Apelo a Dom Raymundo Damasceno Assis, Presidente da CNBB.

Eminência Reverendíssima,

bebêCaríssimo Cardeal Dom Raymundo Damasceno Assis, Arcebispo de Aparecida e Presidente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil – CNBB.

Dirijo-me em nome próprio, como cidadão brasileiro e cristão, católico apostólico romano, fazendo coro aos que rogam de Vossa Eminência especial atenção em relação ao texto do PLC 3/2013, cujas palavras de Dom Antonio Carlos Rossi Keller, bispo diocesano de Frederico Westphalen, RS, em nota pastoral, explicitaram: “Não se encontra, naturalmente no texto, a palavra ‘aborto’. Mas as intenções são suficientemente claras: proporcionar aos profissionais da Medicina e do Direito a base legal para a realização pura e simples de abortos. Esta é e sempre foi a estratégia usada: fugir dos termos contundentes, mas implantar, de forma disfarçada a devida autorização para que se possa agir de acordo com a ideologia abortista”. Daí o apelo que muitas lideranças leigas católicas, e também presbíteros e até bispos (muitos deles ainda não devidamente informados sobre a questão) de que a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, sob a vossa Presidência, manifeste-se pelo VETO TOTAL ao referido projeto de lei, tendo em vista que o veto parcial manterá a brecha para a legalização do aborto no Brasil.

Chegou-me a informação de que a CNBB já tem uma nota, pronta para tornar pública, posicionando-se pelo veto parcial, o que será — reafirmo baseado em estudos e farta documentação — um grande equívoco. Daí o apelo para que antes de tornar pública a nota, sejam feitam novos esforços de ponderada reflexão sobre o assunto, com especialistas apropriados, com a prudência da análise de conjunto exigida para questão tão relevante. Mais ainda, chamo respeitosamente a atenção de Vossa Eminência ao fato de que causou muita estranheza a muitos da sociedade, especialmente a comunidade católica, a informação de que a referida nota, antes de ser tornada pública, teria sido encaminhada à apreciação da Sra. Presidente Dilma Roussef, através do ministro Gilberto Carvalho. Solicito de Vossa Eminência a refutação e o desmentido dessa informação, bem como a análise pormenorizada de cada artigo do PLC3/2013, para preservar a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil de proferir uma posição pública que propicie posteriormente facilidade no alargamento de uma via que efetive a legalização do aborto neste País.

Certo de contar com vosso constante zelo pastoral, rogo em oração a intercessão de Nossa Senhora da Conceição Aparecida, nestes dias que antecedem a Jornada Mundial da Juventude, o discernimento necessário que a hora exige.

Cordialmente em Cristo e Maria,

PROF. HERMES RODRIGUES NERY

29 comentários sobre “Apelo a Dom Raymundo Damasceno Assis, Presidente da CNBB.

  1. Eu não acredito na CNBB. A CNBB é uma cunha numa fenda aberta na Igreja Católica no Brasil. Por tudo que sei e li até hoje, me dêem um motivo para crer que, desta feita, eles seriam radicais neste assunto enquanto não o foram em tantos outros?

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  2. Novamente o prof. Hermes brilhou! Conte com a minha solidariedade.

    Cumpre recordar, ainda, uma frase profética do beato João Paulo II: “O direito à vida é o limite da democracia”. Traduzindo: ultrapassado essa faixa vermelha, entraremos na barbárie (escravidão, concorrência desleal…). Veja o caso do deplorável posicionamento do CFM em favor do aborto até a 12ª semana da gestação: após tal fato o que ocorreu na área médica brasileira: vinda de milhares de médicos estrangeiros (cubanos), criação do Serviço Civil Obrigatório (2 anos no SUS) e coisas piores virão…

    A lei de Deus é bastante clara: “Não matarás” (Ex 20,13). Aliás, segue a advertência do Criador: “Os céus e a terra tomo hoje por testemunhas contra vós, de que te tenho proposto a vida e a morte, a bênção e a maldição; escolhe pois a vida, para que vivas, tu e a tua descendência” (Deuteronômio 30:19).

    Com a palavra o governo brasileiro, a CNBB, o povo desta Terra de Santa Cruz…

    Nuvens pesadas e vermelhas avançam contra o Brasil.

    A nossa nova “Arca de Noé” é a consagração total à Nossa Senhora, pois “o Imaculado coração de Maria triunfará” (Fátima, 1917)

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  3. Se a CNBB publicou uma notinha contra este projeto esqueceu-se de dar a devida publicidade e mais do que isto, não basta publicar, tem que fazer campanha, tem que ir para a rua.

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  4. Vamos todos juntos, não há chance de civilização com matança de fetos humanos. Deveríamos ir mais fundo e tentar salvar os 2 milhões de fetos humanos mortos por ano aqui no nosso Brasil. Antes meu país fosse um deserto sem água do que este oceano de feras que maculam definitivamente a nossa existência,.

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  5. “Mais ainda, chamo respeitosamente a atenção de Vossa Eminência ao fato de que causou muita estranheza a muitos da sociedade, especialmente a comunidade católica, a informação de que a referida nota, antes de ser tornada pública, teria sido encaminhada à apreciação da Sra. Presidente Dilma Roussef, através do ministro Gilberto Carvalho.”

    Se tal informação for verídica fica nítido, claro e provado que a CNBB está vendida ao governo abortista do PT.

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  6. Machado, você fez uma pergunta ou uma afirmação? porque realmente no site da CNBB não aparece nota nenhuma, e que Deus tenha misericórdia das crianças e ilumine os bispos e a presidente do Brasil.

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  7. Palavras muito precisas neste momento! Rezemos para que Deus faça com que seus representantes na terra vejam suas palavras, prof. Hermes, e as compreendam e façam o certo, o que precisa ser feito no momento, que é pedir o veto total da presidente ao projeto!

