Bento XVI: “A revisão das formas litúrgicas manteve-se a um nível exterior e a «participação ativa» foi confundida com o agitar-se externamente”.

O Congresso realiza-se também num período em que a Igreja se prepara, em todo o mundo, para celebrar o Ano da Fé, que assinalará o cinquentenário da abertura do Concílio Vaticano II, um evento que lançou a mais extensa renovação que o Rito Romano já conheceu. Com base numa apreciação cada vez mais profunda das fontes da Liturgia, o Concílio promoveu a participação plena e ativa dos fiéis no Sacrifício Eucarístico. Hoje, olhando os desejos então expressos pelos Padres Conciliares sobre a renovação litúrgica à luz da experiência da Igreja universal no período transcorrido, é claro que uma grande parte foi alcançada; mas vê-se igualmente que houve muitos equívocos e irregularidades. A renovação das formas externas, desejada pelos Padres Conciliares, visava tornar mais fácil a penetração na profundidade íntima do mistério; o seu verdadeiro objetivo era levar as pessoas a um encontro pessoal com o Senhor presente na Eucaristia, e portanto com o Deus vivo, de modo que, através deste contato com o amor de Cristo, o amor mútuo dos seus irmãos e irmãs também pudesse crescer. Todavia, não raro, a revisão das formas litúrgicas manteve-se a um nível exterior e a «participação ativa» foi confundida com o agitar-se externamente. Por isso, ainda há muito a fazer na senda duma real renovação litúrgica. Num mundo em mudança, obcecado cada vez mais com as coisas materiais, precisamos de aprender a reconhecer de novo a presença misteriosa do Senhor Ressuscitado, o único que pode dar respiração e profundidade à nossa vida.

A Eucaristia é o culto da Igreja inteira, mas requer também pleno empenho de cada cristão na missão da Igreja; encerra um apelo a sermos o povo santo de Deus, mas chama também cada um à santidade individual; deve ser celebrada com grande alegria e simplicidade, mas também de forma quanto possível digna e reverente; convida-nos a arrepender dos nossos pecados, mas também a perdoar aos nossos irmãos e irmãs; une-nos a todos no Espírito, mas também nos ordena, no mesmo Espírito, de levar a boa nova da salvação aos outros.

Além disso, a Eucaristia é o memorial do sacrifício de Cristo na Cruz, o seu Corpo e Sangue oferecidos na nova e eterna aliança pela remissão dos pecados e a transformação do mundo. A Irlanda foi plasmada, ao nível mais profundo, por séculos e séculos de celebração da Santa Missa; e, pelo seu poder e graça, gerações de monges, mártires e missionários viveram heroicamente a fé na pátria e espalharam a Boa Nova do amor e perdão de Deus muito para além das suas praias. Vós sois os herdeiros duma Igreja que foi uma poderosa força de bem no mundo, e que transmitiu a muitos e muitos outros um amor profundo e duradouro a Cristo e à sua Mãe Santíssima. Os vossos antepassados na Igreja da Irlanda souberam como lutar pela santidade e a coerência na vida pessoal, como proclamar a alegria que vem do Evangelho, como promover a importância de pertencer à Igreja universal em comunhão com a Sé de Pedro, e como transmitir às gerações seguintes o amor pela fé e as virtudes cristãs. A nossa fé católica, imbuída dum sentido profundo da presença de Deus, maravilhada pela beleza da criação que nos rodeia, e purificada pela penitência pessoal e a certeza do perdão de Deus, é uma herança que seguramente se aperfeiçoa e alimenta quando regularmente é colocada sobre o altar do Senhor no Sacrifício da Missa.

Palavras do Santo Padre, o Papa Bento XVI, em videomensagem transmitida no encerramento do 50º Congresso  Eucarístico Internacional em Dublin, Irlanda.

13 Comentários to “Bento XVI: “A revisão das formas litúrgicas manteve-se a um nível exterior e a «participação ativa» foi confundida com o agitar-se externamente”.”

