Comunicado da Sala de Imprensa após queixas do Cardeal Braz de Aviz.

Por Vatican Information Service | Tradução: Fratres in Unum.com – A Congregação para a Doutrina da Fé e a Congregação para os Institutos de Vida Consagrada e Sociedades de Vida Apostólica têm, por algum tempo, colaborado para uma renovada visão teológica da Vida Religiosa na Igreja. A preocupação da Santa Sé, expressa parcialmente na Avaliação Doutrinal da Leadership Conference of Women Religious nos Estados Unidos, é motivada por um desejo de apoiar a nobre e bela vocação dos religiosos, de modo que o eloquente testemunho da Vida Religiosa possa prosperar na Igreja em prol das futuras gerações.

Dom Gerhard Müller (esquerda) e Dom João Braz de Aviz (direita).

Dom Gerhard Müller (esquerda) e Dom João Braz de Aviz (direita).

As iniciativas da Santa Sé nesta área dizem respeito principalmente à fé da Igreja e sua expressão na Vida Religiosa. A fé da Igreja — no desígnio amoroso do Pai que enviou o Seu Filho para ser nosso Salvador, na inspiração da Sagrada Escritura, no dom da graça através dos Sacramentos, na natureza da Igreja guiada pelo Espírito Santo — esta fé está no coração dos Conselhos Evangélicos. Ela motiva a paixão pela justiça partilhada por tantas religiosas e religiosos, e ela procura sempre ser exprimida na caridade ativa para com aqueles mais necessitados.

Recentes comentários na mídia sobre observações feitas no domingo, 5 de maio, durante a Assembléia Geral da União Internacional dos Superiores Gerais, pelo Cardeal João Braz de Aviz, Prefeito da Congregação para os Institutos de Vida Consagrada, sugeriram uma divergência entre a CDF e a Congregação para os Religiosos em seu enfoque sobre a renovação da Vida Religiosa. Tal interpretação das palavras do Cardeal não se justifica. Os Prefeitos de ambas as Congregações trabalham proximamente segundo as suas responsabilidades específicas e têm colaborado ao longo do processo de Avaliação Doutrinal da LCWR. Dom Gerhard Müller, Prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé, e o Cardeal Braz de Aviz se encontraram ontem e reafirmaram o seu comprometimento comum na renovação da Vida Religiosa, e particularmente na Avaliação Doutrinal da LCWR e no necessário programa de seu reforma, de acordo com os desejos do Santo Padre.

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Nota do Fratres: Afirmar-se “consternado” e “com muita dor” pela atuação da CDF — cujos métodos “nós temos que mudar”, já que os responsáveis pelos dicastérios devem “confiar no juízo uns dos outros” — definitivamente não é nenhuma manifestação de harmonia e cooperação. Dizer que “não se justifica” a interpretação feita por qualquer ser pensante só mostra como o Cardeal Braz de Aviz é capaz de colocar, pela enésima vez, a Santa Sé em maus lençóis, a ponto de fazê-la emanar um comunicado que busca negar o óbvio. A nota acima é, evidentemente, fruto da diplomacia curial. Razoável seria, de fato, uma retratação do Cardeal Aviz, o que, sabemos todos nós, seria uma humilhação não prevista no manual de boas maneiras que vigora em Roma. Esse episódio só evidencia, mais uma vez, a completa inaptidão do purpurado brasileiro.

15 Comentários to “Comunicado da Sala de Imprensa após queixas do Cardeal Braz de Aviz.”

  1. Manda pra China!

  2. Um gesto de insubordinação irresponsável e infantil, que compromete não só a unidade da Igreja, pela imprudência de dissentir abertamente de uma decisão que fora chancelada pelo Santo Padre, bem como atrapalha o já extremamente delicado plano de reforma da LCWR. Lamentável e vergonhoso, ainda mais vindo isto de um brasileiro. Sabe-se lá Bento XVI estava com a cabeça quando resolveu trazer de Brasília dom Aviz para o dicastério das Vidas Consagradas. Mas, ao menos, sob Bento XVI o purpurado mantinha a discrição protocolar indispensável a qualquer um – seja cardeal ou não – que trabalhe na Cúria. Mas, talvez premido por alguma frustração diante das expectativas aparvalhadas que se criaram em torno da eleição de Francisco, o cardeal falhou com o recato e criou uma crise estúpida.

