Confessionário, tradição e (des)uso ao longo da história.

Por Leandro Nascimento* 

Analisando os 50 anos que completa o Concílio Vaticano II, percebemos uma triste realidade na Igreja: O desuso dos confessionários.

Onde estão e por que sumiram?

Recentemente estive me confessando em uma Igreja (dentro de uma sala fechada afastada da igreja) no centro de São Paulo, quando me deparei com o sacerdote que ouviria minha confissão, observei que tinha aproximadamente seus 60 anos, nada de mais! Portanto quando me pus de joelhos o mesmo me exortou:

– Por que esta de joelhos? Levante-se!

E eu perguntei:

– Estou fazendo algo de errado? Desejo me confessar de joelhos, esta é minha posição diante deste sacramento.

Ele retrucou:

– Eu não gosto! Prefiro sentado, “Deus” não quer isto. Não precisa disto.

Atrevi-me a citar o modelo de um confessionário tradicional onde o penitente se coloca de joelhos e fica separado do sacerdote.

Para minha surpresa, ele respondeu:

– Tradicional hein?! Pois bem! No meu tempo não existia avião, os tempos mudaram. Desta vez você pode se confessar de joelhos. Mas que esta seja a ultima vez! Na próxima se sente, entendeu?

Outra vez, entrei em uma Igreja e observei um sacerdote atrás do altar, ouvindo confissões. Quando chegou minha vez, novamente de joelhos, outra surpresa. O sacerdote me perguntou:

– Você faz parte de alguma comunidade religiosa, associação ou coisa assim?

– Por que Padre?

E ele respondeu:

– Não, por nada, é que me surpreende tanta seriedade.

Questionei:

– Só por que estou de joelhos?

– Sim! Respondeu ele.

– Não padre! Não pertenço a nada disso, desejo me confessar assim.

A triste decadência dos confessionários após o Concílio Vaticano II trouxe a novidade de “salas de reconciliação”, ou talvez, “salas confessionário”. Longe dos olhos dos fiéis e escondidos da Igreja. Talvez, pelas novas nomenclaturas que recebeu o sacramento da Penitência. É certo, no entanto, que muitas igrejas têm resgatado o confessionário, também como altares e genuflexórios.

O confessionário data, segundo vários autores, do século XVI. Primitivamente, a confissão era pública, pelo menos nalgumas igrejas; por isso era desnecessário o confessionário. Contudo, depressa foi abolido este costume e já nos séculos II e III a confissão dos pecados recomendada pelos Sumos Pontífices, pelos bispos e sacerdotes, era a confissão secreta como podemos observar neste Decreto atribuído a Santo Evaristo:“Ut Presbyteri de occultis peccatis, jussione episcopi, poenitentes reconcilient, et sicut supra descripsimus, infirmantes absolvant et communicent”.

Nos estatutos sinodais de Liége do ano de 1288, lemos o seguinte: “Para ouvir as confissões, os sacerdotes escolherão na igreja um lugar público, bem patente… Ordenamos que o sacerdote conserve nas confissões um exterior reservado e os olhos modestamente baixos e não esteja frente a frente com o penitente, sobretudo se este é de diferente sexo. As mulheres confessam-se com o pescoço e a cabeça coberta”.

Todas estas prescrições, e principalmente a última, indicam suficientemente que nos catorze ou quinze primeiros séculos do Cristianismo, foi desconhecido o confessionário.

Papa João Paulo II ouve a confissão de um penitente. Detalhe para a ponta da estola deixada para fora do confessionário permitindo que o penitente, depois de absolvido, oscule-a indulgente, segundo o costume.

Papa João Paulo II ouve a confissão de um penitente. Detalhe para a ponta da estola deixada para fora do confessionário permitindo que o penitente, depois de absolvido, oscule-a indulgente, segundo o costume.

No século XVI, São Carlos Borromeu proibiu a confissão de mulheres fora do confessionário, no qual existiria uma peça de madeira de separação entre o ministro e o penitente: “Extra sedem confessionalem et nisi médio inter cum et mulierem intercepto”. De onde se entende que até então o confessionário seria simplesmente uma cadeira como as descobertas nas catacumbas que, pela sua forma e posição nas capelas, mostram que serviram de confessionários.* (Fonte: Direto da Sacristia).

