Devota obediência.

Do site oficial dos Frades Franciscanos da Imaculada, palavras de seu fundador:

manelli

“Com referência ao Decreto da Congregação para os Institutos de Vida Consagrada e Sociedades de Vida Apostólica, de 11 de julho de 2013 (Prot. n. 52741/2012), Pe. Stefano M. Manelli, com todo o Instituto dos Frades Franciscanos da Imaculada unido a ele, obedece ao Santo Padre e confia que desta obediência nos virão graças maiores”.

28 Comentários to “Devota obediência.”

  1. Primeiramente, antes de comentar o pronunciamento do Pe. Stefanno Manelli, gostaria de expressar mais uma vez a minha admiração pelos Franciscanos da Imaculada. Já tive a oportunidade de visitar o convento deles no Brasil e já faz algum tempo que acompanho o site deles em inglês.

    Sei que pode parecer estupidez obedecer a uma ordem que lhes prejudica. No entanto, um dos princípios mais sérios da vida espiritual é a obediência aos legitimos superiores, desde que essa obediência não seja frontalmente contrária as leis de Deus, assim entendo. E não é este o caso. Ao meu ver é uma questão meramente canônica, não se trata, portanto, de ordem contrária as leis de Deus.

    Penso que o exemplo dos santos nos ilumina e nos ajuda a compreender como agir em circunstâncias dolorosas e incompreensíveis como essa. Cito o Padre Pio que foi injustamente perseguido por seus superiores, mas tudo padeceu com vítima inocente à semelhança de Cristo para completar em sua carne o que faltava dos sofrimentos de Cristo, conforme a expressão de São Paulo. Sei que falar é fácil, mas vejo que os Franciscanos da Imaculada estão se empenhando em seguir o caminho da humildade e da obediência. Nesse sentido, penso que o Institudo deles receberá maiores graças, usando a expressão do Pe. Manelli.

  2. A obediência dos verdadeiros filhos da Igreja é admirável e louvável, sem dúvida. Imagino se a mesma congregação vaticana impusesse algo de impacto aos dehonianos brasileiros, por exemplo. A partir de amanhã não poderiam mais fabricar padres cantores! Como reagiriam?

    • Danilo, como Caifás diante da afirmação de Nosso Senhor de que ele é o Filho de Deus, rasgariam as próprias vestes.
      Também imagino que eles dariam aquele “xilique” e além de emitir aquela máxima modernista de que a Igreja é santa e pecadora.

  3. Parabéns aos Franciscanos da Imaculada. A obediência católica consiste exatamente nisso! A ordem não os faz cair em heresia, apostasia ou cisma, logo deve ser obedecida.

  4. As pessoas boas obedecem mesmo ás injustiças e os hereges não obedecem mesmo ao que é correto, e fica tudo por isso mesmo, por isso que a barca de Pedro afunda.

  5. O sacrifício da Missa atende ao primeiro mandamento. Será mesmo que uma missa forjada não é contra a vontade de Deus ??

  6. Esses aí são do tipo que, se o papa disser que vale relação extramatrimonial, aborto e padre casar, vão concordar só porque foi o papa que disse. Se o papa mandar quebrar as imagens de Nossa Senhora, matar mendigos e adorar a Buda, vão obedecer só porque foi o papa quem mandou.

    Definitivamente merecem sofrer o que estão sofrendo.

    • Menos, senhores… aguardemos o desenrolar dos fatos antes de um juízo definitivo acerca da posição ordem. A declaração do pe. Manelli não significa que não estejam tomando as medidas que estão ao seu alcance para reverter o cenário.

  7. “As pessoas boas obedecem mesmo ás injustiças”.
    Não vejo isso como qualidade, mas como um imenso defeito.
    As pessoas boas devem lutar contra as injustiças sempre.

    (Não me refiro a esses franciscanos, falo no sentido genérico. Acho muito boa a decisão que tomaram.)

    • Há injustiças que devemos sofrer em silêncio pela nossa santificação. Seria possível enumerar uma lista enorme de santos que seguiram o exemplo de Nosso Senhor e sofreram em silêncio o desprezo do mundo. Lembremo-nos que não é a vitória neste mundo que mais nos interessa. Os Franciscanos da Imaculada estão de parabéns pelo belo exemplo dado.

