Declaração do Capítulo Geral da FSSPX.

Fonte: DICI | Tradução: Fratres in Unum.com

pieX_02_okAo término do Capítulo Geral da Fraternidade São Pio X, reunidos em torno do túmulo de seu venerado fundador, Dom Marcel Lefebvre, e unidos ao seu Superior Geral, nós, os participantes, bispos, superiores e membros mais antigos da Fraternidade, elevamos ao céu nossas mais profundas ações de graças pelos quarenta e dois anos de tão maravilhosa proteção divina sobre nossa obra, em meio a uma Igreja em total crise e a um mundo que se afasta cada dia mais de Deus e de sua lei.

Expressamos nossa profunda gratidão a todos os membros da Fraternidade, sacerdotes, irmãos, irmãs, terciários, às comunidades religiosas amigas, assim como aos queridos fiéis, por sua dedicação diária e por suas fervorosas orações por ocasião deste Capítulo, que conheceu intercâmbios francos e um trabalho frutífero. Todos os sacrifícios, todas as penas aceitas generosamente contribuiram, sem dúvida, para superar as dificuldades que a Fraternidade enfrentou ultimamente.Voltamos a encontrar nossa união profunda em sua missão essencial: manter e defender a Fé Católica, formas bons sacerdotes e trabalhar na restauração da Cristandade. Definimos e aprovamos as condições para uma possível regularização canônica. Estabeleceu-se que, neste caso, um Capítulo extraordinário deliberativo seria convocado de antemão. Todavia, nunca se deve esquecer que a santificação das almas sempre começa por nós mesmos. É a obra de uma Fé viva e operante por meio da caridade, segundo as palavras de São Paulo: “Contra a verdade não temos poder algum; temo-lo apenas em prol da verdade“e ainda: “Cristo amou a Igreja e se entregou por ela… para santificá-la, purificando-a” (Ef. 5: 25 s).

O Capítulo considera que o primeiro dever da Fraternidade, no serviço que pretende prestar à Igreja, é continuar professando, com a ajuda de Deus, a Fé Católica em toda a sua pureza e integridade, com uma determinação proporcional aos ataques que esta mesma Fé não deixa de sofrer hoje.

Portanto, parece-nos oportuno reafirmar nossa Fé na Igreja Católica Romana, única Igreja fundada por Nosso Senhor Jesus Cristo, fora da qual não há salvação, nem possibilidade de encontrar os meios que conduzem a esta; em sua constituição monárquica, desejada por Nosso Senhor, que faz com que o poder supremo de governo sobre toda a Igreja recaia somente sobre o Papa, Vigário de Cristo na terra; na realeza universal de Nosso Senhor Jesus Cristo, criador da ordem natural e sobrenatural, ao qual todo homem e toda sociedade deve se submeter.

Sobre todas as inovações do Concílio Vaticano II, que permanecem manchadas de erros, e sobre as reformas que dele provieram,  a Fraternidade somente pode continuar aderindo às afirmações e ensinamentos do Magistério constante da Igreja; ela encontra seu guia neste Magistério ininterrupto que, por seu ato de ensinar, transmite o Depósito revelado em perfeita harmonia  com tudo o que a Igreja inteira acreditou sempre e em todo lugar.

Igualmente, a Fraternidade encontra seu guia na Tradição constante da Igreja, que transmite e transmitirá, até o fim dos tempos, o conjunto dos ensinamentos necessários para manter a Fé e para a salvação, esperando que um debate franco e sério seja possível, tendo como finalidade o retorno das autoridades eclesiásticas à Tradição.

Unimo-nos a todos os outros Católicos perseguidos em diferentes países do mundo que sofrem pela Fé Católica, e muito frequentemente até o martírio. Seu sangue derramado, em união com a Vítima de nossos altares, é a garantia da renovação da Igreja in capite et membris [Na cabeça e em seus membros], de acordo com o velho adágio “sanguis martyrum semen christianorum” [O sangue dos mártires é sementes de cristãos].

