A Prelazia São Pio X: o que Dom Fellay assinou.

Por Summorum Pontificum Observatus | Tradução: Fratres in Unum.com

Apesar do segredo muito bem mantido sobre as negociações entre Roma e a FSSPX e, seja como for, as reviravoltas casuais clássicas “de última hora” em tais casos e que consomem (que são destinadas a consumir?) os nervos, conhecemos agora o essencial da declaração doutrinal assinada em 15 de abril de 2012, que deve constituir a base do reconhecimento canônico da obra de Dom Lefebvre, sob a forma de uma Prelazia Pessoal.

De fato, em sua conferência de terça-feira, 5 de junho de 2012, na escola Saint-Joseph-des-Carmes, o Padre Pflüger, Primeiro-Assistente do Superior-Geral da Fraternidade São Pio X, deu, em substância, os principais elementos desta declaração que, não é mais segredo para ninguém, a Comissão Ecclesia Dei, de imediato, considerou totalmente satisfatória. Os termos suaves de Dom Fellay procuravam ser recebidos por seus interlocutores, enquanto mantendo a linha firme de Dom Marcel Lefebvre. Uma retomada muito inteligente, em suma, da fórmula da adesão de 1988.

No essencial, segundo o testemunho do Primeiro-Assistente, Dom Fellay, sobre os pontos que geram dificuldades no Concílio e na nova liturgia, declarou e assinou que:

“A inteira Tradição da Fé Católica deve ser o critério e o guia de compreensão dos ensinamentos do Concílio Vaticano II, o qual por sua vez esclarece certos aspectos da vida e da doutrina da Igreja, implicitamente presentes nela, não formulados ainda. As afirmações do Concílio Vaticano II e do Magistério Pontifício posterior relativas à relação entre a Igreja Católica e as confissões cristãs não-católicas devem ser entendidas à luz de toda a Tradição”.

Satisfazendo, assim, tanto a Comissão Ecclesia Dei como aqueles que tinham receios dentro da FSSPX.

40 Comentários to “A Prelazia São Pio X: o que Dom Fellay assinou.”

  1. Parece-me bom (a não ser que algo me tenha passado batido…)!
    São Pio X, rogai por nós!

  2. “Meus olhos petrificados contemplam (mais) uma batalha perdida. E nesse mundo que não muda, de que vale a vida de um pobre guerreiro?”

  3. Parece que as coisas se encaminharam a contento e deve haver liberdade de atuação. O Fratres consegue informação com uma rapidez, que mais parece o WIKILEAKS dos sites católicos. rs rs rs.

  4. “confissões cristãs não-católicas”

    Isso não existe. O que existe são hereges e cismáticos. Se Dom Fellay assinou isso, já está aceitando implicitamente os ensimentos (ou seria o “espírito”?) do Vaticano II. O que começa errado geralmente acaba errado.

    “Satisfazendo, assim, tanto a Comissão Ecclesia Dei como aqueles que tinham receios dentro da FSSPX.”

    Sou apenas um fiel, mas não estou nem um pouco satisfeito.

    Que Deus tenha piedade de nós e que sua Santíssima Mãe interceda para nos abreviar esse castigo (cujo novo capítulo já começou).

  5. Que venha a prelazia. Parafraseando o próprio Superior Geral: acaso perdemos a fé na graça divina e na ação do Espírito de Deus? Nos tornamos uns pelagianos que acreditam apenas no mérito humano para as boas obras? E ainda invocamos a tradição … Vamos confiar mais, gente!

  6. “Tudo concorre para o bem dos que amam a Deus” (Rm 8,29)

  7. Caro Ferreti, Salve Maria!

    Três breves observações, se me permite.

    1. Essa tradução está bastante… estranha. Uma tradução respeitando a ordem dos termos certamente ficaria bem mais clara, não? Ei-la:

    “A inteira Tradição da Fé Católica deve ser o critério e o guia de compreensão dos ensinamentos do Concílio Vaticano II, o qual por sua vez esclarece certos aspectos da vida e da doutrina da Igreja, implicitamente presentes nela, não formulados ainda.”
    l’entière Tradition de la foi catholique doit être le critère et le guide de compréhension des enseignements du Concile Vatican II, lequel à son tour éclaire certains aspects de la vie et de la doctrine de l’Église, implicitement présents en elle, non encore formulés. »]

    Do contrário, fica parecendo que é a Tradição, e não o Vaticano II, o sujeito de “que por sua vez esclarece certos aspectos da vida e doutrina da Igreja ainda não formulados, mas implicitamente presentes nela.” (O que nem sequer faria sentido, pois a expressão “por sua vez” indica paralelismo, o qual inexistiria caso a Tradição fosse o sujeito de ambas as assertivas: i.e. tanto de qual o critério de compreensão do Concílio, quanto de quem esclarece a doutrina implícita da Igreja.)

