Papa sugere: quando não se crê, é melhor ser “honesto” e deixar a Igreja.

Por John-Henry Westen – Life Site News | Tradução: Fratres in Unum.com – Cidade do Vaticano, 28 de agosto de 2012:

Em seu discurso no Angelus de domingo, o Papa Bento XVI falou da traição de Judas a Cristo, afirmando que o problema de Judas foi ter falhado em abandonar a Cristo quando já não mais acreditava — uma “falsidade”, afirmou o Papa, “que é uma marca do demônio”.

“Judas”, declarou o Papa Bento, “poderia ter deixado [Jesus], como fizeram muitos discípulos; de fato, ele teria abandonado, se fosse honesto. Pelo contrário, ele permaneceu com Jesus. Não por causa da fé, ou por causa do amor, mas com a intenção secreta de se vingar do Mestre”.

Segundo o diretor em Roma da Human Life International [HLI], Monsenhor Ignacio Barreiro, os comentários são muito relevantes para a atual situação na Igreja Católica. Mons. Barreiro, doutor em teologia dogmática, disse ao LifeSiteNews que “para aqueles Católicos que não podem se convencer a crer nos ensinamentos formais da Igreja sobre questões relacionadas à vida e à família, seria mais honesto deixar a Igreja, em vez de trai-La”.

Mas, acrescentou, “nós lamentamos muitíssimo que a pessoa seja tão propensa [a isso] e desejamos que tenha uma conversão, passando a crer verdadeiramente”.

O Papa Bento, em suas observações, fez uma distinção entre crer e compreender, notando que alguns discípulos se afastaram de Cristo porque não acreditavam. Todavia, disse ele, mesmo aqueles que permaneceram, acreditaram antes de compreender plenamente.

O diretor em Roma da HLI comentou: “dificuldade intelectual não é desobediência”. E explicou: “Pode haver ensinamentos que  você acha difíceis de aceitar. Contudo, (nessas circunstâncias) é virtuoso acreditar, uma vez que você faz um sacrifício da sua própria vontade, tomando como sua a mente da Igreja”.

Mons. Barreiro recordou que a submissão da vontade e do intelecto é exigida quando se trata de ensinamentos oficiais da Igreja, e não de opiniões prudenciais. “Por exemplo”, declarou, “[a submissão] é necessária para o ensinamento sobre o aborto, mas pode haver diferenças legítimas de opinião entre os Católicos sobre como prestar auxílio aos pobres”.

Dando outro exemplo, ele ressaltou que “enquanto a Igreja nunca pode ordenar mulheres ao sacerdócio, pode haver diferenças sobre como assegurar a todos o acesso a cuidados de saúde”.

O Papa concluiu com uma oração, pedindo a Deus que “nos ajude a crer em Jesus, como fez São Pedro, e a ser sempre sinceros com Ele e com seu povo”.

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24 Comentários to “Papa sugere: quando não se crê, é melhor ser “honesto” e deixar a Igreja.”

  1. Mas porque o Papa não fala assim claro?!

    Porque ele não disse directamente: “Se é para trair a Igreja, saiam dela! Se se opõem a dogmas, estão fora dela! Se insistem em querer mudar leis da Igreja e estão insatisfeitos, saiam!”

    Preto no branco.

    Alguma resposta satisfatória? Quem tem ele a perder? Teme um cisma? Qual melhor cenário? Um cisma, ainda que em massa, mas declarado, ou um cisma, esta apostasia silenciosa que fica cada vez mais ruidosa…?

    Confiemos nas promessas de Nossa Senhora, em Fátima e nas de Jesus: “As portas do Inferno não prevalecerão” (é cada vez mais difícil, eu sei, mas que mais fazer senão confiar?!)

    Rezemos pelo menos o Terço do Rosário todos os dias (são 20-30 minutos das nossas 24horas!), ofereçamos orações e sacrifícios, como a Virgem Santíssima pediu em Fátima e como os Pastorinhos nos deram tantos e tão belos exemplos!

    Peçamos muito pelo Santo Padre e, principalmente, pela propagação da Fé Católica, pela conversão dos hereges, exaltação da Santa Igreja de Deus e pelo triunfo do Coração Imaculado de Maria!

  2. Papa sugere: quando não se crê, é melhor ser “honesto” e deixar a Igreja.”

    É exatamente isso que muitos que aqui comentam no Fratres desejam há muito tempo. ra re ri ro RUA.

  3. Se o clero no Brasil seguisse as diretivas do Papa não sobrariam mais do que 10 paroquias.

    Mas analisando o catecismo católico:

    Estão fora da Igreja os judeus, os cismáticos, os apóstatas e os hereges.

    E há a Igreja Triunfante – os que estão no paraiso pois se salvaram.
    A Igreja Padecente onde estão os que foram para o Purgatório.
    A Igreja Militante: que são um punhadinho que está ai no Mundo.

    Pois é, aqui neste mundo podemos fingir ser, mas depois do Juizo Particular após a morte, muitos não irão nem para a Igreja Triunfante nem a padecente, ou seja, vão para o inferno e como diz os Romances históricos poloneses: “Que o diabo os carreguem”.

