“Não uma visão inaceitável de hermenêutica da descontinuidade e da ruptura, mas uma hermenêutica da continuidade e da reforma”.

24 de maio de 2012: Papa discursa à Conferência Episcopal Italiana.

24 de maio de 2012: Papa discursa à Conferência Episcopal Italiana.

“O que mais importa ao Concílio Ecumênico é o seguinte: que o depósito sagrado da doutrina cristã seja guardado e ensinado de forma mais eficaz”, afirmava o beato Papa João XXIII no discurso de abertura. E vale a pena meditar e ler estas palavras. O Papa empenhava os Padres a aprofundar e a apresentar tal perene doutrina em continuidade com a tradição milenar da Igreja: “transmitir pura e íntegra a doutrina, sem atenuações nem subterfúgio”, mas de modo novo, “tendo em conta os desvios, as exigências e as possibilidades deste nosso tempo” (Discurso da Solene Abertura do Concílio Vaticano II, 11 de outubro de 1962).

Com esta chave de leitura e de aplicação — certamente não uma visão inaceitável de hermenêutica da descontinuidade e da ruptura, mas uma hermenêutica da continuidade e da reforma –, escutar o Concílio e fazer nossas as competentes indicações, constitui a estrada para individualizar as modalidades com as quais a Igreja pode oferecer uma resposta significativa às grandes transformações sociais e culturais de nosso tempo, que têm consequências visíveis também sobre a dimensão religiosa.

Do discurso do Papa Bento XVI aos participantes da 64º Assembléia Geral da Conferência Episcopal Italiana. Sala do Consistório Vaticano, 24 de maio de 2012.

19 Responses to ““Não uma visão inaceitável de hermenêutica da descontinuidade e da ruptura, mas uma hermenêutica da continuidade e da reforma”.”

  1. “Perigosíssimos” FRATRES;
    Os cardeais e bispos conciliares estão totalmente de acordo com essa continuidade.
    Continuidade em destruir a Fé.
    Continuidade em avacalhar o que é sério, aquilo que herdamos dos Apóstolos.
    Continuidade em distanciar da Sagradas Escrituras.
    Continuidade em apostatar.
    Continuidade em se trair a Nosso Senhor.
    Continuidade em seguir a seus líderes: Judas Iscariotes e Lutero, filhos do mesmo pai: Satanás!
    Ah, também há continuidade nos devidos “aggiornamenti”, tal qual o fez Sua Excrecência, o Cardeal de Berlim, ao se mostrar a favor das uniões homoafetivas, uiiiii.
    Talvez, a pedido da cão ferrância episcaopau, Sua Excrecência virá ao Brasil para a festa de aprovação do Projeto de Lei da União Estável entre Homossexuais, projeto da Senadora Martha Suplício dos Cristãos, já aprovado pela comissão do Senado da República.
    Que continuidade bonita!
    Continuidade em se crucificar, a cada dia, Nosso Ssenhor…
    Continuidade em se destruir o Reinado Social de Nosso Senhor!
    Continuidade em se “abençoar” tudo aquilo que se contrapõe à Doutrina Católica.
    Isso sim, que é continuidade!
    Nem o velho parlapatão, o diabo, seria tão eficaz quanto “seus” filhos…
    Realmente, continuidade em tantas coisas…
    Se você pensa que houve alguma ruptura, impressão sua!
    E olha que quem afirma que não houve nenhuma ruptura é o “magistério autorizado”, hummm…
    Não, “perigosíssimos”, não houve nenhuma ruptura.
    Essa história de ruptura é coisa da cabeça de gente reacionária, de integristas, de fundamentalistas…
    Está aí um dos mmbros do “magistério autorizado” que não deixa nenhuma dúvida quanto à continuidade: Sua Excrecência o Cardeal Rainer M. Woelki, “Príncipe da Igreja” (conciliar – lógico !!!)
    Hummm
    Perfeita continuidade!!!
    Sim, Santidade, com tudo que ocorre na igreja conciliar, percebemos que não existe nenhuma ruptura.
    Existe apenas apostasia.
    Acorda, Alice, você não está no concílio das maravilhas !!!
    Kyrie Eleison!
    Nossa Senhora de Salette, rogai por nós!

  2. Errata:
    Nosso Senhor.

  3. Errata II:
    membro

  4. O Papa deixa bem claro,a culpa não é do concílio mas de sua má interpretação.
    não uma visão inaceitável de hermenêutica da descontinuidade e da ruptura, mas uma hermenêutica da continuidade e da reforma .
    Estas palavras bastam para entender o que quer dizer o Santo Padre.
    Agora quem ainda insistir em ficar contra o concílio que fique.
    O Santo Padre esta certo. Viva Bento XVI.

  5. Quem é contra o papa e contra o concílio não esta com a Igreja.
    É duro mas é verdade.

  6. Santo Padre, já entendemos que devemos adotar a hermeneutica da continuidade. Estamos esperando apenas que Vossa Santidade nos demonstre como conciliar o concílio com a Tradição.