  1. Saudações, caríssimos.

    “precisamos de aprender a reconhecer de novo a presença misteriosa do Senhor Ressuscitado, o único que pode dar respiração e profundidade à nossa vida.” (Papa Bento XVI)

    Não sei porque, mas quando li isso logo me lembrei da passagem desta encíclica:

    “De quanto foi exposto aparece claramente, veneráveis irmãos, quanto estejam longe do verdadeiro e genuíno conceito da liturgia escritores modernos, que, enganados por uma pretensa disciplina mística mais alta, ousam afirmar que não nos devemos concentrar no Cristo histórico mas no Cristo “pneumático e glorificado”; e não duvidam asseverar que na piedade dos fiéis se tenha verificado certa mudança, pela qual Cristo foi como que destronado com o apegamento de Cristo glorificado que vive e reina nos séculos dos séculos, assentado à direita do Pai, enquanto em seu lugar foi colocado o Cristo da vida terrena. Alguns, por isso, chegam ao ponto de querer tirar das Igrejas as imagens do divino Redentor que sofre na cruz.” (Mediator Dei – Papa Pio XII)

    Graça e Paz.

  2. “A renovação das formas externas, desejada pelos Padres Conciliares,

    Será verdade que a maioria dos padres desejavam a mudança da missa?Ah,ele deve estar falando do
    “gupo do Reno”,o qual ele fazia parte.

    …visava tornar mais fácil a penetração na profundidade íntima do mistério; o seu verdadeiro objetivo era levar as pessoas a um encontro pessoal com o Senhor presente na Eucaristia, e portanto com o Deus vivo, de modo que, através deste contato com o amor de Cristo, o amor mútuo dos seus irmãos e irmãs também pudesse crescer.”

    Então a missa tridentina não conseguiu alcançar estes objetivos durante mais de 500 anos?