  4. Imaginem, caros amigos, o outro motivo que levou Judas Iscariotes a “permanecer com Jesus” foi o de ordem financeira. E esperando o momento oportuno, não fez nada do que fez, sem antes “procurar os príncipes dos sacerdotes e os oficiais para se entender com eles sobre o modo de lho entregar.” (São Lucas 22,4).

    E o modo foi o “financeiro” …

    Para Judas, Jesus não significava mais nada “teologicamente”, mas muito do ponto de vista de uma “vantagem pecuniária”.

    O resto todos sabemos.

    O drama do Iscariotes pode ser assistido à exaustão nos meios eclesiásticos onde o problema apontado pelo Santo Padre, o Papa Bento XVI, no discurso do Angelus de Domingo, assume proporções catastróficas:

    “Judas”, declarou o Papa Bento, “poderia ter deixado [Jesus], como fizeram muitos discípulos; de fato, ele teria abandonado, se fosse honesto. Pelo contrário, ele permaneceu com Jesus. Não por causa da fé, ou por causa do amor, mas com a intenção secreta de se vingar do Mestre”.

    Isso nos ajuda a entender o porquê dos piores inimigos da Igreja permanecerem nela. Do “púlpito”, ousados e seguros de não sofrerem sanções de nenhum tipo, bispos e padres atacam os fundamentos da fé e da moral católicas não poupando nem mesmo o Papa e, entretanto, permanecem em seus cargos, Dioceses e Paróquias na mais lhana tranquilidade.

    São “Bispos” e “padres” mas não são católicos e, entretanto, não abrem mão da “boa vida” que a Igreja, que eles desprezam e atraiçoam lhes proporciona. Não raro, pode se encontrar quem, dentre eles, tenha ficado rico em pouco tempo e com menos trabalho ainda.

    O que sobra para um herege abjeto na Igreja? Oras, o caixa da Igreja!

    Afinal a escumalha modernista, negadora da fé, que preocupação teria em manter a moral?

    E para os fiéis estarrecidos, sobra então o triste espetáculo do “Judas aggiornato” que incontestavelmente foi e continua sendo, de longe, o Apóstolo com o maior número de “sucessores”.

  5. Eu achava que um Sacerdote tinha por missão salvar as almas… não dar de ombros e dizer: “seja honesto, caia fora!”… Deprimente!!!

  6. Queria partilhar convosco o vídeo do Angelus de domingo passado, onde o Papa disse essas palavras.

  7. A frase onde o Papa diz que Judas ficou com os outros discípulos para se vingar de Jesus, porque se sentia traído, está nos 4:30.

  8. Meu Deus do céu! Estou horrorizado com certas críticas ao Santo Padre que foram postada aqui. Que falta de respeito enorme para com o Vigário de Cristo, que além disso é um ancião venerável e de vida ilibada e que merece todo respeito.

    De fato, é impossível agradar a todos. Vem a calhar as palvras do Santo Evangelho:

    “Mas a que coisa direi eu que é igual esta geração? É semelhante aos rapazes que estão sentados na praça, e que gritam aos seus companheiros, dizendo: Tocamos flautas e não bailastes; entoamos endechas e não chorastes. Veio João, que não comia nem bebia, e diziam: Ele tem demônio. Veio o Filho do homem, que come e bebe, e dizem: Eis um glutão e um bebedor de vinho, um amigo dos publicanos e dos pecadores. Mas a sabedoria (divina) foi justificada pelas suas obras. Evangelho segundo São Mateus 11,16-19.

    http://alexbenedictus-et-patensis.blogspot.com.br/2011/12/evangelho-segundo-sao-mateus-1116-19.html

    O Santo Padre falou muito claramente. Mas falou com compostura e elegância, de maneira que a sua mensagem seja mais suceptível de ser aceita de acordo com a boa educação e os bons costumes.

    No entanto, apenas a título de mera suposição, se tivesse usado uma linguagem dura e severa, em caso de real necessidade, não faria mal. O próprio Salvador usou uma linguagem assim.
    (Por favor, não entendam que estou incentivando o uso de linguagem violenta. Repreender severamente quando necessário e de maneria adequada não é pecado e é diferente de violência verbal. Contudo é necessário muita cautela para não passar dos limites.)

    “Desde então começou Jesus a manifestar a seus discípulos que devia ir a Jerusalém, padecer muitas coisas dos anciãos, dos príncipes dos sacerdotes e dos escribas, ser morto e ressuscitar ao terceiro dia. Tomando-o Pedro à parte, começou a increpá-lo, dizendo: Deus tal não permita, Senhor; não te sucederá isto. Ele, voltando-se para Pedro, disse-lhe: Retira-te de mim, satanás; tu serves-me de escândalo, porque não tens a sabedoria das coisas de Deus, mas dos homens. Evangelho segundo São Mateus 16,21-27.

    http://alexbenedictus-et-patensis.blogspot.com.br/2011/08/evangelho-segundo-sao-mateus-1621-27-22.html

