Rapidinhas do dia. Tirania na Ecclesia Dei e Fellay em Roma.

A Igreja Patriótica Chinesa, inspiração da Ecclesia Dei?

A Associação Patriótica Chinesa, inspiração da Ecclesia Dei?

O Padre italiano Stefano Carusi, sacerdote e professor do seminário do Instituto do Bom Pastor, afirmou hoje ter recebido uma ordem ameaçadora da Pontifícia Comissão Ecclesia Dei para que retire do ar dois artigos do blog Disputationes Theologicae, do qual é editor.

Disputationes não se deixará amordaçar“, assim Padre Carusi intitula seu artigo. O sacerdote declara que o pedido é inaceitável por ferir os cânones 212 e  215 do Código de Direito Canônico, acrescentando: “Fornecemos esta informação por se tratar de um fato de natureza pública: a Igreja não é um regime de absolutismo jacobino e Disputationes prefere contar com a força probatória dos argumentos. Paz e Bem a todos!”.

Fogo amigo. Carusi é atacado inclusive por um confrade de instituto: “o posicionamento eclesial de certos membros [do IBP] não é claro, como se pode ver no site que se intitula Disputações teológicas”, declarou o Padre Guillaume de Tanouärn, um dos fundadores do IBP, que em passado recente na FSSPX era contrário a qualquer contato com a Santa Sé e que hoje recrimina exatamente um dos artigos execrados pela Ecclesia Dei. O problema para a Comissão Pontifícia e para Tanouärn? A defesa feita pelo Padre Carusi da exclusividade do rito tradicional e da possibilidade de uma crítica “séria e construtiva” aos textos do Concílio Vaticano II, características constitutivas de seu instituto (aprovadas pela Santa Sé em 2006, diga-se de passagem). De acordo com Tanoüarn, Carusi e outros pretenderiam fazer do IBP uma “Fraternidade dentro da Igreja”, em oposição ao mínimo exigido pela Ecclesia Dei de “formar seus seminaristas com o Catecismo da Igreja Católica” e “gozar de seu rito próprio sem lançar o anátema sobre a nova forma do rito romano”.

* * *

Dom Fellay em Roma. Por sua vez, Andrea Tornielli informa que Dom Bernard Fellay, Superior Geral da Fraternidade São Pio X, esteve em Roma nos últimos dias para uma reunião na mesmíssima Comissão Ecclesia Dei. O encontro, considerado positivo pelas fontes de Tornielli, teria examinado algumas das modificações feitas por Fellay ao preâmbulo doutrinal proposto pela Santa Sé, em setembro de 2011, para uma regularização canônica da FSSPX. A primeira versão do documento foi rejeitada pela Fraternidade, que enviou como resposta um estudo do Padre Jean-Michel Gleize evidenciando a “questão crucial” que separa Menzingen e Roma. A Santa Sé então solicitou ao Superior Geral que esclarecesse esta sua manifestação, considerada “insuficiente”; Fellay teria, então, adaptado o texto inicial do preâmbulo doutrinal, enfatizando a importância da Tradição e fazendo alterações; significativas aos olhos dos “lefebvristas” e não substanciais aos olhos dos “romanos”. Esta última resposta, aparentemente, foi bem recebida pela Cúria e, segundo alguns, até pelo Papa.

Na próxima quarta-feira, 16, os Cardeais membros da Congregação para a Doutrina da Fé se reunirão para analisar estas modificações; o parecer de cada um será submetido ao Papa Bento XVI, para sua decisão final.

Apreensão. Tornielli ainda acrescenta que a carta dos três bispos — Williamson, Tissier de Mallerais e Galarreta — ao conselho geral da Fraternidade teria deixado a Santa Sé apreensiva. No Brasil, o Padre Ernesto Cardozo, sacerdote do priorado de São Paulo, anunciou hoje o seu “desconhecimento da autoridade de Mons. Fellay, dada sua pertinácia e afastamento dos princípios do Fundador” e sua “repulsa à postura deste Monsenhor, baseada em seus pareceres e políticas totalmente apartadas do sim-sim, não-não do Evangelho e dos fundamentos dados por Mons. Lefebvre”. Há cerca de três semanas, em comum acordo com seus superiores, Cardozo deixou o priorado de São Paulo tendo como destino provisório o Mosteiro da Santa Cruz. O motivo da mudança foi uma homilia em que expressou abertamente esta sua posição, causando  a admiração de uns e a preocupação de outros no Priorado Padre Anchieta. A missiva publicada hoje correu o mundo, sendo repercutida na blogosfera católica, especialmente nos sites de lingüa espanhola. Divisões se anunciam, como não deixou de reconhecer Dom Fellay, embora as proporções sejam ainda desconhecidas.