    2. Sendo assim, seria interessante elencar uma lista de quais são essas doutrinas que o Vaticano II pretendeu explicitar. A primeira que me vem à mente é a seguinte:

    “Ora, visto que a liberdade religiosa, que os homens exigem no exercício do seu dever de prestar culto a Deus, diz respeito à imunidade de coacção na sociedade civil, em nada afecta a doutrina católica tradicional acerca do dever moral que os homens e as sociedades têm para com a verdadeira religião e a única Igreja de Cristo. Além disso, ao tratar desta liberdade religiosa, o sagrado Concílio tem a intenção de DESENVOLVER A DOUTRINA dos últimos Sumos Pontífices acerca dos direitos invioláveis da pessoa humana e da ordem jurídica da sociedade.”
    http://www.vatican.va/archive/hist_councils/ii_vatican_council/documents/vat-ii_decl_19651207_dignitatis-humanae_po.html

    3. Parece que o bispo Tissier de Mallerais realmente não pretende endossar um preâmbulo na linha desse que foi noticiado, pois se entendi bem, ele acaba de negar a ecumenicidade do concílio Vaticano II:

    “Essa união adulterina [entre a Revolução e a Igreja] foi o objetivo principal do Concílio Vaticano II de acordo com Gaudium et Spes, n.º 11 – este concílio tem o plano de introduzir na Doutrina da Fé os valores mais amadurecidos de dois séculos de Liberalismo – os valores de dois séculos de liberalismo – foi ele que introduziu esses erros do liberalismo na Doutrina da Fé. Tal foi o objetivo principal do Segundo Concílio do Vaticano. E assim era impossível que esse Concílio fosse assistido pela assistência do Espírito Santo na medida em que aplicou essa má e perversa intenção de introduzir os erros do liberalismo na Doutrina da Fé. Isso é impossível! Assim, esse concílio, na medida em que aplicou essa intenção, não possui obrigação vinculante – não tem autoridade de magistério. Nós não – NÓS NÃO ACEITAMOS QUE O CONCÍLIO [Vaticano II] SEJA UM VERDADEIRO CONCÍLIO.”
    (bispo TISSIER DE MALLERAIS, Sermão nas Ordenações de Winona, Sexta-feira, 15 de junho de 2012. Vídeo e transcrição em: http://z10.invisionfree.com/Ignis_Ardens/index.php?showtopic=9927 ).

    Aguardemos os próximos episódios!

    Abraços cordiais,
    Em JMJ,
    Felipe Coelho

  8. Estranho esse visitado blog colocar uma noticia dessas, com um titulo tao sensacionalista, ja que esse comentario nao leva em conta a visita de B.Fellay a Roma, no ultimo dia 13, e como sabemos, nada foi assinado ainda.

    De qualquer forma, a hermeneutica da continuidade parece ter sido entendida pelos dirigentes da FSSPX.

  9. Acho interessante que geralmente quem diz coisas como “Vamos confiar”, etc. nunca esteve ao lado da FSSPX, mas contra ela. Não usem “vamos” por favor. Só quem esteve ao lado da Fraternidade todos esses anos pode dizer “vamos”. Mas eu uso “vamos” para dizer outra coisa. Vamos dizer não a esse acordo que representa a destruição da Fraternidade.

  10. Olha eu entendo uma coisa. Se cada vez mais tivermos padres nos dando os sacramentos, ensinando os católicos a sã doutrina, levando-os para uma vida de santidade, penitência e de devoção à Santíssima Virgem. Para mim está bom, não vou ficar chorando ou reclamando se todas as vírgulas estão ou não no lugar.

  11. É o fim da Fraternidade e da Obra de D. Lefebvre. Valha-nos Deus!!

  12. Se até os leitores do Fratres estão divididos com a simples veiculação de notícias e rumores, o que será da Fraternidade quando o reconhecimento for assinado?

  13. A História nos mostra que a FSSPX é uma obra da Igreja. Esta, sim, foi a intenção de Dom Lefebvre, aliás, autorizada pelo bispo de Friburgo quando aprovou seus estatutos.

    No desenrolar da Hsitória foi suprimida ilegalmente pelo sucessor do bispo que a aprovara. Portanto, continuou a ser obra da Igreja, nunca em oposição a Ela.

    O recebimento de um visitador da Santa Sé foi mais uma prova que sempre continuou a ser obra da Igreja. Quando foi pedir mandato ao Papa João Paulo II para sagrar bispos Dom Lefebvre mostrou mais uma vez que queria seguir os trâmites legais. A autorização foi-lhe implicitamente concedida e ele teve razões para realiza-las sem o mandato oficial, pois, as condições propostas à época é que eram inaceitáveis.Fez bem.

    Sua luta não foi em vão. A obra da Igreja permanece.

  14. Devemos assumir nossas posições em todas as suas consequências: os que são contrários ao “sim” de Dom Fellay, incluindo os “super católicos” acima, que julgam sua visão política e maliciosa maior que a graça de Deus, devem deixar de vez o catolicismo romano, tornando-se sedevacantistas.
    Sim, eles dirão que já são mais católicos que Roma, mais ortodoxos que Pedro. Assumam-se, portanto.
    Certamente, já estão no caminho para tal … e não serão os primeiros!
    Eu, que sofro com as mesmas dúvidas dos demais, ficarei com Roma, lembrando-me, por exemplo, do Concílio de Constança, em 1414. Haviam três papas e a Igreja havia se perdido no caminho. A crise do Cisma do Ocidente, tanto política, quanto moral e dogmática, era bem superior a de nossos dias, no entanto … Cristo venceu, apesar de tão fracos instrumentos: O verdadeiro papa de Roma, Gregório XII, abdicou para que Martinho V fosse o Papa único. A Igreja, que deveria ter se extinguido no Concílio de Pisa, sobreviveu e chegou até hoje, sendo a razão de tantas vidas de seguimento a Jesus, incluindo a minha própria.

