Pela obediência ao Motu Proprio e pelo fim dos altares indignos: carta de Dom Mario Oliveri a seu clero.

Iniciávamos esta tradução quando um futuro sacerdote de Deus Altíssimo fez a caridade de no-la enviar, prontinha! Deus lhe pague, amigo!

Trata-se de uma carta de Dom Mario Oliveri, bispo de Albenga-Imperia, a seu clero diocesano. O ordinário italiano é já um velho conhecido de nossos leitores, que tiveram várias [em ordem cronológica: 1, 2, 3, 4 e 5] oportunidades de lê-lo por aqui.

Em primeiro lugar, Dom Oliveri pede que seus padres respeitem e obedeçam ao Motu Proprio Summorum Pontificum. E o senhor bispo é claro: “As reações negativas ao Motu Proprio e às indicações teológicas e práticas do bispo são quase sempre de carácter emotivo e ditadas por um raciocínio teológico superficial, isto é, por uma visão “teológica” mais bem pobre e míope…”.

A referência que Dom Oliveri faz à “Tre Giorni del Clero” diz respeito a um encontro dos sacerdotes da diocese de Albenga-Imperia, em 2007, no qual Sua Excelência solicitou o “reeordenamento dos presbitérios”; neste, dentre outros aspectos, previa-se a remoção dos “altares-mesas” (página 26 em diante), “não pouco dos quais verdadeiramente indignos de ser o centro da ação litúrgico-divino-sacramental”.

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15 Responses to “Pela obediência ao Motu Proprio e pelo fim dos altares indignos: carta de Dom Mario Oliveri a seu clero.”

  1. O assunto que apresento diz respeito aos temas anteriores, isto é, à discussão sobre o Vaticano II. Apresento de forma muito singela o seguinte:

    Na LITURGIA DAS HORAS (oração oficial da Igreja para bispos, sacerdotes, religiosos, leigos…), no ofício das leituras da quarta-feira da 2ª semana comum, há um trecho da Lumen Gentium (2.16). Está escrito aí, por exemplo, que os muçulmanos “adoram conosco o Deus único”.
    Ora, o Corão afirma que Jesus não é Deus (5:17,72) e não é filho de Deus (9:30). Nesse mesmo capítulo, o Corão expressa o desejo de que Deus combata os que dizem que Jesus é Filho de Deus.
    E agora? Nós adoramos a Santíssima Trindade. Será a mesma coisa?

    E no sábado da 3ª semana comum, um trecho da Gaudium et Spes (n.18-22) diz que a esperança da ressurreição vale para os cristãos e vale também para todos os homens de boa vontade.
    Pois é. Então Cristo está equivocado ao dizer, por exemplo: “ninguém vai ao Pai senão por mim”; “se não nascerdes de novo, não entrareis no reino dos céus”.

    E depois diz que o Espírito Santo oferece a todos os povos a possibilidade de se salvarem.
    Respondam-me: Não estaria aí justificado o pentecostalismo e todas as suas gritarias? Quer dizer, os próprios documentos do Vaticano II rompem com a unidade Cristo-Igreja, sacramentos, etc.

    Confusão completa.
    É assim que bispos, padres, religiosos e leigos que rezam a Liturgia das Horas aprendem o falado RELATIVISMO religioso e as heresias.

    Fora o que dizem os teologuinhos com suas interpretações que sempre vão além da heresia.

    Repito: dois textos do Vaticano II, lidos na Liturgia das Horas (oração oficial da Igreja), completamente confusos, desorientadores. Fora o resto.

    pe. aldo

  2. Somente uma voz dentro de um Costa Concórdia que já foi a pique.
    Seu capitão já deu no pé, os poucos cadáveres que ainda insistem em ficar, não mais ouvem comando nenhum, atolados na areia da cegueira e no lodo do comodismo, quem sabe um dia?
    Tal como esqueletos ressucitados, venham à tona e aí sim se deem conta da canoa furada que embarcaram.

  3. Engraçado que Dom Mario Oliveri é bispo desta diocese desde 1990 e, pelo que puder pesquisar, apenas depois do Motu Proprio ele veio enfrentar seu clero mais progressista, clero aliás formado em seu governo. Consiga Nossa Senhora graças para que outros bispos (porque certamente existem outros) tenham coragem de assumir uma postura pública a favor da tradição litúrgica da Igreja.

