O nível dos cardeais brasileiros.

Alguém em Roma, por favor, indique um cursinho intensivo de latim à Sua Eminência. No que, afinal, ele estaria pensando?…

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Dom João Braz de Avis interpela outro Cardeal:  “O Papa está dizendo que ele está renunciando?”

Nós fomos convocados esta manhã às 11h para o Consistório dos cardeais com o programa de aprovação de novos santos para a Igreja. Toda a sessão foi feita em latim, e no final da sessão o papa pessoalmente anunciou esta notícia para nós muito extraordinária. Eu inclusive consultei o cardeal que estava ao meu lado e disse: “O Papa está dizendo que ele está renunciando?” Porque não me parecia verdade. De fato, depois vimos que já estava confirmado e era isso mesmo que ele estava dizendo. Foi uma surpresa para todos nós porque esta atitude da renúncia não é uma atitude muito comum na Igreja. Mas a gente acredita que o Papa, provavelmente ajudado pelos seus médicos, pelas pessoas que lhe estão perto, seguramente ele avaliou isso, e o fez no conjunto da Igreja para o bem da Igreja. É um ato de extrema humildade por parte do Papa, de extremo amor à Igreja e que nos colheu muito de surpresa. Mas nós acreditamos realmente que o Papa o fez por amor à Igreja, por amor à Sé de Pedro, e nós sabemos o quanto ele trabalhou, quanto ele está trabalhando e trabalhará até o dia 28 ainda nesse sentido. O sentimento é de surpresa, muito grande. A gente via na própria sala esta surpresa. Não sabíamos de nada, só da questão do consistório para os santos e não de sua renúncia. Nesse sentido, foi uma grande surpresa. Também a atitude dele: “Continuarei ajudando através da minha oração e do meu testemunho”. Isso é muito bonito da parte do Santo Padre. Da nossa parte, queremos pedir pela Igreja, pedir também pelo novo Conclave e pedir para que o Senhor dê a nós o Pontífice que ele pensou para este momento.

Palavras do Cardeal brasileiro Dom João Braz de Avis à Rádio Vaticano.

17 Comentários to “O nível dos cardeais brasileiros.”

  1. Olha, o comentário acima da matéria não é pertinente. Está claro para todos que o problema não foi saber ou não o latim, mas é uma fala que demonstra espanto. Sejamos mais tênues e mais caridosos (diria, sejamos mais cristãos) em nossas interpretações.

  2. Me parece que a expressão do Cardeal foi mais de surpresa pelo anúncio.

  3. Se fosse só o latim que eles não soubessem – pois deveria ser uma obrigação para um Cardeal conhecer o idioma da Igreja, muitos bispos e sacerdotes não sabem ou ignoram o que são sacramentos e mandamentos. Os leigos então são horríveis pois para eles tudo é “achismo”.

    Que o próximo Papa venha a obrigar o ensino do Catecismo do Papa São Pio X e que é função do sacerdote ensiná-lo.

    Eu pessoalmente acredito que os católicos modernistas andaram demais e agora é hora de voltar a estudar a doutrina católica como ela o é e não como os mundanos divorcistas, abortistas e homossexuais acham que ela deveria ser.

  4. Sim, surpresa, espanto e uma grande alegria do bispo vermelho.
    Tinha que ser de um brasileiro msm. Affff…

  5. Também acredito que Cardeal apenas ficou espantado, não queria acreditar no que tinha ouvido!

  6. Se houve surpresa, a surpresa foi pelo fato do Papa ter finalmente cedido aos anseios da ala mais liberal da Igreja. O que não é surpresa alguma é o fato de muitos dentro da Igreja já terem manifestado publicamente o desejo pela renuncia desse Papa.
    Fazendo eco à alguns membros do clero alemão, o famigerado teólogo Hans Kung já havia declarado à imprensa: “Ao invés de governar a Igreja, o Santo Padre dedica horas e horas do dia só a escrever livros. Mas se ele queria viver de escrever livros, teria feito melhor se tivesse escolhido ser apenas um professor teórico ao invés de ser Papa”.

  7. Estou um pouco confuso… Vejamos: quando um pai, ou seja o cabeça da familia vem a falecer os filhos começam em seu intimo a pensar nas divisões, é normal isso? D. João Braz foi muito infeliz nas colocações. Papa Bento XVI Deus continuará sempre do seu lado porque sua sabedoria é invejavel. Deus abençoe eternamente, estamos preparados para os urubus que rondará o Vaticano, Em Cristo Tony Luduvice.

  8. Poderia ter tido, anos atrás, umas aulas rápidas de latim com um certo padre de Brasília, ao invés de só ficar falando mal dos “tridentinos”.

  9. Vindo de Sacerdotes como Dom João não é novidade. Se a renuncia fosse feita em liguagem protestante ele provavelmente entenderia tudo. Imaginem o que esse senhor faria com a Igreja Católica Apóstolica Romana – Igreja de Cristo – se fosse proclamado Papa??? Rezemos pelo Santo Padre o Papa Bento XVI…. A sua influência será decisiva para a escolha do novo Papa… Que tão grande e santo como ele… A igreja de Cristo merece….

  10. Se ele sabia ou não o latim não importa. De que adianta saber latim e não saber teologia? Creio que ele se espantou, eu mesmo teria me espantado, e ao contrário do cardeal Aviz eu teria dito alto demais tamanho seria o meu espanto.

  11. Se pro Cardeal Aviz falta o curso de latim, para alguns aqui falta um de interpretação! Não sou fã de Dom João, moro em Brasília, sei bem do que ele é capaz e o que fez com aqueles que queriam a Missa de Sempre! Mas esse tipo de afirmação, aqui no Fratres, chega a ser grotesco e, confesso, vergonhoso!

  12. 1. Poucos do clero brasileiro sabem alguma coisa de latim.
    2. Surpresa, provavelmente.
    3. Alegria? Possivelmente. Muitos gostariam que o Dalai Lama ou o Léo Boffe fosse Papa.
    Mas o que o clero brasileiro precisa é de um estudo aprofundado do Catecismo de S. Pio X e do Catecismo Romano. E com urgência! Chega de filosofismos e de citações de poetas desvairados em sermões.

  13. O importante é que todos alí são mestres…não em teologia, ou latim, tampouco em direito canônico. São mestres em falsidade cardinalícia!

  14. Já escutei tanta coisa sobre D. João Braz de Aviz enquanto arcebispo de Brasília, ele era essa caos todo mesmo?

  15. Essa critica desnecessária aos cardeais brasileiras demonstra o contrario do pregado na página: unidade da Igreja!

  16. Não é o primeiro e, infelizmente, não é o último cardeal que desconhece a lingua oficial da igreja. Um monsenhor de fala hispanica, contou-me que, sendo transferido para os Estados Unidos e não falando ingles, apresentou-se ao Cardeal Hickey, Arcebispo de Washington. iniciou naturalmente a conversa em latim, sendo logo interrompido pelo prelado, que não conseguia sustentar a conversa nessa lingua.

    Francisco