  15. Desconheço (e qualquer um aqui) em integridade o texto em que dom Fellay teria aposto hoje sua assinatura. Se for verdade, sem dúvida haverá um “racha” na comunidade lefebvriana. Mas eu penso de uma maneira que gostaria de agora externar: dom Fellay teve todo o tempo de seu episcopado considerado “ilícito” por Roma para assistir o entreguismo dos resistentes. Ele viu o fim da resistência de Campos – e a lamentou! – dos redentoristas de Papastronsay e de outros “convertidos” segundo o administrador apostólico de São João Maria Vianney. Dom Fellay resistiu durante duas décadas a todo e qualquer acordo vaticano por distinguir claramente a penetração do pensamento legalista neoconservador entre os padres fiéis à Igreja de sempre. Teríamos de encontrar um motivo para apontar a capitulação de dom Lefebvre, ainda mais num momento de aguda crise no interior do Vaticano.

    Num post anterior eu já pretendi ensinar um Bispo a ser Bispo, aqui quero dizer o que faria se fosse dom Fellay – eu assinaria o papel e pronto! Aceitaria EM TEORIA o que exige o tal Preâmbulo e NA PRÁTICA ignoraria suas exigências, como faz a grande maioria dos bispos da plena comunhão, especialmente aqui no Brasil: em teoria obedecem ao Papa, na prática o combatem.

    O enquadramento canônico da FSSPX (ou de parte dela) permitirá ainda uma maior mobilidade de seus padres pelas dioceses e os modernistas não terão mais as desculpas de sempre para barrá-los. Não descarto que inventem novas.

  16. Clebio, você está certo, eu nunca estive “ao lado da Fraternidade”, seja lá o que isso signifique. Claro, pois a Fraternidade é apenas um instrumento. Pode ser que um dia, como aconteceu com outras ordens e institutos religiosos, ela deixe de ser um bom instrumento na salvação das almas (Deus não permita!), e nesse dia não mais a seguirei. Não tem problema, ela não é o único bom instrumento de salvação para as almas. Mas “do lado”, isso não existe, porque o único lado em que eu estive e sempre estarei é o de Cristo, que é Sua Igreja. Grupos e movimentos são coisas humanas e falíveis, a Igreja é Divina.

  17. Não sabia que a FSSPX tinha se tornado propriedade de um grupo estrito de pessoas…Será que para esses que preferem a exclusividade da “marca” FSSPX serviria a famosa sentença: Quem não ajunta comigo, espalha?

  18. ERRATA: “Teríamos de encontrar um motivo para apontar uma POSSIVEL capitulação de dom FELLAY”

  19. É o fim da crie de fé e dos modernistas, caro Govanne, ou você acha que um exército, quando entra no campo de batalha, entrpra perder?!

  20. Eu lendo esses comentários penso que muitos aqui consideram que a FSSPX em algum momento deixou de ser Igreja Católica, tipo algo separado de Roma , eu não concordo com esse pensamento.
    Eu penso que Dom Fellay e os outros bispos tem que lutar pela reforma litúrgica e teológica DENTRO da Igreja e não fora. Se Lutero tivesse lutado pela reforma de Roma em comunhão com a Igreja hoje talvez ele fosse um grande santo reformador e não estivesse condenado no inferno ou seja a divisão nunca é boa , quem divide é o diabo.
    Discordo totalmente de quem busca fazer alguma coisa fora do corpo de Cristo que é a Igreja.

  21. Se tantas pessoas confiam realmente na ação e intervenção Divina no decorrer da história. Então, não entendo porque o desespero de declarações como “é o fim da Fraternidade e da Obra de D. Lefrebre…” … soaria também “é o fim da Igreja de Cristo…” ,” a desgraça final aconteceu… tudo está perdido…ai meu deus!”

    Custo a pensar até quando este desespero seria católico. Se de fato, a Fraternidade tem uma missão importante e histórica na Igreja de Cristo, se de fato, muitas pessoas crêem mesmo que ela é um eco da tradição da Igreja de Deus, e se acham que ela “acabando” acaba tudo. Logo, não entendo tamanha confiança que colocavam anteriormente e depois o desespero de desolação, parece que esqueceram das palavras de Cristo.

  22. ClebioCF bem oportuno o seu comentário. Tem muita gente “pegando o bonde andando” e não se dar conta que está indo na direção errada.

  23. E qual é a direção certa senhor Francisco de Assis Lima? Por favor, queira apontar para os menos instruídos em FSSPX…grato.

  24. Junior Soares,

    Gostei do seu comentário porque muitos aqui parecem que perderam a fé nas palavras de Jesus que afirmou que as portas do inferno jamais prevaleceriam e que ele estaria com a sua IGREJA CATÓLICA APOSTÓLICA E ROMANA, ( essa mesma que está dominada de modernistas ) todos os dias até a consumação dos séculos .

    O que eu vejo aqui por parte de alguns tá mais parecido com fanatismo religioso , tipo assim FORA DA FSSPX NÃO EXISTE SALVAÇÃO ! Isso já está mais perto da demência , algo completamente absurdo. Nosso Senhor deseja a unidade de sua Igreja e nunca a divisão, quem semeia a divisão é satanás . Não percebem que se o Santo Padre e Dom Fellay desejam a unidade poderia ser um sinal que o Espírito Santo a quer .

