A gaivota e a pomba.

Apontamentos sobre os sentimentos de apreensão após o conclave de 2013

Por Hermes Rodrigues Nery

pomba-papa

Na tarde fria e chuvosa de 13 de março (em contraponto à manhã luminosa da última audiência geral de Bento XVI), um penitente peregrino descalço, ajoelhou-se para rezar na Praça de São Pedro, enquanto uma gaivota pousou na chaminé. Um pouco antes da renúncia de Ratzinger, uma outra gaivota havia atacado uma pomba branca solta por Bento XVI. Afinal, o que está acontecendo? Partilho com amigos próximos que me ligam. E só posso dizer que os sentimentos de angústia pela renúncia de Ratzinger foram substituídos pelos de apreensão. Nenhum entusiasmo nem euforia, porque não me empolgo com a popularidade rápida e fácil. Se Leonardo Boff e frei Betto aplaudem Bergoglio, é preciso tentar entender o que está acontecendo, pois o discernimento é dom do Espírito Santo. Por que permitiu o Espírito Santo que tivessemos hoje duas “Suas Santidades”? Bergoglio é o nosso papa. “Viva o Papa!”, pede Dom Bosco. Mas por que a gaivota e a pomba? Por que os Cardeais escolheram justamente o oponente de Ratzinger no anterior Conclave? E porque quis o Espírito Santo manter Ratzinger vivo entre nós, nesta quadra difícil da história da Igreja? O que significou Cláudio Hummes ao lado de Bergoglio na sacada?

A fumaça branca trouxe uma explosão de alegria e uma grande expectativa. Depois de mais de uma hora, o Cardeal francês Jean Louis-Tauran, meio engasgado, anunciou Bergoglio, o primeiro papa latino-americano, jesuíta, com o nome de Francisco. Sem a emoção envolvente de Karol Wojtyla, Bergoglio apresentou-se sem majestade, apenas como Bispo de Roma, e curvou-se ao povo, o que muitos interpretaram como um reconhecimento do “Contrato Social” de Rousseau: a legimitidade e a própria unção viriam do povo, e não de Deus. Me ligam e perguntam: o que significa isso? Calma! A fresta da porta não parece coisa boa, mas calma! Os Cardeais escolheram. É o Papa. Se Deus permite, ele sabe o porquê. Bórgia passou, a Igreja prosseguiu. Só Deus é Senhor e Juiz.

No dia seguinte, com os Cardeais, Bergoglio mostra ao que veio: outros gestos que para muitos soam como um desdém pelo papado, com a retórica da humildade. Em vez da reverência que sinaliza sacralidade, os Cardeais estariam desobrigados a beijar-lhe a mão. Alguns Cardeais relataram que, ao beijarem as mãos do novo Pontífice, este por sua vez retribuia-lhes, em um gesto igualitário, com o mesmo beijo. Agora serve um abraço fraternal: somos todos iguais, como bons camaradas. Permanece em Santa Marta e recusa os aposentos papais. Diferente do beato João Paulo II, que assumiu a missão consciente de que era o Papa, pois foi o próprio Jesus quem delegou a Pedro o primado sobre os apóstolos. O Papa é o representante de Cristo e não do povo.

E mais estupefação: Andrea Tornielli desmentiu o episódio em que Bergoglio teria humilhado seu cerimoniário Monsenhor Guido Marini, que foi lhe entregar as vestes pontificais, respondendo-lhe: “Aquela roupa vista o senhor, Monsenhor, o tempo do carnaval acabou”, embora a fonte originária da informação continue assegurando a sua veracidade. (2) E recusou a cruz peitoral dourada, mantendo a cruz de prata, a mesma do tempo em que era Arcebispo de Buenos Aires. Mudou também o seu brasão, retirando o cacho de uva por uma flor de nardo, e substituindo a estrela de cinco pontas por uma de oito, eliminando assim o mal-entendido gerado pela primeira versão que o associava a um símbolo pagão que, por sua vez, se reporta inclusive a divindades egípcias. E em sua homilia inaugural, seu discurso ressoava o Boff ecológico com seu “paradigma do cuidado”, e ainda seu gesto na sacada ecoava longínquos apelos boffianos contidos em seu livro “E a Igreja se fez povo”, de 1985, em que o teólogo da libertação punido por Ratzinger apresentava, já naquela época, no capítulo XI, São Francisco como patrono da opção pelos pobres, cuja libertação deveria ir “além das reformas sociais”, “em vista de uma sociedade mais circular e igualitária” (3). Seria este o “caminho” que Bergoglio, na sacada, indicou estar se iniciando ao se curvar ao povo?

