Fellay: “Estamos no ponto de partida”.

Por Rorate-Caeli | Tradução: Fratres in Unum.com

O Superior Geral da Fraternidade São Pio X (FSSPX), Dom Bernard Fellay, com a presença de Dom Tissier de Mallerais e Dom Alfonso de Galarreta, ordenou padres e diáconos esta manhã em Ecône, Suíça. Em seu sermão, fez alguns comentários sobre a situação atual das relações Roma-FSSPX.

E quando celebramos esta Festa de São Pedro e São Paulo, não podemos senão pensar em Roma. E não podemos nos esquecer deste amor que o nosso fundador tinha por Roma, e que ele desejava e queria inculcar em seus filhos. Somos romanos! E não podemos deixar isso para trás! Mesmo se estivermos vivendo em tempos difíceis, mesmo se tivermos que sofrer da Roma de hoje em dia, isso não pode de modo algum enfraquecer esse amor eficaz e afetuoso por Roma, porque foi o Bom Deus quem escolheu esta Cidade para ser a cabeça da Igreja. Isso não significa que amaremos os erros, certamente que não, nós sofremos por eles. Porém, podemos dizer que não se pode deixar alguém ser desencorajado pelo que está acontecendo, a ponto de desistir. Não, é necessário perseverar, que é o que tentamos fazer.

Certamente, vocês me perguntam: “O que está acontecendo com Roma?” Se até agora não temos dito quase nada é porque não temos muito para dizer-lhes. Até o momento, as coisas estão em um estágio, podemos dizer, de uma parada completa. No sentido de que tem havido altos e baixos, tem havido intercâmbios, efetivamente, tratativas, propostas, mas estamos no ponto de partida. O ponto de partida em que havíamos dito que não éramos capazes de aceitar, que não éramos capazes de assinar. Estamos lá, isso é tudo. Vemos, por um lado, esta situação se agravar, já há dois, três anos que venho dizendo, em Roma, antes da contradição. Desde 2009, tenho dito isto, e repito, e, bem, isso ocorre todo dia. É o estado da Igreja, o que vocês querem? Há aqueles que tentam, que desejam prosseguir, podemos dizer, no progressismo e nas consequências do progressismo. Há outros que desejam que as correções aconteçam. E, nós, no meio, nos tornamos uma bola de pingue-pongue, que todos atiram. Sabemos que no final, no final, a Igreja se encontrará novamente, e a nós cabe esse anseio de não estarmos satisfeitos com um certo conforto, digamos assim. Com uma situação que simplesmente não é normal. Ao fim, não podemos nos acostumar, porque estamos em uma situação em que fazemos o que queremos, a considerar normal o estado em que nos encontramos. Isso não é verdade. É normal que busquemos, com respeito por todas as condições que sejam necessárias, evidentemente, recuperar este título de católicos, que é nosso, ao qual temos direito. Isso não significa que precisemos nos colocar simplesmente nas mãos dos modernistas, isso não tem nada a ver com a questão.

Todavia, esta é uma situação difícil, difícil, tudo parece elétrico, vemos claramente que o demônio corre à solta de todos os lados. E, portanto, esse é o momento para oração. Esse é um momento difícil. São ditos todos os tipos de coisas para e sobre nós. Bom Deus, a única coisa que desejamos é fazer a vontade de Deus, isso é tudo. A vontade de Deus é expressa em fatos… Também é claro que não podemos trazer o bem para toda a Igreja senão permanecendo fiéis à herança do Arcebispo. De quem procedem essas famosas, não sei, “condições”, “garantias”, que temos apresentado diversas vezes, que devem garantir que a Fraternidade continuará sendo o que ela é. Se em determinado momento uma colaboração for concebível, quando, como, bem, as circunstâncias irão mostrar. (Audio: DICI)

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16 Comentários to “Fellay: “Estamos no ponto de partida”.”

  1. “É normal que busquemos, com respeito por todas as condições que sejam necessárias, evidentemente, recuperar este título de católicos, que é nosso, ao qual temos direito.”