Finalmente, dirigimos à Virgem Maria, tão zelosa quanto aos privilégios de Seu Divino Filho, zelosa de Sua glória, de Seu Reino na terra como no Céu. Quantas vezes Ela interveio na defesa, inclusive armada, da Cristandade contra os inimigos do reino de Nosso Senhor! Suplicamos a Ela que intervenha hoje para expulsar os inimigos internos que tratam de destruir a Igreja mais radicalmente que os inimigos externos. Que Ela se digne manter na integridade da Fé, no amor à Igreja, na devoção ao Sucessor de Pedro, a todos os membros da Fraternidade São Pio X e a todos os sacerdotes e fiéis que trabalham com os mesmos sentimentos, para que Ela nos proteja e nos preserve tanto do cisma como da heresia.

“Que São Miguel Arcanjo nos comunique o seu zelo pela glória de Deus e a sua força para combater o demônio

“Que São Pio X nos faça partícipes de sua sabedoria, de sua ciência e de sua santidade para discernir a verdade do erro e o bem do mal, nestes tempos de confusão e de mentira”. (Dom Marcel Lefebvre, Albano, 19 de outubro de 1983).

Ecône, 14 de julho 2012

20 Comentários to “Declaração do Capítulo Geral da FSSPX.”

  1. Eu admiro a FSSPX em muitos pontos. O primeiro e único que abordarei aqui é o desejo que eles têm de transformar toda a Santa Igreja, pois eles poderiam muito bem aceitar apenas um muro canônico entre eles e a Santa Sé, para que pudessem continuar celebrando a forma extraordinária da liturgia romana e formando novos sacerdotes. Mas não, eles se preocupam com todos os fiéis e clérigos que sofrem com os maus pastores, com a nova teologia, com a nova liturgia, que sofrem muito com os abusos litúrgicos. Eles têm um desejo de renovação eclesial e não consentirão até que o Santo Padre sinalize que isso será possível.
    Que a Virgem Maria os proteja!

  2. A afirmação: “Sobre todas las innovaciones del Concilio Vaticano II que permanecen manchadas de errores y sobre las reformas que de él han salido, la Fraternidad sólo puede continuar adhiriendo a las afirmaciones y enseñanzas del Magisterio constante de la Iglesia; ella encuentra su guía en este Magisterio ininterrumpido que, por su acto de enseñanza, transmite el depósito revelado en perfecta armonía con todo lo que la Iglesia toda ha creído siempre y en todo lugar” é interessante.
    Soa mais diferente de algumas outras afirmações de alguns, que mais parecem ser tendenciosas a sedevacantismo.
    Deus abençoe D. Fellay.
    Deus me faça ver, antes de morrer (e é que sou novo), o triunfo da “unidade na continuidade” (e não falo isso referindo-me a um simples amalgamado “bonitinho” de ideologias dentro da Igreja).

  3. Muito bom, do jeito que deve ser, ou seja, uma manifestação de fé, uma profissão de fé. Nós, leigos, é que devemos ser mais humildes e não nos metermos em assunto que não são de nossa alçada. Somos soberbos e justificamos nossa soberda no falso desejo de querer combater, mas na verdade, há que é do contra pelo simples fato de “querer ser do contra” a qualquer custo. Não! Que as tratativas continuem e que Roma volte para o caminho da Tradição. Sejamos mais humildes e esperemos que pessoas mais esclarecidas que nós tratem do assunto.

    Sobre todas las innovaciones del Concilio Vaticano II que permanecen manchadas de errores y sobre las reformas que de él han salido, la Fraternidad sólo puede continuar adhiriendo a las afirmaciones y enseñanzas del Magisterio constante de la Iglesia;

    Sim senhores padres capitulares, isso mais que me basta!