O fato é que todo ataque à sacralidade do Papado acentua ainda mais o processo de protestantização da Igreja, visando despojá-la não apenas de suas “vestes nupciais”, mas fazendo-a hesitante no diálogo com as demais religiões.

O beato João Paulo II e Bento XVI sabiam que cada gesto seu deveria reportar-se àquele que é o Senhor de todos: Jesus Cristo, Senhor e Salvador. Se o Papa é um igual entre todos, deixa de ter realeza, e com isso relativiza a própria realeza de Cristo, de quem é representante visível na Terra. Pio XI havia sido explícito na encíclica Quas Primas: “O próprio Cristo testemunha  sobre o seu reinado, seja no último sermão ao povo, ao falar das recompensas e as penas reservadas na vida eterna aos justos e condenados; seja ao responder ao governador romano, que lhe perguntou publicamente se era Rei; seja ao confiar aos apóstolos, depois de ter ressuscitado, a missão de ensinar e batizar os povos: sempre que teve azo, Cristo deu-se a si mesmo o título de Rei, confirmou publicamente que é Rei, e declarou solenemente que lhe foi dado todo o poder no céu e na terra”. (4) Ao recusar as insignias papais, os sinais divinos da sua missão como pontífice, Bergoglio parece estar disposto a uma revolução sem precedentes na história da Igreja, de graves, gravíssimas conseqüências.

A fresta da porta que ele acena querer abrir mostra um roteiro conhecido. A revolução que propõe em nome do “poverello” de Assis é aquela que levou ao regicídio de Luís XVI. O impulso é o mesmo: o modernismo que quer corroer “as fibras mais vitais” do sagrado. E nesse sentido, Ratzinger tentou colocar o dique na rebelião vulcânica e luciferina que vem há décadas, agravada com o Concílio Vaticano II.

 “A Igreja tem de ser força de resistência” (6).

Explica o Prof. Roberto de Mattei que “o termo ‘modernismo’ aparece oficialmente pela primeira vez na encíclica Pascendi, de São Pio X, reconduzindo a um mesmo movimento um complexo de erros em todos os domínios da doutrina católica (Sagrada Escritura, teologia, filosofia, culto). As raízes e as razões deste movimento residem na tentativa de estabelecer um ‘diálogo’ entre a Igreja e o processo de secularização que se seguiu à Revolução Francesa.” (7) A Igreja resistiu, em altos graus de heroicidade, tendo os Papas como baluartes seguros na defesa da sã doutrina. “No século XIX , Pio IX tinha posto travão a este processo revolucionário em três momentos solenes do seu pontificado: a definição do dogma da Imaculada Conceição (1854); a condenação dos erros modernos com a encíclica Quanta Cura e com o Syllabus (1864); a proclamação dos dogmas do primado de jurisdição e da infabilidade do Romano Pontífice, no Concílio Vaticano I (1870). Qualquer destes atos constituiu um bastião teológico que dificultou ataques frontais. A ‘reforma’ da Igreja, que fora o objetivo das principais correntes heterodoxas dos séculos XVIII e XIX, teria de seguir por outros caminhos”. (8)

Foi preciso então inocular o germe da revolução por dentro da instituição.

Em 1907, Ernesto Buonaiuti apresentou o seu “Programa dos Modernistas”, desejoso que o método histórico se tornasse “o verdadeiro locus theologicus  da Revolução cristã”. (9) Mas foi o jesuíta George Tyrrel quem identificou”a Revelação com a experiência vital (religious experience) que tem lugar na consciência do homem, razão pela qual deve ser a lex orandi a ditar as normas da lex credendi, e não o contrário”. (10) Maurice Blondel propôs “uma nova forma de apologética, através do método da imanência, que permitiria acolher a Revelação a partir das exigências do espírito do homem. A apologética de Blondel que pretendia evitar o ‘intelectualismo’, assentava numa religião do coração com um pano de fundo subjetivista e imanentista”. (11) São Pio X condenou “o princípio de imanência que constituía o núcleo do modernismo”, (12) a partir do qual veio depois o relativismo. Daí emergiram correntes de pensamento no seio da Igreja que irão agudizar-se ao longo do século XX, especialmente no Vaticano II: dos que vivem a fé no Cristo Ressuscitado, com verdadeiro assentimento, e dos que assumiram o caminho da hesitação.

