O que é um tradicionalista?

O Tradicionalismo é uma Afirmação.

Por Irmão André Marie | Tradução: Fratres in Unum.com

A pequena aldeia de Villatalla, na diocese italiana de Albenga-Imperia, onde os Beneditinos da Imaculada vivem e onde o pequeno campanário ainda convoca as pessoas para assistir à Missa Tradicional em Latim.

A pequena aldeia de Villatalla, na diocese italiana de Albenga-Imperia, onde os Beneditinos da Imaculada vivem e onde o pequeno campanário ainda convoca as pessoas para assistir à Missa Tradicional em Latim.

Uma das coisas mais importantes que uma pessoa tem é a identidade. Isso explica porque os nomes são tão importantes para nós. Adão recebeu poder para designar as coisas no Jardim do Édem, mostrando que ele tinha domínio sobre o restante da criação, incluindo Eva, a quem nomeou. Quando uma criança descobre que um grande animal de olhar estranho tem um nome, ela encontra conforto neste fato, e se o papai pode identificá-lo, a coisa não deve ser tão terrível. Ela é conhecida.

Os católicos tradicionais, ou tradicionalistas, designam a si mesmos dessa forma por causa de sua adesão às tradições da Igreja; uma vez que eles o fazem em vista do abandono em larga escala daquelas tradições por parte da hierarquia, assim como clero e fiéis, este é o motivo pelo qual a expressão “católicos” nem sempre é suficiente, embora devesse ser. Além desse conceito muito genérico do que é o tradicionalismo, há compreensões múltiplas e discrepantes do que exatamente define a identidade do tradicionalista. Evitando um dogmatismo rígido onde a Igreja não nos deu ainda uma definição dogmática — precisamos estar preparados para morrer pelo dogma católico, porém não por nossas próprias opiniões — gostaria de considerar o que o tradicionalismo é em sua essência.

O contraste clareia a mente, então começarei com o que o tradicionalismo não é. O tradicionalismo não é uma negação. Ele não é uma recusa. Ele não é um apontar de dedos seguido de “você está errado!”. Existe um nome para essa ideologia: protestantismo. O protestantismo não é um conteúdo, mas sim um anti-conteúdo. Ele não é uma afirmação, mas sim uma negação.

Certamente, o católico deve concordar com as condenações da Igreja, bem como com as suas definições, mas uma existência de condenação é contingente a duas coisas: a verdade que veio primeiro, e um erro que nega a verdade. Em outras palavras, uma condenação, embora boa e necessária, somente surge porque algum vilão (talvez o próprio Satanás) elaborou uma negação da verdade de Deus. Mas a verdade de Deus chegou primeiro.

Os textos do Concílio de Trento nos dão uma ilustração disso. Trento afirma a verdade católica em seus decretos, que são textos comparativamente longos que explicam a doutrina católica em detalhes. Ao final daqueles decretos de rico conteúdo, em seguida, o Concílio condena os diversos erros em seus breves cânones.

Assim, a curta resposta à pergunta referente à identidade do tradicionalista é que ele é um católico que afirma as verdades dogmáticas, os ensinamentos morais e às tradições litúrgicas da Igreja. Isso é substancial e primário. O fato de agir assim em face de oposição, não somente do mundo, mas de outras pessoas que se chamam católicos, é secundário e acidental. Não vamos inverter a ordem, se não permitiremos que o inimigo imponha a nossa identidade.

Uma palavra sobre a busca por uma identidade: acredito que isso seja algo muito moderno, um produto da falta de raízes da cultura moderna, que nos serve a partir de nossas tradições, nossa terra e nossa gente. A modernidade nos homogeneíza, efetivamente desenraizando costumes e culturas locais. O católico é um membro da Igreja universal, mas ele não é um cidadão do universo por causa disso. Ele está localizado, e seu encontro com a Fé está no contexto de lugar, idioma e costume. Um católico do século quatorze na França e seu correligionário do quarto século no Egito possuíam a mesma fé, moral e religião (com padres, bispos, Missa, sacramentos, etc.), mas a variedade de idioma, ritual e costume era grande.

Isso é como deveria ser. Recebemos a fé em nível local. Nós a vivemos em nossas famílias. Nós a pronunciamos em nossos idiomas. Nós a praticamos no prédio daquela igreja, com as pessoas daquela comunidade. (A noção italiana de campanirismo e a concepção Carlista de fueros são expressões culturais e políticas dessa realidade.) A vivência da fé verdadeira é o que produz uma cultura católica, e essa cultura é o que deve impressionar por si mesma nossos jovens, formando as suas convicções, inspirando as suas ações, comandando as suas reações. Uma identidade – genuína, em todo caso – é formada dessa maneira orgânica. Nós não as colocamos e retiramos como um aluno de faculdade indeciso faz com sua carreira universitária. Isso é o que o homem moderno, sem raízes e sem descanso, faz, e essa é uma das causas de sua insanidade.