  8. Ao contrário do primeiro post acima, o que se trata é que de alguma maneira se violou um indulto perpétuo assinado por São Pio V e de duração sempiterna, e aos padres franciscanos se deixou como única opção uma missa que para muitos constitui um seríssimo caso de consciência.

    Com efeito, as pessoas mais esclarecidas sabem quão altamente questionável é a missa nova, desde a sua gênese, mas também por seus fundadores, por suas intenções, pelos seus propósitos, e antes de tudo, por seu conhecido distanciamento da teologia católica.

    Percebo que há muitos e cada vez mais frequentadores deste blog que desconhecem as gravíssimas acusações fundamentadas a respeito do rito novo, que é o rito agora deixado como opção única para estes frades.

    O rito novo é o único rito da história da Igreja Católica em todos os seus mais de dois milênios, em todos os lugares e contra todos os costumes, é o único rito que não nasceu e se desenvolveu com o correr dos séculos e a inspiração do Espírito Santo. Foi um rito encomendado por um monsenhor amplamente conhecido com suas ligações com a maçonaria. Um monsenhor que depois disso foi afastado da cúria para uma nunciatura no Irã, onde quase não há cristãos, e que posteriormente foi morto em condições estranhíssimas.
    Um rito de um monsenhor cuja carta fora interceptada por um sacerdote, e que era endereçada à cúpula da maçonaria italiana, e dizia em seu teor que “a respeito do rito novo, fiz o que pude”.
    Um rito que foi construido por mãos humanas, e também com a ajuda de hereges, coisa que é documentada com as fotografias dos pastores protestantes junto ao próprio papa Paulo VI. Os mesmos seis pastores que construíram a missa nova lado a lado com Bugnini. E sabemos que o protestantismo é herético é combate a teologia católica da Missa.
    Sabemos por farta documentação os depoimentos extremamente agradecidos e simpáticos da maioria das seitas protestantes, que diante da Missa Nova se confessaram muito satisfeitos e alegres com este modo de rezar católico, que segundo eles, elimina a maior parte das divergências históricas entre catolicismo e protestantismo.
    E há muitos, muitos, muitos outros detalhes a se falar acerca deste único rito que foi deixado a esses franciscanos como única opção. Poderia recordar como o próprio cardeal do antigo Santo Ofício, junto ao cardeal Bacci repudiaram em carta este novo rito, e o denunciaram como afastado tanto no todo como em seus detalhes da Teologia Católica da Missa.

    Mas ao invés de apontar estas gravíssimas acusações a este rito outras acusações tão graves – e pior: embasadas – deixo este ofício de lado, porque passaria a tarde a enunciar ponto por ponto os motivos de não apenas PREFERIR o rito Tradicional, como o de fugir a todo custo deste rito moderno. Sim, mil vezes sim! Por uma questão de princípios, este rito precisa ser suprimido, evitado a todo custo sob pena de pecar mortalmente!

    Porém, o sinal maior não são apenas estas acusações que estou repetindo mas que – repito mais uma vez – não são obra minha. São acusações graves e comprovadas.
    Mas o maior sinal de que há um espírito maléfico combatendo vivamente o Santo Sacrifício da Missa é exatamente este que se põe na frente de todos os que têm olhos para ver.

    Sabemos que, à revelia de toda lei da Igreja, a construção da Missa Nova veio acompanhada de uma perseguição tão bem sucedida à Missa Tradicional, que talvez a quase totalidade dos que lêem este site tenha nascido numa época em que a Santa Missa Tridentino-Gregoriana não era sequer falada, como se nunca existísse. Tomei conhecimento da mesma quase 20 anos depois de ter nascido. E no entanto, pelas leis da Igreja, a Bula Quo Primum Tempore garante para toda a eternidade o livre uso do missal tradicional, coisa que acabou de ser violada descaradamente pelo cardeal Brás de Avis.

    De forma que não sei se é maior escândalo ir contra uma cláusula pétrea deste nível, ou obedecer uma ordem inválida e ímpia destas.

