Dom Saburido, OSB. Como doem estas três últimas letrinhas!

Por Antonio Emilio Angueth de Araujo

Dom Fernando Saburido, OSB.

Dom Fernando Saburido, OSB.

Há que coisas que doem, doem até a alma. Um bispo da Igreja – um seguidor dos apóstolos, um indivíduo que após o nome tem um OSB, que já deve ter lido a Regra do Glorioso Patriarca São Bento – dizendo coisas que disse o arcebispo de Olinda e Recife, esta é uma coisa que faz doer a alma. Faz-nos rezar ainda com mais ardor em reparação ao Coração Imaculado de Maria e do Sacratíssimo Coração de Nosso Senhor.

O bispo recebeu a Medalha do Mérito Democrático Frei Caneca e fez um discurso, que em seu início elogia o patrono da medalha. Diz ele: “Com suas propostas liberais, narram os historiadores, Frei Caneca partilhava igualmente ideias republicanas e fazia parte da Academia do Paraíso, onde se reuniam os homens que, sob influência da Revolução Francesa e da independência dos Estados Unidos da América, alimentavam uma conspiração contra o jugo português.” Será que o bispo se refere àquela revolução que pendurou uma prostituta numa cruz em pela Notre Dame, que proclamou a Constituição Civil do Clero, que invadiu mosteiros e conventos, que matou padres e freiras aos magotes, que instituiu um calendário civil no lugar do calendário litúrgico e que, apenas um detalhe, transformou a guilhotina em item de primeira necessidade da França, França que um dia foi considerada a “filha mais velha da Igreja”? Sobre frei Caneca, colho de uma tal Revista Universo Maçônico, o seguinte: “O nosso querido Irmão, Frei Joaquim do Amor Divino Caneca, merece ser honrado, no panteão dos heróis nacionais, como o primeiro mártir da Constituição na História do Brasil.”

Todo o discurso é um testamento liberal, maçônico, anticatólico, comunista. E não posso deixar de citar São Bento e sua regra, que no capítulo I, descreve os quatro tipos de monge. O terceiro tipo não me sai da cabeça (os negritos são meus):

O terceiro gênero de monges, e detestável, é o dos sarabaítas, que, não tendo sido provados, como o ouro na fornalha, por nenhuma regra, mestra pela experiência, mas amolecidos como numa natureza de chumbo, conservam-se por suas obras fiéis ao século, e são conhecidos por mentir a Deus pela tonsura. São aqueles que se encerram dois ou três ou mesmo sozinhos, sem pastor, não nos apriscos do Senhor, mas nos seus próprios; a satisfação dos desejos é para eles lei, visto que tudo quanto julgam dever fazer ou preferem, chamam de santo, e o que não desejam reputam ilícito.

Este bispo precisa ser chamado urgentemente por Bento XVI para assinar um preâmbulo doutrinal, como aquele apresentado à FSSPX!

Que a dor que sentimos em ver tais coisas seja oferecida a Nosso Senhor, sobretudo nesta Semana Maior da Fé Católica que começamos hoje a viver! E rezemos, rezemos muito, em desagravo ao Sacratíssimo Coração do Crucificado.

Voltemo-nos para São José e peçamos:

Protegei, ó guarda providente da Divina Família, a raça eleita de Jesus Cristo; afastai para longe de nós, ó Pai amantíssimo, a peste do erro e do vício; assisti-nos do alto do céu, ó nosso fortíssimo sustentáculo, na luta contra o poder das trevas, e assim como outrora salvastes da morte a vida ameaçada do Menino Jesus, assim também defendei agora a Santa Igreja de Deus das ciladas dos seus inimigos e contra toda a adversidade.

E finalmente, roguemos:

Glorioso Patriarca São Bento, rogai por nós!

23 Comentários to “Dom Saburido, OSB. Como doem estas três últimas letrinhas!”

  1. Vergonha…estou contigo, Ferreti. Em pensar que ele sucede o grandioso dom Cardoso Sobrinho…

  2. Eu sinto pena. Verdadeiramente lamentável.

    Se alguém for fisicamente próximo a esse bispo que lhe leve um DVD do Diálogo das Carmelitas. Que ele reflita o que signficou esse ideal maçônico de “Liberdade, Igualdade e Fraternidade” e no que resultou da França hoje em dia, sendo assaltada pelos muçulmanos e o secularismo galopante.

