Uma Igreja no Exílio: Há trinta anos, em Campos (III).

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Brasão da Basílica do Santíssimo Salvador.

Brasão da Basílica do Santíssimo Salvador.

om Navarro, desde o início, obviamente, sentiu-se vítima de ataques e humilhações. Dom Antonio de Castro Mayer encontrou o novo bispo e passou sua autoridade fora da Basílica do Santíssimo Salvador, às margens do Paraíba, em Campos. Com os ataques pessoais já dirigidos a ele em público e tendo conhecimento de que a primeira Missa a ser celebrada por Dom Navarro seria [com] o Novus Ordo Missae, o bispo que estava se aposentando preferiu ter uma cerimônia ao ar livre. Dom Navarro se sentiu ofendido e talvez seus comentários públicos sobre a residência episcopal tenham sido uma forma de retaliação por aquilo que viu como uma degradação pública. Um grupo de fiéis da TFP atrapalhou a primeira Missa na Basílica. De modo algum irromperam durante a cerimônia, mas passavam folhetos fora da Basílica, anunciavam sua antipatia pela nova Missa com megafones e tentavam desencorajar as pessoas a adentrar a Basílica para assistir a Missa. Novamente ele deve ter se chateado com tais demonstrações públicas de desobediência direta. Suas palavras não estavam simplesmente sendo ignoradas por muitos dos fiéis, mas, desde o início, desafiadas ao ar livre e com grande alarde. As piores humilhações seguramente ocorreram em suas primeiras viagens pela diocese onde, cidade após cidade, em paróquias ou capelas rurais, os fiéis o recebiam educadamente e o ouviam delicadamente, mas quando ele se preparava para celebrar a nova Missa, saíam em bloco e o deixavam diante de uma igreja praticamente deserta. Segundo a opinião geral, ele ficava furioso.

The Mouth of the Lion: Bishop Antonio de Castro Mayer and the last Catholic Diocese. Dr. David Allen White, Angelus Press, 1993 – pág. 142 | Tradução: Fratres in Unum.com

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8 Comentários to “Uma Igreja no Exílio: Há trinta anos, em Campos (III).”

  1. As piores humilhações seguramente ocorreram em suas primeiras viagens pela diocese onde, cidade após cidade, em paróquias ou capelas rurais, os fiéis o recebiam educadamente e o ouviam delicadamente, mas quando ele se preparava para celebrar a nova Missa, saíam em bloco e o deixavam diante de uma igreja praticamente deserta. Segundo a opinião geral, ele ficava furioso.
    “Mas pq furioso” a voz do povo n é voz de Deus???

  2. Toda esta resistência dos fiéis, relatada no trecho do livro, foi quebrada em grande parte pela adesão da AASJMV ao que Dom Navarro trouxe para a diocese, ou seja, a “missa nova”. Vejam só neste pequeno vídeo o resultado para minar todo o trabalho de Dom Antônio de Castro Mayer (após sua morte) contra as inovações do CVII http://www.youtube.com/watch?v=W6d-nBst8KQ .
    Atualmente tanto faz “missa nova” ou Missa tradicional para a maior parte da AASJMV. Trata-se apenas de uma questão pessoal como podemos ver neste outro vídeo com um padre da AASJMV http://www.youtube.com/watch?v=w0blWQHNatU .

  3. Sendo essa a atitude dos leigos é compreensível as atitudes de Dom Navarro….

  4. O Autor engana-se a respeito da suposta participação de membros da TFP nos distúrbios na instalação de Dom Navarro.

    O atestou o próprio D. Navarro em declarações à imprensa, nas quais não só negou a responsabilidade da TFP por tais fatos, como até chegou a elogiar o “comportamento exemplar” do Prof. Plinio Corrêa de Oliveira, em toda a difícil situação da diocese de Campos (cfr. “O Estado de S. Paulo” de 28/11/81).
    No dia subseqüente a tão lamentáveis fatos, D. Navarro escreveu uma carta ao Prof. Plinio, com data de 27/11/81, na qual afirmava: “Posso assegurar-lhe, diante de Deus, que jamais passou por minha mente atribuir a qualquer grupo organizado, e muito menos à TFP, a responsabilidade pelo pequeno incidente”.

  5. Até o rompimento oficial de Dom Antônio com a TFP em 1982 havia uma certa confusão quanto a TFP e a Congregação Mariana. Apesar de não haver impedimento de ser congregado mariano (ou outra confraria religiosa aprovada pela Igreja) e ser da TFP, já que esta não é associação religiosa, e sim, associação civil e cívica.