    Outro sinal atual da vitalidade desta Missa esquecida pelo mundo, foi ter levado o papa Bento XVI a reconhecer sua não-extinção e seu DIREITO por qualquer sacerdote, através do Motu Proprio Summorum Pontificum, e da Universae Ecclesiae.

    O descaso, o ódio e o desprezo a essa missa começa pela própria cúpula da Igreja, que só disponibiliza via internet os documentos concernentes à confirmação do livre uso deste rito em latim… e húngaro… mesmo sabendo que hoje em dia, apenas pouco mais de cinco anos de “liberação” (do que nunca foi proibido por lei), em todos os cinco continentes se reza essa missa que é um direito de todo sacerdote e de todo fiel.

    Todos os leitores antigos deste blog sabem o rosário de tribulações, de engodos e de manobras realizados em toda parte, com o intúito de extinguir a Santa Missa VERDADEIRA, a que nutriu nossos santos, a que modelou muito do caráter dos nossos antepassados. Quem aqui não se recorda do arquivamento do pedido do abade de Mariawald? Ou das exigências absurdas de que a comunidade devesse ser instruida profundamente em latim, ou de que a missa deveria ser rezada versus populum, como foi em Fortaleza, ou muitissimas outras restrições com o intúito de se fazer apagar a brasa que ainda fumega?

    Para quem prefere a missa por questão de preferência pessoal, inclinação, estética, forma válida entre tantas de se cultuar a Deus, bem, afinal de contas não é o fim do mundo.

    Obedecer é virtude valiosíssima. Mas desobedecer uma ordem abertamente irracional é talvez uma virtude ainda mais alta. A menos que para os que se põem de acordo com D. Avis e ofereçam a Deus o sacrifício de Caim isto constitua um exemplo de humildade.

    Seria preferível não rezar missa alguma do que rezar a missa abençoada pelos pastores protestantes que zombam do Santíssimo Sacramento e da Sagrada Hóstia, Bendita e Imaculada. É num momento crucial destes que saberemos quem são os verdadeiros pastores, e quem são os mercenários que fogem…

  9. Se é para obedecer, melhor cessar de oferecer missa em qualquer rito. Melhor não ter missa do que ofender a Deus com um sacrifício indigno d’Ele.

  10. Obedecer a uma ordem para parar de rezar a Missa Católica de todos os santos, de todos os tempos?
    Golpe de mestre de satanás!
    A autodestruição da Igreja pelas vias da obediência.

  11. São estes exemplos de obediência que nos impulsionam, fiquei impressionado.

  12. Falando em devota obediência, lembram do padre Beto?
    Ele está de volta aprontando mais uma das suas.

  13. Sinceramente,

    Gostaria muito de opinões de autoridades no assunto. Muito me interressa essa matéria. Antes quero lembrar o Santo Padre Pio, que não se rendeu ao ORDO MISSAE, a tal “nova missa”.

  14. A obediênca é doída mesmo. Um sacrfício. Não uma elocubração mental. Um discurso vazio.Bem sensato o pronunciamento do prelado

  15. ” ‘As pessoas boas obedecem mesmo ás injustiças”.
    Não vejo isso como qualidade, mas como um imenso defeito.
    As pessoas boas devem lutar contra as injustiças sempre.”

    Não disse que era uma qualidade, só fiz uma constatação dos acontecimentos atuais.

    “(Não me refiro a esses franciscanos, falo no sentido genérico. Acho muito boa a decisão que tomaram.)”

    Já eu acho muito ruim, acho o fim da picada que aturem todas heresias e vão contra essas pessoas, se alguns santos do passado fossem vivos atualmente não sei se aguentariam ficar dentro do Igreja com esse clero.

  16. Esse louvor da obediência é estranho … Se Dom Lefebvre e Dom Mayer tivessem obedecido o que seria de nós hoje ???

  17. No artigo anterior o Prof. De Mattei esmiuçou esta questão.

    Em um dos exorcismos feito pelo Padre Gabriele Amorth o demonio queixava-se de ter obedecido a ordens de seu anjo superior lucifer e lamentava de não ter a visão beatifica de Deus no Paraíso.