  25. Nestas horas, do “mar em turbulência”. Precisamos ter muita prudência nas nossas palavras, para não julgar errado as coisas como estão ocorrendo. Nós, ainda não temos em mãos. Os documentos oficiais assinado por Dom Fellay. Ainda é muito cedo, para condenar um; ou os outros Bispos da Fraternidade. Tudo leva a crê. Que Dom Fellay, não assinaria nada que tivesse em contradição com aquilo que sempre a Santa Igreja ensinou.
    Ele conhece mais do que qualquer um de nós, os abismos que afundaram os demais, que fizeram acordos com Roma.
    Praticamente todos, não continuam sendo fiel, a Tradição da Igreja. Estes não veem mais, os erros da missa nova, do Concílio Vaticano II, da liberdade religiosa… Diz o velho ditado: “Quando vemos a barba do vizinho pegar fogo. Vamos colocar a nossa na água.”
    Cabe a Dom Fellay, rezar muito, para não jogar de “ralo a baixo”. Este tesouro tão precioso, que estamos a tantos anos defendendo; com tanto garbo.
    Se Roma nos oferecer algo, sem pedir nada em troca, que não venha toldar os ensinamentos contínuo da Igreja. Tudo bém! Caso contrário, não podemos aceitar. Devemos amar a Deus sobre todas as coisas.
    Devemos lembrar sempre. Nós, católicos Apostolicos Romanos, não temos lider. O nosso lider é. Nosso Senhor Jesus Cristo. Quando alguém, está de comum acordo com Ele, nós somos seus amigos. Contrário, não.
    Joelson Ribeiro Ramos.

  26. “Perigosíssimos” FRATRES;
    Apenas lamento que em nome de uma “obediência”, de uma “comunhão plena”, muitos se esqueçam de princípios básicos.
    Acredito que “firmar um acordo”, ainda que “pro forma” não dará maior liberdade de ação, tampouco porporcionará uma melhor interação no trabalho Apostólico da Fraternidade.
    Roma não dá sinais de que esteja a “reve suas posições modernistas”.
    Os “Institutos Ecclesia Dei” estão aí para nos mostrar qual é o verdadeiro interesse daquela gente romana.
    Aos “neo-con” que acreditam que tudo vai bem, que aqueles que somos “contra” o nefasto acordo, somos sedevacantistas ou outras coisas mais, invocando até concílios do passado, para justificar sua posição “oficialista”, somente peço que se lembrem que a Igreja, ainda que naquelas épocas, não estava à mercê de hereges e apóstatas.
    Termino lembrando aquele que chamamos “Apóstolo das Gentes”, o Grande São Paulo: “acaso alguém, ainda que seja um anjo do céu, venha a lhes ensinar algo diverso daquilo que nós lhes ensinamos, que seja anátema!”
    Difícil.
    Afinal, como diz o adágio latino: “contra fundamenta, nulla agrumenta!”
    As visões românticas açucaradas, prefiro o realismo claro: ou quente ou frio.
    Termino desejando ao Mons. Fellay e a seus amigos, novos e os que o seguirem, que sejam felizes e que tenham boa sorte.
    Vão precisar.

  27. Errata:
    “rever suas posições modernistas”
    “contra fundamenta, nulla argumenta!”
    Abraços, bom final de semana!

  28. Se for de fato isso, ótimo.
    Como foi dito, a FSSPX poderá fazer o seu trabalho dentro da “legalidade canônica”,
    o que elimina um ponto de apoio de seus inimigos.

    PS. sou a favor da Igreja !

  29. Caro Júnior Soares, é extamente o que estou tentando argumentar nos meus últimos dois posts. É um contraponto à fé católica, por definição, ser contra a assinatura do acordo. Quem é contra, acredita mais na força da política, geralmente má, que no poder do Espírito Santo, que escolhe o Romano Pontífice. Toda a história da Igreja é uma prova contrária a essa desecrença, que beira o ceticismo. Ou os nossos “super-católicos” não creêm que é o Espírito que suscita a eleição ao Supremo Pontificado? Ou o Espírito não assisti ao fidelíssimo Dom Fellay?