Realidade em algumas Igrejas, confessionários em desuso ou à venda na internet

Confessionário em desuso.

Confessionário em desuso.

A Igreja Católica de Viena impediu a venda de um confessionário pela internet (EBay), após seu uso ser oferecido como sauna ou bar. O leilão descrevia o confessionário no site como “ideal para saunas particulares, pequenos bares ou teatrinho infantil”, fazendo que a arquidiocese interferisse no processo. Fonte: Telegraph.

Ensina-nos a Santa Igreja.

“Retornar para o confessionário, como lugar no qual celebrar o Sacramento da Reconciliação, mas também como lugar em que ‘habitar’ com mais frequência, para que o fiel possa encontrar misericórdia, conselho e conforto, sentir-se amado e compreendido por Deus e experimentar a presença da Misericórdia Divina, ao lado da Presença real na Eucaristia”. (Papa Bento XVI Discurso aos participantes do Curso de Foro Interno, da Penitenciária Apostólica, 09 março 2012).

Código de Direito Canônico:

964 § 1. O lugar próprio para ouvir confissões é a igreja ou oratório.

§ 2. Quanto ao confessionário, estabeleçam-se normas pela Conferência dos Bispos, cuidando-se, porém que haja sempre em lugar visível confessionários com grades fixas entre o penitente e o confessor, dos quais possam usar livremente os fiéis que o desejarem.

Legislação Complementar [ambígua] ao Código de Direito Canônico emanada pela CNBB quanto ao cân. 964 § 2:

1. O local apropriado para ouvir confissões seja normalmente o confessionário tradicional, ou outro recinto conveniente expressamente preparado para essa finalidade.

2. Haja também local apropriado, discreto, claramente indicado e de fácil acesso, de modo que os fiéis se sintam convidados à prática do sacramento da penitência.  

§ 3. Não se ouçam confissões fora do confessionário, a não ser por justa causa.  

O Catecismo da Igreja Católica não informa o modo de se confessar.

Catecismo de São Pio X 

§ 7º – Do modo de se confessar 

760- Como vos apresentareis ao confessor?

Ponho-me de joelhos aos pés do confessor, e digo: Abençoai-me, Padre, por que pequei.

Foi neste desejo que a empresa Ara Christus Arquitetura e Arte Sacra, à qual pertenço, confecciona e incentiva o uso dos confessionários.

Produção recente de Confessionários

No ano de 2011 e 2012 foram confeccionadas mais de 20 peças, que considero um número recorde. Conversando com os sacerdotes foi relatado que: “os fiéis (no confessionário) realmente confessam seus pecados” e nas paróquias aumentaram o número de confissões com um confessionário visível na igreja.

Esta iniciativa da empresa busca com projetos adequados a cada realidade de espaço, confessionários de acordo com seu devido uso em local visível com beleza e dignidade.

Seguem algumas fotos e modelos que foram para o Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Espírito Santo e São Paulo:

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Confessionário com duas entradas, pode-se usar em qualquer parte da nave da igreja, lado direito ou esquerdo. Ou um dos lados com assento para pessoas que não podem se ajoelhar.

Genuflexório Confessionário tem uma função portátil, podendo ser levado a retiros ou eventos externos.

conf3

Confessionário com um lado, projetado para locais específicos na Igreja.

A arte e a arquitetura de nossas Igrejas “mudaram”, a arte modernista dessacraliza e confunde a arte sacra, que tem por seu objetivo o que é dito na Constituição Sacrosanctum Concilium, do próprio Vaticano II: “orientar piedosamente para Deus a mente humana e contribuir para a sua conversão”.

Salve Maria.

* Leandro Nascimento é Diretor Comercial da empresa Ara Christus Arquitetura e Arte Sacra. www.arachristus.com.br

Nota: O Fratres in Unum não vende espaços publicitários. Esta divulgação é gratuita e tem por objetivo apenas difundir a boa arte sacra, Ad maiorem Dei gloriam.

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16 Comentários to “Confessionário, tradição e (des)uso ao longo da história.”

