Pe. Lombardi: Magistério da Igreja e Concílio dizem que judeus não são inimigos da Igreja.

MASSIMO PERCOSSI/ANSA

Rádio Vaticano | Cidade do Vaticano – “Uma tradição magisterial de dezenas de anos por parte dos Papas e da Igreja, unida a seu compromisso com o diálogo inter-religioso, demonstra que de nenhuma forma é possível falar dos judeus como `inimigos da Igreja´”. Foi o que afirmou o Diretor da Sala de Imprensa da Santa Sé, Padre Federico Lombardi, respondendo ao apelo de jornalistas para que fizesse algum comentário sobre as declarações de Mons. Fellav (sic), superior da comunidade São Pio X.

Sem entrar no mérito das declarações de Mons. Fellav (sic), Padre Lombardi preferiu destacar como a Igreja Católica expressa sua relação com os judeus, de maneira particular no documento do Concílio Vaticano II Nostra Aetate, e como os Papas tem demonstrado frequentemente, com palavras e gestos, a grande importância atribuída ao diálogo com os judeus.

Padre Lombardi também recordou as significativas visitas dos dois últimos Pontífices a diversas sinagogas e ao Muro das Lamentações, em Jerusalém. O Papa Bento XVI, em particular, visitou a Sinagoga de Colônia em 2005, uma Sinagoga em Nova York em 2008 e a Sinagoga de Roma em 2010.(JE)

40 Comentários to “Pe. Lombardi: Magistério da Igreja e Concílio dizem que judeus não são inimigos da Igreja.”

  1. Dezenas? Fico com as centenas!

  2. No que diz respeito ao Evangelho, eles são inimigos, para proveito vosso; mas em relação à eleição, são amados, devido aos seus antepassados. (Rom 11, 28)

    … eles mataram o Senhor Jesus e os profetas e agora perseguem-nos: não agradam a Deus e são mal vistos por todos os homens; impedem-nos de pregar aos gentios para que se salvem e, assim, enchem cada vez mais a medida dos seus pecados. Mas, finalmente, a ira de Deus caiu sobre eles. (1 Tes 2, 15-16)

    «Digo-vos, porém, a vós que me escutais: Amai os vossos inimigos, fazei bem aos que vos odeiam, abençoai os que vos amaldiçoam, rezai pelos que vos caluniam. (Lc 6, 27-28)

  3. Ah! Sim! Uma dezena de anos é muita coisa perto de mais de dois mil anos… Claro que deve prevalecer!!! E pouco importa o que os Apóstolos disseram, e depois deles uma miriade de Santos e Doutores da Igreja! E, mais ainda, o que o proprio Cristo disse a respeito deles!!!

  4. “Uma tradição magisterial de dezenas de anos”

    dezenas de anos, reverendíssimo padre?

    hahaha… piada, não?!

    Quer dizer que a tradição magisterial anterior a essas dezenas de anos considerava os judeus inimigos e veio os iluminados do CV II para mudar a situação?

    Se a declaração foi essa mesmo, não poderia ter sido mais infamante e ultrajante para a Igreja e para os Papas pré-conciliares, nos quais em muitos deles há verdadeira santidade e virtudes heróicas, embora nossos iluminados do Vaticano pós-conciliar se recusem a reconhecer oficialmente, deixando prevalecer calúnias exatamente do judaísmo.

    Um outro ponto é o fato da rapidez com que a Santa Sé se pronunciou.

    Para algumas coisas prevalece uma rapidez inimaginável. Quanto respeito humano… Agora, aos fieis que são boicotados tendo recusados seus pedidos para a Missa Tradicional, parece que reina ali uma paciência oriental. E nada também de se contradizer alguns bispos em ‘plena comunhão’ que vem com os dedinhos em riste acusando os católicos tradicionais com inúmeras inverdades.

    Nunca foi doutrina da Igreja afirmar que cada judeu em particular seja inimigo da Igreja ou de Cristo. Mas o Judaismo, enquanto nega formalmente a verdadeira religião sobrenatural, podemos dizer seguramente que é sim inimigo da Igreja, pois são anti-Cristos.