    Sinceramente,não entendi.Então eles só vão se considerar católicos quando andarem tranquilamente nos corredores do vaticano? Ah,e quando foi que eles perderam este”título?”

  2. Pessoal, vamos lá! Vamos continuar com as palavras doces para com a FSSPX. Ou só porque estamos na “estaca zero” de novo, recomeçarão as detrações contra a obra de Monsenhor Lefebvre?

    Bem se vê o que desejam os favoráveis ao “acordo a qualquer custo”, prescindindo da doutrina…

  3. Estou com o José Carlos. Até onde eu sei, a FSSPX jamais deixou de ser católica. E se acha que deixou, pergunto: então o que é a FSSPX? Uma religião a parte? Uma seita anti-católica? Acho que não. Me identifico com a Fraternidade. Mas creio que já é hora do retorno pleno. Afinal, a Fraternidade sempre joga a culpa para cima de Roma e fica justificando o “cisma” por meio de acusações pesadas à Santa Sé. É hora de obedecer ao Sumo Pontífice e trabalhar para o bem das almas sem dá importância aos modernistas, comunistas, globalistas que, infelizmente, estão infiltrados na Igreja. Denunciá-los na obediencia a Roma, pode ser uma estratégia mais eficiente. Acho que Dom Fellay deveria fazer isso. Retorno à comunhão plena e mais força nas acusações contra aqueles que realmente fazem mal à Igreja de Cristo.

  4. Como é humilde Dom Fellay… Sinceramente, se não houver um radicalismo exagerado e bruto, essa situação, ao que me parece, vai continuar deste modo por um bom tempo. Mas penso que seja tão complicado… Torço muito por essa Fraternidade, vejo que ela tem muitas coisas a resgatar.

    Deus seja louvado! Ainda existem Católicos (C) que não se consideram católicos (c).

  5. Bem, o capítulo se reunirá neste mês de julho.
    Muitos superiores distritais estão do lado de D. Fellay nesta empreitada.
    Mas ao contrário do que parece, a reação contrária a tal acordo é muito maior do que parece.

    Ao fim de tudo, está claramente visível que na hipótese de um acordo ser firmado, a ruptura será muito forte, a unanimidade está muito distante.

    Se a intenção era um acordo em bloco, já fracassou. Os EUA estão a favor, mas a França tem uma expressiva e influente proporção de padres contrários, a Italia está contra, a Coréia do Sul, a América do Sul também, inclusive aqui no Brasil é maior a proporção de padres contrários do que favoráveis.

    A argumentação de D. Fellay parecia, como sempre, muito prudente, e convencia as pessoas bem devagar, tinha tudo para terminar num sucesso, com um acordo feito com menos protestos.
    Mas o princípio do fim veio com a divulgação da carta dos três bispos e com a própria explosão de indignação de muitos padres, de maneira inesperada.

    Se, SE esta passagem de Fellay dizendo que houve um retrocesso da parte de Roma for verídico, muitos entenderão o recuo como uma espécie de manobra feita para tentar salvar o prestígio e a influência dentro da FSSPX, e também porque a reação contrária excedeu o esperado.

    Ha quem diga que o acordo vai sair, e que talvez o capítulo seja de cartas marcadas; mas a FSSPX tem muitos padres, e o peso da rejeição dos 3 bispos é um entrave muito difícil de transpor, fora que, nas circunstâncias atuais, a proibição da presença de D. Williamson tanto nas sagrações do dia 29 como a sua proibição de comparecer no capítulo poderão – e já estão – sendo interpretadas como um silenciamento proposital de um dos seus maiores opositores.

    Mas ao contrário do que aconteceu no Vaticano II, em que se aprovaram as coisas sem que os conservadores sentissem, desta vez os dois lados – pró e contra – estão reunindo forças para um embate que tem tudo para ser dramático.

    E se D. Fellay fracassar, não só o acordo, mas a sua influência sucumbirá. E arrisco mais: se o partido contrário for predominante, não excluiria que pedissem a sua renúncia como superior geral e a dos seus mais próximos colaboradores.

