Atentado ao único dogma moderno, o diálogo: Isso não se faz, “irmão mais velho”…

Membro do Parlamento israelense rasga Bíblia e joga livro no lixo

Para Michael Ben-Ari, o presente seria ‘uma provocação da Igreja’

Membro do parlamento israelense rasga bíblia enviada de presente.

Membro do parlamento israelense rasga bíblia enviada de presente.

O Globo | JERUSALÉM — Ao receber uma Bíblia de presente, o membro do Parlamento israelense Michael Ben-Ari (da União Nacional) rasgou o Novo Testamento em pedaços e, em seguida, jogou o livro católico no lixo. De acordo com o site israelense NRG, os exemplares foram distribuídos aos 120 membros da Knesset por Victor Kalish, diretor-executivo de uma editora cristã especializada na distribuição de textos religiosos em Israel.

Kalish enviou as Bíblias juntamente com uma carta explicando que se tratava de uma nova edição com 90 mil referências. “Este é um precioso fruto da cooperação entre as Sagradas Escrituras e entre os crentes ao redor do mundo, que lança luz sobre o Antigo Testamento e ajuda a compreendê-lo”.

A reação causou alvoroço. De acordo com o site, Ben-Ari teria dito que “o livro abominável promoveu o assassinato de milhões de judeus durante a Inquisição”.

– Essa é uma provocação missionária muito feia da Igreja. Não há dúvida de que o livro e seus remetentes pertencem ao lixo da história – afirmou.

Com a reação violenta, Tzipi Hovotely, membro do partido governista do primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu, enviou um pedido ao presidente da Knesset instando-o a proibir a distribuição de materiais missionários.

Tags:

53 Comentários to “Atentado ao único dogma moderno, o diálogo: Isso não se faz, “irmão mais velho”…”

  1. Depois essa Igreja modernista quer fazer diálogo inter-religioso entre nós e eles!

  2. E viva o ecumenismo!

  3. Milhões de judeus durante a Inquisição…. eles são ótimos inventando números.Como sempre….

  4. “…assassinato de milhões de judeus durante a Inquisição”. É apenas um ignorante mal educado. Covarde também. Fizesse isso com um exemplar do Corão, ele estaria fulminado em dez minutos ( e ele sabe disso), por isso criou o factóide. Rezemos para que ele encontre bons livros em sua vida e pessoas generosas dispostas a ensiná-lo história ( e um pouco de boa educação também).

  5. Queria ver a coragem desse infiel para rasgar o Alcorão com a mesma facilidade com que rasgou e jogou no lixo a palavra de Nosso Senhor!

    Claro que nem o Vaticano nem ninguém se vai indignar. Interessa continuar a palhaçada ecuménica do respeito humano…

  6. São os frutos do ecumenismo vaticanosecundista. Viva a liberdade religiosa, viva o diálogo interreligioso. Vamos celebrar juntos e rasgar juntos o Novo Testamento.

    Oremus et pro perfidis Judaeis : Ut Deus et Dominus noster auferat velamen de cordibus eorum ut et ipsi agnoscent Jesum Christum Dominum nostrum. (Non respondetur Amen, nec dicitur Oremus aut Flectamus genua, aut Levate, sed statim dicitur :) Omnipotens sempiterne Deus qui etiam judaicam perfidiam a tua misericordia non repellis; exaudi preces nostras quas pro illius populi obcaecatione deferimus, ut agnita veritatis tuae luce quae Christus est, a suis tenebris eruantur. Per eumdem Dominum nostrum Jesum Christum Filium tuum, qui tecum vivit et regnat in unitate Spiritus Sancti Deus, per omnia saecula saeculorum. Amen.

  7. Esses judeus têm memória bem curta.
    O Israel atual só existe por causa do apoio dos países cristãos.
    Por outro lado, nem todo judeu é um radical como este.
    Somente os judeus ortodoxos e a ala sionista/nacionalista.

  8. e tem gente que apoia israel e trata os judeus como aliados..

  9. “Irmão mais velho”? Irmão do quê? Só pode ser irônico este título, não? Assim espero.

  10. Além de blasfemo é ignorante ………

  11. Ele acabou de ganhar uma viagem só de ida para o mármore do inferno.

  12. São uns ingratos mesmo, pelo que a história bem saiba, Pio XII, acolheu milhares de Judeus nas dependências da Cidade do Vaticano, e nos prédios extra-muros! Culpam a Igreja do erro mais mortal que cometeram há 2000 anos, o erro de não ter aceito Nosso Senhor Jesus Cristo como seu senhor e salvador!

  13. “milhões de judeus na inquisição”.
    “milhões de judeus nos campos de concentração”.
    Quando se trata deles, são bastante “superlativos”. Dos católicos exterminados nos campos de concentração ninguém se lembra.

  14. Que eu me lembre Pio XII salvou milhares de judeus em seminários e Igrejas Católicas… Isso tudo sem uma “Nostra Aetate” da vida…

  15. Irmãos mais velhos ? Nós somos a continuidade dos verdadeiros judeus , da segunda Revelação .

  16. Bom dia a todos e

    Salve Maria.