    Quem nele crê não é condenado, mas quem não crê já está condenado; por que não crê no nome do Filho único de Deus.

    É isso que os senhores do Vaticano deveriam ensinar aos Judeus.

  5. Faço minhas as palavras de Pedro Henrique! Excelente!

    E ainda:

    “… eles mataram o Senhor Jesus e os profetas e agora perseguem-nos: não agradam a Deus e são mal vistos por todos os homens; impedem-nos de pregar aos gentios para que se salvem e, assim, enchem cada vez mais a medida dos seus pecados. Mas, finalmente, a ira de Deus caiu sobre eles. ” (1 Tes 2, 15-16)

    OMNIA INSTAURARE IN CRISTO

  6. Parafraseando São Thomas Morus: Excelência, por uma geração de teólogos de sua opinião, temos todos os teólogos de todas as épocas desde que a Teologia surgiu como ciência; por uma geração de bispos e um concílio vosso, temos todos os bispos de quase 20 séculos, e por um concílio, temos 19 outros sugerindo o contrário. Fiquem com suas fábulas, com suas doutrinas fabricadas há décadas, ficamos com as doutrinas perenes, ensinadas desde que a Igreja foi fundada.

  7. Bruno, onde encontro essa citação?

  8. No Brasil temos uma situação peculiar quando o assunto é judeu. São João Evangelista nos lembra que há o judeu religioso, o da Lei, e que há o judeu da Circuncisão dos Patriarcas e sem a Lei. E é São Paulo quem reconhece que o existir judeu é decorrente do Senhor ter dado vida a um óvulo amortecido de Sara!!! Deste modo, temos uns 40.000.000 de brasileiros de origem judaica; mesmo que não saibam de sua origem são filhos de Sara – e existem por um Milagre do Senhor!!!

  9. Sugiro a leitura do sermão do Padre Daniel Pinheiro para o Domigo da Oitava de Natal no qual ele trata da apresentação de Nosso Senhor ao Templo e a lei mosaica:

    http://missatridentinaembrasilia.wordpress.com/2013/01/03/sermao-a-apresentacao-ao-templo-e-a-lei-mosaica/

  10. Esse padre não foi aquele que tentou censurar, e portanto ,acusar o Bispo de Olinda no famoso caso do aborto em Alagoinhas?

  11. Mais uma vez recomendo neste espaço a leitura do livro Complot Contra a Igreja – Maurice Pinay. É o bastante para se entender o quanto nossos “amiguinhos” judeus “gostam” da Santa Igreja Católica Apostólica Romana, gostam dos cristãos. O Padre Lombardi deveria ser pago para ficar de boca fechada.

  12. É mesmo o fim dos tempos.

  13. Os judeus que criaram o judaico-bolchevismo e que perseguem cristãos na Terra Santa não são nossos inimigos? Faz-me rir!

    Alguém precisa indicar para o pe. Lombardi alguma literatura sobre o assunto, tais como os livros “O Espírito Revolucionário Judaico” de E. Michael Jones, “O Catolicismo Traído” de S. E. Castan, “Complô contra a Igreja” de Maurice Pinay, dentre muitos outros!

  14. Não há motivo para inimizade, vez que Nosso Senhor Jesus Cristo era judeu. Nossa Senhora era judia. Todos os Apóstolos eram judeus.
    Ademais, antes do CVII, rezava-se pelos judeus na sexta-feira Santa e a conversão dos judeus está expressamente profetizada.
    O que podemos condenar é a doutrina judaica que fez com que os judeus não aceitassem a Jesus Cristo como o Messias. Sabendo, porém, que um dia os judeus “olharão para Aquele que transpassaram” (Jo, 19, 37).

