O duro ataque de Dom João Braz de Aviz à Cúria Romana.

Cardeal João Braz de Avia, o representante brasileiro no consistório de hoje.

Cardeal João Braz de Avia.

Fratres in Unum.com – As congregações gerais, encontros que antecedem o ingresso dos cardeais na Sistina, servem para que os purpurados sintam-se livres para dizer coisas que não seriam muito apropriadas em uma capela. E até mesmo para chegar ao confronto.

Foi o que teria ocorrido ontem, segundo matéria de Marco Ansaldo na edição de hoje do La Reppubblica. Dom João Braz de Avia, 64 anos, criado cardeal no ano passado por Bento XVI, ao pedir a palavra, teria criticado duramente a cúria romana como um todo. O torpedo tinha endereço certo: os escândalos financeiros e a insuficiência de informação fornecida aos cardeais — referência clara ao relatório do Vatileaks, reservado por Bento XVI ao seu sucessor. Para Dom João, o Vaticano daria pouca atenção às igrejas locais e a Secretaria de Estado seria excessivamente centralizadora.

O brado do cardeal brasileiro teria gerado aplausos por parte de alguns de seus confrades, que depois o cumprimentaram pela intervenção. Ao fim da congregação, Bertone, por sua vez, parecia muito contrariado.

33 Comentários to “O duro ataque de Dom João Braz de Aviz à Cúria Romana.”

  1. Difícil acreditar na índole desse gesto. Enquanto Bispo de Brasília fez o que podia pra dificultar as celebrações do Rito Tridentino.

  2. Talvez o gesto significa não ódio aos abusos ou à desorganização da cúria, mas sim um ódio à própria cúria enquanto tal. Algo, diga-se de passagem, típico de filo-teólogos da libertação, como ele…

  3. Panelinha so e ruim pra quem ta de fora… Talvez, Sua Eminência, esteja chateado por nao fazer parte da Cúria num cargo de maior prestigio

  4. Rafael Bessa, o carater de alguém que ama a Igreja, não se mede apenas se um sacerdote opoe-se ou não a celebração da Santa Missa no rito extraordinário, mas dá-se nos atos. Motivado por ódio ou inveja, não sabemos, mas há aí um certo ar de coragem. Rezemos pela santa Igreja neste tempo de Vacância e que Deus, segund a sua providência nos mande um Pastor, conforme o seu coração.

  5. Gente pelo amor de Deus, sua Eminência é um Cardeal de Santa Igreja Romana, tenhamos respeito com ele, pois quem somos nós para criticar e difamar, sem ou com conhecimento um Alter Christi?

  6. Desconfiem de qualquer um que fale de reforma suas intenções nao sao moralizantes mas politicas querem reduzir o poder do papa aumentar a das conferencias e democratizar tudo

  7. Comentário preciso do Ailton. Essas palavras precisam ser medidas de acordo com o perfil de quem as enuncia. E vindo de quem veio, de um prelado tipicamente brasileiro, amolecido na ortodoxia por doses acima das recomendáveis de “libertação” nas ideias, pode ser perfeitamente compreendido como gesto de insubordinação do que um clamor por efetiva moralização.

    A julgar pela recalcitrância injustificada ao motu proprio Summorum Pontificum, o que lhe incomoda é a noção de ordem, de autoridade, ínsita à figura da Cúria, não os desmandos que a fragilizam.

    Aliás, é de dar calafrios a ideia de um filo-teologia da libertação purpurado sob o teto da Capela Sistina.

  8. A Cúria virou a bola da vez nas mãos dos progressistas. Eles esperam que, através das críticas ao vaticano, se mostrem arrojados, corajosos, etc. A mídia elegeu a curia como inimigo a ser derrotado no próximo conclave e Bento XVI, por incrível que pareça, forneceu a munição para isso quando deixou o relatório do Vatileaks em segredo. Se o relatório estivesse nas mãos dos eleitores, os alvos seriam cardeais individualmente e não a Cúria. A Cúria nos deu ótimos papas, sendo Bento XVI o último deles, e bons candidatos estão encastelados nela.
    O duelo não será entre moderados, progressistas e conservadores, mas entre curiais e o resto do colégio. Nada de bom poderá sair disso. É claro que o conclave poderá nos surpreender, mas se for como está se desenhando, o próximo papa seria alguém democratizante.
    Um destaque são os cardeais brasileiros que estão se prestando a um serviço patético. Sobretudo Dom Braz de Avis que, mister, é um curial. Estão brincando de bom moço, aparecendo como paladinos da justiça eclesial. Recebem o apoio dos espanhóis, franceses e alemães.
    A renúncia de B16 movimentou pedras que deram início a uma avalanche.

