Um Arcebispo pergunta, os leitores respondem.

QUEM VAI REZAR EM LATIM?

Dom Aloísio Roque Oppermann

Dom Aloísio Roque Oppermann

Tive a graça de viver a beleza da Liturgia católica antes do Concílio, durante o Concílio, e depois desse mega acontecimento da nossa Igreja. Posso dizer que as celebrações eucarísticas, em vésperas conciliares, eram cheias de mistério, bem fixas, e sem nenhuma extravagância inventiva. Mas também eram incompreensíveis e secas. Só mediante muitas explicações é que os fiéis podiam se aproximar do ideal, e fazer dessa Liturgia um “obséquio racional”. “Estai sempre prontos a dar as razões da vossa esperança” (1 Pd  3, 15).

Isso não era fácil, a começar pela língua misteriosa que se usava, o Latim.  A maioria supria a incompreensão lingüística e teológica, rezando o terço durante a missa. E esta é uma piedosa  oração, mas diferente,  em essência, da nobre liturgia do mistério pascal. As mudanças na celebração dos Santos Mistérios, feitas pelos Padres Conciliares, foram aprovadas entusiasticamente pelos católicos. Hoje diríamos que as comunidades “aplaudiram de pé” as mudanças. Esse tornou-se o único rito normal da liturgia, promulgado por Paulo VI.

Mas houve um fato, não desejado. Uma vez que o Vaticano II mexeu na estrutura da Missa, recuperando valores do século II,  alguns clérigos começaram a inventar, improvisar, e até a desrespeitar as regras mínimas de uma boa celebração. Isso despertou certa nostalgia entre camadas das comunidades. Começou a surgir uma resistência, sobretudo a partir do líder Lefèbre,  contra a Liturgia  renovada.  Isso chegou a criar um foco de dissidentes. Bento XVI, querendo lançar uma ponte de amizade, permitiu que certos grupos rezassem em latim, retomando os textos de João XXIII, de 1962. (É bom lembrar que naquela data não se falou em Ministros Extraordinários da Comunhão…). Em boa compreensão, quem pode rezar, preferencialmente, esse rito? Em primeiro lugar, os que viram o antigo rito e dele tem saudades.

Em segundo lugar, os que o querem celebrar com seriedade, e não apenas como um espetáculo a mais. E é lógico, a assembléia celebrante deve entender latim, e  reconhecer que o rito normal é o do Concílio Vaticano II. E para não esquecer: nada deve ser feito à revelia do Bispo Diocesano. O Doc. Conciliar Sacrossanctum  Concilium  n. 22 garantiu: “Cada Bispo é o moderador da liturgia na própria Diocese”. Bento XVI repetiu essa frase no Motu Proprio.

Dom Aloísio Roque Oppermann scj – Arcebispo de Uberaba, MG

* * *

Fique à vontade, caro leitor, para deixar o seu comentário em resposta ao senhor arcebispo de Uberaba: quem é você, jovem, idoso, solteiro, pai e mãe de família, que vai à “missa em latim”? E o senhor, caro sacerdote que a celebra: quem é você?

Após se apresentar a Dom Aloísio, explique-lhe como você conheceu a Missa Latino-Gregoriana, o venerável Rito dito de São Pio V; como ela conquistou sua alma e mudou sua vida; e, sobretudo, os motivos pelo qual você a ama e por que ela é importante para a Igreja.

O Fratres in Unum se encarregará de encaminhar os comentários a Dom Aloísio, pedindo-lhe uma resposta. Mas atenção: redija sua mensagem considerando a dignidade episcopal e o respeito devido ao senhor arcebispo — embora você possa não ter gostado do tom e do teor do artigo. Portanto, os comentários não devem destoar do objetivo deste post ou ser desrespeitosos.

Pois bem, Fratres carissimi, tendes a palavra!

56 Comentários to “Um Arcebispo pergunta, os leitores respondem.”

  1. Meu nome é Carlos Santana, sou casado, 2 filhos, 52 anos,moro em Salvador, engenheiro, e tive a primeira experiência da Missa Tridentina num mosteiro que é da FSSP V. Agora graças a Deus teremos em Salvador, devido a um novo movimento liturgico que quer resgatar a tradição de 2000 anos da Missa que nunca deveria ter sido abolida, pelo menos aqui. Nosso arcebispo está dando o maior apoio pois também deve estar insatisfeito com o que tem visto na Liturgia. Também porque ele tem o dever de corrigir os erros e por isso começa um movimento no sentido de se mostrar ao católico a verdadeira Liturgia. A programação inicial é uma vez por mês. Mas com a graça de Deus será semanal.
    Aos poucos nós vamos aprendendo as orações em Latim. Até porque também existe um folheto que nos ajuda…

  2. Meu nome é Leandro Farias, sou de São Paulo e assisti a missa dita “tridentina” pela primeira vez na paróquia Santa Luzia, na Sé (próximo a Catedral metropolitana). Essa missa não me parece em nada um modo diferente de se celebrar, mas sim algo totalmente diferente do que eu tinha vivido até então. As missas do CVII são vazias de mistério, de espiritualidade e mesmo sendo na língua do povo, o povo (posso falar, pois faço parte do povo) na maioria das vezes não entende nada do que acontece.

    Já a missa tridentina, faz com que o católico se prepare, tenha a atenção voltada para a missa, tem uma espiritualidade verdadeira e católica. Que se esforce para saber o que se celebra. É interessante que grande numero de bispos valorizam o islã, o budismo e outras religiões por manterem suas raízes, inclusive a língua, no entanto quando se trata das raízes e da língua da Igreja vemos como algo nostálgico, algo retrogrado.

    A missa tridentina me fez ir a missa não pela bagunça, ou pela animação das músicas “legais”, e sim por Cristo, pelo seu sacrifício, por gratidão a seu amor tão grande.

  3. As manchetes sobre o levantamento das excomunhões dos 4 bispos da FSSPX levaram-me à missa no Priorado Padre Anchieta. Ali entendi uma lembrança infantil ainda viva, jamais esquecida, doída de tanta saudade: uma única vez, lá pelos meus 8 ou 9 anos [1968/69], em que vi e ouvi essa missa com o padre voltado para o altar. Eu olhava para a minha avó e para as outras pessoas, num final de tarde em uma capela em São Caetano do Sul/SP. Os silêncios e o coro dos fiéis confirmando as petições do Sacerdote, fizeram-me chorar. Sim, tudo em latim – nem minha avó tinha a menor noção da língua – mas, nos olhos de todos eu vi que entendiam o que se pedia a Deus, o que Se oferecia a Deus, quem Se oferecia a Deus, pois cumprimentamos o sacerdote antes da missa beijando-lhe a mão direita enquanto dobrávamos ao chão o joelho direito. No altar, ele era o próprio Jesus oferecendo o Seu corpo e o Seu sangue para a remissão de nossos pecados, para a salvação das almas; e, eu agradeci a Nossa Senhora Aparecida por aquela missa tão linda! – que nunca mais vi em lugar nenhum até março/abril de 2009.

    Quanto à “maioria supria a incompreensão lingüística e teológica, rezando o terço durante a missa”, provavelmente isso se deve à ignorância da prática do estudo do missal, do catecismo, dos Evangelhos, da História da Igreja Católica Apostólica Romana nos seminários, dos próprios sacerdotes, párocos e bispos, os quais preferem trazer o paraíso celeste para o mundo, onde imperam a mentira dos “direitos humanos”, a perfídia da “luta de classes”, a loucura das “liberdades”, enfim, daquilo tão ao gosto do anti-cristo e dos anti-cristãos fora e dentro da Igreja.

    Que Nossa Rainha, Nossa Senhora da Imaculada Conceição Aparecida, vele por nós seus servos e nos abençoe com a graça da humildade para dizer sempre Sim às suas ordens. Amém.

  4. A missa nova foi aprovada tão “entusiasticamente” pelos católicos que metade deles hoje em dia só o é de nome, enquanto outra parte, considerável, tornou-se indiferente a qualquer coisa relativa à religião. O sr. arcebispo devia dedicar-se menos à expressão de wishful thinking e mais à constatação da realidade que o cerca, na qual os fiéis, se antes precisavam de “muitas explicações para entender a missa” – como se esta devesse guiar-se pela lógica da publicidade comercial ou das receitas de bolo! -, agora sequer se interessam nelas, pelo simples motivo de que não confiam mais em uma Igreja que está continuamente renegando sua identidade.

    Tenho 20 anos, voltei ao seio da Igreja há pouco tempo (antes era praticamente ateu) e, se o fiz, devo-o ao contato com a Tradição e, sobretudo, com a missa de sempre. Nela aprendi o significado autêntico do sagrado.

  5. Excelência, me chamo Rodrigo Ruiz, tenho 37 anos e moro no interior de São Paulo. Meu primeiro contato com o Sacrossanto Rito de São Pio V foi há aproximadamente 7 anos atrás, portanto, antes do Motu Proprio Summorum Pontificum. Assisti ao Santo Sacrifício da Missa em São Caetano do Sul, na igreja de Nossa Senhora da Candelária, numa tarde de sábado. Naquela tarde eu senti-me maravilhado diante de tamanho mistério, recolhimento, sacralidade. Tive a alegria de contar com as explicações de uma pessoa que ficou ao meu lado durante a Santa Missa e assim, saí dalí, terminada a celebração, conhecendo melhor e já amando profundamente uma liturgia que apenas ouvia dizer com sumo respeito por pessoas mais velhas. Já tinha comigo um antigo missal que me fora presenteado por um sacerdote e foi alí, naquela missa que aprendi a utilizá-lo para tirar maior proveito dessa liturgia celestial.
    O detalhe, Dom Aloísio, é que nesta primeira Santa Missa que assisti, haviam mais ou menos umas 60 pessoas e em sua maioria, entre os 18 e 40 anos de idade.
    Portanto, não via ali naquela igreja saudosismo algum, tendo em vista que, assim como eu, aquelas pessoas cresceram com o Novus Ordo Missae de Paulo VI. O que havia alí era amor por algo que conheceram in loco e estudando.
    Hoje mais jovens buscam preencher suas almas com a Santa Missa Tridentina porque descobriram nela um tesouro precioso demais para ser desprezado e porque estão cansados com o vazio de tantas missas em vernáculo e no Rito Novo. Não aguentamos mais o desprezo pelo sagrado e as inúmeras missas “do it yourself” que grassam em tantas paróquias desse país.
    Buscamos e queremos Deus. E estar em uma Missa Tridentina é estar no Céu.
    Obrigado.

  6. Exclentissimo e reverendissimo Dom Aloísio Roque Oppermann , Arcebispo de Uberaba, MG!!

    Meu nome é Jorge Antonio Villas Boas, nunca tinha assistido a MISSA DE SEMPRE, porém, nao ENTRO na lista dos saudosistas!! Assisiti pela primeira vez, em MOCOCA- SP e digo ao sr, nunca tinha presenciado, a RENOVAÇAO INCRUENTA DO SACRIFICIO DO CALVARIO, de maneira mais SANTA!!

    Nao sou poliglota, mas tenho a capacidade, de acompanhar a SANTA MISSA, pela traduçao que o MISSAL COTIDIANO oferece!!

    Na condiçao de leigo, me resta pedir a NOSSO SENHOR, que nos livre da malefica criatividade, que particulamente, a IGREJA DO BRASIL apresenta!!

    A igreja brasileira, , ultimamente, preocupa se com tao somente: AGUA, TERRA E FLORESTA!!

    Isto, eu deixo para as ONGS e a NOSSO SENHOR, eu peço , que suscite vocaçoes santas e afaste candidatos, que veem no sacerdocio catolico, UMA SOLUÇAO MAGICA, PARA AS SUA MAZELAS PESSOAIS!!

    Rogo a vossa REVERENCIA Excelentissima, uma bençao arquiepiscopal!!

  7. Meu nome é Claudiomar Filho, tenho 39 anos. Sou teólogo, mas prefiro dizer que sou católico. Não tive saudades da Missa Tridentina pois nasci nessa geração atônita. Tive sim o desejo de conhecê-la quando entendi o que é a Santa Missa. Por pura Providência Divina tive a graça de ver a luz que muitos na Igreja tentam encobrir.Tive a graça de assistir já a algumas dezenas de Santas Missas Tridentinas. O bispo da minha cidade também não provê a Santa Missa no santo rito tridentino para os fiéis que pediram. Por causa dele, tenho que percorrer 480 kilômetros para assisti-la. Já percorri 900 km. Já percorri 1.300 km. Mas, não tem problema. O céu é mais longe, e a Santa Missa Tridentina me leva a ele.

  8. Meu nome é Luís Augusto, leigo, solteiro, 24 anos, auxiliar de Tecnologia da Informação. Conheci a Missa na Forma Extraordinária por volta de 2005, através da vida de São Padre Pio. Foi amor à primeira vista.
    Imediatamente passei a compreender melhor a Missa, ainda que na Forma Ordinária, pois muitos sacerdotes dificilmente falam do sentido sacrifical.
    O Ordinário bilíngue encontra-se muito facilmente na internet. Nosso povo, com tudo em vernáculo, parece ter ficado com a capacidade de intuição diminuída, relegando a participação ao mero ouvir e responder. Isto também acontece por conta do enfraquecimento e do desprezo aos sinais exteriores de sacralidade, e aqui entra a Ars Celebrandi (a arte de celebrar).
    Minha primeira participação nesta Missa foi em 02/01/2009, em Fortaleza-CE, na Paróquia do Tauape. A segunda foi em 23/07/2011, aqui em Teresina-PI, numa visita do mesmo sacerdote, o Pe. Samuel Brandão.
    Formamos uma Associação de fiéis (ars-the.blogspot.com) para conseguirmos a Missa e não só ela, mas também uma celebração mais reverente da Missa na Forma Ordinária em nossa Arquidiocese. Sou membro do Setor de Liturgia Arquidiocesano.
    Sou jovem, não sou saudosista. Nasci e vivo numa paróquia de origens enraizadas na Teologia da Libertação e sou membro de um Grupo de Oração da RCC. Não sou protestante e nem comunista.
    Considero que a visão de V. Exa. Revma. é generosa demais com a reforma, acabando por ser pouco realista. V. Exa. recebeu a Ordenação Presbiteral em 1961, portanto, no clima do entusiasmo pelo Concílio.
    “Quem pode rezar preferencialmente?” Não há preferências. O dom é para todos. A intenção do Motu Proprio foi “oferecer a todos os fiéis a Liturgia Romana segundo o Usus Antiquior, considerada como um tesouro precioso a ser conservado”. Eu sou parte desse “todos”. Este Dom é oferecido para mim e por mim também deve ser conservado. À V. Exa. Revma. e por V. Exa. Revma. também é oferecido e deve ser conservado.
    Procuro tomar como regra uma frase de Santo Irineu de Lião, que acho que deveria seriamente ser aplicada na vida do clero: “É preciso amar com extremo amor tudo que é da Igreja”. Eis aqui um autêntico valor do séc. II!
    Iube, domne, benedicere.
    Deus abençoe o ministério de V. Exa. Revma.

  9. Eu, simplesmente sou um pobre jovem, de 17 anos que, desde os 14 busco a Santa Missa de sempre, haja visto não termos tão precioso tesouro em nossa Arquidiocese (da Paraíba), tendo saído de diversas paróquias e busca da, ao menos, “missa” nova bem “celebrada” – às vezes até voltados para o Altar, mesmo em vernáculo com alguns cantos em latim -, raramente a encontro por essas bandas de cá. Mas tenho um Arcebispo que entende de política e de prefaciar livros espíritas.
    Desde os 11 anos falo latim, embora tenha adquirido maior “fluência” quando comecei a buscar a Tradição, aos 14 anos. E isso sem ninguém de minha família me apoiar, tampouco meus amigos e, dentro das sacristias… HAHAHA, “mofo de Roma”, “coisa de velho”, “coisa de doido”, etc.

    Todavia tenho amigos e parente, poucos comparado às pessoas “normais” que conheço (é, para essas pessoas, especialmente as gerentes de grupos e de sacristias e os padrecos que vejo por aí, eu sou um estranho, talvez – num termo menos pejorativo – saudosista), dos 13 aos 85 anos (talvez até mais anos de idade) que buscam a Santa Missa de Sempre, a Sã Doutrina, Católica, de sempre e a Tradição da Santa Madre Igreja e que ainda tem essa esperança.

