Sobre Francisco, imigrantes muçulmanos e liturgia.

por Eduardo Castro

Ainda causa polêmica o estilo que o Santo Padre chamou de “mais emancipado” no que se refere ao seu modus celebrandi. Diante desta afirmação objetiva e inegável, no orbe há aqueles que, estimulados por um furor de inovação, aprovam o estilo de Francisco, ainda que o Vaticano II e as reformas que o sucederam sequer vislumbrassem algo semelhante. Na ilha de Lampedusa, o Pontífice celebrou uma Missa votiva que ele mesmo chamou de “ato penitencial” [1] em remissão dos pecados cometidos contra os imigrantes, em sua esmagadora maioria muçulmanos, na Itália, vítimas, segundo expresso pelo próprio Pontífice, do desprezo das autoridades mundiais e de um mundo “que se o não sabia, agora não pode mais deixar de saber”, segundo disseram membros da comitiva pontifícia.

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Desde o momento que se iniciou a Missa e culminando com sua homilia, as páginas de jornais, blogs, perfis nas redes sociais, bombardearam informações, por isso, visando resumi-las e concatenar dados desencontrados, apresentamos uma síntese do que foi publicado e algumas opiniões destas fontes.

1 – O Papa pediu perdão da seguinte forma: “Senhor, nesta Liturgia, que é uma liturgia de penitência, pedimos perdão pela indiferença por tantos irmãos e irmãs; pedimo-Vos perdão, Pai, por quem se acomodou e se fechou no seu próprio bem-estar que leva à anestesia do coração; pedimo-Vos perdão por aqueles que, com as suas decisões a nível mundial, criaram situações que conduzem a estes dramas. Perdão, Senhor!” [2]. Em sua homilia, o Papa saudou os maometanos com um “oshià”, recordando o início do jejum do Ramadã e desejando, em nome da Igreja, que “possam colher os frutos espirituais”. Do Ramadã, é claro.

Embora no pedido de perdão o Papa não cite nominalmente a Igreja Católica, é evidente que, se for verdade a máxima de que “ubi petrus, ibi ecclesia”, foi a Igreja Católica na pessoa de seu Pontífice, que soará – e soa – como a expositora desse pedido de perdão, ao menos, se do contrário, formos entender que a Igreja em questão é aquela que os tradicionalistas chamam de “Igreja de sempre”, a mesma que não autoriza este tipo de prática, porque, ao que se consta, até há algumas décadas nunca tal atitude havia sido praticada. Portanto, tais palavras serão recebidas como um “mea culpa” do Papa em nome dos católicos que ignoram ou ignoraram a imigração muçulmana naquele pedaço de terra italiano que é chamado o “Portão da Europa”, por onde os imigrantes ilegais chegam à Itália.

2 – Ninguém, em boa consciência, deixaria de socorrer um necessitado, seja ele quem for, católico ou não. Todavia, o jornal on-line “Link Sicilia”, através de um dos seus colunistas, chama a atenção para um fato: o Papa Bergoglio gerou uma situação desagradável, porque enquanto a Itália promove uma caçada aos imigrantes, que são comerciantes ilegais, o Papa os coloca como vítimas. Enquanto os italianos que vivem do comércio legal pagam impostos, os imigrantes, majoritariamente muçulmanos, estabelecem um mercado pirata que prejudica famílias italianas e isto não é um espírito cristão. O colunista admite que é certo que estas imigrações ilegais pelo mar arrebatam vidas e que ninguém discorda que deve existir solidariedade e integração de esforços, mas estes imigrantes muçulmanos que o Papa chama de “irmãos” estão formando uma rede de crime organizado no comércio ilegal de mercadorias que prejudica os trabalhos das famílias italianas e de imigrantes da União Europeia que trabalham na legalidade. [3] Deixa o colunista a possibilidade de entendermos que, como diz o Papa, se “A Igreja está unida aos muçulmanos na busca de uma vida digna”, há católicos prejudicados pelo comércio ilegal dos muçulmanos que também precisam da Igreja.

3 – Outros meios de notícias informaram que o Papa pediu perdão de joelhos, mas, ao menos no vídeo da Missa disponibilizado pelo canal do Vaticano no Youtube, em nenhum momento tal cena é constatada.