Ecclesia Dei, o grande entrave?

O Padre Michel Simoulin, um dos sacerdotes mais antigos da Fraternidade São Pio X e reitor por mais de uma década do seminário de Ecône, em artigo divulgado hoje por Tradinews, é taxativo: não aceitarão um acordo “que não garanta que sejamos livres dos bispos locais, bem como da funesta ‘Ecclesia Dei'”. Como se sabe, Simoulin recentemente defendeu Dom Bernard Fellay e sua política de aproximação com a Santa Sé. Trata-se, portanto, de um sujeito insuspeito de “radicalismo”. E por que a Fraternidade quer se ver livre da Ecclesia Dei?

Alguns falam que o verdadeiro entrave nas negociações entre Santa Sé e Fraternidade é precisamente esta Comissão. Mais especificamente o seu Secretário, Monsenhor Guido Pozzo, cuja tese de doutorado trata do assentimento devido ao Vaticano II e que supostamente teria sido “driblado” por outros oficiais vaticanos, a fim de que tudo caminhasse bem nas últimas semanas.

A carta de Pozzo ao Superior do Instituto do Bom Pastor mostra sua atuação na defesa de suas idéias, mesmo que isso custe a revisão de um estatuto aprovado pela Ecclesia Dei há pouco mais de cinco anos, na gestão Castrillón Hoyos.

A resposta do Papa ao preâmbulo reformulado de Dom Fellay deverá vir à luz nos próximos dias. A grande data para a Fraternidade parece ser o dia 27, festa de Pentecostes, quando se encerrará a Cruzada de Rosários lançada na Páscoa do ano passado. Com o desenlace das negociações com a Fraternidade, saberemos se a política de Pozzo será chancelada ou não por Bento XVI.

27 Comentários to “Rapidinhas do dia. Tirania na Ecclesia Dei e Fellay em Roma.”

  1. Mostra o que acontece quando se ama mais a luta do que o fim da luta. A FSSPX e seus padres estão se tornando, em si, cismáticos. Ora, questionar a autoridade do bispo Fellay sob a desculpa de que ele não seguiria os “mandamentos de D. Lefebvre” atesta isso. A posição de D. Lefebvre, para alguns, se tornou a do verdadeiro papa; e para alguns, a sede está vacante.

    Espero que a boa FSSPX – não esses excêntricos coomaraswamystas – cuide daquilo que D. Marcel Lefebvre sempre defendeu: o bom senso e a Igreja.

    Sem Pedro, FSSPX, VOCÊS NÃO SÃO NADA.

  2. Satanás está furioso e começa a trabalhar! Não existe Catolicismo pleno sem integral união com o Papa – único e verdadeiro representante de Cristo na Terra. Rezemos para que Dom Fellay continue frme em sua postura de verdadeiro católico fiel ao Papa e sua Cátedra e a Santa Sé Romana. Rezemos para que o espírito cismático insuflado por Satanás se afaste dos 3 Bispos e que o Espírito Santo conduza a FSSPX integralmente a plena comunhão eclesiastica.

    • Senhores, comentem apenas os fatos. Aos que quiserem fazer prognósticos, profecias, rasgar as vestes, lançar impropérios, anátemas, etc: procurem outro espaço.

  3. E ainda há aqueles que querem um acordo com essa Roma modernista e protestante ! Pe. Ernesto, parabens por sua coragem! Parabéns aos monsenhores Tissier, Galarreta e Williansom

  4. Equação à vista: FSSPX + acordo com Roma = tiro no pé

  5. É evidente que setores contrários a um acordo estão a soltar este tipo de informação agora, primeiro com aquela historia de rito próprio e agora com esta censura , não há possibilidade quando tudo acontece quase que ao mesmo tempo.

  6. Curioso: Sedevacantismo DENTRO da FSSPX, contra seu Superior Geral…. Não sei o que dizer.

    Bem… O que eu gostaria mesmo de ver é: FSSPX e Roma se reconciliarem com total liberdade para a FSSPX, inclusive com liberdade com relação à Ecclesia Dei, e Fellay elevado a Cardeal no próximo consistório.

