Simplesmente lobo.

But the hired hand, and whoever is not a shepherd, to whom the sheep do not belong, he sees the wolf approaching, and he departs from the sheep and flees. And the wolf ravages and scatters the sheep. (Saint John, 10, 12)

O mercenário, porém, que não é pastor, a quem não pertencem as ovelhas, quando vê que o lobo vem vindo, abandona as ovelhas e foge; o lobo rouba e dispersa as ovelhas. (São João 10, 12)

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Pentecostais podem contribuir para a missão da Igreja, diz padre

Padre Elias Wolff.

Padre Elias Wolff.

Canção Nova – A Igreja Católica celebra desde o último dia 12, no hemisfério sul, a Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos. Esta também é uma oportunidade para pensar sobre o lugar que as Igrejas Evangélicas Pentecostais ocupam no trabalho ecumênico que os católicos têm promovido no mundo.

Antes disso, é preciso conhecer mais sobre esta vertente do Cristianismo, perguntando: quem são os pentecostais? De acordo com o Assessor da Comissão para o Ecumenismo da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), padre Elias Wolff, estes são cristãos que têm uma característica forte em sua experiência de fé, marcada pela Pessoa do Espírito Santo. 

No mundo evangélico, segundo o padre, há três tipos de pentecostais. O primeiro que surgiu no início do século XX até a década de 50; o segundo a partir dos anos 50 até os anos 80 e o terceiro estilo de pentecostalismo, idealizado desde os anos 80. Este último, segundo padre Elias, é muito diferente do chamado “pentecostalismo clássico” da primeira geração.

As comunidades evangélicas pentecostais não são membros do Conselho Nacional de Igrejas Cristãs do Brasil (CONIC), mas participam de algumas atividades promovidas pelo organismo, porém sem o título de membros. Hoje, participam oficialmente do CONIC, a Igreja Católica Apostólica Romana, a Igreja Luterana, a Igreja Presbiteriana, a Ortodoxa Siriana de Antioquia e a Igreja Anglicana. 

No entanto, é intenção da Igreja dialogar também com esses grupos. De acordo com padre Elias, a Igreja Católica busca abrir caminhos de diálogo com os pentecostais desde 1908, sendo que no Brasil, esse processo começou a partir de 1909. Segundo o padre, a Igreja quer dialogar com todas as expressões de Cristianismo, mesmo aquelas que não são, hoje, membros do CONIC. 

A contribuição dos evangélicos para a missão da Igreja Católica

O assessor da comissão da CNBB acredita que as Igrejas Evangélicas Pentecostais podem contribuir muito com a missão da Igreja Católica. Ele ressalta a presença de comunhão destes grupos com a fé católica especialmente no segmento pentecostal também presente na Igreja, por meio dos movimentos

Apesar da evidência maior destes grupos evangélicos, padre Elias destaca que o pentecostalismo é um fenômeno de todo o Cristianismo, ou seja, presente tanto no catolicismo, como no mundo evangélico. Na Igreja Católica ele se manifesta especialmente nos novos movimentos, que segundo o padre, têm crescido com rapidez e contribuído para a missão da Igreja

Uma contribuição que os cristãos evangélicos podem oferecer à Igreja está na experiência da Palavra de Deus. “Esta experiência é própria de todo o cristão, mas não há dúvida que são os evangélicos quem têm o uso da Palavra mais frequente que muitos católicos”, diz o padre. Além desta, a missionariedade dos evangélicos também contribui com a missão católica. Segundo o padre, esta consciência missionária é muito desenvolvida no mundo pentecostal.

“Há uma série de elementos que, não sendo exclusivos dos pentecostais, pois são também nossos [dos católicos], nos indicam, de alguma forma, um modo de assumí-los. E há de reconhecer que há espaço de cooperação na missão, se pensarmos nesse sentido”, ressaltou. 

Padre Elias, que também é professor de Ecumenismo, afirma que é necessário que católicos e evangélicos estudem e conheçam ambas as realidades. “Nós falamos muitas coisas sobre o pentecostalismo que nem sempre corresponde a realidade, fundamentado numa falta de conhecimento sobre o que de fato ele é. A pentecostalidade é uma característica de todo cristão, não só dos evangélicos”, disse o padre. 