    Antes obedecer a Deus que aos homens e como disse um grande Santo da igreja que o fundo do inferno era forrado de cranio de bispos e que a estrada que leva ao inferno é asfaltada de cranios de padres, fico no aguardo do desenrolar dos fatos mas continuo repudiando o decreto do cardeal brasileiro eis que ilegal e ilegitimo.

    Quanto a atitude do padre Stefano na fotografia acima eu em seu lugar não só deixaria de sorrir como estaria fazendo cara de bravo e que exemplo de santo Franciscano para mim ainda é São Maximiliano Maria Kolbe e Padre Pio de Pietrelcina.

  18. Espero que consigam retomar a Santa Missa Tridentina o quanto antes. Mas deram ótimo exemplo: Obediência é obediência. E ponto final.

  19. É no mínimo curioso ler alguns comentários e verificar que existe mesmo esse tipo de gente que acha que a missa que o mundo católico assiste todos os dias não vale nada, e que em face desta rejeição da missa de Paulo VI, considerando-a inválida em princípio, admiram-se primeiro do prelado não ter a mesma opinião que a deles, e segundo do prelado ter obedecido ao Papa.

  20. Impressionante como alguns nesse blog são sectários e cismáticos a ponto de questionar a obediência ao Santo Padre. Pudera, a essência do discurso Fratreniano encaminha para a irreverência e para a autosuficiência espiritual, como se bastassem a sí mesmo. Mas o melhor de todos foi o ponto do Fausto:

    “Esse louvor da obediência é estranho … Se Dom Lefebvre e Dom Mayer tivessem obedecido o que seria de nós hoje ???”

    Como é? Coloquemos o mesmo princípio com outro personagem que desobedeceu deliberadamente: Se Lutero tivessem obedecido, o que seria de nós hoje?

    “Quem obedece, não erra”: Diria a Doutora Santa Teresa. Ou ela também era modernista?

  21. Peçamos a intercessão de São Pio de Pietrelcina e que o manto amoroso e protetor de Nossa Senhora cubras estes nossos irmãos que estão fazendo o melhor que podem ( exercitando paciência, obediência e humildade),tudo concorre para o bem daqueles que amam à Deus.
    Vamos nos unir e rezar e claro combater o bom combate.
    Paz e bem.

  22. Concordo plenamente com o comentário do Bruno Luís Santana. Nestes tempos de confusão e relativismo, também nós que nos declaramos tradicionalistas temos duvidas em relação à nossa postura relativamente a estas duas formas do rito romano.
    No meio desta confusão podemos ter uma dúvida e uma certeza absoluta.
    Podemos duvidar se o rito ordinário tem erros teológicos graves, ou é só um rito resumido e traduzido para língua vernácula de cada País. Podemos duvidar até que ponto a missa nova é herética e se tem erros contra a Fé, ou apenas tem omissões graves que não existiam no rito anterior.
    Mas podemos ter uma certeza absoluta: pelas leis da Igreja, a Bula Quo Primum Tempore garante para toda a eternidade o livre uso do missal tradicional. E quem se opõe a isto podemos julga-lo definitivamente e com base numa lei que NUNCA foi revogada.
    Numa frase: tolerância para com o rito ordinário e intolerância para quem é contra o rito extraórdinário.

  23. Jorge,
    Se eles obedecem à ordem atual e cessam o oferecimento da Santa Missa Tradicional, então se tornarão desobedientes ao Concílio de Trento que promulgou o Missal de São Pio V e ordenou que todo sacerdote rezasse missa diariamente. E também desprezarão o indulto permanente da Bula Quo Primum Tempore, que é uma lei geral para todo sacerdote de rito latino, e que diz de forma claríssima e inequívoca:

    “9 – Da mesma forma DECRETAMOS e declaramos que os Prelados, Administradores, Cônegos, Capelães E TODOS OS OUTROS PADRES SECULARES, designados com qualquer denominação, OU REGULARES, DE QUALQUER ORDEM, não sejam obrigados a celebrar a Missa de outro modo que o por Nós ordenado; nem sejam coagidos e forçados, por quem quer que seja, a modificar o presente Missal, e a presente Bula NÃO PODERÁ JAMAIS, EM TEMPO ALGUM, ser revogada nem modificada, mas permanecerá sempre firme e válida, em toda a sua força.