O modernismo infiltrou-se através de vários movimentos (o ‘movimento bíblico’, o “movimento litúrgico”, o “movimento filosófico-teológico” – de modo especial a nouvelle théologie– , o “movimento ecumênico” e outros. Pouco a pouco, os que assumiram o caminho da hesitação foram voltando as costas para as advertências e apelos de São Pio X, ávidos de agradar ao mundo, no afã do aggiornamento, que será a palavra de ordem do Vaticano II. São Pio X havia feito o diagnóstico preciso dos erros da época e apresentado soluções. Mas os hesitantes entenderam logo que crer na Verdade revelada significa lutar por ela, e num mundo com atrativos mais sedutores, em decorrência dos avanços tecnológicos, era melhor “uma ‘reinterpretação’ da doutrina e da estrutura da Igreja, com o objetivo de a adaptar ao espírito moderno”. (13) Das ordens religiosas mais abertas a esta adaptação, destacaram-se os franciscanos, os dominicanos e os jesuítas. Não por acaso são as que hoje, passados 50 anos do evento conciliar, estão mais desmanteladas. Leão XIII, ainda no século XIX, já havia traçado “as linhas do processo revolucionário que, tendo-se iniciado no protestantismo e passado pela Revolução Francesa, desembocava no comunismo” (14), doutrina esta que, em maior ou menor extensão, foi adotada por quase todas as ordens religiosas no pós-concílio.

Outra estratégia dos modernistas foi a da dissimulação, conforme observou Jean Rivière: “saber dissimular as próprias armas é um dos princípios essenciais da guerra moderna. Foi também uma das características distintivas do movimento modernista associar o ataque direto aos dogmas com a mais extrema variedade de subterfúgios”. (15) Com a resistência dos Papas, já ao tempo de Pio XII, Ernesto Buonaiuti  concluiu que “até hoje pretendeu-se reformar Roma sem Roma, ou talvez até contra Roma. Ora, é necessário reformar Roma com Roma: fazer com que a reforma passe pelas mãos daqueles que tem de ser reformados. É este o método verdadeiro e infalível; mas é difícil. Hic opus, hic labor“. (16) De Mattei ressalta então que “o modernismo propunha-se, pois, transformar o catolicismo a partir de dentro, deixando intacto, nos limites do possível, o invólucro exterior da Igreja”. (17) E destaca ainda o propósito de Buonaiuti: “O culto exterior permanacerá para sempre, tal como a herarquia, mas a Igreja, enquanto mestra dos sacramentos e da respectiva ordem, modificará a hierarquia e o culto de acordo com os tempos: aquela tornar-se-á mais simples, mais liberal, e este tornar-se-á mais espiritual. Por esta via, a Igreja transformar-se-á num protestantismo, mas será um protestantismo ortodoxo e gradual, e já não um protestantismo violento, agressivo, revolucionário, insubordinado; será um protestantismo que não destruirá a continuidade apostólica do ministério eclesiástico, nem a própria essência do culto”. (18) O jesuíta George Tyrrel vai mais longe: “Roma não pode ser destruída num dia, tem de se dissolver em pó e cinzas de forma gradual e inofensiva. Teremos então uma nova religião e um novo decálogo”. (19) Outro ponto estratégico: “a reforma ‘terá de ser dos ritos, e não abertamente dos dogmas'”. (20) O alvo principal é atingir a realeza de Cristo, feito isto, o resto fica tudo pulverizado. Para São Pio X a autêntica reforma “tinha a sua base na preservação e transmissão da verdade católica” (21), mas os hesitantes optaram pelo relativismo.

Com tudo isso, é de ficarmos apreensivos quando Bergoglio, jesuíta e latino-americano, se apresenta exclusivamente como bispo de Roma e, de cara, desfere golpes contra a sacralidade do papado, fazendo questão de evidenciar o seu distanciamento de seu precedessor — ainda vivo e exilado em Castel Gandfolfo!
Atordoados com tudo isso, orantes e vigiliantes, tentamos entender o que está acontecendo. E os sentimentos são de prudência e apreensão. De Fé na promessa de Nosso Senhor, que dá legitimidade ao ministério petrino. Por que temos agora duas “Suas Santidades”? Por que os Cardeais escolheram justamente o oponente de Ratzinger do conclave de 2005? Por que o raio na Basílica de São Pedro no dia da renúncia de Bento XVI? Por que o penitente peregrino descalso na tarde fria e chuvosa de 13 de março, na praça de São Pedro? Por que a gaivota na chaminé? A gaivota que atacou a pomba antes da renúncia de Bento XVI?  