    Em uma perspectiva histórica, o dito ‘diálogo interreligioso’ é uma fábula criada pela maçonaria, via liberalismo, e vendida para católicos despreparados, já que, anteriormente, houve a infiltração de toda uma corrente de pensamento no seio da Igreja que conquistou mentes de muitos prelados mais ou menos mal intencionados: nunca é demais lembrar que o Cardeal Rampolla, secretário de estado de Leão XIII, e eleito Papa em 1903, mas que foi providencialmente vetado para que na sequência fosse eleito São Pio X, era, repito, que já em 1903 o Cardeal Rampolla era 33º grau do rito escosês antigo e aceito… isso não sou eu que invento, é História, fato verídico e constatado pelo próprio São Pio X.

    Ora, em 1936, por ocasião de uma viagem aos Estados Unidos da América, o futuro Papa Pio XII já falava com seus mais próximos sobre o verdadeiro grave problema da Igreja: a infiltração coordenada de pessoas com o fito de, num futuro próximo, minarem a hierarquia e a atividade apostólica da Santa Igreja Católica Apostólica e Romana.

    Os ditos e o feito por muitos prelados da Igreja, hoje, seria simplesmente inadmissível há cem anos atrás: mas foi a doutrina da Igreja que mudou?! os tempos mudaram?! não e não: foram as pessoas que, de escândalo em escândalo se acostumaram com o hediondo, com a blasfêmia, com o sacrilégio.

    Bispos e Cardeais que veem a público dizer o mesmo que um Renan do século XIX?! que chamam a Lutero de ‘santo’?! Lutero, que blasfemava contra a Pureza de Nossa Senhora?! que, para justificarem a falta da batina usam dos mesmos argumentos dos revolucionários franceses de 1789?! que não creem na divindade de Nosso Senhor?! esses prelados, sem querer fazer juízo temerário, eplo que dizem e fazem, parecem mais com maçons de batina, não é mesmo?!

    Rasgar a Sagrada Escritura?! o Novo Testamento de Nosso Senhor e Redentor?! Quem, em sã consciência, pode justificar tal fato diante de Deus e de toda a Corte Celeste em prol do ‘diálogo’, do ‘ecumenismo’?!

    Por favor, os que me leem, entendam-me: não digo isso por ‘amor ao revanchismo’, por que me julgue ‘um poço de sabedoria’, a ‘salvação da Igreja e do reino social de Nosso Senhor’, … não! mas, como Católico, como quem ama a Nosso Senhor absolutamente, a ponto de preferir morrer a vê-Lo vilipendiado, de novo, como já O foi quando Crucuficado.

    Até quando os Católicos aguentarão isso passivamente?! Muitos fizeram muito mais quando um Padre da FSSPX queimou os documentos do cvii, documentos esses, aliás, que dão margem a esse tipo de ato noticiado pelo FIU.

    Novamente, não custa lembrar, que somente os católicos compram essa ‘historinha para esperar trem’ do ‘ecumenismo’ e ‘diálogo interreligioso’: não o fazem os hereges e cismáticos e, ao contrário, trabalham arduamente contra os Católicos, que teem por inimigos.

    Não é uma questão de não querer dar a outra face e, sim, de entender que, que não está com Cristo está contra Cristo… e até a morte… e até o Céu ou o Inferno.

    Chega desse discursinho de ‘paz e amor’.

    Nos Corações Dolorosíssimos de Jesus e Maria.

  17. Enquanto a Igreja estende a mão ecumência, um membro do parlamento israelense rasga a Bíblia. Viva o ecumenismo! Viva o diálogo inter-religioso! Realmente, não dá para entender por que continuam com esta insistência no diálogo inter-religioso. Está mais do que na cara que judeus, islâmicos, protestantes e demais infiéis odeiam a Igreja. Eu queria ver é se ele teria coragem de rasgar um exemplar do Corão… Duvido. Se o fizesse, seria morto…

  18. Herege de fé!

  19. E a Igreja continua com esta utopia.

  20. E dá-lhe ecumenismo! E dá-lhe Concílio Vaticano II! E dá-lhe diálogo!! Tem que ser muito idiota para acreditar nisso tudo, viu??

  21. Deplorável, insensato e insano!

  22. Os guardiões do ecumenismo nem se manifestaram.

  23. Enquanto isso, em Betim/MG, padres proibem a Missa Tridentina arrimando-se no falido Concílio e comunhão com toda a Igreja… Vejam: http://auxiliodoscristaos.blogspot.com.br/2012/07/padres-de-betimmg-se-negam-cumprir.html

  24. O israelita rasgou o livro sem lê-lo. Ele é mais um que não sabe o que faz. Coitado! Rezemos por ele.

    Nós, católicos, a exemplo do Rei Luís IX da França, deveríamos conhecer hoje o Talmud para começarmos a entender, por exemplo, o que foi o massacre dos intermináveis “primeiros cristãos” por mais de 300 anos!

    Alguém aí tem um exemplar integral dele em português para eu ler?

