RS, retoma o uso das luvas episcopais. Foto: Salvem a Liturgia.

 

24 Comentários to “Foto da semana.”

  1. Detalhe: o uso na forma “ordinária” do rito romano.

  2. É aí que agente vê que a situação tá braba, comemoramos quando um bispo usa roupa de bispo. Jesus amado!

  3. ‘braba’ mesmo!

  4. apesar de ser braba a situação louvemos ao senhor pois é assim com pequenos passos, que retornaremos ao ponto de onde nunca deveríamos ter saído, como nos relata o sonho de Dom Bosco.

  5. Indagaram à S. Excia. Revma. numa entrevista sobre sua posição em relação ao “Summorum Pontificum”. Sem dizer-se a favor ou contra, o Bispo afirmou que prefere a forma ordinária. Motivo de sua preferência: foi coroinha na infância e o padre às vezes errava ou celebrava distraído… Tremendo motivo, não?

    Prefiro o finado Dom Manoel Pestana, com ou sem luvas episcopais. O episcopado “conservador” brasileiro atual, mais proeminentemente incorporado pelos nomes Rifan, Keller, Bergonzini, Pagotto são conservadores na medida, e nem um centímetro além dessa medida.

  6. Como são bonitos os paramentos sacerdotais. COmo é bela a Santa Igreja em suas Tradições.
    Parabéns pela feliz postagem.
    Quando puder visite meu blog tambem
    http://almascastelos.blogspot.com

    Jorge de Almas Castelos

  7. Esse Bispo já foi do site Veritatis Splendor

  8. Meus amigos fizeram ótimos comentários ……a situação que o progressismo levou a Santa Igreja é realmente calamitosa.

    E aí temos mais uma oportunidade de sentir a grande promessa de Nosso Senhor: ‘….as portas do inferno não……”.

    Em muitas épocas da história houve perseguições à Igreja…..ou melhor dizendo, sempre a Igreja foi perseguida; e em muitos casos por gente de dentro…..por filhos……não nos esqueçamos do próprio Judas Iscariots!

    Mas a Igreja sempre está viva e reinando mesmo que aparentemente esteja esquecida.

    Rezemos e agradeçamos a Deus por estar concedendo novas graças à Santa Igreja.

  9. Infelizmente ainda vejo muitas meninas no altar diocesano… Elas usam uma espécie de túnica que mais se parece com aquelas de coral de igrejas afro-americanas. Não seria hora de gradualmente ir reposicionando essas moças para outros ofícios fora do altar, como um coro feminino, por exemplo? Existem muitos coros femininos de gregoriano. Não sei, poderiam talvez fazer como os arautos, que em certas missas, põem os coros masculinos e femininos, que se intercalam (ex: no Credo ou no Gloria)… Enfim… Eu não tenho nada mais a ver com missa nova. Mas já que por lá estão devagar tradicionalizando as coisas, talvez estejam nos planos do senhor bispo mais ao futuro incluir definitivamente o cânon em latim, resgatar também o uso ad orientem, reservar espaço para a comunhão de joelhos e na boca. Algo já foi feito por lá, pelo visto: eles fazem até o ofício das trevas na quarta feira santa! Usam de vez em quando paramentos romanos, a tal arrumação beneditina com seis velas no altar, inauguraram um cabido, com cônegos (enquanto no mundo praticamente em toda parte eles foram extintos!) e o bispo até usa paramentos pretos em missas fúnebres. O que falta? Daqui a pouco terá também a cappa magna?
    Espero que essas exterioridades todas signifiquem um movimento interno de restauração da Fé Católica e da lógica católica de proceder, viver e pensar…

  10. D. Keller é um bispo muito ortodoxo! Já estive com ele uma vez e pude também comprovar que é homem muito educado.

    Rezemos pelo nosso episcopado!