Hermes Rodrigues Nery é coordenador da Comissão Diocesana em Defesa da Vida e do Movimento Legislação e Vida, da Diocese de Taubaté. Especialista em Bioética, é pós-graduado pela Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro. E-mail: hrneryprovida@gmail.com

Notas:

1. Joseph Ratzinger/Bento XVI, Jesus de Nazaré, p. 39, Ed. Planeta, São Paulo, 2007.

2. Ver https://fratresinunum.com/2013/03/25/francisco-e-marini/ e https://fratresinunum.com/2013/03/16/aquela-roupa-vista-o-senhor-monsenhor-o-tempo-do-carnaval-acabou-nosso-muito-obrigado-pelo-seu-precioso-trabalho-monsenhor-marini/

3. Leonardo Boff, E a Igreja se Fez Povo, Círculo do Livro, 1986, São Paulo, p. 165.

4. Pio XI, Encíclica Quas Prima, 5 – Sobre a Instituição da Festa de Nosso Senhor Jesus Cristo Rei, p. 66, Edições Cristo Rei, Belo Horizonte, 2011.

5. Mc 14, 7

6. Joseph Ratzinger, O Sal da Terra – O Cristianismo e a Igreja Católica no Limiar do Terceiro Milênio – Um Diálogo com Peter Seewald , p. 215, Ed. Imago, 1997.

7. Roberto de Mattei, O Concílio Vaticano II – Uma História nunca escrita, p. 33, Caminhos Romanos – Unipessoal Ltda, porto – Portugal, 2012.

8. Ib. PP.33-34.

9. Ib. p. 36

10. Ib. p. 37.

11. Ibidem.

12. Ib. p. 38.

13. Ib. p. 50.

14. Ib. p. 58.

15. Pio XI, Encíclica Quas Prima – Sobre a Instituição da Festa de Nosso Senhor Jesus Cristo Rei, p. 66, Edições Cristo Rei, Belo Horizonte, 2011.

16. Roberto de Mattei, O Concílio Vaticano II – Uma História nunca escrita, p. 67, Caminhos Romanos – Unipessoal Ltda, Porto – Portugal, 2012.

17. Ibidem.

18. Ibidem.

19. Ib. p. 68.

20. Ib. p. 69.

21. Ib. p. 89.

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21 Comentários to “A gaivota e a pomba.”

  1. Parabenizamos o professor Hermes pela excelente sinopse ref. à atual situação em que se encontra a Igreja. Fazendo um paralelo entre a última renúncia papal (São Celestino) com a atual situação enfrentada por Bento XVI. Em suma, o papa São Celestino V OSB (1215 — 1296), proveniente da ordem beneditina, foi papa durante alguns meses do ano 1294. Antes de sua escolha, ocorreu a morte do papa franciscano Nicolau IV, em 1292, assistiu-se a um demorado processo de escolha do seu sucessor, que levou cerca de dois anos, apesar de haver apenas doze votantes. O conclave foi mesmo interrompido por causa de uma epidemia de peste, que vitimou um dos cardeais. A somar a isso estavam num periodo de lutas entre os Orsini e os Colonna. Escolheu-se finalmente, em 5 de Julho de 1294, Pietro Angeleri (futuro São Celestino V), conhecido como um frade beneditino radicalmente espiritualista e um asceta, que vivia em reclusão, pois vivia como como Eremita sobre o monte Morrone, O papa seguinte aboliu-a depois. Sendo eleito papa, São Celestino foi levado da sua caverna, nas encostas do monte Mailla e fez uma entrada triunfal em Áquila montado num burro (nunca tinha estado em Roma durante toda sua vida), oferecido por Carlos II de Anjou, rei de Nápoles. O novo papa tomou o nome de Celestino V, mas governou por pouco tempo a Igreja, pois por pressões do cardeal Benedicto Caetani, foi forçado a abdicar em 13 de Dezembro. No mesmo ano (em 24 de Dezembro foi eleito o seu sucessor, precisamente da família Caetani, que tomaria o nome de Bonifácio VIII) que o manda para uma vida de reclusão, que ainda viveu dois anos. A causa de sua morte é, ainda hoje, um mistério. Foi canonizado. Em tempo: qualquer semelhança do pontificado de Bento XVI com o de S. Celestino é mera coincidência. Será?!?

