Arquidiocese de Curitiba volta atrás. E o suco de uva ficará só para as refeições.

Após a veiculação de matéria no Fratres in Unum sobre a autorização de Dom Moacyr Vitti para o uso de vinho sem álcool e suco de uva nas missas, a Arquidiocese de Curitiba retirou do ar a nota oficial então publicada em seu site. No fim da noite de ontem, a Folha de São Paulo divulgou a matéria a seguir, dando conta de que a arquidiocese paranaense teria voltado atrás, provavelmente, consideramos nós, após uma intervenção superior. Não deixa de ser curiosa a referência quase que literal, não se sabe se inserida por conta própria pela autora da matéria ou se diz respeito à comunicação da arquidiocese, à correção feita por vários leitores do Fratres à matéria publicada do G1, que afirmava que o “vinho representa o sangue de Cristo”.

Lei seca cria polêmica com Igreja Católica no Paraná

garrafas_suco_de_uvaPor Lorenna Rodrigues – Folha de São Paulo | A entrada em vigor da nova lei seca, que proíbe qualquer vestígio de álcool no sangue de motoristas, criou polêmica até mesmo na Igreja Católica.

A política de tolerância zero preocupou padres que, durante a celebração da eucaristia, bebem vinho com alto teor alcoólico, o chamado vinho canônico.

Esse vinho é licoroso, com graduação alcoólica de 16%. Os vinhos tradicionais têm, geralmente, graduação alcoólica de 7% a 13%. O alto teor de álcool e de açúcar na bebida usada nas celebrações serve para conservá-la por mais tempo, já que será consumida lentamente.

Com receio de ver os párocos barrados em alguma blitz, o arcebispo de Curitiba, Dom Moacyr José Vitti, autorizou, na semana passada, que o vinho canônico fosse trocado por vinho sem álcool ou suco de uva.

A orientação foi seguida por arquidioceses do interior do Paraná, como a de Maringá.

Ontem, porém, a arquidiocese de Curitiba voltou atrás e informou que nova nota com orientação para os padres será distribuída nesta sexta-feira.

A recomendação agora é que os celebrantes reduzam ao máximo a ingestão do vinho durante as missas. A substituição da bebida alcoólica por outra só será feita apenas nos casos autorizados pela Santa Sé, que permite a troca somente para padres com problemas de saúde ou com histórico de alcoolismo.

A arquidiocese orientou ainda que os celebrantes parados pela fiscalização apresentem documentos comprovando sua ligação com a igreja, para justificar algum teor alcoólico flagrado pelo bafômetro.

O Ministério das Cidades informou que a lei é válida para todos os casos e não há brechas que permita a liberação de padres flagrados dirigindo com concentração de álcool no sangue.

Segundo a arquidiocese, a substituição do vinho só é permitida em casos extremos porque a bebida é considerada a “matéria do sangue de Jesus Cristo”, que teria transformado pão e vinho em seu corpo e sangue na última ceia.

Para os católicos, o vinho não apenas representa, mas se transforma no sangue de Jesus após a consagração eucarística.

Procurada, a CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil) disse não ter porta-voz disponível para comentar o assunto.

40 Comentários to “Arquidiocese de Curitiba volta atrás. E o suco de uva ficará só para as refeições.”

  1. Benedito seja este blog! Selo “São Pio X de Ortodoxia e Tradição e Tudo Mais de Bom” para ele.

    Isso é servir a Santa Igreja.

  2. Não havia “porta-voz para comentar o assunto” = a freirinha de anel de tucum (assessora de comunicação) estava em alguma reunião sindical ou programando a próxima invasão do MST.

    Ou os bispos consultarão um catecismo sério para saber se os leigos “extremistas, ultra-conservadores, radicais tradicionalistas, lefebvristas, cismáticos”, etc têm alguma razão, já que a cultura nietzchiana e marxista da CNBB não lhes dá subsídios sobre essas coisas de Igreja, sabem como é, né?

    Um voluntário motorista para levar o padre daqui para ali sempre existiu. Não precisavam apelar para a invalidação do sacramento em sua matéria (vinho) para lamberem as botas do governo, como o clero tem feito ultimamente.