  30. Penso que caso este “acordo” aconteça fará mais BEM do que mal à Igreja, primeiro porque como bem lembrou o Pedro Pelogia Dom Fellay assistiu às rendições de diversos combatentes da Tradição, sempre questionando-as e lamentando-as após se concretizarem para agora, depois de toda luta e sofrimento simplesmente “jogar a toalha”. Décadas na “ilegalidade” para agora entregar toda a luta numa bandeja?
    Como vi nas entrevistas de padres superiores e do próprio Dom Fellay, a Fraternidade deve ser reconhecida por uma questão de justiça uma vez que foi “colocada pra fora” pelos falsos católicos presentes na hierarquia oficial. Novamente citando o Pedro Pelogia, se existem tantos membros “em plena comunhão” canonicamente falando e no entanto, desobedientes à Doutrina, aversos ao Papa e portanto completamente fora da Igreja de Cristo, porque não assinar um “acordo” que os reconheça canonicamente “em comunhão” (sendo que SEMPRE estiveram DENTRO da Igreja de Cristo) para assim continuar agindo em defesa da Fé e da Igreja mesmo que “desobedecendo” ao clero oficial quando se fizer necessário?
    Lembrem-se caros irmãos que nem todos (pra ser sicero a esmagadora maioria) não tem idéia de que há uma crise na Igreja, não possui acesso às fontes de informações sobre essa crise (sites, livros, documentos, Tradição, etc) além de muitos sequer possuirem capacidade de compreender toda essa problemática. O digo porque meus pais são assim, querem ser católicos fiéis, porém jamais compreenderiam como seria possível alguns padres e Bispos serem verdadeiramente Católicos
    e fiéis e ao mesmo tempo estarem “irregulares” ou “excomungados” como os 4 bispos há 5 anos atrás e outros como Pe. Fábio de Melo ou o Bispo de São Carlos serem “plenas” e andarem por aí vomitando heresias sem punição. NÃO!
    Para eles, inocentemente, se são “irregulares” como a Fraternidade é porque são errados, “pronto e acabou”. Agora se fazem o que fazem e não há punição (vide Padre Marcelo e Fábio de Melo) é porque a Igreja permite e estão certos, também “pronto e acabou”. São pessoas simples, sem estudo, incapazes de compreender a crise, crêem que por ser assistida pelo Espírito Santo a Igreja jamais cometeria este tipo de erro (o de permitir padres como os modernistas que conhecemos ou perseguir os verdadeiros católicos como é o caso da Frateridade).
    Para essa gente simples o caso da Fraternidade seria como o caso da “igreja brasileira”, ou seja, todos “irregulares”, “excomungados”, etc., uma vez que não são reconhecidos pela Igreja Oficial. Por isso vejo muito utilidade neste “acordo”, quantos milhões de pessoas na mesma condição (repito, não por malícia mas sim por ignorância, simplicidade ou incapacidade) não se aproximaria da Fraternidade após o tal acordo e assim conheceriam o Verdadeiro Catolicismo?
    Por isso rezo, apenas rezo para que seja feita a Vontade de Deus e que tudo concorra para o bem da Santa Igreja.

  31. Sr.(apesar de chamar aos demais de perigosos, sem sequer conhecê-los) Felipe Leão.

    Você se julga quase onisciente e essa é sua perdição!

    Manifesta claramente, ao menos para quem não se amedronta com seus sarcasmos e frases de efeito, que nada conhece de história da Igreja, o que se vê pela sua afirmação: “somente peço que se lembrem que a Igreja, ainda que naquelas épocas, não estava à mercê de hereges e apóstatas” … naturalmente, tentando rebater o que eu afirmara sobre Concílio de Constança e, certamente, desconhecendo a existência de João XIII, o velho, entre outros HEREGES E APÓSTATAS, que pulularam na História da Igreja. Um despropósito seu argumento!
    Parafraseando o Fedeli, aliás, cujo estilo de distorção você parece imitar, vá estudar: seja quem você for!

    Quanto à citação de São Paulo, aplica-se ao exato contrário do que você que quiz demonstrar, de igual maneira. Destarte, até o velho Satanás possue um vasto conhecimento de Sagrada Escritura.

    Para encerrar, você que é tão ortodoxo, mais que “ultra-montano”, professor de papas e juiz de doutrinas, não ignore o fato que a sorte que você nos deseja é condenada pela sã doutrina.

    Não fica bem a um católico da sua envergadura falar em sorte … parece que já foi contaminado pelo modernismo.

    Abração.