  2. E qual o nome do novo papa? São Francisco é considerado o padroeiro dos animais (especialmente das aves). Qualquer semelhança é mera coincidência.

  3. Muitos se escandalizaram com os dizeres do famigerado Presidente da Comissão de Direitos Humanos da Câmara dos Deputados, o “Lobo” (Pastor?) Marcos Feliciano de que a Igreja Católica é uma “religião morta e fajuta”. Mas, não é que ele quase acertou. Troquemos o nome “Católica” por “do Concílio Vaticano II”, que eu concordaria com ele “em número, gênero e grau”.
    A Igreja do Concílio é fajuta e morta e não vai durar muito tempo.
    Ontem estive debatendo no Facebook com “uma conhecida minha”, católica e defensora dos Padres moderninhos (Joãzinho, Luizinho, Zezinho, Fabinho de Melinho, Huguinho, etc…). Como essa gente é teimosa em falar em renovação com essa Igreja que não converte ninguém.
    A Igreja do Concílio é morta e fajuta, porque não consegue sequer evitar a fuga de fiéis para as seitas protestantes.
    E como me diverte ver o castelinho de areia desses teimosos desabarem com o vento.

  4. Realmente um texto muito esclarecedor e muito preocupante ou não se olharmos pelo lado de que tudo que está nas escrituras terá que se cumprir e isso é mais um passo para o evento final que acredito que não está longe…

  5. É bom lembrar, como forma de contribuição ao artigo,a insistência do Papa em falar sempre em nome dos cristão esquecendo-se de mencionar a palavra “Católicos”. Talvez seja demonstração de receio em ofender os não Católicos ou mais um passo no caminho da tentativa de um ecumenismo inexistente?

  6. Parece o incio do fim, até mesmo posso dizer que o meio do fim, afinal tivemos um concilio VII; agora o Papa anuncia a criação de um conselho de cardeais. Para aqueles que especularam uma mundança de Igreja Monarquica para “Igreja Parlamentarista”; vem aí outro sinal.
    Nossa Senhora nos socorra!

  7. En español, a propósito del primer mes de pontificado de Francisco:

    http://in-exspectatione.blogspot.com.ar/

  8. Parabéns pela excelente análise da conjuntura da Santa Madre Igreja neste momento. Estou apreensivo e ainda não me senti totalmente feliz pela escolha, rezo a Deus para que me ajude a compreender em tudo isso a sua vontade. Um freira de idade avançada me disse esses dias: “Padre, Deus não manda o Papa que a gente quer, mas o que a Igreja precisa”. Esta vem sendo minha consolação neste último mês. Tive a oportunidade de estar na despedida de Sua Santidade Bento XVI e o meu coração não se conteve em ver como gosto de dizer “o meu papa” indo embora. Deus nos ajude e nos ilumine neste tempo.

  9. Muito bom!
    Resumiu Bergoglio, nossos sentimentos como Igreja, ou melhor nossa apreensão.
    Não nos aliviou, é verdade. Mas nos alertou como convinha. Excelente texto!

  10. “Parece que os cardeais foram me buscar no fim do mundo”, declarou o Papa Francisco, o argentino Jorge Mario Bergoglio, em suas primeiras palavras do balcão da Basílica de São Pedro.

  11. Se o próprio Cristo não fizer uma aparição pessoal a certos membros do clero, eles continuarão no beco sem saída do modernismo e do Vaticano II,

  12. Outra estranha coincidência é que o nome científico da Gaivota Prateada (essa mesma que atacou a pomba, e outra também da mesma espécie ficou em cima da chaminé) é Larus Argentatus…
    E agora temos um Papa ou pelo menos um auto proclamado Bispo de Roma Argentino.
    Difícil de dizer que Deus não esteja falando e se pronunciando sobre o que está acontecendo!