  3. Álcool, tolerância zero e Constituição
    ESCRITO POR IVES GANDRA DA SILVA MARTINS
    06 FEVEREIRO 2013
    ARTIGOS – DIREITO

    Pessoalmente, entendo que é uma lei contrária à lógica e à razão.

    Reza o artigo 5º, inciso VI, da Constituição Federal que “é inviolável a liberdade de consciência e de crença, sendo assegurado o livre exercício dos cultos religiosos e garantida, na forma da lei, a proteção aos locais de culto e a suas liturgias”.

    É do conhecimento geral que a religião católica apostólica romana tem a missa como centro de sua liturgia e, nesta, o momento mais solene é o da consagração das espécies, em que, pela transubstanciação, o pão e o vinho se transformam no corpo e no sangue de Cristo, sem alteração das espécies.

    O gesto de Cristo, na última Ceia antes do martírio do julgamento, via crucis, calvário e cruz, é renovado há dois mil anos pelos sacerdotes ordenados, que ingerem o vinho transubstanciado em pequena quantidade.

    O número reduzido de sacerdotes para o grande número de fiéis leva muitos deles a “binarem” ou “trinarem” (oficiam 2 ou 3 missas por dia) em lugares diversos, ingerindo, pois, em cada consagração, uma pequena quantidade de vinho.

    Ora, pela lei “politicamente correta” – segundo a qual qualquer quantidade afetaria necessariamente as habilidades dos motoristas – aprovada com grande estardalhaço midiático, multas elevadíssimas e até pena de prisão serão aplicadas aos motoristas que tenham consumido até mesmo um bombom com licor, pois a tolerância é zero.

    Ora, como os sacerdotes católicos não podem deixar de rezar a missa diária e nem de atender os fiéis em diversas igrejas e lugares para os ofícios – como ministrar extrema unção em hospitais, encomendar corpos em velórios, além de sua pastoral normal – e não gozam das mordomias oficiais dos agentes públicos de certo escalão, nos três Poderes (que se utilizam de motoristas pagos pelo erário público), pois vivem com orçamentos limitados, são obrigados a dirigir seus próprios carros no exercício de sua atividade sacerdotal.

    Ora, qualquer deles está sujeito, numa “blitz”, a ser multado e, na reincidência, preso, em fantástica violação ao art. 5º, inciso VI da Constituição Federal, que proíbe qualquer limitação ao culto das religiões, cujo livre exercício é assegurado, sendo inviolável a liberdade de crença.

    A lei de tolerância zero, que cerceia a liberdade de culto – culto este que tem 2 mil anos no mundo inteiro e em todos os países, até mesmo na maioria dos islâmicos – é, neste particular, manifestamente inconstitucional, pois impede o exercício da atividade pastoral dos sacerdotes católicos apostólicos romanos, proibindo-os de dirigir os seus próprios carros para atender os fiéis nos casos em que sua presença se faz necessária, desde o nascimento até a morte (batismo, casamento, extrema unção e encomenda de corpo).

    Assim, caso algum sacerdote seja multado ou preso por exercer a sua atividade, poderá ser arguida a inconstitucionalidade manifesta da lei, que representa o cerceamento de sua ação pastoral.

    Em minha opinião, caberia, inclusive, uma ação direta de inconstitucionalidade pela qual, conforme jurisprudência pacífica no STF, a inconstitucionalidade seria decretada sem redução do texto legal, que seria mantido, exceto nessa hipótese.

    Pessoalmente, entendo que é uma lei contrária à lógica e à razão. Deveria ela punir apenas aqueles que tivessem bebido quantidade de álcool suficiente para afetar suas habilidades de motorista, e não partir do pressuposto, absolutamente imbecil, de que qualquer gota de álcool pode afetar tais habilidades. O problema é sempre o mesmo: as autoridades querem se eximir de fiscalizar. Como dá mais trabalho verificar se o condutor ingeriu a dosagem mínima que a lei admite, adotam a “tolerância zero”. Com isso, no Brasil, todos os que comerem um bombom com licor tornam-se inabilitados para dirigir, porque têm, por ficção, suas faculdades mentais afetadas. Ora, o “politicamente correto” não pode excluir a razoabilidade, sob pena de se transformar em “estupidez politicamente correta”, que ficará no anedotário da história para as futuras gerações.