  7. Evidentemente setores que não desejam um acordo com a FSSPX estão a agir para tentar impedir um acordo, não é mera coencidencia que na eminencia de um acordo a comecem a falar em rito próprio e agora em censura.

  8. Teresa,
    A história mostra que não é se afastando de Roma que as coisas funcionam. A Igreja Católica venceu a Roma dos Imperadores, a Roma Pagã pervertida, a Roma que criou tantas heresias para destruir as verdades cristãs.
    E a Santíssima Virgem já nos deu a garantia que a Igreja Católica vencerá também a Roma modernista de nosso tempo . Por fim meu Imaculado Coração Triunfará .
    Rezo para que Jesus não permita esse êxito de satanás : dividir os bispos da FSSPX.

    Que Nosso Senhor Jesus Cristo abençoe Dom Fellay .
    São Pio X rogai por nós !

  9. Comentando alguns fatos:

    1) Interessante como até ontem Dom Fellay – para muitíssimos – era uma demônio, ou ao menos, um inimigo de Roma, e eis que de repente, ele se torna “o bom Bispo exemplar”. Até tenho o que comentar sobre os fatos recentes, mas não comentarei porque seria imprudente, mas ver “o diabo” (que nunca foi diabo, diga-se) tornar-se “anjo” é cômico. Se essas tratativas entre Roma e FSSPX não existissem, ainda estariam dizendo que Dom Fellay era a escória. Bastou ele acenar – de longe – para um possível acordo, que ele virou “o bom garoto” que sempre foi fiel.

    2) Independente de dar-se ou não razão do Pe. Ernesto Cardozo, ele foi corajoso! Afinal, não é o Beato Cardeal Newman, citado no novo catecismo, que diz “ser a consciência o primeiro dos romanos pontífices”? Se aceitam esta tese, o Pe. Cardozo seguiu esta norma. Coerência no modernistas não é algo que lhes apetece.

    3) Ecclesia Dei, mostrou para que veio! Prêmio Mao Tse-Tung pra ela!

  10. Eu sinto pena de algumas pessoas. O príncipio de que toda autoridade vem de Deus simplesmente é ignorado por essas pessoas, que mais se fiam em suas próprias opiniões, evidentemente procurando ‘autoridades’ a seu bel prazer que justifiquem suas posições, do que naquelas autoridades legítimas estabelecidas por Deus. Fogem da Roma modernista, fogem dos acordistas e agora fogem de Dom Fellay. A cada dia que passa essas pessoas ficarão mais e mais sobrecarregadas, combatendo tudo e todos que não seguem seus pontos de vistas pessoais. Ah, mais Dom Lefebvre disse isso, D. Lefebvre disse aquilo…. Ora, qualquer um pode instrumentalizar o que D. Lefebvre disse, e no momento atual, D. Lefebvre pode ter dito o que cada um gostaria que ele tivesse dito, visto que seu patrimônio intelectual é vastíssimo e pode servir a diversos interesses.

    O príncipio unificador da FSSPX é seu superior geral. E a fraternidade foi criada para uma resistência legítima, resguardando a si própria de cair em erros que muitos cairam, dizendo ora que a sé está vacante, ora cedendo e subscrevendo as doutrinas do CVII.

    Se o Papa oferece um reconhecimento dessa Fraternidade sem exigir-lhe que professe doutrinas contrárias ao magistério anterior, se nada é exigido que contrarie a Lei de Deus, se a fraternidade tem toda liberdade possível para seu apostolado e se seu Superior Geral que possui as graças de estado aceita o acordo, rejeitá-lo é de uma demência animalesca.

  11. Engraçado que nesses assuntos a Ecclesia Dei é intolerante, mas quando se trata de condenar os modernistas ela apenas cumpre o papel dela. E a coerência, senhores?

  12. O fato é que, não somos teólogos para ficar condenando Dom Fellay. Afinal irá resolver alguma coisa postar que ele está errado, que Roma está assim e etc? Não! Devemos rezar por Dom Fellay e pelo Papa. E, nunca nos esquecermos de que a Igreja é Hierárquica, logo a solução deve vir dos superiores e não de nós. O coração da Igreja está em Roma e é de Roma que a solução da crise deve vir.

    O que nos cabe apenas é rezar por Dom Fellay e pelo Papa!