    O acordo já fracassou. Se a intenção era a adesão dos bispos, ele fracassou. Resta saber o tamanho do fracasso na quantidade de padres que o rejeitarão.
    E do outro lado, o tamanho do prejuizo calculado, caso o acordo passe, porque a ruptura se dará não apenas nas propriedades, como entre os padres, entre os priorados, entre os distritos, entre as famílias.

    E nisso tudo, Roma, que não rompeu em essência com o princípio de conciliar a Tradição e a Modernidade, permanece como está.
    Não consertou uma linha sequer dos documentos conciliares, e está conseguindo a proeza de, permanecendo no erro, causar estremecimento entre os fiéis da Tradição.
    O ecumenismo continua doutrina oficial, idem para a colegialidade, idem para a liberdade religiosa, idem para a missa bastarda do maçom, e a FSSPX, ao invés de se posicionar energicamente apartada da política da Santa Sé, se deixa impressionar.

    Mas, resultados à parte, Deus sempre vence. A partida já está ganha, ainda que os resultados pareçam ruins. No final, a Igreja não perecerá em absoluto, A Igreja não morre. Deus não morre.

  6. “Perigosíssimo” FRATER Bruno Luís;
    Parabéns!
    Perfeita a análise!
    Estamos impressionados com sua Fé e seu discernimento!
    Realmente, Mons. Fellay parece ter chegado em um ponto muito difícil.
    Acredito, tal qual você muito bem colocou, que a situação demanda uma tomada de atitude, e bem séria, dentro do atual contexto, no qual a obra de Mons. Lefebvre chegou, devido às atitudes de Mons. Fellay.
    Suas palavras, como sempre muito claras e didáticas, demonstram a necessidade de que os Padres Capitulares tomem uma posição e se mostrem fieis ao Carisma da Fundação: PRESERVAR A SANTA IGREJA CATÓLICA.
    Acredito, e espero, que neste Capítulo a FSSPX possa resplandecer, e mostrando o vigor da Fé em Nosso Senhor, amparados pela Proteção Maternal da Virgem Santíssima, iluminados pelos Santos Anjos, possam mostrar ao Papa o compromisso com a Verdade e a Fé, preservados na Tradição dos Apóstolos, fieis ao Ensinamento de Nosso Senhor Jesus Cristo!
    Que o Espírito Santo o ilumine sempre, “perigosíssimo” FRATER Bruno!
    Quem dera à Igreja ter mais dez “Brunos”!
    Teríamos mais vozes a gritar, com toda a força: VIVA CRISTO REI!
    Minha esposa diz que essa sua força e este seu modo claro e gentil são próprios dessa terra maravilhosa da qual você é oriundo a Bahia!
    Afinal, foi na Bahia que os Católicos se juntaram e expulsaram o invasor holandÊs e herege!
    Viva Cristo Rei!
    Boa semana!
    Abçs.
    Família Leão Steiner.

  7. Gostei muito da explanação do Sr. Bruno Santana. É a verdade suprema: Deus vencerá porque Ele é o Senhor da História como Senhor de tudo o mais. E Nossa Senhora, que venceu todas as heresias esmagará sempre a cerviz imperiosa da serpente infernal. Seu Imaculado Coração triunfará no final. Ela levará todos os seus filhos da Santa Madre Igreja aos braços de Seu Filho Nosso Senhor. Mas o caso é sério, realmente a Roma modernista pós-conciliar consegue causar um estrago enorme entre os da Tradição. Dom Fellay não vê que se ele fizer um acordo prático jurídico com a Roma, como ela está e se ele no dia seguinte ao acordo continuar tendo que dizer a Verdade guardado com a ajuda de Dom Lefebvre e de Dom Castro Mayer, ele seja expulso de novo? É melhor a FSSPX continuar como está sem se submeter juridicamente a superiores modernidades e continuar rezando por ele e pelo Santo Padre para que tenha a coragem de dar a vida por Nosso Senhor, como está previsto nos sonhos de Dom Bosco e na visão do Terceiro Segredo de Fátima. Pois me parece que isso que aconteceu com o IBP, com a FSSP e todas as demais. Você não pode fazer um acordo e continuar ensinando para o mundo, abertamente as Verdades Católicas, os erros do Concílios e demais erros modernistas e liberais de representantes da Igreja, você acaba sendo silenciado por penalidades vindos das Congregações Pontifícias. É perto de tempo, entrar e depois, se ficar fiel, ter que ser expulso.

