“A coluna dorsal, o ponto de referência, de todos aqueles que apoiam a Tradição da Igreja”.

“É preciso reconhecer também que a Fraternidade não é apenas uma comunidade de 560 ou 570 padres, algumas religiosas e religiosos e até mesmo algumas escolas. Ela tem uma influência difusa e – talvez seja insolente dizer, mas creio que ela é, de certa maneira, a coluna dorsal, o ponto de referência, de todos aqueles que apoiam a Tradição da Igreja.

Se esse ponto de referência fosse desacreditado de alguma maneira, significaria uma tremenda desmoralização de todas as forças restauradoras e conservadoras na Igreja. Isso seria uma grande catástrofe, não tanto para a Fraternidade, mas para a Igreja. Eu veria isso como um grande prejuízo.”

Padre Franz Schmidberger, Superior do Distrito Alemão da FSSPX, em entrevista ao sítio Pius.info (18 de setembro de 2012), sobre a possibilidade de imposição de novas sanções canônicas caso a Fraternidade não tenha sua situação canônica regularizada.

21 Comentários to ““A coluna dorsal, o ponto de referência, de todos aqueles que apoiam a Tradição da Igreja”.”

  1. Ai ai! Que vejam os “batedores de tambores” gritar: – Vejam, vejam! A FSSPX está se considerando a própria Igreja!!!

  2. Isso é verdade! Se a Igreja condenar a FSSPX, ela desmoraliza toda a Tradição da Igreja.

  3. Espero que não cometam novamente esse erro, pelo bem da Igreja.

  4. E eu que achava que as colunas da Igreja (e, portanto, da Tradição) eram os Apóstolos e seus sucessores com Pedro à cabeça…

    Como sou ingênuo!

  5. Wagner, seu engano se dá, provavelmente, por preconceito para com a FSSPX; daí não conseguir fazer uma interpretação básica de texto.

    O padre não está falando sobre as colunas da Igreja. Leia de novo, conte até 3, respire, tire o óculos da má vontade: ele fala de coluna dorsal enquanto congregação religiosa ponto de referência para aqueles que amam a Tradição.

    E eles são, faça vc beicinho ou não.

  6. Wagner, parece que você não leu direito ou leu com preconceito. O padre não disse que a FSSPX era a coluna da Igreja, mas sim que ela era a “coluna dos que apoiam a Tradição”. Isso parece irrefutável. Os que apoiam a Missa Tradicional e a Tradição num sentido mais amplo não podem deixar de pensar neles e tê-los como referência. O Muto Proprio não surgiu por causa de uns poucos gatos pingados aqui e ali, que separadamente em suas cidades muito provavelmente não teriam impacto algum nem força de mobilização para fazer o Santo Padre redigir esse documento tão importante para esfregar na cara dos liberais.

    De onde surgiram ou com quem estiveram os fundadores dos principais institutos tradicionais hoje canonicamente regularizados? Quem tem mais padres, religiosos e escolas tradicionais no mundo? Em que seminários estudaram alguns dos padres ligados à Missa Tradicional (até mesmo da Adm. Apostólica)? Nossa história de católicos ligados ou amantes do rito antigo necessariamente passa pela FSSPX. Sem a resistência de Dom Lefebvre, seus padres e fiéis não haveria nem Fratres in Unum e nem comentaristas que queiram negar o óbvio, simplesmente porque esse tipo de assunto estaria apagado da História da Igreja, estariamos todos completamente aggiornados.

  7. Acho que se coloca uma dicotomia inexistente: ou se concorda com a afirmação do Padre Schmidberger, ou então o sujeito é preconceituoso com a Fraternidade. Não é possível ter ser uma pessoa equilibrada e ter um juízo bem fundamentado e, ao mesmo tempo, discordar que a FSSPX é essa tal “coluna dorsal” da Tradição? Creio que sim e sinceramente conheço muitas pessoas sensatas que sustentam, de maneira bem fundamentada, que a FSSPX não é essa última coca-cola do deserto como pensam. A FSSPX sustenta uma teologia bem estranha (para dizer o mínimo) sobre a autoridade do Magistério eclesiástico, sobre a suplência da jurisdição, sobre a autoridade dos bispos, entre outras coisas. Isso já seria motivo suficiente para uma congregação não ser ser coluna dorsal dos que apoiam a Tradição da Igreja.

    Antes que rasguem as vestes, dizer isso não quer dizer que a FSSPX não tenha importância, nem que mereça seu lugar na Igreja. É justamente por achar que a FSSPX é muito importante para o combate ao modernismo que a maioria esmagadora dos católicos tradicionais anseiam pelo “acordo” (chamem como quiser) que possibilite aos padres da Fraternidade uma legítima atuação dentro da Igreja, conforme o direito canônico.

  8. Sergio Meneses, Mons. Gherardini também tem uma “teologia bem estranha” sobre a autoridade do Magistério eclesiástico? E Dom Mario Oliveri, bispo diocesano que prefaciou e fez suas as palavras da obra de Mons. Gherardini? Padre Serafino Lanzetta, dos Franciscanos da Imaculada, que segue a mesma linha, seria outro de “teologia bem estranha”?

    E quem teria uma teologia “nada estranha”? De um lado, Dom Rifan/Dom Müller/CDF, e de outro os sedevacantistas?

    O “bem estranha”, que é por sua conta e de acordo com o “seu gosto”, pode tranquilamente ser voltado para o outro lado (o seu). O fato é que o lado “bem estranho” hoje em dia não é exclusividade da FSSPX (como citei, há Mons. Gherardini, etc) e, ao que me conste, nenhuma autoridade competente (o que não é o seu caso) se pronunciou até o momento a respeito de tal “estranheza”.

