O “caso” dos Franciscanos da Imaculada.

Por Roberto de Mattei | Tradução: Fratres in Unum.com – O “caso” dos Franciscanos da Imaculada apresenta-se como um episódio de extrema gravidade, destinado a ter consequências no seio da Igreja talvez não previstas por aqueles que o transformaram imprudentemente em ato.

A Congregação para os Institutos de Vida Consagrada (conhecida como Congregação para os Religiosos) com seu decreto de 11 de julho de 2013, assinado pelo cardeal prefeito João Braz de Aviz e o arcebispo secretário José Rodriguez Carballo, OFM, desautorou os superiores dos Franciscanos da Imaculada, confiando o governo do Instituto a um “comissário apostólico”, o padre Fidenzio Volpi, capuchinho.

Para “blindar” o decreto, o cardeal João Braz de Aviz se muniu de uma aprovação “ex auditur” do Papa Francisco, que tira dos frades qualquer possibilidade de recurso à Signatura Apostólica. As razões dessa condenação, que tem sua origem em uma reclamação feita à Congregação para os Religiosos por um grupo de frades dissidentes, permanecem misteriosas. Desde o decreto da Congregação e da carta enviada aos franciscanos em 22 de julho pelo novo Comissário, as únicas acusações parecem ser as de um escasso “pensar com a Igreja” e de um apego excessivo ao Rito Romano antigo.

Na realidade, estamos diante de uma injustiça manifesta contra os Franciscanos da Imaculada. Este instituto religioso fundado pelos padres Stefano Maria Manelli e Gabriele Maria Pellettieri é um dos mais florescentes de que se ufana a Igreja, pelo número de vocações, a autenticidade da vida espiritual, a fidelidade à ortodoxia e às autoridades romanas. Na situação de anarquia litúrgica, teológica e moral em que nos encontramos hoje, os Franciscanos da Imaculada deveriam ser tomados como modelo de vida religiosa. O Papa se refere muitas vezes à necessidade de uma vida religiosa mais simples e sóbria.

Os Franciscanos da Imaculada se destacam por sua austeridade e pobreza evangélica, com as quais vivem, desde a sua fundação, seu carisma franciscano. Acontece, porém, que em nome do Papa, a Congregação para os Religiosos retira o governo do Instituto para transmiti-lo a uma minoria de frades rebeldes de orientação progressista, nos quais o novo Comissário se apoiará para “normalizar” o Instituto, ou para conduzi-lo ao desastre do qual até agora tinha escapado graças à sua fidelidade às leis eclesiásticas e ao Magistério.

Mas hoje o mal é recompensado e o bem castigado. Não surpreende que a empregar o punho de ferro no confronto com os Franciscanos da Imaculada esteja o mesmo Cardeal que auspicia compreensão e diálogo com as irmãs heréticas e cismáticas americanas. Aquelas religiosas pregam e praticam a teoria do gênero, e, portanto, deve-se dialogar com elas. Os Franciscanos da Imaculada pregam e praticam a castidade e a penitência e por isso não há possibilidade de entendimento com eles. Esta é a triste conclusão a que inevitavelmente chega um observador desapaixonado.

Uma das acusações é de serem muito apegados à Missa tradicional, mas a acusação é um pretexto, porque os Franciscanos da Imaculada são, como se costuma dizer, “bi-ritualistas”, ou seja, celebram a nova Missa e a antiga, conforme lhes é concedido pelas leis eclesiásticas em vigor. Colocados diante de uma ordem injusta, é de se supor que alguns dentre eles não desistirão de celebrar a Missa tradicional; e farão bem em resistir neste ponto, porque não será um gesto de rebeldia, mas de obediência. Os indultos e privilégios em favor da missa tradicional não foram revogados e possuem uma força legal superior ao decreto de uma congregação, e até mesmo das intenções do Papa, se não expressas num ato legal claro.

O cardeal Braz de Aviz parece ignorar a existência do motu proprio Summorum Pontificum, de 7 de julho de 2007, de seu decreto de aplicação, a Instrução Universae Ecclesiae de 30 de Abril de 2011, e da Comissão Ecclesia Dei, ligada à Congregação para a Doutrina da Fé, das quais a Congregação para os Religiosos invade hoje o campo. 

Qual é a intenção da suprema autoridade da Igreja? Suprimir a Ecclesia Dei e revogar o motu proprio de Bento XVI? Se for, que o diga explicitamente, para que possamos tirar as consequências. E se não for, por que fazer um decreto desnecessariamente provocativo contra o mundo católico ligado à Tradição da Igreja? Este mundo está numa fase de grande expansão, especialmente entre os jovens, e esta talvez seja a principal razão da hostilidade de que ele é hoje objeto.

Por fim, o decreto constitui um abuso de poder não apenas em relação aos Franciscanos da Imaculada e àqueles impropriamente definidos de tradicionalistas, mas a todos os católicos. Na verdade, é um sintoma alarmante da perda da segurança jurídica que está ocorrendo hoje no seio da Igreja. De fato, a Igreja é uma sociedade visível na qual há o “poder do direito e da lei” (Pio XII, Discurso Dans notre souhait, de 15 de Julho 1950). A lei é o que define o certo e o errado, e, como explicam os canonistas, “o poder da Igreja deve ser justo, para o que é necessário que parta da própria Igreja, que determina as finalidades e os limites da atividade da Hierarquia. Nem todo ato dos Pastores sagrados, pelo fato de provirem deles, é justo” (Carlos J. Errazuriz, Direito e justiça na Igreja, Giuffre, Milão 2008, p. 157).