  13. O que eu penso sobre o “acordo” ou o “não acordo”: rezar, rezar, rezar muito hoje, amanhã e até o fim dos meus dias! Misericórdia Senhor! Acalme a tempestade!

  14. A que se considerar que, apesar da situação de liberalismo e/ou modernismo da hierarquia mundo a fora não ter mudado muito nas últimas décadas, a situação da FSSPX hoje em dia é muito diferente daquela dos anos 80. Mais de 500 padres, grandes seminários em vários países, capelas, escolas, incontáveis seminaristas, e etc. Nenhum dos institutos tradicionais entrou na “regularização canônica” com tanto poder de fogo. A FSSPX está muito mais equipada do que naquela época e muitíssimo mais do que quaisquer dos demais institutos tradicionais que amoleceram no combate. Seu escopo alcança não apenas uma pequena região, como Campos, ou alguns poucos países, mas diversas cidades do mundo. Na Alemanha e EUA, por exemplo, o número de capelas e padres é considerável.

    Por que espernear tanto se nem ao menos sabemos o teor do possível acordo? Como condenar Dom Fellay de antemão? Por que não fazermos a Novena pedida por ele e suplicarmos a Deus que ilumine as partes envolvidas para que tudo seja conforme a vontade de Deus e o bem das almas?

    Por outro lado, pode ser que alguns padres tenham vivido por tantas décadas num ethos próprio que de uma hora para outra lhes falte chão ao considerar a posibilidade de alguma forma ter que interargir com aqueles de quem sempre mantiveram distância. Nesse ponto é compreensível e muitos precisarão de um tempo para digerir uma nova situação. Eles devem estar sofrendo muito com essa possível mudança.

    Também não entendo como alguns ferrenhos opositores de qualquer possível acordo (mesmo sem conhecer os seus termos e condições) que criticam tanto os modernistas por negligenciarem os dogmas da Igreja, por sua vez, se esqueçam que a “sujeição ao Sumo Pontífice” também é um dogma proclamado por um papa válido e que o estado de necessidade existe (e se Dom Lefebvre e Dom Castro Mayer não tivessem feito uso dele, muito dificilmente teríamos a Missa Católica e a Tradição conservada e conhecida como temos hoje tampouco Motu Próprio e etc), mas deve ser encarado como uma fase, um período, mas não eternamente. Será que esperar a conversão completa de “Roma modernista” não é pedir um pouco demais? Até quando?

    Ora bolas, a crise em que vivemos é enorme e avassaladora, a enfermidade do modernismo grassa nos mais altos níveis da hierarquia. Será que os doentes terão que ficar curados para os médicos entrarem em ação de maneira mais ampla? É excelente que os médicos continuem atendendo nos hospitais próprios, mas não seria também excelente ou ainda melhor se, além disso, eles expandissem o atendimento e pudessem atender mais doentes jazem à míngua?

    Sinceramente, não acho que Dom Fellay assinasse qualquer acordo que negasse tudo o que ele sempre defendeu durante todos esses anos. Ele não me parece louco. Ademais ELE JÁ TEM UMA MITRA e não precisaria baixar o nível para conseguir uma.

    Concordo também com o item 1 do Edurdo Gregoriano.

    Então, continuemos rezando. As coisas não estão claras. Não sabemos ao certo o teor do possível acordo. Então, não me parece justo criticá-lo de antemão.

    Auxilium Christianorum, ora pro nobis!

  15. Não por acaso, Ferreti, votei contra, nesta enquete do FiU, a reintegração da FSSPX à Roma conciliar. Fico muito triste com essa situação, a decadência e as divisões da seita do concílio estão se refletindo na fraternidade. Minha esperança de que Dom Fellay não seja iludido como foi os Padres de Campos, é a mesma de que Dom Willianson, Dom del Galarreta e Dom Tissier não caiam ou estejam cometendo os equívocos dos sedevacantistas, é possível atacar o Concílio Vaticano II e a Missa Nova sem ser Sedevacantista, o que não é possível é ser católico e ao mesmo tempo se iludir com essa tolice chamada hermeneutica da continuidade. Dom Lefebvre escolheu esses quatro Bispos individualmente, mas acredito que ela tenha visto o conjunto, penso que Dom Fellay, apesar de Superior da FSSPX, deveria seguir a orientação de seus irmãos bispos, deveriam trabalhar em conjunto; se a FSSPX “rachar”, seu apostolado pela Tradição ficará inviável e é isso que interessa aos modernistas.
    Se Roma estiver com boa vontade em anular os efeitos funestos do Concílio, então se preocupará em absorver a FSSPX em bloco e não fatiá-la e muito menos submetê-la a essa comissão de nome farisáico (“Eccleisa Dei Afflicta”).
    Sei que a Igreja tem como centro visível o governo monárquico do Sucessor de Pedro (ainda que o maldito concílio o quisesse transformar numa anarco-democracia), mas isso não significa que sua autoridade seja absoluta a ponto de ensinar aos fiéis uma doutrina contrária ao que foi ensinado em 2000 anos de Igreja.
    Enfim, a FSSPX só terá serventia nesses tempos de decadência doutrinária, se ela representar a pedra de tropeço que sempre foi nos tempos de seu fundador, Monsenhor Marcel Lefebvre, do contrário seria melhor que ela nunca tivesse existido.