  1. Lembro-me de uma vez que acusaram o padre de assédio sexual contra menores na confissão para a primeira eucaristia por ele ter cumprimentado a criança com um beijo no rosto após a confissão. Com uma mentalidade nada tradicional, não imaginava que um simples resgate ao tesouro precioso da Igreja, que é a Tradição, baniria toda essa “dificuldade”. Houveram pessoas que, naquela ocasião, exigiam que as confissões fossem públicas, ou que um responsável estivesse observando o padre durante a confissão para que ele não “se aproveitasse”. A denuncia caluniosa chegou ao Vigário Geral do Arcebispado que chamou o Padre. O Padre questionou as lideranças na reunião de CPP (eu estava presente) e ninguém tinha entendido nada até que uma catequista falou “que ouviu dizer que o padre teria beijado a criança na sala fechada”. Usasse o confessionário, confessor e penitente tem sua privacidade preservada…
    E concordo que a presença de um confessionário na Igreja com um padre a disposição é um chamado direto, como um estímulo, à confissão.

  2. Pois é. Tenho 20 anos agora. Mas já um ano e meio, ou quase dois anos que estou voltando à Igreja. Antes estava perdida no mundão secular, na categoria de católica não praticante, o que só é uma expressão elaborada para ateísta-do-armário. Enfim, neste ano quero definitivamente selar meu compromisso com a Igreja e preciso de uma confissão de lavar a alma. Estou procurando uma igreja que tenha confessionário,mas desconheço de uma na cidade, Fortaleza-Ceará,acho que não tem mais nenhum confessionário aqui, agora é sala de atendimento do sacerdote. De qualquer forma acho que vou ter que me conformar e utilizar as salas à la terapeuta dos sacerdotes.O que quis expressar com este comentário é que os confessionários tradicionais fazem com que o fiel se sinta convidado á confissão, a pessoa se sente mais ”a vontade”, não é uma desculpa para não se confessar, não estou tentando dar uma desculpa esfarrapada para a não confissão.

  3. Fico incomodado com as tais salas de confissão. Ainda mais se mulheres entram mal vestidas, fecham a porta e demoram muito tempo. Fico com medo dos padres acabarem caindo. Sem falar que, sentadas e em salas, as pessoas acabam conversando e não confessando como deveriam.

  4. saudades….

  5. Não sei como entender estas almas. O mais importante não é acusar os pecados e a absolvição. Será que o poder do sacramento está se o cidadão está de joelhos ou não? São situações em que a pessoa ganharia mais em humildade, se confessasse conforme o costume local. A santa Igreja não quer que um penitente critique desta forma os seus sacerdotes. Em vez disso, rezar e fazer penitencia pelos sacerdotes que se sacrificam esperando por seus paroquianos.
    Mas são fiéis que estão sempre atrás de caprichos, e não de uma conversão sincera. A humildade é mais que os gestos de humildade. A conversão mais do que um “verniz de conversão (Papa Paulo VI)”.
    Até. Leonardo

  6. Parabéns ao Fratres por divulgar um site tão bom como esse! Percebe-se o estilo tradicional da arte sacra! Mais um fruto da reforma da reforma! Deo gratia!

  7. Como já afirmei inúmeras vezes, não é só o sacramento da penitencia, mas a orientação espiritual que era dada e que Santa Faustina Kowalska tanto lamenta a Nosso Senhor. Quem ler o diário desta santa irá entender.

    PS – Santo Cura d´Ars e o Padre Pio da Pietrelcina ficavam 12 horas orientando e dando o sacramento, então o que eles faziam em um dia, tem sacerdotes que não trabalham em um ano e muitos talvez em toda a vida não trabalhem como estes santos trabalhavam em um só dia.

    PS 2 – No documentário da Rai italiana sobre Padre Pio, o trabalho do sacerdote se dava no altar rezando a missa, altares estes que não mais existem; no confessionário dando orientação espiritual e no púlpito ensinando. Bem, destruíram os confessionários os altares e os púlpitos.

  8. Esta é uma boa matéria para reflectir, especialmente os chamados “Sacerdotes conciliares”.
    Também já me aconteceu, ajoelhar-me para a confissão e o Sacerdote me pedir para me sentar.
    «Não fique de joelhos, sente-se, ponha-se à vontade!»
    Eu fiz logo que ele me pediu, pus-me à vontade e permaneci de joelhos.