  3. Frei Caneca prestou um enorme, um colossal desserviço a Igreja Católica e ao Brasil. Heroí nacional só se for para a macabra turma das assinaturas tri ponteadas e para clero modernista que infelizmente temos hoje em dia. A única coisa que Frei Caneca merece são nossas orações por sua alma pois é muito provável que morreu em péssimas condições para se apresentar diante de Deus.

  4. Faz-nos lembrar aquele beijo histórico no Horto das Oliveiras… A História se repete, mudam os atores, mas o Ofendido é sempre o mesmo: Nosso Senhor Jesus Cristo.

  5. Caríssimos,

    No dia 10 de março estava em Olinda visitando as Igrejas(sou do Paraná)e me deparei no mosteiro de São Bento com a Igreja mais linda que já vi. Exultante, fiquei para a missa das dez esperando assistir ao rito tridentino que ainda não conheço na prática. Ledo engano! Ao menos não tinha ministros extraordinários da comunhão, baterias ou atabaques, só não pude escapar do famigerado abraço da paz
    Mal a missa terminou a Igreja foi invadida por turistas ávidos por explorar cada canto da Igreja, fotografando cada detalhe com suas máquinas, e algazarra total; não havia ninguém para acompanhar ou moderar toda aquela balbúrdia;que tristeza!
    Saindo da Igreja, ao lado tem uma lojinha de souvenirs e uma pequena livraria; aí minha decepção foi total; tudo o que pude encontrar foram livros de autoajuda e dos nossos “queridos” Frei Betto e Leonardo Boff, tentei escondê-los mas eram vários e em variedade de títulos.
    Até quando vai ser assim?
    Deus amado, tem misericórdia de nós…

  6. Maria: Voce pode nos indicar onde comprar este DVD?

  7. E pensar que há alguns anos atras, Olinda e Recife era conhecida como último reduto conservador do Brasil, onde o Arcebispo Cardoso Sobrinho com muito esmero guiava a Igreja em plena comunhão com a Sé Apostólica, infelizmente esta não é a unica atitude anti catolica de dom Saburido como filho desta Igreja Particular sofro com todos os ouros casos e declarações da Igreja particular, os bons padres estão saindo daqui e maus sacerdotes chegam para implantar uas doutrinas nada ortodoxas.

  8. José, eu não sei onde se pode conseguir, mas eu mesma assisti na Internet num sítio tradicionalista. Acho que no gloria TV também tem uma versão integral. Assisti com legenda. O papel da freira sobrevivente à guilhotina é desempenhado pela Jeane Morrau. O filme é lindo e mostra o massacre das religiosas carmelitas pela Revolução Francesa. Quem assiste esse filme vê exatamente qual foi a tolerância dos revolucionários para com os cristãos: secularização ou guilhotina!

  9. Sou de Recife e também lamento essas posturas liberais do nosso Arcebispo.

    Os maus sacerdotes voltaram com aplausos ( Domingo mesmo minha noiva foi em uma capela que o Padre orientou para a confissão comunitária) os bons saem. Ele acolhe à todos, mas prefere os esquerdistas. Dom Fernando já foi um ícone da TL aqui no Estado, melhorou um pouco, mas continua na visão progressista.

    Não tenho muitas esperanças.

