Ir contra a corrente.

Alguns são chamados a se santificar constituindo uma família através do sacramento do Matrimônio. Há quem diga que hoje o casamento está “fora de moda”; está fora de moda? na cultura do provisório, do relativo, muitos pregam que o importante é “curtir” o momento, que não vale a pena comprometer-se por toda a vida, fazer escolhas definitivas, “para sempre”, uma vez que não se sabe o que reserva o amanhã.

Em vista disso eu peço que vocês sejam revolucionários, que vão contra a corrente; sim, nisto peço que se rebelem: que se rebelem contra esta cultura do provisório que, no fundo, crê que vocês não são capazes de assumir responsabilidades, que não são capazes de amar de verdade. Eu tenho confiança em vocês, jovens, e rezo por vocês. Tenham a coragem de “ir contra a corrente”. Tenham a coragem de ser felizes!

O Senhor chama alguns ao sacerdócio, a se doar a Ele de modo mais total, para amar a todos com o coração do Bom Pastor. A outros, chama para servir os demais na vida religiosa: nos mosteiros, dedicando-se à oração pelo bem do mundo, nos vários setores do apostolado, gastando-se por todos, especialmente os mais necessitados.

Nunca me esquecerei daquele 21 de setembro –eu tinha 17 anos– quando, depois de passar pela igreja de San José de Flores para me confessar, senti pela primeira vez que Deus me chamava. Não tenham medo daquilo que Deus lhes pede! Vale a pena dizer “sim” a Deus. N’Ele está a alegria!

Do discurso do Papa Francisco aos voluntários da Jornada Mundial de Juventude – 28 de julho de 2013

4 Comentários to “Ir contra a corrente.”

  1. Seria interessante o Frates publicar o discurso do Papa aos dirigentes do CELAM. Percebi em alguns trechos que a vida dos tradicionalistas no atual pontificado não será nada fácil. Aliás, foram incluídos entres os obstáculos para a ação da Igreja, no meio de marxistas, gnósticos e aos que aderem aos psicologismos:

    “A proposta pelagiana. Aparece fundamentalmente sob a forma de restauracionismo. Perante os males da Igreja, busca-se uma solução apenas na disciplina, na restauração de condutas e formas superadas que, mesmo culturalmente, não possuem capacidade significativa. Na América Latina, costuma verificar-se em pequenos grupos, em algumas novas Congregações Religiosas, em tendências para a “segurança” doutrinal ou disciplinar. Fundamentalmente é estática, embora possa prometer uma dinâmica para dentro: regride. Procura “recuperar” o passado perdido”.

    Pois é, para as comunidades Ecclesia Dei meu lamento; conversações com a FSSPX na geladeira ou no lixo; para os sedevacantista, anti-acordista e afins, um prato cheio, acompanhado do costumeiro quanto pior, melhor. Infelizmente a obra iniciada por Bento XVI não terá continuidade.

    Márcio

  2. O papa usou “revolucionários” no sentido original da palavra revolução. Parece que nossa mídia não percebeu isso.

  3. Belo discurso do Santo Padre, digno do um Sucessor de Pedro. É preciso alertar os jovens para essa cultura do provisório e para o perigo da busca do prazer momentâneo inconsequente. Aí está o verdadeiro sentido do apelo “sejam revolucionários, ide contra a corrente”, esta corrente que arrasta inúmeras almas para o Inferno como nos disse Nossa Senhora de Fátima: “os pecados da carne são os que conduzem mais almas ao Inferno”.
    Infelizmente, a imprensa cá em Portugal apenas noticiou “Francisco pede aos jovens: sejam revolucionários”. Isolada do contexto, esta afirmação é tida como um incentivo à revolta política contra o governo do Brasil.
    Obrigado Santo Padre, por estas palavras de incentivo a todos os jovens que procuram remar contra a corrente, entre os quais me incluo! :)

  4. Nós, simples fiéis, também podemos fazer nosso trabalho missionário com relação ao casamento:
    1- ser feliz dentro do nosso casamento, transformando-o em uma referência; não falo de perfeição, é claro;
    2- aconselhar o pessoal que está vivendo um “relacionamento” para que se case NA IGREJA;