  9. Creio em Cristo. N creio é nessa nova orientação que dão em ‘nome’ de Cristo….

  10. FRATRES:
    Estou espantado.
    Noooooooooooossaaaaaaaaaaa!!!!!!!!!!
    O Papa disse isso?
    Hummm…
    Vai ficar quase sozinho em Roma.
    A maioria das dioceses vão ficar vacantes.
    As paróquias estarão às moscas: quase desaparecerão os padres (conciliaristas) e boa parte de seus “fiéis”, especialmente os da RC”C”, os “catecúmenos(kikos)”, os “membros das pastorais” entre outros mal formados, deformados e hereges…
    Ah, também desaparecerão os membros daquela linda associação “Davi e Jonatas”, ui…ui…ui…
    É, será difícil tomar uma atitude.
    Seria algo muito firme.
    Melhor apenas tecer lindos discursos, enquanto atitudes, bem, o d. Müller fala por si só.
    Se realmente o papa exigisse um posicionamento Católico, hummm…
    Ficaria pouca gente, muito pouca…
    Ficaria tão pouca gente, especialmente no clero conciliar que seria “impensável” tomar uma atitude mais séria.
    Caso o Papa tivesse uma atitude firme, coerente com a Fé, poderia até em um primeiro instante, parecer que estaria só.
    Haveria uma grande, uma imensa vantagem: os modernistas e liberais maçônicos deixariam Roma, que poderia voltar a ser Católica.
    Ah, que beleza…
    É, como diz aquele samba:
    “Sonhar não custa nada…”
    O problema é que quando acordamos nos deparamos com a triste realidade.
    Se isso fosse sério, bem, não sei se ficaria alguém em Roma, nem apenas para apagar a luz e fechar a porta…
    Acredito que todos sairiam…
    É triste, porém, é real.
    Somente rezando, estudando e resistindo aos “cantos das sereias” que seremos Fiéis a Cristo, Senhor nosso e à Sua Igreja.
    A mesma Igreja que essa gente modernista, liberal e maçônica tentar destruir.
    Espero que um dia tenhamos um Papa que realmente faça isso, que tome atitudes sérias, para preservar a Fé.
    Ao menos, o que restou dela.
    Como dizia, “sonhar não custa nada…”

  11. Deprimente são as hostilidades gratuitas para com a pessoa do Papa, cuja dignidade é maior entre todas as dignidades da Terra e a quem devemos estar unidos em espírito, demonstrando-lhe honra, respeito e veneração filial.

    Hoje, qualquer zé mané sente o direito de interpelar o Romano Pontífice, exigindo-lhe razões, as mais absurdas, para cada palavra pronunciada.

    O perigo da nossa época não é somente o risco de sermos arrastados para o inferno junto com autoridades indignas que enisnam o erro. Mas sim o perigo de sermos edificados fora daquela Pedra sobre qual Cristo disse que edificaria a Sua Igreja e confundirmos uma resistência legítima, baseada no príncipio da caridade cristã, com ofensas gratuitas, aonde não se perde qualquer pequena oportunidade de se dirigir ao Papa de forma desrespeitosa e hostil, transgredindo assim ao quarto mandamento.

  12. Aliás, Cristo sabia desde sempre que Judas o trairia e mesmo assim não o ‘excomungou’, porque as vezes o Senhor permite que certos crimes prevaleçam por certo tempo [aparentemente] em Sua Igreja, para que de um grande mal retirar um bem infinitamente mais abundante. A traição de Judas redundou na morte da cruz de Cristo, nossa Redenção. Quem sabe o bem que talvez possa surgir de toda essa crise no futuro?

  13. Em tempo, molhor a fruta estragada ser tirada, ao apodrecer outras. A missao eh pastorear e nao dispersar.
    – Santificacao do clero, ja!

  14. Pedro Lontra, belissima observação sua, realmente tá cheio de gente que se julga ” o martelo dos Papas pós CVII “.

  15. O Concílio Vaticano II nos ajuda a entender porque Judas não deixou Jesus. Acompanhem o raciocínio: Pio XII condena a Nouvelle Théologie, um Papa que lhe é favorável assume o pontificado, convoca um Concílio Ecumênico e esta teologia sai vencedora. Então, porque aqueles que não acreditam na Igreja, vão ser “honestos” e deixá-la?

    Citando um exemplo bem claro: Hans Urs Von Balthasar em resposta a Humani Generis de Pio XII (que condenava a Nouvelle Théologie), escreveu o livro “Abater os bastiões” e é um “teólogo” louvado tanto pelo próprio Bento XVI, como por João Paulo II. Sendo que Bento XVI ainda quando era Cardeal, manifestou concordância com o abatimento dos bastiões, como pode se ler:

    O facto é que, como Hans Urs von Balthasar referiu, já em 1952, (…) Ela [a Igreja] tem de renunciar a muitas das coisas que Lhe têm até agora inspirado segurança e que Ela aceitou como certas. Ela tem de demolir bastiões há muito existentes e confiar somente na protecção da Fé. O derradeiro combate do demônio – Capítulo 7 – Demolir os bastiões

    Então, é licito estar na Igreja e querer abater os bastiões?

