Confessionários reais significam mais confissões reais.

Por Rorate-Caeli | Tradução: Fratres in Unum.com – Nos últimos anos diversas paróquias ao redor do mundo restauraram coisas, como, por exemplo, mesas de comunhão, altares-mores, estátuas, sacrários posicionados no centro e os outros itens que comumente se encontravam nas igrejas Católicas.

Entretanto, uma área que foi muito negligenciada é a restauração (ou construção) de confessionários para as naves ou transeptos das igrejas. Mesmo as pretensas igrejas conservadoras aceitaram a “sala de reconciliação” como o padrão, desde que haja um genuflexório e anteparo como uma opção dentro da sala tipo escritório.

Comparem a “sala de reconciliação” de uma típica paróquia com um dos muitos confessionários na Basílica de São Pedro:

Recentemente, uma paróquia novusordinariana (rezem para que ela ofereça a Missa Tradicional em breve) descobriu que mais pessoas se confessam quando existe um confessionário visível.

Um Confessionário da Escola Antiga Reaviva a Expressão “Perdão”

Por Ann Marie Somma

da Religion News News

DERBY, Conn. (RNS) O Reverendo Janusz Kukulka não pode dizer ao certo que seus paroquianos estão pecando mais, mas certamente eles estão fazendo fila diante do novo confessionário para lhe contar seus pecados.

Durante anos, Kukulka, contentava-se em absolver pecados em uma sala privada assinalada com uma placa de saída à direita do altar de Santa Maria da Igreja Católica da Imaculada Conceição.

Mas algo aconteceu durante a Quaresma deste ano. Pela a primeira vez, Kukulka percebeu realmente que faltavam dois confessionários na parte de trás de sua igreja. Eles haviam desaparecido por quatro décadas, banidos durante os anos 70 para dar lugar a unidades de ar condicionado durante uma renovação inspirada no Concílio Vaticano Segundo.

Eles devem ter sido belos, pensou Kukulka. E imaginou as suas portas de painéis de carvalho escuro e formas arqueadas para combinar com a arquitetura gótica da igreja projetada pelo ilustre arquiteto do século IXX, Patrick Keely.

A ausência deles era marcante, especialmente, quando a Arquidiocese de Hartford havia pedido às paróquias para estender os horários de confissão durante a Quaresma, parte de uma campanha de relações públicas para fazer com que os católicos retornassem ao sacramento da reconciliação.

Assim, em um domingo Kukulka anunciou o seu desejo à congregação. “Disse-lhes que queria um confessionário visível”, ele contou.

Ele recebeu um dentro de uma semana. Os paroquianos Timothy Conlon e Patrick Knott se mexeram rápido para atender o desejo de seu padre. Eles pensaram em construir um confessionário, mas o custo era proibitivo para a paróquia sem grana. Assim, eles recorreram à Internet, onde Conlon encontrou um confessionário antigo à venda em Iowa pelo eBay.

Conlon voou para Iowa e voltou para Derby trazendo o confessionário de carro. A esposa de Knott, Elisa, doou o custo $1.100,00 do confessionário em honra de seus pais, que eram paroquianos devotos da igreja. Uma placa acima do confessionário ostenta seu nome.

“É um sucesso!”, disse Conlon.

Patrick Knott, que nunca havia se confessado em uma sala privada, disse que uma longa fila se formou em fevereiro, quando Kukulka atendeu a primeira confissão no confessionário. Ele foi o primeiro a experimentá-lo.

Recebi o status de celebridade, ele contou. “Não foi nada mal”.

Kukulka disse que desde então as confissões estão em alta na igreja.

Leia toda a história no Religion News Service aqui.

Vale observar que o sítio da paróquia na Internet chama aquilo que todos no mundo conhecem como o sacramento da penitência: “confissões”.  Não “reconciliação”, ou “cura” ou outros nomes psicológicos que não aumentaram a freqüência da confissão desde o Concílio Vaticano II.

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25 Comentários to “Confessionários reais significam mais confissões reais.”