Em nossos dias, é claro, a Fé não está sendo vivida em lugares onde habitualmente estava. Os campanários italianos, que proporcionam àqueles que os ouvem um sentido de lar, ainda soam, mas freqüentemente anunciam o oferecimento de uma liturgia bizarra, a pregação de uma doutrina aguada e uma religiosidade de conformidade aos padrões do mundo. Assim, o campanirismo, “espírito do campanário”, não representa totalmente o que fazia outrora. E isso vale para outros lugares na Igreja universal. Assim, essa é a razão pela qual os tradicionalistas viajam, às vezes grandes distâncias, para ouvir uma Missa tradicional, com a catequese e a cultura que a acompanham.

Mas ainda podemos fazer muito para viver a Fé em nossas famílias e nossas comunidades. Ao fazê-lo, devemos resistir à tentação de transformar o tradicionalismo em uma ideologia, uma reação ou uma negação do que as outras pessoas fazem. O tradicionalismo é aquilo que somos, aquilo que sabemos, e aquilo que fazemos. Aqui, então, catalogaremos algumas das coisas que os tradicionalistas afirmam ou devem afirmar:

Afirmamos o credo católico em toda a sua integridade.

Afirmamos que a Igreja Católica é a única esposa de Cristo, e que a sua Fé e a sua religião são os únicos caminhos divinamente revelados para se acreditar e servir ao Deus vivo. Conseqüentemente, a Igreja Católica é o único caminho para a salvação.

Afirmamos que a verdade divina é atacada por inimigos da Igreja de Deus, e que os fiéis devem “pelejar pela fé, confiada de uma vez para sempre aos santos.” (Judas 1, 3).

Afirmamos a constituição sobrenatural da Igreja, a hierarquia natural da família e o domínio de Cristo Rei na sociedade. Na medida de nossas possibilidades, trabalharemos para preservar ou restaurar essas coisas em nossas próprias famílias e comunidades; porque o mundo, a carne e o demônio estão minando esta ordem estabelecida por Deus.

Afirmamos que o louvor público de Deus pela Igreja e sua liturgia nos foram entregues com grande cuidado por nossos pais na Fé. Isso foi feito em uma bela variedade de ritos. É errôneo jogar fora esses tesouros de séculos de desenvolvimento cuidadoso sob a proteção do Espírito Santo. Assim, nós os praticaremos, honraremos, amaremos e ensinaremos aos nossos filhos.

A resposta autêntica ao mal é uma vida de virtude e santidade cristã, que nada mais é do que a resposta fiel à vocação básica (o chamado batismal à santidade), vivida de acordo com o modo da “vocação secundária” (ou seja, sacerdócio, vida religiosa, matrimônio, o celibato no mundo).

Há muita coisa obscura e má na vida, mas se optarmos por permitir a nós mesmos sermos consumados por essas coisas, então, que vergonha. São Paulo observa que o que perdemos em Adão é muitíssimo superado por aquilo que ganhamos em Cristo (cf. Romanos 5: 15 seg.). Não é necessário ter Fé para ver a maldade e o desespero; eles são óbvios demais aos sentidos. A grande maravilha é a quantidade de bem que realmente existe, e para ver isso é necessário ter Fé: a água regenerando pecadores como filhos de Deus e herdeiros do Céu, o Próprio Deus descendo em nossos altares nas aparências de pão e vinho, o Evangelho sendo pregado aos pobres.

E o próprio Evangelho, Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo! Esta é a “Boa Nova”: Boa, porque procede do bom Deus, e nova, porque precisa ser dita.

Temos um tesouro na liturgia tradicional da Igreja. Também temos grandes comentários sobre ela, nenhum melhor do que o Ano Litúrgico de Dom Gueranger. Também temos a Sagrada Escritura, os escritos dos Padres e Doutores, e os grandes monumentos intelectuais e artísticos da cultura católica que nasceram com as sociedades cristãs. Tudo o que temos, mais o Próprio Deus, os Anjos, os Santos, e a promessa de glória futura se perseverarmos! E não nos esqueçamos que temos Nossa Senhora, a Causa de Toda a nossa Alegria.