    Penso que o problema maior não é tanto o desuso dos confessionários (que também é). Na minha opinião, o problema maior é o desuso do Sagrado que envolve a confissão.
    Parece que muitos Sacerdotes se esqueceram que a confissão é um diálogo entre o pecador arrependido e Jesus Cristo. Mais ninguém deve estar presente.
    O Sacerdote ali é Cristo. E o pecador “vai ao Sangue de Cristo”, isto é, vai pedir a Misericórdia Divina que os Méritos de Cristo nos concedem, para que os seus pecados confessados com arrependimento sejam perdoados, não pelo Sacerdote mas por Cristo. O Sacerdote não perdoa em seu nome, mas perdoa em nome de Cristo, como o Catecismo nos ensina.

    Não me compete apontar o dedo e muito menos julgar, mas muitos Sacerdotes parecem querer dar a entender que nos confessamos ao Sacerdote e por isso dizem para nos sentar-mos, para nos pôr-mos à vontade, etc.

    Se Nossa Senhora nos aparecer fisicamente, qual será a nossa atitude, a nossa postura?
    Não nos colocaríamos logo de joelhos na Sua presença?

    E se for Cristo?…

  9. Quero deixar aqui o meu testemunho e vou citar nomes porque é minha intenção denunciar e tornar público o que público foi. No outro dia fui a Santa Missa e quem celebrava era o secretário pessoal do Cardeal José Policarpo. Eu sou português e vivo em Lisboa. Quando fui comungar e pus-me de joelhos, o padre Jardim ficou perturbado e exaltado e com voz alta e severa mandou-me levantar porque não autorizava comungar de joelhos. Em tom surdino e educado disse-lhe que não podia proibir-me de comungar de joelhos, o mesmo faz um gesto de recusa de me dar a comunhão. No final da Santa Missa fui a sacristia e perguntei ao padre porque proibiu de comungar de joelhos. O Padre Jardim disse que naquela igreja mandava ele e se quisesse comungar de joelhos fosse a procura de um igreja onde isso era possível. Naquela ninguém comunga. É evidente que todas as pessoas que estavam na Santa Missa ouviram e viram a atitude do padre Jardim e quem estivesse com disposição de comungar de joelhos não o faria porque foi intimidado pela postura do padre. A posição deste secretário do Cardeal José Policarpo não é diferente do bispo, infelizmente.

  10. Leonardo

    Você tem razão: o mais importante no sacramento da confissão é acusar o pecado, com espírito de arrependimento, receber a absolvição, fazer um propósito de mudança, realizar a penitência e, depois na vida, lutar contra toda espécie de maldade e fazer o bem, segundo os ensinamentos de Nosso Senhor e da Santa Igreja. Não sei se alguém aqui tem dúvida disso. Se ajoelhar-se é apenas um detalhe, porque alguns padres implicam tanto! Nós nem reivindicamos que se torne obrigatório para todos a confissão de joelhos (alguns não tem condições físicas, outros ignoram o significado do gesto…). Não se trata de ajoelhar por ajoelhar. Isso seria um ato esvaziado de sentido ou significado. Melhor seria não realizar o gesto nesse caso. Ajoelhamos com espírito de fé. Porque lemos algumas coisas bonitas de teólogos, santos e mestres da espiritualidade. Por exemplo, quando o então cardeal Ratzinger escreveu “Introdução ao espírito da Liturgia” diz que o diabo era representado na antiguidade sem joelhos, porque havia perdido a capacidade de adorar a Deus. Nós nos ajoelhamos porque temos fé na presença do Senhor na celebração do sacramento da confissão e na pessoa do próprio sacerdote, porque acreditamos na grandeza da misericórdia de Deus… Temos muitos motivos para isso e a Igreja nos faculta esse direito.
    Leonardo, não julgue as intenções. Nós não ajoelhamos para parecer humildes ou “santinhos”. Não é também um gesto superficial, mas cheio de sentido. Somos os mais pecadores. Vamos precisar muito da misericórdia de Deus para nos salvar. Somos conscientes dos nossos pecados e, ao mesmo tempo, da grandeza da misericórdia divina.
    Já com relação aos sacerdotes, tenha certeza de que rezamos por todos: os bons, aqueles que se sacrificam esperando pelos penitentes e pelos maus, que não dão à mínima para o valor dos sacramentos, que desrespeitam o direito dos fiéis, que se julgam acima do bem e do mal, que não são imagem do Cristo Bom Pastor para sua comunidade. Com certeza esses precisam muito mais das nossas orações e penitências. Tenha certeza de que rezo e muito, de que faço penitência não só pela reparação dos meus pecados, mas também pelos pecados dos sacerdotes, que ofendem muito o Coração Sacerdotal de Jesus. De qualquer modo, procuro honrar o sacerdócio de Cristo que está presente no Santo Padre, nos bispos e padres, independente de quem sejam.e daquilo que fazem.
    Desculpe-me por me alongar tanto! Mas entenda que não é por capricho que nos ajoelhamos.
    Abraço. E se for mesmo padre, peço sua benção, coloque-me na patena quando estiver celebrando o Santo Sacrifício da Missa e conte com minhas orações! Perseverança, coragem, a sua vocação é um grande dom para a Igreja e para cada um de nós!