    E um pequeno detalhe: Judas não era apenas um discípulo, era também apóstolo de onde não poderia ter pura e simplesmente deixado Jesus. Me recordo de ter lido algo a respeito de Judas ter deixado ou não de ser apóstolo após ter traído Jesus, mas não me lembro da conclusão…

  16. Os comentários de Pedro Lontra mostra o que é a situação atual da Madre Igreja. É por isso que a Santa Igreja está nessa situação calamitosa.

    Não existe mais EXCOMUNHÃO.

    Aquele que deveria arrancar os frutos podres (O Vigário de Cristo na terra) e queimá-las para o bem das almas, prefere dialogar e passar a mão na cabeça.

    E que blasfêmia a sua Pedro, querer ludibriar a todos tentando argumentar que Cristo Jesus não excomungou o diabólico Judas!

    Cristo Jesus se deixou crucificar para poder REDIMIR os pecados de toda a humanidade. A missão de Cristo Jesus, por amor a toda a humanidade, já estava decidida. E por isso que Cristo não expulsou o traidor. Mas agora Judas está ardendo no inferno.

    Lembrando que na Última Seia, Cristo Jesus disse com todas a s letras para o traidor:

    “Seria melhor para esse homem que jamais tivesse nascido”, (Mateus 26, 24).

  17. Prezado Renato, fico feliz que com minha breve análise o sr. possa ter demonstrado aos demais leitores do Fratres o porque da Igreja se encontrar nessa situação calamitosa. Perdoe-me a minha pouca sabedoria e receba a minha gratidão por seu comentário analisando a situação da Igreja. Sua argúcia e sua perspicácia em muito contribuiram para compreendermos a crise atual e como nos devemos comportar.

    Em relação a minha enorme blasfêmia e meu desejo perverso de querer ludibriar os leitores, sinto-me humilhado por ser tão infantil em querer levar a cabo tal designio. Que bom que o sr. pôde denunciar-me, permitindo assim o meu pedido de perdão aos demais que foram enganados e ludibriados por mim.

    Que bom também que o sr. pôde tornar claro os decretos eternos e imutáveis do Senhor dos Exércitos em relação a nossa redenção, corrigindo esse pobre coitado que fez do mal da traição de Judas uma semelhança com a situação de crise atual, diezendo eu, ingênuamente, que a traição de Judas ocasionara um bem infinitamente maior na redenção da cruz e que o mal presente pode igualmente, no futuro, redundar em bens mais abundantes para a Igreja.

    Obrigado!

  18. “Cristo Jesus se deixou crucificar para poder REDIMIR os pecados de toda a humanidade. A missão de Cristo Jesus, por amor a toda a humanidade, já estava decidida. E por isso que Cristo não expulsou o traidor. Mas agora Judas está ardendo no inferno.”

    Provas por favor.

  19. O recado foi bastante simples,e parece ter sido endereçado a teólogos modernistas, conferências episcopais subversivas, organizações supostamente católicas que rejeitam e atacam os ensinamentos da Igreja (como aquela associação de freiras lá dos EUA que já foi noticiada aqui).
    Aos críticos da fala do Papa, sugiro algumas reflexões:
    1) Um pouco mais de boa vontade com o Santo Padre não faz mal a ninguém. Muitos vem comentar essa matéria dizendo que o Papa deveria fazer isso e aquilo. É quase como “ele tem razão nesse caso, mas está errado porque deveria ter feito isso, isso e isso”. Reconheçamos a virtude do que foi falado.
    2) Quando o Papa diz que é mais honesto assumir que saiu da Igreja que permanecer nela traindo-a, ele não está deixando sua missão de salvar almas, até porque ele não disse que o ideal é o impenitente assumir sua impenitência; ele disse que entre a traição e o reconhecimento da apostasia, o segundo é menos pior. Obviamente o ideal é o arrependimento e a conversão.
    3) Não sei qual é a realidade do Papa, mas imagino que para alguém que tem a missão de governar a Igreja, não é fácil sair excomungando todo mundo. A Igreja sempre buscou evitar os cismas, e, embora tenha sofrido com falta de fibra nas últimas décadas, convenhamos que declarações como esta são bastante incisivas.

  20. Raciocínio falho “Cristo não excomungou Judas, porque da sua traição Cristo foi morto e assim foi feita a obra da redenção”, então o Papa deve pedir que os traidores permaneçam na Santa Igreja para que? Para mais almas serem encaminhadas diretamente ao fogo do inferno?
    Além do mais, afirmar que a traição de Judas redundou na nossa Redenção é o mesmo que dar o posto de Corredentor ao traidor, título que nem Nossa Senhora tem como dogma.
    Irmãos, raciocinem como católicos não como modernistas, se Cristo não expulsou Judas Iscariotes por ser traidor, ladrão e socialista (pergutem-me que eu provo), não é porque ele precisava de alguém para sua obra redentora (nem de Nossa Senhora ele precisava, assim o quis para humilhar o demônio como será feito na atual crise do século XXI), mas sim porque a todo momento, Deus nos dá oportunidade para se converter e se salvar.
    Agora, se o indíviduo não coopera com a Graça, é melhor mesmo que ele saia da Igreja para que não leve, junto com ele, outras almas para o inferno.
    Sou muito desconfiado em relação a S.S. Papa Bento XVI, inclusive, na enquete do Fratres, votei contra qualquer acordo da FSSPX com a Santa Sé; todavia, nesse ponto, apoio em gênero, número e grau com o Papa Bento XVI:
    “TRAIDORES, SAIAM DA IGREJA!!!!!!!!!!!!!!!!!!!”