Segundo ele, o estudo sobre as realidades de cada um cria a percepção de elementos comuns onde se pode conversar e dialogar. “Depois vamos percebendo também que as diferenças existem, não somos todos iguais. Mas estas diferenças precisam ser conversadas a partir desses elementos comuns para católicos e evangélicos. Estudar e conhecer vale para católicos e evangélicos”, afirmou. 

Experiência de ecumenismo

Na prática, há experiências concretas que estão promovendo a unidade entre cristãos evangélicos e católicos. Um exemplo é o ENCRISTUS – Encontro de Cristãos na Busca da Unidade e Santidade. O evento acontece todos os anos no Brasil e reune cristãos, católicos e evangélicos, para a oração, partilha da Palavra de Deus e de experiências de fé. Em 2012, o evento foi realizado em Sorocaba (SP) [ndr: este uivo coletivo de Pe. Wolff e outros da alcatéia ecumaníaca-carismática foi à época repercutido aqui no Fratres].

33 Comentários to “Simplesmente lobo.”

  1. Como foi bem exposto na epigrafe acima ao menos a CNBB se preocupa em colocar um bispo com sobrenome Wolf que em alemão significa Lobo. Muito original.

    Quando da excomunhão do Padre Beto um leitor do frates havia dito que era um lobo a menos e eu havia continuado o comentário que faltava ainda a alcateia modernista do CVII.

    Roguemos a Santíssima Virgem destrua mais este hereges em nome do preciosíssimo sangue Real de Nosso Senhor .

  2. Uivos à parte, os “pentecostais” ocupam hoje na sociedade brasileira o espaço que deveria ser ocupado e apoiado pela oficialidade católica. Procuramos pastores e ovelhas, mas vemos tantos lobos e bodes. Procura-se o combate ao marxismo, mas muitas pastorais, ao invés de sociais, são socialistas. Procura-se a defesa da heterossexualidade, mas o que percebemos é o combate à “homofobia” (que não seja dentro dos seminários, mas a realidade uiva!). Procura-se o direito humano do cidadão de bem, mas vemos a defesa dos direitos “dos mano”, impedidos de serem presos, por piores que sejam seus crimes, pois são considerados umas criancinhas aos 17 anos, vítimas de quem não é bandido.
    E para não me achar melhor do que os outros e recuperar o bom humor, permitam-me um uivo final: auuuuuuuuuuuuuuuuuuuuu!

  3. É… antes o lobo se escondia, sob a pele de cordeiro.
    Hoje, age descaradamente sem pudor algum, vergonha nenhuma.

    Diz no texto: “(…) mas não há dúvida que são os evangélicos quem têm o uso da Palavra mais frequente que muitos católicos”.
    Será que não é porque muito padre esquece o Evangelho e prefere fazer mero proselitismo? Usar o púlpito para propaganda relativista?

    E ainda afirma que o pentecostalismo na Igreja Católica, especialmente nos novos movimentos, contribui para a missão da Igreja. Dançar na frente do Santíssimo, desvirtuar a sã doutrina é contribuir para a missão da Igreja?

  4. Na manhã do dia 18 de maio eu dei minha contribuição para o ecumenismo: a escola do meu filho fez 25 anos e teve uma comemoração. Depois que um homem que se disse padre falou, veio o pastor. Ele mandou que todos se levantassem e fechassem os olhos. Meu filho e eu nos levantamos e saímos.
    Acho que me levantei bruscamente, pq o padre olhou para mim, é uma pena ele n ter vindo falar comigo!

  5. Herege, simplesmente herege.

  6. Onde isso vai parar? Creio na Igreja UNA, SANTA, CATOLICA e APOSTOLICA.

  7. SIMPLESMENTE BOBO

    Acho, porque não consigo encontrar outra explicação racional, que os clérigos modernos, crias do Concílio Vaticano II são roqueiros, são ‘multimídia’, são cantores, são ‘pop stars’, são tudo o que se possa imaginar, menos vocacionados para a fé e menos ainda leitores da Bíblia.

    Porque não é possível. Se Jesus disse com todas as letras fundava a única Igreja Dele sobre a autoridade de São Pedro, se conferiu as chaves do Reino ao apóstolo, para que pudesse desligar e ligar as coisas do céu e da terra, onde encontraremos lugar para ecumenismo, para pentecostalismo, para qualquer ramo que se diz cristão fora da Igreja católica?