    Ives Gandra da Silva Martins é jurista e, entre outros títulos, professor emérito das Universidades Mackenzie e Unip, das Escolas de Comando e Estado Maior do Exército e Superior de Guerra e membro nato do Conselho Superior da Associação Comercial de São Paulo.

    Publicado no Diário do Comércio.

    Fonte: http://www.midiasemmascara.org/artigos/direito/13832-alcool-tolerancia-zero-e-constituicao.html

  4. Esses não são assuntos para os quais a CNBB tenha um porta-voz, se fosse alguma invasão dos sem-terra ou algum outro problema semelhante, ela teria.

  5. Todo povo de Deus comemora! So queria saber quem foi que ligou pro arcebispo e o teor da conversa :)

    E no caso da CNB do B, aposto que fosse sobre qualquer assunto político, ou sem relevância católica, eles teriam comentando!

  6. -Procurada, a CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil) disse não ter porta-voz disponível para comentar o assunto.!!!????

  7. Não adianta argumentar que é o Sangue de Nosso Senhor, os racionalistas pagãos não entendem isso.

  8. Ontem a CNBB só teve tempo de condenar o PL que retira poderes de investigação do Ministério Público: http://www1.folha.uol.com.br/poder/1227546-cnbb-e-contra-tirar-poder-de-investigacao-do-ministerio-publico.shtml

  9. Parabéns aos amigos do Fratres que prestam um serviço inestimável à Santa Igreja

  10. Estou lendo um livro do Padre Pio de Pietrelcina e suas missas duravam três horas sendo que só a “Ação de Graças” durava uma hora.

    Nas missas atuais nem mais ação de graças se tem, aliás qual é a graça da missa nova? Então o álcool ingerido pelo sacerdote santo, como Padre Pio, tinha um efeito bem diferente dos atuais sacerdotes.

    Como já havia dito em postagem anterior: se os sacerdotes estivessem preocupados com o problema do alcoolismo no clero, voltariam a ensinar os sete pecados capitais e que ficar de pilequinho é o pecado da gula enquanto que a virtude oposta é a Temperança.

    As pessoas hoje se embriagam porque utilizam o álcool como entorpecente para poder cair no pecado da luxuria cuja virtude oposta não é a pobreza como dizem os padres comunistas mas sim a pureza, porque luxuria é a fornicação, o pecado do sexo fora do casamento.

  11. Que Deus continue abençõando esse site. Força irmãos, vocês não estão sozinhos!

  12. “A arquidiocese orientou ainda que os celebrantes parados pela fiscalização apresentem documentos comprovando sua ligação com a igreja, para justificar algum teor alcoólico flagrado pelo bafômetro.”

    Sugestão de documentos comprovando sua ligação com a Igreja: Batina??? Tudo bem que sempre é necessário ter a documentação em dia, mas creio que a Batina ajuda bastante…

  13. Rsssssssssssss….
    Alguém ainda esperava que a CNBB diria algo???
    Imagina…
    As trocentas milhões de comissões e subcomissões lideradas pelos padrecos e freirocas de tucum no dedo, estão assoberbadas em produzir mais um milhão de textos sobre meio ambiente, sobre invasores de terras, sobre análise de conjuntura do governo da dona dilma, etc…para serem analisadas na próxima reunião dos Bispos em abril…
    Culto divino, Sacramentos, Salvação eterna, Penitência quaresmal, Conversão, Leitura espiritual, Via Sacra?????? Nunca…..Isso é coisa pré – conciliar…Tridentina…
    Afinal, “se o inferno existe, está vazio”, não é isso que disse um dos “grandíssimos” teólogos peritos do Concílio???
    Mãe Aparecida, rogai por nós!

  14. Se voltou atrás, é porque de fato o que foi noticiado inicialmente era a verdade.

    Como já dizia S. Pio X, os amigos do povo são os tradicionalistas.

