Resistir aos ídolos modernos, sem temor de ir “contra a corrente”.

O que significa isto para nós? Quando afirmamos: “Eu creio em Deus”, dizemos como Abraão: “Confio em ti, confio-me a ti, Senhor”, mas não como a Qualquer um a quem recorrer somente nos momentos de dificuldade ou a quem dedicar qualquer momento do dia ou da semana. Dizer “Eu creio em Deus” significa fundar sobre Ele a minha vida, deixar que a sua Palavra a oriente a cada dia, nas escolhas concretas, sem medo de perder algo de mim mesmo. Quando, no Rito do Batismo, por três vezes pergunto: “Crês?” em Deus, em Jesus Cristo, no Espírito Santo, na santa Igreja Católica e nas outras verdades de fé, a tríplice resposta é no singular: “Creio”, porque é a minha existência pessoal que deve receber um avanço com o dom da fé, é a minha existência que deve mudar, converter-se. Cada vez que participamos de um Batismo devemos perguntar-nos como vivemos cotidianamente o grande dom da fé.

Abraão, o crente, ensina-nos a fé; e, como estrangeiro na terra, nos indica a verdadeira pátria. A fé nos torna peregrinos na terra, inseridos no mundo e na história, mas em caminho para a pátria celeste. Crer em Deus nos torna, portanto, portadores de valores que frequentemente não coincidem com a moda e a opinião do momento, pede-nos para adotar critérios e assumir comportamentos que não pertencem ao modo comum de pensar. O cristão não deve ter temor de ir “contra a corrente” para viver a própria fé, resistindo a tentação da “uniformidade”. Em tantas de nossas sociedades Deus se tornou o “grande ausente” e no seu lugar estão muitos ídolos, diversos ídolos e sobretudo a posse e o “eu” autônomo. E também os significativos e positivos progressos da ciência e da técnica têm levado o homem à ilusão de onipotência e de auto-suficiência, e um crescente egocentrismo criou não poucos desequilíbrios dentro dos relacionamentos interpessoais e dos comportamentos sociais.

Da catequese do Santo Padre, o Papa Bento XVI, sobre o Credo – 23 de janeiro de 2013.

Um comentário sobre “Resistir aos ídolos modernos, sem temor de ir “contra a corrente”.

  1. QUEM DESEJAR SER CRISTÃO HOJE EM DIA TERÁ DE COMPORTAR-SE DIFERENTEMENTE
    Não ser um tipo esquisito, como se comportam em certas seitas evangélicas exteriormente, mulheres com roupas propositadamente chamando a atençaõ quase arrastando ao chão e homens vestidos como doutores em altas reuniões, de biblias grande às mãos; só exterioridade, pois o principal a mente e os corações estão longe uns dos outros, já que por sermos diferentes, lá dentro cada um é censor do outro, inclusive das homilias do pastor: tudo ali não passa de mera ilusão.
    Igual a bola de árvore de Natal: linda por fora, oca por dentro.
    Tal diferente procedimento se condicionará a responsabilidades no estudo, na prática da fé, não comparecimento a certos ambientes e mesmo amizades com pessoas deleterias á fé; seria algo desprezado, até marginalizado, quem sabe, mas o Mestre Jesus é exigente: quem quiser vir após mim abnegue-se a si mesmo, tome sua cruz e siga-me, inaceitando adesão parcial ou convencionada a fatores quaisquer, é radical.
    A opção é nossa entre o que passa e o que permanece para sempre; decida-se.

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