    Antigamente se queimavam hereges. Sem entrar no mérito da pena, até porque outros eram os tempos, outros os costumes, outras as as mentalidades, hoje em dia e sob certos aspectos, esses tais “irmãos separados” têm na própria Igreja, muito mais reconhecimento que católicos sinceros e ortodoxos.

    Longe de acender as fogueiras nas praças, rogo a Deus que acenda alguma chama, algum braseiro mas nos corações dessa escumalha de bobos que estão infestando a Igreja.

    Bobos perigosos, diga-se de passagem, porque são verdadeiros guias de cegos.

  8. Aonde vamos parar? Aqui na minha cidade um padre chamou um pastor para falar em sua paróquia. O padre parece que se afastou e o deixou sozinho. Uma pessoa me disse que o pastor ficava falando, assim mais ou menos: “Vocês precisam aceitar Jesus.” Entenderam o que o pastor estava pretendendo? A senhora que me contou o ocorrido e que não tem formação doutrinária disse: “É entregar a casa pro inimigo.” Como que uma pessoa sem formação doutrinária tem mais bom senso que um padre? Os padres progressistas, a maioria, infelizmente deixam muitíssimo a desejar em quase tudo.

  9. Falar mal deste padre, do Concílio, da CNB do B é chover no molhado… Só me resta dizer, que dá-me nojo ver tanta heresia e tolice vindo dum padre… P.s.: O padre parece também com o leão lono, rsrs…

  10. Corrigindo: Leão Lobo

  11. Pax Domini.

    “Uma contribuição que os cristãos evangélicos podem oferecer à Igreja está na experiência da Palavra de Deus”.

    O padre só se esqueceu que protestante interpreta as Sagradas Letras de acordo com seu espírito e a Santa Igreja interpreta com o Espírito Santo de Deus que ensina toda a verdade. Sendo assim, porque largar o certo, santificante, justo e verdadeiro para ficar com a gnose sentimental protestante e suas contribuições?

    O protestantismo ao relativizar as Sagradas Escrituras relativizou toda a verdade, eis aqui a gênese da “Ditadura do Relativismo”.

    Protestantes precisam ser verdadeiramente evangelizados, tirados das guarras de seu Pai Lutero e introduzidos no rebanho de Cristo apascentado por Pedro.

    Já dizia são Pe. Pio que o protestantismo tem dois pais, um é Lutero e o outro o demônio.

    Rezemos muito pela conversão dos protestantes que de forma sincera procuram a Cristo, para que venham encontrá-LO no lugar correto, na Santa Igreja Católica.

  12. Beleza, agora pergunta lá pros pentecostais o que eles acham da Igreja Católica. Esse ecumenismo burro é uma via de mão única, só a CNBB parece não ter percebido.

  13. Bom dia ! Hoje assistindo a missa de Pentecostes pela Rede Vida, transmitida a partir o Vaticano, que é um canal de grande alcance, fiquei pasma com o locutor Serginho Valle. Ele elogiou a Teologia da Libertação e proferiu as palavras ”social” e ”respeito à diversidade” várias e várias vezes. Todos sabemos o intuito de alguém que emprega estes termos nos dias de hoje. O lobo está de fato entre as ovelhas Deus ajude a Igreja Católica !

  14. Acho que Ele estudou no mesmo Seminário que o Padre Fábio de Mello. Porque a linha de pensamento são as mesmas.

  15. Ele só está reproduzindo o que aprendeu no seminário da “igreja” fundada pelo Concílio Vaticano II… Isso assusta a quem?

  16. A IGREJA CATÓLICA seguiremos,

    é um PENHOR DE SALVAÇÃO.

    Outras crenças não queremos,

    de loucos homens invenção …

  17. Os ‘pentecas’ podem contribuir para Igreja … apesar de nos acusarem de idolatras, de dizerem que vamos pro inferno, de falarem que nossa igreja é demoníaca … ja os católicos tradicionais são tachados de neonazistas e considerados algo que tem que ser extirpados da igreja … Se isso não é ‘demolir por dentro’ , nada mais é.

