As “esquisitices” litúrgicas do caminho neocatecumenal.

Por Oblatvs

Relato um fato ocorrido não faz muito tempo.

Num encontro de bispos, os excelentíssimos prelados conversavam com informalidade sobre uma infinidade de temas quando um bispo tradicionalista – são tantos no mundo que se torna praticamente impossível identificá-lo – começou a discorrer sobre as “esquisitices” litúrgicas do Caminho Neocatecumenal.

Alguns de seus colegas ouviam a tudo com indisfarçável contrariedade, sem, entretanto contrariá-lo. Bispos educados não contrariam uns aos outros – na presença!

Tão logo o bispo que criticava a missa à la neocatecumenato deixou o grupo, um dos bispos contrariados com os comentários – fiel ao princípio de só contestar na ausência – emendou, arrancando risadas dos demais: “Vejam quem fala: quem celebra a missa antiga criticando as esquisitices dos outros”.

Pois é, meus amigos! Há quem considere a liturgia bimilenar da Igreja um amontoado de esquisitices. E pior: há quem julgue as práticas litúrgicas neocatecumenais meras esquisitices. Não é o caso do bispo tradicionalista; ele quis apenas ser elegante.

As missas neocatecumenais estão eivadas de práticas heterodoxas que refletem uma doutrina heterodoxa – também estou sendo elegante; o nome apropriado é outro.

Fiquei muito confortado em saber que o Santo Padre não haverá de sancionar tais práticas, como se ouvia dizer. Se a informação de Francisco de La Cigoña estiver correta (No, you can’t), as práticas litúrgicas neocatecumenais continuarão a ser o que são, ou seja, práticas ilícitas, não importando quem celebre suas missas, sejam cardeais, bispos ou sacerdotes.

A aprovação dos “ritos” neocatecumenais na missa andaria na contramão da reforma da reforma litúrgica posta em marcha pelo Papa Bento XVI, a quem muitos querem ver substituído por um mais camarada.

Devemos aguardar mais alguns dias para comemorar a vitória da Sagrada Liturgia, que nunca foi um amontoado de esquisitices, menos ainda a que nos foi legada pela tradição multissecular da Igreja.

5 Comentários to “As “esquisitices” litúrgicas do caminho neocatecumenal.”

  1. Muito bom o texto.

  2. “Não é o caso do bispo tradicionalista; ele quis apenas ser elegante”. Daqui há pouco será elegante comparecer a um culto protestante, a um terreiro de macumba, etc. Tudo fruto do ecumenismo do CVII. Se fosse na época da Inquisição teríamos muitos hereges na fogueira.

  3. Sr. Sergio, uma coisa aprendi na vida! Nunca criticar o que não conheço. Estude sobre o Caminho Neocatecumenato, para poder ver se ele cabe ou não nesse eu comentário que o Senhor fez. Não sou desse movimento, mas conheço pessoas que são, e eles não diferenciam em nada do meu catolicismo… Paz e Bem!

  4. A EUCARISTIA do Caminho Neocatecumenal não difere em nada da EUCARISTIA (ou Missa) que se celebra na Paróquia, a não ser o momento das breves experiências pessoais ligadas à Palavra de Deus proclamada (“ressonâncias”), os pedidos particulares apresentados, logo em seguida às PRECES oficiais de toda a Igreja, o ÓSCULO DA PAZ logo após a “Oração dos Fiéis” e a Comunhão sob as duas ESPÉCIES, tudo já devidamente aprovado pela Santa Sé. Ademais, as orientações que recebemos é sempre de entrarmos em obediência incondicional às orientações da Igreja e em comunhão com o PAPA, com o Bispo Diocesano e com o Pároco. Onde está a “esquisitice”? É esquisito obedecer?

    Aparecido A. Ragazzo.

  5. Aparecido disse exatamente o que ia dizer. Faço suas as minhas palavras. Não consigo entender o que se considera esquisitice numa missa (eucaristia) do Caminho.