    Posso insistir que porcos são aves, mas enquanto não mostrar um ovo de porco, ninguém me dará ouvidos. Por mais autoridade que eu venha a ter no assunto.

  7. O Papa não está fazendo uma análise da situação atual…. Ao contrário! Ele está ensinando como deve ser lido e aplicado o CVII, qual sua chave de leitura. Tem gente que não entende meia dúzia de simples palavras do Papa, mas quer se arvorar em juiz da Igreja…..

  8. “Não uma visão inaceitável de hermenêutica da descontinuidade e da ruptura [do CV-II], mas uma hermenêutica da continuidade e da reforma”. (Papa Bento XVI).

    É a conhecidíssima posição do Papa em defesa da tal “hermenêutica da continuidade”.
    Então eu gostaria que alguém me ajudasse a indicar qual a diferença entre esta visão do Papa Bento XVI e esta declaração de Dom Fellay, mostrada em entrevista aqui no Fratres (a partir de 1:00min no vídeo https://fratresinunum.com/2012/05/16/dom-bernard-fellay-sobre-bento-xvi-se-o-reconhecimento-vier-e-gracas-a-ele-e-apenas-a-ele/):

    “Muitas pessoas possuem uma COMPREENSÃO do Concílio que é errada. E agora nós temos autoridades em Roma que dizem isto. Nós pudemos dizê-lo nas discussões que, muitas das coisas que nós TERÍAMOS condenado como nascidas do Concílio, não são de fato do Concílio, mas sim da COMPREENSÃO comum dele”.

    Então…
    Troquem a palavra “compreensão” na declaração de Dom Fellay pela palavra “visão” do discurso de Bento XVI e vejam como fica.

    Finalizo, apenas lembrando que Dom Lefebvre escreveu um livro intitulado: “Acuso o Concílio”
    ( http://www.fsspx-brasil.com.br/pdffiles/Dom_Marcel_Lefebvre_Acuso_o_concilio.pdf ).

  9. Por que, o concílio e o papa são infalíveis quando defendem a liberdade de religião? Se são, quem é mais infalível: o Concílio de Trento, que a condena, ou o Vaticano II, que a promove? Ou ambos estão simultaneamente “corretos”? Não há “hermenêutica da continuidade” aqui: o concílio defende-a explicitamente, não há, em sã consciência, possibilidade de escapar dessa constatação.

    Neoconservadorismo é, dentre outras coisas, violentar a própria lógica e suas regras mais básicas, como o princípio da não-contradição. Vão em frente, continuem destruindo a capacidade de raciocinar que vos resta!

  10. “Não uma visão ‘inaceitável'(!?) de hermenêutica da descontinuidade e da ruptura…”

    É impressão minha ou, há uma certa imperiosidade no dizer de S.S. Bento XVI ?
    Talvez a mesma de S. Excia. o cardeal de Berlim…!?
    Mas certamente com o mesmo intuíto, o de impôr algo inaceitável, que vai contra os princípios da Fé e Tradição.
    Uma tese (Tradição), antítese (Modernismo), conclusão…hermenêutica da descontinuidade!

  11. Assim fica complicado…
    Os tais “frutos do Concílio” são as consequências inextricáveis de suas premissas: tertium non datur!
    Não há alternativa lógica ou teológica que justifique essa guinada do que as próprias idéias de aggiornamento que pervadiram os corações e mentes conciliares.
    O que se desejava era a acomodação da expressão ao “homem de hoje”. Mas esse “homem de hoje” foi classificado como “outro”, próprio, sui generis dentre todos os homens: era o encapsulamento cronológico e topológico de um modo de sentir e pensar tudo e todos. Não havia liame, mas uma idéia vaga. E foi essa idéia que iluminou nublando tudo o mais…
    Era a marcha inexorável do “progresso” que não olhava para trás e não sabia para onde iria…
    Todos foram tomados de um otimismo igênuo demais, culposo demais para com as coisas eternas trazidas ao mundo pelo lastro de nossa vontade corrompida. Foi o orgulho que impulsionou os desejos de “melhoria” cheio de “boas intenções”, mas cegos para a realidade hostil que os cercava.
    Aqueles que despertaram desse “sonho dogmático às avessas” foram e estão sendo tacitamente defenestrados da Igreja…
    Hoje, com a “inclusão e fraterna acolhida de todas as formas de ser Igreja” que a modernidade nos brinda, estamos diante de uma nova armadilha: aceitar a “plena comunhão” ou não?
    Se se aceita estamos dentro e reconhecidos, mas na iminência de ocorrer algo nova e terrível: uma re-excomunhão – como aquela ameaçada veladamente pelo Card. Bertone.
    Se não se aceita fica-se com aquela imagem de “sedevacantista light” para regozijo e deleite dos modernistas…
    O que fazer?
    Eu realmente não sei…

  12. Caro Mauro Ricardo, quem está fora da Igreja são estes modernistas malditos que acabaram com tudo o que foi ensinado em dois mil anos, só quem é cego ( ou pior quem se faz de cego) é que não vê o que está acontecendo com a Santa Igreja, quem insiste em dizer que está tudo muiiiiiiito bem, e que o concílio VII não tem culpa nenhuma, é que está fora da igreja.
    ” Será que também nós somos cegos? perguntavam os Fariseus (após o senhor curar um cego que eles queriam negar o milagre) ao que o Senhor Jesus responde SE VÓS FOSSEIS CEGOS NÃO TERIAM CULPA mas como dizeis ” NÓS VEMOS,”o vosso pecado permanece. São João IX, 40ss. Eis a terrível sentença do Senhor para aqueles que teimam em achar que esta tudo bem.

