A displicente e arrogante resposta do grande liturgo de Uberaba.

Após publicarmos o artigo “Quem vai rezar em Latim”, de Dom Aloísio Roque Opperman, solicitamos aos nossos leitores que explicassem ao senhor arcebispo de Uberaba suas razões para amar a Santa Missa Tradicional. Em aproximadamente 48 horas, recebemos mais de 50 comentários – a esmagadora maioria de pessoas com menos de 40 anos de idade –, relatando problemas de consciência em relação à liturgia moderna e seu vínculo muito bem fundamentado à liturgia tradicional da Santa Igreja.

Pois bem: o Fratres in Unum enviou, na manhã da última terça-feira (20), esses comentários a Dom Aloísio Roque Opperman, pedindo-lhe que os respondesse com a mesma disponibilidade e sinceridade com que os fiéis se dirigiram a ele.

E eis que, duas horas mais tarde, chega-nos uma resposta completamente displicente do Arcebispo de Uberaba:

Os caros amigos mostram que não entenderam o que escrevi. Espero que procurem ler de novo. Depois disso me disponho a responder, se necessário. Saudações. + Roque scj

Ao que interrogamos de imediato:

Excelência, dessa forma o senhor responde a 54 pessoas que respeitosamente escreveram esses longos comentários? Que pena! Rezamos para que o Menino Jesus quebre a dureza de seu coração.

E então a displicência deu lugar à arrogância. Poucas horas mais tarde, provavelmente movido por esta nossa última mensagem, Dom Aloísio decide “aprofundar” a questão em novo artigo veiculado pelo site da Arquidiocese de Uberaba, que publicamos abaixo (os destaques são nossos):

AINDA SOBRE A MISSA TRIDENTINA

Bento XVI teve um gesto ousado ao lançar uma ponte de amizade  para os católicos tradicionalistas.  Ao abrir, oficialmente, a possibilidade de celebrar a missa no rito de João XXIII (que foi uma adaptação do rito tridentino para 1962), o intento foi diminuir a distância entre esses tradicionalistas e a Igreja de Roma. Uma vez que esse rito litúrgico foi aberto para todos os católicos, resta-nos buscar – através do bom senso – as regras mínimas de uma sadia adesão  a essa possibilidade celebrativa.

Antes de tudo, para quem quiser legitimamente, fazer uso desse rito agora facultado, deve aceitar o valor do Concílio Vaticano II. Os Bispos Católicos, estiveram reunidos nesse magno congraçamento, para analisar a situação da Igreja, e dar as orientações pastorais para os novos tempos. Isso equivale a dizer que, além da missa tridentina, se reconhece a autenticidade da Missa do rito de Paulo VI, oriundo desse Concílio.

Quem quiser fazer uso da celebração eucarística no rito tridentino, deve reconhecer que o rito normal da Liturgia deve ser aquele proposto pelo Concílio, e aprovado por Paulo VI. Esse  rito teve uma evolução longa, a partir do início do século XX, através do Movimento Litúrgico. O Vaticano II incorporou suas reflexões, e tornou oficial uma Liturgia que respeitou todos os séculos da história eclesiástica, e a adaptou para os tempos modernos. Portanto, durante o uso normal dessa liturgia não se devem  impor os costumes e símbolos vinculados com o rito de 1962. Devem vigorar os costumes relacionados ao rito de Paulo VI.

É desnecessário dizer que o Papa manda mais do que o Bispo Diocesano. Mas os interessados no rito antigo devem reconhecer que o Bispo Diocesano é o grande liturgo de sua Diocese. Portanto, devem ser evitados os confrontos inúteis com a autoridade diocesana, e trabalhar em união com ele. O rito tridentino não é nenhuma atividade clandestina, mas também deve estar em sintonia fina com o Bispo da Diocese.

Dom Aloísio Roque Oppermann scj – Arcebispo de Uberaba, MG

* * *

Vendo seus argumentos iniciais serem reduzidos a pó pelos comentários dos leitores de Fratres in Unum, Dom Roque decide então dar sua última cartada, seu último suspiro.

Missa Tridentina, algo próprio de saudosistas? Bem, a quase totalidade de comentários de leitores provém de jovens… Celebrações “incompreensíveis e secas”? Os relatos mostram fiéis que, pelo contrário, não compreendem a aridez doutrinal e espiritual do Missal de Paulo VI.

Bem… Melhor nem tocar mais nesses assuntos, não é mesmo, Dom Roque?