  3. “Perigosíssimos” FRATRES;
    Vejo que o Santo Padre percebeu que a tão desejada “renovação” deu-se apenas exteriormente…
    Uma pena, visto que ele, um dos “peritti” do “mega evento conciliar” tenha percebido tão tarde que essa tal renovação não passou de algo exterior e sem nenhum aprofundamente…
    Essa atitude dele deve ter decepcionado Karl Rhaner, seu amigo e “mentor” (pelo menos eram na época do “mega evento” – vide: “O Reno se lança no Tibre”).
    Interessante que a tal “primavera conciliar” não passa de um longo, frio e tenebroso inverno.
    Na matéria na qual o Padre Paulo Ricardo comentava sobre as tais “mudanças”, há a clara certeza de que elas foram muito além daquilo que os Padres Conciliares queriam.
    E foi consentida pelo Papa Paulo VI…
    Hummm…
    Bem, fico aqui imaginando o motivo pelo qual nenhum dos Papas pós conciliares não fez nenhuma intervenção.
    Outro dia tive a oportunidade de ir a um batizado, do filho de um colega de trabalho, que fazia questão da nossa presença, de minha esposa e eu, uma vez que seríamos os “padrinhos de consagração à Virgem Maria”.
    Ficamos boquiabertos com a cerimônia, que confesso aos “perigosíssimos” FRATRES, nunca havia visto, ou como eles, os conciliaristas dizem, “participado”, já que meus filhos e soobrinho foram Batizados na Santa Igreja Católica, no mesmo rito que há quase dois milênios a Santa Igreja vinha fazendo, até a desgraça conciliar, digo, o “mega evento”…
    Não há mais exorcismos, tampouco há vários rituais do Santo Batismo, como o uso do Sal ou mesmo o Ephatá.
    Inclusive, para tristeza desse meu colega, não houve a “Consagração” à Virgem
    Quando ele, o pai do bebê, foi atrás do “padre”, ele disse, na frente de todos que “isso é uma superstição, já que a Maria é uma mulher como a gente, que somente se consagra a Deus”, que “ela” (a tal Maria, à qual ele – o “padre” – se referia) “era um ser humano, com suas limitações e suas alegrias, que não era uma ‘deusa’, mas simplesmente a mãe de Jesus”…
    Minha esposa não se conteve e disse, “não, senhor ‘fulano de tal’, Ela é Mãe de Deus”.
    Para nossa maior indignação, o tal “padre” afirmou categoricamente que “Jesus é o Filho de Deus” e que “ele”, (deve ser o “tal Jesus” ao qual o senhor “padre” se referia – não Nosso Senhor – claro), “apenas teve “consciência” de que ele seria o filho de Deus no momento da Cruz”…
    Aí vimos que a situação era bem pior que imaginávamos… Nem o Dogma da Maternidade Divina, da Imaculada Conceição, tampouco o básico do Creo: “Creio em um só Deus Pai Todo Poderoso… E em Seu ùnico Filho, Jesus Cristo…Consubstancial ao Pai…”
    Nada disso, na na ni na NÃO…
    Bem, ficamos quietos e o senhor “padre” deu uma “bênção” para contentar meu colega, uma vez que este é um dos médicos da cidade e deve ter dado uma “gorda contribuição” para a “cerimônia de acolhida na comunidade cristã”, assim essa gente chama o ritualzinho deles que arremeda o Santo Batismo… Acho que nem os luteranos e anglicanos tÊm uma cerimoniazinha tão pobre…
    Nem usam Pia Batismal, usam uma jarra e bacia, de inox, claro, muito prático e inculturado…
    Quando leio essa notícia de que o Papa observou qua as “mudanças” foram apenas exteriores, que esvaziaram, patati, patatá… Até me deu um certo ânimo…
    Mas isso será possível, nesse “balaio de gatos” que se tornou a igreja conciliar?!?
    Hummm…
    Esperamos que o Papa tenha pulso para fazer as mudanças necessárias.
    A primeira delas deve ser na formação do seu clero, determinando professores que tenham, no mínimo, Fé.
    Fé em Deus e consciência de que Nosso Senhor Jesus Cristo É O MESSIAS, O SALVADOR !!!
    Segundo, o Papa deve exigir que os senhores bispos e suas “conferências” ensinem que Nosso Senhor Jesus Cristo, faz parte da Santíssima Trindade, da qual é a Segunda Pessoa.
    Coisinha simples, a base da Fé Católica, o que chamamos, nós, que Guardamos a Fé, de Santíssima Trindade.
    Acredito que esse Dogma, o da Ssma. Trindade, ainda não tenha “caído” ou “sido abolido” pelo mega evento.
    Se por acaso a igreja conciliar o tenha “abolido”, ou se por acaso, de acordo com o “aggiornamento” e as relações ecumênicas, tenham achado melhor não mais falar desse tal “Dogma”, afinal, uma “imposição antiquada” e nada democrática, a “cão ferrância” (CNB do B) deveria avisar os “Redentoristas” de Trindade, em Goiás, para diminuírem a ênfase em suas “Novenas do Pai Eterno”…
    Ah, claro, diminuriam a$ renda$ da “cão ferrância”…
    Hummm…
    Quanto às “reformas na Liturgia” devem ser rápidas, senão, pelo menos aqui no Brasil onde a igreja conciliar perde centenas de “fiéis” a cada dia para as seitas evangélicas, os tais “irmãos separados”, em linguagem “ecumênica”, não encontrarão tantos adeptos mais para contemplar as “reformas, mudanças, “aggiornamenti”, sei lá o que vão fazer…
    É …, a tal primavera mostra-se seca e fria …, mas, por favor, não digam nada ao “Liturgo Mór” de Uberaba, senão ele fica tristinho… E pode até ir afogar as mágoas na “marvada”, junto ao sapientíssimo e sóbrio bispo de S. Carlos, SP.
    “Perigosíssimos” FRATRES, a que ponto chegaram nessa igreja conciliar.
    Nem acreditam mais que Nosso Senhor é Deus.
    Creio que isso é uma ignorância básica, já que nos feminários, digo, casas de deformação, a moçada aprende de tudo, menos Catecismo.
    Ah, sim, deveriam, ao menos estudar o “Novo Catecismo” do neo beato, aquele mesmo catecismo que foi a base para o tal “Preâmbulo”, que o Mons. Fellay vai assinar, nos próximos dias.
    Como “sonhar não custa nada”, talvez, o Santo Padre, o Papa Bento XVI, conhecendo tão bem o Concílio, já que foi um de seus mais respeitados “peritti”, poderia impor um “Preâmbulo” aos bispos conciliares do mundo todo. Um “Preâmbulo” com poucos tópicos.
    O primeiro deveria dispor que os senhores sucessores do Iscariotes ensinassem, ao menos, tal qual o Credo Niceno-Constantinopolitano, ensina que Nosso Senhor Jesus Cristo é consubstancial ao Pai.
    Caso isso não venha a “ferir” a harmoniosa relação ecumênica, poderia ser o primeiro e mais básico dos artigos desse possível “Preâmbulo”…
    Acho que não vai dar pra escreverem este “Preâmbulo”…
    Afinal, causaria um grande problema: ofenderia os “irmãos mais velhos na Fé”, já que eles estão esperando, ainda, o Messias…
    Pena que Ele já veio, “veio para os seus e os seus o rejeitaram”… Calma!, foi o Apóstolo João quem escreveu isso!
    Ah, também pudera, o João não era amigo do Judas Iscariotes, não pediu seu conselho para escrever isso… Ah, também o Iscariotes já tinha se enforcado, quando percebeu sua traição …
    Nossa, os traidores, pelo menos os antgos, se matavam…
    Hummm…
    Ah, Lúcifer… o “Papaizinho” dessa tchurminha ecumênica conciliarista deve estar “morrendo” de rir, e nada preocupado com suas “reforma da reforma”, visto que a “hermenêutica da continuidade” vai possibilitar a interpretação do mega evento com a mesma ênfase que ele, o velho parlapatão, inspirou em seus “filhinhos… O tal “espírito do concílio”, ou melhor: o espírito de porco…
    Entenda: caos, bagunça, heresia e blasfêmia… Como no inferno, que não mais existe, ou está vazio, segundo os “teólogos do mega evento”…
    Onde o Mons. Fellay foi amarrar seu burro…
    Entrou na “Arca de Neo é”, onde todo mundo brinca, todo mundo briga e todos têm razão, afinal a igreja conciliar é mesmo uma demôniocracia…
    Rir pra não chorar…
    Depois a gente faz aquela perguntinha básica:
    ESSA IGREJA CONCILIAR É SÉRIA ?
    E tem gente que fica com raivinha…
    Boa semana a todos!
    Felipe Leão.