    Eles nunca precisaram saber latim para compreender a Santa Missa em sua essência, naquilo que é importante, ao contrário dos “católicos” (?) modernos que precisam de um [maldito] jornalzinho para saber o que o padre está dizendo, fazem apenas repetir o que há no jornalzinho, mas sequer sabem o que falam, pergunte para qualquer um deles o que eles respondem, quero ver se eles vão saber.
    Os antigos, mesmo sem saber ler nem escrever rezavam terços em latim, cantavam belíssimos hinos em honra de Nosso Senhor, minha bisavó é um exemplo, e ela nunca precisou ser agente de pastoral para catequizar os filhos e os filhos dos vizinhos e evangelizar, não, o testemunho dela sempre foi em casa, na vida cotidiana, sem precisar de reuniões da “comunidade celebrante” ou de “testemunhos” durante as missas. Ela era do latim, do recolhimento, da humildade sincera, de ensinar catecismo sem livrinhos, apenas com o Catecismo no juízo, a Fé que veio pelo ouvido, falada do alto do púlpito, da boca do Padre. Ela era do latim, do canto gregoriano, da polifonia nordestina, interiorana inteligente, que nunca precisou de livrinhos da CNBB para aprender a cantar, cantava por natureza, no dia-a-dia, em suas orações, com meu bisavô, junto a todos os filhos, o que ouvia o coral cantar na igreja, o povo cantar nas novenas que, não poucas vezes, eles que “puxavam”.
    Sim, puxavam o arado, mas também puxavam o canto, porque povo pobre é inteligente o suficiente para aprender latim, não precisa que tudo seja em “vernáculo” para que eles saibam o significado, como se tivessem a inteligência limitada. Eles gostavam de tudo com inúmeros detalhes e flores, símbolos e imagens, com dizeres em latim, nas igrejas, nos altares, porque eram capazes de assimilar tudo isso, e muito mais, não são como os católicos modernos que só entendem uns cartazes com letras grandes e em vernáculo, ou uma bandeira vermelha, ou um “altar”(?) em forma de mesa ridículo, que em nada eleva a piedade, ao contrário, faz cada vez mais sair vazios aqueles que buscavam se completar na igreja, fazendo cada vez mais católicos plenos de vernaculismo irem marchar nas fileiras protestantes com a língua “dos anjos” (coisa até adotada nessa renovação da Igreja para os jovens), vês?
    Antes, a beleza encantava, hoje ouvimos baterias, vemos mesas sem velas e um padre desleixado com o cachecol verde da vovó sobre o pescoço… alguns replicam, mas me pergunto como pode ser Estola, nunca vi com cruz, só uns desenhos feios e mal acabados, parecem feitos por alguém com mal de preguiça…

    [Tem mais, só não tenho muito tempo agora…]

    Ad Majorem Dei Gloria (em latim mesmo)
    Higor R. da Costa, P.

  10. Exclentissimo e reverendissimo Dom Aloísio Roque, meu nome é Alex Jeronimo, 38 anos, pai de família, e operário em Caxias do Sul, conheci a Missa na Forma Extraordinária este ano em Candeias na Bahia guiado pelo amigo e blogueiro Jonadabe Rios http://porquecreio.blogspot.com/.

    Pela primeira vez na vida vi uma igreja silenciosa antes da missa, vi um padre celebrar a missa sem microfone, canto sem instrumentos, toda a assembléia vestida respeitosamente, clima perfeito para oração, crianças de joelho e rezando em latin, foi o momento mais feliz de 2011 para mim, minha razão não alcançou o mistério divino, mas esse mistério alcançou meu coração.

    Não sei dizer muito Dom Aloísio, mas quem vai a missa em latim percebe seu teor sagrado em cada detalhe.

    Sua benção.

  11. Estranho que celebrações eucarísticas consideradas “incompreensíveis e secas” produziram por quase 2.000 anos milhares de santos e mártires. E, mais estranho ainda, é notar que, nas celebrações “vivas, festivas, criativas e muito compreensíveis”, praticamente não se compreende que na Hóstia está Deus realmente e verdadeiramente presente. Antes, quando “pouco se compreendia”, os fiéis ajoelhavam para comungar e recebiam diretamente na língua. Hoje, nas missas “muito” compreensíveis, ninguém mais se ajoelha ou reverencia Nosso Senhor, manifestando uma clara incompreensão das verdades outrora muito bem compreendidas.

    Perdeu-se a própria noção do Sacrifício da Missa, transformado em uma ceia protestante por um maçom.

    Esquece o Senhor Bispo que a nova Missa não foi aprovada entusiasticamente pelos católicos apenas. Juntamente com estes, vibravam os protestantes com declarações muito compreensíveis.

    “Nada na missa agora renovada [por Paulo VI] pode realmente desgostar o cristão evangélico.” (M. Siegvalt, professor de dogmática na Faculdade Protestante de Strasbourg, 22 novembre de 1969)

    Creio não ser difícil compreender essa compreensível declaração.

    Robson

  12. Excelência Dom Aloisio, não é verdade que a missa reformada recebeu aplausos de pé dos católicos. Em sua apresentação em 1967 por Mons. Anibale Bugnini no Vaticano aos bispos do mundo todo, a maioria rejeitou veementemente a nova liturgia “fabricada”, “produto banal do instante”, nas palavras do então Cardeal Ratzinger. Curiosamente, foi um atentado à própria colegialidade episcopal, uma verdadeira imposição da Cúria Romana (no caso, especificamente, da comissão para a reforma da Sagrada Liturgia). Mas claro, imposição mesmo só quando partia de Ottaviani e cia ltda. Quando vinha de Bugnini, era “uma leitura acurada dos sinais dos tempos”.

  13. Sua Benção Senhor Bispo, eu me chamo de Thiago, tenho 22 anos, moro em Brasília-DF, faz um pouco mais de um ano que eu conheci o Rito Romano Tradicional e hoje, com a graça de Deus, assisto (ad stare) o Santo Sacrifício da Missa conforme a forma extraordinária do Rito Romano pelo menos duas vezes ao mês, visto que a capela não é muito perto da minha residência. Além da bagunça litúrgica instaurada na Santa Igreja Católica, que leva os católicos a buscarem uma verdadeira expressão do culto da Igreja e a rejeitarem essas falsificações (abusos litúrgicos), como diz santo Tomás de Aquino, um autêntico e verdadeiro estudo sobre o rito dâmaso-gregoriano leva a qualquer fiel leigo ou clérigo à conclusão de que esta forma é a única que a Igreja sempre celebrou, desde os tempos primitivos, ao contrário da forma ordinária que, nos dizeres do teólogo Joseph Ratzinger, afastou-se da Liturgia da Igreja, destruiu o grande edifício, com seus pilares fortes, e construiu um novo, em cima da areia. Preferimos a Liturgia Tradicional por ser a melhor expressão dos dogmas eucarísticos e sólido alimento espiritual, pela sua riqueza, beleza, elevação, nobreza e solenidade nas cerimônias, pela sacrilidade e reverência, pelo sentido do mistério, por sua maior precisão e rigor nas rubricas, que afasta todos os abusos lamentados pelo Beato João Paulo II e pelo Pontífice reinante Bento XVI. “Data venia”, lamento e discordo imensamente das declarações de Vossa Excelência Reverendíssima, pois a língua latina não afasta os fiéis, mas promove a unidade, o sentido do mistério, da beleza, da solenidade etc., e a forma extraordinária do rito romano não depende da revelia do Bispo Diocesano, uma vez que ela possui direito pleno de cidadania, na mesma medida que a forma ordinária. Oro muito a Deus e a Virgem Santíssima para que nossos sucessores dos apóstolos estejam em comunhão verdadeira com o Papa e com a Tradição Viva da Igreja, pois precisam reconhecer o caos que se instaurou na Igreja nesses últimos 50 anos, e é muita ingenuidade crer que somente os abusos são as causas da crise, não o são. Uma árvore boa não pode dar frutos ruins.
    Deus abençoe o seu ministério.
    Thiago Porto

  14. A Sua Excelência Reverendíssima Dom Aloísio Roque Oppermann , Arcebispo de Uberaba – Mg.
    V. Exa. Revma. chamo-me Bruno Silva Lima, nascido na cidade de São Paulo no ano de 1988, formado como técnico em edificações e católico pela graça de Deus e há mais de 5 anos conheço e assisto a Santa Missa de Sempre.
    Venho a V. Exa. Revma. por meio desta missiva para humildemente lhe responder a pergunta feita em vossa coluna, intitulada, QUEM VAI REZAR EM LATIM?
    V. Exa. Revma. eu recebi meus primeiros sacramentos na cidade de Itapevi-SP, quando da preparação para a primeira comunhão nada se disse sobre a presença real de Nosso Senhor no Santíssimo sacramento, nada se disse da renovação incruenta do sacrifício de Nosso Senhor, nada se disse da devoção a Maria Santíssima, nada se disse sobre dogmas, para falar bem a verdade nada se disse de católico nem pelo pároco daquele tempo e menos ainda por parte dos catequistas.
    Depois de algum tempo conheci um sacerdote piedoso e foi inevitável me aproximar dele e perguntar o porque de tudo aquilo. Quando compreendi o que de fato era a Santa Missa me dei conta de que não era um “obséquio racional” crer que a Santa Missa é um sacrifício e vive-la como uma festa ou somente como um banquete. Descobri V. Exa. Revma. que não era um “obséquio racional” estar diante do altar aonde se renova o sacrifício de Nosso Senhor enquanto se toca uma bateria e “aplaudem de pé”. Descobri V. Exa. Revma., e acredite aprendi rezando em latim, que aquela hóstia dada na Missa é a hostiam puram, hostiam sanctam, hostiam immaculatam, Panem sanctum vitæ æternæ, et Calicem salutis perpetuæ. Aprendi ainda que foi está Missa “incompreensível e seca” que fez muitos e muitos santos, foi está Missa “incompreensível e seca” que suscitou o coração de tantos para o sacerdócio como fez no Cura D’ars.
    Hoje V. Exa. Revma. tantas e tantas são as pessoas, inclusive os meus pais, que me perguntam porque eu viajo todos os domingos mais de 40km para assistir a Santa Missa e eu digo, porque é um “obséquio racional” rezar aquilo que a Igreja crê. E quando eu pergunto porque eles vivem na Missa tão indiferentes eles falam porque a Missa é uma festa. Acredito V. Exa. Revma. que o vernáculo não esclareceu para eles o que de fato a Missa é.
    V. Exa. Revma. parece querer limitar a abrangência do Motu Proprio. Enquanto isso lá em Roma foram escritas estas palavras maravilhosas, “oferecer a TODOS os fiéis a Liturgia Romana segundo o Usus Antiquior, considerada como um tesouro precioso a ser conservado”. Parece que há aí alguma divergência não é mesmo V. Exa. Revma.?
    Por fim, me despeço de joelhos diante V. Exa. Revma. pedindo que me abençoe sempre.
    E que Nossa Senhora estrela da manhã possa nos conduzir ao seguro porto da fidelidade a Santa Igreja que certamente nos levará a Salvação.

    Bruno Silva Lima.

  15. Excelência Dom Aloisio, eu me chamo Christiano Alberto da Silva, tenho 31 anos e trabalho na Secretaria Municipal de Educação em Natal, Rio Grande do Norte e estou cursando Direito na faculdade Mauricio de Nassau. Eu conheçi a tradição através dos blogues tradicionalistas para ser mais exato : Adversus Haereses, Sucessão Apostólica e Fratres in unum .
    Só fui conhecer a Missa Tridentina depois que passei a frequentar esses blogues e hoje sei que apesar de frequentar a Missa de Paulo VI eu era profundamente ignorante acerca do que realmente é a Missa Católica. Eu estava acostumado com as missas shows carismáticas que deformam o sentido verdadeiro da missa , que é a renovação incruenta do sacrifício de Jesus no calvário. Só conhecí a beleza da liturgia católica com a Missa Gregoriana e com relação ao Latim não vejo problema algum pois os jornais vem com a tradução em portugues .
    Excelência, sinceramente não sinto saudade da missa de paulo VI porque lamentavelmente aqui no Brasil ela se tornou um INSTRUMENTO DO MARXISMO, quando não , algo muito parecido com o pentecostalismo protestante, onde perdeu-se a noção de sacrificio .
    Por isso fico com a Missa Católica por excelencia que é a Missa de Sempre , a missa que santificou milhares de pessoas e que nunca se deformou.
    Agradeço ao Papa por ter lembrado que “Aquilo que para as gerações anteriores era sagrado, permanece sagrado e grande também para nós”. – Papa Bento XVI (motu proprio “Summorum Pontificum”)

  16. Excelência,
    Sua benção!
    Salve Maria!

    Meu nome é Geovanne Moreira, tenho 24 anos, sou advogado e resido na Arquidiocese de Belo Horizonte/MG. Há 6 anos assisto missas no rito antigo porque, de fato, a forma extraordinária do rito romano expressa a catolicidade da Santa Missa como Verdadeiro Sacrifício de Nosso Senhor. Vamos à Santa Missa para louvar à Deus, pedi-Lo graças necessárias, em ação de graças e para expiar os nossos pecados. Na Missa de Paulo VI não conseguimos fazer nada do que precisamos: louvar a Deus, pedí-Lo graças, render-Lhe graças e expiar os nossos pecados, sabe porque? Vou explicar a Vossa Excelencia Reverendíssima:

    Porque a bateria dos músicos não deixa, porque os teatros no meio da missa não deixam, porque as músicas comunistas, sentimentalistas e protestantes não deixam, porque a homilia do padre não deixa, porque os trajes dos católicos não deixam, porque o barulho no templo não deixa, porque os arranjos e a criatividade do padre ao celebrar a missa não deixam, porque as orações do novo missal não deixam, porque as palmas na hora da Paixão e Morte do Senhor não deixam, e uma infinidade de coisas que só cabem na missa do Novus Ordus.

    Se, porventura, a missa antigamente não satisfazia os “anseios do povo” era porque os padres assim não queriam.

    Não tenho saudades da Missa no rito antigo porque, tendo apenas 24 anos, infelizmente não nasci quando o Concílio de Trento ainda reinava. Não assisto missa tridentina por saudade. Assisto-a porque, de fato, expressa a fé católica pela “lex orandi, lex credendi”. Quando vou à Missa quero assistir/participar de Missa e não de teatro de criancinhas ou adolescentes bailando pelas naves da Igreja. Se eu quisesse ver espetáculo, iria ao Teatro ou numa casa onde oferecessem tais apresentações.

    Excelência, queria escrevê-lo mais, mas o meu tempo não permite.

    Peço, humildemente, que reze por nós todos e sobretudo pelo Santo Padre.

    Que Deus e a Virgem o guarde em Seus Corações Sacratíssimos.

    Sua benção!

    -Geovanne.

  17. Sou Natália, 32 anos, casada e mãe de 4 filhos pequenos. Moro em Itapetininga/SP. Sou testemunha viva do estrago que a religião reformada que o senhor exalta (com sua doutrina reformada e sua liturgia reformada) podem causar.

    Nascida em berço católico, ainda muito jovem deixei de freqüentar as Missas porque não gostava das homilias. Elas eram incoerentes, contraditórias, simplórias. As músicas e encenações beiravam o ridículo. Além disso, as respostas dos Padres às minhas perguntas de adolescente foram iguais às homilias: simplórias, furadas, liberais, contraditórias. Não me convenciam. Só não procurei uma seita qualquer nesse tempo porque guardei no fundo do meu coração uma frase que minha “AVÓ PRÉ-CONCILIAR” me ensinou na infância: “A Igreja Católica é a única Igreja de Cristo”. Então veio o tempo do afastamento completo, desorientação e depressão.

    Um dia, aos 28 anos e pelo mais puro acaso, encontrei a verdadeira doutrina católica e, com ela, descobri a existência da verdadeira (e SONEGADA) Missa “em latim”. Reconheci A PRÓPRIA VERDADE que eu tanto buscava e que era sonegada naqueles arremedos de catolicismo que por anos tentaram me fazer engolir. Só então sarei de todos os meus males de alma. O verdadeiro catolicismo de sempre me salvou. Foi então que entendi que a Palavra que os Padres diziam na Missa da minha infância não eram mais as Palavras de vida eterna. Eram apenas discursos coerentes com o espírito da época. A água não era mais a água-viva, que quem bebesse jamais tornaria a ter sede. Era uma água misturada com novas doutrinas, com doutrinas estranhas, com heresias e até com exaltação do pecado e negação da verdade, e que não salvavam, mas matavam a alma.

    Agora, entendendo o porque de minha falta de gosto pela Missa de minha juventude, deliberadamente não a assisto mais. Também não permitirei jamais que meus filhos a assistam, para que eles não percam a fé como eu um dia a perdi.