    Francisco vai ter, decididamente, muito trabalho…

  3. Uma situação de tamanha gravidade e tão seriamente problemática, como esta da Conferência Americana de Religiosas, questão que urge imperiosas providências o quanto antes e Dom Braz de Aviz criando caso por se sentir ferido em suas susceptibilidades … Que o Papa Francisco possa mesmo fazer vigorar em toda a Igreja o valoroso lema jesuíta : AD MAJOREM DEI GLORIAM , e que esta postura mesquinha de se colocar o ” amor próprio ” acima do amor à Santa Igreja seja banida para sempre de uma vez por todas !

  4. Vergonha alheia pelo que fez o Cardeal…

  5. Realmente a sensação que fica em nós, brasileiros, é de vergonha. Depois de representantes de nosso país na Cúria romana, da altura de um D. Agnelo Rossi, de um D. Lucas Moreira Neves, deparar-se agora com isso…

  6. A nota da Cúria não fala em «harmonia e cooperação» – isto fica por conta do Fratres.

  7. Enquanto que a lideranca das religiosas americanas propoem “moverem para alem de Cristo” e convidam sandeus que proclamam a evolucao do ser humano alem de seu corpo atraves da eutanasia e da eugenia, o cardeal acha que procedimentos burocraticos sao mais importantes do que trazer essas ovelhas desgarradas de volta ao rebanho.

    Se ha algum conforto nesta nota e que a sabia decisao da CDF venceu o orgulho ferido do cardeal brasileiro.

  8. Nós exigimos na época do Conclave que o D. Aviz começasse a aprender latim que é a língua da Igreja e dos belos cantos gregorianos, teria ele entendido que era para começar a latir?

  9. Este purpurado é um arrematado fiasco. E o pior é ter de reconhecer que a responsabilidade repousa sobre o Papa Emérito, ainda que por sugestão de potentados cnbbistas. Se o melhor que o episcopado nacional tem a oferecer à Cúria Romana é isto, estamos a dar o sinal de que as coisas andam muito péssimas por aqui. Se quem de direito souber ler estes sinais, a nomeação de Braz de Aviz não foi de todo em vão!

  10. Fogo amigo? Isso é porque a cúria ainda é muito centralizada na visão modernista. Segundo estes, a cúria ainda representa uma Igreja autoritária, imperialista, mesmo depois das reformas pós-conciliares. Imaginem, então, se ela fosse formada por discatérios soberanos!!!!!!! Seria uma balburdia, a confirmação das palavras de Nossa Senhora de Fátima (se é que já não estão suficientemente atualizadas), sobre a guerra fratricida de cardeais contra cardeais. Rezemos pelo clero.

  11. É sabido que a promoção de D. Braz de Aviz a cardeal foi resultado da velha máxima latina “Promoveatur ut amoveatur”. Logo, os disparates cometidos pelo mesmo não são coisas excepcionais…

    Ele estava acostumado com a CRB que deixa as religiosas e religiosos do Brasil, com raras exceções, numa total “liberdade” para se comportar e formar seus vocacionados numa linha totalmente à revelia de de Roma, como dizem, afinados à “realidade latino americana”. Claro que essa “realidade latino americana” é a mesma e caduca da década de 70, filha predileta da tl maldita e marxista que só despedaçou e implodiu as grandes Ordens e Congreações de outrora…

    Mas, mesmo do mal Deus tira o bem, afinal, a tomada de posição do Papa Francisco de dá sinal verde para a CDF agir, à revelia da Congregação dos religiosos, para tentar por freios à malfadada situação das religiosas dos EUA é um balde de água fria na tão propalada colegialidade que, mal aplicada, tira o poder do Papa em relação à Igreja universal e dos Bispos nas suas Dioceses…

    Rezemos pelo Papa…

  12. O pessoal se esquece que o presidente da CDF é o tal Gerhard Müller. É até possível que daqui a algum tempo Gerhard Müller esteja ajudando João Braz de Aviz a aplicar a sua “democracia” dentro da Santa Igreja.

  13. É o sujo que fala do mal lavado Ahhh, Concílio Vaticano II..

  14. Mais um fruto podre dos tempos hippies da reinvenção da roda, o Vat II.