  11. Em relação ao comentário do Pedro Pelogia, esclareço que:
    1. Hoje, não se tem que ser contra ou a favor das duas formas do Rito latino. Com alegria, vejo a possibilidade aberta pelo Santo Padre o Papa Bento XVI em relação à forma extraordinária. Estou com o Papa e com a Igreja, e fico feliz em poder ver tantos e tantos católicos que não se adaptaram à forma ordinária poder ter agora reconhecida “de facto e de iure” a possibilidade de atendimento de suas motivações litúrgicas e espirituais.
    2. Minhas preferências em relação à forma ordinária devem-se ao fato de que sou Bispo em uma Diocese que é um oásis no meio do deserto do RS. O que pretendo, como Bispo Diocesano, inicialmente, é que meus padres celebrem bem, com dignidade, na forma ordinária. Pensa que seja pouco? Porque não conhece os abusos que infestam esta região do Brasil. Há também toda a questão do que se refere à língua latina. Sómente eu e mais dois sacerdotes temos condições de celebrar em latim. Semanalmente, acontecem 3 Missas em latim na Diocese, na forma ordinária, uma delas, em um de nossos 4 Seminários. Espero brevemente poder ter ao menos uma Santa Missa semanal na forma extraordinária.
    3. De fato, quando criança, vi muitos abusos litúrgicos também cometidos no contexto da atual forma extraordinária: Santas Missas “absolvidas” em 7 ou 8 minutos, rezadas obrigatóriamente por questões de espórtula, altares imundos e mal cuidados, vasos sagrados em situações precárias, etc. Nunca afirmei que isto significaria uma desvalorização da atual forma extraordinária. O que disse é que, a meu ver, a questão fundamental hoje está mais embaixo…: é a questão da santidade. Esta é a questão fundamental a meu ver, em relação aos sacerdotes. É o que mais me preocupa: formar bem os padres e tentar reverter o quadro daqueles que já foram mal formados.
    4. Em relação às preocupações do Bruno Luís Santana, no que diz respeito às meninas, estamos trabalhando… tentando, pouco a pouco, reverter uma situação instaurada oficialmente por meu antecessor. O que não é fácil, já que as pessoas, com escassa formação perguntam-se: por que um Bispo diz uma coisa e o outro diz outra, totalmente diferente, e até oposta? Estou só há três anos aqui. Há ainda um longo caminho a percorrer, sem criar escândalos e divisões em uma Diocese que é pequena, e que já sofreu muito por isto.

  12. Ecce sacerdos magnus, qui in diebus suis placuit Deo Ideo jure jurando fecit illum Dominus crescere in plebem suam.

  13. Dom Keller é somente fiel ao papa, e se seus fiéis lhe pedissem a forma extraodinária e ninguém a soubesse celebrar, não dúvido que por zelo ao rebanho que lhe foi confiado ele mesmo a celebraria!
    E quanto a Dom Pestana ele mesmo celebrava as duas formas do Rito Romano sem problema algum, o que fez inclusive Anápolis ser o que é hoje ou o que era antes de 2004!

  14. Exca Rvma Dom Antonio Carlos, (orgulhosamente) meu bispo,
    demais irmãos:

    Sou grata testemunha dos esforços do meu pastor episcopal em combater a tl e os males dela advindos, tentando, em tudo, concorrer para maior glória de Deus. Aliás fá-lo com indescritível habilidade e diplomacia. Dir-se-ia que Dom Antonio consegue fazer uma omelete sem quebrar os ovos. Estes esforços estão, gradualmente, tendo seus resultados, principalmente no tocante à formação dos futuros sacerdotes. De fato é grande a preocupação da Exca com nossos seminaristas que aumentaram em número e principalmente em qualidade.

    Outro formidável aspecto do modo como Dom Antonio manuseia o báculo é a maneira como lida com vários e (por vezes) antagônicos movimentos de Igreja que estavam quase por tornar-se “igrejolas”, com “carismas” próprios; hoje eles seguem muito mais o mesmo pastor, que afinal, foi em busca da ovelha desgarrada. Formidável sua erudição. Formidáveis, ainda, suas celebrações e seu zelo pela liturgia, chamando a atenção, quando necessário, sem descurar-se da polidez. Lembro-me de um encontro de formação para animadores litúrgicos onde ele nos animava e elogiava mas pedia cuidados com alguns cantos que continham “erros gravíssimos”, frisava.

    Desnecessários meus elogios e certamente não estão à altura do meu bispo, visto que suas virtudes tem voz própria. Talvez seu único defeito seja ser muito devoto de São Jorge… He, he…

    Mas eu me recordo quando propus a Vossa Exca a celebração da Santa Missa no rito extraordinário… Infeliz memória…

    Tenhamos fé meu pastor. Deus espera muito de vós, pois muito vos foi dado. E, sabeis, tendes uma intercessora maternalmente amorosa.

    Que Deus vos abençoe e guarde, meu bispo. Embora indigno de fazê-lo, rezo por vós.

    Vosso humilde servo e indigno admirador,

    Fernando Zanchet.

    ps.: um dia, com certeza, direi ao Lorenzo, com orgulho: vê, foi nosso bispo!!!