    Quanto à Santa Missa, tesouro que salvou minha vida e por conseguinte a de minha família, eu a assisto nas Capelas da Fraternidade de São Pio X, a Congregação fundada por Monsenhor Lefèbvre. Minha casa fica a 190 km de distância da Capela, mas já cheguei a percorrer 300km só para poder encontrar a Nosso Senhor NA RENOVAÇÃO DO SACRIFÍCIO DO CALVÁRIO. Mas faço este sacrifício (de percorrer tão grande distância, com criança pequenas que sofrem os incômodos da viagem) com amor e alegria, e até meus filhos se alegram quando vamos à Missa, mesmo sendo crianças que não entendem latim…

  18. Exma. Revma. me chamo Alex, sou de Poços de Caldas, 34 anos, advogado. conheci a missa dita “tridentina” em 2007, quando um sacerdote de SP veio celebrar em minha cidade. Infelizmente, a missa é celebrada aqui em poucas vezes do ano. Não sou saudosista, pois não tinha conhecido antes a Santa Missa no rito tridentino. Prezo pela Santa Missa, seja ela no rito de São Pio V como no rito atual, mas o que mais se destaca na missa de pio V é a forma mistérica da Santa Missa e o respeito por uma liturgia bem celebrada, sem “criaciones” reducionistas no que tange ao Santo Mistério celebrado.
    Alex do http://www.catolicosconservadores.wordpress.com

  19. MEU NOME: Lucia Nascimento, tenho 62 anos, sou de SP-Capital, e lamento profundamente ler tal colocação de alguém que desconsidera séculos de assistência da SANTA MISSA TRIDENTINA, onde podíamos sem receio algum assistí-la em QUALQUER LUGAR DO MUNDO, porque em nada nos faria sentirmos estranhos, já que o LATIM não muda, e elevar o CAOS que é esta NOVA MISSA a qual V.Ex.ª Revm.ª diz: “As mudanças na celebração dos Santos Mistérios, feitas pelos Padres Conciliares, foram aprovadas entusiasticamente pelos católicos. Hoje diríamos que as comunidades “aplaudiram de pé” as mudanças. Esse tornou-se o único rito normal da liturgia, promulgado por Paulo VI.”

    V.Ex.ª Revm.ª, o que costumeiramente se “aplaude de pé” são os SHOWS, a SANTA MISSA, nós reverenciamos DE JOELHOS, como é devido a tudo o que é SANTO.

    Na Igreja nada se sente SAUDADES, TUDO o que nela existe é para TODO O SEMPRE, este termo SAUDOSO, só cabe nas cabeças MODERNISTAS e PROGRESSISTAS, onde os ensinamentos de CRISTO seriam adaptáveis de acordo com cada época e ao gosto de cada BISPO DIOCESANO e PADRES descompromissados com o verdadeiro SENTIDO da existência da IGREJA CATÓLICA APOSTÓLICA ROMANA, ou seja, SALVAÇÃO DAS ALMAS.

    Em minha infância e adolescência eu vivenciei esta FÉ que não existe mais nos dias de hoje. Incauto àquele que faz de conta não enxergar os frutos de tudo isso.

    Mas, como ninguém ficará impune ao JUÍZO após a morte, sinto-me confiante de que a JUSTIÇA DIVINA cobrará todas as posturas errôneas e negligências cometidas por àqueles que se propuseram a servir a VERDADE DIVINA e intuídos não pelo ESPÍRITO SANTO, se desencaminharam e levaram consigo a perdição de incontáveis almas. Ninguém está isento deste processo, nem mesmo os clérigos cujo peso de julgamento será mais severo.

    Que a Virgem Mãe Santíssima nos guie no caminho que leva ao seu FILHO JESUS e nos livre de “pastores” que desencaminham suas ovelhas ao invés de guiá-las.

    Lucia Nascimento

  20. Vossa Exelência,

    Meu nome é Heitor Souza, tenho 28 anos, Arquiteto e noivo.Frequento a Igreja assiduamente há pelo menos 12 anos e já passei por muitas experiências.

    A Missa de São Pio V simplesmente mudou toda a minha vivência Católica.Sou outra pessoa hoje.E detalhe: aqui em Recife, onde resido, as pessoas que frequentam a missa são em sua maioria, jovens.

    Em Cristo,

  21. Meu nome é Ana Maria Nunes, moro em São José dos Campos, tenho 37 anos, sou casada, dona de casa e mãe do Hudson, hoje com 6 anos. Conheci a Missa em Latim, através de amigos no Orkut e blogues Católicos. Em 2008 fui ao Priorado Padre Anchieta em São Paulo, e saí de lá atordoada e pensando: como os homens da Igreja tiveram coragem de nos esconder a Santa Missa que os santos assistiram? Por que fui privada da Missa? N tenho culpa de ter nascido em 1974! Se o CVII da margem a tantas escolhas ao leigo, eu quero escolher a Missa que os santos viram para criar meu filho! Poucas vezes voltei a São Paulo por questão financeira. Aceito ajuda de custo!
    Começa então a ter Missa do motu em Jacareí. Lá vou eu às 06h20min da amanhã com 8 graus, com
    uma criança de 3 anos pegar seis conduções, para ir à Missa. O retorno era às 13h30min e com isso meu marido começou a reclamar. Mandei-o reclamar com o bispo e submissa voltei à missa nova.
    Já tinha começado a dar catequese para meu filho e ensinei a rezar o terço em latim, o menino começou a reclamar que não queria ir à missa nova, mas na capelinha em Jacareí; chegou inclusive a desenhá-la na televisão. Perguntei o porquê não queria ir à missa nova, a resposta foi: muito barulho, é tudo diferente. Ou seja, senhor arcebispo, meu filho nasceu em 2005, e não na época da Missa em latim, mas foi ficar sem assisti-la para sentir saudades. Pois é, enquanto a comunidade aplaude de pé mudanças, meu filho preferiu o silêncio e de joelhos.
    Voltei a freqüentar a Missa de Jacareí, sabe o porquê senhor arcebispo? Tenho medo de Deus me esbofetear no juízo final, por privar meu filho, da Missa que os santos assistiram essa missa que o senhor diz ser incompreensível e seca (sic).
    Louvo a Deus pela resistência de Dom Lefebvre e Dom Mayer, por isso hoje vejo meu filho cantarolar canto gregoriano, enquanto ouço vizinhos de missa nova cantar funk!
    Meu filho ainda n sabe ler, mas faz questão de levar o missal e o terço à Missa. Responde em latim junto comigo, eu tenho que olhar no missal bilíngüe muitas vezes e o menino já sabe algumas respostas, então, senhor arcebispo, isso prova que qualquer pessoa pode aprender o latim e n há nada de misterioso nisso.

  22. Meu nome é Wilson Junior (casado, pai de uma filha de 1 ano e meio), tenho 36 anos e, pesquisando na internet sobre alguns temas (não lembro especificamente quais) acabei encontrando o site MONTFORT.
    Nele pude descobrir O QUE É a Missa, e assim ter o desejo de conhecer a liturgia antiga, que valoriza muitíssimo mais o que a Missa é: renovação do Sacrifício de Cristo.
    Passei a estudar os documentos da Igreja (Trento, Ecclesia de Eucharistia, etc) e passei a CRER no que é a Santa Missa. Assim, estando misticamente presente na crucificação de Jesus, vi o quanto são inoportunas aquelas músicas festivas, palmas, danças e invenções dos padres atuais na Santa Missa.
    Não há mais silêncio nas igrejas, não há mais respeito pelo que é sagrado.
    Parece que hoje tudo só pode ser feito se for na Missa (teatro, danças, sorteios, homenagens a aniversariantes, desfiles, enfim, tudo o que não tem a ver com a Missa só é feito na Missa), desviando todos do que REALMENTE a Missa é.
    Fiz uma pesquisa na minha Paróquia em 2005 onde, entre outras coisas, perguntava: o que é a Missa e por que você vem à Missa. 10% responderam que é a Renovação do Sacrifício de Cristo, sendo que muitos desses que responderam certo eu já havia catequizado. E muitos responderam que não sabem porque vão à Missa. E olha que as Missas são em português.
    Isso me dá a certeza de que não é uma questão de linguagem (e o simbolismo do latim é fantástico). É uma questão de conhecimento. E fé. Como aqueles que disseram na pesquisa que a Missa é a Renovação do Sacrifício de Cristo no Calvário podem não se perturbar com a celebração festiva que é feitas nas paróquias hoje em dia?
    Poucas vezes participei da Missa tridentina.
    Ela, quando estive, foi cansativa, a última que fui foi bem demorada, mas foi como tem que ser.
    A Missa não pode estar ao meu gosto ou ao gosto do padre. Ela tem que ser o que é.
    Uma vez, conversando com uma amiga minha, perguntei porque o latim foi abolido das paróquias. Ela respondeu me perguntando: o que você prefere, latim ou português? Isso não pode estar a preferência popular. Essa é uma questão de fé, não de preferência.
    Não pense que por ter lido pela primeira vez no site MONTFORT sobre a Santa Missa tridentina que passei a ter uma visão como a do site (que entre outras coisas rejeita o Concílio Vaticano II), de modo algum. Passei a pesquisar mais (em sites tradicionalistas, progressistas e carismáticos) e a beber mais do Magistério da Igreja (inclusive do Concílio Vaticano II). Sou grato à MONTFORT por ter tido a graça de conhecer a Missa lá no site deles, como sou grato à RCC por ter sido o canal que Deus usou para que eu voltasse à Igreja. Mas a Fé está acima deles. A Igreja está acima deles. Cristo está acima deles. A Santa Missa está acima deles. É a fé católica que me impulsiona. É a fé dos santos, dos mártires, dos Papas, dos Concílios (não só do último).
    Essa fé não é bem traduzida na Missa nova que vemos nas paróquias e que sou praticamente obrigado a participar, por falta de opção. A celebração atual, talvez por ser MUITO mal celebrada, não terá muitas conversões. Terá pessoas como eu (quando estava na RCC): que ia porque tinha que ir, mas que achava tudo muito chato, parado, por não saber nem crer no que é Santa Missa, um tesouro escondido no campo da Igreja Católica.
    Por isso, vendi tudo o que tinha para comprar esse campo.
    Queira Deus que todos conheçam a beleza da celebração no rito antigo da Igreja, que entendendo ou não (não importa) possam CRER e viver a Santa Missa nessa fé.

  23. Sua Excelência Reverendíssima, meu nome é Bruno Ferrão e tenho 16 anos de idade. Sempre frequentei a Santa Missa segundo o rito de S.S. Paulo VI, mas quando conheci o rito tridentino, há uns 2 anos, sinceramente, fiquei apaixonado pela beleza, pelo mistério, pelo decoro dos fiéis (tão exigido pelo padre), pelo respeito do sacerdote ao rezar tão sublime oração, pela sobriedade dos responsáveis pela música litúrgica, enfim, pela inexistência – Deo gratias – das invencionices, das bagunças justificadas por chamar atenção dos jovens. Digo-lhe com toda a sinceridade que abrigo em minha alma, se tantos jovens conhecessem esse diamante da fé, abandonariam com rapidez as agitações que nada elevam à meditação, mas à desconcentração e se entregariam nos braços dessa liturgia tão solícita, tão sóbria e tão bela. Entender tudo? Não senhor Bispo, o importante é que os fiéis contemplem o Santo Sacrifício que se renova no altar, aliás Missa não é jogral. Agora eu questiono, se perguntássemos a um fiel de uns 60 anos atrás o que a missa significa para ele, com certeza terá respostas bastante inteligentes e verdadeiras (cá entre nós, a missa no tempo dele era em latim). Mas se fizermos essa mesma pergunta a uma pessoa acostumada a Missa de Paulo VI, ainda que ela seja na língua vernácula, dificilmente vai conseguir responder o que é missa. A diferença não está entre entender ou não a língua pela qual se celebra a Missa, mas sim em contemplar com fervor o Santíssimo Mistério ali celebrado e dele colher frutos. Acrescento a esse meu testemunho umas palavras de dr. Rafael Vitola: “Na Missa não precisamos entender as palavras, precisamos entender é o que está acontecendo. De outra sorte, pergunto: é preciso que o povo entenda as PALAVRAS da Missa? Não! O que é preciso é entender a PRÓPRIA Missa! Todos entendemos todas as palavras da Missa? Claro que não. Há muitas passagens de altíssima teologia, que quase ninguém entende.Mas isso não nos impede de colher frutos da Missa.”

    Peço a sua benção
    Bruno Ferrão

  24. Saudações, Exmo. e Revmo. Dom Aloísio Roque Oppermann SCJ.

    Sou Miguel Frasson, professor, 34 anos, casado e pai de família. Conheci a Missa tridentina pelos grupos da internet, estudei a Santa Missa, tanto a de Paulo VI quanto a tradicional. Tive oportunidade de assisti-la pela primeira vez em Anápolis-GO, há 4 anos. Hoje assisto mais frequentemente que posso. A Santa Missa tradicional é minha maior devoção. Longe de saudosismos, é onde me sinto em casa, ao contrário da Missa nova, onde *apesar do português* ninguém entendeu que o que se passa é a renovação do Santo Sacrifício do Calvário, e fazem festa, batem palmas. V. Excia. veja se não desapareceu completamente a contrição na Santa Missa. Discirna V. Excia. se não retiraram propositalmente o caráter sacrifical da Missa para segundo ou terceiro plano, se não reduziu-se sobremaneira a adoração a Deus e a fé na Presença Real de Cristo na Eucaristia. Em nome de uma participação ativa externa, o silêncio se foi, e as respostas constantes e músicas estridentes eliminaram qualquer possibilidade de recolhimento interior. O povo, sem saber que a Missa é a renovação do sacrifício do calvário, mas como se fosse esclarecido na mente dos pastores, sente o vazio e se debanda. Com os demais sacramentos aconteceu o mesmo que com a Missa. Sabemos o quão difícil é achar um confessor, como anda a qualidade das confissões, salvo raríssimas vezes feitas num canto improvisado, menos no lugar por excelência que todos sabemos qual é. Os eufóricos padres e bispos na época, aplaudindo de pé toda novidade, acabaram por secularizar a religião.

    Então, longe de querermos desviar dos nossos bispos, precisamos mais do que nunca deles, que sejam bons pastores. Por favor, Revmo. Dom Aloísio, conceda a seu povo a Missa tradicional, deixe preconceitos de lado (para isso fazendo uma análise o mais imparcial possível das duas Missas) e promova a Missa tradicional, que os fiéis tentam, contra todas as forças, apenas querem rezar da melhor forma possível. Dê a eles o pão quando o pedem.

    Suplicando sua bênção, despeço-me com os melhores desejos. MF.

  25. Exmo. e Revmo. Dom Aloísio Roque Oppermann,

    Meu nome é Renato Capello, 31 anos, casado, fiel católico da Arquidiocese de São Paulo, programador de computadores como profissão.

    Dom Aloísio, já tive a graça de assistir a santas missas celebradas muito dignamente segundo o missal de Sua Santidade o Papa Paulo VI (Novus Ordo Missae), por sacerdotes fieis e piedosos, com direito a canto gregoriano acompanhado de órgão, na capela do Carmelo Santa Terezinha do Menino Jesus, em Campinas/SP, e a santas missas celebradas muito dignamente segundo o missal de Sua Santidade o Beato Papa João XXIII (o chamado “missal tridentino”), por sacerdotes fieis e piedosos, com direito a canto gregoriano acompanhado de órgão, na basílica do Mosteiro de São Bento, em São Paulo/SP.

    Assim, na condição de leigo e, infelizmente, pouco estudado de assunstos litúrgicos, só posso dar meu testemunho pessoal: a santa missa celebrada segundo o rito “tridentino” é incomparavelmente mais capaz de me deixar em um estado elevado e contemplativo, de adoração a Nosso Senhor Eucarístico, de respeito ao Sagrado, de enxergar as minhas misérias e me colocar no devido lugar de suplicante da Misericórdia Divina do que a santa missa celebrada segundo o Novus Ordo Missae. Note, Dom Aloísio, que não estou me referindo a abusos litúrgicos, nem a atitudes duvidosas (como palmas, mulheres no presbitério, etc.).

    Quanto à questão idiomática, realmente o latim é (infelizmente) pouco conhecido entre nós, mas não me sinto em nada prejudicado por isso, pois quando vou à Santa Missa em latim, levo comigo meu missal bilíngue (latim-português), da mesma forma que uso o folheto ou o “Liturgia Diária” quando vou à Santa Missa em português. Quero deixar meu testemunho também nessa questão. Certa vez consultei um padre, zeloso e bastante sábio em seus conselhos, para tirar uma dúvida com ele: o que significa, exatamente, nossa súplica na Santa Missa, “fazei de nós um só corpo e um só espírito”? Para minha surpresa, o padre, embora brasileiro, também não sabia o que essa expressão significava.

    Depeço-me de Vossa Excelência Reverendíssima desejando-lhe os melhores votos de um santo e feliz Natal, e agradecendo pelo vosso zelo para com a liturgia.

