Em tempos de crise, o óbvio nem sempre é ululante. Um bispo espanhol, de apenas 43 anos, elimina a confissão “express”.

“Peço a todos os fiéis que não tenham medo de confessar seus  pecados”.

Religión Digital | Tradução: Fratres in Unum.com – O bispo de Solsona, Xavier Novell, pediu a todos os seus reitores que deixem a fórmula da confissão “em fila”, na qual os fiéis verbalizam um pecado genérico e recebem a absolvição, e que distribuam “confessores suficientes” que permitam e ajudem aos fiéis a confessarem integramente seus pecados.

Em seu artigo semanal de hoje, o bispo mais jovem da Espanha explica: “uma boa confissão requer: exame de consciência, contrição, propósito de emenda, acusação dos pecados, absolvição e cumprimento da penitência”.

“Todos sabemos — acrescenta — que o elemento mais difícil é confissão dos pecados: a manifestação verbal e integral dos pecados cometidos”.

Segundo o prelado, esta dificuldade é a que provocou “uma diminuição da celebração individual do sacramento da penitência e o nascimento e proliferação das celebrações comunitárias do perdão, nas quais não é preciso manifestar os pecados ao confessor”.

O bispo recorda que desde alguns anos algumas paróquias organizam celebrações comunitárias em que os fiéis podem acusar-se breve, mas integramente dos pecados, mas lamenta que ainda existam paróquia nas quais estas celebrações “não facilitam tal acusação”.

Ele se refere, concretamente, às chamadas confissões “em fila” em que os fiéis se aproximam do confessor em fila e verbalizam uma acusação genérica, por exemplo, “padre, perdoai-me porque pequei” ou “acuso-me de egoísmo e de orgulho”, e recebem a absolvição individual.

O bispo Novell não está de acordo com esta fórmula, motivo pelo qual em sua coluna semanal, intitulada com a exclamação “Acusar-se dos pecados!”, informa que pediu aos reitores “que deixem esta fórmula da fila e organizem celebrações nas quais haja confessores suficientes distribuídos por toda a igreja, que permitam e ajudem aos fiéis a confessar integramente seus pecados e a receber frutuosamente o perdão”.

“Peço a todos os fiéis que não tenham medo de confessar seus pecados”, e faz referência a seu artigo escrito da próxima semana para “explicar a grande diferença entre acusar-se ou não dos próprios pecados no marco do sacramento do perdão”. (RD/Efe)

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7 Comentários to “Em tempos de crise, o óbvio nem sempre é ululante. Um bispo espanhol, de apenas 43 anos, elimina a confissão “express”.”

  1. Caramba, não conhecia esta tal confissão “em fila”. Que aberração! Agora, o medo de confessar seus pecados é perfeitamente compreensível para mim. Na paróquia onde atuo, muitos fiéis, envergonhados de suas faltas, já manifestaram sua vontade de que se resgate o uso do confessionário. O olho-no-olho com seu confessor os deixa constrangidos. Acho esta reivindicação justa. Mas, infelizmente, os padres insistem na confissão “a céu aberto”. Vai ver eles acham isto mais moderninho. Falta de sensibilidade.

  2. Que a tendência agora seja só melhorar, quando a geração concílio finalmente passar.

  3. A questao agora e’: ele vai ser obedecido?

  4. Ir ao confessor em confissão auricular, citar os pecados nominalmente e, quando graves, de forma detalhada para que o sacerdote possa bem avaliar, instruir e perdoá-los, havendo arrependimento e propósito de emenda. Não deixa de ser também um exercício de humildade, de pecador arrependido, humilhado pelas próprias fragilidades, disposto a mudar de vida.
    É também um sugestivo combate ao orgulho e soberba pessoais.

  5. Concordo com o sr. Renam, relatar os pecados mesmo os mais “feios” é o verdadeiro sinal de humildade e arrependimento….onde esperamos ouvir conselhos santos e a tão esperada absolvição, tirando assim um grande peso da consciência que nos levou até ali; Quanto a questão do confessionário para mim tanto faz, pois relato meus pecados de vista baixa, não tendo coragem de fitar o padre…Que todos obedeçam a determinação…Salve Maria.

  6. Muito bom o exemplo desse bispo! Como bem observou o Tiago, dizendo em outras palavras o que ele disse, de fato, os maiores empecilhos as aplicações da orientações do Papa, enfim das leis da Igreja é a geração decadente de certos bispos e padres que acham que podem fazer o que quiser e que não devem obediência em satisfação alguma ao Papa.

    Vale a pena lembrar as palavras do Papa na Carta de Abertura do Ano Sacerdotal (2009-2010):

    Do Santo Cura d’Ars, nós, sacerdotes, podemos aprender não só uma inexaurível confiança no sacramento da Penitência que nos instigue a colocá-lo no centro das nossas preocupações pastorais, mas também o método do «diálogo de salvação» que nele se deve realizar.

    http://alexbenedictus-et-patensis.blogspot.com.br/2011/09/confissao-deve-estar-no-centro-das.html

    Na quaresma deste ano o Papa voltou a falar da importância da confissão. Vejam

    Benedict XVI: Give force to Confession

  7. Bento XVI – Incentivar a Confissão
    Em tempos de crise educacional, quando o relativismo contesta a mínima possibilidade de uma relação entre Verdade e Deus, os cristãos são chamados a proclamar a possibilidade de um encontro entre o homem de hoje e Jesus Cristo. Em Cristo, Deus pode ser visto e ouvido. Esta foi a mensagem do Papa Bento XVI nesta manhã aos membros da Penitenciária Apostólica. O Papa falou do Sacramento da Reconciliação, onde se encontra Deus com a finalidade de entrar dentro da vida. Deus está sempre próximo dos homens e das mulheres – até mesmo daqueles que estão em pecado – e ele espera por eles, pronto para curar suas enfermidades através da graça do Sacramento. A reconciliação é sempre um raio de esperança para o mundo,…

    http://alexbenedictus-et-patensis.blogspot.com/2012/03/bento-xvi-incentivar-confissao.html