CNBB repudia o uso da imagem de Cristo em capa de revista esportiva.

Nota de Repúdio

Por CNBB

A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, CNBB, manifesta profunda indignação diante da publicação de uma fotomontagem que compõe a capa de uma revista esportiva na qual se vê a imagem de Jesus Cristo crucificado com o rosto de um jogador de futebol.

Reconhecemos a liberdade de expressão como princípio fundamental do estado e da convivência democrática, entretanto, que há limites objetivos no seu exercício. A ridicularização da fé e o desdém pelo sentimento religioso do povo por meio do uso desrespeitoso da imagem da pessoa de Jesus Cristo sugerem a manipulação e instrumentalização de um recurso editorial com mera finalidade comercial.

A publicação demonstrou-se, no mínimo, insensível ao recente quadro mundial de deplorável violência causado por uso inadequado de figuras religiosas, prestando, assim, um grave desserviço à consolidação da convivência respeitosa entre grupos de diferentes crenças.

A fotomontagem usa de forma explícita a imagem de Jesus Cristo crucificado, mesmo que o diretor da publicação tenha se pronunciado negando esse fato tão evidente, e isso se constitui numa clara falta de respeito que ofende o que existe de mais sagrado pelos cristãos e atualiza, de maneira perigosa, o já conhecido recurso de atrair a atenção por meio da provocação.

Cardeal Raymundo Damasceno Assis
Arcebispo de Aparecida
Presidente da CNBB

Dom Leonardo Ulrich Steiner
Bispo Auxiliar de Brasília
Secretário Geral da CNBB

Tags:

18 Comentários to “CNBB repudia o uso da imagem de Cristo em capa de revista esportiva.”

  1. Imagine só se fosse usada a imagem de Maomé! O que aconteceria com os autores desta ofensa? Isto mostra o quanto o cristianismo é tolerante. Tal qual seu Mestre, os cristãos tudo suportam por amor, pois os agressores “não sabem o que fazem”.

  2. É pouco, Excelentíssimas Reverendíssimas!

    Poderíamos, os católicos, chegar a exigir-vos o exemplo de Isabel:

    “Oración de Isabel la Católica

    Tengo miedo, Señor,

    de tener miedo

    y no saber luchar.

    Tengo miedo, Señor,

    de tener miedo

    y poderte negar.

    Yo te pido, Señor,

    que en Tu grandeza

    no te olvides de mí;

    y me des con Tu amor

    la fortaleza

    para morir por Ti.”

    fonte: http://radiocristiandad.wordpress.com/2012/09/27/oracion-de-isabel-la-catolica/

  3. Fico muito feliz que a CNBB tenha se pronunciado e dou graças a Deus por isso. Entretanto, sempre que vejo um pronunciamento oficial fico com um certo mal-estar pelo que não é dito e pelo que é dito nas entrelinhas:

    “A ridicularização da fé” — por que não dizer o óbvio, que é uma blasfêmia?

    “da pessoa de Jesus Cristo” — creio que NOSSO SENHOR Jesus Cristo seria mais adequado para uma nota episcopal

    “com mera finalidade comercial” — aqui sim caberia mencionar a ridicularização da fé…

    “um grave desserviço à consolidação da convivência respeitosa entre grupos de diferentes crenças” — isso tem um cheiro de irenismo/indiferentismo

    “quadro mundial de deplorável violência causado por uso inadequado de figuras religiosas” — ecumenismo tem limites: o homem está acima das religiões. Isso, somado com o ponto anterior, me parece uma tese liberal/maçônica

    Para finalizar:
    1) Cadê a queixa-crime? Por que ficar só na nota de repúdio quando a legislação (por enquanto) diz que esse desrespeito é crime?

    2) Não seria excelente se a CNBB convocasse os fieis do país inteiro a um desagravo por tamanha ofensa? Mais uma vez fica a cabo de meia dúzia de leigos tomarem a iniciativa?

  4. Concordo contigo,Renato Capello.

    Fiquem com Deus.

    Flavio.

  5. Correto o posicionamento da CNBB.
    Esses ateus/atoas da Abril querem mais é vender revista e publicidade.
    Agora, cabe a nós, leigos, fazermos a nossa parte: reclamando e boicotando as revistas da Abril.