Se, com tudo isso, precisarmos sair em busca de uma identidade, ou defini-la em termos puramente negativos contra alguma outra classe de pessoas, então, realmente, não temos idéia alguma sobre o que seja a Tradição.

15 Comentários to “O que é um tradicionalista?”

  1. Belo texto. Pena que a maioria do clero não exerga mais a Igreja dessa forma.

  2. Um belíssimo texto, do qual especulo uma consideração.

    Então todos somos tradicionalistas, porque seria no mínimo estranho que um católico autêntico negasse qualquer das afirmativas postas no texto do Irmão André Marie.

    – Espere um pouco, João, dirá alguém. Não é inteiramente verdadeiro isso. Afinal de contas há muito que o dogma do Concílio de Latrão constante da segunda afirmativa, já foi abandonado. Não se diz mais “Extra Ecclesia Nulla Sallus” como se falava antanho. Deus ficou mais eclético.

    Realmente, não se fala mais. A Igreja Católica como único caminho para a salvação ficou relativizado, neste século totalmente relativizado. Hoje mesmo ouvi a afirmativa de um evangélico, enquanto aguardava o sinal de trânsito abrir, que “Deus é um só”.

    Se Deus é um só deveria haver uma única Igreja, poderia eu ter respondido se o semáforo não me tangesse à frente bem naquele instante. Entretanto, há tantas, e por força deste raciocínio simplista quanto errado, Deus estaria em todas. Ou não estaria em nenhuma, como querem outros tantos, afirmando que religião não é “placa”.

    Para usar o termo do articulista, isto é obra de “algum vilão”. Verdade. Só um vilão poderia ter desautorizado esta verdade tão antiga com tal maestria e ensejando que muitos aceitem com naturalidade que Deus não fundou uma igreja, mas uma rede delas. E que independentemente desta plêiade, pode ser encontrado com o mero dobrar de joelhos.

    Onde estaria este vilão? Em que quadra de nossa História?

    Quem permitiu que esse vilão entrasse pelos pórticos de nossas Igrejas e autorizando o mais autêntico devoto a também afirmar que Deus está aqui ali e acolá, e todos os caminhos nos levam ao céu da mesma forma que todos nos levam a Roma?

  3. A confusão é tamanha que mesmo entre os que se definem “tradicionalistas” é raríssimo encontrar dois que concordem em tudo.

    É só olhar a divisão que existe no próprio Brasil, onde muitos que defendem a Tradição se preocupam mais em encontrar erros nos demais que a defendem, do que em se unir para atacar os verdadeiros inimigos.

    Nenhum reino dividido contra si mesmo pode subsistir.

    Honestamente, essa é uma das minhas maiores preocupações. Se não há ninguém que concorde 100% comigo em matéria de Fé e Moral Católicas, seria eu o único guardião da Doutrina Santa e Imaculada? Mas por que Deus me sustentaria na Fé Verdadeira, justo a mim, o menor e mais miserável de seus filhos, abandonando os demais?

    Então, é certo que não sou eu o guardião da Fé Imaculada. Mas se não sou eu, quem é? E já que não sou eu, então devo concluir que a minha Fé está manchada. Onde devo encontrar a Fé pura e santa, se não consigo encontrar duas pessoas – sejam leigas ou eclesiásticas – que concordem plenamente entre si?

    Devo me voltar ao trono de São Pedro? Mas se o sucessor de Pedro se recusa a, de forma infalível, me ensinar o que devo crer, o que faço?

    Me resta ter em Maria, depois de Jesus, toda a minha Esperança.

    E não é que, no fim das contas, é a melhor e mais certa das Esperanças que nos resta?

    Amigos, confiemo-nos a Nossa Boa Mãe, e lutemos juntos contra o inimigo, que parece ganhar terreno a cada dia que passa. Não esqueçamos jamais que a vitória final pertence à Santa Igreja, e a todos que estiverem com ela!

    E me perdoem por desabafar um pouco. Rezo por todos vocês.

  4. A visão do tradicionalismo pela via positiva… que bonito. Fiquei bastante edificado!

  5. Caro João,

    A questão das “placas” por parte do protestantismo, é bastante reveladora. Todas as Igrejas fundadas por reformadores (e seus seguidores), não chegam nem perto de perto de expressar as notas da Igreja em seus nomes. Não existe de fato, nenhuma identificação entre o ser que define a Igreja e as “igrejas” que eles fundam. Aqui é onde se tem uma perfeita analogia ao paganismo: os protestantes criam “igrejas”, como os pagãos criavam deuses, ou seja, tal como eles chamavam divino as suas próprias criações (e ao que não era divino), os protestantes chamam Igreja ao que não é Igreja (mas as suas próprias criações). Então, sobra apenas um nome (ou uma placa) que por este jeito de expressar, se testemunha não ser o corpo de Cristo.