  4. Poxa vida! Reclamam de tudo! Se o bispo fica quieto, reclamam. Se o bispo depois de anos e anos resolve se combater o modernismo, reclamam porque ele não fez isso antes, reclamam que ele formou o clero, reclamam, reclamam, reclamam. Assim fica impossível não é mesmo?

    Pobre FSSPX, seu importante nome é jogado na lama pelo excesso de retórica dos leigos! Sem mais!

  5. Sim Ferreti, e tenho simpatia por ele! Mas fico incomodado de ver as pessoas reclamarem de tudo! Parece que ninguém presta, que ninguém pode começar a combater o modernismo sem receber alfinetadas ou coisa pior.

    Todos pedem a conversão do clero modernista, mas quando um, ou dois, ou três, resolvem abrir os olhos para a Tradição, são criticados? E pior, os críticos, os versados na “retórica de momento”, levam o nome da Fraternidade pro buraco!

  6. Salve Maria, Eduardo.

    Eu não reclamei, apenas fiz uma observação. Fico muito feliz com bispos assim, e rezo para que surjam cada vez mais e mais. A crise da Igreja só pode ser enfrentada pelo Papa e pelos bispos. Minha intenção com o comentário soi apenas enfatizar que, indiscutivelmente, novos tempos se respiram na Igreja sob o reinado de Bento XVI. Desculpe-me se me fiz entender mal.

    E rezamos pela Igreja, pelo Papa e pelos bispos!

  7. Ferretti se você me permite fugindo do assunto em epigrafe, gostaria de fazer um pergunta ao Padre Aldo ou a qualquer leitor que saiba, onde encontro liturgia das horas anterior ao CVS?

  8. “Liturgia das Horas” é o nome que Paulo VI deu ao seu novo “breviário”.
    Qualquer breviário antes de 1960 é bom.
    Os melhores são os anteriores as reformas de Pio XII.
    Procure por Breviário, e não por “liturgia das horas”.

  9. Sergio Menezes, Salve Maria

    Parabéns por elucidar seu raciocínio, quando eu li o q vc escreveu, pensei q fosse tbm uma reclamação, realmente as vezes encontra-se comentários que passa a impressão que nada presta,tem gente que acha que a volta da Igreja de Sempre vai ocorrer de uma hora para outra e se esquece que toda caminhada começa pelo primeiro passo, exigem um Papa ortodoxo e se esquecem que em Fátima foi revelado que retorno será feito por um Papa “cambaleante”.

    sem mais,

    Durval.

  10. Caro Roberto Santana.

    Perdoe-me, mas os melhores breviários são justamente os que foram editados depois das reformas de Pio XII e entes das de João XXIII. Fui monge beneditino no Mosteiro da Santa Cruz e em Bellaigue. No primeiro mosteiro usávamos os breviários anteriores a Pio XII por isso precisávamos toda hora de “suplementos” para festas como a Assunção de Nossa Senhora, festa de São Pio X dentre muitas outras. Os Breviários pós Pio XII são também os que a FSSPX adota para seus padres.

  11. Prezado Fábio A.
    Os missais com as reformas, ou melhor, com novas traduções feitas no ponticado de Pio XII, conhecidos como “os Saltérios de Bea ” ou “o Breviário de Bea”…, não são melhores que os de PioX por conterem as festas da Assunção ou a festa de São Pio X.Isso, tal como o Missal, pode ser facilmente resolvildo com suplementos aprovados e publicados por Roma.
    E o fato da FSSPX usá-los, também não os torna melhores, semelhante caso com o Missal de 1962…

    Meu caro Fábio, o problema maior seria a perda e a confusão que causa quando comparamos as traduções do Breviário de Pio X, tirado diretamente da Vulgata de São Jerônimo e o Breviário idealizado pelo Bispo Bea, na época acho que ele ainda não era cardeal, que foi tirado da bíblia em hebreu.
    Note que até mesmo João XXIII, que queira ou não queira, era um amante do latim, se recusa usar a nova tradução e por incrível que pareça as revisões feitas mais tarde são traduções mais conservadoras e fiéis a Vulgata.

  12. Em:
    Os missais com as reformas, ou melhor…

    Digo:
    Os breviários com as reformas, ou melhor…

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