O confessor do Papa prevê o fim da “lua de mel” com Francisco.

IHU – Através de um portal croata tomou-se conhecimento, em Buenos Aires, de uma carta que o sacerdote franciscano Frei Berislao Ostojic OFM, confessor na Argentina do então cardeal Jorge Mario Bergoglio, enviou ao seu irmão Mario Marcos, nascido na Argentina, mas que, atualmente, mora em Zagreb, na Croácia. Na carta, o sacerdote dá uma visão particular do Papa Francisco.

A reportagem está publicada no sítio argentino Valores Religiosos, 06-06-2013. A tradução é do Cepat.

Entre outras coisas, frei Berislao disse que a mídia mundial “exalta o novo Papa”, mas que recomenda “evitar entusiasmos ingênuos”, já que “a experiência nos ensina que, com frequência, aqueles que hoje exaltam, amanhã, por razões ideológicas, tranquilamente estarão no lado oposto”. E acrescenta: “Basta pensar no que acontecerá quando o Santo Padre reafirmar o valor de toda vida humana e disser um claro ‘não’ ao aborto, e no que dirão quando ratificar o casamento entre um varão e uma mulher”, e muitos outros temas sensíveis. Então, “muitos entusiastas superficiais mudarão de lado, e o farão sentir o peso da cruz que não se negocia em detrimento da verdade do Evangelho”.

Em outro parágrafo, refere-se ao seu permanente pedido: “Rezem por mim”, e recorda que há pouco pediu: “Rezem por mim, para que me sinta melhor que ninguém”. Nesta simples súplica, disse o padre Ostojic, “está seu conceito de autoridade, que é serviço. E como está com os pés no chão e não vive de ilusões, sabe muito bem que o tentador não dorme e que os tesouros de graça estão em vasos de barro. Isto é puro realismo humano e espiritual”.

Ao escrever de onde vem “a audácia dos gestos e a alegria do serviço”, o frei franciscano explica: “Na minha percepção pessoal, a coisa me parece clara. A coluna vertebral, a partir da qual se articulam os gestos e as palavras, é preciso buscá-la e reconhecê-la na sua atitude orante, na capacidade de estar diante do Sacrário e beber na intimidade com Cristo as riquezas com as quais Jesus enche os corações que se abrem a ele para que os ilumine e os fortaleça”, e relata que na homilia que Bergoglio pronunciou na consagração do bispo de Azul, dom Salaberry, jesuíta, ao referir-se às dificuldades que se apresentariam na vida de bispo, “quando tudo parecer escuro”, o exortava: “Então, aprende a gastar os joelhos diante do Sacrário. Ele, Jesus, jamais defrauda”.

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6 Comentários to “O confessor do Papa prevê o fim da “lua de mel” com Francisco.”

  1. Pronta para o combate. Espero pelo comandante!

  2. Um dos ultimos numeros da revista veja publicou uma entrevista do papa (antes de ser papa) que me deixou preocupada. Não que ele tenha dito coisas ruins mas… me pareceu desconhecer muito os atuais problemas da Igreja. Não se percebe na sua fala nenhum conhecimento da atualidade eclesial, das crises de vários matizes, da apostasia reinante. Ele me pareceu completamente por fora de tudo o que hoje mais importa… Será que… vai ser manipulado? ou a Verdade vai triunfar, pelo poder do Espírito que poderá livremente agir, sem passar pelas técnicas ou intromissões humanas, e mostrando claramente Quem dirige a Igreja…?

  3. Concordo plenamente, como fizeram com o Nosso Senhor Jesus Cristo (no Domingo de Ramos: Bendito aquele que vem em nome…, a mesma multidão (numa possessão inédita coletiva de toda cidade de Jerusalém gritava e alta voz: “CRUCIFICA-O, CRUCIFICA-O…” Preparemo-nos para o bom combate, ao lao do nosso comandante Sua Santidade Francisco!

  4. Reparei que nesses últimos meses, com a eleição do papa Francisco, a mídia parou de atacar a Igreja. Por que será hein???

  5. Vamos a luta Francisco, vamos restaurar a Igreja contaminada pela heresia e pelo mau clero. Como disse a Ana (e bem) esperamos pela orientação do comandante :)

  6. Estou ao lado do Santo Padre Francisco onde ele estiver, peço a Deus que ele um dia envie um interventor para a sua congregação, a Companhia de Jesus.
    Apesar de respeitar e admirar a história dessa congregação indispensável para a história da Igreja, me preocupa um pouco algumas coisas que leio em seus veículos de comunicação. Parece que alguns grupos de jesuítas se envergonham de seu passado e procuram a todo custo apagá-lo. Não querem mais de forma alguma serem vinculados com índios e colonização, por isso assumem um “modernismo”, que as vezes, chega a ser forçado, e preocupante.
    Leio na revista Popoli (principal revista italiana da Societas Iesu) de abril deste ano diversos depoimentos de sacerdotes, jesuítas ou não, do que esperam do novo papa. Dentre os “nobres” desejos desses sacerdotes, leio: “abbiamo bisogno di un Papa più preoccupato delle persone che dei dogmi; che abbia più fede viva che conformitá dottrinale”, de outro leio: “Voglio un Papa “collegiale” (…) non i burocrati del Vaticano, dovrebbero consigliarlo su materie che riguardano la Chiesa intera (…) mi attendo inoltre un Papa teologicamente aperto: ci sono molte questioni su cui anche i teologi cattolici sono divisi: l’ordinazione delle donne, l’etica sessuale (…) esistono molte regole e imposizioni che fanno più male che bene: il celibato dei preti latini (…)”, uma religiosa diz: “forse questo è per noi il momento donato da Dio per seguire la sapienza dello Spirito espressa nel Concilio, smantellare la “tradizione” del tutto recente del papato forte e centralizzato e seguire la linea del cardinal John Henry Newman nel consultare i fedeli sulle questioni dottrinali (…)”. E isso é só uma amostra.
    Há um tempo atrás houve toda uma polêmica por conta de um padre jesuíta que celebrava em rito tridentino e que foi chamado de “idiota” por um site de sua própria congregação. Quase que semanalmente lemos no site do instituto Humanitas da Unisinos (dos jesuítas) artigos de “teólogos” do calibre de Boff e Betto, pessoas que demonstram amar muito a Igreja de Cristo (fui irônico nessa última parte).
    Me preocupa muito o rumo que essa congregação tão importante para a Igreja está tomando. Que o Senhor inspire no coração do Papa Francisco um chamado semelhante aquele que fez a S. Francisco de Assim: vai Francisco, reconstrói a minha congregação!
    Paz a todos!