Neymar, o Messias.

Recentemente, uma série de distúrbios seriíssimos estourou no Oriente Médio e cercanias em virtude de um filme caseiro que fazia troça de Maomé e dos muçulmanos. Aproximadamente uma centena de pessoas foram mortas nos protestos que rasgaram o mundo islâmico – inclusive o então embaixador dos Estados Unidos na Líbia, Chris Stevens –, centenas de milhares de pessoas foram mobilizadas por clérigos islâmicos para mostrar a sua revolta de modo sangrento, e os velhos discursos contra o “Grande Satã” do Ocidente ecoaram novamente com força total. Curiosamente, a tradução e divulgação do filme no mundo islâmico foi promovida justamente por grupos radicais.

A celeuma estava pronta. Diversas lideranças mundiais condenaram tanto o filme (bobo e de muito mau gosto) quanto sua instrumentalização pelos líderes islâmicos, o diretor do filmeco teve o nome e o endereço divulgado pelas autoridades americanas, diversas ações judiciais correram o mundo, inclusive no Brasil, para proibir seu acesso, e, como sói acontecer, a turma de plantão do pluralismo e tolerância rosnou junto com os radicais.

Agora, vejam a imagem abaixo:

Essa, senhoras e senhores, é a capa da edição de outubro da revista Placar. Para qualquer pessoa com um mínimo de senso das coisas, essa capa parece desnecessariamente apelativa. Por quê? Ela nivela duas figuras essencial e completamente diferentes: endeusa alguém à custa da secularização de Alguém que, para 1/3 do gênero humano, é Deus feito homem. Comparar Neymar a Jesus Cristo, sobretudo da forma como isso foi feito, é, no mínimo, uma maneira bastante discutível de aumentar as vendas de uma revista – o que parece ser o único desejo da editora em questão. Para muitas pessoas, e eu me incluo nessa conta, essa capa não é apenas inadequada, mas despropositadamente ofensiva.

Decerto não veremos o Papa Bento XVI ou qualquer outro líder cristão de importância mundial conclamando uma guerra santa contra a revista, nem haverá aglomerações de pessoas em passeata atirando para o alto e atacando a polícia, muito menos matando qualquer pessoa, por conta dessa capa lamentável. Mas engana-se quem pensa que devemos ficar simplesmente passivos diante de algo aparentemente sem importância: é nosso direito – e, sobretudo àqueles que abraçam a fé cristã, um dever – manifestar nosso repúdio.

Acessem a página da revista Placar em que se encontra a notícia da capa e deixem seu comentário. Divulguem para outras pessoas e peçam que façam o mesmo. Não deixem isso passar em branco. E vamos esperar para ver se nossos amigos politicamente corretos dedicarão suas excelsas atenções a esse fato.

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29 Responses to “Neymar, o Messias.”

  1. Lamentável, execrável, asquerosa e enojante capa! Não sei por que custam tanto os politicamente corretos o serem com o catolicismo. Será que eles não passam de subversivos?

  2. Acho que vcs já devem saber, mas ta rolando uma petição na internet contra a revista assinem

    http://www.peticaopublica.com.br/PeticaoVer.aspx?pi=P2012N29501

    Quero ver se católicos fizerem manifestações na rua se seremos chamados de fanáticos extremista?

    A paz contigo!

  3. É o que eu estava falando num post abaixo. COm relação a Jesus vale tudo: desmoralizam sua imagem , sujam seu nome , fazem piadas com o nome de Jesus, etc etc etc e agora taí essa capa lamentável ofendendo ridicularizando sua santíssima morte, eu quero ver o que OS CATÓLICOS POLITICAMENTE CORRETOS e seus SACERDOTES vão fazer .. quer saber ? penso que nada !
    O catolicismo no Brasil está entregue as baratas e a CNBB…

    Bem diferente é o Islã… penso que a Justiça divina um dia entregue o Ocidente aos muculmanos e é isso o que nós cristãos covardes e mornos estamos merecendo .

  4. Eu adoraria ver essas mesmas pessoas publicando coisas ofensivas ao Islã e seu profeta.
    Ah, eles não publicam?
    Certo, além de ateus são covardes.