  8. Bruno,

    Voce leu a homilia de Bento XVI proferida na Festa de Sao Pedro e Sao Paulo?
    http://laudatedominum2010.blogspot.it/2012/06/homilia-de-benedicto-xvi-en-la-fiesta.html

    Um catolico nao pode pensar que Roma eh modernista. Quem faz isso nao eh catolico. Esse modo de falar de Roma eh proprio de um herege ou cismatico. Perdoa-me mais voce leu os textos orginais do Concilio Vaticano II ? Estudou todos os padres da Igreja? Estudou os escritos dos grantes santos e teologos? Estudou filosofia? Estudou teologia? Estudou as artes liberais? Percorreu todo um caminho intelectual adequado ao menos para depois criticar o Magisterio da Igreja? Somente nos paises mais desafortunados intelectualmente temos jovens que sem ler uma pagina de Sao Tomas, sem jamais terem lido um livro de Von Balthasar e de Henri de Lubac se auto-denominam “guardiaes da fe”.

    A abordagem dada por voce afirmando que Roma eh modernista, que Bento eh modernista, que os sacramentos sao modernista eh crer que a promessa de Nosso Senhor nao foi verdadeira. No fim do dia, muitos tradicionalistas perderem a fe sem saber que perdem. Se tornar igual todo outro herege e cismatico que contesta a autoridade papal e se julgam a verdadeira igreja. Nao ignoro aqui que o CVII tem sido causa de grande controversias, tem sido causa de muito problemas e admito que pode e deve ser revisto. Mas se faz isso debaixo dentro uma autoridade. A Igreja foi constitutida dessa forma por Cristo e todos os grandes santos respeitaram a autoridade papal atribuida por Nosso Senhor.

    Os argumentos da FSSPX em muito casos sao bons argumentos, mas vejo que muitos sacerdotes e muitos fieis da fsspx sequer lerem todo Concilio. Encontram desculpas e desculpas por nao ter lido. 90% dos leigos da FSSPX so repetem o que leram nos sites. Encontraram refugio na Fratenidade por que seu padre diocesano ou grupo “catolico” de fato contem um padre modernista, um padre que jamais siguiu o concilio.

    Roma sempre ganhou a luta contra os cismaticos e hereticos. Em pouco anos a FSSPX vai ser mais um grupo entre todos os que abandonaram a barca de Pedro. Em 100 anos vai ser outro “vetero catolico”. Que acredita que esta certo e que Pedro apostata. Vao se tornar amigos dos sedevacantistas sem dizer que sao. Os tres bispos que colocam resistencia aos acordos com Roma duvidam ou suspeitam da validade das novas ordenacoes. Se isso nao eh falta de fe que Cristo conduz a Igreja, o que eh?

    Muitos fieis da FSSPX e sacerdotes fazem uma analise historica, sociologica, da crise da Igreja a dos grupos que temos aprovados. Alguns fazem um estudo teologico (ex: Pe.Calderon). Mas nenhum aborda abertamente que as consequencias praticas de ser fiel da FSSPX eh viver o sedevacantismo. Dizem que sao obedientes ao Papa, mas eh obvio que nao sao.

    Rezo pela adesao de voces a fe catolica. Aquela fe integral que so se pode ter dentro da Igreja fundada por Nosso Senhor Jesus Cristo – a Igreja Catolica Apostolica Romana. Que Nosso Senhor lhe tira as vendas e voce possa enxergar que a solucao para crise da Igreja nao eh fora da Igreja, assumindo que Pedro eh um herege (modernista).

    Nao nego aqui a tremenda crise de que fe que constatamos em quase todas as paroquias ou por quase toda parte do clero. Tambem nao estou supervalorizando a obediencia que devemos a Catedra Petrina ou a dogmatizando o Concilio Vaticano II. Estou simplesmente afirmando que a postura adotada e a linguagem adotada por muitos membros da FSSPX nao eh uma linguagem de um catolico, que ve a Igreja como uma Mae.