  25. Vamos lá! Todos juntos numa só voz por Michael Ben-Ari contra a fúria ecumenista de um lado só:

    “Ave Maria! Cheia de Graça. O Senhor é convosco.
    Bendita sois Vós entre as mulheres e Bendito é o fruto do Vosso ventre, JESUS.

    Santa Maria, Mãe de Deus, rogai por nós pecadores agora e
    Na hora de nossa morte. Amém”

  26. Corrigindo, Osires: os homens da Igreja. A Igreja JAMAIS faria uma coisa dessas…

  27. Ao contrário do que foi afirmado pela maioria dos posts, esses não são os frutos do ecumenismo, muito pelo contrário: esses são os frutos do fanatismo, do extremismo e da intolerância religiosa! O Ecumenismo preconiza a paz, a compreensão e o respeito entre as diferentes religiões.

  28. Nossa,mas que judeu corajoso,hein!!!

    Agora vamos esperar ele rasgar o Corão!!!!

    Se bem que eu duvido muito que ele o faça.

  29. No pleno espírito da primavera… um belíssimo ato ecumênico.

  30. Caros fratres,

    Eu não resisto.

    Ao ler o post do senhor Francisco de Mello e Silva, pude ouvir o tilintar dos sinos no Angelus, o farfalhar das asas angélicas dos exércitos sob o comando de São Miguel Arcanjo e o grito de cada um de todos os santos mártires cristãos, inclusive os que morreram hoje em algum lugar no mundo: – Viva Cristo Rei!

  31. Francisco de Mello,

    Não pode haver paz, compreensão e muito menos respeito com a SINAGOGA DE SATANÁS.

    Sandra,

    Seria mesmo muito bom conseguir uma tradução do Talmud, para que se veja como os cristãos somos aí tratados.

  32. O ecumenismo foi CONDENADO com sua falsa paz, falsa compreensão e falso respeito entre as diferentes religiões, e foi condenado sobretudo por Pio XI em sua Encíclia Mortalium Animos, encíclica que os hereges modernistas conseguiram que fosse ignorada a ponto de fazerem aprovar ensinamentos totalmente contrários.
    Mas você, Francisco de Mello e Silva, não vai fazer caso disso, porque não faz muito tempo que em uma postagem você disse com todas as letras que a doutrina muda com o tempo e as circunstâncias. Quando eu li aquilo nem consegui replicar, porque é exatamente uma das teses PREVISTAS E CONDENADAS pela Pascendi Dominici Gregis.

    Meu caro, não se trata de provocar gratuitamente as falsas religiões ou causar propositalmente pretextos para criar desafetos com os sectários, mas o ecumenismo liberal de hoje em dia 1) Não traz frutos bons para os católicos, 2) Persuade os heterodoxos a permanecerem no erro, convencidos que não precisam de Jesus Cristo e nem da Igreja, 3)Mergulha os católicos em confusão, pois desmente frontalmente o Magistério Constante anterior.

    A prova de que não adianta bancar a amiguinha de todos está aí. Enquanto os dirigentes da Igreja a rebaixam diante do mundo, a humilham, pulverizam toda a sua influência e pedem perdão pelo pecado dos outros, as demais religiões que não tiveram a DESGRAÇA de ter um Meca II, um Jerusalém II, uma Genebra II, uma Varanasi II, agem, por incrível que pareça, de forma COERENTE com suas falsas crenças.
    Os judeus desprezam Jesus Cristo, na melhor das hipóteses. Porque esse pérfido alisaria a capa e diria “obrigado, vou ler assim que chegar em casa”?

    Não admira, não admira que o monstro Hitler ao trucidá-los tenha tido tão pouca oposição entre os católicos. Algumas santas vozes tiveram a elevação espiritual de protestar, mas o povo miúdo deve ter ficado muito feliz de ter se livrado desta gente que sempre vivia de conspirar.

    Eles fazem com os palestinos de hoje o que os nazistas faziam com eles, e fazem sem misericórdia porque eles não têm e nem permitem a mínima influência do Evangelho, que ensina também a usar de misericórdia. E agir assim faz todo o sentido para eles. Nossa civilização destroçada substituiu os valores do evangelho pelos valores revolucionários franceses, e agora tenta lidar com os muçulmanos, os judeus e todos os demais como se nestes ambientes a idolatria ao homem fosse igual, então não entendem porque um maometano trucida o primeiro que julga infiel, ou um judeu rasga uma bíblia e se “retrata” chamando a Bíblia e a Igreja de lixo, e solicitando ao presidente a proibição de distribuição de materiais missionários.

  33. Caro Francisco de Mello e Silva, você não entendeu nada do que o pessoal quis dizer, ou fingiu não entender. O que muita gente, inclusive eu, disse é que NÃO ADIANTA NADA o clero querer ser ecumênico, NÃO ADIANTA NADA a Igreja querer bancar a amiguinha dos seguidores de outras religiões. Está na cara que judeus, islâmicos, protestantes, espíritas e demais hereges continuam odiando a Igreja, apesar deste falso ecumenismo, apesar desta falsa paz. Está na cara que os hereges não respeitam a Igreja. Eles continuam sendo nossos inimigos. Por que é que a Igreja tem de respeitá-los, se eles não respeitam a Igreja? Além do mais, religiões falsas não devem ser respeitadas. O erro não é para ser respeitado, é para ser combatido. A doutrina da Igreja jamais ensinou a conseguir paz a qualquer custo. Não pode haver paz, compreensão e muito menos respeito com as religiões falsas que ainda por cima vivem perseguindo a Igreja de Cristo. E esse ecumenismo não traz bons frutos, porque não busca combater o erro, não combate as religiões falsas, não busca converter as pessoas à Igreja de Cristo, muito pelo contrário, esse falso ecumenismo só faz com que os hereges permaneçam no erro.

