
Mons. Guido Marini
Por Fratres in Unum.com – De acordo com a agência Imedia, “o Papa Francisco solicitou aos franciscanos do santuário italiano de La Verna, na Toscana, que assumissem o serviço litúrgico durante a sua missa de instalação” no próximo dia 19, festa de São José, o que, de acordo com Messa in Latino, implica que “Monsenhor Guido Marini e todos os cerimoniários selecionados pelo Papa Bento XVI foram dispensados sumariamente de suas responsabilidades” ao menos para esta celebração — exoneração que deve se confirmar definitivamente, ao que tudo indica, em breve.
Ainda segundo o prestigioso sítio italiano, “Bergoglio, que por pauperismo não usa a cruz peitoral de ouro (que já está lá, e não custaria um centavo), não pretende sequer utilizar os paramentos dos quais está abarrotada a sacristia de São Pedro (e que, portanto, não custariam nada). Preferiu encomendar — e pagar caro, consequentemente — um set [conjunto] de novas casulas para si e para a multidão daqueles que concelebrarão”.
Prossegue Messa in Latino: “Na realidade, na quinta-feira, antes da Missa na Sistina, o pobre cerimoniário Marini, que na sacristia havia preparado e oferecido os hábitos pontificais desde sempre utilizados pelos Papas naquela circunstância (tratava-se, no fim das contas, da conclusão do conclave e da primeira Missa do recém-eleito), Berglogio respondeu de maneira humilhante: “Aquela roupa vista o senhor, Monsenhor, o tempo do carnaval acabou”.
Citando fontes do Vaticano, o jornal Il fatto quotidiano relata que, por ocasião da primeira aparição do Papa Francisco no balcão da Basílica, já “houve um duro choque” entre o Pontífice e seu cerimoniário, uma vez que Papa apareceu apenas com a batina branca, sem os demais itens que representam a dignidade do Sumo Pontífice.
Assim, o Papa Francisco mostra quão determinado e firme é em suas decisões. Ao contrário de Bento XVI, que levou cerca de dois anos para eliminar a liturgia extravagante do antigo cerimoniário de João Paulo II, o Pontífice argentino já nos primeiros instantes fez questão de colocar em prática as suas preferências.
De nossa parte, só nos resta agradecer vivamente e oferecer nossas pobres orações ao gigante Monsenhor Guido Marini. Ao contrário do que dizem alguns infelizes oportunistas que nada conhecem da Igreja e da Fé, os sinais exteriores na liturgia expressam apenas aquilo em que nós, Católicos, cremos: Lex orandi, lex credendi. Não se trata aqui de meras “picuinhas litúrgicas”, mas sim do amor que temos e demonstramos para com Nosso Senhor Jesus Cristo. Não, para nós os 265 Papas passados não foram carnavalescos. Honra a vós, Monsenhor Guido! Receba todo o nosso reconhecimento.
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[Atualização – 16 de março de 2013, às 19:54] O jornal Stamp Toscana informa que os Franciscanos de La Verna atuarão “sob a direção” de Monsenhor Guido, ou seja, o cerimoniário pontifício não foi excluído completamente da cerimônia de instalação do Papa Francisco. Permanece, como dissemos acima, provável a saída de Marini após tantos desencontros com o novo Papa.
Quanto à polêmica frase que o Papa Francisco teria dito, Messa in Latino permanece firme em sustentá-la, alegando que suas fontes são confiáveis.
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"... muitos dos que se dizem católicos ajudam os «revolucionários» . São esses, sempre «moderados», que estimam a «tranquilidade pública» como o bem supremo. Esses católicos tolerantes, condescendentes, brandos, doces, amáveis ao extremo com os maçons e furiosos inimigos de Jesus Cristo, guardam todo seu mau humor para os que gritam «Viva a Religião!» e a defendem sofrendo contínuas penalidades e expondo suas vidas. Para eles, esses últimos são «exagerados e imprudentes, que tudo comprometem com prejuízo dos interesses da Igreja» ".
Que tenho eu, Senhor Jesus, que não me tenhais dado?… Que sei eu que Vós não me tenhais ensinado?… Que valho eu se não estou ao vosso lado? Que mereço eu, se a Vós não estou unido?… Perdoai-me os erros que contra Vós tenho cometido. Pois me criastes sem que o merecesse… E me redimistes sem que Vo-lo pedisse… Muito fizestes ao me criar, muito em me redimir, e não sereis menos generoso em perdoar-me. Pois o muito sangue que derramastes e a acerba morte que padecestes não foram pelos anjos que Vos louvam, senão por mim e demais pecadores que Vos ofendem… Se Vos tenho negado, deixai-me reconhecer-Vos; Se Vos tenho injuriado, deixai-me louvar-Vos; Se Vos tenho ofendido, deixai-me servir-Vos. Porque é mais morte que vida, a que não empregada em vosso santo serviço… - Padre Mateo Crawley-Boevey