  6. Ótimo que a CNBB não se calou e tão prontamente condenou essa capa vexatória. E concordo com o Renato; é necessário uma mobilização nacional contra essa blasfêmia descarada.

  7. Concordo com Renato Capello.
    Acresço: A nota tinha por obrigação reafirmar a dividade de Nosso Senhor Jesus Cristo e convocar para a (poderia ser próxima primeira sexta-feira) uma reparação nacional por tamanho ultraje.
    Sugiro ao Fratres essa campanha de reparação diante de tamanha ultraje e ofensa.

  8. Que covardia abjeta, ao invés de ficar publicando notinhas a CNBB tinha é que tacar um processo judicial nos responsáveis .
    Essa falta de ação da CNBB só incentiva ainda mais o desrespeito para com os símbolos religiosos.

  9. Confesso que mesmo timidamente a CNBB me surpreendeu em dar uma declaração, nem me passou pela cabeça essa instituição quando vi essa palhaçada da revista.

  10. Melhor do que nada, mas acho pouco.
    Deveria ir além, entrar com ação, execrar essa editora, essa revista e esse peladeiro de colégio…

  11. A Parada Gay blasfemou muito mais, mas… também estou surpreso da CNBB ter feito sua estrita obrigação. E nada mais que isto.

  12. O pessoal de São Paulo poderia organizar algo em frente a editora abril em desagravo ao ocorrido.

  13. Concordo com Renato e Alexandre.E adiciono, com outros: muito evasiva esta atitude da CNBB num caso grave, mas muito menos grave que outras ofensas a Nosso Senhor,como um Arcebispo adiar uma marcha pela vida para depois das eleições, para não influenciar nos resultados.Ora, é exatamente o que qualquer cristão verdadeiro deveria fazer: influenciar nas eleições, para que não se elejam anticristãos, abortistas, homossexualistas, libertinos e “libertistas”, ladrões e desviadores do dinheiro público( especialmente para financiais carnavais, outras festas militantemente diabólicas, organizações não governamentais antivida e antinatureza[ a favor do aborto criminoso, do homossexualismo, dos métodos de anticoncepção voltados à incrementaçào do imediatismo sensualista] etc, etc ! É preciso uma visão cristã e portanto católica( universal) e romana( pois aí está a Sede) que, sendo católica, abrange tudo quanto deve ser considerado, o que inclui a guerra semântica, as mensagens implícitas, não verbalizadas mas inoculadas, até por clérigos dos vários graus, por colégios ditos católicos, etc.A CNBB deliberadamente não fez nenhuma intervenção em outros momentos mais graves, nunca defendeu veementemente os dogmas católicos, e fica fazendo ações por liberdade disto e daquilo, problemas de saude,atenção à “ficha limpa”( na Terra.ficha Limpa nos céus é provocação antiecumênica!). Praticamente ninguém fala que isto de confederações nacionais de bispos é invenção nova, aparentemente para melhorar, mas de fato para dar um carater mais “democrático”à ação da Igreja, imobilizando-a e deformando-a, pouco a pouco. Assunto para outra oportunidade.

  14. Achei a nota – e como sempre são -, sem vergonha!

    ******** A publicação demonstrou-se, no mínimo, insensível ao recente quadro mundial de deplorável violência causado por uso inadequado de figuras religiosas, prestando, assim, um grave desserviço à consolidação da convivência respeitosa entre grupos de diferentes crenças.
    Fim do mundo!! Capaz que os católicos tenham coragem para alguma coisa. E usar a força dos islãs pra tímida intimidação, foi fim de feira!

  15. Infelizmente chegou a esse ponto, porque a profanação já vem de dentro da Santa Igreja. Cedo ou tarde Deus Nosso Senhor fará justiça aos que realizam essas profanações. Agora, as que parte do ventre da Sua Igreja, esses falsos católicos, deveriam se, como diz o Senhor, amarrar uma pedra de moinho no pescoço e jogarem no mar.

  16. Prezado Ronaldo,

    a lei já foi abolida ou seria crime só se fosse durante a missa dentro da igreja?

    Obrigado, Renato