Restou-lhe apenas apelar para o que muitos “interpretam como se fosse o super dogma”, mesmo tendo “um nível muito mais modesto” (Cardeal Joseph Ratzinger, Discurso aos Bispos do Chile, 13 de Julho de 1988): o Concílio Pastoral.

Comentemos, então, os argumentos de Sua Excelência Reverendíssima Dom Aloísio Roque Opperman:

“Uma vez que esse rito litúrgico foi aberto para todos os católicos, resta-nos buscar – através do bom senso – as regras mínimas de uma sadia adesão  a essa possibilidade celebrativa”.

As regras mínimas, Dom Aloísio, são aquelas dispostas no Motu Proprio Summorum Pontificum e esclarecidas pela Instrução Universae Ecclesiae. E elas, comparadas às normas impostas pelos bispos do Brasil, parecem verdadeiramente mínimas. Portanto, o “bom senso” está em seguir as regras e não em criar outras. Até porque o episcopado brasileiro, do qual o senhor liturgo de Uberaba faz parte, não tem bom senso.

“Antes de tudo, para quem quiser legitimamente, fazer uso desse rito agora facultado, deve aceitar o valor do Concílio Vaticano II. Os Bispos Católicos estiveram reunidos nesse magno congraçamento…”

Dom Roque quer que os católicos aceitem o valor do Vaticano II. Mas que valor, Excelência? Aceitar este valor é usar meramente expressões aduladoras como “magno congraçamento”, “mega acontecimento”, tal como faziam os fariseus quando buscavam “surpreender Jesus nas suas palavras”, declarando de maneira dissimulada saber “que és verdadeiro e ensinas o caminho de Deus em toda a verdade” (Mt, 22, 16)?

Veremos adiante como a atitude de Dom Roque se assemelha a essa postura farisaica.

“Quem quiser fazer uso da celebração eucarística no rito tridentino, deve reconhecer que o rito normal da Liturgia deve ser aquele proposto pelo Concílio, e aprovado por Paulo VI”.

Dentre as normas emanadas por Roma, e não pelo “bom senso” de Dom Roque, não há nenhuma previsão de que os fiéis devem “reconhecer que o rito normal da Liturgia deve ser aquele proposto pelo Concílio”, no sentido de uma superioridade, preferência, predomínio de um rito sobre outro. Afinal, diz o mega, magno, ultra acontecimento Vaticano II:

“O sagrado Concílio, guarda fiel da tradição, declara que a santa mãe Igreja considera iguais em direito e honra todos os ritos legitimamente reconhecidos, quer que se mantenham e sejam por todos os meios promovidos” (Concílio Vaticano II – Sacrosanctum Concilium, Constituição sobre a Sagrada Liturgia, nº 4).

Antes, é o próprio Dom Roque quem deveria dar provas de honestidade e demonstrar sua aceitação do valor (seja ele qual for) do Vaticano II, sendo aberto à forma litúrgica celebrada ao longo das sessões conciliares.

Dom Roque, o senhor aceita o “valor do Concílio”? Como, então, em obediência ao Concílio, o senhor considera “igual em direito e honra” um rito cujas celebrações julga “incompreensíveis e secas”?

O próprio Santo Padre declara, na carta aos bispos que acompanha o Motu Proprio — que não deve ter chegado a Uberaba — que a Missa Tridentina permanece como forma extraordinária “não só porque o diz a normativa jurídica”, fruto, evidentemente, de acordos políticos; “mas também por causa da situação real em que se encontram as comunidades de fiéis”, já que, na opinião de Bento XVI, o rito tradicional “pressupõe um certo grau de formação litúrgica”. Dessa forma, uma das razões, se não a mais importante, de a Missa Tridentina ser tida como “forma extraordinária” é a precariedade da “formação litúrgica” dos fiéis (e ainda mais dos “grandes liturgos” do Brasil!). Curioso: a formação dos fiéis não foi aperfeiçoada, aprofundada, desenvolvida pelo “magno congraçamento”?…

* * *

Não pretendemos esmiuçar os erros grotescos de Dom Roque sobre a “evolução longa” do rito de Paulo VI, “uma Liturgia que respeitou todos os séculos da história eclesiástica”. Há teólogos muito mais capacitados, entre eles o próprio Joseph Ratzinger, que não pensam assim.

Mas suspeitamos que “aceitar o valor do Concílio” seja, para Dom Roque, aceitar as suas próprias impressões e mitos; ele, membro de uma ordem religiosa que gerou para a Igreja do Brasil pérolas de sabedoria teológica como Padres Zezinho e Fábio de Melo…

Passemos, então, adiante.

“Durante o uso normal dessa liturgia [de Paulo VI] não se devem impor os costumes e símbolos vinculados com o rito de 1962”.