  4. Belas palavras, porém já é chegada a hora de palavras e ações mais duras por parte do Santo Padre. Uma Santa Igreja humanamente acabada é o que temos, e assim sendo, caba a ele o
    ínicio das medidas e punições necessárias para a restauração da verdadeira Liturgia,

  5. “Conhecereis a Verdade, e esta, Vos libertará”.

    Ao longo da história da Igreja, todo tipo de heresias e doutrina falsa que surgiam no interior da mesma, sempre foi condenado pela autoridade máxima da Igreja, o Papa, seja por documentos ou, a depender da gravidade, por concílios.

    Ja passou da hora de acabar com esse lero-lero e condenar o CVII definitivamente, desde Paulo VI, existe consciencia dos abusos litúrgicos e doutrinais, mas insiste-se em tentar podar os galhos sem arrancar a árvore ruim pela raíz.

  6. Caro Felipe Leão

    O pior de tudo é que isso é apenas o que fazem às claras. Imagina o que não acontece às escondidas.
    Se um “padre” já diz uma barbaridade dessas para quem quer que o questione, imagina o que não fala em um confessionário.

    Opa, será que ele sabe ainda o que é um confessionário?

    PS: o trocadilho de “feminário” foi muito bom. Além de triste, claro.

  7. Olha eu fiquei profundamente “irado” lendo o que o Felipe Leão escreveu, sinceramente se fosse eu alí teria mandado esse “padre” criar vergonha na cara dele, como pode falar assim da Santíssima Virgem Maria ?! isso não é atitude de um sacerdote mas sim de um safado que não merecia estar celebrando uma missa .. Ah se fosse comigo !!
    Ele merecia sim levar uns bons tapas … desculpa mas o sangue ferveu mesmo !

  8. Viva Cristo Rei! Salve Maria Puríssima!

    Prezado Felipe Leão,vocês pensaram na possibilidade do batismo de seu afilhado têr sido inválido?Pelo visto…Aquí em BH um amigo meu participou há pouco tempo de um congresso para “padres” e leigos onde foi dito claramente que se deveria mudar a idéia de batismo o qual deveria ser a “inserção da criança na comunidade cristã”.Eu sei que se faz,pelo menos nas comunidades tradicionalistas batismo e crisma sob condição.

    Ah,e tem o caso ocorrido com um conhecido meu o qual ex seminárista num “feminário” e sai de lá sem fé e ele dizia que um dos pe.professores afirmava que Nossa Senhora não era virgem.A boa noticia disso tudo é que ele pelo menos não perdeu a masculinidade.