    Att.

    Max.

    Peco perdao pelos erros de escrita, mas meu teclado esta com problemas.

  9. Aham Max, quer dizer então que von Balthasar (pai da apostasia ecumênica) e de Lubac são “guardiões da fé”??? Os que preferem não ler estes autores tem um motivo: não colocar a fé em perigo. E ainda são colocados, lado a lado, com Santo Tomás de Aquino.

  10. Bravíssimo Max!

    … Em pouco anos a FSSPX vai ser mais um grupo entre todos os que abandonaram a barca de Pedro. Em 100 anos vai ser outro “vetero catolico”. Que acredita que esta certo e que Pedro apostata. Vao se tornar amigos dos sedevacantistas sem dizer que sao….

    E pelo menos aí, já começaram a paranóia da “outra Igreja” fundada no CVII e a qual o Papa governa. E os únicos fiéis a Igreja de Roma (verdadeira) são eles.

    Bem “profetizou” Dr. Alice von Hildebrand:
    Eis um dos temores que tenho em relação aos Católicos tradicionais. Algum flerte com o fanatismo. Um fanático é aquele que considera a verdade sua posse ao invés de dom de Deus. Somos servos da verdade, e é como servos que devemos procurar partilhá-la. Estou ciente de que há Católicos fanáticos que usam a Fé e a Verdade que proclamam como um instrumento intelectual. Uma autêntica apropriação da verdade sempre leva ao esforço para a santidade. A Fé, nesta crise atual, não é um jogo de xadrez intelectual. Para aqueles que não se esforçam para a santidade, a fé se reduzirá a isso. Tais pessoas fazem mais mal à Fé, particularmente, se estes são defensores da Missa tradicional.

    Fico imaginando que tipo de filhos são esses que quando a maré está brava saia da barca e larga o pai sozinho esperando a maré melhorar para voltar e se a maré ficar brava novamente? Vão sair novamente?….Que Igreja é essa que fica nela quando está tudo bem e sai quando as coisas estão mal?

    Que Deus ajude Fellay!

  11. Max,

    Eu já li quase todos os textos do Vaticano II. Só não tive estômago para terminar de ler a Gaudium et Spes. Não li todos os padres da Igreja, mas isto não é necessário para refutar o CV II. Afirmar isto seria um sofisma. Basta que o CV II contrarie alguns padres da Igreja, assim como os catecismos, as Sagradas Escrituras e os documentos dos últimos papas anteriores a ele, por exemplo, para que ele esteja em ruptura com a doutrina católica. E já ficou mais do que provado que há uma enorme ruptura, uma contradição inegável.

    “Rezo pela adesao de voces a fe catolica.”

    Ora! Vocês não têm limites mesmo! Onde é que nós nos afastamos da fé católica? As autoridades que você defende, sim, afastaram-se. Mas nós, não. Se resistimos a estas autoridades, é porque é lícito e necessário resistir a elas quando se afastam da fé. São Tomás de Aquino e outros doutores, a quem você fez alusão, ensinam isto claramente. Em vez de apenas citar seus nomes, seria interessante se você seguisse o que eles ensinam.

  12. Caro Anderson Batista,

    Salve Maria!

    1. Henri de Lubac e Von Baltasar são teólogos. Eles escreveram inúmeras obras as quais boa parte estão somente em alemão, algumas em inglês e poucas em português. Sao autores que não estudaram teologia para se tornarem modernista, são autores sérios e eruditos. Isso não significa que não possam ter cometidos erros teológicos sérios e que podem até ter escrito heresias. Mas você poderia me dizer e citar os erros de ambos?

    2. Não coloquei S.Tomás, de Lubac e Baltasar no mesmo patamar. O que quis dizer eh que ha pessoas que não chegam a ler esses autores e já os citam. Foi neste sentido que me referi aos três. No sentido que muitos “tradicionalistas” nunca leram São Tomás eh acham que são tomistas. Nunca leram Von Baltasar e de Lubac e automaticamente já os critica.
    Ou seja, guardiaes da fé eh Pedro, eh ele somente!