  4. Isso sim é preâmbulo doutrinal! Profissão de Fé! Compromisso com a verdade! O que a FSSPX busca é que a Igreja volte ao seu esplendor, por isso, não basta um acordo para que isso aconteça. Talvez, um acordo, fosse visto por muitos como a solução da crise, e isso não é verdade. Uma regularização canônica, não faria a fraternidade mais católica que já é, pois, se é católico ou não, e todos já sabem (alguns fingem que não) que a Fraternidade é Católica.

  5. Concordo com o Thiago.e Anderson Bento.

  6. Certo. Mas alguém pode me dizer se eles quiseram dizer SIM, ou NÃO? Vejam fratres, se eu estiver falando besteira por favor me corrijam, mas a recusa da FSSPX em se regularizar , em minha humílima opinião, é ato de soberba! Eles deveriam voltar à regularidade o mais rápido possível e, usufruindo disso, começar a construir igrejas, abrir seminários, encher os seminários que ora se encontram abandonados, tudo isso em nome de sua luta pelos valores que eles colocam muito bem no primeiro parágrafo. Enfim, como os inimigos da Igreja fizeram ( de forma bem competente é preciso reconhecer) devemos “reaparelhar” a Igreja de católicos verdadeiros. As pessoas vão aderir. Os fiéis mesmo já não aguentam mais tanta esculhambação. Precisamos é de alguém do próprio clero que dê um tapa na mesa e chame as coisas pelo seu devido nome. Eles podem assumir esse papel não acham? Olhem, cedo ou tarde, os bispos da FSSPX terão que sagrar novos bispos. Se o fizerem sem mandato pontifício já sabem não é? O atual Papa levantou as excomunhões, deu um sinal claro por meio do SP em favor da missa tradicional, o que mais eles esperam? Terminarão definhando como um grupinho exótico enquanto os modernistas fazem a festa ou simplesmente paróquias vão fechando (na Europa p.ex.), terminarão vivendo uma ilusão, recolhidos em sua ilha paradisíaca, enquanto o mar revolto em sua volta lhes prepara um tsunami. Não, não posso concordar com isso. Mas tomara que eu esteja errado e “queime a língua” em tudo o que falei.

  7. De fato, há gente falando besteira, vivendo em ilusão e que, cedo ou tarde, queimará a língua.

    A título de exemplo: como se espera que a FSSPX vá combater o modernismo dentro do ambiente conciliar se o próprio líder da Congregação para a Doutrina da Fé é um herege? Ou encher os seminários diocesanos se os bispos locais -odeiam- ela?

    Responda quem for capaz.

  8. Rodrigo
    Eu, o mais inexperiente e sujeito a erros sobre o tema, me arrisco a comentar algumas de suas colocações.
    Em uma situação de normalidade, com certeza a regularização canônica seria frutífera e permitiria, como você citou, começar a construir igrejas, abrir seminários, encher os seminários que ora se encontram abandonados . Infelizmente, como nos recorda a nomeação de Dom Mueller na CDF, isso não corresponderá a prática. A Fraternidade dependerá de autorização dos Bispos locais para exercer seu ministério e, creio eu, teria bom êxito com D. Ranjith, D. Keller, D. Burke, do Bispo de Ciudad de Leste, entre outros. Porém teria forte oposição de todo o episcopado alemão, de bispos como o D. “smiley face” dos EUA (esqueci o nome dele agora) que persegue o Pe. Michael Rodriguez, de muitos Bispos da CNBB, que recebe a Igreja Oficial Cismática da China com sorrisos, mas faz cara feia pra Tradição, do Cardeal Bergoglio (supostamente quase eleito papa em 2005). Numericamente são maioria, embora quantidade e qualidade não estejam de mãos dadas. Esse é um dos frutos da Colegialidade.
    A sagração de novos bispos, pelo que me lembro, não é algo que preocupa a Fraternidade, sendo eles dispostos a repetir o ato. Porém não há como especular este futuro e em quais condições isso virá a ocorrer. Já o sinal claro do SP que você fala coloca-se como “a liberação de algo que nunca foi ab-rogado” com certas condições. Não fosse o estado atual da crise, o SP seria uma aberração: Libera algo que nunca foi proibido e ainda coloca condições. Não lembro se foi algum comentário por aqui ou outro lugar que vi que é algo como “não faremos nada do que eles querem enquanto eles nos darão tudo o que queremos”. Por mais que bem celebrada, dentro de todas as normas, a Missa Ordinária é um culto centrado no homem. Foi criada para retirar os obstáculos entre a Igreja e outras “religiões”, tanto que pastores protestantes afirmaram, em 1970, não haver problema nenhum da parte deles quanto à Missa Nova. É uma celebração que agrada quem é contra a Igreja. Como isso pode ocorrer e ser considerado “normal”? A luta da Fraternidade vai além da Santa Missa.
    Quanto ao definhamento, fico com as palavras de Nosso Senhor: “Pelos frutos conhecereis a árvore”. A árvore que não dá bons frutos é cortada e seca. A árvore que frutifica, é podada para que frutifique ainda mais.
    Que Deus proteja sua Santa Igreja. Cremos que as portas do inferno nunca prevalecerão.