  21. Senhor Pedro Lontra;
    Ao ler seu comentário, não pude deixar de pensá-lo por estes dias.
    Agradeço-lhe as observações, especialmente no que diz respeito a nós, meros fiéis, como por exemplo:
    “zé mané sente o direito de interpelar o Romano Pontífice, exigindo-lhe razões, as mais absurdas, para cada palavra pronunciada”
    Humm, vejamos:
    Começo lhe dizendo que não somos “zé manés”. Somos Católicos, recebemos o Santo Batismo e temos a missão de salvar nossas almas e anunciar o Reino de Nosso Senhor Jesus Cristo.
    Particularmente, não teria como ser “zé mané”, uma vez que não tenho ascendência lusitana, já que sou hebreu. Sou filho e neto de Hebreus que com a Graça e a Misericórdia de Deus, por intercessão de nosso Pai São Francisco, fomos salvos pela Santa Igreja Católica. Portanto, não me cabe o pseudônimo “zé mané”… Melhor seria “Isaac Jacozinho”, rsrsrsrsrsrs.
    Entendo quando o Sr. coloca a questão do Respeito e da Veneração ao Vigário de Cristo na Terra.
    Também penso e procuro, ao máximo, viver esse amor filial e observar essa Veneração ao Sucessor de São Pedro, e, como dizia Santa Catarina de Siena: “o Doce Cristo na Terra”.
    Justamente usando o exemplo de Santa Catarina de Siena, relembro ao Sr. que nós, simples fiéis, podemos admoestar nosso Santíssimo Padre, apesar de nossas limitações, quando este parece afastar-se daquilo que sempre foi o caminho certo.
    Como?
    Através do “sensum fidelium”, ou seja, o sentido comum que todos nós temos, enquanto membros do corpo místico de Cristo.
    Assim como no passado, Santa Catarina de Siena foi até o Papa e o fez voltar a viver em Roma, deixando as “delícias” da corte de Avignon, hoje, é dever solene, de cada um de nós, alertar sobre as “delícias” do modernismo e do mundanismo.
    Afinal, somos todos membros do Corpo Místico de Cristo.
    Quando digo que queremos atitudes e não lindas palavras, discursos comoventes, quero dizer que espero que o Santo Padre tome atitudes contra aqueles que envenenam nossa límpida fonde de vida da alma: a Fé Católica.
    Sr. Pedro Lontra, trabalho bastante, sou casado, pai de quatro filhos ainda pequeninos, médico e proprietário ruaral. Atuo, como profissional especialista em neurologia em quatro cidades da região de divisa de MG e SP. Todas as semanas passo por três diferentes cidades, além da que vivo com minha família e, muito curiosamente, por quatro diferentes dioceses, sendo duas Arquidioceses.
    Muito bem. Cada semana, vejo mais e mais pessoas se afastarem da Igreja. Ouço muita gente, Sr. Pedro, uma vez que em uma consulta médica, a maioria das pessoas acaba se “abrindo” ao médico, como deveria fazer ao seu confessor.
    Infelizmente, em todas essas cidades nas quais exerço meu trabalho, é evidente que não há mais confessionários, e muito pior que isso, não há mais confessores.
    Muitas pessoas acabam optando pelas “seitas evangélicas”, que crescem de uma maneira impressionante.
    Outros, com uma melhor formação, acabam por deixar-se levar pelo indiferentismo religioso.
    Para alguém oriundo de uma Conversão, como é meu caso, é muito doloroso ver as pessoas se afastando de Nosso Senhor.
    Quando recebo meus pacientes e amigos em meu consultório, é muito interessante observar que a grande maioria fica admirada com um grande crucifixo que tenho sobre uma cômoda antiga. É muito comum essa linda imagem receber ósculos de meus pacientes e amigos, com um triste comentário: “que bonito, Felipe, pena que em nossas igrejas não mais tenham Crucifixos piedosos adornados com flores”.
    As pessoas sentem “fome de Deus”, porém, não conseguem alimentar essa “fome”, como diz o Santo Profeta Amós, cap 8, 11.
    Porém, o que é mais doloroso observar é que justamente aqueles que deveriam zelar pela Fé dessas boas pessoas, ficam inertes, ou pior que isso, “fingem-se” de mortos, devido à preguiça espiritual e ao falso ecumenismo, deixando o Rebanho do Senhor se perder.
    Quando leio ou ouço algum Sermão do Santo Padre, fico muito contente com as palavras d’Ele.
    Porém, quando espero que tome alguma atitude, bem, caro Sr. Pedro, essas atitudes não demonstram uma “preocupação” com o Rebanho do Altíssimo.
    Peço-lhe a gentileza que observe dois simples exemplos de atitudes pontifícias:
    1 – A nomeação de d. Müller, como Prefeito da Sgda. Congregação da Doutrina da Fé – alguém que deve zelar pela integridade da Fé Católica – e que todos sabemos de suas ideias, digamos, exóticas, para não dizer, hummm, heréticas.
    2 – A tal “missa maçônica” – onde NENHUMA providência foi tomada por nhenuma autoridade “católica”.
    Somente utilizo desses dois pequenos exemplos, sem falar em nomeações episcopais, sem falar em “Preâmbulos” e muito menos em Ecclesia Dei.
    Assim, Sr. Pedro, apesar das belas palavras do Sumo Pontífice, as atitudes parecem ser bem distantes daquilo que deveria demonstrar.
    Meditando seu atento comentário, fiquei meditando: “quem sou eu para ‘criticar’ o Santo Padre o Papa”???
    Bem, cheguei a uma conclusão: sou um Católico que espera que a Igreja seja realmente Católica. Sou um filho que quer ser alimentado na Fé. Sou um Católico que quer ver outros Católicos receberam o Alimento Sagrado para nutrir e salvar suas almas, com “fome de Deus”!
    Enfim, quero a Igreja tal como a quis Nosso Senhor: Una, Santa, Católica, Apostólica.
    Não esse arremedo de igreja, essa desgraçada igreja conciliar que leva escândalos e apostasias a todos os confins da Terra.
    Prezado Sr. Pedro Lontra, rezemos, rezemos muito!
    Unamo-nos em oração ao Imaculado e Doloroso Coração de Maria, que pela Misericórdia de Deus, e para nossa Salvação, deu-nos, por Maria Santíssima, muitas Mensagens, tais como em Quito e em la Salette.
    Leiamos o Antigo Testamento, prezado Sr. Lontra, onde encontraremos o mesmo Deus Altíssimo que promete cuidar de Israel, que constantemente se prostituía com deuses estrangeiros.
    Sr. Pedro Lontra, essa igreja conciliar, lembra muito aquele velho Israel, onde substituiu o Deus Altíssimo por Baal.
    Nenhum Sumo Sacerdote falou contra essa impiedade e apostasia.
    Somente os Santos Profetas.
    Tais como nos inícios da Igreja, CONTRA O PAPA, o grande Doutor da Igreja: Santo Atanásio.
    Tal como em nossos dias, os grandes Mons. Lefebvre e Dom Mayer.
    Rezemos e confiemos, já que Nosso Senhor nos prometeu:
    “Eu Reinarei!”
    Viva Crsito Rei!