  16. Parece evidente, nas últimas notícias, nestas voltas e reviravoltas, na saída de informações sobre os conflitos internos e etc, que o Demónio está a uivar por todos os lados e tenta a todo custo, influenciar a decisão de Roma… Daí tanto barulho!
    Rezemos, nestes dias! Rezemos muito pelo Santo Padre e pela Igreja! Que tudo seja para bem da Igreja e das almas! Rezemos muito, é tudo o que na minha humilde posição, consigo pedir…
    Rezemos e confiemos tudo o mais a Nossa Senhora do Rosário de Fátima.

  17. Eu também sou completamente favorável que Dom Fellay ouça seus irmãos no episcopado. Mas a decisão final é dele e o que se torna manifesto aos nossos olhos é deplorável. A tática dos opositores é uma tática suja, com publicação de correspondências privadas, ameças e chantagens abertas como já relatado por dom Fellay, e conclamação aberta a desobediência ao superior da FSSPX sem ao menos conhecerem os termos do acordo, algo totalmente contrário ao espírito do catolicismo, tranformando-se já não mais numa oposição mas numa rebeldia.

    Além da argumentação repetida de forma nauseante que diz que se existiram acordistas que fracassaram logo a fraternidade também fracassará. Esses devem possuir bola de cristal. Não consideram que tais acontecimentos podem prevenir a Dom Fellay a buscar os melhores termos que proteja a FSSPX.

    Se toda promessa, por mais favorável que pareça a fsspx, não passa de armadilhas que destruirão a fraternidade, só resta mesmo toda e qualquer oposição a essa gente orgulhosa e soberba.

  18. Amigos, não há meio termo: a Igreja é VISÍVEL e HIERÁRQUICA. Se os bispos da FSSPX reconhecem Bento XVI como autêntico sucessor de Pedro, não há escusa para negar a proposta de uma possível prelazia pessoal oferecida à FSSPX sem que o Papa lhes exija o Vaticano II, missa de Paulo VI e o novo catecismo romano. Do contrário será um ato de clara desobediência injusta à hierarquia e motivo de cisma.

    Esse mês será a separação do joio do trigo. Saberemos quantos realmente são católicos e quantos são os cismáticos.

  19. Gostei muito da carta de D. Fellay respondendo a carta dos outros três bispos da fraternidade.
    Falta uma compreensão do sobrenatural e sobretudo um cuidado para que as desconfianças
    não atinga o estagio de sedevaticanismo.

  20. Rezar para que? Para DEUS, fazer nossa vontade ou para que prevaleça a SUA SANTA VONTADE?

  21. TODOS os tradicionalistas que assinaram acordos acreditavam que seriam respeitados. TODAS as promessas que foram feitas aos tradicionalistas pareciam boas, mas foram rasgadas:

    http://intribulationepatientes.wordpress.com/2012/05/12/cidade-eterna-promessas-passageiras/

    Resistir ao acordo não é soberba, é prudência. Por melhor que sejam os termos do acordo, não temos, atualmente, garantia nenhuma de que eles serão cumpridos. Isto é o que já aconteceu no passado. Não precisamos ter “bola de cristal” para sabermos do futuro. Os dados que temos para analisar já nos demonstram o quanto é arriscado fazer um acordo prático.

    Sobre a “demência animalesca” é melhor não responder porque o autor do blog não iria publicar o que eu gostaria de escrever.