    Pedindo vossa bênção,

    Renato Capello

  26. Exma. Revma.
    Tenho 28 anos, trabalho com Logística, sou solteiro e criado numa família católica.
    Vou lhe contar um pouco da minha história.
    Aos 10 anos de idade comecei a servir o altar como coroinha em minha paróquia (Novus Ordo) e foi amor a 1a vista. Desde então nunca mais consegui deixar o serviço ao altar e o amor a Liturgia.
    Aos 15 anos tivemos uma mudança de padre na paróquia e ele simplesmente mandou todos os coroinhas embora, sem qualquer tipo de preocupação ou caridade, este padre propósito fez grandes estragos na fé do povo, dizendo que a Ressurreição de Jesus foi só uma experiência dos apóstolos e não um fato, arrancou as imagens das igrejas, proibiu os fiéis de se ajoelharem durante a consaração e até mesmo de visitarem o Santíssimo, pois segundo este padre não se come de jolehos na refeição, e só pessoas malucas fazem visitas a sua refeição (que neste caso era o corpo de Cristo). Destruiu o presbitério, mandou fazer um tablado de madeira, colocou uma cruz sem o crucificado, mandou tirar velas e flores da igreja, e sem contar as homilias com teor político e partiário (já aos 15 anos eu pensava, se eu quiser saber de política leio um jornal ou assisto um na TV).
    Mas graças a Deus tive a graça de ser acolhido por um outro sacerdote em uma outra paróquia (também Novus Ordo). Lá tudo era diferente, o sacerdote era um homem dotado de zelo e piedade pelas coisas Sagradas, um padre de muita oração e um verdadeiro apaixonado pela liturgia bem celebrada. Com ele aprendi muito e dos 16 aos 24 anos fui seu coroinha e depois me tornei cerimoniário, nesse período aprendi muito sobre as normas e rubricas e e também sobre a teologia litúrgica e sua espiritualidade. Com isso comecei a estudar as fontes, e embora nunca tivesse conhecido a Missa Tridentina, sempre nutri respeito pelo rito e até amiraçao por tudo que já havia estudado e posteriormente visto na internet. Vi que que muitos “agentes de pastoral” e muitos padres tinham muito a aprender com essa missa, visto que muitas vezes nossas liturgias paroquiais se tornaram verdadeiras fogueiras das vaidades.
    Mas aos 24 anos, o meu pároco tão querido é transferido, e advinha Sr Bispo? O novo pároco é mais um daqueles que amam destruir a liturgia e que passa por cima como um trator das normas litúrgicas. Como eu era o cerimoniário e tinha o encargo de cuidar de todas as questões normativas, fui simplesmente tocado da paróquia, porque segundo o padre “eu adestrava os coroinhas” e também não lhe agradava o fato de eu um mero leigo “saber demais”.
    Nem cabe cabe aqui comentar algumas das humilhações e vergonhas que este padre me fez passar.
    Sofri tanto com isso que resolvi abandonar a igreja e fiquei afastado por 2 anos.
    Mas antes de prosseguir com a minha história eu tenho uma pergunta para fazer, se realmente todos aplaudiram de pé as mudanças porque um imenso número de padres faz questão de passar por cima das normas como se eles fossem os próprios moderadores da liturgia?
    Entre os 26 e 27 anos conheci amigos que me levaram para conhecer a Missa em seu Usus Antiquor. Na 1a missa foi um grande susto, e confesso que achei tudo muito estranho.
    Mas no meu coração o desejo de aprender nunca se apagou, e comecei a ler, não escritos de “tradicionalistas” modernos, mas sim fui até fonte, busquei na vida dos santos, nos documentos da Igreja, em testemunhos dos santos padres, em artigos e manuais antigos e eis que encontrei diante de mim um tesouro inestimável.
    Aprendi na pratica (e não na teoria documental) que a Missa é um Santo e Perpétuo Sacrificio (tudo isso eu já sabia pela razão, mas precisa fazer a experiência real, o homem carece de sinais não é Sr. Bispo?).
    Na Missa Gregoriana encontro um silêncio e uma experiência profunda de união com Nosso Senhor, sem guitarras, sem dancinhas, sem teatrinhos, sem entrada triunfal do elefante branco. Nada disso. Apenas o Sacrifício.
    Bom, pela minha idade não preciso dizer que nasci bem depois do concilio, e aqui em nossa igreja encontrei um sacerdote que prega a doutrina católica, e não se limita a fazer piadinhas, ou falar mal da novela e dos políticos, ou então pregar ideologias falidas (comunismo, socialismo). Até cabe mais um questionamento. Como um homem que estuda quase 9 anos e dedica sua vida a entender das ciências sagradas possa fazer homilias tão ruins? Por falta de estudo acredito que não seja.
    Enfim Sr. Bispo, eu faço parte daqueles que encontrou a moeda perdida, e que ao encontra-la fez questão de chamar os amigos e amigas para festejar e além disso conhece-la.
    E para terminar, peço perdão a vossa Excelência, mas aqui cabem duas correções, a primeira é que a Missa de hoje (Novus Ordo) em nada tem haver com a missa do século II (me perdoe, mas também pesquisei isto com profundidade e posso até entrar num debate sobre a questão) 2a questão, a reforma do Missal é uma coisa e o Novus Ordo não é o Rito do CV II, A SC foi escrita em 1965, e o Novus Ordo foi promulgado em 1970.
    E tem mais um detalhe que preciso falar, o Papa Pio XII rechaçou com autoridade o chamado “arqueologismo”, que creio não ter necessidade de explicar ao Sr. o que significa. A liturgia deve ter um desenvolvimento orgânico e evolutivo, afirmar que a nova Missa é um retorno ao século II é incorreto e além disso cai no erro “arqueologista” e pior, se a missa é fruto do II a então a nova missa é um retrocesso. Estou usando o vosso descurso para refutar.
    Encerro esta pedindo a Vossa Benção e peço a Nosso Senhor, o bom pastor, que esteja sempre ao Vosso lado e que nunca lhe falte.

  27. Exmo. Revmo. Dom Aloísio Roque Oppermann (SCJ)
    Me chamo Francisco de Assis Lima e moro na Cidade de São Sebastião do Rio de Janeiro RJ. Hoje infelizmente “sem são Sebastião” só Rio de Janeiro RJ.
    Peço que me perdoe se eu estiver enganado mas Vossa Excelência Reverendíssima foi contraditória do início ao fim no texto que escreveu.

  28. Excelência Reverendíssima,
    Meu nome é Alcleir, tenho 39 anos, sou do Rio de Janeiro. Nasci sob a vigência da Missa Reformada do CVII. Em minha infância e juventude, apesar de receber a comunhão e a crisma, nunca conheci a Doutrina Católica de forma embasada. Minha vida espiritual e moral eram deficientes e cheia de erros. Em 2007, assisti ao Santo Sacrifício da Missa na forma extraordinária pela primeira vez em minha vida. Hoje sou um cristão com boa formação doutrinal e moral e freqüento os sacramentos da Eucaristia e da Confissão de forma regular.
    Devo dizer que V. Excia. Revma. faz juízo temerário quando apresenta os fiéis da Tradição como “saudosistas” ou como extremistas rebeldes. O senhor também erra ao insinuar que a Santa Missa Tradicional seria um preciosismo fútil apreciado por “certos grupos”, como se os fiéis da tradição fossem uma minoria insignificante, sem relevância no contexto atual da Igreja. Saiba V. Excia Revma. que os do CVII estão redescobrindo a beleza e a sacralidade da Santa Missa Gregoriana (graças a Bento XVI) e estão fazendo no mundo todo, através da internet e das redes sociais, uma verdadeira REVOLUÇÃO DA TRADIÇÃO. Os jovens já sentiram na carne toda a deficiência da pastoralidade “moderninha” do CVII que não soube (mesmo depois de 40 anos) apresentar as respostas a perguntas essenciais: Quem somos? Por que Deus nos criou? Por que sofremos? Se amamos a Deus, por que pecamos? Só encontramos respostas para estas perguntas na Santa Missa Gregoriana, com homilias didáticas de catequese conforme o autêntico Magistério da Igreja; e não na missa reformada, que (apesar de válida) só sabe falar de meio-ambiente, reforma agrária, distribuição de renda etc.
    É o próprio Papa Bento XVI quem afirma que a Missa Tradicional vem ganhando adesão de fiéis do mundo todo e principalmente dos JOVENS, conforme ele mesmo afirma no Motu Proprio Summorum Pontificum de 2007:
    Logo a seguir ao Concílio Vaticano II podia-se supor que o pedido do uso do Missal de 1962 se limitasse à geração mais idosa que tinha crescido com ele, mas entretanto vê-se claramente que TAMBÉM PESSOAS JOVENS descobrem esta forma litúrgica, sentem-se atraídas por ela e nela encontram uma forma, que lhes resulta particularmente apropriada, de encontro com o Mistério da Santíssima Eucaristia…
    O Papa Bento XVI também afirma, na carta aos bispos anexa ao Motu Proprio Summorum Pontificum, que a Missa Tradicional é uma forma mais excelente que a forma ordinária e que esta deve ter aquela como referência para ser bem rezada: “E, na celebração da Missa segundo o Missal de Paulo VI, poder-se-á manifestar, de maneira mais intensa do que frequentemente tem acontecido até agora, aquela sacralidade que atrai muitos para o uso antigo.”
    V Excia. também contraria as instruções do Papa quando exige que leigos devam entender latim para assistir a Santa Missa Tradicional. Tal argumento, além de não ser exigido,oficialmente em nenhum documento pontifício, é descabido. Há alguns anos estive na Itália. Neste caso eu teria que aprender italiano para assistir a Missa Nova, que se celebra em vernáculo?
    Rogo a V. Excia que reavalie vossa opinião sobre a Santa Missa Tradicional e os fiéis que a amam. E que V. Excia Revma atenda ao apelo do Papa de promover uma maior sacralidade nas liturgias de Uberaba, se possível, adotando a santa Missa Tradicional em vossas paróquias.

  29. Chamo-me Leandro Nascimento, sou diretor comercial de arte e arquitetura sacra, casado, 28 anos “Só 28 anos.”

    “V. Exa. Revma. parece querer limitar a abrangência do Motu Próprio. Enquanto isso lá em Roma foi escritas estas palavras maravilhosas, “oferecer a TODOS os fiéis a Liturgia Romana segundo o Usus Antiquior, considerada como um tesouro precioso a ser conservado”.
    (Bruno Lima leigo da Igreja Católica citando as palavras de sua santidade Bento XVI na carta em forma de motu próprio Summorum Pontificum).

    “Isso chegou a criar um foco de dissidentes. Bento XVI, querendo lançar uma ponte de amizade, permitiu que certos grupos rezassem em latim, retomando os textos de João XXIII, de 1962… Em boa compreensão, quem pode rezar, preferencialmente, esse rito? Em primeiro lugar, os que viram o antigo rito e dele tem saudades”
    (Dom Aloísio Roque Oppermann scj – Arcebispo de Uberaba, MG, contradizendo o santo Padre o Papa Bento XVI com seu motu Próprio). Parece que há aí alguma divergência não é mesmo V. Exa. Revma?”.

    Vossa Exa. Revma. Sua benção, ontem quando estava participando da santa missa ouvi o sacerdote em sua homilia: “que nos dias de hoje a fé dos leigos que são desbravadores, com ardente desejo de fidelidade e busca da vontade de Deus são os grandes responsáveis pela propagação da fé e instabilidade da Igreja”, parece-me que o Sr. Bruno que sito acima esta mais esclarecido sobre o rito extraordinário que a V. Exa. Revma. Eu tenho 28 anos só 28 anos, nasci e cresci sobre o Novus Ordo, sirvo a Igreja com meu trabalho e em uma paróquia com um pouco mais de zelo participo ainda do novus ordo missae (Rito ordinário) e participo da Missa Tridentina (rito extraordinário). Nos dias de hoje por minha idade deu pra ver que seria impossível ter saudades do que não conhecia… Hoje não consigo ter saudades dos abusos litúrgicos e erros fatais que alguns sacerdotes cometem ao celebrarem O Santo Sacrifício da missa, muito menos tenho saudades dos cantos barulhentos, sem formula, zelo ou solenidade que temos na “liturgia” de hoje. Só consigo ter saudades da litúrgia católica, para que na hora derradeira possa participar da Santa Missa, qual consigo suplicar a Deus, e Adora-lo. “Subirei ao Altar de Deus, do Deus que alegra a minha Juventude”. Somos jovens… Não existe nostalgia.

    Louvado seja Deus pelo dom de sua Vida, V. Exa. Revma, a ti saúde e paz.
    Sua Benção.
    Leandro Nascimento.

  30. V.Ex.ª Revm.ª D. Aloísio Oppermann, me chamo Alisson, tenho 30 anos, SP, sou acólito tridentino a 1 ano e 8 meses. Venho de uma família católica, muito devota e simples, desde pequeno aprendi de meus pais, os valores do evangelho, na limitação de conhecimento, e na humildade de meus pais. Eles me passaram valores morais que hoje, muitos pais que vão a Missa Nova, não ensinam a seus filhos.
    Participei desde cedo de grupos de jovens (PJ), depois fui para a RCC, onde participei por indas e vindas, aproximadamente por oito anos, e também foi um primeiro contato, com a fé católica (um esboço de fé católica), mas sentia um profundo vazio doutrinal, onde estavam mais preocupados com os “carismas de Deus”, do que com o “Deus dos carismas”, e não concordava com o pensamento reinante de seus lideres, que tinham a idéia de serem os “ecumênicos” os “unionitas” e etc. Trazendo para a Igreja muitos pensamentos heréticos (protestantes, que por vezes se tornam mais sincretistas do que de fato, defender a fé)… agradeço a Nosso Senhor, pelo tempo que lá passei, onde Ele me deu uma “fome e sede” de sua Igreja e doutrina, e um amor por ela.
    Em 2009 tive meu primeiro contato com Missa Tridentina, que momento místico, minha vida mudou para sempre, encontrei meu lugar na Igreja, foi como despertar de um sono. Conforme ia passando os domingos percebia que até então, nunca tinha sido católico de fato. Meu coração até hoje se sente como os discípulos de Emaús, mas reconhecendo e partindo o Pão com Divino Redentor. Eu e minha namorada “abríamos a Igreja”, éramos os primeiros a chegar, andamos todos os domingos, faça chuva, faça sol (literalmente), para lá vamos. Quando foi recebido no grupo de acólitos, foi o começo de uma nova etapa, em minha vida. Hoje sentimos que nosso domingo não é o mesmo, quando não vamos à missa tridentina, pois também vamos à missa nova, algumas vezes, tenho um respeito pela missa do CVII (pois já assisti a missa nova, de costa e em latim, e com uma piedade, que fiquei surpreso), creio na sua validade, mas o descaso está não no concilio, mas na aplicação pelos maus clérigos (joios). E quando vamos a Missa Nova, nós nos olhamos e sentimos um profundo vazio, 1) a música sendo cantada por músicos “pavões”, 2) mulheres já formadas fisicamente e até algumas que abandonaram o acolitato, porque engravidaram. 3) Padres que sem zelo algum, pegam Nosso Senhor, de qualquer modo, parecem que estão jogando “baralho” com Nosso Senhor. 4) A falta de modéstia das mulheres ( que tem horas que nos é uma tentação…) ao se vestir, parece que vão a qualquer lugar, menos na Igreja. 5) Os fiéis vão a missa de qualquer jeito, pois o Santíssimo foi arrancado do centro da igreja, então vira aquele mercado de peixe. Mas que imensa diferença do zelo e amor de nosso Padre, para com o Papa ( e até o hoje nunca vi padre mais apaixonado, pelo papa como esse), a santa Madre Igreja, pelos doutores e a sã doutrina, coisa que não vejo nas paróquias. Um zelo apostólico pelas almas, um cuidado com nossa salvação eterna, que não vejo nas paróquias. Porém lamento ler vossa colocação, de um arcebispo, digníssimo, que desconsidera séculos de assistência da SANTA MISSA TRIDENTINA, me diga um santo e lhe direi: se santificou com a missa Tridentina. Ou melhor, ainda nesta missa tenho a certeza de estar em união com todos os santos da Igreja de todas as eras, e até a S. Pedro e S. Paulo, que sem dúvida contribuíram e muito para o Santo Sacrifício da Missa. “As mudanças na celebração dos Santos Mistérios, feitas pelos Padres Conciliares, foram aprovadas entusiasticamente pelos católicos. Hoje diríamos que as comunidades “aplaudiram de pé” as mudanças. Esse tornou-se o único rito normal da liturgia, promulgado por Paulo VI.” Mas nós reverenciamos DE JOELHOS, Aquele que deus e Senhor, onde uma insignificante criatura como eu devo levantar os olhos para ver tal mistério, e aprendi com o decorrer da Missa tridentina, que lugar no Calvário (missa, sacrifício incruento, e não banquete) eu quero estar, de joelhos no lugar de S. João ou nos aplausos dos que zombavam e batiam palmas de pela sua crucificação? Na Santa Missa não cabe explicação das palavras, pois no Calário, ninguém explicava nada, o Sacrificio acontecia, assim também não devo entender as palavras, mas sim a Liturgia como um todo.
    Que a Virgem Mãe Santíssima vos guie no seu episcopado e conduza as ovelhas e cordeiros, ao Verdadeiro Redil.

  31. S. Excia. Revma. Dom Aloísio, a sua benção!

    Salve Maria!

    Em primeiro lugar gostaria de lhe desejar uma boa aposentadoria e render graças a Deus pelo vosso ministério episcopal.