Dom Roque estaria condenando as próprias liturgias do Santo Padre? Pois é ele, Bento XVI, aquele que “manda mais que o bispo”, quem está restaurando “costumes e símbolos vinculados com o rito de 1962” e absolutamente abandonados nas últimas décadas!

Foi Bento XVI quem ampliou ou mesmo resgatou o latim nas liturgias pontifícias; ele quem restabeleceu a posição versus Deum e o uso dos sete castiçais e do crucifixo no centro do altar nas missas papais; ele quem restabeleceu a comunhão de joelhos e na boca; enfim, ele o Pontífice que vem implementando, na perspectiva de um “enriquecimento” do novo missal com elementos do antigo [1], “costumes e símbolos vinculados com o rito de 1962”!

E depois vem falar de “distância entre esses tradicionalistas e a Igreja de Roma”! Ainda mais distante está Uberaba! Quanta incoerência!

“É desnecessário dizer que o Papa manda mais do que o Bispo Diocesano. Mas os interessados no rito antigo devem reconhecer que o Bispo Diocesano é o grande liturgo de sua Diocese. Portanto, devem ser evitados os confrontos inúteis com a autoridade diocesana…”

Uma enorme quantidade de pessoas expressa respeitosamente seus dramas a um arcebispo católico. Este, por sua vez, responde com displicência e arrogância. Quem, afinal, cria “confrontos inúteis”?

Ó, grande liturgo de Uberaba, reconhecei o vosso papel de agente garantidor da Missa Tridentina, como prevê o motu proprio, caso os fiéis não a obtenham por alguma impossibilidade do pároco; reconhecei o Magistério da Igreja, que declara que a medida papal em favor da Missa Tridentina “deve ser interpretada em sentido favorável aos fiéis, que são os seus principais destinatários” (Instrução Universae Ecclesiae, 7, b); reconhecei efetivamente, e não só da boca para fora, o princípio recordado pelo Santo Padre no Motu Proprio segundo o qual “cada Igreja particular [inclusive a de Uberaba] deve concordar com a Igreja universal, não só quanto à doutrina da fé e aos sinais sacramentais, mas também em respeito aos usos universalmente aceitos da ininterrupta tradição apostólica”; reconhecei, grande liturgo de Uberaba, que “a ordenação da sagrada Liturgia é da competência exclusiva da autoridade eclesiástica; esta reside na Sé apostólica e, na medida que determine a lei, no Bispo” (Redemptionis Sacramentum 14). Reconhecei, pois, que na matéria que aqui tratamos, a lei não vos concedeu competência alguma. Excelência, reconhecei, pois, a vossa incompetência.

Mas que Vaticano II Dom Roque quer que os fiéis aceitem? Antes, que Vaticano II ele mesmo aceita? Restrinjamos a questão apenas ao nível litúrgico:

Promovam-se com empenho, sobretudo, nas igrejas catedrais, as «Scholae cantorum». Procurem os Bispos e demais pastores de almas que os fiéis participem ativamente nas funções sagradas que se celebram com canto, na medida em que lhes compete e segundo os artigos 28 e 30″ (Concílio Vaticano II – Sacrosanctum Concilium, Constituição sobre a Sagrada Liturgia, nº 114)

Gostaríamos de saber se Dom Aloísio Roque Opperman exerce seu papel de liturgo da arquidiocese de Uberaba na implementação das Scholae cantorum, para a promoção do canto gregoriano. Os uberabenses poderão nos esclarecer na caixa de comentários.

Estaria o Concílio ultrapassado, Excelência? Ou ele é simplesmente um mitológico “magno congraçamento”, um “mega acontecimento” fictício com o qual inescrupulosos brincam à vontade a fim de corroborar suas próprias idéias?

Exatamente quando a discussão sobre os próprios textos conciliares toma corpo em Roma, o “grande liturgo” de Uberaba pretende impor a sua versão particular do Concílio, que nada mais é que a versão de “ruptura” com o passado da Igreja, rechaçada pelo Santo Padre e rejeitada por qualquer católico de bom senso.

Dom Aloísio, como bom bispo brasileiro e fazendo jus às raízes (ou à falta delas) intelectuais dehonianas, provavelmente se insere entre os que desconhecem as discussões teológicas entre a Santa Sé e a Fraternidade São Pio X, os livros de Monsenhor Gherardini, o congresso dos Franciscanos da Imaculada em Roma sobre o Concílio, os trabalhos de Roberto de Mattei, Cristina Sicardi, Romano Amerio, Enrico Radaelli, bem como todos os agentes contemporâneos que querem lançar na Igreja um sadio debate sobre certos textos conciliares verdadeiramente discutíveis e que são causa da confusão doutrinária, litúrgica e moral que acomete a Igreja desde o “magno congraçamento”.