  9. Com toda certeza Rafael, e isso como citou o Papa em despedida da Cúria Romana, começou no CV II, o mesmo só fez em querer transferir o poder do Papa, para os Bispos, e assim da ao povo, como no protestantismo. Começaram bem ao fazer da liturgia Católica, em uma liturgia universal, que é rezada pelos Anglicanos e Luteranos. Do Brasil, que esforço teve a CNBB e os seus para propagar as exigências de Bento XVI? E falar dos Cardeais que lutam por um ecumenismo a qualquer preço, deixando de lado os dogmas e a moral católica, para fazerem festas em oportunidades e se aparecerem como nossa eminência!

  10. Independentemente das intrigas na Cúria, quem dá vida à Igreja é Cristo.

    O Papa que será escolhido,será escolhido pelo Espírito Santo e, mesmo que seja um Papa com um passado não tão bom como desejaríamos, ao assumir o cargo e sentir o peso, o eleito vai, á partir dali, se deixar moldar pelo Espírito Santo.

    Que seja Burke, Ravasi, Tagle, Scherer, Dolan, Ranjith, Cañizares, Scola, Aviz ……..

    não é nossa escolha (nem dos Cardeais).

    Esperemos pois, com certeza, os resultados deste conclave serão favoráveis à Igreja (se não for de imediato, será a longo prazo).

  11. Como é difícil o calar-se. Como é difícil…
    Mas ofereçamos nessa hora, em favor da Santa Madre Igreja,as nossas orações no lugar de nossas palavras.

  12. Que pena! Que pena que pretendiam ser mais católicos que o próprio Papa Bento XVI…
    Que pena que muitos não conseguem olhar além do muro que os cercam…
    Que pena que alguns já criaram barreiras com o futuro Pontífice… Não deixam o ES trabalhar como Ele quer! Ou será que o ES não age mais na Igreja?
    Sinceramente… sejamos pela comunhão e pela unidade da Igreja!!! Por vezes só ajudamos a construir muros e destruir pontes!!! Sejamos críticos… tenhamos caridade!!!

  13. Luis Fernando, eu concordo com você “o carater de alguém que ama a Igreja, não se mede apenas se um sacerdote opoe-se ou não a celebração da Santa Missa no rito extraordinário, mas dá-se nos atos”. E o ato de desobediencia contumaz e injustificada ao motu proprio Summorum Pontificum é que fala volumes a respeito do caráter desse Cardeal.

  14. É o mais qualificado candidato da américa latina. Tem muito mais carisma e poder de comunicação que Dom Odilo Scherer, que falando é um desastre.

  15. Não passa de política. E Religião não tem a ver com política, mas com o sobrenatural.

    Esses cardeais, ávidos por alcançar o trono de Pedro, querem estar em evidência e se dispõem a tudo para serem vistos, notados… lembrados! Não compreendem que, para eleger um Papa, é preciso apelar para o sobrenatural, não para a políticagem.

    É Deus quem escolhe o Papa.

    Me espanta que um Cardeal não “creia” nisso e queria angariar simpatias e votos polemizando e “aparecendo” mais do que manda o recato que o encargo cardinalício exige. Parecem pavões que, para disputar a fêmea, exibem as plumas para serem vistos entre tantos pavões muito mais belos…

    É com tanta virtude que começa o Conclave dos tempos modernos!!!

  16. Eu gostaria de fazer uma observação antes de falar sobe Dom João. Primeiro, é um grande erro achar que em todo o conclave é o Espírito Santo quem escolhe o candidato. Muitas vezes Ele permite, por razões e desígnios que estão além da nossa compreensão. A graça opera na natureza e a natureza tem arbítrio. Devemos orar para que os cardeais se tornem dóceis às inspirações do Espírito de Deus. Dom João é também misterioso. Eu sou de Brasília, realmente muitos falam da perseguição à Liturgia tradicional. E na Santa Missa em que ele se despediu da Arquidiocese para ir cumprir seu chamado, uma mulher ficou gritando: “vós sois maçom”, mas logo ela foi abafada por seguranças ou pessoas. Um amigo meu que estava lá presenciou este fato. O problema da cúria hoje é outro, não é ser muito fiel à Cristo a ponto de tolhir toda heresia ou novidades, mas sim ser um poder paralelo ao do Papa, querer mandar mais que ele ou no lugar dele.