  10. Quem diria, Olinda e Recife de Dom Vital…….

  11. É duro ver um príncipe da Igreja cantar loas ao inimigo mas, no momento de se insurgir contra o gayzismo dentro de terreno católico diz ter as mãos atadas. E o círculo católico de “Pernambuco”, espécie de TFP recifence, propiedade dos Barreto Câmpelo, cujo modernista Saburido soube bem afagar o ego, silencia? E o Márcio não sei das quantas, aproveitador da Igreja para fazer bons amigos e grandes negócios? Onde está o bravo apologeta, apologeta conciliarista é mesmo uma piada, do Deus lo Vult? Se não me engano,
    Quero distância deste povo. São heretizantes, companhia que quem está sem comunhão, como eu, não preciso. Assim a coisa só piora.
    Do Frei Caneca disse Merquior: “Frei Caneca, carmelita do Recife, líder e mártir da Confederação do Equador, tribuno do separatismo nortista, é um mestre da verrina, um artista da catilinária violenta, que tanto injuria os ‘corcundas’ – os partidários da recolonização – quanto os moderados como Hipólito. Sua linguagem elétrica e sarcástica não tem maiores vôos teóricos, mas é o ancestral perfeito de toda a prosa panfletária nacional.”
    Saburido quando nomeado passou a integrar a “hermenêutica da destruição”, de Bento XVI, que ele tão bem chama de continuidade. Continuidade do desmonte da Santa Igreja.
    E a campanha dele para combater a dengue? é realmente é a época dos circos em Olinda e Recife. Haja palhaçadas.
    Dom Saburido, por mim, já é objeto de um livro. O título? “As saburidiçes de Saburido”.
    Seu nome já transubstanciou-se em adjetivo.
    Que Deus, que nunca abandona a Igreja, nos proteja.
    Em Jesus, Mariae e José.

  12. bons tempos em que nossa Arquidiocese era guiada por um homen lúcido, que não queria glórias no mundo e do mundo, mas simplesmente amava a Igreja de Jesus Cristo!
    Viva Dom José Cardoso Sobrinho!

  13. Amigos ele foi capaz de apiar o movimento gay no grito dos excluidos; vcs esperavam o que dele?
    até hoje eel não puniu nenhum dos padres da Universidade católica que promoveu o simpósio gay: é um omisso!
    Existem padres na Diocese que forma afastados por Dom José de conduta qustionável que ele trouxe de volta!!!??? Pode?

  14. Mais uma do Saburido: ele praticamente fechou o Seminário Menor, e tranferiu as aulas do SEminário Maior para a gayzista Universidade Católica de pernambuco kkkkkkkkkkkkkk
    Pode ser sério um homeme desses?
    E segundo os reclamos de alguns Seminaristas em uma das aulas de “antropologia”(?) foi exibido um filme no qua cenas de sexo explicito foram exibidas! Horrível!
    Dom José ficou chocado com isso… que Dom Vital o converta, e salve nossa arquidiocese da Teologia da Libertação!

  15. Só mais um “irmão maçom” falando a seus pares!

  16. EM REPUDIO AO ARTIGO :
    – Dom Saburido, OSB. Como doem estas três últimas letrinhas!(Por Antonio Emilio Angueth de Araujo) –