Ignoram, mas temem o mínimo questionamento daquilo que eles mesmos transformaram em dogma. E querem salvar, a todo custo, o mito pelo qual se apaixonaram. Porém, eles passam, atingem a idade limite para renunciar a seus postos (Dom Aloísio mesmo já deve ter apresentado sua renúncia ao Papa), deixando um rastro de destruição e desolação em suas dioceses. Mas eles têm de se remoer com um fato: a Tradição gera frutos; ela atrai os jovens. Et portae inferi non praevalebunt!

* * *

Mas…  “Quem vai rezar em latim?”. Permanece sem resposta a questão que intitula o primeiro artigo do liturgo de Uberaba.

Tomem-se providências para que os fiéis possam rezar ou cantar, mesmo em latim, as partes do Ordinário da missa que lhes competem”. (Concílio Vaticano II – Sacrosanctum Concilium, Constituição sobre a Sagrada Liturgia, nº 54)

Seja conservado o uso da Língua Latina nos Ritos Latinos”. (Concílio Vaticano II – Sacrosanctum Concilium, Constituição sobre a Sagrada Liturgia, nº 36)

Os fiéis, Dom Roque, os fiéis!… Reconhecei plenamente, sem restrições, o valor do “magno” Vaticano II!

——

[1] “O antigo Missal é um ponto de referência, um critério – disse [o Prof. Spaemann] um semáforo. […] O Professor Spaemann tem razão: “a reforma da reforma” refere-se naturalmente ao Missal reformado [de Paulo VI] e não ao Missal precedente. […] Portanto, a “reforma da reforma” é uma questão concernente ao Missal de Paulo VI… (Conferência conclusiva do Cardeal Ratzinger às jornadas litúrgicas de Fontgombault, 24 de julho de 2001)

[Atualização – 22 de dezembro de 2011]: Excluímos a expressão “colocado contra a parede”, pela qual nos desculpamos, tendo em vista que nós, leigos, não temos o direito de colocar um Sucessor dos Apóstolos contra a parede. Sustentamos e exercemos o direito de arguir e solicitar que ele seja obediente ao mandado de guardar íntegra a Fé que recebeu, nosso único objetivo com este post.

32 Comentários to “A displicente e arrogante resposta do grande liturgo de Uberaba.”

  1. Parabéns!!

    Excelente resposta!!

    Vocês têm de fazer mais coisas como essas.

  2. Prezados amigos, é com profunda tristeza que leio as “respostas” de Dom Aloísio. Infelizmente, é só um sintoma da mentalidade moderna, de que o que importa é o que eu quero e o que penso, e não a realidade em si.

    Rezemos pelo clero…

  3. Como é difícil largar o osso do Concílio e retirar a venda que ele impôs, não é Dom Roque?

    Prometo rezar o rosário (e em latim) pedindo à Sede Sapientiae que alcance de Deus para Vossa Excelência a Sabedoria do Alto.

  4. Parabéns ao Fratres in Unum pela excelente resposta.
    E o que dizer de Dom Aloísio ..!? é como profunda tristeza que lí o que ele escreveu, o que se percebe logo de início é que ele não tem um “coração de pastor” que se preocupa com suas ovelhas …ele foi muito infeliz em sua resposta.

    Era melhor ter ficado calado do que se expressar dessa maneira tão indelicada, ainda mais para ele que é um Bispo católico.
    Deixe o menino Jesus nascer em seu coração Dom Aloísio e seja mais humilde e menos arrogante. Essa NÃO e a atitude de quem é animado pelo Espírito de Deus.

    Excelência dom Aloísio , o senhor sendo o grande liturgo de Uberaba é o primeiro a não obedecer a Sacrossanctum Concilium . Veja:

    “Tomem-se providências para que os fiéis possam rezar ou cantar, mesmo em latim, as partes do Ordinário da missa que lhes competem.” (Sacrossanctum Concilium. n. 54)

    Se você deve obediência a esse Concílio, então, por que não aceita o latim? Por que incomodar-se quando se fala da volta do latim na Missa?

    O Concílio também mandou utilizar o órgão de tubos como instrumento musical na Igreja, bem como o canto gregoriano.
    “120. Tenha-se em grande apreço na Igreja latina o órgão de tubos, instrumento musical tradicional e cujo som é capaz de dar às cerimónias do culto um esplendor extraordinário e elevar poderosamente o espírito para Deus.