  17. Esse tipo de declaração faz parte um pouco da própria personalidade de Dom João – eu sei muito bem disso, sou padre, fui ordenado por ele e participei de muitíssimas celebrações presididas por ele em Brasília. E era comum ouvir de sua eminência declarações duras com palavras fortes e carregadas onde ele externava muitas vezes sua insatisfação com alguma situação que o confrontava. Eu, por exemplo, recordo a minha ordenação diaconal na qual ele pronunciou uma homilia duríssima, contundente, e isto porque na véspera ele havia suspendido um outro diácono por conduta imprópria. Lembro de um episódio que ficou marcado na história de Brasília em que ele foi convidado a presidir uma celebração de inicio de atividades dos parlamentares em que Dom João dirigiu aos dignatários palavras muito duras, que deixaram muitos até mesmo constrangidos (mais pela consciência dos mesmos que pela atitude do arcebispo). Aqui posso elencar outros vários episódios parecidos em celebrações públicas e em momentos mais informais. Garanto, a atitude do Cardeal é sincera e faz parte da sua personalidade. Não há falsidade nenhuma no que diz, nem qualquer outro interesse secundário. Dom João apenas não consegue esconder o que sente.

  18. Dom João reclamando de centralização? Então ele ta reclamando dele próprio, não conheço nenhum outro bispo tão centralizador como ele. Houve tempo em Brasília que não era nomeados párocos, apenas administradores paroquiais. Bispo auxiliar? Isso não existia em Brasília, apenas os vigários epsicopais.

  19. Não há portanto, hipocrisia nenhuma nas palavras do purpurado. Apesar destes momentos, Dom João sempre foi um homem amável, afável e gentil no trato com as pessoas, mas quando acreditava ser necessário, ele se utilizava de expressões menos afáveis quando o assunto era defender a verdade ou denunciar aquilo que ele não aprovava. Não o julguem, Dom João é um bom homem.

  20. A Igreja católica ainda é uma monarquia eletiva. Republica é coisa de maçonaria e se Bento XVI tomou essa decisão os outros deveriam ficar calados, a não ser que tal decisão de Bento XVI violasse os mandamentos da Lei de Deus, o que não ocorreu.

    Deveria o cardeal brasileiro preocupar-se em aprender latim, bem como a cantar o canto gregoriano e ensinar o catecismo são pio X aos fiéis católicos.

  21. Tomara que isso dificulte a eleição do Cardeal Scherer, que parece mesmo ser o “bobo-da-cúria”. Tenho o maior respeito por Dom Odilo, que com certeza é um dos melhores clérigos brasileiros, mas não gosto dos interesses que ele representa nesse conclave. Prefiro mil vezes Scola, Erdo ou até mesmo Dolan. Falando nisso, gostaria que algum colega mais bem informado me explicasse porque o nome do Cardeal Barbarin (arcebispo de Lyon) nunca aparece entre os papáveis. Desde o início ele me parece um candidato bastante forte. É corajoso, articulado, jovem e dotadode uma força intelectual impressionante.

  22. Sempre sonhei com um Papa nos moldes antigos, isto é, um pontífice que fala com energia, sem “papas” na língua. Mas que fosse ortodoxo e piedoso! Estas últimas qualidades faltam em dom João. Só sabe falar, criticar, causar polêmicas vãs sobre aquilo que ele “acha” certo. É o Brizolla entre os cardeais. Como Prefeito dos Religiosos, demonstrou uma retumbante ignorância a respeito de suas próprias competências, ao criticar uma ordem religiosa com a reclamação de que lá não havia “democracia”, que se usava “autoritarismo” e se exigia “submissão”!… O Prefeito dos Religiosos almejava ordens religiosas inspiradas nas CEBs, decerto. Tenho mais anti-candidatos que candidatos para este conclave.

  23. Dom. João Braz “Judas” de Aviz era a alcunha pela qual era conhecido em Brasília por aqueles que queriam a Tradição restaurada naquelas paragens…
    O sr. Arcebispo Emérito era bem simpático a Tradição e não impunha obstáculos; antes, pelo contrário, apoiava, muito a contra-gosto de Dom João Aviz, a Missa Tridentina numa capelinha que congregava os fiéis àquele Tesouro Litúrgico.
    Segundo consta D.João Aviz era bem enérgico nas “suas” idéias e muito firme na defesa de “seus” princípios; e fazia bem de tudo para que as “suas” vontades prevalecessem.
    Resumindo: é o homem certo para se aboletar na Cúria e ser a voz dissonante do grito dos excluídos da Igreja do Brasil!