  9. A gente não sabe se darão muitos frutos a semeadura do Santo Padre, que semeia em chão inóspito, duro e triste. Mas como é prazeroso, salutar e edificante ver que pelo menos sai este semeador a campo semear sua semente, que é a verdadeira semente da Palavra de Deus.

    Parece pouco, mas o Papa reconhecer que as Missas de hoje estão virando um verdadeiro “festival de requebros” e absolutamente ocas, já é um avanço. Um avanço e ao mesmo tempo uma perplexidade porque jamais era para estarmos nesta situação deplorável, tentando, de forma melancólica e risível, copiar os comícios e lengas-lengas evangélicas!

  10. Caro Felipe, ao ler o que você escreveu sobre o infeliz comentário do “padre” sobre a Santíssima Virgem Mãe de Deus e o próprio Deus feito homem, não pude deixar de relacionar ao caso abaixo:

    http://morroporcristo.blogspot.com.br/2012/06/video-barbaro-de-martirio-real-e.html

    Enquanto neste exemplo vemos um jovem sendo decapitado pelos maometanos em meio a acusações de “politeismo” por abandonar a crença na heresia do pedófilo Maomé e abraçar a crença no Cristo, 2ª pessoa da Trindade Santíssima, por aqui temos um (dos muitos) padre que deveria representar o próprio Cristo na terra a renegar (ou desconhecer) verdades elementares de nossa Fé.

    Tristes tempos em que vivemos.

  11. Felipe Leão, eu reforço as suspeitas levantadas pelo nosso colega José Carlos. Corre o risco do filho de seu colega não ter sido batizado pela falta dos elementos essenciais a um sacramento (ou forma, ou matéria ou intenção). Já soube de um caso semelhante ao seu. O padre foi categórico: NÃO HOUVE BATISMO.
    Sugiro levar o caso a apreciação da sua Diocese ou ao Núncio Apostólico.

  12. Cleir falou a coisa mais acertada a se fazer: encaminhar o caso à Diocese. Não se pode ficar calado diante de uma heresia rotunda e, pior, saída assim da boca de um padre!