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  8. Fraquíssimo esse dom Raymundo Damasceno.
    Não sei onde o Papa Bento XVI estava com a cabeça ao promovê-lo a cardeal.
    Além de inexpressivo, duvido que ele ou a CN do B, falarão com ênfase contra esse projeto.
    Duvido também que esse episcopado e clero socialistas não compartilhem da agenda dessa “ideologia”.

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  9. Acho que ela só está circulando por emails e não foi publicada em nenhum site oficial da CNBB ainda. E duvido que o seja. Vai abaixo.

    Comunicado à CNPF, aos assessores e aos coordenadores das Comissões de Respeito, Promoção e Defesa da Vida

    Prezados irmãos e irmãs,

    A recente aprovação no Senado do PLC 3/2013 (Projeto de Lei de origem da Câmara) tem causado reações em algumas mídias católicas e nas redes sociais, pois a lei, que ainda não foi sancionada pela Presidente, está sendo interpretada como “legalização do aborto” no Brasil. Juntamente com outras instituições e entidades da sociedade civil, avaliando a lei com o auxílio de renomados juristas, profissionais da área da saúde e segundo a ética cristã, entendemos que o seu objetivo principal é “o atendimento obrigatório e integral de pessoas em situação de violência sexual”. De fato, devemos apoiar todo esforço em vista de se prestar assistência a pessoas vítimas da violência sexual em nosso país. Porém, também entendemos que a lei, em alguns trechos, causa descompasso jurídico devido a incorreção conceitual, podendo ser interpretada como abertura para o aborto. Por isso, concordamos que se deva necessariamente buscar a supressão desses trechos e a precisão de outros, sem, no entanto, defender que toda lei seja vetada, como o pede a campanha que circula pela internet, e a qual não apoiamos.

    Solicitamos-lhes, por gentileza, transmitir este comunicado às Comissões de Defesa da Vida de sua diocese ou regional, a fim de criarmos maior comunhão quanto à articulação ponderada de estratégias que visam impedir a implantação do aborto ou de leis moralmente permissivas em nosso país.

    Cordialmente,

    Dom João Carlos Petrini
    Bispo de Camaçari
    Presidente da Comissão para a Vida e a Família da CNBB”

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  10. Senhores, se é verdade que a nota foi submetida à apreciação presidente então isto é um escândalo. Roma não pode silenciar diante disto, nem nós! Este “cesaropapismo” brasileiro não pode mais ser tolerado.

    São Miguel Arcanjo, venha em nosso socorro!

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  11. Nesta declaração (apócrifa?) da CNBB está dito que o pedido é pelo veto parcial e não pelo total, e que só seria preciso “buscar a supressão desses trechos e a precisão de outros”. Já que a CNBB pretende pedir veto parcial, não caberia ser mais específica em relação ao que considera que precisa de mudança?

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  12. Caros, peço perdão pela demora. A nota a que aludi é precisamente aquela que reproduziu o sr. Silvio Grimaldo. Estava circulando por Facebook, inclusive…

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  13. A JMJ é o momento de maneira pacífica e devidamente válida fazermos valer o Direito a Vida, a Família e a de Deus. Mas, pelo que se apresenta, será mais uma manifestação meramente …. sem sentido Cristão.

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  14. Eu simplesmente fico pasmado como é que estes bispos não temem o juízo de Deus. Eu jamais quero ser um simples mirone quando estes bispos forem julgados por Deus. Deve ser terrível, medonho e horrendo só assistir, fará quem estiver mesmo a ser julgado, neste caso os bispos.

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  15. A cnbb, frente aos temas da Vida, tem aparentado uma postura vazia. Seus textos nunca são diretos, e sempre construídos de modo a poupar de críticas os partidos socialistas, estes, os responsáveis pela maioria das ações Estatais contra a Vida. Não seria surpresa, confirmada a consulta à dilma, o desprezo desta conferência para com os princípios Católicos.

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  16. Irmãos, quem mora no DF está convidado a participar da manifestação conta a PLC 03/2013 que ocorrerá hoje, terça-feira, às 14h, em frente ao Palácio do Planalto. Contaremos com a presença de Pe. Paulo Ricardo, e pediremos VETO TOTAL do projeto de lei. A paz!

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  17. Texto equilibrado, respeitoso, correto e cheio da doutrina da Igreja. É desse modo que se conquista as coisas, não de forma debochada, nos julgando acima do clero. Perder o bom senso nos faz perder a razão. Parabéns ao professor pelo esforço e pela coragem em estar á frente da causa pró-vida,

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  18. Rogamos ao nosso Cardeal Dom Raymundo que com Arcebispo desta Igreja se coloque em posição conforme Doutrina Católica, conforme seria a atitude de Jesus, contra a PLC03/2013, por caridade se manifeste pedindo o veto total da PLC03/2013, não deixe brecha para o mau agir no meio de nós através de leis abomináveis ao olhos de DEus, tenha misericórdia das nossas crianças e da nossa Igreja que clama justiça e da nossa Nação Terra de Santa CRuz!! Não coloque o nome da Igreja nesta lei absurda, com uma permissividade absurda de parcialidade, é necessário viver a radicalidade de Jesus, que foi a morte na Cruz, esta radicalidade traduzida em amor! Nenhum direito foi dado aos homens e mulheres de tirar vidas, apenas de sermos co-criadores na união de homens e mulheres, gerando o fruto do amor entre o casal e a graça de Deus!! Pedimos ao Senhor Cardeal que livre nossa Igreja desta mancha de sangue, façamos a nossa parte verdadeiramente, integralmente como cristãos católicos! NÂO A PLC03/2013. TEMOS QUE NOS MANIFESTAR!!

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