  24. Acredito na sinceridade de Dom Braz. Enquanto Bispo em brasilia foi muito correto, sempre comprometido com a verdade do Evangelho.
    Opinioes divergentes todos enquanto pessoas distintas sempre teremos…Porem na condicao de cristaos (que desejamos ser) Nao nos cabe julgar a ninguem.
    “A ninguem paguei o mal com o mal. Nao vos deixeis vencer pelo mal, mas vence o mal com o bem.”
    Acorramos entao ao berco da sabedoria, bebamos da fonte de todas as gracas…Que o Espirito Santo possa se fazer ouvir impelido por nossas suplicas e oracoes. Que o Conclave eleja um Papa segundo o coracao de Deus.

  25. Cardeal Barbarin? O da bicicleta? Pois eu prefiro que ele vá disputar o Tour de France do que uma eleição papal.

  26. Igreja revive o drama de Sansão

    Joseph Ratzinger foi sempre fiel à verdade, sofreu por ela e procurou manter a mesma fidelidade no ministério petrino, agora com suas forças extenuadas. O seu drama faz a Igreja reviver o de Sansão e Dalila. Sansão abriu todo o seu coração a Dalila. Foi isto o que se quis com o aggiornamento do Vaticano II? Agradar Dalila, com todo o seu coração?

    E então, reafirmo convictamente: só a Tradição da Igreja poderá lhe dar a juventude que se espera para a nova primavera que se almeja. Estou convencido disso, que pelo amor à Santa Igreja, queremos reafirmar a aliança que Deus estabeleceu com Abraão e celebrada por Melquisedec, com o pão e o vinho.

    Que venha um Papa santo!

  27. Assino embaixo do que disse Rafael Bessa em 10 março, 2013 às 7:49 pm.
    Realmente, Dom João Braz de Aviz, enquanto arcebispo de Brasília só tolerou o MOVIMENTO DOS FOCOLARES, do qual faz parte. Todos os demais, foram boicotados, perseguidos e mesmo abolidos. Não conheço alguém (seja fiel ou religioso) que tenha boas recordações de sua passagem pela capital federal, com exceção dos nobres políticos nacionais (Sarney e CIA LTDA). Aliás, todos ficaram bastantes surpresos e felizes com a sua “promoção” para o Vaticano.

  28. Pode ser sincero e durão, centralizador, etc.

    Mas por que se opôs à Missa Tridentina em Brasília?

    Excesso de vontade própria?

    A vontade própria não condiz com quem precisa ser movido pela vontade do Espírito Santo – um filho de Deus.

    Precisamos de um Papa do tipo de S. João Batista: durão, penitente, orante, sábio, mas humilde e santo para pavimentar os caminhos para a vinda de Cristo aos corações das pessoas (“Importa que Ele cresça e eu diminua”. Jo 3, 30). Um Papa que incomode as “dançarinas de plantão” e suas mães de má fama.

  29. Deus poderia permitir que muitos males nos sucedessem, não que ele não nos esteja nos inspirando ou ausente do mundo, mas por aspirarmos com afinco a outros desejos contrarios aos seus, e depois sermos castigados por nossas proprias culpas, tornando réus de nós mesmos, inclusive de um Conclave sair um papa que não O atenda como deveria.
    É só se lembrar nas diversas indidelidades dos judeus e castigos advindos.
    Um exemplo parecido de comparação seria o Brasil, suposto país católico há 3 eleições desafiando as leis de Deus, votando para o governar um povo supostamente cristão um partido comunista como o PT com muitos sacerdotes ligados na Teologia da Libertação, outros defendendo o PT no partido, até alguns bispos enfiados nisso, partido que instaura leis do aborto, pedofilia e muito mais com as bênçãos desse amontoado de católicos de araque; que esperar de uma massa disforme dessa?
    Pelos nossos procedimentos estamos merecendo o quê?

  30. Este é um momento de reflexão. Bento afirmou isso quando de sua renúncia. Isto significa que a Igreja deve mudar o seu modo de agir, modificar sua estrutura para atender a crescente demanda de seus fiéis. Não é apenas corrigir seus erros, mas sobretudo diminuir as possibilidades de cometê-los. A grande missão da Igreja é a “Evangelização”, é para este caminho que ela deve retornar. Hoje, a realidade exige que essa ação seja feita com outras religiões, outros padrões, sem contudo perder as crenças que a alicerce. Ser acolhedora, mas agindo com rigidez contra toda a violência que impeça a efetivação dos “ser cristão”.