    E não acaba aqui: mais adiante o papa São Pio V OBRIGA o uso do missal tridentino:

    11 -Queremos e, pela mesma autoridade, decretamos que, depois da publicação de Nossa presente Constituição e deste Missal, TODOS OS PADRES SEJAM OBRIGADOS A CANTAR OU CELEBRAR A MISSA DE ACORDO COM ELE: os que estão na Cúria Romana, após um mês; os que habitam aquém dos Alpes, dentro de três meses; e os que habitam além das montanhas, após seis meses ou assim que encontrem este Missal à venda”.

    Ou seja: se levássemos à risca, rezar a Missa de São Pio V seria mais que uma opção: seria uma ordem inquestionável, visto que não oferece brechas para subterfúgios.

    E veja o final da Bula:

    14 – Assim, portanto, que a NINGUÉM absolutamente seja permitido infringir ou, por temerária audácia, se opor à presente disposição de nossa permissão, estatuto, ordenação, mandato, preceito, concessão, indulto, declaração, vontade, decreto e proibição.

    Se alguém, contudo, tiver a audácia de atentar contra estas disposições, saiba que incorrerá na indignação de Deus Todo-poderoso e de seus bemaventurados Apóstolos Pedro e Paulo”.

    Perceba que o Santo Papa escreveu esta bula de forma tão perfeitamente blindada, que torna impossivel que mesmo um papa posterior se levante contra a mesma sem criar uma crise institucional. Você pode procurar o texto da bula em sua íntegra, é fácil de encontrar na Internet. E pode ler com muita calma. Perceba o final da Bula: quando o papa fala que a ninguém é permitido alterar a permissão da Bula, fala de forma tão absoluta, que pode se ler aí que nem mesmo outro papa poderia ir contra. Ele diz ninguém se admitir exceção. Do jeito que a Bula foi escrita, e da maneira como foi imposta, sugere uma lei IMUTÁVEL e IRRETOCÁVEL.

    Pois então: se os papas dos últimos 50 anos não tiveram até o presente momento a audácia de desdizer esta bula de maneira direta, mas na prática trabalham de maneira contrária, isso é problema da consciência deles.Como disse São Pio V, eles que se se vejam com Deus Todo-poderoso e com São Pedro e São Paulo.

    Só esta bula é suficiente, não necessitaria nem sequer de documento algum de Bento XVI. Por isso bato na mesma tecla: Bento XVI não nos deu nada que não fosse nosso direito. O motu proprio é tolerável no sentido que confirma uma verdade há séculos declarada. E também é benévolo no sentido de ajudar a desbloquear o medo psicológico que tantos e tantos “obedientes” tinham em relação à missa.

    Agora perceba: quem obedece aos decretos atuais concernentes ao não uso do missal tradicional, desobedece automaticamente ao magistério anterior, que no parágrafo 11 da Bula diz (…) que todos os padres sejam obrigados a cantar ou celebrar a missa de acordo com ele (…).

    Cismático ou sectário aqui, pelo visto é uma questão de posicionamento. Porque são na prática ordens diversas. Se obedecemos a um, desobedecemos a outro. Então consultemos a Tradição, consultemos o que dizia há mais de 2600 anos o profeta Jeremias:

    “Assim fala o Senhor: sustai vossos passos e escutai; INFORMAI-VOS SOBRE OS CAMINHOS DE OUTRORA, VEDE QUAL A SENDA da salvação; SEGUI-A, e encontrareis a quietude para vossas almas”.
    E Qua a resposta a esse versículo não seja a mesma que deram ao profeta:

    ” Responderam, porém: Não a seguiremos!”