  22. A Igreja está dividida.Há muitos lobos , muita confusão , não se sabe para onde ir.Nem mesmo o Papa parece saber.

  23. O pessoal “lá de fora” está criticando justamente esta recente “Colegialidade da FSSPX”,
    que alguns insinuam.
    Criticam isso na Igreja, mas querem aplicar na FSSPX !
    D. Fellay não é o superior da FSSPX ?
    Será que vai ter que consultar (também) os leigos ?

  24. De fato, Márcio, não temos garantia nenhuma de que o acordo será cumprido, a começar pela história do próprio Lefebvre, em suas idas e vindas, que por duas vezes assinou um documento e depois pediu para desconsiderar aquilo que ele mesmo havia subscrito.

    Um santo homem de palavra!

    No mais, é interessante observar que aqueles que mais se opõem à regularização da Fraternidade são os progressistas e os rad-trads, ou seja, aqueles que se acham (cada qual a seu modo) os verdadeiros porta-vozes de Deus, quando na realidade eles mais atrapalham o trabalho de restauração.

    Vendo um progressista e um rad-trad falar percebemos que a Igreja realmente está numa crise terrível, a começar por esses dois grupos…

    Que seja feita a vontade de Deus!

  25. Eu pessoalmente não vejo como confiar em Roma da forma como a mesma neste momento se encontra.

    Mas desde que me afastei de uma dita associação que adora acusar seus desafetos, também renunciei a colocar meu juizo pessoal acima de tudo.

    Na FBMV (familia beatae Mariae Virginis), comunidade monástica do qual sou fiel, os anos de convívio e a profundidade com que encaram a fé católica em toda sua plenitude e dimensão me levam a submeter-me alegremente aos meus bons padres, a quem confio.

    Vi D. Fellay muito rapidamente, nunca vi D. Williamson, nem D. Galarreta, nem D. Tissier. A FSSPX propriamente dita está muito longe de minha realidade, visto que aqui na Bahia o que temos é uma comunidade amiga.

    Eu não convivo com os padres e os bispos da FSSPX. O meu “próximo” são os monges marianos. Portanto, apesar de eu ter meu parecer pessoal, irei para onde meus padres forem.

    Meus padres são gente humilde e trabalhadora, são ardentes em observar a plenitude de todos os ensinamentos cristãos que a Igreja sempre ensinou. São homens de fé profunda que contagiam a todos os que lá se dirigem. Já é corriqueiro conversar com fiéis de lá que no passado eram protestantes ou outros absurdos mais.
    Meus padres rezam, meus padres têm também a graça do estado, visto terem sido ordenados. Meus padres fazem penitência, fazem sacrifícios, fazem missão para socorrer as almas, levantam a qualquer hora para atender as almas dos moribundos. Meus padres há mais de 40 anos rezam o rosário TODOS OS DIAS, e nunca houve um dia em mais de 40 anos que o rosário tenha sido esquecido.
    NUNCA se passou UM DIA SEQUER sem que tenham deixado de rezar o rosário!!!!

    Eu, pecador miserável, vou me fiar em meu parecer?
    Faço parte de uma família. Vou para onde meus padres me levarem. Se aderirem ao acordo, vou ficar com eles, se repudiarem, ficarei também.

    Tudo na vida tem limite, caríssimos. O meu limite é desobedecer a tudo o que entre em choque com o que a Igreja sempre ensinou. Não me peçam mais do que isso. Nem uma conclusão a mais, nem uma conclusão a menos. Não me peçam para concluir que não há mais papado. Não me peçam para concluir que a igreja está sendo conduzida a um caminho indubitável de restauração.

    Oremus pro pontifice Nostro Benedictus.
    Oremos também por todos os que imitando a associação leiga, trazem dolo nos lábios ao acusar de cisma e sedevacância a todos os que simplesmente não estão convencidos de que a regularização da FSSPX é um gesto unicamente restaurador da Igreja.
    Com Bento XVI, a única certeza que temos é que ele não tem um caminho reto. Ora cambaleia para um lado, ora pra outro, e a única constância reside em insistir na hermeneutica da continuidade e em afirmar que não existem rupturas. Monsenhor Gherardini fica falando para as paredes, porque nenhum partidário vaticano demonstra por A + B que não houveram rupturas. Simplesmente dizem que tudo não se passa de má interpretação, e ponto final.

  26. ERRATA: Oremus pro pontifice nostro Benedicto.
    E outras redundâncias mais…