    Não sei se neste evento havia componentes da TFP, mas, certamente, não COMO TFP.

    No clero de Dom Mayer havia 5 padres padres oriundos dos quadros da TFP, e que a apoiavam. Quatro destes padres, após o rompimento de Dom Antônio com a TFP, mais tarde foram incardinados na Diocese de Campos. O outro, seguiu Dom Antônio.

    Quando passaram a atender os membros da recém fundada Associação Nossa Senhora da Fátima, dissidência da TFP e orientada pelo atual Mons. João Clá, um destes não os acompanhou e manteve-se com os membros fundadores (internamente chamados de provectos).

    Trocando em miúdos. No período de confrontos na Diocese de Campos e TFP não participou, nem podia, como tal, faze-lo. Seus membros, como católicos poderiam e deveriam participar, sim

  6. Para mim,

    não participar da Missa Nova, como esta é celebrada atualmente na Diocese de Campos, continua ser por razões de consciência, porque trata-se de participar ou não, desnecessariamente, de celebrações litúrgicas nas quais estão inseridas coisas que constituem verdadeira profanação do ato litúrgico e do templo.

    Outra coisa é que:

    “Atualmente tanto faz “missa nova” ou Missa tradicional para a maior parte da AASJMV.”, como comentado acima, é mentira e, os que conhecem a Administração Apostólica Pessoal São João Maria Vianney poderão constatar a iniqüidade do comentário que foi feito acima.

    Quem desejar saber o que se celebra na Administração Apostólica São João Maria Vianney pode visitar todas as nossas paróquias ou ver algumas fotos no site adapostolica.org.

    Para visualizar nosso estilo de vida, os seguintes sites são sugestivos:

    http://www.adapostolica.org/

    http://jovensdbosco.blogspot.com/

    http://geracaodesantos.blogspot.com/

    http://www.catolicosempre.org.br/

    http://cordemaria.voidnet.com.br/

    http://zelozelatussum.blogspot.com/

    http://www.soucarmelita.com.br/

    Apesar dos meus pecados, existem muitas coisas boas em nossa querida Administração Apostólica, coisas herdadas de nossos antepassados, nas palavras do Papa Bento XVI:

    “Vós jovens tendes direito de receber das gerações que vos precedem pontos firmes para fazer as vossas opções e construir a vossa vida, do mesmo modo como uma jovem planta precisa de um sólido apoio para que as raízes cresçam, para se tornar depois uma árvore robusta, capaz de dar fruto.”(Mensagem para a XXVI Jornada Mundial da Juventude).

  7. Parece, então, haver uma divergência entre alguns fiéis da AASJMV e seu Bispo, já que está bem clara em vídeos na internet a declaração de Dom Rifan na qual ele declara que preserva a Missa Tradicional devido a um “apego” e que quem quiser ir “na Missa em português, pode ir também”. Além do mais, o próprio Bispo e padres da Administração participam de celebrações da Missa Nova. Então, cadê a mentira? Quem vive aqui percebe e vê claramente que não existe mais a resistência contra os erros progressistas que outrora existia. Isso é um fato! Só não vê quem não quer.

  8. [“Atualmente tanto faz “missa nova” ou Missa tradicional para a maior parte da AASJMV.”, como comentado acima, é mentira e, os que conhecem a Administração Apostólica Pessoal São João Maria Vianney poderão constatar a iniqüidade do comentário que foi feito acima.]
    Não se disse em momento algum que a missa nova é celebrada nas igrejas da AASJMV. Se assim fosse muitos fiéis se afastariam. O veneno tem que ser administrado paulatinamente para acomodar as mentes. Assim o fez Lutero quando transformou a missa na céia protestante http://www.beneditinos.org.br/atualidades/documentos/missa_lutero.htm . Os protestantes incorrem em erro não por alguma coisa boa que apresentam mas pelo erros que praticam. Vejam em mais alguns links http://www.youtube.com/watch?v=cOfr2-q6ARc , http://www.adapostolica.org/modules/wfsection/article.php?articleid=647 porque tanto faz a missa nova ou Missa que deu a Santa Madre Igreja muitos santos. Os padres e o sr. bispo da AASJMV compareceram e concelebraram na missa de posse do novo bispo de Campos. Só um cego ou mal intencionado não vê os fatos dos novos tempos com uma tomada de rumo em situação oposta ao que se praticava no tempo de Dom Antônio de Castro Mayer. Vejam no relato do link trechos desta tomada de direção em rumo contrário à resistência de antes http://www.beneditinos.org.br/atualidades/documentos/resp_possidente.htm .