    A Igreja reconhece como canto próprio da liturgia romana o canto gregoriano; terá este, por isso, na ação litúrgica, em igualdade de circunstâncias, o primeiro lugar.
    Não se excluem todos os outros géneros de música sacra, mormente a polifonia, na celebração dos Ofícios divinos, desde que estejam em harmonia com o espírito da ação litúrgica, segundo o estatuído no art. 30.” ( Sacrossanctum Concilium, n. 116)

    Bom, termino por aqui desejando um santo Natal para todos especialmente para o sr. Ferreti e seus familiares .

  5. A arrogância da ignorância é própria de quem se autodenomina o grande liturgo de sua Diocese. Será que Dom Aloísio Roque esqueceu o que é a modéstia?
    Rezo por ele. Que Deus nos ajude!

  6. Caros,

    Esta resposta foi encaminhada a D. Roque? Interessante a displicência do arcebispo. Eu mandei para o e-mail pessoal dele uma refutação sobre a MIssa de Paulo VI ser a Missa dos primeiros cristãos, com provas históricas e teológicas da falácia. E advinhem? Não recebi resposta até hoje! Assim age o sofismático, com dissimulação. O que me assusta é o fato de termos argumentos muitos mais fortes e mais corretos do que um purpurado… Se eu fosse milenarista poderia pensar que realmente Jesus está voltando.

  7. Não deve ser coincidência o fato de a Arquidiocese de Uberaba estar péssima em assuntos litúrgicos. É preciso sair pela cidade procurando paróquias em que a Missa seja o menos abusada possível. Pode ser isso o que Dom Aloísio entendeu sobre o “magno congraçamento”.

  8. Dom Roque deveria ler o que os santos dizem sobre a Santa Missa de sempre, como por exemplo São Leonardo de Porto Mauricio.

  9. Pois é,

    “reconhecer que o rito normal da Liturgia deve ser aquele proposto pelo Concílio”.

    E onde que se celebra a liturgia segundo o CVII?

    O que vejo em todos lugares são celebrações “segundo” o padre e até bispo.

    Agradecia de joelho no milho um padre na minha diocese que só se contentasse em celebrar a “Liturgia deve ser aquele proposto pelo Concílio”.

    Sem dúvida alguma, a liturgia de hoje não é a “antiga” e nem “nova”.

    Qual é então? Não sei! Pergunte ao Bispo, pois, tenho certeza que ao entrar em qualquer paróquia em Uberaba se estará celebrando essa missa que não é nem “antiga” e nem a proposta pelo CVII.

  10. Em que mundo vivem essas pessoas? Ele é padre há mais de cinquenta anos, bispo há décadas e parece que chegou agora de Marte, que não entende nada da sensibilidade das pessoas, de direito canônico, de respeito pelas legítimas opiniões de terceiros, de humildade cristã, de nada!

    Pelo menos deveria perceber que está se aposentando, que a sua geração do triunfalismo do Vaticano II está se extinguindo e que as próximas gerações vão enterrar todas as idiotices que nos legaram…

    Eu mesmo fiz um blog só para comentar as esquisitices que a gente vê direto nas Missas:
    http://missaaosdomingos.blogspot.com/

    Parabéns pelo brilhante post.

    Abraços
    Fidelis

  11. Ferretti,

    Valeu a intenção, mas não deveríamos tê-lo poupado daquela pergunta que lhe enviei e que tentaram responder no post do Pe Elcio em vão, ou seja, sem nenhuma fundamentação. No mais, Boas festas e um excelente ano novo aos que comentaram no frates, quer sejam os plenas ou não.

  12. É assim mesmo, minha gente!

    Certos “conservadores”, quando deles precisamos, conseguem ser piores que os progressistas!

    Dos progressistas nada esperamos. Dos “conservadores” sim, e nos desiludimos!

    Os progressistas são frios. Os neoconservadores são mornos.

    Outrossim, ainda consigo ver um tanto de ousadia em dom Roque ao tocar num tema tão “tabu” como este. Só isso, e nada mais!

    Outro mais ou menos ousado é dom Rossi Keller, que deu as caras por aqui quando mencionado. Quando o imitará o Bispo de Cedamusa Dom Fernando Arêas Rifan, ao menos para defender-se?

    É assim mesmo, cossìta memo como diz minha nonna, aquela que quando moça cantava com partitura aquela Missa “incompreensível e seca”, que fazia os colonos atravessarem a densa mata para chegar à capela mais próxima – diga-se de passagem, muito mais bonita que muitos templos hodiernos. Hoje em dia nas cidades, com automóveis ou com a igreja numa distância bem acessível, a maioria dos jovens e adultos ignoram solenemente os shows de altar que estes pobres clérigos modernos desesperadamente promovem para atraí-los.