  13. “Perigosíssimos” FRATRES;
    Primeiramente peço desculpas por responder-lhes um tanto tarde, dias após os post’s.
    O problema é que devido ao trabalho, tenho como ler os post’s, porém, para escrevê-los demanda um tempinho a mais, o que, trabalhando em três cidades diferentes, fica meio complicado…
    Espero que os “perigosíssimos” FRATRES me compreenderão.
    Li todos os conselhos.
    Alguns FRATRES ainda têm dúvida se o “batismo” foi válido.
    Desculpem-me a sinceridade, mas tenho certeza de que não é e nem nunca foi válido, tal qual qualquer “sacramento” ministrado por hereges.
    Havia de antemão avisado ao colega, porém, seus pais, bem como sua esposa e os familiares dela, são membros participantes da igreja conciliar, sendo os sogros deste colega, “MECES”, “ministros EXTRAORDINÁRIOS da comunhão eucarística.
    Eles quiseram “iniciar na comunidade” o filho desse meu colega.
    Parece que a contra gosto dos avós maternos, eles nos convidaram para “padrinhos de consagração”, que não houve, tampouco o Batismo.
    Mas, tal qual era o desejo das famílias e da esposa, o bebê fora “batizado” numa “comunidade paroquial”.
    Quanto a “reclamar” na Diocese, ou na Nunciatura, desculpem-me, não o farei por algumas razões.
    A primeira, e creio que a mais profunda delas é que como Católico, não acredito, nem aceito nenhum “sacramento” dessa dita “igreja conciliar”, que caricaturiza os Sacramentos deixados por Nosso Senhor.
    O segundo é que ainda que nós fossemos, minha esposa e eu, frequentadores da “igreja conciliar” a situação seria muito complicada.
    O evento deu-se numa determinada paróquia de uma cidade da Arquidiocese de Ribeirão Preto. Nessa Arquidiocese o senhor arcebispo conciliar está muito doente, pelo que me disseram, em estado grave. Deixou como “substituto”, “vigário episcopal”, ou sei lá como os conciliaristas chamam o tal “cargo”, um bispo aposentado, que por sinal abomina qualquer expressão piedosa ou Católica, inimigo declarado da Missa.
    O que fazer? Reclamar para quem?
    Para o Núncio? Que nomeia certos “tipinhos”, como o bispo da mitra penosa?
    O pior, é que esses “conceitos teológicos”, de que “Jesus teve consciência de que era o ‘Messias’ apenas na hora da morte de cruz;” ou “que os evangelhos foram escritos pelas comunidades que colocaram ali sua ‘experiência de fé’ e não uma ‘verdade real’;” ou “que Maria não é nada daquilo que foi ensinado pela igreja, que Maria foi ‘endeusada’ para ser o marketing da igreja da contrarreforma”, entre otras cositas más; é abertamente ensinado e defendido por um professor de teologia bíblica, um senhor que estudou em Roma, o tal “padre”, que difunde essas “belas teorias” no centro de (DE)formação da Arquidiocese de Ribeirão Preto.
    Estão assustados?
    Ficarão pasmos agora: este tal “padre” é “professor” em outros “centros de (DE)formação”, como também da Arquidiocese de Pouso Alegre, MG.
    Ademais, descobri com uma enfermeira, “engajada na pastoral”, de um dos Hospitais nos quais trabalho, que “tem uns cursos nos quais este ‘professor’ entre outros vão ensinar que acabam ‘desmistificando’ tantas daquelas historinhas que a gente acreditava, que nada mais são que fábulas…”
    Nossa, somos “fabulosos”…
    Acreditamos num Deus feito Homem para nos Salvar…
    Noooooooooossssaaaaaaa, que absurdo! Em pleno séc. XXI !!!!!
    Esses “novos conceitos” (que de “novos” não têm nada, já que são fruto de todas as heresias do passado) são ensinados aos futuros “padres” e aos pobres leigos, que vão fazer os “cursos de teologia para leigos”…
    Difícil, né?
    Disse-me ainda esta senhora que o tal “padre” ainda escreve no site da diocese mienira e em “cadernos de formação”, digo, cadernos de DEFORMAÇÃO, usados nos “círculos bíblicos e novenas do Natal”
    Daí, diante de todo esse quadro os “perigosíssimos” FRATRES me desculpem, mas reclamar pra quem?
    Para o Papa?
    Diante de tantos escândalos que vemos todos os dias, aqui mesmo neste nosso FRATRES, e ninguém faz absolutamente nada…
    Ou melhor, fazem sim.
    Quando se trata de alguém Católico e sério, ainda que de acordo com o “mega evento conciliar”, mas que demonstre seriedade e Fé, como no caso de Padre Paulo Ricardo, os sucessores do Iscariotes tratam de persegui-lo e tentar destruí-lo…
    Daí me pergunto, “perigosíssimos”, por acaso essa gente aí, os tais bispos, não se preocupam com seus fieis?
    Ah, sim, estão ensinando as “novas teorias da teologia” para eles…
    Talvez por isso que milhares deles, a cada dia que passa, deixam a igreja conciliar indo para as seitas.
    É que nas seitas, por piores que elas possam ser, são heresias que ao menos “acreditam” em Cristo Nosso Senhor, muito diferente desse arremedo de igreja.
    Agora, “perigosíssimos” FRATRES , diante de tudo que acontece à nossa volta, diante de heresias, de blasfêmias, das mais absurdas cenas que assistimos, somente rezando e se afastando dessa gente.
    Acredito que nem os mais pérfidos hereges, os mais encarniçados inimigos da Igreja, jamais, conseguiriam o que esses aí, que se dizem “pastores do povo de Deus” fazem…
    Essa gente nada mais é que o mais pútrido e fétido câncer que corrói as entranhas da Igreja, tentando, em vão, acabar com Ela.
    Nosso Senhor nos pormeteu que “as portas do inferno nunca prevalecariam contra Ela”, bem como a Imaculada Virgem Santíssima nos disse em Fátima” Por fim, o Meu Imaculado Coração triunfará!”
    Basta a cada um de nós, Guardar a nossa Fé, rezarmos e nos formar, buscando forças para esta grande batalha, na qual há dois exércitos: um de Nosso Senhor Jesus Cristo, com Sua Santíssima Mãe, Seus Anjos e Seus Santos, o outro, do velho inimigo, com seus sequazes, seus malditos e pérfidos apóstatas e seu concílio de mentiras, heresias e blasfêmias.
    Basta-nos decidir em qual deles devemos lutar.
    A qual bandeira devemos ser fieis?