  15. Sr. Dom Antonio, a sua benção!

    Estou profundamente surpreso por sua intervenção aqui no blogue. Outros bispos brasileiros constantemente mencionados aqui ainda não tiveram a sua atitude (citei um deles no meu post anterior), e sabemos do alcance do “Fratres”, cuja mais recente proeza foi alterar a grade de programação de uma emissora de TV que se afirma “católica”, e tudo com o auxílio de Nosso Senhor. Obrigado por responder!

    Com relação ao meu comentário e vosso esclarecimento, sei que havia pouco zelo em alguns sacerdotes, e isso justifica mesmo a situação em que nos encontramos hoje. Se havia altares imundos e vasos sagrados precários, hoje muitos templos não têm altares (apenas a mesa do banquete) e os vasos sagrados foram substituídos por recepientes que não merecem esse adjetivo.

    Sua fala me serviu de consolo. Vossa Excelência me dá conta que também é um insatisfeito do caos atual, já que definiu a própria Diocese como um “oásis no deserto”. Não discordo. Maior consolo ainda é saber que está trabalhando para a reversão deste quadro. Se seu antecessor (cuja sagração episcopal assisti pela Redevida em 2002) diz uma coisa e V. Excia diz outra, não podemos negar a crise que se apossou da Igreja e cuja existência o sr. teve a coragem de reconhecer aqui, coragem que seus colegas de episcopado infelizmente não possuem.

    Rogo a Deus que lhe dê força a V. Excia. para vencer os obstáculos em direção à Tradição!

    A sua benção!

  16. A Igreja em sua tradição bi-milenar nunca fez nada à toa. Tudo o que nela estava disposto tinha uma razão de ser, e foi realmente uma pena que o pós-concílio tenha sido tão definitivamente orientado a tudo demolir, a tudo substituir, a tudo deitar abaixo, tentando antropocentrizar a Igreja de Nosso Senhor. O Santo Padre foi muito feliz em condenar a Hermeneutica da Ruptura, e seria mais bem sucedido se vetasse o episcopado a todos os demolidores, ao menos os explicitamente partidários da ruptura. No entanto, se verificamos que houve espaço para a entrada de homens com sensibilidade e amor à Igreja, como Piacenza, Ranjith, Burke, Ouellet, por outro lado, por motivos estranhos, não tem renovado decididamente o episcopado, permitindo a ascensão de maus bispos.
    Não será Bento XVI o papa que confrontará a Hermeneutica da Continuidade e a Tradição Bi-milenar da Igreja. É um papa que ama a Igreja, mas é um homem do Concílio, sua visão de fundo hegeliano será sempre uma sombra que não permitirá a ele e aos seus falar a mesma língua que a FSSPX.
    Se Deus der mais alguns anos de vida e de energia, ainda teremos muito o que nos alegrar – e lamentar – por ele.
    D. Mauro Olivieri, no seu inspirado prefácio do livro Iota Unum, deixou a pergunta que não quer calar nas linhas que se seguem abaixo:

    “(…)Outra idéia muito difundida continua a ser sustentada: aquela segundo a qual não haveria nenhuma dúvida sobre a variação significativa, negativa, depois do Concílio Vaticano II, mas elas seriam exclusivamente devidas às interpretações errôneas do Vaticano II, o qual deveria ser considerado todo perfeito em si mesmo e que não contém em seus textos nada, absolutamente nada, que possa dar origem a interpretações erradas. Este modo de pensar não leva em conta que os maus intérpretes pós-conciliares do Concílio trabalharam – não poucos – dentro do Concílio, cujos textos mostram em diversos pontos a influência dos “novatores”: em diversos textos se encontra alguma raiz que favorece a má interpretação. Por outro lado, aqueles que apelam ao assim chamado “espírito do Concílio” para exceder a letra, para justificar a hermenêutica da descontinuidade radical, seriam tão pouco inteligentes e prudentes de criar o seu raciocínio partindo do nada, do inexistente? Ou partindo de documentos – os do Concílio – que com alguma das suas expressões poderia sugerir a novidade com relação ao Magistério da Igreja ao longo dos séculos, nos últimos séculos, no último pontificado antes do Vaticano II?(…)”

    É aí que tudo fica interessante. Para nós, não se trata de equívocos de interpretação, mas deficiências de raiz, e é essa raiz que precisa ser exposta e expurgada.

