Papa teria recordado os “profetas” Pedro Casaldáliga, Leônidas Proaño, Hélder Câmara e Oscar Romero em audiência com Prêmio Nobel da Paz.

Roma, 21 mar (EFE).- Prêmio Nobel da Paz de 1980, o arquiteto, escultor e ativista de direitos humanos argentino Adolfo Pérez Esquivel afirmou nesta quinta-feira que o papa Francisco realizou ‘uma diplomacia silenciosa’ durante a ditadura argentina, além de ter se preocupado com ‘desaparecidos, pobres e com a situação dos direitos humanos, embora os militares tivessem suas próprias políticas’.

Esquivel, que foi recebido em uma audiência privada pelo papa Francisco na Biblioteca Vaticana por meia hora, assegurou em entrevista coletiva que Jorge Mario Bergoglio naquela época não era bispo, mas sim um superior dos jesuítas.

De acordo com o Prêmio Nobel, dois jesuítas, Orlando Yorio e Francisco Jalics, chegaram a afirmar que Bergoglio ‘não fez o possível para libertá-los quando foram capturados’.

‘No entanto, muitos bispos pediam aos militares pelos sacerdotes, pelos laicos, pelo povo e pelos desaparecidos, mas, na maioria das vezes, não eram escutados’, declarou.

Neste aspecto, Esquivel reiterou que Bergoglio não foi cúmplice dos repressores, assim como não foi um pastor ‘que esteve na avançada’ luta contra a ditadura, mas fez um trabalho ‘diplomático silencioso’ em torno dos desaparecidos e dos presos.

‘Não houve comportamentos heterogêneos durante a ditadura na Argentina, tinha muitos bispos cúmplices com a ditadura, mas não Bergoglio’, relatou Esquivel, que completou: ‘Alguns bispos lutaram contra, e a prova disso é que há muitos mártires da ditadura entre religiosos e laicos. É muito difícil generalizar, não seria justo’.

Questionado sobre os documentos apresentados por Horacio Verbitsky, autor do livro ‘O Silêncio’ – que contesta o papel da Igreja na ditadura -, Esquivel assegurou que o livro ‘tem muitos erros’ e prometeu rever os relatórios quando retornar à Argentina.

‘O presidente da Suprema Corte de Justiça da Argentina, Ricardo Luis Lorenzetti, já assegurou que não há nenhum tipo de evidência sobre uma relação entre Bergoglio e a ditadura’, lembrou o ativista.

Segundo o Prêmio Nobel, o papa agradeceu Esquivel durante o encontro por ter saído em sua defesa nestes últimos dias, quando, por causa de sua confirmação como novo pontífice, várias denúncias de sua suposta colaboração com a ditadura de Videla vieram à tona.

Esquivel explicou que abordou a temática dos direitos humanos em sua conversa com o primeiro papa latino-americano, que, por sua vez, respondeu ‘com muita clareza’ que é preciso ‘buscar a verdade, a justiça e a reparação’, mencionando muitos outros mártires não só da América Latina, mas do mundo todo.

Entre os ‘profetas’ citados, o papa destacou os teólogos da libertação Pedro Casaldáliga, poeta estabelecido no Brasil; o bispo do Equador, Leônidas Proaño, o bispo brasileiro Dom Hélder Câmara e o salvadorenho Oscar Romero.

Em relação ao encontro com o papa, Esquivel afirmou que a reunião foi ‘muito emotiva’ e ressaltou que a última vez que os dois haviam se visto foi em Buenos Aires, sendo que Bergoglio já era cardeal.

Quanto à visita efetuada pela presidente da Argentina, Cristina Kirchner, o prêmio Nobel assegurou: ‘É muito importante essa aproximação entre Cristina e o papa, esperemos que ambos aprofundem as relações’.

Ao ser perguntado sobre uma possível visita do papa à Argentina, o ativista exaltou a esperança de o pontífice visitar sua terra natal durante a próxima Jornada Mundial da Juventude [ndr: o que já foi descartado, sendo que Francisco provavelmente visitará a Argentina em dezembro], que será realizada no Rio de Janeiro no próximo mês de julho.

Já sobre as condições de Bergolglio, Esquivel afirmou que o mesmo ‘está tentando interiorizar sua condição de papa para ver como atuará durante sua missão apostólica’.