    É deplorável se deparar com neo-cons, seguidores das inovações do CV II, tergiversando, dizendo que não é bem assim, que não foi bem isso, etc., virando as costas para os fatos, evitando defenderem a Igreja contra mais esse sacrilégio, num servilismo cretino que só serve para eles darem palminha um nas costas dos outros e louvarem suas “plena comunhão”.

    A legítima obediência e o respeito para com as autoridades é bem diferente do que encontramos em sites neo-cons. É louvável a reta intenção e o amor que eles tem pela Igreja. Mas, com certeza, estão imbuídos de um espírito perverso que é completamente prejudicial para a Igreja.

    Temos que aprender a viver com essa situação antagônica. Os que se opôe ao erro e ás más autoridades são considerados inimigos da Igreja, enquanto os que enfiam o rosto debaixo da terra e tudo justificam são considerados os justos e amantes da Igreja.

  15. Vamos parar de lengalenga, se a cnbb abrosse a boca ia confirmar o suco!

  16. Deus escreve certo por linhas tortas, os blogueiros Católicos precisam agora postar sobre o DOGMA da Eucaristia e temos apagar o incêndio criado por muitos Católicos que, até sem querer, por n terem a mínima formação e MANIA DE FALAR DO QUE N SABE negaram o dogma em favor do álcool e do acidente do acidente tão bem explicados por São Tomás.

  17. Na Eucaristia se repete, se renova, o sacrifício de Jesus no calvário, quando derramou o seu sangue. E a condenação ocorreu exatamente por causa da contrariedade da vontade e do plano de Deus aos interesses do poder político da época. É pública, e assumida nas suas linhas de ação, a oposição da atual elite governante brasileira à Igreja Católica. Tantos foram os mártires na história de nossa Igreja, a começar pelo próprio Cristo, seguido por S. Estevão, os apóstolos e milhares, ou milhões, de outros que foram perseguidos, presos e até derramaram o próprio sangue por obedecerem à Lei de Deus e não a dos homens. Durante a perseguição nazista quantas celebrações da Santa Eucaristia aconteceram, até mesmo dentro dos campos de concentração!
    Rezemos, para que os nossos Padres sejam para nós modelo de fé e de obediência. Que o sim de cada sacerdote ao chamado de Deus seja, a exemplo do SIM da Mãe de Cristo, Sumo e Eterno Sacerdote, sem importar com as consequências para levar em frente a sua missão.
    Muito nos conforta e alegra a notícia agora publicada!
    Obrigado Dom Moacir por repensar esse fato, o seu rebanho, e toda a Igreja do Deus Vivo, agradece por esta atitude e reza pelo Senhor e por todos os bispos e padres do Brasil para que encontrem outras alternativas e não caírem nesta arapuca.
    É sábia e louvável a nova decisão: NÃO ME ENVERGONHO DE MUDAR DE IDÉIA PORQUE NÃO ME ENVERGONHO DE PENSAR (Pascal).

  18. Para que não haja confusão:

    O Preciosíssimo Sangue de Nosso Senhor transubstanciado na Missa permanece com os acidentes do vinho. Assim, hipoteticamente, se algum padre fizer o teste do bafômetro logo após a Santa Missa, o resultado dará “positivo”, ou seja, acusará a presença de álcool.

  19. Certamente essa é a melhor saída no momento. Mas penso que o Bispo deveria, num esforço maior, consultar a Santa Sé, se já não o fez, para saber se nesse caso específico, diante de uma lei nacional, haveria a possibilidade de uma interpretação extensiva da regra, se ela já não for numeros clausus; abrindo-se, portanto, à possibilidade de que os Padres possam celebrar com o suco de uva, já que, objetivamente, a isso a doutrina não se opõe.

    É de se lamentar, entretanto, que haja uma certa torcida, por parte de alguns, tanto para que se permita o suco de uva, como para que se proiba; e que parecem surgir em razão de uma revolta contra os cânones, ou em razão de um apego aos cânones. Penso que, se deva haver uma torcida, que ela seja somente para que os padres possam celebrar as missas, sem constrangimento do Estado. Quanto ao modo, penso que não compita a nós dizer como deverá ser.