    Também reveladora ainda é a questão da liberdade religiosa tratada pelos Papas, onde não concediam o indiferentismo do Estado em matéria de religião. Para eles era inconcebível uma incapacidade do Estado, em não julgar e aderir a verdadeira religião. Bom, este Estado incapaz de julgar a verdadeira religião, se tornou o Estado Laico que também só vê placas. Quero dizer o testemunho protestante de que “placa de Igreja não salva ninguém”, no fundo é também o testemunho de incapacidade de julgar qual é a verdadeira Igreja, como se Cristo não tivesse fundado uma Igreja visível aos seus.

    Acrescente-se a isso que até o século XVI, as Igrejas que recebiam o nome de seu fundador ou de algum outro aspecto (como o doutrinário), era as Igrejas dos judaizantes, dos montanistas, dos sabelianos, dos arianos, dos nestorianos, etc, eram Igrejas de hereges, que a partir da reforma protestante, torna-se comum entre os “reformados”. Não acredito que os protestantes, sejam capazes de responder tais contradições. Realmente só podem dizer: “placa de Igreja não salva ninguém”….

  6. Que bom ser chamado tradicionalista se isso significar a fidelidade ao autêntico Magistério da Igreja e ao sua Tradição ininterrupta.

  7. Maravilhosa, abençoada e excelente a colocação do que é ser um tradicionalista. Defender a nossa fé pura, de forma pura! Deus nos abençõe e nos guarde sempre nesta direção, amém.

  8. Excelente! Maravilhoso texto! Guardar e amar o que recebemos.É tão simples! O problema é o coração inquieto do homem ávido por novidades,ai tudo isso que nos foi legado por verdadeiros gigantes se deixa de lado,se relativiza,já não serve mais como serviu no passado,tem-se que avançar,dizem estes homens de coração inquieto.

    Que estes homens de coração inquieto possam encontrar refúgio no coração de sempre de Nosso Senhor.

    Fiquem com Deus.

    Flavio.

  9. O problema é que no Brasil n recebemos a Fé de forma pura e sim com uma mistura de poeira e ecochatice. Se hoje NO Brasil uma pessoa n chegar e disser: vc está errado, vamos continuar a ver seminaristas virtuais em excesso e ano que vem vai multiplicar o número de blocos de carnadomal com Cristo e ntre coisas própria doi jeitinho brasileiro. Pq os ‘católicos’ bispos apoiam!
    Prefiro dar de cara com um tradicionalista que saiba o que é ser Católico com fundamentos a um bispo da nova evangelização do Vaticano.
    A meu ver o erro de alguns tradicionalistas é evidente: lê-se mais do que reza e jejua.

  10. Perfeitamente, GEDERSON, tanto não há identificação alguma que no fundo os próprios evangélicos envergonham-se de seus castelos de areia, amofinam-se de verem a cada dia uma nova “igreja de Deus” sendo aberta aqui e ali, sem mais delongas, entristecem-se por eles mesmos terem já mudado de uma “placa” para outra de acordo com o rumo do vento. Ou da cara do pastor.

    Por isso que muita vez quando perguntados a qual seita pertencem, saem-se com essa; ou essas, Sim, porque agora à “placa” ainda há de ser somada uma nova idiossincrasia: dizem que são “Católicos, Apostólicos, Cristãos”.

    Não romanos, afinal Roma é a “prostituta!!”. Até o nome da Santa Igreja o “vilão” está a copiar, veja você. Copiando e adaptando conforme as necessidades momentâneas.

    -.-.-.-

    FLAVIO TL, será verdade que o Santo Padre se recusa a ensinar-lhe de forma infalível no que deve crer?

    Mas onde ficam a Tradição, o Magistério da Igreja, os Dogmas?

  11. Ser tradicionalista é o que defendia o Pe. Fernando Rifan em seu livro “Quer Agrade, Quer Desagrade” (não sei se hoje o bispo Dom Rifan pensa o mesmo) como pode ser conferido no link http://ipsa-conteret.blogspot.com/2012/01/tradicao-conceitos-claros.html ou então no trecho abaixo:
    “Como a Igreja Católica não é só de hoje, ou de 30 anos para cá, mas é de ontem, de hoje e de sempre, a conclusão lógica é que a Tradição é algo essencial à Igreja Católica. Tradicionalismo não é um partido ou um movimento dentro da Igreja: é o catolicismo como tal. E único. Ser católico fiel a Tradição, ou tradiconalista, não é um dos modos de ser católico; é o único modo de ser católico. Aliás, dizer católico tradicionalista vem a ser até um pleonasmo, uma repetição que nem se precisa dizer, mas que hoje se faz necessária já que muitos hoje se dizem católicos mas rejeitam a Tradição multissecular e perene da Santa Igreja, e por isso já não são mais verdadeiros católicos de fato.