  15. Vinícius, para ser mais preciso, o que escrevi foi antes uma adaptação de uma frase de Thomas Morus para o assunto em questão. Há anos atrás eu passei ao fratres in unum um texto de um livro que tenho a respeito de Thomas Morus, em que o mesmo dizia algo neste sentido, só que em relação à questão inglesa do divórcio de Henrique VIII e da usurpação da autoridade religiosa do mesmo.

    Então, já sem o receio de parecer rebelde, sem ter de tomar mais nenhuma cautela, Thomas More levantou-se, muito calmo, e perante esse tribunal de lacaios e covardes disse o motivo por que aceitava a morte: “Visto que estou condenado – e que Deus sabe de que maneira! -, quero falar livremente da vossa lei, para alívio da minha consciência. Estudei a questão durante sete anos. Em parte alguma, em doutor nenhum aprovado pela Igreja, pude ler que um príncipe secular tenha o direito de ser Chefe da Igreja”. “E daí!?”, exclamou o novo chanceler, Andley. “Quereis que vos consideremos mais sábio e de melhor consciência que todos os bispos e nobres do reino?” “Mylord, por um bispo da vossa opinião, tenho eu uma centena de bispos da minha, e pelo vosso Parlamento – Deus sabe de que espécie! -, tenho eu todos os concílios gerais desde há mil anos; por um reino, tenho a França e todos os reinos da cristandade”. “A vossa malícia é agora evidente”, interrompeu Norfolk (do clã da Bolena). “O que digo é necessário à consciência e à satisfação da minha alma. Apelo para o juízo de Deus, que perscruta o coração dos homens. A Igreja é uma e indivisível, e vós não tendes autoridade alguma para fazer uma lei que quebre a unidade cristã”.

    Em https://fratresinunum.com/2011/07/09/a-resistencia-martirio-de-sao-john-fischer-e-de-sao-thomas-more/

  16. Está vendo, José Tiago, por isso a importância de ler. É lendo que se informa para não cometer o tipo de confusão que você acaba de cometer. Lendo um dos livros que eu indiquei, “O Espírito Revolucionário Judaico” de E. Michael Jones, você verificará o que explico a seguir.

    A palavra “judeu” pode referir-se a duas coisas completamente diferentes. Uma é o vétero-judeu, membro da aliança veterotestamentária, que já não existe mais pois a aliança de Deus continua na Igreja Católica, como explica Michael Voris. A outra é o judeu moderno, que é completamente diferente. Eles querem que nós acreditamos que são o mesmo povo há milhares de anos, mas não são. Eles mudaram com a queda do templo e o advento do Talmud. O judaísmo moderno é rabínico, talmúdico, ateu (gnóstico, para ser mais preciso), cabalístico e etnocêntrico. Outra religião completamente diferente (o talmudismo rabínico) e outra etnia completamente diferente (os judeus modernos são principalmente edomitas). Nosso Senhor não era gnóstico, tampouco edomita.

    São esses, os judeus modernos, os que hoje perseguem cristãos na Terra Santa. Os que criaram o protestantismo para poderem praticar a usura. Os que estão por trás da maçonaria para fomentar o relativismo religioso e moral. Os que criaram a Escola de Frankfurt para subverter a cultura cristã ocidental. Tem como ter amizade com eles? Dá para dizer que não há motivo para inimizade? Na Missa de Sempre, reza-se pelos pérfidos judeus na Sexta-feira Santa. No Novo Testamento, como nota o autor David Duke, repete-se diversas vezes a frase “por medo dos judeus”. Não é a toa.

  17. A. Carlos, parabéns pelo comentário, é perfeito!

  18. A. Carlos, bom dia!

    Amar é também querer o Bem absoluto, Deus, para o próximo. Certo? E o Bem absoluto consiste em também querer o céu para os outros. Correto?

    Como você demonstrou ter muita leitura e mais uma vez estou “confuso”, deixo três perguntas e aguardo, sem sofismo, as respostas:

    “Amai vossos inimigos e orai pelos que vos perseguem”: é exorbitante, um contra-senso e foi uma grande ousadia deixada por Nosso Senhor?