  34. Agora já sei como pensam as pessoas que irão seguir o anticristo.

  35. Um trecho rasgado:
    Não lanceis aos cães as coisas santas, não atireis aos porcos as vossas pérolas, para que não as calquem com os seus pés, e, voltando-se contra vós, vos despedacem. (Mt VII,6)

    Não se deve dar o que é Santo para quem não compreende a santidade do que recebe. Mesmo provavelmente ignorando esta passagem, alguém acha que um muçulmano daria uma cópia do Alcorão para este parlamentar???

  36. Helga,

    Em tudo que comento, me refiro aos homens da Igreja, embora não ficado claro. Em todo caso, obrigado!!

  37. Quanto a questão do Ecumenismo, fico com a opinião da Igreja que encontra sua expressão através de seu Magistério vivo presente na Encíclica do Papa João Paulo II “Ut Unum Sit” de 1995 (a última encíclica da Igreja sobre o Ecumenismo), no qual se afirma que o Ecumenismo é essencial e fundamental a fé verdadeira fé e vivência católica.
    Respeito as opiniões contrárias, mas devo lembrar que no catolicismo as opiniões e interpretações particulares nada valem. O que conta é a opinião da Igreja que coincide com a do Papa. Como tenho fé que o Papa é a cabeça visível que governa a Igreja e que somente ele goza da assistência do espíito santo para governá-la, confio plenamente no Magistério pós Vaticano II.
    Quanto a encíclica de Pio XI chamada “Mortalium Animos” (1928). Passados mais de 84 anos de sua publicação, ela retrata a realidada da época na qual foi escrita. Ha 84 anos vivia-se em um mundo completamente diferente do atual (valores, economia e contexto social e cultural, etc). e portanto querer aplicá-la aos dias de hojé é forçar a barra. Por essa razão o Magistério da Igreja é vivo!

  38. Francisco de Mello e Silva, se o papa escrever uma nova encíclica, condenando novamente o ecumenismo, como fica sua situação? Pois, a realidade continuará a mesma, porém, a opinião do “magistério vivo” mudará. E ai? Qual a encíclica que valerá?

    Os Dogmas também valem somente para determinada realidade? A Pastor Aeternus de 1870 também não serve mais? Extra Ecclesiam Nulla Salus, não vale mais? A salvação fora da Igreja?

  39. Caro Francisco de Mello, bom dia

    Salve Maria.

    Respeitosamente, hei de discordar de vosso parecer no que tange às vossas mesmas observações ( respeito vossa pessoa mas não posso acatar vossas idéias ):

    Primeiramente que, sem querer inferir de vossa pessoa alguma maldade, as opiniões acima, creio ( e aqui, pelo que li, falo por todos ), repito, creio não serem opiniões pessoais e, sim, posturas coerentes, embasadas e recomendadas pela mesma da Santa Igreja Católica Apostólica Romana, em matéria grave e que toca a Fé e sua profissão e que, destarte, não muda.

    Secundariamente, trata-se a encíclica Mortalium Animos de um documento antigo?! sim, é verdade, e provavelmente muito mais antigo do que qualquer um que escreve aqui mas, por outro lado, a despeito de um eventual contexto político no qual foi escrita, ela contem um ensinamento perene?! sim, sem dúvida, e mais de um, inclusive: a Verdade de Fé que está por detrás da encíclica Mortalium Animos é a seguinte: só existe Verdadeira união que está estabelecida na Verdade e, é Verdade de Fé que você, Francisco, não poderá negar, portanto, que não existe salvação fora da Igreja Católica, a única fundada por Nosso Senhor Jesus Cristo.

    Ora, Francisco, se Cristo é a Vida, Verdade e Via, o que as pessoas de outra ‘religião’ estão fazendo fora da Igreja Católica, a única querida e fundada por Jesus Cristo?! Por que estimular uma relação de ‘respeitabilidade’ que mantém as pessoas no erro?! ( que isso não é respeitabilidade, é liberalismo condenado infalivelmente e para sempre pela própria Igreja Católica, por Pio IX, no Sillabus; novamente, que isso não é, portanto ‘respeitabilidade’, é hipocrisia que manda a todos para o Inferno, e isso é uma questão de Fé ).

    O que mais dá glória a Deus neste mundo do que a alma arrependida e convertida à Verdadeira Fé, a Fé de Cristo, a Fé da Igreja Católica, Francisco?! O ‘ecumenismo’ e o ‘diálogo’ promovem isso?! não, sem dúvida que não, e a experiência nos cansa de mostrar isso… e, ao contrário, fortalece as pessoas no erro, fortalece os atos de desrespeito e sacrilégio como esse que vem noticiado acima!