  13. Caro Ferreti,
    Salve Maria!!!

    Resposta magistral! Parabéns!!!
    Ri até as lagrimas com esta parte:
    “Dom Aloísio, como bom bispo brasileiro e fazendo jus às raízes (ou à falta delas) intelectuais dehonianas […]”
    kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk
    Na nossa diocese também temos como “grande liturgo” um dehoniano! Fazem jus aos padre “artistas”!
    Rezemos pelo clero!

    Ab

  14. Enquanto lia aquelas dezenas de comentários dos leitores do Fratres sobre sua experiência com a misssa de sempre,em muitos momentos me emocionei,e pensei: Certamente estes depoimentos repletos de sinceridade vão mexer com o coração do Bispo.

    Mas não,para minha surpresa,estava enganado.O que dizer das palavras do Bispo? Que no minimo foram palavras imcompreensiveis e secas.Muito boa a resposta do Fratres.REZEMOS PELA CONVERSÃO DOS SACERDOTES!

    Aproveito e deixo meu desejo de um FELIZ E SANTO NATAL a todos os irmãos e irmãs de fé do Fratres,extensivo aos seus familiares.

    Fiquem com Deus.

    Em Cristo,
    Flavio.

  15. Eu ri quando li que o novo rito teve ” uma longa evolução” desde o início do século 20!E afirmar que a nova forma da missa foi fruto do movimento litúrgico foi um tiro no pé : o movimento litúrgico foi animado por um espírito de ruptura e de arqueologismo o mesmo condenado por PIO XII.Dom Roque não sabe do que fala , tendo sua fala repercussão negativa entre os que amam a missa na forma antiga , tentou desdizer e fazer de conta que não disse o que disse ; tentou corrigir , falou e não disse nada.Estou cansado de tantos Bispos de faz de conta que fingem pastorear mas estão mais preocupados com seu prestígio e poder.Se os bispos são os liturgos máximos nas Dioceses por que então a situação é tão precária ? Culpa dos Bispos é claro mas se vc disser isso muutos vão dizer que estás alimentando cismas…o engraçado nisso tudo é que os Bispos podem desobedecer o rito latino , o missal , o Concílio , o Papa e n[ós não podemos dizer que ele erra por que somos acusados de cisma…e o pior de tudo é quando dizem que o Papa não sabe do que acontece aqui no Brasil ou então sabe mas nada pode fazer : ora será que Deu faria alguem Papa que nada pudesse fazer pela Igreja ?A verdade é a seguinte – Roma tem culpa nisso tudo , os Papas tem culpa nessa crise toda , por que podiam fazer alguma coisa e nada ou pouco fizeram ….mesmo Bento XVI : liberou a missa tradicional mas nomeia Bispos progressistas para Dioceses importantes , eleva padres progressistas a Bispos , não pune os heréticos, etc.Mas para lguns tudo vai bem : a Igreja vive a primavera do CV II!Viva o CV II então , nós é que estamos errados – não há crise nenhuma na Igreja!

  16. Recordemo-nos do que disse S. João Crisóstomo: “O inferno está calcetado com os crânios de Bispos”. Seria compreensível a reação do arcebispo se se deparasse com pessoas interessadas em desviar a religião para preceitos humanos. Anatema Sit. Se estivéssemos pregando ou solicitando um evangelho diferente, uma novidade, um modismo, o retorno de uma liturgia suprimida pela Igreja, seria o caso de sermos rechaçados desta maneira.

    Mas não. Pedimos o mesmo alimento que a Igreja nutriu os fiéis por séculos e séculos. Pedimos o retorno às antigas fidelidades, pedimos coerência, pedimos transparência, queremos a verdade das coisas.

    Ninguém aqui veio propor que se deitassem abaixo os dogmas, que se aderissem a idéias anticatólicas, que se relaxasse moralmente, mas fomos tratados como inimigos.

    Jesus Cristo que era Deus se ajoelhou e lavou os pés dos seus discípulos, e o arcebispo de Uberaba reserva para quem a mansidão e a misericórdia? O senhor sabe, o senhor viu as multidões de padres que debandaram após o concílio, a multidão de religiosos que abandonaram o hábito, o senhor viu e vê seus confrades incensarem ao marxismo da Teologia da Libertação, aos escândalos sexuais, à histeria romântico-protestante do carismatismo, ao papelão promovido pelos padres galãs, cantores, aventureiros, mundanos em tudo pior do que qualquer leigo.