    Meu nome é Pedro Henrique Maitan Pelogia, tenho 26 anos, sou do município de Santa Cruz do Rio Pardo-SP, pertencente à jovem Diocese de Ourinhos, por sua vez sufragânea da Arquidiocese de Botucatu. Acho que o meu primeiro contato com a Missa de Sempre foi aos meus doze anos através do livrinho de Horas Marianas que pertencia à minha avó. Lendo a Missa pela “coluna do português”, apenas a achava “mais comprida” que a Missa atual, porém com dizeres mais bonitos, sem no entanto entender bem o que eles queriam dizer.

    Ela ainda vive, veio do campo e é semi-analfabeta. Quando adolescente e solteira pertenceu à extinta União das Filhas de Maria e, apesar de sua pouca instrução, a velha orgulha-se de ter participado do Coro paroquial e cantar a Missa em latim com partitura nas mãos! Falando da intensa participação do povo na vida da Igreja naquela época, nas Missas frequentadíssimas, nas concorridas procissões que percorriam quilômetros a entoar ladainhas e carregar estandartes, nas adorações ao Santíssimo (em muitas paróquias havia uma Irmandade que se encarregava disso em exclusivo), nos novenários e vésperas do domingo, enfim, de um envolvimento firme e massivo do povo com o culto público da Santa Igreja, o testemunho dela e de muitos idosos que conheço choca-se frontalmente com os adjetivos “incompreensível” e “seca” com que V. Excia. qualifica a Liturgia de antes do Concílio. O próprio cardeal Domenico Bartolucci, de 95 anos, desmente essa balela: “Ora, não digamos asneiras, eu vivi aqueles tempos! Nas Vésperas do Domingo, o pároco se quisesse poderia dormir no assento depois do Deus in adjuntorium e só despertar no Capitulum, que os camponeses se revezavam no canto dos salmos em latim e os pais de família entoavam as antífonas! O povo era muito piedoso!” O cardeal viveu aqueles tempos e pode falar deles com propriedade. Eu vivo os tempos atuais, e com propriedade falo do que se passa nos tempos atuais!

    Disse, coberto de razão, o finado professor Orlando Fedeli: “Antigamente o povo não entendia as palavras da Missa, mas entendia seu significado; hoje entende literalmente as palavras da Missa, mas não o significado delas”. O que quer dizer, por exemplo, “ele está no meio de nós”, expressão que não está sequer no original latino do Missal Romano atual? “Por vós e por todos” se nos Evangelhos Nosso Senhor disse “Por vós e POR MUITOS”?

    Hoje, Excelência, com Missas que bem parecem bailes ou saraus, animadas com violão, tambor, reco-reco, dancinhas e fantoches, ou simplesmente por um ritual próximo do culto calvinista como desejou o Papa Paulo VI, o que temos é o indiferentismo religioso de jovens, adultos e velhos. Naqueles tempos a Semana Santa alterava horários e hábitos dos católicos, hoje passa quase despercebida. Numa Festa de Primeira Classe, mesmo que não fosse feriado civil, não se fechava negócio por respeito ao dia santificado, hoje passa como um dia qualquer. Na última quinta-feira, dia 8 de dezembro, católicos me perguntaram porque eu estava indo à igreja em dia de semana! E toda essa situação ocorre apesar de contarmos hoje com os ditos “meios de comunicação cristãos” e da “evangelização por todos os meios” tão apregoada por eles.

    Infelizmente não tenho a Missa de Sempre na minha Diocese (assim chamamos a “tridentina”, que é continuidade do rito codificado por São Gregório Magno, que por sua vez é herdeira da tradição litúrgica da comunidade apostólica de Roma), portanto vou à Missa de Paulo VI por absoluta falta de opção! Durante a celebração, mais precisamente depois da liturgia da palavra, faço o que fazia o povo de antigamente – rezo o terço silenciosamente! Não respondo o ritual, não divido a “oração eucarística” com o “presidente da celebração”, não canto, não ergo os braços a não ser no Pai Nosso, não imponho minhas mãos, e sobretudo não toco o Cordeiro Sagrado com minhas mãos quando comungo. Quando tenho condições, viajo até a capital paulista ou ao Paraná atrás da Missa Romana-Gregoriana. No Paraná participo com certa freqüência do rito bizantino-ucraniano, que tem servido de refúgio a católicos latinos cansados da protestantização litúrgica do novo rito romano.

    O Senhor Deus teve misericórdia deste humilde pecador aqui. Com o conhecimento da Tradição, isto é, do legítimo rito e espiritualidade católicos, fui dissuadido de abandonar o grêmio da Santa Igreja Católica e apostatar para o Cisma Oriental que eu rondava.

    Para terminar peço perdão se foi um pouco duro ou soberbo nas palavras, mas este é um tema que me amargura por demais. Saiba que o considero um Bispo de coragem, por abordar um tema tabu no qual seus irmãos no episcopado não ousam tocar, mas não hesitam em mover guerra e perseguição à Tradição nas dioceses.

    Despeço-me, implorando vossa benção episcopal!

  32. Exmº Sr. Bispo:

    Sou professor, tenho 48 anos,Eu tambem ja nasci no periodo do Novo Rito. E eu sempre ouvi meus avós e parentes dizendo que a missa era em latim e que o padre ficava de costas para o povo. Minhas tias, que são do tempo da missa em latim não gostam da missa em latim, nas raras vezes em que me acompanham a Fortaleza, na paroquia São João do Tauape, aos domingos, porque dizem não entender nada. Sp que eu perguntei se elas reclamavam da missa em latim no passado. Disseram que não. E por que? Porque era missa e a missa tinha que ser em latim. Simples. Concluindo, o que o Concilio fez com a reforma liturgica foi fazer o povo pensar que aquela anitga missa estava errada e o que fez com a nova geração foi pensar que missa é reunião o social, encontro da comunidade. É teatro para para o padre fazer seu show. Eu percebi que na missa conforme o Rito antigo o padre não aparece. Ele é parte do ritual. E ainda mais. Ele tambem faz o seu Confiteor como qualquer outro leigo. Ele é o instrumento de Cristo na hora da conssagraão. Eis porque a digindade de seu sacerdócio ministerial. Hoje os padres querem ser iguais aos leigos mas falam demais, inventam demais, determinam demais e aparecem mais do que Cristo na missa nova. A missa de hoje é do padre fulado de Tal. Não mais simplismente a missa. E o povo escolhe a missa pelo padre. Quem gosta de missa animada vai para missa do padre A e quem gosta de missa calma vai a do padre B. Um rito segundo cada vigário. Isto não ocorre com o rito Antigo, pois este é cem por cento missa e não missa e mais alguma coisa. Eu prefiro a missa antiga e não é por saudssimo. É porque o Rito antigo nos mostra que a missa é para Deus e não para o padre. E é por nós e não para comunidade. É um ato de Adoração a Deus e não de celebração da comunidade.
    Sua Benção,
    Prof. Francisco

  33. S. Excia. Revma. Dom Aloísio, rogo sua benção.
    Meu nome é Cleunice Maria de Lima Guimarães Corrêa, tenho 43 anos, convertida ao Catolicismo há 6 anos. Foi na Missa de Sempre que encontrei o caminho da Tradição Católica, e, graças a Deus, nesse caminho tenho encontrado a via segura, simples e profundamente espiritual para minha santificação, a santificação de meus filhos e de meu esposo. Essa Missa nos ensinou a colocar Deus no centro de nossas vidas. A Missa Tridentina, serena e seguramente, conduz-nos a tudo aquilo que eu buscava fora da Igreja de Cristo e não encontrava. Nela posso dizer que tenho um contato pleno com o tremendo significado do mistério da redenção humana — e que custou o sangue de Nosso Senhor e as lágrimas de sua Mãe, além do que posso usufruir da mais bela dignidade do Catolicismo e da verdadeira razão de ser do sacerdócio.

  34. Excio. Revmo. Dom Aloísio,

    Meu nome é Rogério Amaral Silva, moro em Samambaia-DF e tomei contato com a Santa Missa no rito tridentino há quase 10 anos.

    Em primeiro lugar, com todo o respeito à Vossa Dignidade de sucessor dos Santos Apóstolos, vossos comentários mostram como o clero atual perdeu a noção da essência do Santo Sacrifício que é a Missa.
    Primeiro porque muitos conhecem o rito tridentino meramente como a “Missa em Latim”, como se a comunicação e a expressão dos mistérios fundamentais da Fé operassem somente de forma verbal, quando na verdade, a riqueza litúrgica do rito de São Pio V nos mostra muito mais (pelo que eu tenho visto em palestras com especialistas no assunto); pelo pouco que entendo, não só o Latim, mas cada detalhe no altar e nos paramentos dos sacerdotes nos comunicam inúmeros ensinamentos.
    Em segundo lugar, é interessante como Vossa Ex.cia mesmo reconhece que do rito de Paulo VI, irreverências são cometidas nas Missas de hoje. Diria eu, que é difícil assistir a duas Missas iguais. poder-se-ia até mesmo falar numa miríade de ritos, tanto é, que hoje não se fala mais na Missa de modo absoluto, é comum falar-se em “Missa do Padre Moacir”, “Missa do Padre Fábio de Melo”, “Missa do Padre fulano”, “Missa do Padre beltrano”, sem contar as sacrílegas Missas sertaneja, Missa afro (que mistura elementos da macumba no rito). Veja, Excelência, que tudo isso se fez em menos de 50 anos da promulgação do novo rito, nada comparado aos quase 500 anos de rito São Pio V.
    Em terceiro lugar, o principal erro que se comete em relação à Santa Missa é dizer que a “Assembleia celebra a Missa”; Excelência, quem celebra a Missa é o sacerdote, e a Doutrina Católica condena essa ideia de “assembleia celebrante”, portanto, ninguém precisa saber o Latim para “assistir” à Missa no rito de São Pio V.
    Por fim, Excelência, novamente revestindo minhas palavras da mais alta estima e consideração por Vossa Excelência, não se pode dizer as intenções de se reformar o Missal foram das melhores. Consta que da elaboração do novo Missal participaram ativamente seis pastores protestantes, ora, quais seriam os verdadeiros motivos para se fazer um rito cuja Missa poderia agradar os protestantes? Desde quando a Igreja foi fundada para agradar “a gregos e a troianos”? Cristo não fundou a Igreja para converter pagãos e hereges? Do contrário, se um rito formulado com elementos do protestantismo pode ser plenamente acomodado na pastoral da Igreja, então, o que impediria os fiéis de “assistir” a uma Missa com elementos das falsas religiões africanas? Pergunto a Vossa Excelência com todo o respeito devido a um Sucessor dos Apóstolos.
    Sem, rogando por Vossas bençãos, despeço-me.

  35. Excelência Reverendíssima Dom Aloísio,

    Meu nome é Elton, tenho 18 anos e sou estudante.
    Conheci o Rito Extraordinário com 16 anos de idade e foi uma das experiências mais vivas da minha vida mesmo sem entender latim. Não necessitei de compreender o latim para saber a essência da Santa Missa que afinal é o Sacrifício de Cristo e a redenção do Senhor. Não participei da “assembléia celebrante” mas tenho no fundo do meu coração a sensação de que o Espirito Santo me tocou naquele dia.
    Não desmereço o Rito Ordinário da Missa promulgado por Paulo VI, não sou liturgista, tenho apenas 18 anos, até onde sei, o rito ordinário não fere a doutrina da Igreja, o que a fere são os “renovadores da nova primavera” que na sua “simplicidade” esquecem da Majestade de Cristo e pior, esquecem que estão na pessoa de Cristo. O sacerdote se tornou o centro da celebração eucarística e deixou o bom senso de lado.
    A minha espiritualidade está focada na liturgia, e ao menos até hoje, o único lugar onde realmente consegui compreender o Mistério da Fé e Cristo na Eucaristia foi na Missa em rito extraordinário. Não generalizando mas foi a única vez que pude ver Jesus Cristo como centro da Fé e não o homem como baluarte litúrgico.
    Rezo para que a Reforma da Reforma, seja feita com amor, pois hoje em dia vemos
    Rezemos a Deus para que as pessoas compreendam o que é a Missa e não as palavras da Missa.

    In Corde Iesu, semper.

  36. Excelentíssimo e Reverendíssimo Dom Aloísio Opperman.

    Excelência Reverendíssima, me chamo Helga, sou uma jovem de 28 anos, solteira, universitária de Direito e estagiária da Justiça Federal em São Paulo.

    Católica desde sempre, sempre gostei de ir à Igreja e viver profundamente tudo que esta Sagrada Instituição me orientava a fazer. Desta forma, me senti particularmente atraída pela Liturgia, procurando saber de tudo quanto podia acerca deste augustíssimo ato, sempre confiando naqueles padres, seminaristas e até mesmo leigos que se propunham a explicar a missa que até então eu conhecia.

    Depois que conheci a história de Dom Marcel Lefebvre e o trabalho da Fraternidade Sacerdotal São Pio X (FSSPX) – aos meus 26 anos e 4 meses de idade -, pela internet, através das redes sociais, percebi que alguma coisa estava errada com a Igreja após o “mega acontecimento”, o Concílio Vaticano II (CVII), e vi que pela lógica litúrgica (o seu desenvolvimento paulatino pelos séculos até sua codificação por São Pio V), JAMAIS, Excelência Reverendíssima, os clérigos tinham autorização de Deus para fazer o que fizeram, foi uma grande traição aos ideais católicos!

    Hoje, depois de tantos anos é que estou aprendendo – através da Missa de Sempre – o que é ser católica com a prática das virtudes que antes não era convidada a praticar, quais sejam: aumento da virtude de fé, mais silêncio, mais recolhimento, mais estudo da Doutrina e dos documentos da Igreja, me coloquei no meu lugar de mulher (aboli o uso de calças na minha vida e, acredite, o véu muda nossa maneira de pensar e de nos ver), além do que, após a mudança de Doutrina, de visão do Catolicismo, passei a dar uma maior respeitabilidade ao altar e ao templo, que antes não dava. E o que mais me chama a atenção na Missa de Sempre é a gravidade com que ela é dita, sobretudo pela centralidade de Jesus Eucarístico e pela discrição em que o celebrante é posto.

    Quanto ao uso do latim, historicamente os modernistas são os culpados por não doutrinarem o povo como se mandava e deixá-los ignorantes às matérias de fé e, principalmente, o que era o Santo Sacrifício que eles assistiam dominicalmente.

    Sem mais,

    Sua bênção.

    Graça e Paz.

  37. Chamo-me Bruno Luís Santana, 29 anos, professor, resido em Salvador-BA e também quero falar sobre o assunto.

    Apesar de eu ter sido batizado, entrei por minha conta na catequese, e fiz a primeira Comunhão. Minha família não é religiosa. Passei a adolescência frequentando a Igreja por teimosia – visto que tudo me convidava a sair dela – os prazeres do mundo, o protestantismo (que quase me fisgou), etc.
    Nunca fui amigo de padre ou freira nenhum, nunca conheci ninguém que pudesse me fazer enxergar a Igreja em que eu teimosamente me mantinha fiel. E nisso chegamos aos anos de 2000, 2001, eu entrei na faculdade de história, o reino do materialismo histórico, mas também o local onde eu tinha acesso a Internet, e onde eu comecei a compreender a religião que eu aderira em completa ignorância.

    Pura graça de Deus me manter na igreja apesar de tantos pesares.

    Quando descobri há uns oito, nove anos, o que era a Igreja, o que era a Missa, e constatei que o Santo Sacrifício havia sido VETADO pelos seus próprios levitas para o alimento dos fiéis, isso me deu uma revolta imensa, senhor arcebispo.

    E provavelmente o senhor percebeu que algumas mensagens dirigidas ao senhor não conseguem disfarçar isso. Peço que tente nos compreender, nos sentimos enganados, traídos, prejudicados pelo clero progressista que tudo destruiu, e pelo clero conservador que não teve coragem de defender as coisas de Deus.
    Graças a Deus nem todos foram lamentáveis. Um dos “pretextos” para que o Santo Padre liberasse a Missa foi justamente para reconciliar a minoria dos padres e bispos que resistiram a esse estado de coisas. Creio que a Missa de Sempre é particularmente agradável ao Santo Padre, mas fazer “ecumenismo” com os padres de D. Lefevbre foi a justificativa ideal para liberar a missa e calar a boca do episcopado descontente.

    A Santa Missa Gregoriana É O CÉU NA TERRA.
    Eu particularmente estou farto de ver Deus ser colocado de lado nas igrejas.

    Finalmente, senhor arcebispo, eu tenho um pequeno manual chamado “instrução religiosa” feito na década de 1930, no tempo em que os Salesianos ensinavam religião, e nele se diz uma meia-duzia de palavras que encerram todo o assunto:

    DEVEMOS SERVIR A DEUS COMO ELE QUER SER SERVIDO E NÃO DO MODO QUE MAIS NOS AGRADE.

    Esta pequena frase encerra todo o problema.
    Falam muito em “Sinal dos tempos”, senhor arcebispo. Pois eis aqui o sinal dos tempos. Não queremos velharias, não queremos novidades, queremos coisas eternas.

