Nova primavera: Igreja alemã reduz número de Paróquias.

Berlim (RV) – Em carta pastoral enviada aos fiéis da capital alemã em dezembro passado, o Cardeal Arcebispo de Berlim, Rainer Marìa Woelki, anunciou que em breve será colocado em prática um plano que prevê, em sete anos, a redução em 70% do número de paróquias no noroeste da Alemanha.

“As 105 igrejas da Arquidiocese, diz a carta – serão reduzidas a 30 paróquias até 2020”, uma redução que afetará cerca de 400 mil católicos da Arquidiocese de Berlim”. Em declaração à Agência Katholische Nachrichten (KNA), o Purpurado explicou que, em média, se reduzem 11 paróquias por ano na região pós-comunismo, que inclui as cidades de Berlim, Brandenburgo e Mecklenberg-Vorpommern.

“Esta não é somente uma reforma administrativa, mas também uma reforma espiritual”, afirmou o Cardeal, acrescentando que o objetivo da redução é dar à arquidiocese uma “estrutura sustentável”.

O bispo alemão George Maximilian Sterzinsky – predecessor de Dom Woelki e falecido em 2012 -, havia dado início a fusão de paróquias há seis anos, com vistas à redução da dívida de 140 milhões de dólares da arquidiocese, após a reunificação da Alemanha.

Atualmente, as paróquias atendem uma média de 3.810 fiéis nas missas dominicais. Com a redução das paróquias este número subiria a 13.300 católicos.

Na carta dirigida aos fiéis, Dom Woelki explicou que a decisão foi tomada com base “nos futuros processos de desenvolvimento e devido à redução da população”. Segundo estudos, em 17 anos haverá uma redução em 30% no número de fiéis em algumas regiões. A decisão também foi tomada devido à escassez de dinheiro e de pessoal.

80% dos católicos alemães vivem em Berlim, cidade que recebeu uma ajuda de 39 milhões de dólares de outras dioceses católicas em 1999. A Igreja Católica na Alemanha é uma das menos endividadas do mundo, país onde o imposto eclesiástico é obrigatório.

Na Áustria, por sua vez, o Cardeal Arcebispo de Viena, Dom Christoph Schönborn, também anunciou sua decisão de reduzir as atuais 660 paróquias da arquidiocese para 150. (JE)

13 Comentários to “Nova primavera: Igreja alemã reduz número de Paróquias.”

  1. É isso aí, não tem “freguesia” tem que fechar as portas.

    Eis um belo fruto do tal “ecumenismo” do CVII. Eis aí um belo resultado da fala inconsequente, antibíblica e fatal de alguns membros da própria Igreja, para quem ela não tem o monopólio da salvação, que o “extra ecclesiam nulla salus” é coisa ultrapassada, que os tempos são outros.

    São, são mesmo. São tempos de fechar paróquias para diminuir as dívidas, já que os católicos, assim aconselhados pelos seus pastores, obviamente desertaram para igrejas evangélicas, rituais vodus, espiritismo, racionalismo cristão, ou simplesmente perderam a fé.

    Vamos fechando, até quando Deus, em sua infinita misericórdia e decerto com os olhos postos “num resto” (Rm 11), quiser.

  2. Quando Roma abrirá os olhos? São Miguel Arcanjo, ajude-nos a arrancar Satanás da Santa Igreja!

  3. E viva a nova primavera da Igreja.

  4. “trago essa rosa, para lhe dar!
    Trago essa rosa, para lhe dar!
    Trago essa rosa, meu amor! Hoje o céu está tão lindo??
    Sai chuva!
    Hoje o céu está tão lindo!
    Sái chuva!
    É primavera!É primavera!”

    O “profeta” às avessas, Tim Maia, tinha razão.

  5. Já querem reablitar o maldito lutero…

  6. … Porém quando vier o Filho do Homem, acaso achará fé sobre a terra? ( Lc 18,8 )

  7. O CVII não “pegou” na Alemanha? Ou será que “pegou” demais?

  8. Bem, se o bispo já se considerou fracassado no seu múnus, afinal, admite que 30% do rebanho da sua arquidiocese vai se reduzir nos próximos anos, ao invés de reduzir o número de paróquias, deveria ele renunciar e rogar ao Santo Padre para que escolha alguém mais competente para pastorear os fieis.

  9. Enquanto isso o Seminário da FSSPX nos EUA está desesperado para ampliar as instalações porque já não há mais espaço para tantas novas vocações. Fratres, que tal colocar aquele vídeo do projeto no novo seminário da maldita, cismática e nada primaveril FSSPX?

  10. Por que os bispos não tentam imitar as atitudes e atividades dos missionários quando a Igreja se expandia e não desistem dessas imbecilidades do Vaticano II, que destroem a Igreja?

    Se uma empresa tivesse bispos assim como administradores, ela estaria falida ou eles estariam desempregados…

  11. O que me diverte é ver os “profetas da hermeneutica da continuidade” vendo o seu “castelinho de areia” se desmanchar entre os dedos.

  12. Se fechassem todas as igrejas onde os sacramentos não são administrados ou o são de maneira incorreta, creio que não sobraria quase nenhuma aberta e aí não seriam paroquias que desapareceriam, mas sim dioceses inteiras.

    Gostei do comentário do Sr. Rogério amaral Silva, pois é, a velhacaria do CVII está caindo de podre e eles estão desesperados com as promessas feitas em Fátima.

  13. Luiz Fernando, gostei do lema: “Vaticano II … comemorar o quê?”. Bom título para um congresso tradicional católico, não? Ou “errar é humano, persistir no erro é burrice: o Vaticano II não foi infalível e precisa ser abandonado”.