    Em terceiro lugar, você poderia me dizer que o Magistério deve atualizar os seus ensinamentos, como já o fez indiretamente.Pois bem, vamos aos fatos:

    a) historicamente, o ecumenismo e o diálogo ao modo do cvii é algo querido pelos inimigos da Santa Igreja, sumamente pela maçonaria, via liberalismo doutrinal, judicial, econômico e social ( e isso é a História quem nos diz ).

    b) a Igreja Católica proscreveu para sempre o Liberalismo e, depois de Pio IX, o modernismo, versão religiosa do Liberalismo, através de São Pio X ( ora, o Magistério infalível da Igreja em matéria de Fé e costumes é algo que diz respeito à Fé, sua possibilidade é definida como artigo de Fé ).

    c) foi proscrito para sempre, também, a falsa noção de evolução do dogma, qual seja, aquela noção que diz que a pastoralidade e a apostolicidade da Santa Igreja deva se modificar em função de uma modificação da compreensão de uma verdade dogmática.

    Vejamos um exemplo do item ‘c’, acima: se você plantar uma semente de jaboticabeira, dará ela um broto de jaboticabeira, conforme sua natural evolução e, depois de algum tempo, uma planta maior, mais parecida com uma àrvore, e isso por natural evolução; por fim, depois de algum tempo, você terá uma àrvore madura e, mais algum tempo, uma jaboticabeira carregada de jaboticabas; essa é a noção verdadeira de evolução do dogma e aceita pela Igreja, ao contrário do que está a dizer, caro Francisco, quando trata da evolução das coisas, pois a Igreja não pode dizer uma coisa ontem, ainda mais infalivelmente, para depois se desdizer pastoralmente, seria ( como o é! ) cair em descrédito ( veja, como prova disso, as recentes notícias de crescimento espantoso, em nossa nação, do protestantismo: era isso que quereria Nosso Senhor, fundar uma Sua Igreja para que as pessoas a rejeitassem?!?! ).

    A noção de evolução do dogma que posso entrever em vosso discurso mas não lhe imputar ( perceba isso, meu caro, pois não quero fazer convosco juízo temerário ) é justamente aquela errônea e condenada por Pio IX, São PIo X e Pio XI e, infelizmente, aplicada pelas autoridades constituídas no seio da hierarquia da Igreja, a saber, a falsa noção de que, se plantarmos uma semente de jaboticabeira, tempos depois da àrvore já devidamente desenvolvida, inclusive com frutos, passassemos, pura e simplesmente, a chamar as jaboticabas de mangas… ou pêras…

    Em quarto lugar, a única possibilidade de aproximação da Igreja com o mundo é para convencê-lo de seu erro, pois, como disse Nosso Senhor, esse mundo ( com a sua moral e seu senhor, satanás ), já está julgado e condenado; aliás, não custa lembrar, o mundo jaz no maligno, e não existe semelhança entre a Luz e as trevas, entre Cristo e belial; mais: o mesmo Nosso Senhor, nas primeiras linhas do Gênesis, estabeleceu uma inimizade perpétua entre os filhos da serpente e os filhos da Mulher, o que, no dizer de Santo Agostinho, constituem as duas cidades.

    Amizade com o mundo e com todas as suas falsas religiões?! só no Inferno! ( onde termina essa estrada do ‘ecumenismo’, infelizmente… )

    Sempre em tom cordial e respeitoso,
    Desejando a vossa salvação tanto quanto a minha,
    Em união de orações,
    Conforme o exemplo de São José
    ( que, no Egito, não quis a amizade dos falsos deuses ou das falsas religiões ),
    Nos Corações dolorosíssimos de Jesus e Maria.

  40. Caro Francisco de Mello e Silva, com todo o respeito, mas discordo do senhor. Quem está querendo forçar a barra aqui é o senhor. É típico de um modernista dizer que a encíclica “Mortalium Animos” é coisa do passado, que só valia para aquela época… Ninguém aqui está dando opiniões pessoais, nem fazendo interpretações particulares, trata-se de posturas coerentes com os ensinamentos da Igreja. Dogmas não mudam nem evoluem. Saiba o senhor que os dogmas da Igreja continuam sendo os mesmos, não mudam de acordo com o tempo, as circustâncias ou com a realidade de cada época. O próprio Papa disse que os concílios anteriores ao CVII continuam valendo. O próprio Papa disse que o CVII não anulou os anteriores. E se os concílios anteriores continuam valendo, as encíclicas continuam valendo. Portanto, a “Mortalium Animos” continua valendo para os dias de hoje, não importa o que você diga. O que é errado nunca deixa de ser errado, não importa quanto tempo passe. A Igreja não pode se contradizer, dizer uma coisa no passado e depois dizer o contrário do que ensinou anteriormente. Isso só a faz cair em descrédito… Não é à toa que as pessoas estão indo para o protestantismo… O clero, em vez de converter as pessoas à fé católica só pensa nessa bobagem de respeitar as religiões falsas, fazendo com que as pessoas permaneçam no erro…