  22. Prezado Felipe, fico feliz que meu comentário tenha feito o sr. refletir. Geralmente o moderador do blog costuma bloquear postagens ofensivas e desrespeitosas para com os demais. Se ele não bloqueou a minha primeira mensagem aonde eu me refiro aos zé manés é porque não deve ter sido ofensiva.

    Se o sr. se sentiu ofendido, peço que me desculpe. Mas apenas descrevi a simples realidade. Hoje qualquer topeira metido a teologo sente-se no direito de dar pitaco na crise da Igreja, não apenas julgando esse ou aquele discurso do Papa, mas aproveitando toda e qualquer oportunidadezinha para dirigir-lhe de forma hostil e desrespeitosa. Essa foi a crítica.

    A esgostosfera tradicional está cheio de ratazanas, babando e salivando, esperando só o Papa abrir a boca para desferir-lhe mais uma martelada. É isso mesmo. Um bando de ratazanas. O joio e o trigo também serve para a Tradição católica. Há muito trigo bom, mas há também o joio.

    E não apenas com o Papa. Se você é defensor da Tradição Católica, mas tem a infelicidade em entrar em desacordo com essa gente, eles logo o demonizam e o classificam com termos pejorativos como por exemplo, neo-tradicionalista. Veja D. Fellay, tornou-se o inimigo número 1 da tradição católica.

    Aliás, equivoco-me. Essa gente não pode ser classificada de católica. Muito menos de defensores da Tradição.

    Teve um que exigiu profundos conhecimentos teológicos para tratar sobre a crise da Igreja, não me lembro bem, mas estava a se referir àqueles que defendiam a D. Fellay no momento que havia a chance de um acordo eminente com a Santa Sé. Uma censura, exigindo um mínimo de moderação daqueles que se opunham ao acordo e que deram a demonstração mais clara e inequivoca de todo o espírito rebelde e anti-cristão, isso eu não vi.

    Jamais critiquei uma resistência legítima, baseada nos principios da caridade cristã, aonde pessoas de fé e capacitadas para isso, possam, ao que é ensinado de maneira equivocada, opor-se com a pureza da ortodoxia católica. Por isso, o sr. não precisa se preocupar ao demonstrar para mim os motivos de vossa preocupação. Eu as compreendo bem.

    E se o sr. ama a Igreja e quer o seu triunfo, o sr. há de concordar que o comportamento de alguns que se dizem católicos tradicionais é mais prejudicial à Tradição do que os seus próprios inimigos declarados. E se eles se permitem julgar a tudo e todos, a todo momento, por que não posso eu tecer alguns comentários sobre alguns comportamentos deploráveis que eles cometem?

    E vou mais longe. Agem como se fossem parasitas, não perdendo oportunidade de demonizar a cada chance esse ou aquele que estão em sua mira. Ora o Papa, ora a D. Fellay… e a qualquer um em que eles tenham a mínima suspeita de sair do pequeno círculo que eles construiram para si próprio. A gente tira um pezinho e a porrada come solta até você colocá-lo de volta dentro do círculo.