  9. Sr. Rodrigo nota-se que o senhor nada sabe sobre a obra de Mons. Lefebvre e como a FSSPX tem desenvolvido este trabalho. As entrelinhas do seu “discurso” são mais progressistas do que os sermões de Helder Câmara; chegam a ser ameaçadoras. O senhor fala de “soberba” por a FSSPX não aceitar prostituir a sua Fé. Quer dizer que se um pai, para cuidar da masculinidade e virilidade do seu filho, convida-lo a ir a um prostíbulo e este recusar a proposta do pai, em obediência ao mandamento de Deus, este filho comete soberba? Não se esqueça que é também um mandamento divino obedecer o pai.Aprenda senhor: Mais vale obedecer a Deus do que aos homens, mesmo que seja o pai ou o papa. Aceitar se submeter as heresias do vaticano II e ao modernismo só porque o papa deseja esse acordo, traindo assim, tudo que a Santa igreja e os papas católicos sempre ensinaram, em nada é diferente de aceitar a proposta daquele pai que quer que o filho se prostitua para provar a sua virilidade.

  10. Rodrigo, isso não é ato de soberba, é ato de prudência.

  11. Salve Maria!

    “o primeiro dever da Fraternidade, no serviço que pretende prestar à Igreja, é continuar professando, com a ajuda de Deus, a Fé Católica em toda a sua pureza e integridade, com uma determinação proporcional aos ataques que esta mesma Fé não deixa de sofrer hoje.”

    Não é a Fé que “não deixa de sofrer hoje”. Somos nós católicos os que sofremos, pois a promessa de Nosso Senhor Jesus Cristo em Sua Igreja é a salvação das almas. De nossas almas!

    Perseveremos com nossos olhos e devoção através de Nossa Senhora em Fátima para que, por fim, o Santo Padre cumpra o pedido Dela. Só assim teremos um pouco de paz com o triunfo de Seu Imaculado Coração.

    “Ó Maria, concebida sem pecado, rogai por nós, que recorremos a Vós”. Amém.

  12. Rodrigo, manter-se na Fé Católica ensinada sempre, a todos e em todos os lugares não é ato de soberba. Ademais, se isso é se manter numa ilha paradisíaca, então, a FSSPX tem de se manter mesmo nesta posição que é o paraíso da Verdade.
    Você está tão confuso por beber água da fonte modernista que não sabe nem escolher as palavras para criticar a FSSPX.