    Como vocês o fizeram, com todo o direito, expressando a opinião de vocês neste meio de comunicação. Busco expressar através deste texto, que escrevo abertamente a todos. Desde já, esclareço que o meu discurso foi preparado por mim não com eloquência, ou buscando corresponder a normas gramaticais. Até porque quem interpretava assim, e usavam de belas palavras eram os doutores da lei e os farisaicos. Portanto, peço desculpas se não corresponder a expectativas de vocês.
    Digo, primeiramente, que fiquei muito triste com o que li, pois tenho medo de todo reino que se divide. Cristo sempre prezou pela Unidade, e congrega/ou a sua Igreja através dos séculos na Unidade. Lembro-vos isto, porque nós batizados formamos um só corpo (1 Cor 12,13 ; Gl 3,27-28).
    ‘A unidade do Corpo Místico produz e estimula entre os fiéis à caridade’. Somos dignos de ser chamados de Cristãos? Onde está a caridade na palavra de vocês? É interessante perceber que são utilizadas interpretações errôneas, que se faz, acerca do discurso de Dom Saburido proferido na Assembleia Legislativa, por ocasião da entrega da Medalha de Mérito Popular Frei Caneca. Ou seja, tiram trechos isolados para endossar uma mera opinião. Lembremos que todo texto está presente num contexto. Tenhamos sabedoria em nossa argumentação. É muito fácil levantar polêmicas pegando trechos, tirando frases de contextos e colocá-las ou utilizá-las naquilo que me for útil.
    O bispo referiu-se à Frei Caneca como exemplo de um idealizador que contribuiu na construção da sociedade brasileira. Citou a Revolução Francesa, pelo simples fato que o Frei recebeu influência. Sabemos muito bem que a Revolução Francesa teve seus aspectos negativos, do qual posso afirmar com toda convicção, que o nosso bispo não comunga dos aspectos negativos. Porém, percebem-se claramente inúmeras falácias em seu texto, a começar por querer levar os leitores a uma visão equivocada do que foi expresso no discurso de Dom Fernando. Não, Dom Fernando não falou de tal Revolução, mas citou a influência que ela causou sob Frei Caneca. E ressaltou acima a história e o exemplo do Frei Joaquim do Amor Divino Caneca.
    Você cita o que se encontra numa certa revista maçônica, muito bem, é seu direito de buscar argumentos contra o Frei do qual não recordo se foi apresentado algum argumento ‘preciso’ da vida deste simples homem que fez a história de Pernambuco. Percebo que Dom Saburido, quando proferiu o discurso citou a história do Mártir da Revolução Pernambucana. Pois este se colocou em defesa da igualdade dos direitos entre portugueses e brasileiros, da tolerância religiosa e ‘inclusive se colocou contrário à escravidão’ como destaca Dom Fernando: ‘um patriota voluntário’. Citou tudo isso através dos Anais de Pernambuco, ou seja, da história oficial. Sublinhou a importância deste homem que nos leva a pensar de como as atitudes [de Frei Caneca] podem refletir nos dias atuais. Não vejo motivo, ou com que fundamento você quer encaixar a regra de São Bento em seu discurso. Aprendi, certa vez com um sábio (um frater) que antes de citarmos um pensamento da Bíblia, de um santo ou de um místico em nosso discurso em correção à ou repudio a atitude de outrem; devemos antes viver com coerência, autenticidade o evangelho de Jesus e aquilo que acabamos de afirmar no pensamento que acabamos de expressar.
    Gostaria de ressaltar a postura humilde de Dom Fernando, pois diante de tal homenagem, não foi vaidoso. Digo isto porque o Arcebispo de Olinda e Recife, em seu discurso inicial, estendeu a homenagem a cada um de nós, que pertencemos a esta Igreja particular de Olinda e Recife. Inclusive sublinhou que nada disso seria possível sem os seus antecessores citando até Dom Cardoso que iniciou o Movimento Pró-criança. Lembrou-nos que a Igreja está inserida em um contexto político-social, e, portanto, não pode ficar alheia as problemáticas surgidas referente à: políticas públicas, saúde, educação, moradia, etc. Em uma parte de seu discurso recordou a comunidade local as dimensões da justiça e da caridade:
    “Em sua Encíclica “Deus caritas est”, o Papa Bento XVI trata com clareza inspiradora a complexa relação entre justiça e caridade. Aí nos disse que “a ordem justa da sociedade e do Estado é tarefa principal da política” e não da Igreja. Mas a Igreja “não pode nem deve colocar-se à margem na luta pela justiça” (cf.nn 384/385). Inspiradas no Evangelho, estas palavras nos despertam para uma ação sempre mais permanente, recordando-nos que a Igreja no mundo está a serviço do ser humano.
    E agradecendo e convocando a todos e a viverem numa intensa vida pastoral disse:
    “Sem o apoio e solidariedade desta significativa porção do povo de Deus, a missão seria impossível. O trabalho pastoral, quando verdadeiramente evangelizador, tem sempre um alcance social transformador. Afinal, para isto disse o Mestre: “Vós sois o sal da terra. (…) Vós sois a luz do mundo” (Mt 5,13.14).Obrigado a todos pela honrosa presença!”

    Ressaltou a importância da Multicentenária Casa de Heróis, o Seminário de Olinda, na história de Pernambuco. Podemos perceber isso também hoje. Vejo, uma imensa preocupação de Dom Fernando, da equipe de formação do seminário, dos padres desta arquidiocese na formação humana, intelectual e pastoral dos futuros clérigos.