  41. Quer dizer então, caro Francisco de Mello e Silva, que a encíclica “Mortalium Animos” só vale para a realidade da época em que foi escrita? Que não vale mais nada, que não significa mais nada para os dias de hoje? Quer dizer então que a encíclica é ultrapassada? Quer dizer então que os concílios anteriores ao CVII não valem mais nada também, estão ultrapassados? Depois o senhor vem dizer que segue a opinião do Papa, quando o próprio Papa diz que os concílios anteriores continuam valendo, que tudo o que a Igreja ensinou anteriormente continua valendo… Quer dizer então que o que era errado ontem, hoje torna-se certo? Quer dizer então que o que era verdade há anos atrás, hoje já não é mais verdade? Então o senhor quer dizer que os dogmas só valem para a realidade de determinada época? Se for pensar assim, caro Francisco de Mello e Silva, então nem mesmo o Concílio Vaticano II não vai valer mais nada daqui a dez anos… Se for pensar assim, as palavras ditas hoje não vão valer mais nada amanhã… Se for pensar assim, se o que é verdade hoje já não será mais verdade amanhã, então não existe verdade… E se o que a Igreja ensina hoje amanhã será coisa ultrapassada, então para quê seguir a Igreja? Percebe a besteira que acaba de dizer?

  42. O grande Papa São Pio X previu com detalhes na Pascendi como seria o agir daqueles que um dia apoiariam a evolução dos dogmas.

  43. Caros Amigos Cristiane e Alexandre

    Está haendo um grande mal entendido: os dogmas não mudam e não evoluem , isso é claro. A autoridade dos concílios não muda, pois tratam-se do magistério extraordinário da Igreja que vem em uma continuidade ininterrupta: por isso não se pode negar a Autoridade do Concílio VaticanoII. Já as encíclicas pertecem ao magistério ordinário, que pode mudar, já mudou e continuará a mudar de acordo com os tempos. A Igreja é um organismo vivo: a Igreja não é um produto cabado e imutável. Imutávies são os dogmas. O Magistério Ordinário do qual fazem parte as encíclicas é mutável pois está particularmente ligados as questões temporais e aos costumes. Já que vocês querem algo fixo e imutável , deveriam se mudar para a Igreja Ortodoxa: essa possui uma concepção imutável e petrificada de magistério. Segundo os ortodoxos o magistério se completou com a realização do Sétimo Concílio e não há nada de novo a ser ensindo ou compreendido. Se vocês querem permanecer na Igreja Católica Romana, devem compreender que esta sempre concebeu o magistério eclesiastíco como algo variável de acordo com os tempos, lugares e costumes.

  44. Eu disse e repito o que afirmei lá em cima; o que Francisco de Mello está pregando é com todas as letras tudo o que São Pio X previu e condenou na Encíclica Pascendi e no Decreto Lamentabili.
    Alexandre Valério, somente uma observação: não é o mais apropriado dizer que a igreja permite qualquer forma de evolução nos dogmas, pois a palavra evolução denota mudança de substância. Entendo o que o senhor quis explicar, mas seria mais próprio utilizar a expressão \”desenvolvimento\” ou mesmo \”progresso\”, do entendimento acerca do dogma.
    Por exemplo: o papel da Virgem Maria. O Espírito Santo com o passar dos séculos foi iluminando a Igreja acerca do papel particular de Maria na obra da criação e da redenção, mas não se modificou nada em torno de seu papel; antes se chegou a um conhecimento mais perfeito.
    Tal coisa não acontece com as neo-doutrinas pós conciliares. A noção de ecumenismo pós conciliar não é um desenvolvimento da Mortalium Animos; ao contrário, é um desmentido frontal à mesma encíclica, que desfaz totalmente o que a primeira ordena, e prega exatamente o que a primeira condena.

    Francisco de Mello prega o Evangelho do OPORTUNISMO. Segundo ele, o que define um católico não é a doutrina de Cristo, mas o bel-prazer do papa do momento. Pela sua lógica, e usando as suas palavras: se o simples cargo de papa o torna dono do Espírito Santo, então se o próximo papa declarar que Cristo não é mais Deus, Francisco será ariano, e se o papa disser que Satã fez as pazes com o Céu, então Francisco vai fazer uma novena ao Diabo, porque o papa disse que é bom, e porque o papa é dono do Espírito Santo e decide se mantêm as doutrinas cristãs ou as destroi.

    E não me tomem por exagerado, porque na postagem \”O Arcebispo Di Noia, A Ecclesia Dei e a Fraternidade São Pio X\”, o próprio disse com todas as letras: \” Ainda mesmo que as interpretações de João Paulo II , Bento XVI e outos Papas que virão, contrastarem entre sí, a interpretação verdadeira será a do Papa vigente, pois ela estará adequada aos tempos e as circunstâncias que são variáveis.

    Quando o papa vigente lhe mandar pular da ponte, se puder, nos envie um recado descrevendo como é a praia… vista de baixo…

  45. “Mortalium Animos” antiga??? Pois é, o Sermão da Montanha tem 2000 anos, e o Decálogo deve ter mais de 3000 anos. São válidos ainda.