  32. Sr. Fernando;
    A Paz de Cristo!
    Gostaria, inicialmente, de desculpar-me.
    Uso o termo “perigosíssimos”, uma vez que fora usado por um certo candidato em referência aos que aqui comentamos neste “nosso” Blog.
    Quanto ao meu total desconhecimento da História da Igreja, confesso ao senhor que realmente tem razão, visto que apesar de tentar estudar e ler, infelizmente, por não ser especializado na área, ainda que muito me interesse por História e Filosofia, não tive essa graça de receber a devida formação, especialmente História da Igreja.
    O pouco que sei é que estudei no Catecismo, ou fora contado pelos Sacerdotes que nos atendem há alguns anos.
    Recebi algumas Histórias de meu velho e amado avô, que se convertera à Fé Católica, porém, muito do que me contava se refere a períodos muito recentes, visto que sua Conversão é do período pós Primeira Grande Guerra, lá na Velha Alemanha, em Colônia, para ser exato.
    Conheço um pouco da “Reforma Inglesa”, da “Resistência da Vendeia”, dos “Cristeros Mexicanos”, aos quais tenho uma imensa Devoção, e um pouco sobre a Guerra Civil Espanhola.
    O senhor diz que sou “ortodoxo”, agradeço-lhe muito, porém ainda tenho que procurar conhecer bem mais, aprofundando no conhecimento da nossa Santa Fé.
    Não sou professor, embora pretenda exercer este labor, após um bom tempo de preparo e de experiência na área onde atuo, o que ainda não o tenho, visto que sou relativamente jovem, tendo 36 anos.
    Agradeço também o estímulo ao estudo, pois, como o senhor mesmo o percebeu, não tenho tanta profundidade.
    O único problema, Sr. Fernando, é que diante de tudo o que acontece com a Igreja, a total degradação moral e doutrinal, o que, segundo nosso Padre Capelão seria uma “triste noite na alma da Igreja”, parafraseando Santa Teresa de Ávila, e conhecendo um pouco da Sagrada Escritura, especialmente o Livro do Profeta Jeremias, acredito que o momento seria aquele descrito tanto pelo Santo Profeta, quanto por várias Aparições da Santíssima Virgem, como la Salette e Fátima.
    Não sei se o senhor também percebe este lamentável momento pelo qual passa a Igreja Católica, um verdadeiro caos, onde o Santo Sacrifício foi abolido, tal qual predissera o Santo Profeta Daniel, uma verdadeira “abominação da desolação”.
    Isto se deve ao Concílio Vaticano II e a toda a degeneração dele proveniente.
    A Igreja não mais apresenta o mesmo ensinamento, a mesma Doutrina que, durante quase dois milênios, mostrava à humanidade.
    Essa nova igreja, a tal “igreja conciliar”, modificou os Sacramentos, acabou com a sacralidade, substituiu Deus, nosso Senhor, pelo ser humano, tal qual no passado, os hebreus substituindo o Deus Altíssimo por Baal.
    Abertamente eles destronaram Nosso Senhor Jesus Cristo!
    Traíram a Fé. Poderíamos chamar tudo isso de apostasia? Tal qual nos tempos de Santo Atanásio?
    Sr. Fernando, rezo, faço penitência, procuro estudar e me formar para Guardar a Fé, pois, a situação está a cada dia piorando!
    Apesar de trabalharmos muito, minha esposa e eu, todos os dias rezarmos juntos o terço do Rosário da Virgem Maria, e passamos esta santa devoção aos nossos quatro filhinhos.
    Assim, Sr. Fernando, peço-lhe, uma vez mais, desculpas por parecer-lhe tão maldoso.
    O problema é justamente o que o senhor percebeu, não tenho a mesma cultura Histórica e Religiosa que o senhor tem.
    Apenas digo ao senhor que recebi de meus pais o exemplo de Fidelidade.
    Meus antepassados foram infiéis ao Deus Altíssimo, e Ele, em Sua Infinita Misericórdia enviou Profetas para alertar-lhes, mas mesmo assim, aquele povo de cabeça e coração duros continuaram na triste infidelidade, preferindo Baal e desprezando o Deus Altíssimo.
    Muito lhes foi dado, muito lhes foi cobrado.
    Nem mesmo aceitaram ao própiro Deus feito Homem, suspendendo-o no Madeiro.
    Acredito, Sr. Fernando, que em nossa época Deus tem enviado, através dos mesmos Profetas de outrora, as mesmas admoestações ao Novo Israel: a Igreja.
    Também em Sua Infinita Misericórdia, envia-nos Sua Mensagem através da Virgem Santíssima, que veio trazer os “últimos remédios a este mundo: o santo rosário e a devoção ao Imaculado Coração de Maria”, dito em Fátima.
    Isso nem mais é falado na igreja conciliar…
    Na verdade, a Mensagem de Fátima e seus mensageiros, três pequenas e pobres crianças, foram tidos como “Profetas da desgraça”…
    Sr. Fernando, parece, ao que tudo indica, que a hierarquia da Igreja não quer ouvir, tal qual os sumos sacerdotes da Antiga Aliança fizeram no passado.
    Destarte, devemos ser Fiéis e Guardar a Fé.
    Acredito que o “Acordo” entre a FSSPX, ou melhor parte dela, e a Santa Sé, neste momento, não seria o ideal, justamente por estar se distanciando daquilo que se tem por mais precioso: Guardar a Fé!
    Por esta Fé tanto lutou Mons. Lefebvre, o Fundador da FSSPX.
    Agradeço ao ser comparado com o Prof. Fedelli, que apesar de não seguir seu modo de compreender a Fé, sempre o admirei, tanto pela erudição, quanto pela piedade e simpatia.
    Sua comparação fez-me “pecar por orgulho” de parecer com alguém tão culto e tão piedoso e, extremamente Fiel, até mesmo no nome “Fedelli”!
    Obrigado!
    Provenho de um povo de cabeça e coração duros, mas que com o decorrer de milênios, passou a perceber que a única forma de sobreviver é ser Fiel, é preservar, sem nenhuma contaminação e sem nenhuma mudança, o maior Tesouro que o próprio Deus nos deu: a Fé.
    Assim, ainda que tenha que “rezar nas catacumbas”, ou que tombar por amor à minha Fé, pode ter certeza que o farei.
    Sr. Fernando, como provenho de uma Conversão, a maior herança que posso deixar para os meus filhos é a Salvação da Alma.
    Por isso que os Mártires Cristeros tanto me inspiram.
    Prefiro ser morto, caindo durante a luta, que viver de joelhos.
    Acredito que Deus nunca muda. Nem a Fé.
    Meus ancestrais já passaram por este “teste de Fidelidade”, e o senhor poderá observar em todo o Antigo Testamento o quanto sofreram por isso.
    Ainda que fique entre aqueles que são incompreendidos conhecidos como os “inconformados”, os “refratários”, sendo até mesmo chamado de sedevacantista, Guardo a Fé!
    Quando morrer, vou entregar minha alma a Nosso Senhor, e tenho a certeza de que Ele saberá perdoar-me porque sou um pecador miserável, muito limitado, porém, que Guardei a Fé.
    Afinal, sigo o exemplo incontestável de nossos irmãos mais velhos na Fé: os Mártires.
    Quanto à expressão “sorte”, desculpe-me, mas foi simplesmente força de expressão!
    Desejo ao Mons. Fellay e todos os seus amigos que o seguirem neste novo caminho, já trilhado por todos os “Institutos Ecclesia Dei”, que Deus os abençôe e tenha deles Misericórdia.
    Finalmente, peço-lhe que reze por mim, e que tenha a certeza de que vou seguir o seu conselho, estudando muito.
    Desejo ao senhor uma semana cheia de Bênçãos e Paz!
    Agradecendo sua atenção e suas palvras de edificação:

    Felipe Leão.