    Portanto, se torço para que se use o suco de uva, isso não deve ser por razões de revolta, mas porque isso facilitará aos padres celebrarem a missa. Quem quer que se apegue aos cânones pelos cânones, sem lembrar da necessidade das missas, erra tanto quanto aqueles que, a título de vanguardismo, torcem para que o suco de uva prevaleça.

  20. “Bien que le pain et le vin soient la matière du Sacrement de l’Eucharistie qui, par une prérogative singulière, est à la fois Sacrement et Sacrifice, jamais cependant il ne s’éleva parmi les chrétiens de controverse au sujet du vin ; tous par ce nom comprennent cette liqueur exprimée du raisin, servant de
    boisson à l’homme, quelle que soit d’ailleurs sa couleur ou sa qualité”. (Cardeal Bona, De la Liturgie, Louis Vivès, Paris, 1874).

    “Conquanto o pão e o vinho sejam a matéria do Sacramento da Eucaristia que, por uma prerrogativa singular, é ao mesmo tempo Sacramento e Sacrifício, nunca contudo se levantou entre os cristãos controversa acerca do vinho; todos, por este nome, compreendem este licor extraído da uva, servindo de bebida ao homem, qual quer que seja a propósito sua cor e sua qualidade”.

  21. Sugestiva e bastante inteligente, eu diria, até provocativa a foto ao lado da matéria.
    Suco de uva “Santomé”.
    Eu só acredito vendo…
    Parabéns.

  22. César.
    8 fevereiro, 2013 às 2:05 pm

    Para que não haja confusão:

    O Preciosíssimo Sangue de Nosso Senhor transubstanciado na Missa permanece com os acidentes do vinho. Assim, hipoteticamente, se algum padre fizer o teste do bafômetro logo após a Santa Missa, o resultado dará “positivo”, ou seja, acusará a presença de álcool.
    MENTIRA! Leia São Tomás de Aquino.

  23. Lister Leão, se vc n é Católico pq fala dos assuntos dos Católicos? N existe torcida pra nada aqui, o que existe é DEFESA DE UM DOGMA e Católicos blasfemando em favor do suco e negando dogma. Só isso. Pouca coisa né? Só se perde a alma com isso, básico.

  24. Que se mantenha o vinho na Missa e o padre que vá de táxi.

  25. O clero não pode usar o transporte coletivo?

    Acho que haveria maior aproximação dos pobres…Não é tudo pelos excluídos?Opção preferencial pelos fracos e oprimidos?

    Por que essa necessidade burguesa do clero de só querer andar de carro particular?

    Meio incoerente,não?

    Andem de ônibus,metrô,trem…Não haverá problema com a Lei Seca.

    Fica a dica!

  26. Sra. Ana Maria Nunes,

    Antes, alguns esclarecimentos:

    1 – Não estou defendendo a posição de Dom Vitti, muito pelo contrário, diga-se de passagem;

    2 – Estava, justamente, querendo previnir os católicos de um erro que, eventualmente, poderia acontecer no entendimento da questão.

    Pois bem: parece-me que a senhora comete, exatamente, o erro que eu estava querendo previnir…

    Mas, que bom que a senhora – mesmo imprudentemente – põe sobre meus ombros uma mentira (com maiúculos e negrito). Pois, assim, motiva-nos a esclarecer melhor.

    Pelo que vejo, a senhora leu o Doutor Angélico. Mas, não sei se entendeu. Bom seria se coloquesse as fontes exatas, pois o mesmo São Tomás de Aquino ensinou diversamente.

    Queira, por favor, consultar a Suma Teológica, IIIa Parte, Q. 77. (especialmente – mas, não somente – o artigo 3).

    Espero que compreenda e fique com Deus!

  27. César, sua afirmação n foi mentirosa: mentira têm nos catecismos e Trento. Mentira têm nos milagres eucaristicos que NÃO foram encontrados álcool, onde já se viu isso, n é mesmo?
    Imprudente e sem compreensão sou eu que, ouso crêr. Absurdo.
    N quero ficar com o seu Deus, no sangue dele tem álcool!