    Veja o meu caso, uma simples analogia fez com que acordassem os teologos a ensinar o verdadeiro significado da redenção, chegando um a afirmar que o que foi dito colocaria Judas como co-redentor. Por favor, né… Jamais disse que o Papa não devesse utilizar-se das excomunhões. Mas alguns só veem o que eles querem ver.

  23. Prezado Sr. Pedro Lontra;
    Obrigado pela atenta resposta.
    Realmente, nosso Moderador é muito moderado, equilibrado e, sobretudo, educado. Muitas vezes comentários mais “ácidos” não são postados. Creio ser uma grande vantagem, uma vez que mantem-se um nível mais elevado de debates.
    Quanto à questão de muitos da Tradição serem como “ratazanas”, bem, prezado S. Lontra, acredito ser muito pesada a comparação.
    Creio que a maioria das pessoas ligadas à Tradição, seja pelos sofrimentos, seja pelas perseguições, seja pela incompreensão por parte dessa igreja conciliar, acabam, na maioria das vezes, expressando todo seu descontentamento em seus comentários e em sua fala.
    Por essa razão, o importante papel de nosso Moderador, in casu, o Sr. Ferretti.
    Quanto às críticas ao Santo Padre, acredito que o problema reside nas atitudes tomadas pelo Vigário de Cristo, sja ao nomear hereges convictos e reconhecidos para postos importantes na Igreja, seja por ter um discurso mais próximo à Tradição, porém, a prática, bem mais cercana do posicionamento atual da igeja conciliar.
    Isso é bastante notório, especialmente no que diz respeito aos grupos “Ecclesia Dei” que estão como que “coagidos” a celebrar a nova liturgia, quanto ao “estudo” do comcílio.
    Evidentemente o Papa Bento tem uma íntima ligação com o concílio, que tanto mal fez à Igreja, já que era um dos mais importantes “peritti” desse evento, que acabou por soterrar a Sagrada Tradição da Igreja.
    Quanto a Mons. Fellay, este senhor se afastou sobremaneira daquilo que Mons. Lefebvre havia determinado. Ademais, os princ[ipios básicos de um suposto “Acordo” com a Roma Modernista, é bastante semelhante àquele que o então Cardeal Ratzinger havia proposto a Mons. Lefebvre, e que este havia assinado. Recomendo ao Sr. que indo ao sítio da Editora Permanência, adquira o livro “Tradição versus Vaticano – Dpssiê completo das negociações entre Mgr. Lefebvre e o Vaticano” de D. Lourenço Fleichman OSB, no qual o Sr. terá uma clara ideia de que se tratam as tais “negociações” que agora se repetem.
    Acredito que Mons. Fellay tem muito boas intenções, porém, a situação parece se repetir. O que nos parece um tanto preocupante é justamente o que ocorre com as tais comunidades “Ecclesia Dei”, bem como com a tal Administração Apostólica S. João Maria Vianney, cujo bispo, Mons. Rifan, até participou das homenagens ao Vaticano II, tendo bastante proximidade da RC”C” .
    Com essas atitudes, inspiradas e desejadas pelos modernistas e simpatizantes, houve um “racha” na Tradição. Estamos assistindo, ainda que pasmos, as Obras da FSSPX como que “paralisadas” à espera do posicionamento da Fraternidade e da Igreja de Roma.
    Isso é muito ruim, uma vez que a Tradição cresce e acaba por “assustar” a essa gente lá de Roma, já que as igrejas deles se esvaziam a cada dia, eles não têm mais vocações suficientes, seu clero está infestado de pessoas de moral duvidosa (vide escândalos de pedofilia – desde “fundadores” de Congregações, aparentemente sérias, até membros do “alto clero” tupiniquim, com seus “monsenhores” e “Veras Fischer`s mambembes).
    Toda essa realidade se mostra às claras a quem quiser ver.
    Portanto, um pouco de melhor formação, que seria o ideal, parece que não resolve, tamanha a crise da igreja conciliar. O melhor a se fazer nesse momento é justamente tentar obter bons Sacerdotes, bem formados e com ideais de santidade, coisas inexistentes em meio ao clero da igreja conciliar.
    O que Mons. Fellay e seus amigos parecem não perceber é que tudo isso já ocorreu com as tais comunidades “Ecclesia Dei”, mas Mons. Fellay parece não querer acreditar que o mesmo lhe passará.
    Basta lembrar-lhe que o novo Bispo da Tradição será “escolhido” por Roma, a mesma Roma do “Concílio das Maravilhas”.
    Tudo isso nos torna apreensivos, e posso afirmar-lhe concretamente que ao menos minha família e meus amigos, não gostaríamos de nenhuma “negociação” tampouco nenhum “Acordo” com a Roma Modernista.
    Pensamos que tal qual nos disse Mons. Lefebvre, será necessário que eles (essa gente modernista) se converta e nos procure.
    Afinal, nós somos Católicos, nossa luta é justamente pela nossa Santa Fé.
    O momento atual já foi anunciado nas Sagradas Escrituras, tal como o Israel de outrora, que se afastava do Deus Altíssimo, preferindo Baal, a igreja conciliar afastou-se de Nosso Senhor Jesus Cristo e entronizou o ser humano.
    Portanto, Sr. Pedro Lontra, esse é o motivo pelo qual várias vezes me posiciono de forma crítica a Mons. Fellay e à sua “Cruzada de Rosários” pró acordo com a Roma Mdernista.
    Afirmo que somos Católicos, apenas não temos uma obediência cega, já que se o pai ordena a um filho que cometa um crime, como matar a outra pessoa, esse filho, não só pode, como também deve, recusar-se a fazer tal ato. In casu, nosso Pai comum, o Santo Padre o Papa nos pede que “O obedeçamos” sem nos preocupar.
    Ora, tal qual ocorre hoje, já ocorreu no passado, nos tempos de Santo Atanásio, quando o Papa era ariano e, inclusive, excomungou o único Bispo que permanecera Católico.
    Novamente, durante a “reforma Inglesa”, onde os Católicos ingleses acompanharam seus bispos, caindo na heresia do rei Henrique, de infeliz memória. Aqueles que permanecera fiéis, foram mortos, perseguidos, ou tornaram-se como “párias” na sociedade inglesa, sendo-lhes vetado participar dos destinos da Nação. Tornaram-se como que cidadãos de segunda classe.
    Em seu conjunto, os textos dessa desgra,ca conciliar, trouxeram à Igreja uma nova realidade, como que uma “Reforma”, bem semelhante à tal “reforma inglesa”.
    Igual aos Católicos daquela época, recuso-me a seguir tal “reforma”, ainda que isso me coloque como que um “pária”, tendo que suportar, inclusive, o epíteto de “sedevacantista”.
    Sr. Pedro Lontra, prefiro cair, lutando de pé pela Santa Fé Católica, salvando minha alma, e dando exemplo a meus filhos e a outros, que viver de joelhos recebendo migalhas de hereges.
    Pode considerar-me uma “ratazana”do esgoto da Tradição, afinal, parece que nós, aqueles que “Guardamos a Fé” teremos de ir para os esgotos, fazendas afastadas das cidades, pântanos e cemitérios, entre outros locais para viver nossa Fé, tal como na velha Roma dos Césares, tal como na velha Inglaterra…
    Sr. Pedro Lontra, obrigado por considerar-me “ratazana”, um animalzinho que é utilizado em pesquisas laboratoriais, útil à humanidade. Bem melhor que o outro animal que sempre nos chamaram, justamente por ter ascendência hebraica: “porco judeu”, que tantas vezes ouvi.
    Justamente por ser descendente de Judeus, sei o quanto devemos ser fiéis a Deus. Basta ler o Antigo Testamento.
    Afinal, Deus nunca muda. Nem seu culto, nem seus servos.
    Termino esta longa resposta, com aquela exortação do Apóstolo São Paulo:
    “Se alguém ensinar um outro Evangelho diferente desse por nós anunciado, seja anátema!”
    Recomendando-me às suas Orações;
    Felipe Leão Steiner.