    Senhor, procurai um velho missal… Como não sentir pulsar mais forte o coração, quando, diante de Deus no Altar, se diz para Ele, e só para Ele

    “Entrarei no altar de Deus, ao Deus que alegra a minha juventude”

    Como não se enternecer no lavabo “lavo as minhas mãos entre os inocentes, e me aproximo de vosso altar, ó Senhor?”

    Eu repito: só tenho 29 anos, e não tive nenhum avô reacionário que me transmitisse essas coisas… Mexei-vos, senhor arcebispo, ainda estás vivo, e talvez não tarde para que demore o dia do julgamento!

  38. Excelência Reverendíssima

    Chamo-me Ricardo Pimentel Buava, tenho 34 anos e sou funcionário dos Correios. Infelizmente, aqui em Sorocaba, uma cidade do interior de São Paulo ( uma grande cidade, por sinal) não temos Missa Tridentina, apesar de haver pessoas interessadas em participar do Rito Latino-Gregoriano; o único padre que estava disposto a celebrá-la foi enviado a estudar na Espanha…
    Dom Aloísio, há uns oito anos rezo a Liturgia das Horas ( em português), em 2010, eu comprei os 4 volumes da Liturgia das Horas em latim ( Liturgia das Horas pós-conciliar) e desde o ínicio deste ano de 2011 eu rezo o Breviário em latim de 1962, e digo que nada se compara a beleza e a grandeza da Liturgia do Breviário de 1962, os salmos ( enquanto na Liturgia das Horas, se iniciarmos com o Ofício das Leituras, mais o salmo invitatório e as Laudes, rezam-se somente sete salmos, no Breviário, contando com o salmo invitatório, com as Matinas, Laudes e hora Prima, somam-se 18 salmos em que Deus é adorado e louvado nas primeiras horas do dia), as leituras, as orações, enfim tudo nos conduz a Deus.
    Digo ao senhor, que eu entendo o que rezo quase que plenamente, pois tenho método facílimo para se entender algumas línguas, principalmente de origens latinas, como o espanhol, francês, italiano e inglês que aprendi no curso médio de uma escola técnica estadual.
    Respeitosamente peço sua benção.

  39. Querido Arcebispo, sua benção!
    A Santa Missa de sempre é um presente de Deus para a Igreja. Nela, aqui em Recife podemos mergulhar no mistério eucarístico de forma impressionante!
    Descobri nela por que ão há concelebrações, e sim um único oficiante: o sacrifício eucarístico se revela de forma impressionante,e o sacerdócio é revelado de forma total.
    Humildemente peço-lhe que permita a mesma em sua Arquidiocese pelo bem das almas e dos amam a beleza do Rito Católico!

  40. Vossa Excelência Dom Roque paz da parte de Nosso Senhor Jesus Cristo!

    Meu nome é Rafael sou professor de História e Filosofia , tenho 32 anos , fui seminarista.Moro no Rio de Janeiro na cidade de Nova Iguaçu.Não tenho o perfil descrito por vossa excelência : não posso ter saudades de um passado que não vi e nem vivi.Ainda mais se levar em conta o fato de não ser de família católica.Minha conversão aconteceu aos 20 anos mas já se encaminhava desde os 18 quando começei por conta própria ir a Igreja depois de ter conhecido melhor sua história e doutrina- na altura já estava quase convencido de que a religião católica era a verdade.Em 2000 me converti de vez e passei um tempo no seminario pois acreditava ter vocação – eu mesmo com a graça de Deus cheguei a conclusão que não tinha.Foi no seminário que me dei conta que havia algum problema na igreja , que aquela Igreja católica que eu conhecia parecia quase já não existir mais – a Igreja dos santos , da sã doutrina , da sagrada liturgia parecia estar em extinção …me dei conta que uma grave crise estava acontecendo – li então a entrevista do Cardeal Ratzinger “POR QUE A FÉ ESTÁ EM CRISE” e pude então entender o que se passava e impossível não relacionar tal crise a reforma litúrgica – quando voltei a minha cidade e diocese – onde reinam a teologia da libertação e abusos litúrgicos que clamam aos céus que vão desde músicas heréticas , até danças , missas afros , nordestinas , etc- ficou claro para mim que a liturgia tinha relação direta com a crise da fé.Diante disso decidi me ligar a Administração Apostólica São João Maria Viannney ; lá encontrei aquilo que sempre busquei na Igreja – sacralidade , clima de piedade , sã doutrina.Vi que a missa tradicional é muito mais rica que a missa nova , muito mais sacra , que o caráter sacrifical é muito mais frisado e que há menos espaço para criatividades.

  41. Excelentíssimo sr. Bispo,

    Meu nome é Diogo dos Santos Ferreira, tenho 28 anos e conheci o Rito Tridentino há 11 anos aproximadamente.

    Considero que se trata do Rito privilegiado na Igreja quanto à precisão teológica que expressa, além de melhor contribuir à contrição e reverência.

    Muito mais poderia dizer, mas por ora é o que basta para respeitosamente alertá-lo de que não se trata de nostalgia, ou saudosismo, mas sim de legítimo desejo de nos integrarmos ao desenvolvimento litúrgico da Igreja bimilenar.

  42. Caro Exmo. Revmo. Dom Aloisio, meu nome é Raphael Abreu Sepulcri, tenho 36 anos, casado, uma filha, médico. Cresci num lar “católico”, onde tive meus primeiros passos no catolicismo até a primeira comunhão. Meus pais faziam parte do ECC (Encontro de Casais com Cristo), mas nunca ensinaram muito a doutrina católica e nunca exigiram que recebêssemos o sacramento da crisma. Durante a adolescência me afastei demais da igreja. Durante o período em que cursava a residência médica resolvi ler a Bíblia e voltei a frequentar a missa, principalmente “missa carismática”. Me crismei com 29 anos. Permaneci assim por praticamente seis anos, participei da Liturgia, pastoral do dízimo e cheguei a ajudar na catequese de jovens e adultos. Algumas coisas me incomodavam, principalmente a vaidade das pessoas que estavam a frente dos movimentos. Em 2007 me mudei para Niterói e durante bom tempo só frequentei as missas aos domingos. Em 2009 me mudei para Minas Gerais, fiz o ECC e nunca mais participei de nenhum movimento nas igrejas. Navegando pela Internet, encontrei o Site da Montfort. No início me assustei um pouco pelas respostas duras, mas aos poucos fui entendendo e estudando muita coisa, principalmente sobre os tradicionalistas, pois, até então só conhecia a igreja pós-conciliar. Conheci pela internet o Motu Propio Summorum Pontificum e comecei a ver quanta coisa não é ensinada para os leigos. O Motu é de julho de 2007 e nunca vi nenhum padre falar sobre ele. Pois bem, fui amadurecendo a ideia de assistir a Missa Tridentina, pois queria ter a certeza de que não estava fazendo nada de errado. Amadureci bastante e reconheci que se o Papa estava autorizando que se celebrasse a missa segundo o rito tridentino, então nada havia de errado. Fui a Missa Tridentina em Belo Horizonte pois em minha cidade não há quem celebre a Missa Tridentina. Foi uma experiência única em minha vida, desde o momento da chegada na igreja, percebi o silêncio e a contemplação, as pessoas rezando o terço. No momento em que o Sacerdote elevou a Hóstia, não me contive e comecei a chorar, percebi o quanto neste Rito realmente temos a visão do calvário, enquanto que no Novo Ordo há uma semelhança com uma ceia.
    Sempre que posso vou a BH para assistir a Missa Tridentina, e sem dúvida é a única em que há o verdadeiro sacrifício incruento.

    Sua Benção

    Raphael sepulcri

  43. Excia. Rvma. vossa benção!

    Meu nome é Douglas Antonio Pelegati, tenho 19 anos e sou de Santa Cruz do Rio Pardo-SP, diocese de Ourinhos. Tive eu contato com a Missa de Sempre há pouco tempo, talvez 2 ou 3 anos, mas pude assisti-la unicamente uma vez, dado que, apesar do Motu próprio, não há, pelo menos que eu saiba, a celebração da Santa Missa de São Pio V em qualquer lugar num raio de 400 quilômetros da minha diocese. Não havendo aqui também padre que a possa celebrar.
    Julgo que a Missa Tridentina não entra em ‘embate’ com a Missa Conciliar, justamente porque pode-se celebrar ambas, validamente, como as duas faces de um único culto. No entanto, dadas as deturpações atuais, o Rito Tradicional tornou-se necessário para resguardar a fé autêntica aonde já não mais se encontra respeito e devoção, seja por parte dos leigos, seja por parte do clero.
    Portanto, julgo que uma atenção maior ao Santo Sacrifício deve ser devotada pelos bispos brasileiros que, como já se disse, temem abordar o tema. O rito de São Pio V é um tesouro inestimável da Igreja, que mais que as obras de arte e sociais, precisa ser preservado para transmitir, indefectivelmente, a fé que Nosso Senhor confiou a Pedro.

  44. S. Excia. Revma. Dom Aloísio, a sua benção!

    Meu nome é José Lima, sou professor, tenho 25 anos, casado e pai de um bebê de 1 ano. Sou fiel da Arquidiocese de São Paulo.
    Cresci em família católica, desde criança minha mãe sempre nos ensinou (eu e meus irmãos) sobre as coisas de Deus, principalmente pela criação que recebeu de minha já falecida avó. Sou o caçula de 3 irmãos e, em minha adolescência acabei seguindo o exemplo deles, ou seja, comecei a ver a missa como um lugar chato, onde “bobões” membros de bandas de rock de garagem aos domingos iam demonstrar suas habilidades musicais, meninas iam para “conhecer” e “ficar” com os garotos, o padre sem graça aproveitava a homilia para contar piadas, falar de política, etc. E quando nos pediam “ânimo” em meio às músicas: “levantem os braços”, “batam palmas”, aff, como eu detestava estes momentos. Por fim, mesmo compreendendo as palavras ditas em vernáculo, acabei não vendo mais necessidade de ir à missa, pois como dizem, “Deus está em todo lugar, posso rezar em casa”. Outra vez, fui a uma missa no largo São Francisco em São Paulo, e o padre (que usava uma estola que mais parecia um cachecol sobre uma túnica com ziper, que de tão curta lhe denunciava a calça jeans e o tênis multi-colorido que trajava por baixo) após ler o evangelho concluiu em sua homilia que qualquer religião salva e não só a católica. Enfim, meus irmãos e eu nos afastamos da Igreja.
    Anos mais tarde chegou a RCC na região onde moro e foi um “boom” de pessoas retornando à Igreja, inclusive eu. O problema é que algumas práticas nos assustavam ou no mínimo nos causavam estranheza pelas semelhanças aos cultos protestantes. E de fato, alguns destes católicos tempos depois se “bandearam” para as seitas. Tudo isso me desgostou e acabei me afastando novamente.
    Já por volta dos meus 21, sentia um “vazio”, ou melhor, sede de Deus, porém ao ir à missa não conseguia preenchê-lo, ou pior, voltava ainda mais confuso e desanimado. Nesse período comecei a admirar os “ORTODOXOS” após ver uma reportagem e passei então a pesquisar sobre eles, ansiando conhecê-los e freqüentar suas igrejas. O que mais me atraia era o ar de mistério, de senso do sagrado que transmitiam. Graças a Deus não foi necessária essa “migração” para a igreja “ortodoxa” pois descobri a existência das Igrejas Católicas Orientais.
    Passei a freqüentar a Eparquia Nossa Senhora do Paraíso da Igreja Católica Greco-Melquita, onde é celebrada a Santa Missa no Rito Bizantino. Fiquei maravilhado com o mistério e a beleza do rito. Tempos depois conheci a Igreja Católica Armênia, onde se celebra o Rito Armênio e, além de maravilhar-me novamente, o que me surpreendeu foi a semelhança que ambos ritos possuem e a diferença da missa que eu conhecia. Então através de blogues e sites fui estudando a doutrina católica e acabei sabendo d existência da Santa Missa Romana no rito codificado por São Pio V, missa que tive a oportunidade de assistir por primeira vez em 2009 (creio). Todo o ambiente me transportou ao sagrado, e novamente o que mais me impressionou (mesmo sem entender o latim) foi sua semelhança com os outros 2 ritos que já havia conhecido e como estes 3 ritos apostólicos e antiqüíssimos, tão semelhantes entre si destoavam da Missa Nova do CVII. Lendo sobre São Padre Pio de Pietrelcina, vi que ele pediu ao Papa Paulo VI para continuar celebrando o rito antigo e após aprender sobre o verdadeiro significado da Santa Missa compreendi o porque deste pedido: A Santa Missa no Rito Romano Tradicional exprime perfeitamente aquilo que ela É – Renovação, de forma incruenta, do Sacrifício de Nosso Senhor Jesus Cristo.
    Lembrei-me de minha avó que, quando éramos pequenos nos acompanhava à missa e demonstrava não entender o porquê da igreja estar tão diferente daquela que ela conhecia. Ela que era semi-analfabeta e que viveu toda sua vida no sertão do Pernambuco mas que assistia a Missa em Latim, criou seus 11 filhos dentro da Santa Igreja ensinando-lhes que SÓ A IGREJA CATÓLICA ERA A IGREJA DE CRISTO, que os exortava a afastarem-se das seitas, a acudir aos sacramentos, que não entrava na Igreja sem cobrir-se com seu véu, essa minha vózinha não entendia por que a Igreja estava tão diferente.
    Prova de que as mudanças não “catolicizaram” em nada os fiéis é que hoje estes filhos de minha avó semi-analfabeta (meus tios, tias e conseqüentemente seus filhos e netos) ficar domingos ou meses sem ir à missa e quando ir receber o Santíssimo sem culpa alguma e tantas outras práticas que para minha avó (semi-analfabeta) eram proibidas e condenadas. Hoje todos “entendem” o que se diz na missa, mas ninguém entende o que é a missa, por isso a indiferença e o crescimento dos “católicos de nome”.
    Graças a Deus freqüento a Santa Missa Tridentina há 2 anos, a acompanho com meu missal latim/português mas mesmo que não entenda tudo o que se diz, entendo o que acontece. Como jovem nada saudosista posso dizer que assisti-la me eleva ainda que por instantes da terra ao CÉU.

    Despeço-me, implorando a Deus que o guie e pedindo vossa benção episcopal!

    José Lima

  45. Senhor Exmo.Revmo. Dom Aloisio, meu nome é Darildo de S. Fernades tenho 41 anos, nasci em 1970, portanto um ano depois de o novo Ordo Missae (nova ordem da misssa) ter sido promulgado por Paulo Vi, não posso ter saudade do que nunca tinha ouvido falar, vou direto ao assunto, conheci a Santa Missa Tridentina a mais ou menos um ano e meio, pela internet, digo pela internet pois só fui assistir ao Santo Sacrifício pessoalmente a pouco mais de um mês em Fpolis graças a este Blog que anunciou que haveria tal celebração, posso garantir para o senhor que depois de tudo o que li a respeito do CVII, depois que entendi como o nova missa foi FABRICADA por Paulo VI, pois todos que estudarem um pouquinho saberão que os dois tidos piores inimigos da Igreja até então foram convidados e encarregados do novo rito (a saber a MAÇONARIA, por Dom Buginini que todos sabem era maçom, e a ajuda de nada mais nada menos que seis pastores pretestantes), depois de ter cansado ver missa de todo o tipo, pois hoje em dia cada Padre celebra do seu jeito (e cada jeito que é de doer o coração ), quando eu realmente me encontrei com este Rito Tridentino, posso lhe garantir senti dois sentimentos completamente diferente, primeiro alegria de saber que estava assistindo a Missa que São Padre Pio, São João Maria Vianei … ( a lista é grande ) assistiram, depois fiquei profundamente triste, me senti traído por uma Igreja que me sonegou o direito de conhecer este GRANDE TESOURO que ficou escondido tanto tempo, não tenho palavras para explicar o que de fato senti naquele dia, a Igreja cheia de pessoas que realmente sabiam que iriam assistir, o silêncio tão necessário que já não existe mais nas missas de hoje, os cantos belíssimos que nos elevam ao céu, em LATIM MESMO GRAÇAS A DEUS compostos por um tal de Palestrina já ouviu falar? a precisão das orações que não deixam dúvidas que se trata de um sacrifícil e não de um banquete de partilha ou uma ceia fraterna como fazem os seus irmãos separados (só se esqueceram de dizer pra eles que eles são seus irmãos separados), o centro da igreja é nosso Senhor e não o sacerdote ou a comentarista que fala mais que o Padre (alias em certas celebrações parecem que estas mulheres querem tomar o lugar do sacerdote) a Santa Comunhão recebida com toda reverência de joelho e na boca, pois estamos recebendo nosso senhor que é o único Deus e não um amigão qualquer, poderia falar muito mais sobre esta Santa Missa Tridentina que segundo o senhor é seca e sem vida, que pena que alguém como o senhor pensa deste jeito, mas não quero ser muito cansativo para o senhor ter que ler todas estas postagem destes idosos saudosistas que tem saudades do que nunca conheceram (desculpe se fui um pouco irreverente). Só gostaria de acrescentar mais uma coisa, o latim não dificulta em nada, pelo contrário une todo o Orbe Católico em um único rito, se o latim é um problema por não se entender, diga para os jovem de hoje pararem de ouvir música em Inglês pois também entendem Bulufas, não senhor Bispo a Latim não é o problema o problema é ir a Santa Missa sem saber do que se está a assistir como aconteceu comigo a tanto tempo, o problema é sair da Igreja mais vazio do que quando entrou pois tudo que se houve é salve o planeta, a natureza, o grito dos excluídos, os sem terra….
    E olha que eu já ajudei a fazer barulho nas celebrações pois tocava meu violão nas missas e fui durante nove anos da tal RC”C”, que o Senhor tenha compaixão de mim. Por tudo isso e muito mais não quero ir nunca mais a Missa nova ainda mais agora que aqui pertinho de mim está sendo celebrada por um piedoso Sacerdote que não tem medo de ser Sacerdote que usa Batina PRETA e que celebrará uma vez por mês este Santo Sacrifício de expiação que é a Santa Missa Tridentina.