    Com base no comentário acima, que Deus coloque em letras garrafais num eventual processo de canonização de João Paulo II: Mas, ainda que alguém – nós ou um anjo baixado do céu – vos anunciasse um evangelho diferente do que vos temos anunciado, que ele seja anátema.(Gálatas, I, 8)

  46. Seu Francisco representa a igreja com prazo de validade. A igreja nova.

    Boa manchete paro o jornal do futuro (daqui a 84 anos): RETRÓGRADOS TEIMAM EM FALAR DE UM CERTO CONCÍLIO VATICANO II

  47. “Já as encíclicas pertecem ao magistério ordinário, que pode mudar, já mudou e continuará a mudar de acordo com os tempos. A Igreja é um organismo vivo: a Igreja não é um produto cabado e imutável.’

    O que você não entende, caro Francisco de Mello e Silva, é que as encíclicas tratam da doutrina da Igreja e a doutrina da Igreja, ou seja, os conjuntos de todas as verdades de fé professados pela Igreja, é imutável sim senhor. As encíclicas não tratam apenas de questões temporais e costumes não, as encíclicas também tratam de matéria doutrinária as questões de fé, tratam também de princípios católicos, de posições da Igreja sobre determinado tema. Muitas encílclicas são escritas justamente para condenar erros, e o que é errado é sempre errado, não importa quanto tempo passe, não importa se a mentalidade e os costumes mudaram. O que é certo será sempre certo e o que é errado vai ser sempre errado. As encíclicas podem não definir dogma, mas tratam do desenvolvimento da doutrina. A encíclica Rerum Novarum, por exemplo, trata da Doutrina Social da Igreja, e apesar de ser antiga (foi escrita em 1891), continua valendo até hoje. Então quer dizer que as encíclicas só valem para a realidade do tempo em que foram escritas? Imagina se algum dia resolverem deixar de defender a Doutrina Social da Igreja, que defende a propriedade, e passarem a defender o comunismo que a Igreja condenou. Então quer dizer que a encíclica Mit brennender Sorge, que condena o nacional-socialismo alemão e sua ideologia racista, só porque é uma encíclica antiga, não vale mais para os dias de hoje? Posso defender o nazismo então? Não acho isso certo não. Não importa as falácias que você diga. Com base em quê o senhor diz que a doutrina da Igreja pode e deve mudar? Que eu saiba, o que a Igreja permite é um desenvolvimento da doutrina, o que a Igreja permite são maiores esclarecimentos sobre a doutrina, e não uma mudança na doutrina. O que você não entende é que as declarações doutrinais posteriores devem permanecer coerentes com afirmações anteriores. Uma certa coerência deve ser mantida, a Igreja não pode ficar mudando a doutrina de acordo com os tempos, lugares e costumes. A Igreja não pode afirmar uma coisa e depois outra. Não se pode fazer evoluir a doutrina católica de acordo com idéias mutáveis, conforme o espírito liberal e relativista dos tempos atuais. É esse tipo de pensamento que foi condenado e considerado herético na encílcica na encíclica Pascendi Dominici Gregis (1907), escrita pelo Papa Pio X. Até onde eu sei, as declarações doutrinais de hoje devem ser compatíveis com as do passado, não pode haver contradições. A definição e compreensão da doutrina é progressiva, mas deve se manter sempre fiel aos ensinamentos anteriores.

  48. Existem vários tipos de encíclicas. Existem as encíclicas doutrinais, que tratam sobre a doutrina desenvolvida pelo papa, como por exemplo a Mistici corporis Christi (1943), do Papa Pio XII, sobre a Igreja como o Corpo Místico de Cristo. Algumas encíclicas doutrinais condenam opiniões teológicas, explicando o erro e ensinando a doutrina ortodoxa, por exemplo, Humanae vitae (1968), do Papa Paulo VI, reafirmou o ensino da Igreja sobre a contracepção. Existem as encíclicas sociais, que são documentos que foram elaborados a partir do final do século XIX, em que os Papas têm formulado a doutrina social da Igreja, como por exemplo, a Rerum novarum. Existem as encíclicas Encíclicas Exortatórias: tratam especificamente de temas espirituais, sendo seu propósito principal ajudar os fiéis na sua vida sacramental e devocional. Exemplos são: Haurietis aquas (1956) do Papa Pio XII, sobre a devoção ao Sagrado Coração. Existem também as Encíclicas Disciplinares: tratam de questões particulares, disciplinares ou práticas. Exemplos: Fidei donum (1957) do Papa Pio XII, que deu início à transferência de muitos sacerdotes para terras de missão; e Sacerdotalis caelibatus (1967), do Papa Paulo VI, que reafirmou a tradição latina do celibato sacerdotal. Portanto, senhor Francisco de Mello e Silva, muitas encíclicas tratam de temas relacionados à doutrina e à moral, ao contrário do que o senhor afirma, as encíclicas não tratam apenas de questões temporais, de costumes, não tratam apenas de questões disciplinares, como por exemplo o celibato. Ninguém aqui está dizendo que costumes não podem mudar. O que nós dissemos é que os dogmas e a doutrina da Igreja como um todo não muda, nem deve mudar. O que significa que o que é errado para a Igreja vai continuar sendo errado, mesmo que cheguemos ao ano 4000. Por isso, as encíclicas, mesmo aquelas que foram escritas no passado, continuam valendo sim. Mas claro, segundo sua lógica, daqui a algum tempo uma ENCÍCLICA como a a Mistici corporis Christi (1943), do Papa Pio XII, não vai valer mais, já que está ultrapassada. Então, segundo sua lógica, a Igreja não é mais o Corpo Místico de Cristo, já que esta ENCÍCLICA não vale mais para os dias de hoje…