  13. Pois é Sr. Felipe, e tem gente que ainda teima em não enxergar o óbvio. É preocupante, angustiante, quando vemos o Papa repetir essas declarações exaustivamente. E nem falo do seu pensamento na prática. Parece que quer mesmo destruir a Igreja. Faz-me imediatamente pensar no acordo pelo qual Dom Fellay anseia. Eu não sei que tipo de garantias espera Dom Fellay de Bento XVI, só se for a garantia de que continuará apertando na mesma tecla…da destruição.

  14. “Perigosíssimos” FRATRES Ricardo e Darildo;

    Cremos que existe não uma ruptura, mas sim uma fenda abissal entre a Doutrina Católica, herdada dos Apóstolos, e a “doutrina conciliar”.
    “Perigosíssimo” FRATER Ricardo, tem muita gente por aqui que não quer ver, que teima em seguir o “magistério autorizado” , que afirma não existir ruptura.
    Hummm, mau cheiroso esse “magistério autorizado” não é mesmo?
    Fede à lama pútrida, misturda à diarreia mental e à toda a sujeira de seu clero conciliar…
    Hummm, chega até a inebriar, a entorpecer as mentes e as consciências, de tão mau cheirosos…
    Se bem que, ultimamente, tem exalado um odor extremamente adocicado, muito enjoativo, por ser muito vulgar… Sei não, mas me disseram que esse cheiro adocicado, bem vulgar, era berlinense…uiiiii
    Porém, creio que mais se parece com os cheiros adocicados de uma “bodeguita” arapiraquense…uiiiiiii
    Ah, são os frutos do “aggiornamento” !!!
    Para essa gente, não existe ruptura.
    Para eles, estamos errados. Eles estão certos.
    Creio que não são apenas “neo-con”, mas “neo-far” (de neo fariseus), muito bem colocado pelo FRATER Darildo, a quem envio saudações e abraços.
    Bem, ou nós estamos vendo coisas, ou eles estão (ou se fazem) de cegos.
    Quanto a Mons. Fellay, parece que começou “bem intencionado”, porém, acabou seduzido…
    Afinal, já nos diz o adágio popular: “de boas intenções, o inferno está cheio!”
    Enfim, a ruptura está aí, para quem quiser e puder enxergá-la. Só não vê quem não quer.
    Mas como pontifica o “magistério autorizado”:

    “Quem é contra o papa e contra o concílio não esta com a Igreja.
    É duro mas é verdade.”

    Prefiro estar com tudo aquilo que a Igreja sempre ensinou por longos dois mil anos, aprendido pelos Santos Apóstolos do próprio Cristo, nosso Senhor e Rei Eterno.
    Creio ser preferível seguir toda essa Herança da Fé e desprezar essa “nova igreja”, ou melhor, esse simulacro, essa meretriz que tenta substituir o lugar da Esposa do Cordeiro, essa prostituta que ensina a apostasia como algo natural, real e correto.
    “Perigosíssimos” FRATRES Ricardo e Darildo, guardemos nossa Fé!
    Eles já caíram mais fundo que os arianos, mais profundamente que todos os outros herges do passado. Afinal, o grande São Pio X disse que o “modernismo é a pior das heresias”.
    Parafraseando os “neo-con”, e as várias “Alices” que estão no concílio das maravilhas, posso dizer sem nenhum equívoco:

    “É duro, mas é verdade”.

    Abraços, meus caros e “perigosíssimos” FRATRES Ricardo, Darildo e todos os nossos “cumpanheiros”,

    Felipe Leão.

  15. Luiz Felipe, vocè disse tudo!
    O papa não está fazendo um comentário do panorama da Igreja mas dando a chave que os bispos, religiosos e leigos deveriam interpretar o concílio, a chave é que, devem interpretar sem ruptura, se o Papa insiste nisto é porque vê que a interpretação que prevalece é a da ruptura e descontinuidade. Simples assim.
    Tem gente que esperaria que de uma hora para outra o Papa lançasse um decreto revogando o Concílio e excomungando qualquer um que discordasse… Como se fosse tão simples assim. Af… santa ingênuidade. Dúvido muito do caráter de quem diz amar tanto a Igreja mas não é nem um pouco caridoso ao ler simples frases do Papa, tem gente que tremeria nas bases de nervos se estivesse no lugar do santo Padre. Queira Deus que façam algo a mais pela Igreja do que espressar suas clamorosas dores em comentários de internet.

  16. Corrigindo: onde está ‘Luiz Felipe’, lê-se ‘Luiz Henrique’
    Luiz Henrique, vocè disse tudo!

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