    “Se amais somente os que vos amam, que recompensa tereis?”: é uma proposta muito radical e equivocada de Jesus Cristo?

    A salvação do homem é por meio do Amor e no amor?

    Tudo com Jesus! Nada sem Maria!

  19. Prezado A. Carlos, perdoe-me a ignorância. Mas e a conversão dos Judeus como foi colocado pelo José Tiago? Não está profetizada como ele colocou acima? “Sabendo, porém, que um dia os judeus “olharão para Aquele que transpassaram” (Jo, 19, 37).” Se esta profecia é verdadeira, trata-se de Judeus de outra linhagem, daquela que você citou? Outra coisa que me deixa intrigado é a prosperidade dos judeus. Já ouvi comentários que eles “dominam” grande parte das empresas de mídia nacionais e internacionais, grandes bancos, posições de destaque e estratégicas nas nações. Por que Deus permitiria tanto poder a um povo tão pequeno em número de pessoas? Essas acusações de que são responsáveis pelo protestantismo, maçonaria, não poderiam também ser fábulas ou teorias da conspiração? Li estas afirmações também nos livros “A História Secreta do Brasil”, profundamente anti-semita. Hoje também muitos tentam desmentir o holocausto, ou mesmo minimizá-lo. Não são correntes invejosas a quererem realizar propaganda contra os Judeus e gerarem mais ódio, como Hitler fez. Realmente não tenho respostas para estas questões. Sempre fui simpático a este povo, pois Nosso Senhor veio da estirpe de Davi, Rei de Israel. O que posso fazer por eles? Rezar pela sua conversão a Nosso Senhor Jesus Cristo e sua Igreja, o Novo Israel. De outra forma, seria incitar mais ódio físico e psicológico, como muitas vezes ocorrera no passado a este povo.

  20. Mas a discussão não é se devemos amar os judeus ou não, José Tiago. A discussão é se eles são nossos inimigos ou não. Por favor não mude de assunto.

    Caro Antonio, essa profecia já foi cumprida. Como São Paulo deixa claro em sua carta aos romanos, “nem todos os nascidos de Israel são Israel” (Rm 9, 6), isto é, apenas os que creram em Nosso Senhor permaneceram fiéis. Por isso a profecia de Zacarias que São João menciona fala da Santa Igreja quando se refere a Jerusalém. “Estou fazendo de Jerusalém uma taça de vertigem, para embriagar todos os povos dos arredores; e no cerco contra Jerusalém acontecerá o mesmo também a Judá. […] Nesse dia, procurarei destruir todas as nações que vierem lutar contra Jerusalém. Derramarei um espírito de graça e súplica sobre a casa de Davi e sobre os moradores de Jerusalém, e eles olharão para mim. Quanto àquele que transpassaram, chorarão por ele como se chora pelo filho único; vão chorá-lo amargamente, como se chora por um primogênito.” (Zc 12, 2;9-10). São João fala que esta escritura se cumpriu quando os judeus olharam Nosso Senhor na Cruz – tanto esta profecia quanto a profecia de que nenhum de Seus ossos se quebraria. Por isso a profecia de Zacarias nada tem a ver com devolver a Terra Santa aos judeus, como dizem os protestantes. Quando Jesus morreu na cruz, os judeus perderam sua herança e sua nação, e a Igreja Católica as ganhou. Os Atos dos Apóstolos nos garantem isso quando dizem “Depois disso, eu voltarei e reconstruirei a tenda de Davi que havia caído; reconstruirei as ruínas que ficaram e a reerguerei, a fim de que o resto dos homens (i.e. os gentios) procure o Senhor com todas as nações que foram consagradas ao meu Nome. É o que diz o Senhor, que tornou essas coisas conhecidas desde há séculos.” (Atos 15, 16-18). A Igreja é a Nova Israel e a Nova Jerusalém, pois a Antiga Israel e a Antiga Jerusalém passaram.