    ***
    D. Antônio, se o clero pós-conciliar ao menos tivesse o cuidado que o senhor demonstra em fazer o melhor pela Igreja, certamente seria inevitável a oposição conosco, visto que a questão conciliar envolve princípios. Mas ao menos a oposição não evoluiria para antagonismo… Espero que seu episcopado seja agradável a Deus, e que ao menos a diocese de Frederico Westphalen seja recristianizada, visto que perdeu-se tanto a noção de catolicidade – a começar pela hierarquia – que já não me parece exagero dizer que o mundo voltou a ser uma imensa terra de missão.
    E evidentemente, por menos que demonstremos, estamos cientes do quão complexo deve ser repentinamente se encontrar num lugar minado de relativismo, e tentar reconstruir as coisas. Para se construir a Cristandade foram necessários séculos, mas para jogar tudo no chão, bastaram poucas décadas. É sempre mais fácil e mais rápido demolir paredes do que construi-las, tijolo por tijolo.

  17. Ah, a íntegra do prefácio de D. Mauro Olivieri é tão maravilhosa que merece ser lida – junto com o Iota Unum, de Romano Amério, que nem era vinculado à FSSPX. Assim como os trabalhos de monsenhor Gherardini, etc etc

    http://missatridentinaemportugal.blogspot.com/2010/04/lota-unum-non-praeterebit-dom-mario.html

  18. Grande Dom Antonio!!!
    Deus vos guarde hoje e sempre!

  19. Caro Dom Antônio,
    Salve Maria!

    Sábias palavras! Meus mais sinceros parabéns! A prudência é atitude correta para a situação hodierna, coisa que muitos afoitos não conseguem compreender… acham que tudo pode ser resolvido como num “passe de mágica”. Corrigir com paciência e doçura, sobretudo pelo exemplo. Vossa Excelência Reverendíssima segue os passos do Santo Padre ao agir dessa maneira. Oxalá nossos prelados seguissem vosso exemplo. É fácil para os “teólogos” de internet dizer isto ou aquilo, mesmo porque não sabem o que é ser pastor duma parcela do povo de Deus, muito menos o que é ser Papa. É uma atitude semelhante a dos filhos que julgam as atitudes dos pais mas que, quando vivenciam a paternidade ou maternidade, compreendem e percebem que “o negócio é mais embaixo” (Desculpe a vulgaridade!). Esperemos e rezemos para que estas pobres crianças encontrem a maturidade. Sua benção.

    Lucas

  20. Claro, claro, Ferretti. E ele escreveu este prefácio quando já era bispo da mesma diocese. Igual a D. Antônio, D. Mario é bispo de uma pequena diocese…
    Ora, mas o arcebispo Lefevbre também não foi (pela primeira vez na história) removido para a pequena e ignorada diocese de Toulon? Claro que fizeram isso para humilhá-lo, para jogá-lo ao ostracismo… Mas para quem vive segundo o Espírito, toda humilhação é graça para imitar Nosso Senhor Jesus Cristo.
    Gostaria que todos os bons bispos fizessem uma fraternidade universal, uma rede de amizades, uma liga, para trocarem experiências, para agirem de comum acordo, porque assim como os maus são astutos em se unirem contra a religião de Deus, os bons devem se coligar também. Existem bons bispos nos EUA, França, Itália,e até na Suiça, agora… Diria até mais: são até restauradores…

  21. O que não entendo é como a Igreja que tem tantas restrições ao uso de musicas de fundo tradicionalista gaucho, ( mas com letras de cunho religioso), ´por outro lado permite que uma orquestra execute musicas profanas (Inclusive o famoso Can-Can orquestrado) dentro do recinto da catedral de Frederico Westphalen, será porque eram musicas que traziam a lembrança os tempos em que a alta hierarquia da Igreja convivia com a nobreza (e muito bem) onde as elites dominantes faziam parte, e os humildes sacerdotes dos fundões viviam o verdadeiro cristianismo? Gostaria de um esclarecimento opu justificativa.

  22. A apresentação a que o senhor Geraldo se refere, em primeiro lugar não se deu em contexto litúrgico. Foi uma apresentação artística, em comemoração ao aniversário de fundação da Universidade Federal de Santa Maria, com um “campus” presente em nossa cidade, bem como do Colégio Agrícola, etc.
    Em segundo lugar, tinha-se, de certa forma, acertado que, em relação às músicas executadas neste concerto, haveria um critério de bom senso em relação ao ambiente da apresentação. O combinado eram peças clássicas de Mozart e Strauss.
    Agradeço o alerta do leitor acima. A partir de agora, vamos estar mais atentos a estas questões do uso de nossa Catedral Diocesana.
    Em relação às “músicas de fundo tradicionalista gaúcho”, penso que o leitor se refira ao uso litúrgico das mesmas. É um outro contexto, uma outra realidade, As restrições não se aplicam pelo simples fato de que sejam músicas gaúchas… mas pelo fato de que não sejam litúrgicas, adequadas às finalidades da música litúrgica.