O testemunho de Dom Romero na audiência do Papa com o Presidente de El Salvador.

Cidade do Vaticano (Rádio Vaticano) – O Santo Padre recebeu, esta manhã, em audiência particular, no Vaticano, o Presidente de El Salvador, Carlos Mauricio Funes Cartagena.

No encontro cordial foi expressa satisfação pelas boas relações entre a Santa Sé e o Estado salvadorenho. Em particular, ambos se deteram sobre a figura do Servo de Deus, Dom Oscar Arnulfo Romero y Galdámez, que era arcebispo de San Salvador, e sobre a importância do seu testemunho para toda a Nação.

Dom Oscar Romero, recordamos, foi assassinado por um franco atirador, em 24 de março de 1980, enquanto celebrava Missa numa capela, em um período de alta tensão pelo estalo da guerra civil salvadorenha, que se prolongou até 1992. Em 1994, foi aberto no Vaticano o processo de beatificação de Dom Romero, considerado “defensor dos mais pobres e desamparados”. Dia 22 de abril passado, Papa Francisco acelerou o processo de beatificação de Dom Romero definido pelo Presidente salvadorenho como “guia espiritual da nação”.

Durante a audiência, o Papa e o Presidente salvadorenho conversaram também sobre a contribuição que a Igreja oferece para a reconciliação e a consolidação da paz no país, como também para os setores da caridade, da educação e da erradicação da pobreza e da criminalidade organizada. Foram tratados ainda alguns temas éticos como a defesa da vida humana, do matrimônio e da família.

Por fim, o Presidente Funes informou ao Santo Padre sobre a trégua entre as principais guerrilhas, que atuam em El Salvador. Este processo de pacificação, segundo o Governo, diminuiu os homicídios em mais de 50%, desde meados do ano passado. (MT)

10 Comentários to “O testemunho de Dom Romero na audiência do Papa com o Presidente de El Salvador.”

  1. Não conheço bem a história de San Salvador. Já ouvi dizer que foi um país cujo regime político era de extrema direita (tenho certa descofiança desse termo, devido a certa manipulação do mesmo que a mídia esquerdista faz) e que Dom Romero teria se envolvido com a teologia da libertação. Longe de querer fazer acusações, gostaria apenas de saber mais informações sobre a história desse país, bem como sobre o tipo de atuação política ou religiosa que exerceu Dom Romero. De qualquer forma, confio que o Papa Francisco está fazendo um justo juízo ao liberar a causa de beatificação dele!

  2. O canal do Vaticano no Youtube publico um vídeo com imagens da audiência do Papa com o presidente de San Salvador. Vejam!

    Papa Francisco recibió al presidente de El Salvador

  3. Muito bem.
    Primeiro – Mauricio Funes (e seu partido) pertencem ao Foro de São Paulo, uma organização comunista transnacional criada em 1990 por Fidel Castro e Lula, com o objetivo declarado de “recuperar na América Latina o que foi perdido pelo comunismo no Leste Europeu”. Ao Foro pertencem tb o PC cubano, as FARC e ELN colombianos, o MIR chileno, os chavistas, e todas essas organizações ‘caridosas’. Não existem indício de que Funes ou seu partido tenham abandonado o Foro;
    Segundo – Mauricio Funes, casado com a brasileira Vanda, petista de carteirinha, foi eleito com o apoio arrasador do PT, que mandou (e pagou) inclusive o seu marqueteiro, João Santana, para fazer a campanha de Funes, que é chamado DISCÍPULO de Lula. Este, com José Dirceu!!! e Marta Suplicy foram a posse.
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    Agora vejam isto:
    “conversaram também sobre a contribuição que a Igreja oferece para a reconciliação e a consolidação da paz no país, como também para os setores da caridade, da educação e da erradicação da pobreza e da criminalidade organizada”.
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    Bem, se a Igreja oferece uma “contribuição”, entende-se que a parte principal é obra mesmo do governo de Funes, certo?
    Sendo Funes quem é, e seu partido membro do ForoSP, apoiado com unhas e dentes pelo PT, somos obrigados a concluir que quando um comunista fala em “reconciliação”, “paz”, “caridade”, “educação” e “erradicação da criminalidade” diante do Sumo Pontífice, ele só pode estar sendo irônico ou contando uma piada ao Papa.
    Erradicação da criminalidade? Ora, uma organização comunista é uma ORGANIZAÇÃO CRIMINOSA por antonomásia!!!
    Outra coisa: sendo um chefão comunista, Funes está excomungado da Igreja Católica.
    Ele abjurou publicamente dessa ideologia assassina e anticatólica antes (ou durante) o encontro com sua Santidade?
    Se não o fez, como é que o Papa o recebe em audiência?
    Sendo ele um chefão comunista – como é de fato – como é que ele ousa (e o Vaticano aceita) que ele converse sobre a causa para a beatificação de alguém na Igreja?

  4. João, achei muito interessante as suas observações. Devo reconhecer que são muito lógicas. No entanto, também devemos reconhecer que o Papa é “obrigado” a dialoguar com todos os tipos de pessoas. Mas isso não signfica que ele estará automaticamente concordando com essas pessoas.

  5. De fato, Alexbenedictus. Pois os extremos são sempre um perigo. Como escreveu Fitafuso ao seu sobrinho Vermebile, na sétima missiva, “todos os extremos, com exceção da devoção extrema ao Inimigo, devem ser encorajados. Algumas eras são muito apáticas e complacentes, e é nosso dever fazer com que fiquem ainda mais letárgicas. Outras eras, como a atual, são desequilibradas e tendem a criar discórdia, e é nosso dever incendiá-las ainda mais.” Acho até que comentários profundos que não agregam, dispersam e evito, principalmente investigações profundas sobre a intenção real das pessoas. Ainda nas palavras do Baixíssimo Fitafuso, ” queremos que a Igreja seja pequena, não apenas no sentido de cada vez menos homens conhecerem O Inimigo, mas também no sentido de fazer com que aqueles que O conhecerem adquiram uma intensidade inquieta e o farisaísmo defensivo de uma sociedade secreta ou de um grupo fechado.”
    Cito isso por ser a idéia de um padre morto durante a celebração da Santa Missa com uma bala na cabeça ser uma cena por demais terrível para me ocupar de outras questões que não sua beatificação pela Igreja e o que isso pode somar à minha vida e caminhada espiritual. O resto, por certo importante, deixo aos historiadores.

  6. Pela expressão do rosto dos dois, tanto do Papa como do presidente, percebe-se que havia um certo desconforto. As expressões faciais demonstram uma certa tensão. Ao meu ver, isso é um sinal de que essa audiência foi apenas uma audiência diplomática. Pelo bem da Igreja em San Salvador, foi necessário esse encontro. O próprio Jesus dialogava com seus inimigos, mas isso não significava fraqueza do Divino Salvador, antes sabedoria, paciência e misericórdia, pois Deus espera que o trigo cresça junto do joio, para só no tempo certo separar um do outro. Assim também devem agir os membros da Igreja, ainda dentro das limitações do claro e escuro da condição humana, isto é, com prudência e sem perder a confiança na Providência Divina.

  7. Claro que só foi uma audiência diplomática – o Papa é chefe de Estado. D. Oscar é assunto para começar conversa.

  8. Quem dialoga é porque quer chegar a um consenso. Sinto muito, Sr. Alex Benedictus, mas Cristo não dialogou com ninguém, porque seria uma contradição enorme Deus querer entrar em consenso com sua criação.

  9. O diálogo de Jesus que eu mais amuuuuuu é com os vendilhões do templo. Dicção perfeita.