    Peço a sua benção para mim e toda a minha família e fique sabendo que desde hoje estarei rezando (e não orando como no gosto protestante de falar) por seu tão avançado sacerdócio.

  46. Excelentíssimo senhor Arcebispo, me chamo Júlio César, sou da cidade de Nilópolis, no RJ, e conto 29 anos de idade.

    Ainda na adolescência me afastei da igreja por não entender o motivo da missa. Minha avó e meus pais sempre me ensinaram, mas as catequistas e o padre nunca. Alias o padre nunca falou diretamente com as crianças e os adolescentes daqui da igreja do Sagrado Coração de Jesus, no bairro de Nova Cidade.

    Comecei a me interessar pela Igreja e pelas coisas de Deus, faz pouco tempo. Quando da morte do Papa João Paulo II. Estranhamente me senti interessado em aprender mais e buscar conhecer mais. Via na televisão uma missa tão diferente da celebrada aqui na Diocese de Nova Iguaçu.

    Começando a estudar e a aprender, ainda tenho muito, e muito, e muito, e muito o que aprender. Via que aqui não havia nenhum lugar onde a missa fosse celebrada de forma a privilegiar o espírito. A música é sempre tão alta, os ritmos se assemelham à micro shows onde os músicos e os padres querem aparecer demais, ordenando aos fiéis o ritmo de palmas, ou de giros, ou de abaixar e levantar- se.

    Na internet comecei a descobrir sobre a missa tridentina, encontrando lugares onde ela era celebrada, e vendo que muitas outras pessoas tinham um mesmo propósito. Fui à primeira missa tridentina na igreja do Outeiro da Glória, pensava eu encontrar apenas idosos, mas não. Arrisco dizer que não havia um só católico mais velho do que o padre, que também não deveria chegar aos 41 anos de idade.

    A missa antes mensal e aos sábados passou a ser celebrada semanalmente aos domingos na igreja de Nossa Senhora do Carmo, antiga Sé, na praça XV, Centro do Rio de Janeiro. Dom Fernando Rifan e Dom Orani Tempesta patrocinaram recentemente um seminário, voltado para os clérigos, de uma semana, salvo engano, aqui no Rio, com presença de religiosos e padres de todo o Brasil.

    Nós daqui do estado do Rio fizemos uma peregrinação em caminhada, na solenidade de Cristo Rei, até o Cristo Redentor, com a celebração da missa na forma extraordinária. Há diversas fotos em sites e blogs de todos estes eventos.

    Nenhuma criança, jovem ou idoso reclama de não conhecer o que ocorre na missa, muito diferente de mim, quando criança, na missa do Papa Paulo VI.

    Na missa tridentina encontro Deus, sei que O estou encontrando, quando do silêncio em toda igreja prevejo a sombra do Altíssimo sobre nós, sinto felicidade extrema em recitar o credo.

    Excelentíssimo e Reverendíssimo Arcebispo, estancarei por aqui minhas palavras para não o enfadar. Peço antes de despedir- me sua benção apostólica para mim e toda minha família, em especial para minha mãe que passará por uma cirurgia neste 27/12 próximo.

    Fraternalmente seu, em Cristo.

  47. S. Excia. Revma. Dom Aloísio,
    Meu nome é Wenison Florêncio, tenho 17 anos e moro em Cascavel na região metropolitana de Fortaleza-Ce. Ajudo em diversar atividades em minha paroquia, que infelismente vive o jeito CEB’s de ser Igreja. Ao ler o vosso artigo falando sobre a Santa Missa na forma extraordinária fiquei ansioso para poder disser ao senhor que nós jovens apreciamos e muito a forma extraordinaria. Vejo que ao contrario do que o senhor falou não somos nós tradicionalista que deturpamos a liturgia e o espirito Conciliar mais os padre “modernos” que invetam hoje mil e uma formas diferentes de celebrar a Missa. Um dos grandes fatores que levou a mim, e a outros jovens, a gostar a Missa Tridentina, foram os abusos que os sacerdotes fazem hoje, aqui na minha paroquia tem missas que nós saimos da Igreja nós perguntando da validade de alguns sacramentos por que o padre muda completamente a sua formula, e não só ele mais muitos outros padres com as missas Shows, missas onde se clericaliza leigos, onde não se respeita o Augustissimo Sacramento. Reverendissimo senhor, não sou contra o Concílio Vaticano II ao contrario o admiro, porém como fala o Santo Padre Bento XVI devemos encontrar o verdadeiro espirito do Concílio.
    Mando meu e-mail para que vossa revendissima possa responder, e me corrigir se falei algo errado
    wenisonoliveira@…

    Peço a vossa benção episcopal, e vossas orações para que eu possa ser firme na fé e seja cada dia mais santo.

  48. Exclentissimo e reverendissimo Dom Aloísio Roque Oppermann , Arcebispo de Uberaba, MG.

    Meu nome é Leonardo Vinicius,solteiro,28 anos,moro na cidade de Goiás,comerciante e estudante, e tive a primeira experiência da Missa Tridentina na cidade de Anápolis-Goiás na igreja N.S.D’Abadia.
    Agora graças a Deus ainda a lugares e dioceses como essa de Anápolis que preserva a verdadeira Santa Missa de São Pio V.
    Como disse moro na cidade de Goiás,diocese de Goiás tão famosa com seus escândalos,profanações e heresias da maldita teologia da libertação.
    As Missas novas por aqui são só aberrações e cada dia que passa igrejas vazias e um povo morto sem fé e piedade.
    Informo ao senhor,que grande números de fieis estão saindo e buscando a Santa Missa Tridentina fora daqui pois já não vê rasão para frequentar essas “missas berrações.”
    Enquanto ao latim quem vai rezar?Digo,muitos estão procurando aprender e se esforçando para assistir a Santa Missa Tridentina.
    Minha afilhada de 13 anos por canta própria,sem incentivo algum,fez esse proposito de aprender e só assistir a Santa Missa de São Pio V.
    Cansada de ver tanta palhaçada na igreja ”palavras dela”.

    Peçamos a intercessão de Maria Santíssima pela igreja e pelos nossos bispos e em especial ao senhor que atenda seus fieis e dê ouvidos e ao Santo Padre o Papa Bento XVI.

    Despeço-me e rogo a Beatíssima Virgem Maria,pelo vosso episcopado.

    Leonardo Vinicius.
    Goiás-Go.

  49. Meu nome é Patricia Medina, tenho 37 anos, sou dona de casa e mãe de 5 filhos.
    Tendo sido batizada católica e criada por pais “Nova Era”, voltei ao seio da Santa Igreja Católica no início de minha juventude. Fui catequista, coordenadora de liturgia, profundamente ‘engajada’ (como certos setores da Igreja gostam de falar) nos trâmites paroquiais. Até que o bom Deus, em Sua misericórdia, fez-me ir, por sugestão do meu antigo pároco, à uma Missa Tridentina. Senti-me confusa. Como a Igreja podia ter escondido tamanho tesouro de seus fiéis? Senti-me roubada. Naquela época, só tínhamos essa Missa a cada dois meses. Meu coração parava de bater nesse intervalo, pois minha alma desejava essa Missa mais do que “o vigia anseia pela aurora”.
    Felizmente, hoje tenho a graça de poder assistir a este santo rito todos os domingos. Minha gratidão é imensa. Meu pároco tem uma homilia sólida. Meus filhos nunca comungaram nas mãos. Essa Missa só nos trouxe graças, sobretudo espirituais. Mas o ser “tradicional”, ou “tridentino” nos traz inúmeras incompreensões, desconfianças e preconceitos por parte da hierarquia e da sociedade. Queremos ser rebanho de nossos pastores e somos, não poucas vezes, tratados como inimigos. Parece-me que todos têm o carinho e o afeto dos pastores, menos aqueles que desejam se santificar com o os mesmos tesouros que santificaram a grande maioria dos santos da Igreja. É uma via solitária, dolorosa, cheia de espinhos. Consola-me saber que o meu Salvador escolheu uma mesma via para nos salvar.
    Peço a sua benção.
    Conte com minhas pobres orações,
    em Cristo,
    Patricia Medina

  50. Excelentíssima Reverendíssima D. Aloísio Roque Oppermann,

    Sou casado, 41 anos, com três filhos, consultor e professor em gerenciamento de projetos. Desde os 18 anos participo ativamente da vida eclesial na Arquidiocese de Niterói. Conheci a Missa no Rito de São Pio V há três anos, graças ao Motu Propio Summorum Pontificum.

    Não me aproximei do Rito Antigo por questão de nostalgia, já que não o conhecia. Na realidade, poderia dizer que até tinha medo dele. É verdade, durante 20 anos de vida de Igreja foi me inculcado que aquele que se aproximasse do Rito Antigo estaria em desobediência e em situação cismática! Por isso, o Motu Proprio chamou-me a atenção. Como poderia ser que o papa estivesse autorizando com tanta liberalidade a celebração desse rito proibido? Como um saca-rolhas, essa pergunta abriu uma fresta no meu horizonte de consciência e, com seriedade e afinco, tratei de pesquisar o que realmente havia acontecido na vida litúrgica da Igreja nos últimos 41 anos.

    As descobertas, a partir daí, deixaram-me com a sensação de ter sido enganado – por pessoas bem intencionadas e por sua vez também enganadas – durante muito tempo. Enganado em vários aspectos relacionados à reforma litúrgica. Entre os enganos, perdoe-me, pude reconhecer alguns em vosso texto, a saber:
    – que foram os padres conciliares que fizeram mudanças na celebração dos santos mistérios;
    – que foi o Concílio Vaticano II que mexeu na estrutura da Missa;
    – que os católicos aprovaram entusiasticamente o novo rito.

    Felizmente, existe vasta literatura atualmente que, utilizando-se de fontes primárias, revela o processo da reforma litúrgica empreendida pela comissão Consilium, culminando com a promulgação do Novus Ordo Missae no Advento de 1970, de forma que podemos nos libertar de verdadeiras lendas sobre o assunto que foram desenvolvidas até os nossos dias.

    O pedido pela paz litúrgica na Igreja está presente em minhas intenções de oração: a esperança de que a Igreja reencontre o verdadeiro caminho da Tradição litúrgica, que não saltou do século II para o século XX, mas que se desenvolveu organicamente por 20 séculos.

    Despeço-me pedindo vossa benção.

    Atenciosamente,
    Fabiano Rollim

  51. Excia. Revma.,

    Nasci no final da década de 70, portanto sou mais um daqueles a quem não se pode atribuir nenhum saudosismo. Também conheci a Missa Tridentina através da internet. Até então fugia das missas barulhentas e com teatrinhos, buscando uma missa onde houvesse o mínimo de respeito. Mas, depois de assistir ao verdadeiro rito da Igreja Católica Apostólica Romana, não há mais como voltar à missa nova, por mais que seja “bem celebrada”. E isto por dois motivos. O primeiro é que, por menor que seja nosso grau de instrução religiosa, percebe-se nitidamente a diferença entre a sacralidade do rito tridentino e o secularismo do novo rito. O segundo é que, estudando mais a fundo, encontramos uma série de argumentos irrefutáveis a favor da Missa Tridentina, a começar pela “Quo Primum Tempore”, depois pela carta do Cardeal Ottaviani, em que ele demonstra as rupturas da missa nova antes mesmo que ela fosse colocada em prática. Continuamos pelas “62 razões”, ” A missa nova: um caso de consciência”, “O problema da reforma litúrgica”, etc. Depois de tomarmos conhecimento de tudo isto, simplesmente não há como voltar a assistir um rito protestantizado. Não tem como.

    O senhor disse que o rito “normal” é o do Vaticano II. Sinto muito, mas devo discordar. Ele é apenas o mais celebrado. E isto porque as multidões são mantidas na ignorância e porque aqueles que conhecem a maravilha da Missa de Sempre, muitas vezes não são atendidos pelo clero liberal. Faz-se o possível para que os fiéis católicos não conheçam este rito. Se eles tomam conhecimento, faz-se o possível para desfigurá-lo, transformá-lo em uma espécie de peça de museu, em uma coisa de saudosistas. Depois que os fiéis superam todos estes estigmas e desejam ardentemente assistir a este rito, nega-se-lhes o direito perpétuo, garantido por São Pio V.

    Discordo também, e profundamente, de que se chame a Missa de Sempre de “incompreensível e seca”. Quem já a assistiu, sabe que a Missa Tridentina é plena de vida, de piedade, de sacralidade, fonte abundante de graças.

    Excia. Revma., e demais clérigos que possam nos ler, atendam aos pedidos dos fiéis, façam a Missa de Sempre ser mais conhecida, amada e celebrada. Não deem pedra aos que pedem pão, nem uma serpente aos que pedem um peixe. Concedam a Missa de Sempre a todos fiéis!

    AMDG,

    Márcio

  52. Exmo. Revmo. D. Aloísio Roque Oppermann;
    DD. Arcebispo Metropolitano de Uberaba, MG.

    Exmo. Sr.; A Paz esteja contigo!