  13. O trecho:

    “Sobre todas as inovações do Concílio Vaticano II, que permanecem manchadas de erros, e sobre as reformas que dele provieram…”(Declaração do Capítulo)

    não apresenta, a meu ver, dificuldades diante da Santa Sé, isto é, a Santa Sé pode tolerar isso, pois afirma:

    “Pode acontecer porém, que o teólogo se coloque interrogações concernentes, de acordo com os casos, à oportunidade, à forma, ou também ao conteúdo de uma intervenção. Tal conduzi-lo-á, antes de mais nada, a verificar acuradamente qual seja a autoridade destas intervenções, assim como ela emerge da índole dos documentos, da frequente proposição de uma mesma doutrina, ou da própria maneira de se exprimir.
    Neste âmbito, de intervenções de tipo prudencial, aconteceu que alguns documentos magisteriais não fossem isentos de carências. Os Pastores nem sempre colheram prontamente todos os aspectos ou toda a complexidade de uma questão. Mas seria contrário à verdade se, a partir de alguns casos determinados, se inferisse que o Magistério da Igreja possa enganar-se habitualmente nos seus juízos prudenciais, ou não goze da assistência divina no exercício integral da sua missão. “(Congregação para a Doutrina da Fé, Instrução Donum Veritatis, n.24).
    http://www.vatican.va/roman_curia/congregations/cfaith/documents/rc_con_cfaith_doc_19900524_theologian-vocation_po.html.

    Essa Instrução não estava disponível em português no site da Santa Sé, mas agora está. Pretendo estudá-la melhor.

    De qualquer jeito, o Capítulo da FSSPX não expôs o TIPO DE FALHA a que se refere.
    Sinceramente, esperava deste Capítulo uma “derrota” de Dom Fallay!!!
    Achei a Declaração muito “acanhada”.

    Outra coisa que percebi, no trecho

    “Igualmente, a Fraternidade encontra seu guia na Tradição constante da Igreja, que transmite e transmitirá, até o fim dos tempos, o conjunto dos ensinamentos necessários para manter a Fé e para a salvação, esperando que um debate franco e sério seja possível, tendo como finalidade o retorno das autoridades eclesiásticas à Tradição.”(Declaração do Capítulo)

    foi que a FSSPX possui oficialmente, e pretende manter, uma orientação diferente da de Dom Fernando Rifan e da Administração Apostólica por ele guiada. Assim, se o Reconhecimento Canônico ocorrer, é de se esperar um grupo diferente dos grupos tradicionalistas já reconhecidos pela Santa Sé, pelo menos nessa questão. Diríamos que as dificuldades internas da FSSPX sobre o Magistério Vivo vão permanecer, pelo menos nessa questão. Não tenho como afirmar se a Santa Sé deixaria passar isso. Mas quanto aos “erros do Concílio”, pelo que parece, a Santa Sé deixa sustentar isso.

    Para um possível Reconhecimento,

    achei primeiramente que Dom Tissier e Dom Alfonso de Galarreta, também Dom Williamson, poderiam, apesar de suas teorias, serem aceitos por Roma, como que numa carona oferecida por Dom Fallay. Dom Fallay aceitaria as condições impostas pela Santa Sé e se responsabilizaria pelos outros Bispos, que poderiam, na prática, ser reconhecidos sem abandonarem suas teorias. Mas, a Santa Sé declarou oficialmente que o caso dos Bispos da FSSPX será resolvido caso por caso.

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    O Capítulo ainda poderia ter ido mais longe se declarasse que o Concílio pode ser perigoso à Fé e à Moral não diretamente, mas indiretamente, pois a Santa Sé deixa que se prefira a Missa Tridentina a Missa Nova. Ora, uma pessoa só vai sustentar que a Missa Tridentina é melhor que a Missa Nova se reconhecer que a Missa Tridentina tem coisas boas para a Fé que a Missa Nova não tem, isto é, a Missa Nova é menos eficiente para a Fé que a Missa Tridentina, pelo menos para quem prefere a Missa Tridentina.

    Vemos que os Erros das Intervenções e Liberações do Magistério podem contribuir de alguma forma, ainda que não diretamente, a que os fiéis esfriem na própria Fé. Não sei ainda se esse tipo de crítica está liberado pela Santa Sé, mas pelo que parece pode estar.

    A Santa Sé apóia a multiformidade das tradições dentro da Igreja. Certas tradições são melhores para a manutenção e vivência da Fé para algumas pessoas que outras tradições, ainda que a Santa Sé permita as diferentes tradições. Então, certas tradições podem ser perigosas à Fé ou Moral para certas pessoas e a Santa Sé pode liberar essas “tradições perigosas”.

