Uma Igreja no Exílio (VI): O júbilo cheio de rancor de Dom Navarro. “Excomungados!”.

Deus manifestou o poder de Seu braço!

Por Dom Carlos Alberto Navarro, 17 de julho de 1988.

“Depois que o Sr. tomou posse, e diante da grande confusão que os tradicionalistas criaram, eu concluí, com toda a segurança: Dom Carlos não vai agüentar nem conseguir enfrentar esta situação!”

Alguém me disse a frase acima, pouco depois de eu ter chegado a Campos… E, graças a Deus, já se passaram quase sete anos!…

Após o primeiro impacto da excomunhão e do cisma de Ecône, tenho procurado refletir mais profundamente sobre a ação de Deus, em nossos dias.

A excomunhão de Dom Léfèbvre veio restabelecer a “verdade” e a “justiça” na questão “tradicionalista”, em Campos e em todo o mundo.

Apesar de eu não guardar rancor, devo reconhecer que o desrespeito com que fui tratado (por padres, falsas religiosas e leigos tradicionalistas) foi muito grande. Passeatas, procissões, artigos injuriosos, trotes, tentativas de apropriação indébita de bens eclesiásticos, inúmeros processos jurídicos, freqüentes comparecimentos do bispo à justiça civil.

Mentiras deslavadas: “O Papa está conosco!” “O Papa nos apóia!” “Estamos com o Papa!” “Dom Navarro é que é o lobo!” (Hoje nós podemos ver como é que o Papa está com eles, e eles com o Papa! E quem são os lobos que matam as ovelhas incautas!)

Talvez, mais tarde, seja o caso de outras pessoas não tradicionalistas pensarem um pouco se também não foram culpadas pela situação a que se chegou.

No momento, olhando para trás, desde 1981, e sendo surpreendido pela excomunhão, lembrei-me do cântico de Maria: o “Magnificat”. Eu também agradeço a Deus por ter usado de misericórdia para comigo e por poder ver, sem nenhuma sombra de dúvida, que “Deus manifestou o poder de seu braço” (Lc. 1,51).

Com efeito, em toda esta questão de mentiras, ofensas e desobediências, aqui em Campos e no mundo, Deus desconcertou os corações dos soberbos, derrubou os poderosos e exaltou os pequeninos.

Excomungados! Conheceram, agora? Agora se sabe que quem poluía a água pura da corrente era o lobo e não a ovelha. E nem adiantou ao lobo se vestir com pele de ovelha. Ele, afinal, foi descoberto e ataca diretamente Roma.

Gostam eles de ser chamados de “santos” e “sábios”. Não são nem uma coisa, nem outra. Desobedientes, isto sim, e orgulhosos, a ponto de quererem enfrentar o Papa, Supremo Chefe da Igreja, Aquele que está no lugar de Jesus, Vigário de Cristo.

Há coisas que só saberemos na vida eterna. Deus, porém, em Sua bondade, quis mostrar antecipadamente de que lado estava a verdade; com quem estava Sua bênção e com quem não. Deus estendeu a mão lá do céu e nos salvou.

Perdôo aos que me ofenderam. Oro a Deus por eles. Aos excomungados e aos que, indo por péssimo caminho, os seguem junto com esta correção, convido a voltarem, enquanto é tempo para a Casa do Pai.

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6 Comentários to “Uma Igreja no Exílio (VI): O júbilo cheio de rancor de Dom Navarro. “Excomungados!”.”

  1. Eu já fui excomungado por um seminarista que não concordando com sua militancia homossexual disse que era errado o que ele fazia – não sabia nada disso de pecado e mais ainda que brada aos ceus e a Deus por Vingança. Inclusive fui atacado por este que era publicamente um dos namorados do padre.

    Muita gente boa largou a Igreja católica e foi procurar meias verdades em falsos profetas que tem por aí. Eu mesmo fui um deles. Diz que as pessoas gostam de ouvir meias verdades, jamais verdade inteira. Mas ouvir uma mentira inteira que é o blablablá marxista dos carismaticos teologia da libertação realmente não dá. Por isso que as igrejas pós CVII estão vazias e os evangélicos conseguem colocar milhares de pessoas nas ruas. Cheios também estão os centros espiritas cujos mediuns dão orientação espiritual por horas a fio.

    Se você vai na igreja hoje, o paroco só vai na missa – chega correndo e sai correndo. O que Santo cura d´Ars fazia em só um dia os atuais padres não fazem em um ano.

    Não concordo com a manobra lefbevre-d mayer, é um ponto de vista meu, mas se houve aí uma ilicitude, a ilicitude dos não tradicionais é muito maior e os progressistas perderam a autoridade de criticar ou condenar haja visto que permitem ilicitudes maiores como a destruição dos altares, dos habitos e da piedade católica.

  2. E agora, Dom Navarro? Qual a diferença entre o “cisma” de lefebvre e a apostasia silenciosa denunciada por João Paulo II?

  3. Viva Dom Mayer!!!

    Santo em meio à crise.

  4. Caro Rogério Amaral Silva, Dom Carlos Alberto Navarro faleceu em fevereiro de 2003. Att. Alexandre

  5. Tal acusação é semelhante as acusações feitas pelo PT aos partidos de oposição : ou seja não tem nenhuma legitimidade.Como poderiam acusar de excomunhão autoridades que advogam o diálogo com heréticos , apóstatas e infiéis ? Como teria autoridade para acusar de cisma quem recebeu o sinal de Shive e beijou o Alcorão ?

  6. Perseguidor se fazendo de vítima. É só comparar a Igreja de sempre com o modelo pós CVII. Só Deus sabe o mal que Dom Navarro fez à diocese de Campos deixada por Dom Antônio de Castro Mayer.