    ******************************************************************
    Outro detalhe: n sei o pq a preocupação com os padres, E os leigos? Ao receber somente a Hóstia HÁ nela Sangue do Senhor, corpo, alma e divindade. Se vai pegar o padre, pega tb os leigos.
    Mas que imprudência minha, compreendi tudo errado.

  28. I Coríntios, 11:20-21
    20. De fato, quando se reúnem, o que vocês fazem não é comer a Ceia do Senhor,
    21. porque cada um se apressa em comer a sua própria ceia. E, enquanto um passa fome, outro fica embriagado.
    Ops… fica embriagado com a Ceia do Senhor?

  29. Eu não sei aonde o César disse algo que contrariasse a fé católica ou que seja contrária ao que ensina a Santa Igreja em seus catecismo e magistério.

    Primeiro ele confessou a maravilhosa transformação da SUBSTÂNCIA do vinho no sangue de Nosso Senhor.

    Segundo, ele disse que os acidentes permanecem… Por acaso, alguém nega?!

    Evidentemente, quem bebe o sangue de uma pessoa não pode ficar alcolizado… então porque o bafafa inicial sobre vinho e suco de uva?

    Creio que o artigo 6 da questão 77 ajuda a elucidar a essa questão;

    Só uma pergunta:

    Quem se aproxima do vinho transubstanciado no sangue de Jesus, sente odor de vinho ou de sangue?

    PS. O perigo de citarmos s. Tomás é revelarnos a nossa enorme ignorância, visto que a Suma é complicadíssima. Caso a indicação feita não corresponda ao assunto debatido, ficaria grato caso alguém esclarecesse melhor o assunto.

    PS 2. Quem quiser acusar alguém de faltar com a verdade, ainda mais em matéria que envolve a Fé, deve pelo menos fazer com o mínimo de fundamento, sem afirmações levianas, apressadas e precipitadas. Deve agir de tal modo que aponte o erro da pessoa com a porsterior refutação. E se ainda se mete a indicar fontes como apoio, deve fazer com precisão e não de forma infantil e imatura, como meio de desacreditar o oponente.

  30. olha, nao sei nada desta discussao. nada. nem li a materia por inteiro.

    alias, nao sei se adianta discutir alguma coisa quando, aqueles que deveriam estar discutindo e proclamando posicionamentos, por terem o poder decisorio nas maos, podem estar pouco se lixando.

    mas uma coisa sei: meu sobrinho de 6 anos adora suco de uva.

    se o bispo responsavel quiser me mandar entregar na minha casa toda a carga de suco de uva comprada e me doar, sem eu ter que desenbolsar um unico centavo de real, aceitarei de bom grado e repassarei ao meu sobrinho.

    meu sobrinho vai ficar muito feliz.

    e o bispo ficaria muito contente em ver uma criança alegre.

    Caro bispo, se interessou a proposta, peça ao fratres que libere meu email ao senhor para que eu te passe meu endereço.

    Vinicius.

  31. “Quem se aproxima do vinho transubstanciado no sangue de Jesus, sente odor de vinho ou de sangue?”
    Ora, Pedro Henrique, no seu próprio post já se encontra a resposta:
    “Segundo, ele disse que os acidentes permanecem… Por acaso, alguém nega?!”
    O odor de vinho é um acidente da substância vinho. Logo, se os acidentes permanecem após a consagração, o vinho consagrado terá odor de … vinho!
    E quanto ao álcool? Antes da consagração, ele também era, além de substância, também um acidente… ou você nega que pudesse sentir os seus efeitos? Logo, o vinho consagrado te fará sentir … alcoolizado!
    E esta sensação não seria sentida só por nós, pessoas: o bafômetro também o indicaria.
    Note, contudo, que o acidente do álcool, após a consagração, fica desprovido da substância, então o Corpo e Sangue de Cristo!

  32. Sra. Ana Maria Nunes,

    A senhora, além de não conhecer São Tomás, parece que não conhece o Catecismo nem o Sacrossanto Concílio de Trento.

    Simplesmente a senhora não achará em lugar nenhum – nem no Catecismo, nem em Concílio algum, nem em São Tomás, nem em Santo algum – aquilo que a senhora defende.