  18. Seria muito bom se os católicos(mais exatamente os sacerdotes, mas os leigos também!) tivessem a mesma disposição que os pentecostais têm para realizar o que a fé pede. No entanto, os pentecostais são assim por, perdoem-me se erro, serem egoístas, fazerem tudo em nome de Deus unicamente para receber graças imediatas em troca, além do trabalho que eles têm em difamar as outras igrejas, que não as deles, “são do demônio”.

    Quem aqui não se lembra ou não leu sobre o “chute na Santa” da neopentecostal Igreja Universal? Quem aqui nunca se incomodou com o proselitismo deles, com as afirmações que os católicos adoram mais as imagens que Deus? Quem jamais não sentiu pena ao ver uma igreja católica parecida com uma protestante e pentecostal?

    Desculpem-me se pareço intolerante, mas não sou, pois respeito muito a fé das pessoas. O que eu não respeito é que os pentecostais usem falsos testemunhos e métodos não lícitos para Deus para aumentarem sua presença e seus movimentos claramente políticos.

    A renovação carismática, senhor padre Elias, seria uma benção se não banalizassem, senão destruíssem, a tradição da Igreja e até a autoridade do papa em alguns casos. No caso atual, a renovação carismática é a ‘neopentecostalização’ da Igreja Católica, pois uma vez vi pela televisão uma missa dos carismáticos e eles “falam a língua dos anjos”. Nunca vi um papa falar com anjos em público…

    Ser carismático no sentido de mostrar a felicidade em servir verdadeiramente Deus é uma dádiva. Agora, ser carismático como um pentecostal(salvos as exceções, se houver) que manipula a ingenuidade das pessoas para conseguir principalmente dinheiro, é apostasia na Igreja Católica! Pelo menos para mim.

  19. Professor de Ecumenismo?Não sabia que existia isso.
    Coitado desse padre.Ao invés de viver integralmente o seu sacerdócio,fica nessa agenda maluca irenista.
    É mais um “solteirão”.
    Rezemos por ele.

  20. Deus quer união entre o seu povo eleito, é bíblico e para isso o ecumenismo é fundamental e deve ser estimulado.
    Mas uma coisa é tentar se unir com as demais denominações cristãs, outra coisa é deixar de lado a tradição da Igreja instituída pelo próprio Cristo em Pedro para conseguir essa união. Os padres ecumenistas devem tentar mostrar que ser católico não é ser adorador de barro a quem acredita nisso, não converter a Igreja ao protestantismo.

  21. Estes pretensos cristãos que se arvoram a ser conhecidos pelo título de “evangélicos”, revelam, logo de início, já a partir então desta própria terminologia como se auto denominam e tanto fazem questão de ser chamados, uma postura tão excludente e sectária para com os Católicos, como se estes não fossem seguidores do evangelho, que põe a eles mesmos, estes tais ditos “evangélicos”, em patente oposição e contrariedade para com o próprio evangelho em si, e o cristianismo como um todo. Um emprego como esse, do termo “evangélico” com tal teor de presunção, lamentavelmente outra coisa não evidencia, que completa má fé e total ausência de reta intenção. Acaso, os inumeráveis mártires da Santa Igreja Católica, que com sua vida salvaguardaram a integridade da palavra de Deus, protegendo aqueles pergaminhos originais, nos tempos de perseguição, nem que isso lhes custasse a vida, sob o suplício dos mais indizíveis sofrimentos, deram o portento de tal testemunho de fé, para que o evangelho fosse agora um patrimônio de exclusividade dos protestantes ? As múltiplas e múltiplas gerações de escribas e copistas nas primeiras Comunidades Católicas nascentes, e, em seguida, especialmente nos mosteiros, passaram mais de 15 séculos (até a invenção da imprensa em 1455) com todo zelo reproduzindo manualmente cada manuscrito da Sagrada Escritura, na forma das mais esmeradas e artísticas cópias, para que hoje os protestantes tivessem hegemonia sobre a Palavra de Deus e enfim o termo “evangélico” viesse a lhes ser aplicado como perfeita sinonímia ? Como se a aberração, de tamanha impropriedade histórica e de tão injusta incoerência com a trajetória do Cristianismo não bastasse, eis que desponta no seio destes protagonistas de tais acintes, aqueles que, além de detentores exclusivos do evangelho, são também portadores hegemônicos do Espírito Santo. Ora, com toda clareza e objetividade, Jesus disse: “__ Mas o Paráclito, o Espírito Santo, que o Pai enviará em Meu nome, ensinar-vos-á todas as coisas e vos recordará tudo o que vos tenho dito. (São João 14, 26). Como os protestantes, de uma maneira geral, quer se proclamem “pentecostais” ou não, tão furiosamente refutam o que prega e ensina a Santa Igreja Católica, resta saber que espírito há de ser este que lhes têm insuflado toda a discordância não somente para com os Católicos, mas também entre si mesmos …