  5. Karlos, a resposta vem de Nosso Senhor: “o mundo me odeia” diz em outra passagem: “O mundo inteiro jaz no maligno”, isso faz parte da guerra, não mais escondida, entre a Cidade de Deus contra a cidade dos homens, devemos espalhar essa notícia a todos os católicos que tenham amor a Deus e boicotar essa maldita revista.

  6. Tato Diego, obrigado, já assinei.

  7. Salve Maria!
    Em primeiro lugar, não veremos a alta hierarquia católica “conclamando uma guerra santa” porque ela própria rebaixou Nosso Senhor e Nosso Deus Jesus Cristo visando o ecumenismo e pregando a liberdade religiosa e de consciência.
    Em segundo lugar, à falta de liderança, nós católicos faremos cada qual penitência e orações para desagravo para mais essa ofensa ao Sagrado Coração de Jesus e ao Imaculado Coração de Maria.
    Em terceiro lugar, essa capa – que resultou do consentimento de várias pessoas, a começar do próprio jogador – expõe a confusão diabólica contra a moral cristã pela fascinação pelo esporte. Outro exemplo é a imensa audiência às Olimpíadas!
    Por fim, precisamos de informação para acessar o Ministério Público para exigir retratação dos donos da revista pela ofensa a fé, pois não sei como está a lei após reforma do código civil.

  8. Sim, deveríamos boicotar a revista e TODOS os produtos ali veiculados, especialmente as marcas e produtos que patrocinam o idolatrado jogador. Tem desodorante contra chulé, shampoo, carro, banco, etc… Alguém que conhece a coisa quer fazer a lista?

  9. asqueroso, boicotar é o mínimo.

  10. Se essa coisa vier às bancas, eu vou comprar todas que tiver nas duas bancas perto de minha casa e POR NO FOGO. Se é dinheiro que eles querem, terão.

  11. Comentário feito e petição assinada.

  12. Abusam da fé dos cristãos porque o Evangelho é manifestamente contrário à violência. E isso pode, é “liberdade de expressão”. Com o Islão não pode. Vivemos num mundo em que todo preconceito é banido, exceto um. O único preconceito tolerado e até “politicamente correto” é aquele que se dirige contra a Igreja Católica. In te Domine speravi, non confundar in aeternum. Esperam-se pronunciamentos autorizados e medidas judiciais para coibir essa afronta.

  13. Realmente os católicos abandonaram a defesa de sua religião.

    Por outro lado existe neste mundo três crucificação, ou você é Santo e carrega a cruz que Cristo carregou, ou então você pode ser como o bom ladrão que apesar das misérias se arrepende perde o perdão e se salva, ou então pode ser como o mau ladrão que morre impenitente. Como o Neymar gosta de cair na gandaia, penteia o cabelo chifrudamente, sabemos muito bem qual é a sua cruz.

    São Dimas é o nome do bom ladrão. Qual era o nome do mau?

  14. E digo mais:
    Entre um e outro prato lavado na pia da cozinha…
    Oh, Maria puríssima, sem pecado concebida!
    Pensei no dano moral, intelectual, psicológico e, principalmente, espiritual que esta capa poderá causar nas crianças e jovens que veneram esse jogador de futebol elevado às alturas pela imprensa esportiva, a exemplo do famigerado kit-gay do ministério da educação nas escolas. É evidente que estamos lidando com a legião!

  15. E protesto, ninguém fará?

  16. Não sei se é lícito comprar as revistas… Antigamente, se colocaria fogo e nas bancas mesmo. Intolerante? Sim, obrigada!

  17. Tinha que ser um traste fiel de uma seita neopentecostal.

  18. “O catolicismo no Brasil está entregue as baratas e a CNBB…”

    Não, amigo, o catolicismo no Brasil está entregue apenas às baratas. A CNBB é responsável apenas pelo ‘conforto’ do povo.

  19. Já assinei a petição. Agora, gostaria de sugerir um boicote a todas as publicações da Editora Abril !

  20. Depois dizem que a imprensa não faz perseguição religiosa!

    Eu dou uma ideia para a capa da revista falando sobre o mesmo assunto:

    Poderiam colocar o Neymar em uma parede, alguns homens com uniformes da polícia politica de Cuba apontando a arma para o jogador e o seguinte título: “Querem colocar o Neymar no Paredón!”

  21. O tal do Neymar nem tem culpa. Concordo com a Maria Cristina :
    assinar a petição, reclamar e boicote à Abril e suas revistas.