Diante de uma série de perguntas dos jornalistas, Esquivel espetou: ‘Primeiro, Francisco deve compreender onde está’.

De acordo com Esquivel, o que mais preocupa o papa Francisco ‘é a situação de pobreza, da fome e da marginalização, tendo em vista que o nome de Francisco é todo um programa de vida’.

Perguntado sobre se o papa pode influenciar na política da Argentina, o prêmio Nobel contestou: ‘Não sabemos’, e acrescentou que espera que Bergoglio ajude tanto os argentinos, como as pessoas da América Latina e do mundo.

‘Acho que Francisco possa fazer muitas coisas porque, ao contrário de outros papas, é pastor. No entanto, ele precisará de ajuda. Terá que ter suas equipes de ação definidas para coordenar a ação pastoral no mundo’.

Para o Prêmio Nobel da Paz, o papa Francisco ‘não pode avançar sem se apoiar nas comunidades base e nos trabalho das Igrejas de cada país’. EFE

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21 Comentários to “Papa teria recordado os “profetas” Pedro Casaldáliga, Leônidas Proaño, Hélder Câmara e Oscar Romero em audiência com Prêmio Nobel da Paz.”

  1. E depois ainda há quem diga que esse Papa reinante não é cria da famigerada Teologia da Libertação!! Essa maldita heresia é como a bruxa malvada do Oeste do filme O Mágico de Oz. Quando achávamos que a casa tinha caído sobre ela e já estava morta, ela ressuscita no posto mais alto da Igreja. Pater, si non potest hic calix transire nisi bibam illum, fiat voluntas tua.

  2. ‘Primeiro, Francisco deve compreender onde está’.

    Não se pode tirar a razão de Esquivel.

  3. A primeira obra de misericórdia do Papa deveria ser instruir os ignorantes (catequese) e dar bons conselhos ao clero.

  4. SE FIZERAM UM BEM, POR OUTRO LADO INCENTIVAVAM O SATANO-MARXISMO!
    Os acima, D Hélder, Casaldáliga e outros marxistas bispos e mais sacerdotes fizeram um bom trabalho de livrarem pessoas da ditadura, se acaso tiverem sido inocentes terá sido muito bom; havia excessos por certo em ambos lados, mas estavam em guerra aberta e as mutuas injustiças ocorrem e criticar só os militares como faz o PT e seus órgãos envolvidos em denuncismos contra a ditadura é injusto demais; além disso, um regime comunista é muito suspeito de falar em direitos humanos por ser de cara abortista, e daí, se não respeitam inocentes indefesos, que serão dos outros que não se enquadrarem no POLITICAMENTE CORRETO.
    Além do mais, seguem as ideologias do satanista Marx, odeiam as religiões, em particular a Igreja católica e querem instalar um reino ateísta na terra sob a égide de Satanás.
    Que esperar de entes desse naipe, mesmo os defender?

  5. Triste, mas é melhor mesmo que se coloque tudo às claras.

  6. O Clero na decada de 70 fazendo revolução comunista, perseguindo as leis de Cristo, uma elite também revolucionária querendo implantar um regime comunista aí o povo católico sai as ruas, povo este que era pobre, pedindo ordem fazem uma marcha com Deus e pela família e são defendidos pelas forças armadas que capturam os subversivos cuja maioria era ligada a esquerda católica como o Frei Betto e o Boff.

    E todos esses falsos profetas da teologia da libertação deveriam ter sido presos pela ditadura que defendeu as Leis de Deus e quando o clero católico apoiou a TL dizendo ser preferencialmente pelos pobres o povo pobre fez a opção preferencial em continuar a ouvir certas verdades caladas pela TL como o pecado, o inferno, o paraíso, etc e os “pobres” que ainda são tão falados pelas velhas que sobraram na igreja católica, viraram protestantes.

    O Edir Macedo & Cia Ltda adoram estes profetas e parafraseando um amigo, é que os evangelicos não adoram imagens se não iriam construir uma estatua destes profetas da TL pois sem eles as igrejas católicas ainda estariam cheias e os galpoes protestantes vazios.

  7. Desde o primeiro instante, pela “fresta da porta” já se viu tudo. Mas muitos disseram: “bobagem, imagina! Capaz!” É rezar pela conversão.