  1. Puxa vida, como eu gostaria de um confessionário para minha paróquia… Fiz alguns orçamentos e custa caríssimo confeccionar um novo. Tenho olhado em antiquários e em paróquia antigas, mas não tive sorte. Minha paróquia é bem pobre e ainda não consegui economizar para adquirir um.
    Espero que, em um futuro próximo, eu consiga.
    Em todo caso, faço um apelo ao meus irmãos padres: insistam na necessidade da confissão frequente!
    É assustador como os fiéis perderam o costume da confissão. Têm sido uma luta fazer meus paroquianos entenderem que a confissão anual é o mínimo que um católico é obrigado a fazer. Entretanto a santidade não se constrói a base de mínimos!
    Grandes santos, como o São Pio de Pietrelcina, só para citar um exemplo, dizia que a confissão deve ser feita uma vez por semana! “A confissão que é a purificação da alma, deve ser feita ao menos uma vez por semana. Não é possível manter a alma longe da confissão por mais de sete dias.”
    Deus abençoe os leitores deste site.
    Sejam santos e bons penitentes!

  2. Detalhe: o padre Pio de Pietrelcina e o Santo Cura d Ars – São João Maria Vianey ficavam 12 horas no confessionario dando não só o sacramento da penitencia, mas também orientação espiritual.

    Ou seja, o que eles faziam em um dia, os atuais padres moderninhos não fazem em uma ano, talvez em uma vida inteira.

    Mas não são só os confessionários que desapareceram, foram as mesas de comunhão, o santíssimo foi posto ao lado e saiu no centro da igreja cujos altares foram destruídos para dar lugar ao mesão e o cadeirão que o padre senta, os coros de canto – na minha cidade havia um orgão de tubo que desapareceu e por aí vai.

  3. Ah, descobriram que um confessionário mais visível estimula as pessoas a se confessarem?!?!!?!?
    Quando será que eles descobrirão que quando colocarem Cristo como centro das atenções na Missa Missa Tridentina), e não o Padre ou o povo, o povo voltará para a Igreja de Cristo?

  4. Deo Gratias!

  5. Confessionário me dá segurança e conforto, pecado é vergonha, não é glória, gosto de confessar num lugar fechado e escuro.
    Até na Igreja Ortodoxa – que não tem confessionário, o padre cobre cabeça do fiel com estola, para criar um “ambiente fechado e escuro”.

  6. Reverendo Pe. Gian, o Bom Deus há de lhe dar a graça de ter um confessionário em sua paróquia. Imagino que nesse meio tempo o senhor esteja usando ao menos o modelo simples, como da primeira foto, que ainda preserva alguma reserva entre o padre e o penitente e permite que este se ajoelhe durante a confissão. O problema maior que tenho observado em minha cidade é que nem o “biombo com treliça” está sendo usado. Infelizmente há muitas igrejas aqui no Rio com um a dois confessionários tradicionais totalmente em desuso, enquanto os padres preferem as ‘salas de reconciliação’.

    Até mesmo na grande catedral metropolitana do Rio de Janeiro não se vê confessionários nem confissões. Recentemente até vi dois biombos com treliça, em duas ocasiões diferentes, mas nunca em uso. Imagina, se nem a catedral metropolitana, ao contrário das catedrais de outros países, não oferece confissões com horários fixos o que esperar as simples paróquias? A explicação é que o Convento de Santo Antônio (que fica próximo à Catedral) já oferece confissões.

    Desculpa eu perguntar, o senhor fala que é um sacrifício convencer os fiéis da necessidade da confissão, mas o senhor fica sentado em um lugar da igreja com a estola roxa em horários fixos e regulares para que as pessoas lhe vejam e tenham a certeza que o senhor está ali para ouvir confissões? Sinceramente mesmo que uma paróquia ainda não tenha um confessionário tradicional, mas se ao menos o padre estiver sentado em uma cadeira usando uma estola roxa, sempre no mesmo horário, com o tempo os fiéis saberão que o padre está ali para ouvir confissões e se animarão. Ter que ir a secretaria para chamar o padre para confissões pode ser embaraçoso para muitas pessoas.

  7. Ah se alguns padres administrassem decentemente o sacramento da confissão!!

    Que bom seria se alguns não mutilassem a fórmula da absolvição, utilizassem o confessionário, pedissem o ato de contrição, se colocassem visivelmente e em horários decentes e não precisasse os fiéis terem que buscá-los na sacristia ou marcar horário na secretaria…
    Do jeito que está desestimula até o mais pio dos fiéis.