    Quanto ao controle desproporcional que os judeus têm, Deus o permite pelo mesmo motivo que permite todo o mal.

    O rabino e maçom de grau 32 Isaac Mayer Wise uma vez debochou de um pastor protestante em seu próprio jornal, o The Israelite, quando de uma discussão a respeito do caráter cosmopolita da maçonaria (pois os católicos não eram considerados cosmopolitas, por motivos óbvios). O pastor acreditava que a maçonaria era cristã, e o rabino o ridicularizou declarando que a maçonaria foi fundada por judeus como uma instituição cosmopolita, como também o cristianismo dele (i.e. o cristianismo protestante) foi criado por judeus a fim de converter os pagãos gradualmente ao judaísmo. Os judeus serem responsáveis por essas coisas não são fábulas, tampouco teorias da conspiração. Ao contrário, a conspiração é deliberadamente aberta porque os judeus sabem que poucos leem, e mesmo os poucos que leem raramente vão a fundo. Não há necessidade de conspirar secretamente. O Talmud é um livro aberto, os escritos dos pensadores marxistas da Escola de Frankfurt são abertos, etc.

    Como você diz, devemos rezar pela conversão deles. Por isso que a retirada das orações pela conversão dos judeus da Sexta-feira Santa foi uma das piores coisas que aconteceu no último século. Não só deixamos de pedir a Deus pelo bem como também passamos para os fiéis a impressão de que os judeus não precisam de conversão. Muito, muito mau…

  21. Desculpem, o link na minha mensagem acima explicando a doutrina protestante saiu errado. Segue novamente:

  22. Antonio Marcos de Oliveira, chega pra um judeu e diga que está rezando pela conversão dele, ele cuspirá na sua cara. Será um cuspe da estirpe de Jesus.
    Mas, nós, Católicos, rezamos pela conversão de todos que estão fora da Igreja e, por isso NÃO terão salvação em nossas orações diárias e EXTRAORDINARIAMENTE na sexta- feira Santa ao dizermos piedosamente: pelos pérfidos judeus.

  23. O que os atuais prelados não fazem para agradar a Sinagoga de Satanás que são os judeis atuais ( os verdadeiros judeus se converteram a fé ) ? Fazem tudo ….http://catolicidadetradit.blogspot.com.br/2013/01/eis-por-que-fe-esta-em-crise.html

  24. Prezados,

    Gostaria mesmo de ler uma explanação bem fundamentada sobre as questões levantadas pelo Antônio Marcos de Oliveira. Lembrando que se há, obviamente, de perceber a diferença entre ser judeu por herança étnica e ser judeu por herança religiosa. Entretanto, se não mais existe o judeu membro da aliança vetero-testamentária, como fica, portanto, a conversão dos mesmo como profetizado na Epístola de São Paulo aos Romanos, capítulo XI, versículos 1 a 12, especialmente 11 e 12? Transcrevo a passagem bíblica a seguir.

    1 Pergunto, então: Acaso rejeitou Deus o seu povo? De maneira alguma. Pois eu mesmo sou israelita, descendente de Abraão, da tribo de Benjamim. 2 Deus não repeliu o seu povo, que ele de antemão distinguiu! Desconheceis o que narra a Escritura, no episódio de Elias, quando este se queixava de Israel a Deus: 3 Senhor, mataram vossos profetas, destruíram vossos altares. Fiquei apenas eu, e ainda procuram tirar-me a vida? 4 Que lhe respondeu a voz divina? Reservei para mim sete mil homens, que não dobraram o joelho diante de Baal. 5 É o que continua a acontecer no tempo presente: subsiste um resto, segundo a eleição da graça. 6 E se é pela graça, já não o é pelas obras; de outra maneira, a graça cessaria de ser graça. 7 Conseqüência? Que Israel não conseguiu o que procura. Os escolhidos, estes sim, o conseguiram. Quanto aos mais, foram obcecados, 8 como está escrito: Deus lhes deu um espírito de torpor, olhos para que não vejam e ouvidos para que não ouçam, até o dia presente 9 Davi também o diz: A mesa se lhes torne em laço, em armadilha, em ocasião de tropeço, em justo castigo! 10 A vista se lhes obscureça para não verem! Dobra-lhes o espinhaço sem cessar! 11 Pergunto ainda: Tropeçaram acaso para cair? De modo algum. Mas sua queda, tornando a salvação acessível aos pagãos, incitou-os à emulação. 12 Ora, se o seu pecado ocasionou a riqueza do mundo, e a sua decadência a riqueza dos pagãos, que não fará a sua conversão em massa?!