  22. Se eu fosse Bispo, Cardeal ou Padre iria sair distribuindo maldições sacerdotais por aí. Não iria ficar apenas rezando para desagravar. Vou contar dois fatos relatados por um padre da Administração Apostólica Pessoal São João Maria Vianney a respeito da maldição sacerdortal: Há muito tempo um padre negro foi celebrar uma Missa em lugar perto de Campos. Chegando ao determinado lugar foi criticado pelas pessoas da região apenas por causa da sua cor. O Padre então por castigo jogou uma maldição sacerdol em tal lugar. Resultado? O lugar nunca mais se desenvolveu, os mais antigos dizem que qualquer negócio que se abra não vinga, e ainda dizem que você pode andar nu por lá que ninguém percebe. O saudoso D. Antônio de Castro Mayer foi até lá tentar “tirar” a maldição sacerdotal do local e parece que não obteve resultado. Ora se Deus Se obrigou a retificar um maldição sacerdotal por um questão meramente humana (racismo) quanto mais Deus não ratificará uma maldição pela edificação dos bons, salvação das almas e glória Sua e da Igreja!? Outra: na região norte fluminense uma pequeno agricultor disse para este padre da Administração: “Eu não preciso de Deus, é Deus que precisa de mim”. E o padre apenas disse, não jogou nenhuma maldição e nem desejou nemhum mal para ele: “Cuidado que pode dar bicho na sua plantação”. Não deu outra: começou a aparecer larvas na plantação e ele se arrependeu, depois se tornou amigo do padre e até construiu uma capela. Vejam estes exemplos. Passou da hora de se ficar apenas desagravando, os Sacerdotes e Bispos deveriam sim usar da sua autoridade de ministros de Deus e lançar maldições sim contra aqueles que descaradamente atacam a nossa religião. Parece-me que a atual hierarquia e sacerdotes não possuem confiança em Deus e nem nos poderes que receberam na sua ordenação. Não foi Santo Agostinho, que em uma oração, disse mais ou menos o seguinte: “Senhor Jesus enchei de amargura aqueles que não vos amam”?

  23. Vade retro, Satana! Arrependa-se , Neymar, em breve estará prestando contas!

  24. Revistas Abril = Detrito de maré baixa.

    Vanderley:
    Discordo contigo. O Neymar tem culpa sim, por ir na onda da imprensa e se submeter a este “culto” que ela e muitas “Neymarzetes” fazem. Se ele desde o início tivesse uma postura sóbria e mostrasse desinteresse a todo este circo que fazem, teria evitado muito problema. Um exemplo disso: um certo Lionel Messi, que ganhou “apenas” 3 títulos consecutivos de “Bola de Ouro” da FIFA, já mostrou que é possível ter uma convivência pacífica e reservada com a imprensa e ganhar muito dinheiro jogando um futebol em altíssimo nível (Neymar está muito longe de jogar tal futebol).

    Não estou conseguindo acessar a petição em nenhum dos três browsers, aqui em casa. Está dando erro.

  25. Suponho que muitos padres riram (achando engraçado) do deboche que a revista fez com o nosso Mestre. Certamente muitos “católicos” sim. Riram. Isso é fruto, provalmente, do que disse sua santidade o Papa Paulo VI. “A abertura ao mundo transformou-se numa verdadeira invasão da Igreja pelo modo de pensar da materialidade mundana. Nós fomos, talvez, demasiado fraco e imprudente”.

  26. “O catolicismo no Brasil está entregue as baratas e a CNBB…”

    Está entregue a CNBB, quem sabe se estivesse entregue as baratas, estaria melhor!

  27. Ridículo, é muito ridículo essa revista publicar umas capa dessas. Eles aprontam com a crença alheia e pronto, não acontece nada. Duvido como não fariam nem perto disso com a fé dos muçulmanos, pois a prova está aí nos noticiários. Se há algum católico (e há) que assine compre essa revista, se adorar mais a NOSSO SENHOR JESUS CRISTO que o futebol, que cancele a assinatura ou compra. Alguém tem peito para fazer isso?

  28. “Se há algum católico (e há) que assine compre essa revista, se adorar mais a NOSSO SENHOR JESUS CRISTO que o futebol, que cancele a assinatura ou compra. Alguém tem peito para fazer isso?”

    Há católicos no Brasil? São raros.

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