  8. Não tenho dúvida que a restauração da Igreja passa pela restauração do sacramento da confissão.

    Hoje o que vejo são Igrejas sem confessionários,e nas que existem vejo muitos poucos ou nenhum fiel confessando-se.Sem falar no fato de se os fiéis sabem o que significa tão grandioso sacramento para fazer uma boa confissão,já que o desconhecimento impera.

    Mas para mudarmos a situação atual,necessariamente deveria haver uma exortação insistente por parte do clero para que as pessoas voltem ao sacramento da confissão como o caminho obrigatório para uma conversão sincera.Mas para isso precisamos de padres e confessionários facilmente acessiveis pelos fiéis durante os dias.

    Como dizia O Cura D Ars: Uma conversão sincera passa pelo sacramento da penitência.

    Fiquem com Deus.

    Flavio.

  9. Na minha paróquia está escrito assim: “Em comemoração aos 50 anos do Concílio Vaticano II, todas as sextas-feiras do ano teremos confissão comunitária”. Pode?

  10. Pax Domini.
    Bendito seja Deus, que venham os tradicionais confessionários.
    Em se tratando de seres humanos, criaturas psicossomáticas, ver o confessionário estimula a confissão. É algo visível inspirando a irmos ao encontro do Invisível. Por isso que o que importa não é só o “coração”, mas os gestos também. Como diz o adágio: A boca fala do que o coração está cheio. Podemos dizer que o coração, a boca e os gestos devem ser o prolongamento um do outro. Se o gesto é pobre é porque no fundo o coração está vazio.

    Rezemos pela causa dos sacerdotes que querem os bons e santos confessionários de volta em suas paróquias e façamos nossa parte seja em que sentido for.

  11. Eu conheci um padre que atendia confissão sentado nos bancos da igreja, de bermuda e com o cachorrinho no colo.

  12. Na paróquia N. S. do Brasil, em SP, há dois confessionários e confissões diárias neles, assim como durante as Missas de domingo e nas quais é comum ver fila composta, não raro, majoritariamente por jovens.

    Na Catedral da Sé, também em SP, ficam diariamente, e por várias horas, um ou dois sacerdotes em seus confessionários atendendo confissões e, sempre que fui lá, com filas.

  13. Gostaria muito de saber onde deve ficar um confessionario na Igreja. Qual necessariamente é o seu lugar?

    Conto com piodosas e generosas respostas.

    Grato.

  14. Pe. Gian Paulo Ruzzi, sua benção!

    Infelizmente, com esta moda de “confissão comunitária”, muitos fiéis abandonaram a confissão auricular/individual. Uma pessoa (agora me falha a memória se era MECE ou apenas alguém que participa de uma paróquia aqui perto) disse que NUNCA faz confissão individual, apenas comunitária. E não é somente ela, muitas pessoas pensam e agem assim. As paróquias por aqui (Rio) estão marcando mensalmente este tipo de evento. Se os (in)fiéis entendessem o valor e a importância deste sacramento, de como nos sentimos bem quando nos confessamos, certamente mudariam de idéia. Infelizmente nunca tive a oportunidade de me confessar em um confessionário, apenas em salas, que seriam ótimas para um aconselhamento ou sessão com um psicólogo.

  15. Pe. Gian Paulo Ruzzi, sua bênção!
    Escreva para a paroquia da matriz de São José dos Campos, os confessionários lá são de enfeite, quem sabe n dão para o senhor.

  16. Belos confessionários!
    Já me confessei nos dois modos sem problemas, mas é inegável a diferença e a beleza de um confessionários desses. Ainda mais para alguma pessoas que possam se sentir intimidadas de estar frente a frente com o Sacerdote.

    Aliás seria bom, além dos confessionários clássicos, padres com boa formação e aptos para o Sacramento da Confissão, pois o que tem de fiéis arrependidos que se confessam e o padre diz que algumas coisas são irrelevante, que “isso não tem mais problemas nos dias de hoje.”
    Imaginem um(a) adúltero(a) confessando o seu pecado para o EX-Padre Beto. A reprimenda seria por considerarem o adultério um pecado.