    Logo, não crie um precedente nada tradicional e “bem estranho” em que um leigo se pronuncia sobre a doutrina de outrem enquanto a autoridade competente se cala.

  9. Queiram ou não queiram,a importância da FSSPX na defesa da tradição em toda essa gigantesca crise que vive a Igreja é inegável.

    E acho que se deve ter cuidado com julgamentos precipitados,pois vivemos num periodo de grande confusão.

    Fiquem com Deus.

    Flavio.

  10. Sergio Menezes a citação não tem a ver com incoerências ou imprecisões que a FSSPX possa apresentar em alguns ensinamentos ou dentro de seu quadro (esse é outro assunto), mas tão simplesmente com o fato dela ser o pilar dos que apóiam a Tradição [como maior fornecedora e mantenedora da Tradição], simples assim. Ou você aceita o óbvio ou apresenta argumentos bem fundamentados de quem então você acha que seja “o pilar dos que apóiam a Tradição” hoje em dia.

    Apresentar suas incoerências nesta discussão é criar uma cortina de fumaça ao redor do tema e desviar o assunto em outra direção, e isso é intelectualmente desonesto.

  11. No mais, o engraçado é que a Santa Sé propõe um preâmbulo doutrinal à FSSPX que sequer toca nas noções “bem estranhas” de suplência de jurisdição e autoridade dos bispos. Ou seja, nem a CDF coloca questionamentos quanto a posição da FSSPX a respeito.

    Quanto ao outro ponto, a noção “estranha” do magistério eclesiástico: este ponto no preâmbulo doutrinal é objeto de disputas muito mais políticas do que doutrinais. A FSSPX, por seu superior, já declarou várias vezes aceitar a doutrina católica a este respeito, mas até o momento não se chegou a uma formula aceitável a ambas as partes e, sobretudo, há um problema político que envolve tanto FSSPX como Santa Sé.

  12. Acho que a Fraternidade está a exagerar, gosto dela um bocado, mas creio que ela está se ensoberbando demais, e isso é muito mal.

  13. Alguns aqui ou precisam aprender a ler ou vigiar a própria maledicência (senão os dois). O Reverendo Padre Franz Schimidberger em momento algum disse que a FSSPX é a coluna da Igreja, mas sim, a coluna dorsal e ponto de referência daqueles que apóiam a Tradição Católica.
    A malediência modernista dos protestantes enrustidos que aqui caluniam a FSSPX os cega para as sábias e verdadeiras palavras do respeitado e corajoso sacerdote.

  14. Sou “fã de carteirinha” deste Padre. É isso ai, a FSSPX pode não ser a última coca-cola do deserto, mas que ela mata a sede de muita gente no mundo sedenta pela Tradição, isso sim ela faz.

  15. Um pouco de humildade faz bem. Quem quer quebrar a espinha da FSSPX são os seguidores
    do D.Williamson. Inclusive fazem chacota com o “futuro” bispo alemão acima(Schmidberger).
    Ele é considerado um entreguista.

    Como todos que não são da FSSPX, espero que ela faça muito mais ainda pela Igreja,
    E assine o devido “acordo”.
    Mas se isto não ocorrer, independente de qualquer sanção, ela vai ficar numa situação bem difícil.
    Espero que isto não aconteça.

  16. Se n fosse a FSSPX n existiria: IBP, FSSP…… e muito menos Motu Proprio.

  17. Se não me falha a memória, o heróico e abnegado Dom Marcel Lefebvre foi quem, primeiro, solicitou à Paulo VI a possibilidade de fazer a experiência da Tradição. E isso num momento em que todos queriam mesmo é a orgia da experiência da demolição da Igreja. Logo, foi com muita propriedade que o Padre Schmidberger declarou que a FSSPX é a coluna dorsal dos que apoiam a Tradição, afinal, foi ela quem deu a cara à tapa.

  18. Não é nada conforme à Tradição o manter-se afastado da Comunhão, da submissão ao Romano Pontífice. A Igreja de Cristo, a Igreja Católica é a que guarda na íntegra a Tradição da Igreja.

  19. “é sobretudo contraditória uma noção de Tradição que se opóe ao Magisterio universal da Igreja, do qual é detentor o Bispo de Roma e o Colegio dos Bispos. Não se pode permanecer fiel à Tradição rompendo o vinculo eclesial com aquele a quem o proprio Cristo, na pessoa do Apostolo Pedro, confiou o ministério da unidade na sua Igreja (Cf. Mt 16, 18; Lc 10, 16; Conc. Ec. Vat. I, Const. Pastor æternus, cap. 3: DS 3060).”(João Paulo II, Motu Proprio Ecclesia Dei, n.4).

    Vejamos que o Papa cita o Dogma da Pastor Aeternus contra a FSSPX!!!

    A FSSPX ainda não se retratou de acusar a Igreja Católica de ensinar heresias e erros contra a Fé e a Moral e ainda não se submeteu ao Romano Pontífice, logo não é Guardiã (nem Espinha Dorsal nem Ponto de Referência) da Tradição (nem dos que apoiam a Tradição).

    Infelizmente, pretendem ser o que não são! De evangélicos, o Brasil está cheio! Também a Alemanha!

  20. É preciso saber a quem dar obediência: ao magistério infalível de Pio IX e sua decisão ex-catedra ou ao magistério pastoral do Vaticano II e sua declaração sobre colegialidade, ecumenismo e liberdadade religiosa…

  21. * liberdade