    E não adianta a senhora citar os grandiosos Milagres Eucarísticos, pois os acidentes (do pão e do vinho) não permanecem nestes casos.

    Outra coisa… O argumento que a senhora lança acerca do Sangue do Senhor presente na Hóstia Consagrada – sem entender de que forma se dá esta presença, e, afirmando que assim também “vai pegar” o leigo – é pueril. Só demonstra que, realmente (e infelizmente), a senhora não entende bem pouco da Doutrina Católica acerca da Transubstanciação.

    Mas, nem por isso direi que és herege, nem que deixou de ser católica. Pois há que se presumir, ainda, uma simples falta de conhecimento, uma compreensão – digamos – imprecisa.

    Bem, a senhora deveria consultar um padre de confiança. Aliás, aqui mesmo aparecem vários padres comentando bem oportunamente. Seria o momento de algum reverendíssimo, por caridade, esclarecer com autoridade a questão.

    Que o Santíssimo Sacramento do altar seja nossa força!

  33. Pq eu tenho que citar fonte de dogma?

  34. Exatamente isso, Fausto.

    O vinho transformado na substância do sangue de Nosso Senhor deixa de existir.

    E apesar de parecer vinho, ter odor de vinho e operar em nosso organismo pela virtude de vinho, a fé nos ensina que a substância que ingerimos não é vinho e sim o sangue de Cristo.

    O César, ao se referir ao teste do bafômetro, colocou entre aspas a palavra positivo, indicando que não queria que fosse entendido em seu sentido literal, ou seja, que realmente o teste do bafômentro acusasse positivo para presença de alcool.

    Seria incoerente a profissão da transubstanciação e da consubstanciação numa mesma frase. Como incoerente é o anátema colado na testa de alguém sem a mínima preocupação de compreender melhor o que a pessoa disse.

    Mas assim como o sangue de Cristo tem aparência de vinho, odor de vinho e virtude de vinho em nosso organismo é que existe a preocupação de se achar matéria válida para o sacramento com um teor menor de álcool.

    Até mesmo na Inquisição, antes de alguém ser considerado herege e excomungado, havia interrogatório e buscava-se compreender o que exatamente a pessoa SUSPEITA sustentava, antes da acusação de heresia e a posterior excomunhão.

    Nos nossos tempos, os pseudos teológos de internet lançam logo o anátema.

    Acordam com uma metralhadora não mão procurando a quem fuzilar.

  35. Sra. Ana, respondendo a vossa pergunta.

    Mas primeiro eu declaro, para quem quiser ouvir, que eu prefiro encontrar uma ursa privada de seus filhotes a ter qualquer contato com a sra. Resolvi tomar partido, porque considerei insultoso a forma com que ele foi recebido. Então vamos a resposta:

    Pq eu tenho que citar fonte de dogma?

    Talvez pelo fato da senhora acusar alguém de mentir, sem fundamento e sem refutação alguma, apenas indicando essas mesmas fontes, sem no entanto nos informar com precisão o local exato que devêssemos pesquisar.

    Talvez pelo fato da sra. ter se autoglorificado como aquela que dobra a inteligência para o que a Santa Madre Igreja ensina, ao passo que o oponente seria aquele que se recusa a ter tal procedimento, preferindo corromper os dogmas de Nosso Senhor a sustentá-lo como a Igreja ensina.

    Talvez pelo fato da sra. afirmar, tendo considerado um absurdo o que o outro disse, não querer ficar com seu Deus.

    Por tudo isso, um pouquinho mais de fundamento quando a sra. for se opor a alguém seria necessário. Afinal, dizer que um cristão não possui o Deus católico, que mente e corrompe seus dogmas, me parece bem grave.

  36. Caros Fausto e Pedro Henrique,

    O Problema central de toda esta peleja com Dom Vitti é que se mudou arbitrariamente a matéria do sacramento, ultrapassando totalmente os limites etc.

    Ainda: a resolução de um problema temporal (lei seca) em detrimento de algo infinitamente superior!