    A Igreja nunca perdeu tanto prestígio, tanta influência, como nos últimos 50 anos. É uma casa condenada ao desabamento, se vista aos olhos humanos. Paulo VI foi certeiro ao dizer que a fumaça de Satanás entrou de alguma maneira na Igreja. Constatar o desprezo da esmagadora maioria do episcopado ao que sempre foi praticado na Igreja, a sua sanha em apagar, em arrancar da alma dos fiéis o que sempre foi e permanece sagrado só tem uma resposta. Satanás.

    O Concílio Vaticano II virou um trampolim para que se saltasse em direção a um novo deus todo-poderoso: o EGO. Seus textos elásticos possibilitam serem interpretados segundo o ego de cada um, a partir daí pode-se ser teólogo da libertação, protestante, liberal, conservador, ou o que mais se desejar, e todos são sempre unânimes em defender o mesmo concílio como respaldo de seu cesaropapismo.

    Muitos há que permitem todas as torpezas em nome da obediência, ou nada fazem para impedi-las, por achar que, sendo obedientes, a culpa cairá somente sobre seus superiores. Pobres diabos! Quem poderá enganar a Deus, que tudo vê? Como justificarão sua malícia em permitir o mal a pretexto de apenas cumprir ordens, como se Deus houvesse criado autômatos, ao invés de seres humanos capazes de discernir e praticar o certo e o errado?

    Digo o mesmo que Pio VI, quando se dirigiu ao conde de Kaunitz: “Sois já bastante velho, príncipe, e não vos sobra muito tempo para vos emendardes!”.

  17. O Papa João Paulo II certa vez falou em um cisma silencioso. Os bispos simplesmente não querem mais estar em união com o Papa, obedecendo-o. Preferem suas próprias ideias e fazem parecer que a união com o Papa consiste somente em colocar a foto de Bento XVI na sacristia e em mencionar o Papa no Cânon. Que a Santíssima Virgem interceda por nós ao seu Filho para que a crise na Igreja seja superada e que triunfe a fé pura e católica!

  18. Quando li os comentários dos leitores que seriam enviados ao bispo – e os li todos – me pareceu claramente que havia apenas duas saídas possíveis para o bispo:
    – não ler nada, ignorar as razões dos leitores e se agarrar às suas fantasias conciliares ou;
    – ler e acabar se convencendo que a Missa Tridentina é a verdadeira missa católica, ‘correndo o risco’ – altíssimo, diga-se – de acabar se convertendo !!! SIM, ISTO É O QUE ACONTECERIA SE o liturgo TIVESSE LIDO PELO MENOS OS COMENTÁRIOS DE Ana Maria Nunes e Felipe Leão (sem desmerecer nenhum outro).
    Por isso eu digo: ele não leu nada!!!
    Se tivesse lido sua resposta não teria sido tão arrogante.
    Se tivesse lido, até mesmo a soberba de um liturgo-de-uberaba cederia lugar à comoção e é impossível que ele saísse indiferente a estes depoimentos.
    Se tivesse lido, haveria o ‘risco’ – real e iminente – de ele se converter à Fé da Igreja de Cristo e renunciar à sua fé modernista na “outra” igreja que falava Corção.
    E ele não quis correr este risco.

  19. “Sustentamos e exercemos o direito de arguir e solicitar que ele seja obediente ao mandado de guardar íntegra a Fé que recebeu, nosso único objetivo com este post.”
    .
    Caríssimos,
    Eis aí resumido o cerne do problema: …”que ele seja obediente ao mandado de guardar íntegra a Fé que recebeu”…
    E o que será que ele “recebeu”?
    Será que o arcebispo não estaria – a seu modo – sendo sincero e guardando integramente aquilo que recebeu?

  20. Dom Roque renova a abertura de sua Arquidiocese ao rito tridentino, cabendo a quem o queira sem o motivo da crítica ao Vaticano II solicitar a “Missa de sempre”. Poderiam pedir a ele que a celebre. Afinal, ele é o liturgo máximo e, portanto, quer reconhecida a comunhão com o bispo diocesano. Poderiam recorrer, para cerimoniar, a quem já ajudou na celebração da Missa tridentina em outros lugares, como o Pe. Almir, da Fraternidade São Pedro, que o fez em Belém, ou recorrer à Administração São João Vianney. Não deve ser tão difícil. O arcebispo abre uma possibilidade fazendo-o por escrito. Nas entrelinhas parece-me que ele, no fundo, gostaria da Missa tridentina em sua Arquidiocese.