  22. “comunhão destes grupos com a fé católica”?
    Hmm, que bom. Que tal chamá-los para rezar um terço na presença do Santíssimo Sacramento exposto pelas intenções do Sumo Pontífice?

  23. Fazer o que, né? Sou contra a violência, mas bem que o William Foster (Michael Douglas, no filme “Um dia de fúria”) poderia aparecer nesses encontros………….Quanto disparate a gente tem que ouvir/ler, como se a única e verdadeira Igreja precisasse dos pentecostais, evangélicos, etc., para existir, sendo que ela é a Mãe de todos. Eles também poderiam chamar, para os “encontros” , o Inri Cristo, haha,,,,,assim o grupo estaria completo.

  24. ENTRISTUS = grupo que acha que a heresia protestante entre o clero já foi longe demais.

    O “Lobo” já nem usa pele de cordeiro, mostra a cara peluda mesmo.

  25. APENAS O ESPÍRITO SANTO…
    O Espírito Santo, apenas Ele tem condições plenas de reunir o disperso, de igrejas, como as evangélicas que, além de rejeitarem a Igreja católica, batem-se mutuamente cada um querendo ser mais evangélico que o outro, num autêntico relativismo entre eles mesmos
    Dentro da Igreja os carismáticos, considerados por muitos sacerdotes bastante instruídos em fé e experientes, com toda razão, protestantes dissimulados de católicos, ou como já os definiram em linhas gerais com seus cultos “auês” e práticas estranhas: “um balaio de gato”!,

  26. Quando é que vai aparecer a “Comissão para a Promoção do Catolicismo” na CNBB?

  27. Engraçado. Enquanto a CNBB vem com este discurso de que “o que nos unem a eles é maior do que o que nos separam deles”, algumas seitas estão perdendo adeptos justamente por este “diálogo” com a Igreja. Os Metodistas tiveram uma considerável redução de adeptos, pela acusação de serem “católicos mansos” e acabaram se retirando do CONIC. Para mim o ecumenismo é uma farsa. “Quem protege o lobo, sacrifica as ovelhas” (Ditado do BOPE).

  28. Os pentecostais formam o grupo (numericamente significativo) que defende (oficialmente) valores morais mais conservadores no Brasil atualmente. Nunca se sabe daqui a algumas décadas, pois se o Catolicismo que tem uma doutrina oficial foi infiltrado por hippies e comunistas, imaginem o protestantismo (não é a toa que os sisudos luteranos da Escandinávia se transformaram nos povos mais liberais da atualidade e que boa parte das igrejas puritanas dos EUA hoje aceita casamento gay). Mas atualmente os pentecostais brasileiros são conservadores e isso é incontestável. Acho que não iriam querer conversa com a liberal CNB do B, fora o FATO que eles nos consideram demoníacos (mas isso não parece ser impedimento na visão deste especialista).