    Isso reforça a possibilidade de que o Magistério pode cometer erros perigosos à Fé, não diretamente, mas indiretamente. Vou refletir melhor na questão.

    Gostaria de convidar os leitores a também estudarem a Instrução Donum Veritatis, para a crítica teológica que a Santa Sé permite.

    Diferentemente da FSSPX, guio-me pelo Magistério Vivo da Igreja, mas acho que, se houver melhor boa vontade por parte de alguns da FSSPX, a questão teórica para o Reconhecimento pode ser resolvida.

    Não sou teólogo, nem pretendo ser, prefiro outras áreas do saber, mas certas coisas interessam a todos.

  14. A catolicidade e romanidade da FSSPX é evidente e agora mais que provada… e Roma sabe disso. Esse é o motivo pelo qual eles tem mais interesse em acordos que ela. Pesa sobre a cabeça deles a culpa por terem perseguido uma obra que sempre foi católica, e quiças, a única atualmente.Por isso o retorno das autoridades romanas para a Tradição é condição SINE QUA NON. Que a FSSPX siga firme em sua posição, em franca oposição ao VaticanoII, e que N. Senhor faça com que as autoridades romanas retomem o caminho reto. Rezemos pelo Santo Padre.

  15. Bem, gostei do debate. Em relação ao Galvão 1:11, primeiro agradeço sua atenção e quero dizer que vou examinar atentamente suas colocações. Em todo o seu texto achei muito mais coisas em que concordei do que discordei e tenha certeza Galvão, vou me ater ao bem lembrado “Pelos frutos conhecereis a árvore”. Obrigado pela sua mensagem, de coração. Ao Francisco, 1:42, em uma coisa vc tem razão, não conheço ainda a totalidade das ideias do Mons. Lefebvre, estou me esforçando por aprender e apreendê-las. Entretanto, é radicalismo de sua parte comparar o meu texto com os discursos progressistas de D. Helder. Entendo que achar que uma atitude de recusa da FSSPX é ato de soberba pode chocar alguns fratres aqui, mas creia-me, Francisco, minha mensagem esperava revelar não uma ameaça de minha parte, mas uma séria preocupação mesmo com o futuro da FSSPX e os frutos e a luta de Mons. Lefebvre, que são meritórios sim. Ao Thiago 2:00, espero do fundo do meu coração que isto não seja soberba e sim prudência como vc falou. Quero estar errado. E ao Rogério, 3:07, espero que vc esteja certo e eu esteja confuso, mas discordo de vc, pois nenhuma ilha paradisíaca (usando a metáfora da ilha logicamente) está a salvo de um tsunami. Obrigado a todos pelas considerações à minha observação, nem imaginei que havria tantas. Abraços.

  16. Não se mistura vinho novo em odres velhos.

    Quem saiu dos caminhos de outrora é que deveria retornar. E isso não está acontecendo, a não ser que venham dizer que nomear um herege para o cargo de Prefeito para a Doutrina da Fé é sinal de retorno.

    O Evangelho diz: “não se mistura vinho novo em odres velhos’
    E no Antigo Testamento está escrito “olhai e vede os caminhos de outrora, trilhai por eles”

    A situação está mostrando o contrário destas duas passagens.
    E pelo visto, não estão considerando o que está dito.
    Tão estarrecedor quanto constatar o quão obstinadamente distante permanece a Igreja oficial dos caminhos de outrora é constatar que desta vez a FSSPX está falando em permitir que se coloque o Vinho Novo da Verdade Católica num meio que já não age, já não pensa, já não crê e já não se porta como católico.

    Não tenho muito a falar. Não estou vendo nenhuma “oportunidade única”, nenhuma “hora H” de saltar neste breu.