    Tenho 36 anos, casado há 06 (seis) anos, pai de 04 (quatro) filhos – o mais novo nascido há dois meses – médico, especializado em neurologia, vivendo na divisa entre os Estados de Minas Gerais e São Paulo.
    Exmo. Sr.; não sou “saudosista”, uma vez que nasci sob a vigência do “mega acontecimento” que V. Excia cita, portanto não posso ser “saudosista”.
    Diferentemente do Sr., que pelo sobrenome típico germânico, tem a Fé recebida como herança desde há muitos séculos, sou oriundo de uma conversão pré-conciliar, do tempo da Missa Gregoriano-Tridentina, “incompreensíveis e secas”, como ensina V. Excia.
    Porém, Excia., meu avô, percebeu, ainda que em meio à “incompreensão e sequidão” litúrgica, o exemplo de um humilde e santo frade franciscano, que o “arrastou” à Verdade e à Vida. Tal como o Apóstolo S. João, meu avô, Iacob, do qual jamais me esquecerei, lembrava-se do dia e da hora em que conheceu Frei Standslaw, lá na “nossa” velha Alemanha (em Köln – precisamente).
    Meu avô era membro, ainda que não praticante, de uma piedosa Sinagoga, aos quais os Srs. insistem em chamar “irmãos mais velhos na Fé”…
    Creio que após o “mega acontecimento” esta conversão jamais se daria, já que os senhores acreditam que todos se salvarão… Muito generosos os senhores… Tampouco creio que existam frades ou mesmo padres que dêem esse profundo exemplo que consegue tocar o mais duro dos corações… Tal como aquele humilde e piedos Frade, que celebrava cerimônias “incompreensíveis e secas”…
    Mas, deixemos reminiscências e vamos ao ponto nevrálgico:
    Senhor Arcebispo, creio que sua compreensão do sagrado é deveras equivocada.
    A sua “nova missa” (rito de Paulo VI) em nada se parece aos rituais hebraicos, dos quais a Fé Cristã tem suas origens. Acredito que o Sr. deve se lembrar que todos os Apóstolos, inclusive JUDAS ISCARIOTES eram hebreus, portanto, conheciam a Fé de Abraão e, histórica e antropologicamente falando, estavam vinculados às celebrações hebraicas nos primeiros cultos cristãos.
    Apesar de meus avós, depois de se tornarem Católicos, pela Graça de Deus, terem que fugir da “nossa” velha Alemanha, e serem desprezados pela sua “escolha” (como diriam os Senhores membros da CNBB), apesar de tão longe e tão desprezados, depois da II Guerra, com o massacre de milhares de judeus, ciganos, eslavos, e, claro, muitos Católicos, minha família, ou melhor, o que restou dela, tentou se reencontrar e se “refazer”.
    Tenho dois primos que são Rabinos, e que conhecem bem as “celebrações católicas”, evidentemente conciliares, às quais percebem sem nenhum sentido de origem hebraica, como já disse ao Sr. Porém, ao serem levados à Missa, um desses primos se emocionou de tal forma que chorou convulsivamente… Disse-me que deveria ser assim o “Culto no Templo de Salomão”… Emocionante porém, este meu parente Rabino está historicamente equivocado, uma vez que, tal qual o Sr. explica, a nova missa provém do séc. II… Portanto, a Missa Gregoriano-Tridentina, nada tem a ver com as origens da Fé… Interessante, muito interessante…
    Excia., desculpe-me a pergunta idiota, mas V. Excia., já participou (expressão do mega-acontecimento conciliar!) de alguma celebração numa Sinagoga?
    Tenho certeza que sim.
    Elas são em hebraico, uma língua incompreensível e tem rituais muito estranhos, não é?
    Mas, Excia., pergunte a algum Rabino se algum deles tem a intenção de “mudar” de fazer a “comunidade vibrar” com uma “celebração mais inclusiva, mais participativa”… O Sr. vai se decepcionar, pois, a judiaria NUNCA MUDARIA o “seu jeito de celebrar”, visto que eles acreditam piamente terem recebido essa tradição do próprio Pai Abraão, bem como a circuncisão, como marca indelével de nosso povo…
    Sabe, Excia., fico muito intrigado quando vejo tantas fotos de celebrações, especialmente na Páscoa, nas quais os celebrantes, atualmente chamados de Presidentes da Assembleia, ministram verdadeiros teatros (mais para operetas bufas, desculpe-me a sinceridade) de que qualquer outra coisa, imitando a “Ceia Pascal Hebraica”.
    Excia., como descendente direto de hebreus, porém, uma vez mais insisto, CATÓLICOS PELA GRAÇA DE DEUS, não vejo nenhum sentido nesse teatrinho mambembe. Na Ceia Hebraica tudo é feito “esperando o Messias que virá”… Creio que como Católico, ou como a maioria dos Srs. prefere, “cristãos”, deveriam, em tese, crer que Jesus é o Cristo, o Messias esperado por Israel…
    Bem, somente uma coisa resta disso tudo: o clero parece desconhecer a verdaderia origem, de quem descende, e o que significa cada cerimônia sagrada…
    Excia., acredito que o Sr. ao se aposentar terá mais tempo para refletir.
    Peço-lhe que antes de mais nada, como homem equilibrado que demonstra ser, peça aos seus irmãos no episcopado brasileiro, possam permitir que sacerdotes recebam a formação devida para celebrar a Missa Gregoriano-Tridentina, pois, existem numerosos fiéis que desejam muitíssimo receber essa Graça.
    Nem todos Excia. têm condições de ter uma capela e receber um Sacerdote, ainda que mensalmente, para Oferecer o Santo Sacrifício do Altar, o Cordeiro sem Mancha, Aquele que arranca o pecado do mundo!
    Peço a V. Excia que leia a carta de nossa irmã Ana Maria Nunes, que tem um grande sacrifício para receber a Graça da Santa Missa!
    Senhor Arcebispo, pedimos como humildes fieis que o Senhor não prive sua grei desse Manancial de Graças que é o Santo Sacrifício da Missa!
    Espero que o Senhor possa, tal como meu velho avô, receber a “irmã morte” (como assim a chamava S. Francisco – meu pai espiritual) com a alegria e a devoção expressas no olhar e nos lábios.
    Excia., meu velho avô entregou a alma ao Bom Deus, após receber a Extrema Unção, dizendo a jaculatória:
    ” Coração de Jesus, que tanto nos amais, fazei que eu Vos ame, cada vez mais!”
    Espero que meus filhos, três meninos e uma menina, tenham a felicidade de ver seu pai entregar a alma a Deus tal como tive a alegria (e ao mesmo tempo a dor da perda) de ver meu velho avô entragar a sua.
    Espero, firmemente que o Senhor possa se lembrar de sua infância, da pureza em seu coração e do piedoso exemplo de seus pais e do Santo Sacerdote que o levou ao Convento, tal qual nós nos lembramos de nosso “pai na Fé”, Frei Standslaw, OFM, do qual temos a relíquia de seu santo hábito em um lindo relicário, junto às relíquias de S. Pio X, S. Pio de Pietralcina e de vários mártires Cristeros, que consegui no México, num Congresso de Neurologia.
    Excia. desculpe-me tanto ter escrito, já sabendo que V. Excia. é um homem muito ocupado, porém, creio ser minha tarefa de falar-lhe.
    Creio que, tal como os antigos Profetas de meu povo, devemos “anunciar a Boa Notícia e denunciar os erros”, como os Senhores tanto apreciam falar nas homilias dominicais!
    Espero que o Senhor tenha uma feliz aposentadoria e bastante tempo para dedicar-se à meditação e às orações, lembrando-se de nós, pobres e miseráveis pecadores, que ainda preferem a “incompreensível e seca Missa Gregoriano- Tridentina”.
    Recomendando-me às suas piedosas orações, bem como meus familiares:

    Felipe Joseph Leão Steiner

  53. “Fratres carissimi”, sou Flávio Mamede, 37 anos, casado e pai de três filhos, moro em Hidrolândia-GO, quase chegando na grande Goiânia. Conheço a Missa Tridentina desde 2003, em Sepetiba com o saudoso padre Hélio Buck Júnior, e a Igreja Católica (embora seja católico, batizado crismado etc desde que nasci) desde 1993.
    O que me leva a assistir a Missa Tridentina em Anápolis, a viajar mais de 170km, a gastar quase 5 horas entre preparação, viagem, assistir, voltar e descarregar as malas? A certeza de que vou encontrar uma Missa verdadeira e católica.
    Eu me converti em um belo dia de domingo, em que precisei entrar em uma missa porque estava estudando na casa de um amigo, na época de faculdade. Era uma missa de 5 da tarde, sem violão, só velhinhas rezando o terço e puxando ladainhas arrastadas antes da missa. O interior bem decorado,com iluminação aconchegante, fazia aqui ficar parecendo uma casa de vó, é como consigo descrever hoje, passado tanto tempo, como aquilo me fez sentir em casa. Mas não foi o sentimento que me comoveu. Foram umas breves palavras sobre o Evangelho, que não me lembro quais, e o Credo, que realmente prestei atenção. E um conjunto bem ordenado, com partes e papéis (povo e celebrante) definidos. Havia ali uma beleza que me atraía. Imediatamente ao sair dali, fui atraído a estudar sobre a Igreja. Uma série de acontecimentos interessantes me atraíram uma segunda e uma terceira vez, embora eu me esquivasse e procurasse evitar ir novamente. A terceira vez cheguei a me arrumar e, sem conseguir justificar a mim mesmo porque pegar um ônibus para ir à missa, fechei a porta de casa para desistir. Toca uma colega de faculdade para devolver um caderno, está de carro e vai para o bairro da paróquia. Sentei-me quase escondido, no último banco, pronto a ir embora, mas houve quem disse: “Aquilo que recebemos na comunhão, simboliza Cristo? Não, aquilo É o Corpo e Sangue de Cristo, É Cristo inteiro”. Houve quem me perguntasse porque eu estava seguindo o grupo de pessoas (Movimento de Comunhão e Libertação) que assistia a missa, que estudava um livro sobre o porquê da Igreja. E eu fiz minha primeira confissão de fé: “por causa de Cristo”. E sempre fui meio “ovelha negra” no Movimento pela minha falta de “integrismo” como diz o clero, por ter consciência de ser, antes de tudo, católico.
    Para resumir muito a resposta à pergunta, é preciso dizer que conheci as missas das 7 (19hs), as missas das 9h, a missa conventual dos jesuítas (boazinhas, mas redonda e batuca demais para meu gosto atual!), as missas do Tocantins – que só fui saber porque não gostava delas muitos anos mais tarde, muito longe dali -, as missas resumidas do CL, as missas longas dos charolais, as missas animadas, as missas coloridas, as missas-show. Até a missa esquisita e redonda de um tal mosteiro da cidade de Goiás, conheci. Nunca tinha lido ainda nada sobre liturgia, mas sabia que aquilo tinha que estar errado. Conheci muita missa esquisita, em dez anos de itinerante, mas a maioria só de música sofrível mesmo.
    Conheci a missa de pregador da TL da PUC-São Paulo, fazendo discurso para os irmãozinhos de Jesus, que destruía tudo da religião católica, da Igreja, de Jesus. Sobrava apenas a luta pela libertação, da qual já estava vacinado. Arrependo-me de não ter começado a minha luta de classe com minhas as próprias mãos ali, socando aquele palestrante, com muita caridade e zelo apostólico, claro.
    Mas minha casa sempre foi a Missa aconchegante, calma e simbólica.
    Até que hospedei um sujeito, mais tarde grande amigo (Omayr). Certa ocasião, me convidou a ir à missa em um convento, em Sepetiba.Nunca vi nada mais belo em toda a minha vida. É como se me descortinasse um mundo. Quem teve essa surpresa entende imediatamente o dito que a Missa é o Céu na terra. EU NUNCA SUPUZ AQUILO, NUNCA TINHA LIDO SOBRE AQUILO, NUNCA TINHA SUSPEITADO AQUILO, NUNCA TINHA OUVIDO FALAR DAQUILO. AQUILO FOI LITERALMENTE DIVINO, UM CÉU. Eu não sabia absolutamente nada sobre questionamentos do CVII, nem sobre FSSPX, nem sobre acordo de Campos, nem D. Lefebvre. Eu era, e talvez continue sendo, apenas um sadio camponês, nunca tinha estudado música, mal sei o português e muituo menos latim. Nunca tinha estudado sobre liturgia. Mas aquilo eu sabia, que aquela missa era a melhor missa que eu já tinha assistido na vida. E me apaixonei também pelas homilias do Pe. Hélio, que pareciam um bálsamo para a alma. Depois também ficamos amigos.

    Nesta casa, minha casa, que é a Igreja Católica, fui hospedado pelo CL durante dez anos, ou doze talvez, a quem eu sempre fazia perguntas questionando pontos, à luz do que trazia do estudo dos documentos da Igreja, cuja leitura foi se tornando para mim um verdadeiro hábito. Eu sempre encontrava nos documentos do Magistério da Igreja muito mais clareza, limpidez, profundidade e sabor do que nos livros de D. Giussani.
    Conversando com o Omayr, que me parecia um doutor em eclesiologia, mas que nunca respondia direito minhas perguntas, apenas dizia: “Leia a Pascendi”. E depois: “Leia a Pascendi, que você vai entender tudo em um só Ato”. Depois do quinto ou sexto: “Leia a Pascendi”, fui e li. Meu queixo caiu, um só ato. Então, D. Giussani é modernista. É claro, uai. E metade de Igreja Católica também (desculpe, aos chatíssimos, metade da cristandade hodierna, pois a Igreja Católica é Una; e se fosse metade seria ótimo).

    Depois disso, fiquei com um pé fora do CL, mas com os dois na Tradição. Até que conheci, em um acamamento de carnaval, a missa-calção-e-camiseta-em-cima-de-um-girau. Foi a gota dágua. Na segunda-feira, no meio do carnaval, enquanto a turma passeava, fiquei para ajudar a matar um boi (e ajudei), mas dali fui embora para nunca mais voltar. Restam amigos, claro.

    Toda história é longa e o capítulo de volta para casa é longo. Mas minha esposa e eu nos casamos na capela que ajudei a construir, casamento com Missa Votiva “Sponso et Sponsa”, com coral gregoriano. Nossos dois filhos foram batizados no rito tridentino e, se Deus quiser, o próximo, que está com 2 meses de concebido, também o será. Meu sonho é poder dar a eles uma escola católica digna deste nome, por mais humilde e sem recursos que seja, perto de nossa casinha, uma vez que não temos nenhuma em um raio de 1.5 milhões de pessoas… Moro na roça, um lugar perto do Morro Feio, que a Providência me indicou para morar. Mas, enquanto puder, sempre que puder, vou encontrar a Missa Tridentina a quase 200km de distância para ter certeza que não vou encontrar heresia (purgatório não existe,etc), blasfêmia (não ouso repetir), sacrilégio (padre mandando distribuir “bolachinhas-do-céu” que sobraram pras crianças jogando bola) ou similares. Não, chega.

    Comunhão com todos, protestantes, espíritas, budistas. Tem igreja católica seminário católico, até pontifícia universidade católica sendo usados por seitas de tudo quanto é tipo, mas missa tridentina para uma dúzia de fiéis é proibido aqui. É o fim do mundo mesmo.

    Kyrie Eleyson / Christe Eleyson / Kyrie Eleyson

    Flávio

    RESUMINDO:
    – o senso do mistério é o senso do sagrado;
    – o latim é a língua para o homem falar com Deus;
    – missa fixa é ter certeza de não ser refém de gente medíocre de bom gosto duvidoso e ortodoxia pior ainda;
    – o terço pode sim ser rezado durante a missa;
    – duvido que, mesmo atualmente, alguém tenha feito pesquisa de opinião sobre a aprovação dos “católicos” sobre as alterações na missa; aliás,pesquisa de opinião para saber quem é católico realmente seria muito bem vinda;
    – recuperar valores do século II é arquelogismo sim;
    – o movimento de D. Lefebvre nunca foi nostalgia,mas questão de fé, portanto de vida ou morte eterna;
    – a ponte da amizade NÃO É DE MANEIRA ALGUMA EM PRIMEIRO LUGAR para os que viram o rito antigo e dele tem saudades; absurdo isso; Frontal oposição ao documento do Papa Bento XVI;
    – “nada deve ser feito à revelia do Bispo Diocesano”:
    Quero, finalmente, Sancho, que me narres o que tiver chegado aos teus ouvidos; e hás-de mo dizer sem amplificar o bem, nem ataviar o mal em coisa alguma; que é de vassalos leais dizer a seus senhores a verdade como ela é, sem que a adulação a acrescente, ou qualquer outro vão respeito a diminua; e quero que saibas, Sancho, que, se aos ouvidos dos príncipes chegasse a verdade nua, sem os vestidos da lisonja, outros séculos correriam, outras idades seriam consideradas mais de ferro que a nossa; sirva-te este aviso, Sancho, para que, discreta e bem intencionadamente, me digas as coisas verdadeiras que souberes acerca do que te perguntei……”

  54. Exmo. Revmo. D. Aloísio Roque Oppermann;
    Meu nome é Augusto dos Santos tenho 20 anos e também tenho algumas considerações e perguntas a Vossa Excelência Reverendíssima. Conheci a missa no rito romano extraordinário à alguns anos. E, antes desse período, lembro de todas as minhas dúvidas em relação ao novus ordo. Quero deixar claro que o que me impulsionou às dúvidas abaixo foi puramente tudo o que vi e presenciei. Como tenho 20 anos, não tive contato com a Igreja antes do concílio. Dessa forma, não sou tomado por sentimentos de nostalgia.

    Como simples coroinha, era dificíl compreender como as estruturas arquitetônicas das igrejas mudaram lembrando templos pagãos. Escutando pessoas mais idosas, foi difícil compreender o porquê da perda da piedade dos fiéis na maneira como se vestem e se portam nas missas. E, por fim, foi muito difícil compreender como o silêncio sagrado foi substituído pela anarquia e discrepância de sons funestos, e o sacerdote como mero cantor de rock preocupado sempre com o povo, nunca com Deus! O povo que escuta o rock, então na Igreja se escuta o rock. O povo que escuta sertanejo, então na Igreja escuta-se o sertanejo. Aboliu-se o órgão. Onde está? Onde estão os belos corais? Onde está o canto gregoriano? Onde está a fé? Onde está a piedade? E agora eu pergunto: onde vai ser a reunião social? Onde vai ser o bingo com pastelada? Onde vai ser a reunião para decidir sobre a situação das terras? Certamente na Igreja.
    O que quero dizer Excelência é que após o novus ordo os valores que tínhamos ficaram em segundo plano. E agora, colocamos em evidência coisas secundárias. Isso dói. Em relação ao rito extraordinário, posso dizer que todos que lhe escreveram se expressaram muito bem e como não quero repetir o que eles disseram, por favor, faça minhas as palavras deles. Com a minha pequena mensagem quis mostrar apenas algumas consequências na Igreja do Brasil após o novus ordo. Eu acredito que não houve essa intenção quando foi promulgado, contudo, desencadeou inevitavelmente.

    Sem mais, peco-lhe a benção!

  55. Excia. Revma Dom Aloísio Roque Oppermann,

    me chamo Gilson rocha de sousa tenho 28 anos solteiro moro em ceilandia DF, quando conheci a missa tradicional encontrei um tesouro que sempre procurei, tudo me encanta na liturgia; a sacralidade ,o cuidado em distribuir a sagrada comunhão, o silencio e o sentido sacrificial bem evidente, tenho certeza que são muitos os fieis que desejam o encontro com esse tesouro inestimável, pessoas que assim como eu sentiam falta de algo na liturgia nova mas não sabia exatamente o que, e tudo o que procurava encontrei na missa tradicional, gostaria de pedir humildemente que Vossa Excia. Revma desse a oportunidade aos filhos de Deus confiados aos seus cuidados a oportunidade de conhecer a Missa que santificou e santifica inumeráveis almas,
    peço que me conceda a vossa benção,que Maria Santissima o proteja.