  33. Caro Felipe Leão, o senhor não percebe que com esse raciocínio está se transformando num protestante?
    Ora, os protestantes de “lutero” também afirmam guardar a fé mas não aceitam o Magistério Petrino.
    O sr. afirma ser católico mas fala como se estivesse trilhando um caminho oposto, diferente e ainda deseja “sorte” para o Papa, Dom Fellay e a Fraternidade. Isso não está certo, pense um pouco e espero que perceba que isso é uma forma “nova” de protestantismo..
    O Papa quer a unidade porque a divisão sempre é dolorosa para o Corpo de Cristo e vejo que Dom Fellay está consciente disso e também a quer porque a vontade de Jesus é a unidade de sua Igreja. Tenha mais fé na Santíssima Virgem , ela afirmou que essa apostasia passaria, então fiquemos na barca de Pedro unidos ao Papa .

    Em Cristo.

  34. Sr. Felipe.

    Não desejo ofendê-lo pois ainda que discordemos em muitas coisas e estamos juntos em tantas outras.
    Creio na sinceridade de suas palavras e espero que Deus lhe dê sempre a graça da fortaleza.
    Apenas atente para o fato de que essa crise toda verdadeira, que o senhor descreveu, tem, também, um aspecto pedagógico. Pense que Deus não abandonará sua Igreja e que há sinais de reversão, ainda que lentos, como são as obras do bem, dessa situação calamitosa!
    Mas fiquemos despertos: afastar-nos da Sé de Pedro ou considerarmos impossível uma “restauração” a partir dela, seria uma contradição. Contradição à maneira como Nosso Senhor instituiu a Igreja e a sua história toda, nos últimos vinte séculos! Vinte séculos!
    Vamos acreditar em Bento XVI. Há, de fato, alguma contradição, mas há muito mais sinais de metanóia!
    Sem o Papa nada poderá ser feito. Ele é o Vigário de Nosso Senhor!
    Dom Fellay, homem lúcido e, por tal razão, escolhido pela santo arcebispo de Tulle, já o percebeu.
    Eu é que devo desculpas pelo tom meio ácido de meu post. Tentei apagá-lo, cinco minutos depois de publicado, mas não consegui mais: foi intempestivo. Minhas desculpas respeitosas, sobretudo a vossa esposa e filhos!
    Saiba, ainda que pouco acrescente ao mérito de nossa discussão, que também enfrento batalhas árduas. Batalhas de dentro para fora e, também por isso, a não ser que me considere “um caso perdido”, como o senhor as vezes parece ver Roma, defendo a restauração a partir do Papa. Restauração lenta que, infelizmente, não sabemos até onde será dado a Bento XVI conduzir.

    “Alegrai-vos na esperança, sede pacientes na tribulação, perseverai na oração.” (Romanos 12:12)