  21. Achei que ele ficaria sensibilizado com os comentários, mas n ficou e nem podia, vamos ser sinceros: essa raça está acostumada com leigo fazendo tudo na Igreja, imagine se com essa idade ele perderia tempo em ensinar o que n ACREDITA mais! Ora ele mesmo disse que a Missa é ‘seca’ (sic). Levamos mais uma paulada dos seguidores do CVII que é sim dogmático, cujo dogma é: falta de vergonha na cara!

    Ah, e tem mais ôoo arcebispo, sou Mineira e tenho vergonha da baixa qualidade do clero no meu estado!

  22. Sobre a expressão “colocado contra a parede” o leigo n pode dizer isso. Masmasmas ultimamente só há sucessores de judas ….

  23. Com essa resposta do Bispo eu só posso levantar minha faixa de torcedor que diz: I already knew it!

  24. Quanta caridade do pastor pelo rebanho…
    Quem é mesmo o pai da mentira, Excelência?

    ****

    Em princípio, sempre quero pensar que pode ser um problema de formação, de desconhecimento, de ignorância, etc. E que, se apresentarmos a verdade, ela vai brilhar e vai imediatamente operar seus efeitos, isto é vai ser reconhecida na mesma hora, como deveria ser. Mas não, não é assim. É um rechaço deliberado e consciente. A resposta de sua excelência me faz pensar que ele sabe o que combate e não quer nem saber de ouvir a verdade. Por isto esta resposta com uma indisfarçável irritação.

  25. Tecnicamente, vocês quiseram argumentar ignorando totalmente o CVII. Foi um erro.

    Outro erro do autor do artigo foi presumir que o artigo do dia 19/12 fosse uma resposta a um email do dia 20/12.

    Discordo em vários pontos de D. Roque e a não aplicação do Motu proprio na Arquidiocese de Uberaba é um destes, mas temos que saber debater.

  26. L. A. Tavera,

    você poderia disponibilizar, se não a mensagem enviada ao bispo, ao menos as fontes que você utiliza para a sua refutação? Gostaria de me aprofundar mais nesse tema, mas não sei bem por onde começar. Grande abraço!

  27. O sorriso é um tanto irônico, não?

  28. Meus cordiais e sinceros parabéns ao fratres pela resposta, oxalá que surja muitas outras desse nível. Agora mudando um puco de assunto , acho que quando nos referirmos a Jesus, não devemos dizer menino jesus e sim por exemplo Ó Jesus que foste menino tendo em vista que o menino jesus não existe mais , a imagem tem como finalidade apenas recorda o fato e só.

  29. Não é dessa diocese o tal Padre Fábio de Melo?
    E falando neste, já viram a nova: “Revista gay elege padre Fábio um dos mais sexy do mundo.”. (http://br.omg.yahoo.com/noticias/revista-gay-elege-padre-f%C3%A1bio-um-dos-mais-sexy-do-mundo.html).
    Podem esperar que mais absurdos virão. Há muito tempo que não dúvido de mais nada desse clero. É como disse Nossa Senhora de La Salete:

    “Os sacerdotes, ministros de meu Filho, os sacerdotes, por causa da sua vida má, pelas suas irreverências e pela sua impiedade ao celebrar os santos mistérios, pelo amor ao dinheiro, o amor às honras e aos prazeres, os sacerdotes converteram-se em cloacas de impureza. Sim, os sacerdotes provocam a vingança e a vingança pende sobre suas cabeças.”

  30. De vez em quando eu tento ser respeitoso com as serpentes mas, elas não negam o seu “instinto…” Todos nós tratamos este bispo com consideração e respeito mas as “cobras” do cvII não negam o seu !Instinto…” Eu como todos os outros o trarei por:Sua Excelência Reverendíssima quando sei que estou a me dirigir a gente do cvII e eu não deveria ter chamado “urubu de meu louro”. Temos que dá “nome aos bois”. Se se dão ao respeito, respeito merecem. O caso é que não se dão ao respeito e não nos respeitam também. Essa estória de “grande liturgo” é “balela” Vestes talares, batina mitra, solidéu, barrete episcopal viraram “roupa de festa”, ou look para com cinismo no rosto serem fotografados e debocharem de nós. O que não falta no clero atual é a “herança de Judas” com o cinismo estampado na cara. Essa gente age como se ainda esperasse o Messias!

  31. Fiquei surpreendido com a faixa etária dos que responderam ao “Bispo”. Este sim deve ser o grande ponto de apoio da nossa luta. Peço a Deus Nosso Senhor que estes moços e moças tenham estrutura e coragem para desafiar estas víboras diocesanas.