  29. Em tese, e apenas em tese, a defesa dos valores morais poderia unir protestantes e católicos no Brasil. Não o faz, porém, por duas razões principais: 1ª) os católicos (leia-se CNBB) pouco interessados estão em defender valores morais ligados, por se tratar de matéria de direito natural, à doutrina da fé, no máximo, escrevem de vez em quando uma notinha tímida; toda a sua preocupação está no discurso do politicamente correto sob cujo jugo vivemos todos, fruto da infiltração cultural marxista: grito dos excluídos, sem-terra etc.; 2ª) os protestantes evitam, e sempre evitaram, a aproximação com os católicos por crerem, no seu complexo de inferioridade, que os católicos os querem dominar (é como se lê, fora da Igreja, todo o discurso ecumênico católico que ganhou ad intra os ares de um discurso maravilhoso, na verdade, só para católico ver).
    A ascendência dos protestantes sobre o Congresso Nacional é, porém, preocupante, por mais que, ironia, sejam deles as vozes que parecem falar mais alto em favor da moralidade cristã na sociedade brasileira. Muitos dos parlamentares que se dizem católicos (Chalita, Molon et caterva) são apóstatas práticos (excomungados? Só Deus sabe, não há Bispo que ouse declará-lo), subservientes ao PT e aos ditames da cartilha marxista.
    Temo o dia em que seja dos protestantes a iniciativa de, por exemplo, retirar o crucufixo do plenário das câmaras, coisa que nem o laicismo marxista ousou (ou conseguiu, por mais que tentasse) fazer. E o que é pior: que isso se faça com a anuência dos parlamentares que se dizem católicos.

  30. se eu fosse um desses pentecostais(“carismáticos”) ficaria, no minimo, muito ofendido por me usarem como isca.

  31. Sobre a Apologética Católica:

    Os Católicos não atacam, apenas nos defendemos… Os Evangélicos sempre estão fechados ao diálogo e isto porque partem de alguns pressupostos: 1. “Os protestantes são os verdadeiros cristãos e os católicos não o são”, 2. “Os Católicos não conhecem a Bíblia, os protestantes sim”. 3. “Os protestantes são os eleitos, os Católicos estão condenados”. Ou seja sempre entramos em diálogo “errados” e os protestantes não querem ouvir o que os Católicos têm a dizer, por que na cabecinha miúda deles, “a Católicos a gente não ouve, aos Católicos a gente converte”. Como é possível a um católico ficar calado, quando é assim que somos tratados? Somo ridicularizados, ofendidos, tachados, injuriados por quem chegou atrasado na história e ignora 1500 anos de teologia, de santos, de reformas, de Concílios. E o pior de tudo, acusam-nos de coisas só por ouvir falar (maioria dos Evangélicos fala da Inquisição, mas nunca estudou isso a fundo e ignoram que nos EUA, protestantes queimaram “bruxas” e que Calvino implantou uma verdadeira ditadura protestante em Genebra e os católicos eram presos ou expulsos da cidade. Nosso uso das imagens sacras, nosso culto de hiperdulia à Virgem Santíssima, nosso culto aos santos, nossos sacramentos, tudo isso está muito bem fundamentado na Escritura, na Tradição e no Magistério. Ao invés de falar de nós, de nos acusar, por que não antes ler o que a Igreja expressa em sua fé? Engraçado, nunca vi um protestante em seu combate ás “heresias” católicas (que não existem), citar o texto-base da doutrina católica, o Catecismo da Igreja Católica, onde toda a nossa doutrina está codificada, e fundamentada com citações da Sagrada Escritura, Textos do Magistério e escrito da Tradição. E sabe porque não citam? Porque nenhum evangélico quer saber o que crê um católico, nenhum deles nunca leu o nosso catecismo para entender por cremos no que cremos, simplesmente acusam pelo que ouvem falar ou pelo que acha que sabem sobre o Catolicismo. Pois bem, aí vai o resumo de toda a fé Católica, leia antes de acusar-nos do que quer que seja:

    http://www.vatican.va/archive/cathechism_po/index_new/prima-pagina-cic_po.html

  32. Isso pode até não significar o pior, mas já vi o Pe. Wolff participando de uma confraternização da Maçonaria.

    Agora, que ele não é referência de ortodoxia, isto qualquer pessoa sincera e bem instruída percebe!

  33. TRISTEZA DO MARCUS.

    Marcus se entristece porque na diocese dele os Pentecas estão a todo vapor enquanto que fica a “católica cada dia mais vazia e sem jovens”.

    Qual o problema, caro irmão? Não vejo problema algum nisso. A constatação que o amigo deveria fazer é outra: os poucos jovens que estão são católicos sinceros, devotos, marianos, ortodoxos, têm os dois pés atrás com o tal ecumenismo, com a Teologia da Libertação, com padres cantores e modernosos?

    Se a resposta for positiva para todos esses itens, bem aventurada é a sua Diocese, meu amigo. Alegria e não tristeza deve ser a palavra de ordem!