4 – Chamou os maometanos de “irmãos”, desejou-lhes feliz Ramadã com “frutos espirituais”, e novamente, se onde está o Papa, está a Igreja, dificilmente se pode esperar outra compreensão do grande público: é a Igreja, com todos o peso do Sucessor de Pedro – embora não se tenha praticado tal até recentemente – que falou em Lampedusa. Não haverá outra interpretação por parte das Conferências Episcopais e da mídia, inclusive a católica, que não verá no ato do Papa senão um ato da Igreja Universal, sem se preocupar em nada com as distinções feitas por certos conservadores que tudo justificam. Como dizia o conselheiro de João XXIII, Pe. Giuseppe de Lucca, “a melhor maneira de dizer as coisas é fazê-las”.

4 – Segundo informou o Jornal La Stampa, o presidente da Conferência Episcopal Italiana, Cardeal Angelo Bagnasco, que recentemente ouviu do Papa que não os “bispos não devem buscar acordos com políticos e nem os holofotes da mídia”, no momento da Missa “foi proibido de entrar no local central, leia-se, ao menos, no altar”, por razões não sabidas, mas que se atribui ao fato de que o Papa não é próximo de protocolos. [4]

Por fim, sendo verdadeiro que a melhor catequese é a liturgia, os acertos do Papa numa ou noutra homilia não surtirão efeitos caso tais aspectos positivos não se realizem também na liturgia, pois, conforme foi dito na recém lançada Encíclica “Lumen Fidei” em seu nº 48, “a fé deve ser confessada em toda a sua pureza e integridade”. Resta-nos rezar para que esta pureza e integridade também se manifestem através da liturgia Pontifícia.

[1] http://www.vatican.va/holy_father/francesco/homilies/2013/documents/papa-francesco_20130708_omelia-lampedusa_po.html

[2] idem

[3] http://www.linksicilia.it/2013/07/papa-francesco-a-lampedusa-mentre-nel-resto-ditalia-si-cacciano-i-commercianti-abusivi/

[4] O link para a matéria do La Stampa é somente para assinantes, portanto, utilizo o link dos republicadores http://www.giorgiobongiovanni.it/segni-celesti/4994-savonarola-e-un-calice-di-legno-per-ricordare-25-mila-morti.html

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27 Comentários to “Sobre Francisco, imigrantes muçulmanos e liturgia.”

  1. Segundo o Catecismo de S. Pio X e segundo a Tradição, irmãos são os filhos de Deus nascidos de novo pela àgua do Batismo que professam a Fé em Cristo Filho de Deus Pai na unidade do Espírito Santo. Alguns desses filhos podem ser considerados hereges ou apóstatas, por negar obediência ao Sumo Pontífice ou afastarem-se miseravelmente da unidade do corpo Eclesial.
    Por ultimo, existem os infiéis onde se incluem os Muçulmanos porque não professam a mesma Fé no Deus Uno e Trino nem foram Batizados em Cristo.
    Não Santo Padre, os Muçulmanos não são nossos irmãos. São infiéis que precisam urgentemente de conversão porque professam uma falsa religião na qual é muito dificil salvarem-se.
    Não Santo Padre, não podemos sacrificar a Verdade em detrimento do pluralismo religioso. Se assim fosse, porque precisariamos de um Salvador que veio ao Mundo padecer na Cruz pelos nossos pecados?
    Santo Padre, os fieis Católicos já não suportam o veneno da heresia e da ambiguidade. Dai-nos antes a beber a água pura da Sã Doutrina e da Fé Imaculada, que nos saciou durante tantos séculos!

  2. Num momento que
    esperávamos alguma declaraçao manifestando indignaçao pelos cristaos massacrados por muçulmanos numa furia nunca vista…(suspiro…)

  3. Ai meu Deus. Até agora eu vinha defendendo àquilo que o Santo Padre fazia/falava e apostava em “algo por vir no devido tempo”.

    Eu me retrato por algo que me dói pessoalmente.

    A defesa dos maiores inimigos da Cristandade pelo Papa é difícil de aceitar, ainda mais pela inserção na homilia de elementos estranhos e heréticos.

    Apostar na boa fé de um muçulmano é o mesmo que criar uma serpente venenosa dentro da própria casa.

    Não ouvi ainda uma palavra sequer, em nenhuma homilia do Santo Padre, em memória ao padre François Murad, desde o ocorrido de seu martírio. Talvez – ironicamente falando – o padre Murad também fizesse tremendas injustiças lá nas bandas da Síria.

    Nos resta suplicar a intercessão da Virgem do Perpétuo Socorro, a São Tiago Mata-Mouros, a São Jorge da Capadócia e a São Luís Rei de França, que nos inspirem com sua coragem literalmente guerreira pela Cruz.

    Chega de docilidade. Chega de mansidão. Chega de duplos padrões. Chega de gentilezas para com essa religião do demônio.