    Obrigado,

    Com orações

    Ze Carlos

  25. Sr A. Carlos,

    Com relação ao seu negrito sobre o adjetivo “pérfido”, cito sobre esse ponto o livro que foi objeto de uma publicação neste mesmo blog, Pio XII, o Papa do Judeus, de A. Tornielli:

    “A partir do pontificado de Gregório Magno, na celebração de Sexta-Feira Santa, fazia-se referência aos “pérfidos judeus” e à “perfídia judaica”. Como todos os filólogos sabem, o termo latino perfidus tem apenas o significado de descrente, que não acredita, sendo usado pelos cristãos para designar aqueles que não acreditam na fé cristã. Mas com a introdução dos missais nas linguas vernáculas e com as traduções, aquele pérfidus latino transformou-se no inglês perfidious, no francês perfide, no alemão treulos, no holandês trouweloos, no italiano perfido, no português e no espanhol pérfido, com significado de traidor, desleal. Deste modo, passou-se de um dado real, para uma condenação moral.

    Zolli pede a Pio XII que elimine estas expressões. O Papa respondeu que o significado da palavra latina não continha um juízo moral, mas apenas uma constatação de que os judeus rejeitaram a fé cristã e portanto, eram infiéis.
    Mas mandou que o assunto passasse à Sagrada Congregação dos Rito, sendo publicada, em 10 de Junho de 1948, uma determinação em que a expressão perfidi Judaei era substituída por infidelis Judaei. João XXIII mandará abolir definitivamente a expressão. Hoje, na liturgia de Sexta-feira Santa os cristãos oram apenas “pelos judeus”, sem acréscimo de nenhum adjetivo”

    E bem interessante, é ler o próprio São Gregório Magno, na sua carta “Quis sincera”, ao bispo de Nápoles:

    ” Os que, com intenção sincera, desejam levar a reta fé os que estão longe da religião cristã devem se esforçar, com palavras atraentes, não ásperas, para que um sentimento hostil não afaste aqueles cuja mente poderia ser estimulada pela apresentação de um raciocínio claro. De fato, os que agem de modo contrário e com tal pretexto os queiram afastar do culto costumeiro de seu rito, demonstram empenhar-se mais pelos próprios interesses que por aqueles de Deus …. De fato, que utilidade traz proibir-lhes um antigo costume, se isso de nada lhe aproveita para a fé e a conversão? Ou por que estabelecermos para os judeus regras como devem celebrar as suas festividades, se com isso não podemos ganhá-los?”

  26. A. Carlos, você poderia indicar algum livro que contenha esses assuntos referentes ao protestantismo que você citou?

  27. Jorge, para um livro específico sobre o assunto, procure o “Influence of Judaism on the Protestant Reformation” do historiador judeu Heinrich Graetz. Para um livro mais geral que inclui esse assunto, procure o livro já citado de E. Michael Jones.

  28. A. Carlos, eu estou mudando de assunto?
    Amicitia = amizade (amigo), derivado de amor.
    Inimicitia; inimicìtas = inimizade (inimigo) é o contrário de amor (ódio; malquerença, hostilidade…)
    Sem sofismo, por favor!
    Aguardo as respostas!

  29. Prezada Ana Maria, o cuspe será uma honra para mim. Não foi nosso Senhor que disse, segundo Lucas 6, vers. 27 a 32. “Digo-vos a vós que me ouvis: amai os vossos inimigos, fazei bem aos que vos odeiam,

    abençoai os que vos maldizem e orai pelos que vos injuriam.