  13. Enfim vcs assumiram postura. Obrigado por esclarecer para todos qual é…

  14. Excelente texto! Agradeço ao Frates por tão grande consolo nesta hora conturbada…

    Contra os fatos não há argumentos…

    As atitudes do Papa atual, querendo ou não, deixam-nos apreensivos e confusos. Sabemos que é o Papa legítimo, que Bento XVI é o Papa emérito, mas, com o passar do tempo, vem mais forte a pergunta: O que Nosso Senhor que nos mostrar com essa escolha? Escolha do oponente número 1 de Bento XVI no Conclave anterior… E mais, desmantelando, propositalmente, costumes que seu Antecessor havia restaurado, costumes legítimos e não arcaicos ou exagerados, que tinham sido sepultados, maldosamente, nos anos turbulentos e bravios do pós Concílio, com o quebra- quebra infernal que assolou de cima a baixo a Igreja de Deus.

    “Ao recusar as insígnias papais, os sinais divinos da sua missão como pontífice, Bergoglio parece estar disposto a uma revolução sem precedentes na história da Igreja, de graves, gravíssimas conseqüências.”…

    Alguém que acompanha a Igreja durante esses 50 anos, que conhece um pouquinho de História da Igreja, pode negar essa afirmação?

    “Alguns Cardeais relataram que, ao beijarem as mãos do novo Pontífice, este por sua vez retribuia-lhes, em um gesto igualitário, com o mesmo beijo. Agora serve um abraço fraternal: somos todos iguais, como bons camaradas. Permanece em Santa Marta e recusa os aposentos papais. Diferente do beato João Paulo II, que assumiu a missão consciente de que era o Papa, pois foi o próprio Jesus quem delegou a Pedro o primado sobre os apóstolos. O Papa é o representante de Cristo e não do povo.”

    Isso é pouco???

    O que nos consola neste momento de apreensão o próprio autor do texto escreve:

    “Calma! A fresta da porta não parece coisa boa, mas calma! Os Cardeais escolheram. É o Papa. Se Deus permite, ele sabe o porquê. Bórgia passou, a Igreja prosseguiu. Só Deus é Senhor e Juiz.”….

    Amémmm!!!!!!!!!

  15. E a gaivota atacou a pomba…
    Parece-nos um prenúncio…
    Afinal, as pombas seriam o símbolo da paz, enquanto as gaivotas incomodam com seus sons e roubam os peixes dos pescadores…
    Lembrando que o primeiro símbolo da Igreja Católica foi justamente o peixe, que é “assaltado” por tal ave…
    FRATRES, diante de tudo isso, conhecendo razoavelmente bem a linda Buenos Aires, e sentindo na pele o que os Católicos daquela cidade enfrentaram com o sr. cardeal conciliar Bergoglio, não espero nada de bom vindo desse senhor aí.
    Ao contrário, sei que ele será muito pior para a Tradição que seus infelizes antecessores, que apesar de “ares tradicionais”, acompanhavam na verdade a tal “tradição conciliar”.
    Esse aí vai “inovar” e fazer o possível e o impossível para a “aplicação do concílio”.. Parcer ser o legítimo sucessor de Roncali e Montini, de tristes e infelizes memórias…
    Preocupante para nós que guardamos a Fé.
    Os inimigos da Fé comemoram, cada vez mais, e mais intensamente.
    Momento de reflexão, oração e atenção…
    A cada dia cumprem-se as antigas Profecias, basta ler os santos Profetas Jeremias e Isaías.
    Nem preciso citar as Mensagens da Virgem em Quito, la Salette, Fátima (que foi deturpada pelos papas conciliares) e Akita.
    Relembro aquela velha expressão presente nas Sagradas Escrituras: “quem tem ouvidos para ouvir, que ouça!”
    Peço ao Bom Deus e à Virgem Santíssima que possam dar-nos forças, coragem e principalmente, fortalecer nossa Fé, pois, como já disseram muitos FRATRES aqui nesse nosso blog: “coisas piores virão!”
    Para quem não acredita, basta ver os “amigos” do Bergoglio…
    Termino com outra “pérola da sabedoria popular”:
    “Diga-me com quem andas que dir-te-ei quem és!”
    Por acaso Boff, Beto, Humes & cia. ltda. elogiariam alguém que fosse Católico?
    Mistério…
    Boa semana a todos!
    Felipe.