  24. Prezado Sr. Felipe, eu não conheço o sr. Minhas palavras não haviam sido dirigidas para o sr., embora o sr crie uma espécie de super-tradição isenta de críticas, superior inclusive à Igreja. Nessa o joio e o trigo crescem juntos, mas parece que nessa super-tradição ao que o sr. pertence só há pessoas superiores intelectualmente, que estão sempre certas.

    Eu pude comprovar um pouco disso com as demais intervenções de outros leitores que meu comentário inicial produziu. Quanto desejo assoberbado de ver falhas teológicas no que os outros escrevem. Quanto sentimento de superioridade intelectual. Quanto desejo de esmagar o outro. E te digo, foram tantas as besteiras escritas, que algumas dessas pessoas, completamente despreparadas, não enxergam o rídiculo a que se expoem.

    Se o sr. acha que a Igreja já não é mais como nosso Senhor a desejou e sim um ‘arremedo de igreja’; se o sr. acha que os institutos ecclesia dei não prestam; se o sr. acha que D. Fellay traiu a missão que D. Lefebvre, sinta-se a vontade para seguir o melhor caminho que considerares melhor.

    O sr. disse que prefere cair lutando pela fé católica. Só espero que o sr. não reivindique para si e para seu grupo a exclusividade dos verdadeiros fiéis combatentes. No mais, toda vez que vir o Papa ser hostilizado, seja por um protestante, seja por uma ‘ratazana’ (que bom que o sr. aceitou o termo) dessa super tradição, ficarei honrado e imensamente honrado em defendê-lo. Isso também é lutar pela fé católica.

    As possíveis falhas e pecados do Papa, isso qualquer catecismo sério ensina que o vigário de Cristo não é impecável. Caso suas ações venham a provocar escândalo ou seu ensino seja contrário a ortodoxia católica, que pessoas de fé e para glória divina, sem abandonar a caridade, oponham-me de modo que a verdadeira fé triunfe.

    Quanto a crise da Igreja, longe de mim de querer tecer qualquer comentário. Está muito além das minhas possibilidades.