    Ao que te ferir numa face, oferece-lhe também a outra. E ao que te tirar a capa, não impeças de levar também a túnica.

    Dá a todo o que te pedir; e ao que tomar o que é teu, não lho reclames.

    O que quereis que os homens vos façam, fazei-o também a eles.

    Se amais os que vos amam, que recompensa mereceis? Também os pecadores amam aqueles que os amam.”

  30. Quem está sofismando é você, que insinua que Nosso Senhor ensinou que nunca teríamos inimigos.

  31. Antonio Marcos de Oliveira, mas afinal de contas, eles são inimigos? Pelo seu comentário achei que vc pensasse ser fábula e conspiração o que se fala deles…. mas deixa isso pra lá, pq estou sem tempo. abraços

  32. Prezados,

    Se inimigos ou não, assim nos ensina o Catecismo da Igreja Católica:

    674. A vinda do Messias glorioso está pendente, a todo o momento da história (634), do seu reconhecimento por «todo o Israel» (635), do qual «uma parte se endureceu» (636) na «incredulidade» (Rm 11, 20) em relação a Jesus. E Pedro quem diz aos judeus de Jerusalém, após o Pentecostes: «Arrependei-vos, pois, e convertei-vos, para que os pecados vos sejam perdoados. Assim, o Senhor fará que venham os tempos de alívio e vos mandará o Messias Jesus, que de antemão vos foi destinado. O céu tem de O conservar até à altura da restauração universal, que Deus anunciou pela boca dos seus santos profetas de outrora» (Act 3, 19-21). E Paulo faz-se eco destas palavras: «Se da sua rejeição resultou a reconciliação do mundo, o que será a sua reintegração senão uma ressurreição de entre os mortos?» (Rm 11, 15). A entrada da totalidade dos judeus (637) na salvação messiânica, a seguir à «conversão total dos pagãos» (638), dará ao povo de Deus ocasião de «realizar a plenitude de Cristo» (Ef 4, 13), na qual «Deus será tudo em todos» (1 Cor 15, 2).

    Com orações,

    Zé Carlos

  33. O Catecismo Vaticano II está errado se ele implica que os judeus se salvam. Fora da Igreja não há salvação!

  34. Prezado A. Carlos,

    O CIC, no artigo acima exposto, não diz que eles se salvarão fora da Igreja Católica. A extrapolação por você feita, a ponto de desacreditar a atual edição do CIC, que deve ser feita por membros da hierarquia católica com competência e indicados para tal, deveria ser outra e, aproveito, para fazê-la: Eles se converterão no final dos tempos e se salvarão, portanto, os judeus se converterão à Igreja Católica, onde encontrarão a salvação, fora da qual não é possível alcançá-la.

    Não me debruçarei sobre o CIC aqui, pois foge totalmente ao cerne do que está em discussão neste post. Quando houver um sobre o CIC, quem sabe, outros mais doutos poderão discorrer seriamente sobre o tema?

    Com orações

    Zé Carlo

  35. Essa extrapolação está errada de tantas formas que é até difícil escolher por onde começar a refutá-la! Primeiro porque as profecias referem-se, como já demonstrei, à Igreja Católica. Segundo que elas não têm como se referir aos judeus modernos pois eles nada têm a ver com os judeus antigos, salvo o nome. Terceiro que os judeus não têm como se converterem em sua totalidade no final dos tempos pois muitos já morreram judeus mesmo sem conversão. Será então que só os que sobreviverem até lá serão salvos, pois logo antes do fim do mundo converter-se-ão? Isso não parece injusto para você?

    Portanto, se, como você diz, o Catecismo Vaticano II realmente não diz que eles se salvarão fora da Igreja, então ele só pode estar falando da própria Igreja. Se não, então seja qual for a extrapolação que ele faça, seja a minha, seja a sua, ele está errado como acabo de provar.