    Espero que tenha me compreendido.

    Att.

  13. Marcio,

    Sao Tomas nao eh o Magisterio da Igreja. Ele eh doutor da Igreja. Por mais sabio e santo que foi Sao Tomas e os demais doutores e santos, Cristo conferiu a Pedro (magisterio) o comando de guiar a Igreja.

    Voces se afastam da fe catolica quando desobedencem o Santo Padre e vivem praticamente no Sedevacantismo. Nao digo que eh necessario aderir a todo que a Conclio fez, nem o magisterio fez isso. Mas a tentar a ler o concilio conforme solicita Roma “heremeneutica da continuidade”. Neste sentido, existe sim uma possibilidade de estudar e criticar o Concilio Vaticano II, mas isso deve ser feito dentro da Igreja Catolica. Muitas das perguntas e criticas teologicas levantadas pela Fratenidade Sao Pio X mercem respeito e precisam ser respondidas por Roma.

    Fato eh que nao se sabe bem o que eh essa hermeneutica da continuidade. A FSSPX alega impossivel, os progressitas alegam que tudo mudou tambem. Ou seja, ambos concordam nisso. Mas sera que nao eh possivel uma terceira via? E isso que o Santo Padre e alguns outros teologos estao propondo. E ao tentar fazer essa terceira via averiguar com quais sao os graus do magisterio, o que compromete ou nao compromete a infabilidade nos textos do CVII, se eh que compromete, e se nao compromete qual o nivel de adesao que temos que ter? Nos podemos ver uma contradicao, mas somos leigos. E em ultima instancia devemos obediencia ao magisterio e nao a um grupo. Nao existe nada mais modernista do que dizer que um leigo deve rejeitar a obediencia ao magisterio e seguir o que sua conscienica diz que eh o correto ao interpretar os textos do magisterio pre e pos conciliar.

    Voces se afastaram da fe catolica no dia que duvidaram da assitencia do Espirito Santo em conduzir Pedro. Voce acha que um catolico tem fe quando diz que desde 1960 o Espirito Santo parou de inpirar o Santo Padre? Que nos ultimos 50 anos todos os documentos papais devem ser levados em conta simplesmente como documentos escritos por um teologo qualquer de renome? Isso nao me parece catolico. Esse discurso de resistir a autoridade sem existiu.

    Att.

  14. Max,

    Sem dúvida, São Tomás de Aquino não é o magistério da Igreja. Porém, inumeráveis papas, até o Vaticano II, apresentaram sua teologia como exemplar. É necessário lembrar o quanto a Suma Teológia foi utilizada como referência de ortodoxia no Concílio de Trento?

    Não bastasse isso, há de se lembrar que São Tomás de Aquino está muito longe de ser o único a ensinar que é legítimo resistir ao superior que atente contra a Fé:

    http://www.fsspx-brasil.com.br/page%2003-2g.htm

    Portanto, nós não vivemos como “sedevacantistas práticos”. Apenas seguimos o que é doutrina comum na Igreja: que se deve resistir à autoridade que corrompe a Fé.

    Permita-me responder também a seu outro comentário, ainda que não endereçado a mim. Henri de Lubac e von Baltasar NÃO são autores “sérios e eruditos”. Se quiser saber sobre eles e outros modernistas:

    HIRPINUS, “Nova Teologia – os que pensam que venceram”, Ed. Permanência, 2001.

    Aproveite para ler sobre o Cristo ressuscitado “aos olhos da fé”, do cardeal Ratzinger.

    Em italiano, há críticas específicas sobre von Balthasar e outros: http://www.chiesaviva.com/libri%20chiesaviva.htm

    Em espanhol, há um capítulo sobre de Lubac, além de muitos outros modernistas, no livro “Cien años de modernismo” do Pe. Dominique Bourmaud, FSSPX.

    E agora? Você vai dizer que nós criticamos sem conhecer?

    A hermenêutica da continuidade é uma farsa, e uma tentativa de salvar o concílio. Através dela, afirma-se que os textos do Vaticano II devem ser lidos à luz da Tradição. Os textos ambíguos, de fato, podem. Mas os que estão em aberta contradição com a doutrina de sempre, devem necessariamente ser corrigidos. Não há interpretação ortodoxa para eles.