  8. Não custa lembrar que quem estava falando com os jornalistas, quando aqueles sujeitos foram qualificados como “profetas e mártires”, era o ativista da TL, e não o Papa…

  9. Quando o papa JPII mudou o significado de martírio, pq queria pq queria canonizar Maximiliano Kolbe (santo, jamais mártir!) como mátir, essa conversa que qualquer um é mártir reina. Agora, que os citados pelo papa são profetas ninguém pode discordar!! São profetas sim, da DESGRAÇA!

  10. Lucas eu sou sobrevivente da maldita Teologia da Libertação. Sou do tempo em que os padres no Brasil transformaram o altar das igrejas em palanque político pra fazer campanha pelo PT.
    O mesmo se deu em toda a América Latina onde Bispos vermelhos como Bergoglio, ao minarem a fé do povo incitando-os a votar em “candidatos de esquerda” ( que segundo eles, eram comprometidos com a “defesa dos pobres”) tornaram possível aberrações anticristãs como Lula, Dilma, Christina Kirchner, Hugo Chavez e Evo Morales entres outros.
    Esses Bispos, Padres e Cardeais da TL são os grandes responsáveis pela ascenção do esquerdismo na América Latina e a decadência moral que se alastrou até entre os mais pobres que eles alegam defender.
    Meu carinho por Ratzinger vem daquele tempo em que ele tentou frear a locomotiva da TL pegando seu expoente mais eloquente.
    Eu sei que foi pouco. O maldito deveria ter sido excomungado. Não entendia porque o Vaticano ainda alisava um herege pertinaz como Boff e perseguia homens santos como Lefebvre e Dom Antonio de Castro Mayer.
    Apesar de tudo via com esperança a atuação do Prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé no episódio.
    Quem não se recorda do famoso colóquio entre Boff e Ratzinger no Vaticano, que tratou dos problemas eclesiológicos em torno ao livro herético Igreja, Carisma e Poder de Leonardo Boff?
    No debate ficou clara a divergência essencial entre os dois sobre a interpretação dada pelo Concílio Vaticano II à questão da verdadeira Igreja de Cristo e da autoridade papal.
    Não satisfeito com as explicações fornecidas pelo herege, o cardeal Ratzinger publicou em 1985 uma notificação sobre o livro e submeteu Boff a um “silêncio obsequioso”.
    Houve uma tentativa de reabilitá-lo da punição devido ao lobby dos Bispos vermelhos Dom Aloísio Lorscheider e Dom Paulo Evaristo Arns na páscoa de 1986, mas Boff continuou sob severa vigilância das autoridades.
    Não obstante, ele não fechou a matraca e continuou a espalhar veneno quando foi novamente inquirido a recolher-se ao silêncio, tendo inclusive de parar de lecionar teologia e de dar entrevistas.
    Desta vez, a reação dele foi diferente. Não deixou a igreja, como alguns dizem, só abandonou a função de presbítero, mas continuou firme se apresentando como “teólogo Católico” para miná-la por dentro e denegri-la por fora diante da mídia.
    Agora, ver esse desgraçado dando pulos de alegria pela eleição de um Papa TL e pela renúncia do Ratzinger, pra mim é uma facada no coração. Eu nunca pensei que fosse viver pra ver esse dia. Todos os dias eu alterno orações com lágrimas. Só hoje eu entendo o que Jesus sentiu ao dizer: Minha alma está triste até a morte.Vira e mexe esses sentimentos estão me consumindo, mas sei que nestes momentos devo me recolher e aguardar o que está para ser feito por Deus.
    Creio que é um momento de tribulação em que seremos testados como se testa o ouro e a prata e se esse cálice tem que passar por nós, que seja feita a vontade de Deus.

  11. Por favor, alguém dispõe de link para a fonte primária da notícia? Não encontrei nenhuma outra fonte além do G1.

  12. Gercione, eu sou de 1981 e nasci no pontificado de JPII, e toda a luta de sua geração eu estudei a historia dos manifestos da TFP e escritos do D. Mayer.

    Quanto a Ana embora eu sempre aplauda seus comentários, não por ser descendente de polacos mas sim pelo fato de meu pai pertencer a maçonaria é que sou devoto de São Maximiliano Maria Kolbe – cuja biografia não vou discutir aqui, ao contrario do que certos catolicos digam ser ele martir da caridade – ou seja lá o que isso significa, Nossa Senhora apareceu a ele mostrando-lhe duas coroas, uma vermelha e uma branca perguntando qual coroa ele gostaria, o Kolbe disse as duas.