  17. Ubi episcopus, ibi ecclesia”,“Onde está bispo, ali está a Igreja”.

    Todavia, quero ir agora para um discurso mais aprofundado, utilizando de trechos bíblicos, o Catecismo da Igreja Católica, etc. E quero introduzir com dois pensamentos de um grande santo da Igreja, Santo Inácio de Antioquia que enfatizou, nas suas cartas, a importância da unidade na Igreja:
    “Convém estardes sempre de acordo com o modo de pensar do vosso Bispo. Por outro lado, já o estais, pois o vosso presbitério, famoso justamente por isto e digno de Deus, sintoniza com o Bispo da mesma forma que as cordas de uma harpa. Com vossos sentimentos unânimes, e na harmonia da caridade, constituís um canto a Jesus Cristo. Mas também cada um deve formar juntamente com os outros, um coro. A concórdia fará com que sejais uníssonos. A unidade vos fará tomar o dom de Deus, e podereis cantar a uma só voz ao Pai por Jesus Cristo. Também ele, então, escutar-vos-á e reconhecerá pelas obras que sois membros do seu Filho. Importante, por conseguinte, vivermos numa irrepreensível unidade. Assim poderemos participar constantemente da união com Deus”. (ANTIOQUIA, Inácio de. Carta aos Efésios,4).
    Aos que resistem a viver em unidade com o bispo ele chama de orgulhosos:
    “Se a oração de duas pessoas juntas tem tal força, quanto mais a do bispo e de toda a Igreja! Aquele que não participa da reunião é orgulhoso e já está por si mesmo julgado, pois está escrito: “Deus resiste aos orgulhosos.” Tenhamos cuidado, por tanto, para não resistirmos ao Bispo, a fim de estarmos submetidos a Deus.”. (ANTIOQUIA, Inácio de. Carta aos Efésios,5)
    Se bem soubessem buscavam vivenciar a comunhão com o sucessor dos apóstolos, caso contrário, não somos dignos de fazer parte da Igreja de Cristo. Espero que vocês lembrem, de que O bispo é o pastor de uma (arqui)diocese, isto é, de “uma comunidade de fiéis cristãos, em comunhão na fé e nos sacramentos com seu bispo ordenado na sucessão apostólica” . Engraçado que na Igreja Primitiva já era perceptível esses problemas. Prestemos atenção as palavras do Apóstolo São Paulo que relata um momento da história da igreja:
    “Pois temo que, ao visitá-los, não os encontre como eu esperava, e que vocês não me encontrem como esperavam. Temo que haja entre vocês brigas, invejas, manifestações de ira, divisões, calúnias, intrigas,
    arrogância e desordem” (2 Cor 12,20).
    Será que nós não seríamos estes a quem estas palavras estavam sendo dirigidas? Irmãos, entre nós não!
    É de se lastimar que vocês não souberam respeitar a autoridade máxima da Igreja Local, e desrespeitaram através das suas atitudes, a própria ação do Espírito Santo, que age na Igreja. Ou vocês discordam que a escolha do excelentíssimo Reverendíssimo Dom Antônio Fernando Saburido, OSB por Sua Santidade o Papa Bento XVI é ação deste mesmo Espírito que Une a Igreja de Jesus Cristo na Terra?
    Aqui lembro o Catecismo, quando afirma que O Espírito Santo é “o Princípio de toda ação vital e verdadeiramente salutar em cada uma das diversas partes do Corpo” (CIC §798 )
    A escolha de um bispo e a indicação para uma Igreja particular faz parte dessa ação vital. A Carta do Santo Padre Bento XVI aos Bispos, aos Presbíteros, às pessoas consagradas e aos fiéis leigos da Igreja Católica na República Popular da China nos recorda que: “A doutrina católica ensina que o Bispo é princípio e fundamento visível da unidade na Igreja particular, confiada ao seu ministério pastoral”. Convida-nos também, o Sucessor de Pedro, que devemos buscar tal comunhão, pois não podemos ser Igreja sem Unidade e é na unidade que formamos “um só coração e uma só alma” (At 4, 32) . Finalizo este paragrafo com o apelo do Santo Padre a vivência da caridade, “A Igreja terá necessidade de muitas coisas para a sua caminhada histórica, também no novo século; mas, se faltar a caridade (ágape), tudo será inútil. (…) A caridade é verdadeiramente o “coração” da Igreja!”
    Recordo-vos de vivenciar durante toda a nossa vida aqui na terra a caridade, principalmente durante este período em que Celebramos o mistério maior de nossa fé. Que o mistério Eucarístico que celebrarmos nos impulsione a viver a Caridade e a Unidade.
    A comunhão da caridade. Na “comunhão dos santos” “ninguém de nós vive e ninguém morre para si mesmo” (Rm 14,7). “Se um membro sofre, todos os membros compartilham seu sofrimento; se um membro é honrado, todos os membros compartilham sua alegria. Ora, vós sois o Corpo de Cristo e sois seus membros, cada um por sua parte” (1Cor 6-27). “A caridade não procura seu próprio interesse” (1 Cor 13,5) O menor dos nossos atos praticado na caridade irradia em benefício de todos, nesta solidariedade com todos os homens, vivos ou mortos, que se funda na comunhão dos santos. Todo pecado prejudica esta comunhão. (CIC §953 )

    Deus Caritas est!
    PAX ET BONUM!