    Até quando, Santo Padre?

  4. A liturgia pontifícia a usar ambão-timão e altar-piroga… É a inculturação a todo vapor, ou melhor, à sirga.

  5. E as vitimas dos muçulmamos como ficam ???

    Quando os Mártires vítimas dos muçulmanos, comunistas e outros inimigos de Igreja Católica serão lembrados ?????

    Por exemplo os Cristeros , que foram vitimas não só dos comunistas, mas também de quem os entregou aos comunistas no final da guerra para serm mortos.

  6. ” (…) uma ação materialmente dada pela Hirerarquia eclesiástica, cuja obra imediata e todas as suas derivações são más em sua substância, não pode pertencer formalmente à Santa Igreja” (Pe. Álvaro Calderón, “A candeia debaixo do alqueire”, p. 261)

  7. “Oshià” não é nem nunca foi uma saudação islâmica. Essa palavra não existe na língua árabe.

  8. Pax Domini.
    Com todo respeito para com Sua Santidade:
    1- Chamar os maometanos de irmão é enganação. São Pio X em seu catecismo afirma:
    “225) Quem são os infiéis ?
    Os infiéis são aqueles que não foram batizados e não crêem em Jesus Cristo,(…) embora
    admitam o único Deus verdadeiro, não crêem em Cristo Messias, nem como
    vindo na pessoa de Jesus Cristo, nem como havendo de vir ainda: tais são os maometanos
    e outros semelhantes.” Só podemos ser irmãos em Cristo tendo a Igreja como Mãe, nunca fora disso. Essa fraternidade que despreza a verdade é o princípio de uma religião antropocêntrica, mesmo crendo que Papa Francisco tenha tido a melhor das intenções.

    Além do mais, como desejar frutos espirituais felizes se não estão ligados a Cristo? Lembre-mos o que Nosso Senhor Diz: “Eu sou a videira, vós as varas; quem está em mim, e eu nele, esse dá muito fruto; porque sem mim nada podeis fazer.” (João 15:5).

    2-É até bom que Francisco atente para o problema das pessoas que faleceram tentando uma vida melhor mas, ele bem que poderia ter dado nome aos culpados. Um monte de gente foge da África devido a pobreza extrema. Pobreza essa que se agrava pois lá o índice de corrupção é altíssimo, a dívida externa e a inflação são medonhas, a distribuição de bens não é justa, os conflitos tribais, éticos e religiosos (muitos desse conflitos são causados pelos próprios maometanos) não dão paz á ninguém.

    3- Essa coisa esculhambada (a liturgia vista nessa viagem) também é injusta. De que tanto adianta defender os direitos dos imigrantes e deixar de lado os de Deus. Deveria fazer uma missa em penitência pelos pecados cometidos contra a Liturgia, que nesses últimos decênios foi morta em tantas paróquias e dioceses.

  9. O Papa pelo jeito esqueceu das centenas de cristãos mortos de forma brutal pelos muçulmanos com direito até a decaptações, mulheres cristãs sendo estupradas por amor a Nosso Senhor e nenhuma palavra do Papa. Os muçulmanos não vão para europa apóstata para construir uma sociedade mais justa e sim para dominar o continente com sua sharia.

    Parece que os Papas do pós concílio tem como missão afundar a Igreja e escandalizar o povo e a fé católica. Se nada mudar, em breve, Francisco também será canonizado, ta fazendo tudo certinho no mesmo passo de João XXIII, Paulo VI e João Paulo II.

  10. Acredito que essa atitude excessivamente condescente com os
    filhos de Maomé fazem parte da seguinte estratégia “provisória”:
    Trato bem os mulçucamos cá, pra eles nos tratarem bem lá.

    É claro que, além de em desacordo com o Evangelho,
    ela não funciona “nem aqui nem na China”.
    Especialmente na China…

  11. Eduardo Castro, parabéns pelo teu artigo.
    A Igreja pós-Vaticano II está desnorteada, descontrolada.
    E isso o novo Papa tem demonstrado com seus constantes acertos e erros.
    Como li há uns meses atrás: “Somente um milagre poderá salvar a Igreja.”