    O vermelho e branco, cores da Polonia, vermelho é o martirio e o branco a castidade. São Kolbe foi morto pelo nazis em Auchwitz pela sua luta contra a conspiração maçonica cujos judeus Lenin, Marx, Stalin e proprio Hitler fizeram parte.

    O que mostra que quem foram perseguidos na Polonia foram os católicos não os judeus como diz a grande midia. Alias a 2 guerra foi uma manobra brilhante das forças secretas cujo espaço não cabe discutir.

  13. http://www.zenit.org/pt/articles/argentino-premiado-com-o-nobel-da-paz-e-recebido-em-audiencia-privada-pelo-papa
    Olha aí, essa notícia fala outra coisa.
    No encontro com Francisco, relata Esquivel, “também falamos dos mártires da Igreja na América Latina, como os bispos Óscar Arnulfo Romero e Enrique Angelelli, de El Salvador e da Argentina, respectivamente”. O papa “manifestou a sua preocupação” e abordou a necessidade “de reduzir os índices de pobreza no mundo, trabalhando com os pobres”.

  14. Coragem, bondade, caridade, amorrrrr n pode ser ser martírio.

  15. Ouçam aos 42:17 o que disse o padre Peter Gumpel.

  16. Quero ver o que Felipe Aquino da Canção Nova e Padre Paulo Ricardo irão fazer com seus livros sobre a Teologia da Libertação já que a luta deles é a luta do papa ( Palavras claras de Padre Paulo Ricardo sobre o seu apostolado ) Vamos copiar as paletras sobre teologia da libetação e marximo rápido, eles terão que retirar das livrarias todos os livros e retirar todos os audios de seus sites porque o importante é lutar a luta do Papa…

  17. O Sr. Esquivel traz importantes informações sobre sentimentos papais sobre a América Latína. A isso concorro fazendo as observações abaixo.
    As vítimas na América Latina são comunistas e há também vítimas dos comunistas. Seria interessante se tivesse duas mãos no sentimento papal e este tivesse também sentimento de pena das vítimas dos comunistas. Ocorre que as vítimas comunistas muitas delas são porque queriam impor uma ditadura atéia e foi combatido vigorosamente. Em toda guerra há excesso de parte-a-parte, daí a dizer que há “martires da ditadura” vai muita distância, Sr. Esquivel, porque há mortos e mortos. Os católicos, ou cidadãos comuns, vítimas dos comunistas são muitas. São, muito deles, mártires autênticos do comunismo. Cadê a referência aos católicos vitimas dos comunistas, Sr. Esquivel? Creio que eles tb mereceriam atenção especial do Pontífice. Se houve, considero retirada a observação acima.
    Ao lembrar os heróis da luta, deveria tb. lembrar do Cardeal Joseph Mindizenst, Cardeal Slyjp perseguidos, presos e torturados impiedosamente pelos comunistas. Os heróicos católicos chineses, prelados, sacerdotes, e leigos, todos vítimas do brutal comunismo chinês. Deveria também lembrar do genocídio católico que está em curso no Sudão e não apenas as vítimas da Síria e dos muçulmanos.
    São pontos que gostaria de verem tratados pelo Sumo Pontífice e assim estabelecer a equidade, o zelo pastoral imparcial por todos, em especial dos irmão católicos diretamente submetidos aos cuidado do pastoreio do “Pastor dos pastores”.

  18. Honestamente, minha opinião é de que a notícia, como relatada, contém alguma distorção. Muitas vezes eu fico imaginando o teor e o conteúdo das conversas que o Papa (seja quem for) mantém com personalidades e chefes de Estado hostis ao Cristianismo ou à integridade da fé católica, e sempre acho que deve ser praxe ordinária o Pontífice conduzir-se de forma eminentemente diplomática. É possível que a atribuição de qualificações como “profetas” e “mártires” tenha partido do próprio Esquivel, e que o Papa Francisco tenha expressado certa solidariedade, tendo em vista, por exemplo, o assassinato de D. Oscar Romero. Há que se dar atenção ao contexto do encontro: o Papa Francisco vinha sendo acusado de perseguidor e cúmplice da ditadura argentina, e Esquivel pretendia justamente inocentá-lo das acusações. Não espanta que tenha aproveitado para se exceder, nem que o Papa tenha preferido manter a diplomacia. Outras notícias têm saído sobre a firme oposição do Papa, enquanto ainda cardeal ou mesmo antes, à teologia da libertação e ao envolvimento de membros do clero com a esquerda política. Deve-se evitar confiar cegamente no que se veicula na mídia e evitar o juízo temerário, especialmente em se tratando de julgar o Vigário de Cristo.