    Lucas

  11. Leonardo
    24 maio, 2013 às 8:03 pm É padre? Libera nos Domine!

  12. Padre Rodolfo Komórek, falecido em São José dos Campos no ano de 1949 um dia ficou por horas segurando aquelas cadeiras com telinha no encosto para atender confissões. Antigamente as cadeiras eram de madeira maciça, imagine o esforço que fez o santo sacerdote para atender as almas.
    E hoje a gente lê que tem padre que n entende as almas que se confessam de joelhos.
    Rá! N entendo o que ensinam nesses seminários, pq se fosse São Tomás de Aquino eu entenderia.

    Sobre o padre Rodolfo Komórek, um padre SANTO, leia: http://padrerodolfokomorek.blogspot.com.br/

  13. Pe. Leonardo, S. Agostinho pedia que o corpo e a alma se expressassem em acordo. Portanto, alma humilde, corpo humilde. Claro que ter alma orgulhosa e corpo humilde é o mal dos fariseus, mas não seria algo bom ter essa unidade corpo-alma em uníssono, com um só coração?

    E que sacrifício andam fazendo os padres atualmente por suas ovelhas? Reuniões entediantes com o Vigário Forâneo, o Bispo ou algum de seus “especialistas” em projetos que não funcionam? Projetos de transformação de paróquias em ONGs ou associações de bairro? Reuniões infindáveis com CPPs e pastorais de “enxuga-gelo” sem o mínimo resultado prático? “Gritos dos Oprimidos”? Mais ativismo estéril?

    Quem sabe mais confissões, mais direção espiritual, mais catequese da voz dos seus sacerdotes, algumas visitas aos seus paroquianos enfermos? Que tal disciplinar paroquianos arrogantes, cuja lei é a vontade própria, e que espantam inúmeros bons auxiliares, ao invés dos Senhores Párocos batalharem por popularidade entre um povo sem piedade?

    Estamos cansados de péssimos sacerdotes: sem piedade, sem cultura, sem disciplina, sem fé, sem caridade e sem respeito pelas coisas sagradas.

  14. Leonardo,

    1-) Se o sr. é padre deve se identificar como tal. Na Itália se utiliza o prenome Don, na França é Abbe que creio eu vir da palavra abade.

    2-) Em um livro de testemunhos sobre o padre Pio o mesmo estava no confessionario e lucifer apareceu com a aparência de um homem e o padre Pio disse para que ele se ajoelhasse, foi quando lucifer respondeu que de onde ele vinha ninguém se genuflexionava, ato que é importante não só no sacramento da penitencia mas também no da eucaristia.

  15. Tenho a impressão que esse padre Leonardo passou por aqui de repente e nunca mais vai voltar. Se ele estivesse acostumado com os artigos e comentários do Frates não teria dito o que disse. Teria entendido que por trás da questão do confessionário ou não, da comunhão de joelhos ou não, há outras e bem mais profundas questões. Arrasar assim como se fosse uma farisaica questão de lavar as mãos e os copos, é no mínimo conhecer superficialmente as bandeiras da Tradição. Eu não sou oficialmente da Tradição nem morro de amores por confessionários ou véus, mas entendo bem o que isso tudo, ou a falta disso pode significar ou induzir. Se ele não entendeu, não fiquemos ofendidos, esperemos que volte e leia um pouco mais.

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