  12. O Pastor recebendo humildemente o lobo! Peçamos perdão, peçamos perdão!
    Ora carambolas, por que esses imigrantes estão fugindo em massa para a Europa? Por causa da fome e da pobreza, da guerra e de governos tirânicos do Oriente Médio e da África? Claro que não! Isso sempre existiu nesses lugares. O que acontece é que os muçulmanos querem – e vão – conquistar a Europa.
    Com essa história de “acolher refugiados” a França se tornou a maior nação muçulmana na Europa. Há locais em Paris onde cristãos são proibidos de entrar devido ao domínio sistêmico dos seguidores de Alá. Na Inglaterra o mesmo acontece com bairros tradicionalmente cristãos, onde os nossos “irmãos” se instalaram e de lá expulsaram os cidadãos ingleses cristãos. A sharia – lei islâmica – já está sendo aplicada em alguns locais de Londres e parlamentares ingleses, incluindo bispos anglicanos, querem estendê-la como uma forma de lei válida para todo o país. É uma dominação cultural (esquerdista) e religiosa (islâmica) em curso.
    O próprio autor do texto já deixou claro como os muçulmanos se comportam quando aportam nos países europeus – criam verdadeiras redes de crime que visam proteger seus interesses. Entre homens, mulheres e crianças muçulmanas honestas e descentes esconde-se o lobo feroz.
    Que faz o Papa? Acolhe, é claro! O remédio da misericórdia, como diria João XXIII.
    E os milhares de milhares de cristãos do oriente médio que são perseguidos e mortos, senhor Bergolgio? Nenhuma palavra de conforto? Nenhum chamado à ação? Silêncio.

    Peçamos perdão a Deus pelo descaso do Seu Vigário com os mártires cristãos! Peçamos perdão de joelhos e com lágrimas nos olhos!

  13. Que vexame! Eu teria me levantado e saído na hora!

    Gostaria de sugerir ao Papa para os muçulmanos pedirem perdão por pilhagem de cidades e vilarejos, rapto, assassinato, escravização e prostituição de milhões de pessoas no mundo todo, em particular nas costas do Mediterrâneo, como a Itália, França, Espanha, etc até que a marinha francesa acabasse com essa farra no século XIX.

    Mais frutos podres do Vaticano II, quem vai querer? Tá barato, tá barato! É pra acabar!

  14. Peçamos a S.Pedro que ilumine o actual Papa para perceber e entender a função de Papa.

  15. É por essas e por (muitas) outras que eu – apesar de não ser tradicionalista, pois não frequento a Missa Tridentina, nem faço muitas outras outras práticas comuns a eles – agradeço por os tradicionalistas demonstrarem argumentativa e racionalmente que é possível ser católico mesmo discordando das práticas pastorais seculares que abundam na Igreja, inclusive algumas das do Papa. Caso contrário estaria em séria crise de consciência e identidade espiritual, achando que estava perdendo a fé, ou de fato a perderia.

  16. “feliz Ramadã com felizes frutos espirituais”. Senti um soco no fígado ao ler esta frase. Que tempos são esses Senhor Jesus Cristo?

  17. Começo a pensar em tantas coisas quando leio essas notícias. As mensagens de Nossa Senhora, vinda do céu, as profecias sobre a Igreja, as profecias sobre os papas, ao menos uma ou outra que se dê mais crédito. Elas parecem meio que nos dar uma pista do que estamos presenciando. Tantas formas de ser de um Francisco. Somos presenteados pelo tempo de viver nos dias em que a Igreja possui dois Papas vivos e que são vistos juntos. Mas por quê a Igreja tem dois Papas? Por quê este tempo suscita dois Papas? Um tão diferente do outro, gritantemente diferentes um do outro. Há muita coisa por vir…

  18. Tempestade em copo d`água. O que devemos saber é que esses atos do Papa Franncisco não tiveram nenhum caráter que implique um magistério infalível. Salvo aquilo que é “infalível ordinário”, ou seja, que entra em três princípios: ensinado sempre, em toda parte do mundo e para todo mundo.

  19. Não é “tempestade em copo d’água”. Não é porque não se encaixa como infalível (e nesse caso, é óbvio que não é), que não estranhemos (no mínimo) certas falas. Aliás, nenhuma causa de escândalo contra a fé é magistério infalível, nem por isso deixa de ser escândalo.

  20. Quem leu os links em italiano, deve ter entendido porque o povo italiano se encontra escandalizado com essas atitudes do Bispo de Roma. Como se não bastasse terem que pagar impostos altíssimos ( inclusive pra manter o Vaticano) ainda tem que tolerar hordas de imigrantes muçulmanos ilegais que montam barracas bem em frente aos seus estabelecimentos vendendo versões falsificadas dos produtos que eles vendem em suas lojas. Onde está a justiça que tanto prega o Papa Bergoglio?
    Como eu já disse antes, por mim podem canonizar TODOS os Papas do Concílio, pois comparando-os com Bergoglio, eles realmente são santos.