  17. Prezado Manoel.
    O local do confessionário é na nave da igreja, lado direito ou esquerdo, onde todos os fiéis possam velo, por este motivo os fiéis se recordam da penitencia, e observa o seu uso.
    Não é “licito” que confissões sejam ouvidas em salas e locais fechados.

  18. Há 8 confessionários na catedral de minha cidade… e praticamente nunca são usados,somente as vezes na páscoa e no natal,

  19. Perfeito,Leandro AC.

    Fiquem com Deus.

  20. Ah!! se nas Igrejas da minha cidade tivessem pelo menos aquele “biombo com treliça” no qual se tem a oportunidade de uma confissão de joelhos…mas,Infelizmente são salas com uma mesinha entre duas cadeiras e, pior, o padre, salvo raríssimas e honrosas exceções, a paisana deixa, às vezes, a estola dobrada em cima da mesa ou pendurada no braço da cadeira, lamentável!!!

  21. “Na minha paróquia está escrito assim: “Em comemoração aos 50 anos do Concílio Vaticano II, todas as sextas-feiras do ano teremos confissão comunitária”. Pode?

    Meu caro, não deixe seu padre enganar o povo, ele não tem esse direito, faça seu apostolado mostrando para as pessoas pelo CIC, números, 1482; 1483; 1484, que a confissão comunitária serve só e somente só em situações extraordinárias e bem precisas; diga claro para as pessoas que quem só se “confessa” na confissão comunitária está acumulando pecados mortais, perdendo tempo e se enganando…

    Com certeza vc tirará muitas pessoas da ignorância causada por aqueles que deveriam esclarecê-las e não o fazem, por preguiça, má fé, ou por ensinarem a própria doutrina, coisa que não falta hoje na Igreja…

  22. Eu sou feliz!!!!!!!!
    Na paróqui que frequento, não só existem confessionários,como, normalmente enquanto um padre celebra a Santa Missa, outro está à disposição no confessionário para atender confirssões.
    E não se diga que seja uma paróquia que segue a liturgia tridentina. Não, é uma paróquia que segue o rito novo (muito bem celebrado, diga-se de passagem), cijo pároco é o vigário geral da minha diocese.

  23. Concordo em gênero, número e grau com o título bastante sugestivo: ‘Confessionários reais significam mais confissões reais”, sem sombra de dúvidas!

  24. Olá, Ana Maria, Cristina e Maria.
    Deus as abençoe.
    Paróquias antigas costumam ter confessionários, mas é muito difícil doarem. Primeiro porque toda paróquia é obrigada canonicamente a ter um. E depois porque fazem parte do tesouro da paróquia. Enfim, quem sabe eu tenha sorte um dia.
    Queria comprar esse aqui, pelo menos: http://www.livrariajoaopauloii.com.br/loja/?p=produto_detalhes&id=13427. Mesmo assim está muito caro para minha paróquia.
    Fazer um confessionário novo, mesmo sem grande beleza artística, não custaria menos de R$ 10.000,00.
    Eu fico de terça a sábado, das 15h00 às 20h00 na Igreja. Mas atendo mais confissões mesmo aos domingos, perto dos horários de missa. Mas isso só agora, depois de um ano falando da importância da confissão em quase todas as missas. Não fico sentado de estola porque minha paróquia está em um bairro dormitório. Mas acho que isso seria importante numa paróquia de bairro central, por exemplo.
    O grande problema, no ponto de vista, é a pregação mal feita, para não dizer pecaminosa ou omissa, de que a confissão só é necessária quando o pecado for muito grave.
    Obrigado pelo incentivo! Rezem por minha fidelidade.

  25. Na minha paróquia o Padre confessa numa salinha(escritório), sem estola e sem penitencia! Disse que eu ficasse sentada eu pedir para me ajoelhar…ele permitiu,porém depois da confissão pedindo orientaçoes ele disse que o que o Papa fala é para ser obedecido lá em Roma aqui quem manda é o seu bispo! Resultado:Mudei de paróquia,me desloco 40min de ônibus e vou no centro,la a missa é celebrada por um Monsenhor,sem palmas e sem abraço da paz.