    Tantos são os modos de contornar: pegar um táxi, ônibus, metrô, carona; aguardar certo tempo depois da Missa; ou melhor, usar este tempo para atender confissões…

    Mas, não. Muda-se a matéria… infelicíssima decisão. Bem, voltou-se atrás. menos mau.

    Agora, não se pode defender, arvorado por uma noção errada da doutrina, que um padre não possa ser pego no bafômetro logo após a Missa.

    Pode sim. O teste dará “positivo”, apesar de ele não ter ingerido vinho, mas o Sangue de Nosso Senhor!

    Dará “positivo” por conta dos acidentes do vinho que permanecem.

    A Fé verdadeira, a Fé Católica acerca da Transubstanciação, é aquela que professa firmemente que a total substância do vinho torna-se o Sangue de Nosso Senhor Jesus Cristo na hora da consagração. Porém, permanecendo os acidentes e, por isso, o teste do bafômetro pode constar “positivo”.

    O meu primeiro post teve esta intenção: que não se pense que um padre pode ingerir o Santíssimo Sangue de Nosso Senhor em quantidade considerável, sem que nada pudesse acontecer a despeito da lei seca. Quem pensasse assim, teria uma noção equivocada da Doutrina da Transubstanciação.

    Que a Virgem Santíssima nos ajude.

  37. César, eu tenho o Concílio de Trento.
    Sobre São Tomás, eu li a parte que fala da Eucaristia.

    Sobre a Hóstia consagrada, é ensinamento infalível da Igreja que HÁ – ainda que seja nun pedacinho dela -, corpo, sangue, alma e divindade do Senhor. Afirmar isso n é heresia, negar que é!

  38. Sra Ana Maria Nunes,

    Que bom que a senhora tem o Concílio e que bom que a senhora leu São Tomás.

    Mas, isso (ter o Concílio e ler São Tomás) não é garantia de ortodoxia. A senhora precisa entendê-los.

    Coisa que até agora a senhora ainda não demonstrou fazê-lo.

    A senhora no lugar de se retratar e admitir que se equivocou, se esquiva levantando um assunto que é absolutamente consenso:

    É Claro que por concomitância, estão presentes na Hóstia consagrada também o Sangue, a Alma e a Divindade de Nosso Senhor… Isso ninguém negou aqui.

    Mas… Mas, na Hóstia Consagrada, há apenas os acidentes do pão!

    Não há, na Hóstia consagrada, acidentes do vinho! Por isso o fiel que comunga a Hóstia, não pode ser pego em bafômetro nenhum.

    É por isso que aquilo que a senhora falou sobre preocupar-se também com o fiel é pueril. Só demostrou, infelizmente, que a senhora entende bem pouco da Doutrina da Transubstanciação, apesar de ter o Concílio de Trento, apesar de ter lido São Tomás.

    Bem, espero de coração que a senhora compreenda bem rápido isso.

    Rezemos pelo Papa.

    César.

  39. César, se vc acha que n eu entendi o dogma, pouco me importa.
    No Concilio de Trento diz que a substância do vinho se converte na substância do sangue. Visivelmente é pão e vinho (isso nunca neguei!), mas realmente é carne e sangue.
    Para a minha fé sem entendimento (SIC) n pega no bafômetro.

  40. Ana Maria Nunes,

    Eu não acho nada. São suas palavras que, objetivamente, te acusam.

    Veja o que a senhora mesma disse:

    “Para a minha fé sem entendimento (SIC) n pega no bafômetro.”

    Pois é: para afirmar que “não pega no bafômetro”; realmente, só com uma fé //sem entendimento//.

    Porque para a Fé verdadeira, pega!

    Apesar de tudo já explicado aqui, por muitas pessoas, acerca da Doutrina sobre a permanência dos acidentes, a senhora continua sem entender…

    Pergunte para seu confessor. É o melhor que a senhora tem a fazer.

    P.S.: também, seria bom relembrar aquela peleja dos padres Fábio de Melo e Joãozinho com a Montfort. Há um excelente artigo de um padre aqui:
    http://www.montfort.org.br/old/index.php?secao=veritas&subsecao=religiao&artigo=povo-se-perde&lang=bra