  17. Relendo o meu comentário inicial e o que falou o Galvão, 1:11, chego à conclusão que classificar uma eventual recusa da FSSPX à Santa Sé como mero ato de soberba foi precipitado e leviano de minha parte por dois motivos: 1-Não conheço em profundidade a questão, bastante complexa em si, e a atuação de todas as peças nesse jogo de xadrez e 2-Só Deus pode julgar as intenções dos homens. Mantenho em todo caso o meu particular desejo (o desejo de um mero filho da Igreja, residente numa capital periférica de um país de terceiro mundo, cuja voz jamais será ouvida em Roma ou Econe) de que a FSSPX não fique fora da Igreja. De toda a forma, pedirei a Deus que nos ilumine a todos e que tudo seja feita conforme a Sua vontade. E por fim, se minha leviana e precipitada classificação ofendeu alguém, peço sinceras desculpas. Relevem o que eu disse. Abraços a todos.

  18. Quando um time só fica na retranca e não faz gol, leva!

  19. Refletindo sobre o comentário da Helga, fui buscar quais seriam os “gols” marcados pela FSSPX. Creio que as estatísticas ajudam a esclarecer. Hoje a Fraternidade conta com 4 bispos e mais de 560 padres, com no mínimo 10 padres ordenados por ano desde 1975. Conta ainda com mais de 200 seminaristas, mais de 100 irmãos e mais de 70 irmãs. Além disso tem o apoio de diversas congregações amigas, que juntos lutam pela Tradição. Milhares de fiéis recebendo a Verdadeira Doutrina. Mais um “gol” para a Fraternidade, as Cruzadas, com milhões de rosários rezados em prol da Igreja. Mas o principal “gol” é sem dúvidas a defesa da Fé, da Verdade, da Igreja.
    Enfim, mesmo que Roma não compreenda, a Fraternidade, seus amigos e seus fiéis, são leais súditos da Igreja e do Papa.

  20. Isso se resolveria de modo mais prático e eficiente! Recordo-me quando criança da catequese, uma piedosa Filha de Maria, dando catecismo para nós da Cruzada Eucaristica; lendo um livro sobre a infância do Menino Jesus. Ao final ela nos deixou com a seguinte frase: ” O Menino Jesus, faria que nós (crianças) estamos fazendo?”. Ora fazemos nós a mesma pergunta, e veremos onde está a verdadeira Igreja Católica! A prova disso, que nas cerimônias da Administração Apóstolica (Campos), a modéstia feminina e também masculina é seguida a risco. Algumas igrejas ainda guardam em suas portas a proibição de trajes indecorosos, os quais livremente se usa nos templos unidos a Roma. Pessoas que se vestem, participa das cerimônias, recebe até os sacramentos, estariam ofendendo a Deus? Certos hinos, músicas que se cantam nas igrejas agradariam a Nosso Senhor? Qual seria a responsabilidade dos padres, bispos e do papa, nesses casos? Santa Teresa D’Avila já dizia que não devemos andar por caminhos novos, mas sim pelos caminhos já trilhados pelos santos. Logo, colocar-me em risco, e colocar em risco de perder tantas almas por questôes de novidades, “adaptações aos novos tempos”? Soberba é ir contra parte de tudo aquilo que já está confirmado. Infelizmente reduziram os Mandamentos a canones; os Sacramentos a meros sinais de unidade; o Primado de Pedro sob Cristo a dizeres do ecumenismo a todo custo. Por não aceitar, ou melhor, não ser esse seu ensinamento, Nosso Senhor foi perseguido, crucificado e morto, por aqueles que se diziam representantes da verdadeira religião. Já vemos grupos que outrora “tradicionalistas” que já aceitam “modas” contrárias a Santa Igreja. Por uma pseuda unidade, almas estão se perdendo. Estamos caminhando para um pensamento de que pecado, inferno, condenação eterna é coisa da Idade Media, que Jesus, é um personagem autruista, que só quer que nos amemos, apesar das nossas diferenças. Enfim, uma apostasia se instala devagar de dentro para fora dos membros da Barca de Pedro.