    Fernando

  35. Senhores Fernando e Christiano;
    A Paz de Cristo!
    Agradeço as palavras que ambos senhores dirigiram a minha pessoa.
    Espero que possa realmente tornar-me um Católico exemplar, uma vez que sou tão limitado, como os senhores mesmos o perceberam.
    Uma vez mais, agradeço a gentil indicação do Sr. Fernando que deveria dedicar-me mais ao estudo da Historia da Igreja e, devido a este convite, falei com meu irmão, que vive fora do País, e ele já conseguiu-me uma excelente indicação de História da Igreja, que em breve a terei, podendo estudar e conhecer mais profundamente a Fé que os senhores receberam por herança desde há muitos séculos, e minha família, ainda recentemente!
    Quanto às palavras do Sr. Christiano, creio que o Sr. deve estar um pouco confuso, uma vez que quem nos recomenda “Guardar a Fé” é o Apóstolo São Paulo e os seguidores do heresiarca Lutero, desprezaram a Fé, seguindo seu maldito líder conspurcando os Sacramentos e a Herança da Fé dos Apóstolos, tristemente imitados pelos “padres conciliares”, na verdade, por seus “peritti”…
    Sr. Christiano, não sou e nem pretendo ser luterano. Justamente por saber que são hereges é que não admito este concílio, abertamente protestantizante.
    Acredito que o Sr. deve ter percebido que os Sacramentos, instituídos por Nosso Senhor e conservados pela Igreja, durante vários séculos, quase dois milênios, foram maculados pela degeneração conciliar.
    Não perceber nestes “novos sacramentos” o traço marcante do luteranismo e do calvinismo, é desconhecer completamente a Fé Católica!
    Justamente para ser Fiel à Doutrina de Nosso Senhor Jesus Cristo é que nos afastamos dessa tal igreja conciliar que pretende que “para que sejamos ‘católicos’, devemos nos tornar ‘protestantes’ “.
    Acredito que o Sr. deva ter lido as últimas notícias sobre o tal “Acordo”, que aquela gente de Roma, não deixa de impor seu maldito concílio como fator sine qua non para a “aceitação” da FSSPX.
    Gostaria que o Sr. entendesse que sou CATÓLICO APOSTÓLICO ROMANO, porém, da Igreja Católica, aquela Igreja que tentaram destruir no concílio, porém, nunca o conseguirão!
    Não sou membro dessa igreja conciliar antropocêntrica, modernista, liberal e maçônica.
    Como lhe disse, sou CATÓLICO !!!
    Espero que exista uma “volta”, porém, não da Fraternidade, mas sim dos hereges modernistas.
    Sr. Christiano, é necessário que Roma, primeiro faça seu Juramento Antimodernista, reconhecendo os erros conciliares e eliminando este tumor maligno das entranhas da Santa Igreja, para dessa forma se mostrar Católica.
    Agora, Mons. Fellay ceder em pontos doutrinais, ante uma possibilidade de acordo, tendo de “reconhecer a importância” desse maldito e catastrófico concílio?
    Não! Definitivamente não.
    Como disse ao Sr., sou Católico. Não posso concordar com uma aproximação da igreja oficial, ainda que o Papa esteja nela.
    Saiba que o Papa também estava junto aos hereges quando Santo Atanásio lutava contra o arianismo.
    Ainda que não fosse “abertamente ariano” (como insistem os modernistas – afirmando que o Papa não era herege – estava a consentir com aqueles pérfidos), o Papa era contrário a Santo Atanásio.
    Este fora o único Bispo que se conservara isento da heresia ariana, e veja bem , para ser Fiel, ele não estava junto da “igreja oficial”…
    Somos Católicos, não necessitamos de “Prelazias”, ou qualquer outro “Modus” ou “Motu”.
    Basta!
    Somos Católicos!
    Nós, guardamos a Fé!
    Temos os nossos quatro Bispos, os Santos Sacramentos e, o melhor de tudo, somos reconhecidos por eles mesmos (aquela gente lá de Roma) que somos verdadeiramente Católicos.
    O único problema é uma questão meramente jurídica. Ponto.
    Para que estejamos “reconhecidos”, é necessário que eles admitam o erro de seu “concílio das maravilhas”, o que muito provavelmente, não o farão.
    Sabe, Sr. Christiano, não entendo como essa gente e seus “neo-con” não conseguem perceber o quanto estão mal! Acabaram-se as vocações sérias, não há mais respeito e escândalos pululam a cada dia.
    Milhares de “católicos” deixam a igreja oficial a cada ano.
    Os mais simples buscam as seitas ditas “evangélicas”…
    Os mais cultos, caem no indiferentismo religioso…
    Enquanto os bispos conciliares caem no sono, na inércia e seu clero cai na farra…
    Ah, sem falar nos cardeais, ‘Príncipes da igreja'(conciliar – claro) que caem na fofoca, no disse-me-disse entre otras cositas más…
    Sem falar nos membros das “loggia”…
    Hummmm… quanta gente… dos mais baixos até os mais altos escalões… todos “pertim” dos “bodes”…
    E a Igreja? Ou melhor, o que restou dela?
    Centenas de casas religiosas foram fechadas desde o “mega evento conciliar”, como expressou um infeliz bispo brasileiro, conciliarista .
    Quantas congregações, masculinas e femininas estão à beira da extinção?
    Não sou “sedevacantista”, muito menos “protestante”, apenas sou um Católico Fiel, ponto final.
    Quanto ao tal “Acordo”, desculpe-me, acredito que deva ser muito claro, senão…
    Ah…estão aí os frutos de outros “Acordos”: Campos dos Goytacazes, F. São Pedro, Oásis, IBP…
    Já ouviu falar?
    Bem, para terminar de explicar-lhe, não desejo receber nenhum sacramento dessa gente modernista, que segundo o Papa São Pio X, “o modernismo é a pior de todas as heresias”, uma vez que é um “compêndio de todas elas”.
    Em minha família nunca recebemos nenhum Sacramento dessa gente, uma vez que nem eles têm Sacramentos, já que os macularam e os prostituíram, em nome do “ecumenismo”, tampouco porque nem vamos aos templos conciliaristas, somente vamos quando temos compromissos sociais indispensáveis, mas mesmo assim, nem nos persignamos diante do “padre” e das celebrações deles, visto que Mons. Lefebvre nos ensinava a nos manter distantes dessa gente.
    Espero ter sido bastante claro com o senhor, não deixando com que pense que sou “protestante”.
    Finalmente, recomendo-me às suas piedosas orações.
    Quanto ao Sr. Fernando, somente tenho a agradecer-lhe pelas palavras, afinal, Deus usa de instrumentos para nossa edificação e crescimento!
    O senhor foi este “instrumento” para que eu estude mais e que me apresente de maneira mais simples.
    Apenas irei continuar “desagradando” o Sr. Fernando, uma vez que aos demias comentadores deste “nosso” Blog, os quais, ao menos a grande maioria, tenho como AMIGOS e IRMÃOS, continuarei chamando-os de “Perigosíssimos”.
    Não se sinta ofendido, uma vez que assim fomos chamados quando conseguimos “derrubar as muralhas da ‘Jericó’ CN ” e seus programas de ‘políticos pervertidos’, causando a indignação de muitas serpente$, cascavéi$, jararaca$ entre outros animais, como traíra$, cervo$ e crocodilo$!
    Afinal, realmente somos “perigosíssimos”, uma vez que tanto os incomodamos!
    Agradeço a ambos comentadores, Sr. Fernando e Sr. Christiano e, uma vez mais, recomendo-me às suas orações, desejando-lhes que sejam muito felizes e muito fiéis!
    Guardem a Fé, maior Tesouro que temos!
    Continuem a participar deste “nosso” FRATRES, e quem sabe, um dia, os senhores também se sentirão “PERIGOSÍSSIMOS” tanto quanto muitos de nós, realmente “Perigosíssimos”!
    Felicidades, Paz e Bem!
    In Christo:

    Felipe Leão.