  49. A doutrina da Igreja não pode mudar de acordo com os tempos. A Igreja não pode se contradizer, condenar algo no passado e aprovar no futuro, afirmar uma coisa e depois dizer outra. Que eu saiba, a Igreja admite o desenvolvimento da doutrina, maiores esclarecimentos sobre a doutrina, e não uma mudança na doutrina. Que eu saiba, não se pode fazer evoluir a doutrina católica de acordo com as ideias mutaveis dos homens, de acordo com os tempos, conforme o espírito relativista e liberal dos tempos. Isso é modernismo, que foi condenado e considerado herético na encíclica Pascendi Dominici Gregis (1907), escrita pelo Papa Pio X. E o desenvolvimento da doutrina deve ser sempre contínuo e fiel à Tradição. As declarações doutrinais posteriores devem permanecer coerentes com afirmações anteriores. A compreensão da doutrina é progressiva, mas deve ser conforme a Tradição, deve estar em continuidade com a Tradição, ser fiel à Revelação divina.

    Muitas encíclicas tratam de temas relacionados à doutrina e a moral, muitas vezes condenam erros; informam os fiéis sobre os perigos para a fé. Ao contrário do que o senhor Francisco afirma, não se trata apenas de questões temporais ou de costumes. As encíclicas podem até não definir dogmas, mas muitas vezes elas também tratam de temas relacionados à fé, tratam do desenvolvimento da doutrina, como é o caso da encíclica Mistici corporis Christi (1943), do Papa Pio XII, que reafirma que a Igreja é o Corpo Místico de Cristo. Muitas encíclicas reafirmam o que a Igreja sempre ensinou. Quer dizer então que para o senhor Francisco de Mello e Silva as encíclicas só valem para a realidade em que foram escritas? Quer dizer então que a doutrina da Igreja tem de mudar de acordo com os tempos, com a mentalidade de cada época, de acordo com as circunstâncias, de acordo com cada momento histórico? Então quer dizer que a Encíclica Rerum novarum, que trata da Doutrina Social da Igreja e defende a propriedade, não vale mais para os dias de hoje, está ultrapassada? Devemos por acaso passar a defender o comunismo, que a Igreja condena? Quer dizer então que a encíclica Mit brennender Sorge, que condena o nacional-socialismo alemão e sua ideologia racista, também é algo ultrapassado? Não vale para os dias de hoje? Sim, porque segundo a lógica do senhor Francisco, se algum papa vier a apoiar o nazismo, ele também vai apoiar… Segundo a lógica do senhor Francisco, a Igreja já não é mais o Corpo Místico de Cristo, como afirma a encíclica Mistici corporis Christi, já que esta encíclica é ultrapassada…

  50. E tudo bem que as encíclicas normalmente, são atos do Magistério Ordinário do Papa. Porém, mesmo no Magistério Ordinário, quando o Papa ensina algo invocando o poder das chaves, tratando de Fé e Moral, ensinando toda a Igreja, e definindo um tema, ele usa aí seu poder de Magistério extraordinário e infalível. Não só nesse caso pode haver ensinamento infalível numa encíclica. O Papa ensina infalivelmente numa encíclica, quando repete a doutrina ensinada a toda a Igreja, universalmente, por muitos papas, durante longo tempo. Nesse caso, mesmo sendo em documento do Magistério Ordinário, o papa é também infalível. E há muitas encíclicas que tratam de questões ligadas à fé e à moral, são muitas as encíclicas que repetem o que a Igreja sempre ensinou, e a “Mortalium Animos” é uma delas… Ou seja, as mesmas encíclicas que o senhor Francisco coloca como sendo ultrapassadas… Então, na lógica do senhor Francisco de Mello e Silva, a Igreja está sempre mudando a doutrina de acordo com os tempos, o que era errado ontem deixa de ser errado hoje, o que a Igreja condenava antes hoje já não é mais condenável…

  51. Então quer dizer, caro Francisco de Mello e Silva, que o Magistério Ordinário dos Papas, no passado, não precisa ser aceito na atualidade? Isso, meu caro, é puro relativismo, que o Papa Bento XVI vive condenando. É erro condenado pela Dominus Iesus, na Veritatis Splendor e na Fides et Ratio. A verdade de um tempo não pode ser erro noutro tempo. O Magistério Ordinário, embora não seja ex cathedra, torna-se infalível quando o Papa e o Colégio Episcopal concordarem em emitir uma sentença definitiva sobre fé e moral aplicável a toda a Igreja.