    E veio o castigo…

  24. Bruno Santana:
    Gosto muito do que vc fala, mas não consigo concordar quando diz que é melhor não assistir nenhuma missa que assistir a nova. Eu entendo suas razões mas essa colocação só poderia ser feita se houvesse a livre possibilidade de escolha. Na maioria das partes do mundo não existe a celebração de missa tridentina. Vc está aconselhando que fiquemos sem missa? sem comunhão? mesmo uma missa nova celebrada com piedade por um padre de reta intenção seria pior do que nada? eu acho que até uma missa e uma hostia consagrada na igreja ortodoxa é melhor que nada. Não podemos optar por nada. Eu já assisti missas novas mal celebradas, desrespeitosas, com um padre que visivelmente não cria em mais nada e ainda assim (por falta de outra opção) fiquei quatro anos, indo a missa todo domingo e me oferecendo junto com Jesus que estava alí sofrendo. Ele estava alí, eu não tinha o direito de deixá-lo só como os apóstolos fizeram na hora do calvário. Eu não comungava pois tinha dúvidas da validade da consagração e temia receber o próprio Jesus com dúvidas, mas ia e assistia até o fim, ainda que ele não estivesse lá, mas para consolá-lo se por acaso estivesse. Será que errei?

  25. Prezada Teresa:
    Seria o homem mais feliz do mundo se estivesse convencido que não passo de um neurótico, e que as coisas não são tão feias como digo ser.

    Mas em minha vida, descobri tardiamente a Missa de Sempre, a Igreja de Sempre, a Doutrina de Sempre. E isso veio acompanhado de um gradual distanciamento de todas as novidades que contradizem a Missa, a Igreja e a Doutrina de sempre.
    Em suma: nasci e fui criado no liberalismo, e ainda hoje seus efeitos caem sobre mim. Com dificuldade tento exorcizar essas coisas, e creio que até o final da vida ainda sentirei estas consequências.

    Quando me caíram as escamas, por causa da Associação Montfort, que foi o meio pelo qual não somente eu, mas muitos e muitos se aperceberam do embuste que nos vendiam sob o rótulo de catolicismo, para depurar costumes, práticas, isso constitui uma batalha lenta e cuidadosa, porque nem eu nem tantos outros certamente desejamos nos pôr fora da religião católica, que é mais do que uma abstração ou uma mera ideologia particular: é a continuação da promessa de Deus levada a cabo com a Crucifixão, Morte e Ressurreição de Cristo, e sua continuidade até o fim dos séculos.
    Pois lhe digo, então. Não foi da noite para o dia que abandonei o Novus Ordo, porque a realidade é tão horrenda, que necessitei passar por muitos subterfúgios, afinal de contas a simples rejeição do Novus Ordo para mim parecia um mistério. Seria o equivalente a dizer que Deus teria abandonado seu povo, e reservado a uma ínfima minoria o privilégio da Missa Tradicional.

    Mas não é bem por aí.
    Antes de tudo, não foi obra divina, mas obra humana, e quiçá inspiração diabólica o que levou um homem real a se unir a uma seita real e a construir um rito real para fazer extinguir o supremo sacrifício na maior parte do mundo.
    Então, o fato de Deus ter permitido que as pessoas colham o fruto que plantam não faz dEle um injusto nem um tirano. Se há alguém ofendido nessa história, é Deus, que fez tudo por nós e em troca só recebe indiferenças ou ultrajes.

    A missa nova em si não é inválida.Quem dera fosse, porque não ofenderia diretamente a Deus, e não passaria de uma perda de tempo para muitos, mas não um pecado.
    Mas não é.
    Ela não é como nenhum rito católico que existe no mundo.
    Teresa, nenhum rito católico jamais, desde que o mundo é mundo, foi criado por homem algum.
    Mesmo os ritos católicos que os cismáticos gregos, russos, coptas utilizam de maneira ilícita para honrarem a Deus nasceram com a inspiração do Espírito Santo, num tempo em que eles eram católicos. Hoje em dia deixaram de ser, mas não alteraram a Doutrina Católica de Missa, que é o Sacrifício de Jesus Cristo Sacerdote e ao mesmo tempo Vítima Perfeita.
    De forma que, no caso dos cismáticos orientais, a Missa é ilícita por serem cismáticos e também por rejeitarem muitas das verdades que o Espírito Santo iluminou a Igreja no correr dos séculos após o rompimento destas comunidades.
    Mas se é ilícita, continua sendo católica no sentido de sua origem, e em sua manutenção por parte dessas comunidades.
    Se formos discutir religião com essas pessoas, no que se refere ao Sacrifício da Missa, a Doutrina Tradicional da Igreja não encontrará descontinuidade no que eles ensinam a respeito, porque eles não alteraram o que sempre foi ensinado a respeito.