    Robério Siqueira de Mello

    [ (CIC §798 )
    “A comunhão é o fruto e a expressão daquele amor que, brotando do coração do Pai eterno, se derrama em nós através do Espírito que Jesus nos dá (cf. Rm 5, 5), para fazer de todos nós “um só coração e uma só alma” (Act 4, 32)”.

    Carta do Santo Padre Bento XVI aos Bispos, aos Presbíteros, às pessoas consagradas e aos fiéis leigos da Igreja Católica na República Popular da China – Tensões e divisões no interior da Igreja: perdão e reconciliação-]

  18. *Tenham cuidado quando comentarem alguma coisa sem propriedade naquilo que estão falando. Digo isto, pois, é perceptível nos comentários acima, tanto do texto quanto dos comentários maldosos, que são infundados. Se vocês fossem da época de Jesus, seriam os iguais aos “doutores da lei, farisaicos” que através de seu discurso hipócrita levou Jesus a condenação e a morte de Cruz.

    Utilizando da frase do padre “mais: gosto da coragem dos papas e dos bispos que não têm medo de dizer o que deve ser dito e conseguem dizê-lo de um jeito diplomático e humano. Diria muito mais, mas foi um pouco do que eu disse!”

    Tenho Orgulho de pertencer a Arquidiocese de Olinda e Recife!

  19. Robério,não deverias colocar seu comentário no blog do Angueth que foi quem escreveu o texto que deu origem a este post no Fratres? Até para o autor do texto poder responde-lo.

    Fiquem com Deus.

    Flavio.

  20. Fico grato, farei isso. obrigado pelo conselho.

  21. Como diziam amigos meus : ‘Um abraço pro contexto”.

    Sempre o “contexto” aparece para salvar maus discursos, para permitir que o papa, bispos e cardeais falem coisas contrárias ao Ensinamento da Igreja para depois dizer “não estava usando a infabilidade”… Arquivo com várias destas situações: http://portantoentretantotodavia.wordpress.com/

    Sempre o “respeito humano”, esquecendo-se que Ário é Bispo, Honório é Papa, Lutero é monge. Como se a ordenação ou a sagração episcopal fosse um “manto de infabilidade e santidade”. A ordenação é indelével. Como diz a Ana Maria “Vão ser padres/bispos até no inferno”.

    E claro, sempre a acusação de fariseus, escribas, doutores da lei…. Cadê a caridade desses comentaristas, meu Deus??? São Francisco de Sales, na Filotea, cap. XX da parte II: “Os inimigos declarados de Deus e da Igreja devem ser difamados tanto quanto se possa (desde que não se falte à verdade), sendo obra de caridade gritar: Eis o lobo!, quando está entre o rebanho, ou em qualquer lugar onde seja encontrado”.

    “Não se opor ao erro é aprová-lo, e não defender a verdade é suprimi-la; e a nossa negligência em defender a verdade, quando podemos fazê-lo, é tão pecado quanto incentivar o erro. ” Papa São Félix III

  22. “Peçam-nos o sacrifício de nossos cômodos; peçam-nos o sacrifício de nossas faculdades, peçam-nos o sacrifício de nossa saúde; peçam-nos o sangue de nossas veias… Mas pelo santo amor de Deus não nos peçam o sacrifício de nossa consciência, porque nunca o faremos. Sic nos Deus adjuvet. Nunca!” D. Vital, bispo de Olinda

    “Nenhum lutador mais impetuoso, mais tenaz e mais capaz que D. Vital, bispo de Olinda, e a impressão que este me deixou foi extraordinária” Machado de Assis

    Iter para tutum.

    “Cuidai para que meu caminho seja seguro”. Trecho do cântico Ave Maris Stella, antiga oração dos navegantes dirigida à Virgem Maria antes de empreenderem uma viagem.