    Você disse que não quer se debruçar sobre o Catecismo, e eu também não queria, por isso minha última resposta ter sido curta e grossa, mas já que você comentou então eu faço questão de fazê-lo. Para mim está bem claro que o Catecismo não erra nesse parágrafo, isto é, não ensina nenhuma das duas extrapolações erradas. Ele ensina a verdade, isto é, que Deus está salvando um restante dos judeus que permaneceram crentes desde o Antigo até o Novo Testamento (ou seja, aceitaram Nosso Senhor e portanto uniram-se à Igreja Católica), cuja totalidade compõe o que São Paulo chama de “todo o Israel”. Por quê? Ora, porque ele cita Romanos 11, onde São Paulo explica, no versículo 5, justamente o que ele quer dizer por “todo o Israel”.

    Mais do que essa claridade do catecismo, eu tenho certeza absoluta que ele de forma alguma não insinua nem que os judeus salvar-se-ão sem a necessidade de pertencerem à Igreja de Cristo, nem que haverá uma conversão em massa dos judeus logo antes do fim dos tempos. Isso é fácil de reparar, basta ler o citado parágrafo 674 com atenção. Primeiro, repare que o catecismo não está fazendo exegese bíblica. Ele só faz uma afirmação introdutória elementar (a de que o retorno de Nosso Senhor só acontecerá depois que todos os que Ele quer salvar sejam salvos, isso é bem óbvio) e depois cita alguns versículos das cartas do Novo Testamento, nenhum dos quais fala de nenhuma conversão em massa antes do fim dos tempos, nem em salvação fora da Igreja.

  36. Em tempo:
    A. Carlos, os inimigos são: a carne, o mundo e o capeta!

  37. Prezado A. Carlos,

    como disse, não me debruçarei sobre o Catecismo da Igreja Católica, pois aklém de não ser o cerne do post, esta matéria seria melhor exposta por quem de direito e mais preparado o que exclui nós dois, mas para fechar o assunto, creio que falamos o mesmo usando palavras diferentes. O fato é que os judeus se converterão no final dos tempos, como ensina o CIC. Se serão 100% da população judaica ou 10% deles não importa; isso é coisa para instituto de estatística. Da mesma forma como nem todos os católicos serão salvos só e unicamente por pertencerem à Igreja Católica…

    Com orações

    Zé Carlos.

  38. Decerto que essa não é uma lista completa de nossos inimigos. Ela não inclui, por exemplo, os comunistas, os maçons, os muçulmanos, etc.

    Não dissemos a mesma coisa. Eu disse que alguns judeus, como por exemplo São Pedro, se salvaram porque permaneceram fiéis. Você disse que os judeus que foram infiéis rejeitando a Nova Aliança e fundando uma nova religião humana se salvarão, pelo menos alguns deles. Bem diferente.

    Não é fato nenhum isso aí. O CIC não ensina isso. Nem as Sagradas Escrituras.

  39. A. Carlos, os comunistas, os maçons, os muçulmanos, etc., ou melhor, o comunismo, a maçonaria e o islamismo etc. estão inclusos no conceito de mundo e maligno (vulgo capeta), assim como a carne faz referência ao hedonismo, homossexualismo, adultério, fornicação etc.
    Continuo aguardando as respostas!
    Tudo com Jesus! Nada sem Maria!

  40. A Carlos,

    Da forma como vc colocou, de fato, não falamos os mesmo.

    Em nenhum momento eu disse que os “judeus que foram infiéis rejeitando a Nova Aliança e fundando uma nova religião humana se salvarão”. O que disse foi: 1) que os judeus existentes, para o cumprimento do que está previsto nas Sagradas Escrituras – e exposto no CIC 674 – para o final dos tempos, se converterão à Igreja Católica e 2) Se serão todos ou parte deles é algo que só Deus sabe.

    Prefiro aguardar alguém de direito, preparado e designado para deslindar este ponto; o que certamente exclui eu e você.

    Com orações

    Zé Carlos