  31. Acabei de ler no IHU:
    Na época de são Bento, o fundador da ordem beneditina, um mosteiro enfrentou dilema semelhante e escreveu ao santo afirmando que havia divisão sobre a escolha de um abade. Um monge era renomado por sua santidade; um segundo era um teólogo brilhante; um terceiro candidato era um homem prático.

    São Bento respondeu em uma carta: “Que o homem santo ore pelos monges, que o teólogo os ensine e que o homem prático os administre”.
    Embora o papa não seja um abade, a recomendação não deixa de ser sábia.

  32. olá gostaria de deixar meu comentário a respeito de Dom João, conheço desde meus 12 anos de idade hoje estou com 30 anos. Conheci em um encontro do movimento dos focolares e nunca conheci um bispo tão humilde como ele, mais veemente em tudo aquilo que fala. Certa vez nos deu uma hora e meia de seu tempo em Tibagi, isso após reuniões e missa para contar um pouco de sua história de vida consagrada, ficamos maravilhados de poder estar com um servo com toda história de luta até mesmo de vida, quando foi metralhado em sua residência após um assalto.
    Padre focolarino que vive pela unidade, que jamais deixou de passar despercebido as coisas erradas na igreja e também na política não seria diferente agora onde exige tanta resposabilidade dele e dos demais cardeais.
    Poderia ficar falando horas e horas de Dom joão porque é uma pessoa marcante em minha vida de fé e espiritualidade, aqui fica meu abraço a todos.
    “Quem dentre vós não tiver pecado, atire a primeira pedra” (Jo 8,7). esta é a palavra de vida do mês de março que estou vivendo!
    Toda unidade a todos, kleiton alves bueno

  33. “Façam o que eu digo, mas…” Dom João Braz foi tremendamente centralizador em seu governo na arquidiocese de Brasília. Todas as declarações que já ouvi de leigos, reliogiosos, padres e até bispos foram convergentes sobre esse aspecto. Então, se ele fosse tão sincero nessa aventada colegialidade, que desse ele primeiro o exemplo, obedecendo o papa — no Summorum Pontificum e no restante do magistério de João Paulo II e Bento XVI com respeito à liturgia e outras questões –, e delegando típicas tarefas a bispos auxiliares. Agora, vem exigir descentralização da cúria romana?! Ademais, num dos casos em que estive diretamente envolvido, quando um determinado assunto o desagradou, mandou dizer por um de seus vigários que ele seria “soberano” (em outras palavras, um papa) em Brasília, cabendo aos fiéis apenas o acatamento absoluto de suas determinações, mesmo quando suas determinações estavam gritantemente contrárias às do papa reinante. Como ele tem a audácia de exigir de Roma ouvir mais as Igrejas particulares quando ele mesmo fecha seus ouvidos e portas para suas ovelhas que estão com o papa? Como manda negar sacramentos indiscriminadamente àqueles que ele tachou pejorativamente de “tridentinos”, quando a lei maior da Igreja é a salvação das almas?! Quanta hipocrisia.

    Se leitores desavisados quiserem se inteirar mais sobre os desmandos escandalosos de Dom João em Brasília, é só fazer uma busca por seu nome nesse blog. Encontrarão ao longo de vários outros tantos relatos estarrecedores.

    Quanto à sua associação à Maçonaria, nem precisaria carteirinha nem avental em loja nenhuma. Suas próprias condutas, agremiações e amizades mostram no mínimo um indiferentismo, ou mesmo uma simpatia, pelos maçons. Comunhão regular para maçons, apóstatas e amasiados públicos; visita na cadeia para um conhecido maçom, ex-governador do DF, convite para participar de palestras em fóruns maçônicos e esotéricos e, só para citar mais uma dentre tantas outras evidências, sua associação aos os folocares, uma seita herética judaizante infiltrada nos domínios da Igreja, braço da loja judaico-maçônica B’nai B’rith infiltrado nos domínios da Igreja, e que tenta implementar com todas suas forças os princípios maçônicos de uma unidade sem fé e de uma colegialidade anti-papal e anti-católica.

    Deus nos livre Dom João ou algum de seus afetos ser eleito papa, embora, devamos reconhecer, não haver merecimento algum para contarmos com algo melhor.