    Nenhum tradicionalista duvida da assistência do Espírito Santo aos papas. O que não se pode é negar o livre arbítrio do ser humano, ainda que papa, os quais podem não se utilizar desta assistência. O que não se pode negar é que os papas pós-conciliares se afastam da doutrina e da moral católicas.

    Nenhum tradicionalista, também, rejeita obediência ao magistério para seguir sua consciência. O que se rejeitam são os textos absolutamente incompatíveis com a doutrina católica. Você, que criticou quem não lia Santo Tomás e os dois “teólogos” e falava sobre eles, será que já leu as críticas sérias feitas ao Vaticano II? Se as ler, com certeza verá que não existe o subjetivismo de “seguir a própria consciência” de que você nos acusa. Os textos do concílio são, de fato, incompatíveis com a doutrina católica.

  15. Quando o “mar estar em turbulência”. Precisamos ter cuidados redobrados para não aforgarmos no mesmo. Nestes tempos de crise, precisamos seguir ; aquilo que foi sempre ensinado, e por todos cridos. Este é o conselho dos homens sábios e santos. Que nos disseram com sua autoridade de Católicos Apostólicos Romanos.
    Diante de tantos erros, de tantas heresias, de tantas inverdades, nos dias atuais. Ensinados por homens que deveriam ser: “O sal da terra e a luz do mundo”. No entanto, não nos ensinam. É claro, que não podemos acompanhar estas autoridades naquilo, que está afastando dos ensinamentos da Doutrina Infalível da Santa Igreja.
    Não precisamos, ser teólogos, doutores de renome para compreeder estas coisas. Vemos estampada diante dos nossos olhos, tamanhas barbaridades.
    Quem leu os documentos dos Concílios anteriores o Vaticano II. Pode perceber as palavras precisas que eram empregadas nas suas definições. Ali enganjava as definições dos Papas como infalíveis.
    Quando vemos os documentos pontifícios, contraditórios o que a Igreja sempre ensinou. Mais que normal. Um católico, não dar crédito, este novo ensinamento. Ou será que a Igreja nos enganou? Das duas uma: Ou Ela errou quando nos mandou crer; ou a nova igreja está certa. Não pode haver duas verdades contraditórias: Um diz: que a neve, o leite é branco. Outro afirma: Não! É preto, azul, vermelho…Quem estar com a razão?
    Não! Meus caros amigos! A Santa Igreja, nunca errou, e nunca errará. O que Ela afirmou nas catacumbas, continua. Viva, verdejantes nos dias atuais. Não tem um dogma, que tenha empalidecido com o tempo. Sua doutrina, continua sempre a mesma.
    Joelson Ribeiro Ramos.

  16. “recuperar este título de católicos”. Com todo o respeito a Mons. Fellay… quando foi que o perdemos? Monsenhor deve estar confuso, graças a esses anos de ‘diálogos’ que o envenenaram. Onde está o antídoto? Nas palavras de Mons. Lefebvre, ao dizer que não poderia ser expulso de uma Igreja onde nunca esteve… Portanto, quem é católico? A resposta é fácil, bem ao estilo sim, sim, não, não, e não tem nada a ver com a discussão sobre a Sé de Pedro, se é vacante ou não. Aqui, a desonestidade de uns pretende misturar maçãs com laranjas em uma construção lógica que não se sustenta. Foco, pessoal. Foco!

    E o próprio Mons. Fellay, mesmo na confusão que o sufoca, reconhece: “Também é claro que não podemos trazer o bem para toda a Igreja senão permanecendo fiéis à herança do Arcebispo”. Mas permita-me corrigi-lo, Monsenhor: “Também é claro”, vírgula… É a ÚNICA coisa clara desse discurso todo. Se Sua Excelência mantivesse os pés no caminho já traçado por Mons Lefebvre… não estaríamos nessa situação, vendo toda uma santa obra na berlinda! Ainda há tempo, Monsenhor, basta voltar ao foco.