    Mas há vários modos de ser ou se tornar católico tradicionalista:

    Tradicionalista por saudosismo: saudade do passado.
    Tradicionalista por sentimento: “eu me sinto melhor assim!”
    Tradicionalista por tradição: avós, pais, família…
    Tradicionalista por simpatia: “eu me simpatizo com a Tradição e tenho amigos lá…”
    Tradicionalista por imposição: pais, família, namorada, emprego…
    Tradicionalista por obediência: pais, patrões, superiores…
    Tradicionalista por companheirismo: amigos…
    Tradicionalista por proximidade: “a igreja fica perto de minha casa…”
    Tradicionalista por política: para angariar votos…
    Tradicionalista por escândalo: escandalizado pelas loucuras que viu no progressismo…
    Tradicionalista por interesse: conseguir emprego, namorada, etc.
    TRADICIONALISTA POR CONVICÇÃO: por causa da doutrina e, em conseqüência, da liturgia tradicional, do respeito e da seriedade que a acompanham.

    É claro que, mesmo que se tenha vindo para Tradição por qualquer um dos modos acima, o único modo verdadeiro e digno deste nome é o último. Só por convicção pela doutrina é que você será um verdadeiro tradicionalista, isto é, um verdadeiro católico apostólico romano, da Igreja de sempre de Nosso Senhor”.

    (Ontem Hoje Sempre, Campos, abril-maio de 1999, nº 52)

  12. Já o conceito de irmão André parece de um pseudo tradicionalista. Nosso Senhor Jesus Cristo tomou em mãos um chicote para expulsar o vendilhões do templo e não ficou só em afirmações.

  13. Um texto que explica bem o tradicionalismo pelo viés otimista, do qual quero fazer parte.Não que a vida católica tenha que ser “sorrisos e sonhos”, mas seria interessante que tantos tradicionalista enxergassem o seu mal humor, o ranço ( é assim que se escreve?), o negativismo, etc.

    Ora, conhecer a verdade, mesmo sendo dificil, é um motivo de alegria! Ser Católico é ser feliz porque conhecer a Verdade ( Cristo!) e viver essa verdade ( Seguir Jesus e ser Cristão de fato!) é Alegria!Mesmo em meio à dor e às perseguições.

    A Ana está certa: muitos dos problemas acontecem por pessoas que ainda não estão buscando a Santidade como devia, e eu me coloco nesse meio.

    Abraços

  14. Falar num “católico tradicionalista” é usar de redundância, porque o católico tem que ser tradicionalista ou deixará de ser católico. “Católicos liberais” representam um terrível mal entendido, como tão bem demonstrou Monsenhor Lefebvre em seu livro “Do Liberalismo à Apostasia”. A pura, genuína doutrina católica é inesgotável, e invariável em sua essência, embora de riqueza infinita. Ela é alimento espiritual para toda a humanidade, como se diz da Eucaristia no pensamento medieval: “Summit unus, summunt mille, nec sumptus consummitur”.

  15. Caro Israel TL,
    Acolhemos, fraternamente, o seu desabafo. Mas pare um pouco para refletir. Sempre houve divisões que surgiram no seio da Santa Igreja nesses vinte séculos de história. Heresias, cismas, apostasias, antipapas. A Igreja sobreviveu às perseguições do Império Romano, às invasões bárbaras, ao cativeiro dos papas em Avignon, aos papas devassos da Renascença, à reforma protestante, ao Iluminismo ateu, ao Marxismo e Fascismo do século XX e, atualmente, a uma profunda crise pós-conciliar. Porém, nada disso maculou a santidade da Igreja. Ela é a esposa de Cristo. Ela nos conduz a verdade. Nesse mundo tão ateu, por vezes, a verdade nos parece uma ideia distante, relativa, mas não o é. Existe apenas uma Verdade: Jesus Cristo, a Sabedoria Encarnada e é a Santa Igreja que transmite essa Verdade de geração em geração há dois mil anos. Irmão, Sigamos a Tradição, o Magistério da Igreja, sejamos fiéis ao Santo Padre. Nesse caminho não há erro. Essa é a nossa esperança. Salve Maria Imaculada!