    Mas a Missa Nova, nesse sentido é um caso totalmente… Novo.
    Ela é uma missa fabricada, imposta à força e que, longe de repetir o que sempre se ensinou, leva os fiéis diretamente à concepção protestante de banquete. Tudo o que há de católico na concepção de Missa ela minimiza ao máximo. Tudo o que existe de herético na concepção protestante de missa ela enfatiza. E se recordarmos quem fez essa missa, e por qual motivo fez, veremos que, longe de um descuido, a intenção era exatamente criar um rito ecumênico para substituir um rito católico.

    Teresa, a missa foi feita por um maçom!
    Com o auxílio de protestantes!

    A Missa Nova pode ser VÁLIDA se algum padre muito católico e muito piedoso desejar rezá-la com o coração ancorado na Tradição da Igreja, intencionando repetir o que sempre foi feito. Mas se aproximar de um rito nocivo destes a pretexto de honrar a Deus torna de uma certa maneira o sacerdote e os que dela se cercam como CÚMPLICES.
    Se sabem disso e ainda assim endossam a manutenção deste rito, celebrando-o, são cúmplices.
    Esta missa não é CATÓLICA.
    Ela faz mal.
    Ottaviani e Bacci, cardeais da Cúria Romana IMPLORARAM a Paulo VI que não levasse este rito adiante; uniram-se a vários teólogos do mundo inteiro e fizeram um estudo crítico que a Santa Sé nunca foi capaz de responder, e nada foi capaz de demovê-los desta atrocidade. Em um trecho do estudo eles dizem a respeito da Missa Nova “(…)Nossas observações versam sobre desvios que são típicos. Preparar um estudo completo de todas as armadilhas, perigos e elementos PSICOLÓGICA e ESPIRITUALMENTE DESTRUTIVOS que o novo rito contém (…)”.

    Finalmente, quero deixar claro: minha aversão a essa missa não se dá como reação aos muitos abusos litúrgicos que nela se encontram.
    Os abusos, Teresa, os abusos são uma consequência esperada.
    Os abusos são apenas os frutos.
    Quando Ottaviani e Bacci escreveram as razões pelas quais o papa não deveria permitir esse rito, a Missa Nova ainda estava saindo do forno.
    Foi a simples leitura de seu texto, de suas rubricas e nas suas instruções que foi SUFICIENTE para que os mesmos fizessem contra ela uma oposição tão feroz.

    Ela é defeituosa EM ESSÊNCIA.
    Por NATUREZA.
    O DNA deste rito é MALÉFICO, é uma missa que tem como pais um maçom e seis protestantes, com a intenção de defenestrar a MISSA VERDADEIRA e substitui-la por um louvor iluminista.
    A prova de tudo isso está aí. Os católicos em sua maioria viraram liberais. A religião católica passou a ser um gigante aparente, onde quase todos tem um conceito pessoal da fé.

    Um rito católico rezado por um cismático não nos induz a uma noção errada do Santo Sacrifício. Entre o prejuízo de não ter missa e o prejuízo psicológico e espiritual de dizer amén dentro de um ambiente desses, não, desculpe, mas não posso incentivar ninguém a fazer isso. Seria para mim o mesmo que pedir ajuda para pregar Nosso Senhor na Cruz.

    Deixei em meu blog a carta de Ottaviani e Bacci contra a promulgação deste rito, caso queira sentar, ler e meditar lentamente os motivos destes homens que passaram a vida a servir a Igreja, sendo que um deles era o próprio prefeito do Santo Ofício. Tomista. Guardião da pureza da fé católica, e tão humilhado nas sessões do Concílio a ponto de, não obstante sua cegueira e sua importância, ter tido o microfone desligado perante uma platéia de milhares de padres…