  19. Dom Helder criou vários grupos secretos para agir nos bastidores do CV II e junto deles uma rede conspiratória para tomar o controle da Igreja através da eleição do Cardeal Montini :

    “Câmara estabeleceu desde a primeira semana de trabalho uma intensa cooperação com o cardeal Suenens que , na sua correspondência , designa pelo nome cifrado de “padre Miguel”.O bispo brasileiro narra que …foi ter com Suenens para lhe pedir que lideressa a frente progressista , que estava a organizar discretamente um grupo , posteriormente chamado de “Ecuménico”.Suenens ter-lhe á perguntado: “toda a gente sabe que o senhor é amigo de Montini ; por que pensa em mim e não nele , para este di´´alogo e para a liderança do Concílio ? Ao que Dom Helder respondeu sem hesitar: ” Temos reservado Montini para suceder João XXIII”

    O sacerdote belga Francois Houtart professor de LOvaina reconstitiu a rede de Dom Helder :

    “a rede que Dom Helder tinha estabelecido …compreendia bispos não só da América Latina , mas também de quase todos os países Europeus …da Bélgica , dos Países baixos , da França , da Alemanha …E compreendia certo número de Teólogos como Schilebeeckx , Congar , Lubac e Danielou”

    Dom Helder dirigia inclusive outros grupos semisecretos como o “Opus Angeli” e a “Igreja dos Pobres”

    In : Concílio Vaticano II , uma história nunca escrita.Roberto De Mattei.Páginas 187 a 191.

    A Igreja dos pobres que é uma facção secreta já está no poder faz tempo.O papado de Francisco é só mais um capítulo disso

  20. “Um trecho pouco conhecido de Engels vem muito a propósito para estas considerações. Revela ele os preconceitos do ateu e marxista contra a pompa litúrgica da Igreja Católica. Porém ilustra igualmente a mentalidade de certas pessoas de formação racionalista, que querem ver, em todo apelo ao sentimento, um perigoso atentado à razão humana. Assim descreve sua visita à catedral de Xanten, na Alemanha, o amigo e financiador de Marx:
    “A catedral de Xanten … cercada de velhas construções e de muros de convento, está
    separada de tudo o que é moderno. …
    “Entrei na igreja; oficiava-se justamente uma Missa solene. A música do órgão
    precipitava-se com majestade do alto do coro, como uma alegre tropa de guerreiros enfeitiçadores,
    e atravessava a nave ressonante para ir perder-se nos recantos mais afastados da igreja. … Mas
    desde que os trompetes anunciam o milagre da Transubstanciação, quando o padre levanta o
    brilhante ostensório, quando a consciência de toda a comunidade está embriagada no vinho do
    recolhimento, então, precipita-te para fora, foge, salva tua faculdade de pensar fora desse oceano
    de sentimento que submerge a igreja com suas vagas” (“Telegraph für Deutschland”, no. 197,
    dezembro de 1840, MEGA, I, 2, 92, apud HENRI DESROCHE, Socialismes et Sociologie
    Religieuse, Éditions Cujas, Paris, 1965, pp. 189-190).” Texto extraído de “Guerreiros da Virgem, A Replica da Autenticidade. A TFP sem segredos. Plinio Correa de Oliveira, Pag 103.

    A Pompa e a riqueza Litúrgica da Igreja não agrada aos marxistas. A pobreza a que o Papa Francisco se refere é certamente a pobreza de espirito, a humildade e abnegação, presente nas bem aventuranças pronunciadas no Sermão da Montanha.(S. Mateus, 5. 1-14). Uma Igreja Pobre e destituída de sua beleza liturgica e material, agrada aos marxistas e não atrai mais católicos.