  21. Não vamos perder a fé por causa disso, Papa só é infalível quando está ex cathedra, todos seus discursos, livros, homilias não são infalíveis, lembre que Honorio I foi anatematizado pelo seu sucessor porque tolerava heresias, lembre como era corrupto e criminoso o Alexandre VI.

  22. Hoje em dia o papa chama de irmãos os que matam e estupram freiras e todo o orbe católico em plena comunhão acha tudo isso normal. Fim dos tempos.

  23. Nós que lemos o Fratres podemos, em sua maioria, saber o que é Magistério, o que é infalível, o que são todos estes termos. Pode ter certeza que o muçulmanos não sabem, e entendem as palavras do Papa como palavras da Igreja (como esperamos sempre que sejam, de fato) e entenderão isso como infalível, sim…

    Tristes tempos, onde todos são irmãos, menos nós! Todos são bem tratados, recebem pedidos de perdão, menos nós… Todos estão certos e recebem do Papa sua estima, menos nós…

    Porque nossos Rosários são vazios, mas o Ramadã não, o Ramadã traz frutos.

  24. Irmãos em Cristo,
    por amarmos tanto a VERDADEIRA Igreja, que tentamos com contorcionismos mentais defensivos, amenizar a dor de aceitar o que esta se mostrando de forma cristalina: que a Igreja há tempos perdeu o prumo. Esta perda da identidade catolica foi plasmada a muitos seculos atras,e finalmente posta em pratica por conta do ultimo concilio.Estas mudanças AINDA estao em curso, por isso sejamos realistas meus irmãos, o que assistimos tão perplexos hoje é só o começo das dores. O mais dificil, os hereges deste concilio já conseguiram,o que em minha modesta opinião,foi de moldar a mentalidade dos catolicos para receberem estas mudanças como algo necessário a nova evangelização uma primavera! Esta ESTRATEGIA, nao difere das tecnicas revolucionárias. Infelizmente nossa má formação, autonomia mundana relativista, preguiça mental em estudar a verdadeira historia da Igreja serviu como facilitadores desta triste realidade. Sinceramente,partilho com voces meu desanimo e impotencia diante do desmantelamento fisico e moral de nosso porto seguro a santa madre Igreja. O que fazer…pra onde ir? Não sei…tento me consolar com a a resposta do Apóstolo, quando questionado por nosso Senhor se tambem iria embora:” para onde iremos nós Senhor, só tu tens palavras de vida eterna”.

  25. A esquerda (nesse caso personificada na fala do Papa, infelizmente) tem soluções falsas para problemas verdadeiros. Impossível negar a maioria dos problemas que eles apontam; e, a partir disso, tentam afirmar a necessidade de aplicação de suas soluções (invariavelmente falsas).
    De que adianta falar dos imigrantes pobres muçulmanos nesses termos? Realmente eles migram fugindo da miséria, e parte dessa miséria é causada por ações e omissões das grandes nações e fortunas ocidentais (apenas uma parte da responsabilidade; não toda a responsabilidade como querem fazer parecer; não se pode esquecer a responsabilidade das elites nativas destes países e da própria esquerda). Mas, e daí? Como o cidadão médio pode influenciar nisso? Como abrir as portas para a entrada de ilegais poderia resolver esse problema? O que, afinal, se busca com esse tipo de discurso sem ouvinte ou proposta específicos? Pelo visto sempre há muita prudência na hora de se afirmar algumas verdades (pensa-se em todas as possibilidades, quem vai ficar melindrado, quem vai se afastar, etc), mas nenhuma na hora de proferir esse tipo de discurso. Sempre haverá quem diga que “o Papa falou contra a miséria na qual vivem os imigrantes e isso está certo”. Tudo bem, mas, e daí? O que fazer? Um discurso papal não é uma conversa informal que se tem durante um café; dele surgem práticas e diretrizes. Qual a proposta que vem daí? Encher a Itália de imigrantes e deixá-los trabalharem segundo seus métodos? Se não há uma proposta então era simplesmente um discurso pelo discurso?

    Em relação à forma como se usou referências ao Islamismo, isso dispensa comentários, pelo menos por aqui.

  26. É incrível a hostilidade que alguns tem com o papa Francisco, chamando-o até mesmo de papa Bergoglio. Isso tem cheiro de sedevacantismo, cisma, heresia, apostasia, pecado.

  27. Elton

    Pior é a hostilidade contra Deus e sua Igreja. Isso já nem tem mais cheiro porque católicos como você já se acostumaram com o ar tóxico