  16. Os desígnios de Deus nós não sabemos,ainda bem.Ele sabe tudo,pode tudo…

  17. PARA DELINEARMOS MELHOR O QUE SE PASSA, PRECISAREMOS MAIS TEMPO E OS PRÓXIMOS ACONTECIMENTOS PARA VERMOS SE DELINEARÍAMOS MELHOR O QUE SE PASSA ATUALMENTE NA IGREJA.
    Tudo apareceria sob forma de interrogaçãos a criterio de cada um, já que háveria muitos misterios e incógnitas a se desvendarem.
    A JMJ poderia ser ótima oportunidade.

    OUSADIA?
    TOMEI FÔLEGO E POSTEI NO FACE DA CNBB DIA 14/04 ONDE HÁ “UM BISPO DE BRANCO, DE BRAÇOS CRUZADOS”:
    Um comentario sugerindo providencias à emérita CNBB aludindo à marxização do Brasil, a esquerdista TL e sofismas em defesa dos pobres, o Brasil cada vez mais comunizado – O CONTRASTE DE CATÓLICOS(?) ELEGENDO E SENDO GOVERNADO POR MARXISTAS – que são satanistas por se insurgirem contra tudo que é Cristo e a igreja – a sedimentação da DITADURA DO RELATIVISMO no país, tão combatida pelo magnífico Bento XVI, D Hélder e aliados no Foro de S Paulo do Lula-Fidel e outras aproximadas, de forma bem suscinta.
    E daí?
    RETIRARAM-NO DIA 15.04!
    Tá danaaaado…

  18. Obrigado professor pelo texto. Entendo que muitos estão apreensivos com o novo Papa. Mas creio que o “Espírito Santo sopra aonde quer” não é mesmo? Primeiramente vem o Espírito Santo e depois a decisão dos Cardeais não é verdade?
    É sabido que há oposição sobre o pensamento e a reflexão teológica fos teólogos da corrente teológica latino-american da libertação, contudo, não se pode atribuir tudo a esta corrente até porque muitos afirmam que ela morreu. Portanto, acho que é hora de aceitar a vontade de Deus.
    Infelizmente nossos Papas não agradaram a todos. Alguns se comportaram como imperadores romanos, outros com autoridades reais, outros como bispos de roma, etc. Precisamos entender também que Jesus Cristo era despojado, evitando tudo aquilo que considerava luxo. Ao mesmo tempo este Papa se distancia da sacralidade de sua santidade, ao mesmo tempo se aproxima de muitos gestos de Jesus. Eis aí o ponto: Ficar mais parecido com Jesus. Ser representante de Cristo é se fazer próximo, esvaziar-se de si. Estar presente no irmão, sobretudo os menos favorecidos, oprimidos, excluídos.
    Obrigado pela reflexão e espero que também reflita minhas colocações.

    Um forte abraço! A Paz de Cristo!

  19. Caríssimos amigos do Frates, a renúncia de Bento XVI nos deixou a todos muito tristes.
    O fato é que temos hoje duas “Suas Santidades” e ele se mantém um bispo vestido de branco, exilado.
    Precisamos orar por ele, que certamente sua presença entre nós tem um porquê no plano de Deus. Penso que sua missão não está concluída. A título de contribuição, valeria muito a leitura de sua trilogia sobre JESUS DE NAZARÉ. É o que estou fazendo. O capítulo dois, do segundo volume, “O Discurso escatológico de Jesus”, de modo especial a parte 1. O Fim do Templo, é de grande atualidade. Bento XVI parece falar do que está acontecendo (e do que está para acontecer) nos dias de hoje, a partir do que ocorreu com o Templo de Jerusalém, antes de sua destruição para posterior purificação. Vale a pena ler atentamente este capítulo. Cumpre destacar, por fim, as palavras de Vossa Excelência Reverendíssima, D. Sérgio, arcebispo de Manaus, “Desde os anos 1980 a arquidiocese de Manaus não tem criado mais paróquias, mas áreas missionárias”. Não seria aí o início do fim do TEMPLO e, consequentemente, o fim da EUCARISTIA? Com a palavra o profeta Daniel (“abominação da desolação”)…

  20. Caríssimo Robson, acolho e agradeço suas colocações, que muito nos servem de reflexão. Continuaremos orando e trabalhando, confiantes na ação protetora do Paráclito Consolador, com a convicção de que a Igreja é de Cristo, e quando Pedro hesitou sobre as águas, o próprio Cristo o tomou pelos braços.