Quando diminui a segurança jurídica, prevalece o arbítrio e a vontade do mais forte. Muitas vezes isso acontece na sociedade, e pode ocorrer na Igreja quando nesta a dimensão humana prevalece sobre a sobrenatural. Mas se não há segurança jurídica, não há nenhuma regra de comportamento segura. Tudo é deixado ao arbítrio do indivíduo ou de grupos de poder, e à força com a qual esses lobbies são capazes de impor a sua vontade. A força, separada da lei, torna-se prepotência e arrogância.

A Igreja, Corpo Místico de Cristo, é uma instituição legal baseada numa lei divina, da qual os homens da Igreja são os depositários, e não os criadores ou proprietários. A Igreja não é um “soviet”, mas uma construção fundada por Jesus Cristo, na qual o poder do Papa e dos bispos deve ser exercido de acordo com as leis e as formas tradicionais, todas enraizadas na Revelação divina. Hoje se fala de uma Igreja mais democrática e igualitária, mas o poder vem sendo exercido muitas vezes de modo personalista, em desprezo a leis e costumes milenares. Quando existem as leis universais da Igreja, como a bula de São Pio V Quo primum (1570) e o motu proprio de Bento XVI Summorum Pontificum, para mudá-los é necessário um ato legal equivalente. Uma lei anterior não pode ser revogada senão com um ato explicitamente abrogatório de igual porte.

Para defender a justiça e a verdade no interior da Igreja, confiamos na voz dos juristas, entre os quais estão alguns eminentes cardeais que ordenaram de acordo com o rito “extraordinário” os Frades Franciscanos da Imaculada, cuja vida exemplar e zelo apostólico eles conhecem. Apelamos especialmente ao Papa Francisco, para que queira retirar as medidas contra os Franciscanos da Imaculada e contra seu uso legítimo do Rito Romano antigo. 

Qualquer decisão que seja tomada, não podemos esconder o fato de que a hora em que vive hoje a Igreja é dramática. Novas tempestades se adensam no horizonte e essas tempestades certamente não são suscitadas nem pelos Frades, nem pelas Irmãs Franciscanas da Imaculada. O amor à Igreja Católica Apostólica Romana sempre nos moveu e nos move a tomar sua defesa. Nossa Senhora, Virgo Fidelis, sugerirá à consciência de todos nesta difícil conjuntura, o caminho certo a seguir.

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32 Responses to “O “caso” dos Franciscanos da Imaculada.”

  1. Sei que o mais precisamos fazer é rezar e nos sacrificar, mas depois como leigos, que providência devemos tomar?

  2. Você e eu que, hoje, temos acesso ao Rito Romano Extraordinário em sua cidade ou nas proximidades, devemos agora começar a pensar seriamente em um “Plano B” …

    • Que isso, Fausto Ramos… os tradicionalistas é que são os malvados, rebeldes, e criam esse ambiente negativo, fazendo com que as autoridades da Igreja fiquem prevenidas contra quem ama a Missa Tradicional e acabem tomando medidas duras… Não é mesmo?

      Veja o caso dos Franciscanos da Imaculada: subversivos, desobedientes, orgulhosos, ligados a Mons. Lefebvre…

      PS.: aos desavisados, isso é uma ironia.

  3. Sei que o mais precisamos fazer é rezar e nos sacrificar, mas depois como leigos, que providência devemos tomar?

    Queixar ao Superior do Papa, já que o decreto é ex auditur

  4. Ontem o padre Paulo Ricardo de Azevedo disse que isso não é verdade , não estou entendendo direito pois o padre sempre, em tudo é muito claro e foi justamente pela indicação dele que vim a conhecer o frates.Agradeço se me explicarem melhor.Paz e bem .

    • Silvana, o decreto da Congregação para os Religiosos e a carta do comissário estão disponíveis na internet para quem quiser ver e serão publicados aqui, em português, logo mais. O padre Paulo Ricardo, provavelmente, está mal informado a respeito.

      Mas há quem finja que os fatos não existem porque não querem que existam (veja o post anterior sobre a Comunhão em copo plástico). Estão inclusive citando uma carta de um padre da congregação (diga-se de passagem, da corrente vencedora nesta batalha, isto é, dos que se opõe ao rito tradicional – http://maryvictrix.com/2013/07/29/the-fis-and-pope-francis/) como se fosse um comunicado oficial da mesma. Ora, pelos Franciscanos da Imaculada, hoje, só fala oficialmente o Comissário designado pela Congregação para os Institutos de Vida Consagrada e Sociedades de Vida Apostólica (cujo texto publicaremos ainda hoje). Citar um membro contrário à missa tradicional dando loas ao decreto que a restringe, todo humilde e obedientíssimo, não significa grande coisa… não é mesmo?

      Não há outro site católico que tenha mais divulgado o trabalho dos Franciscanos da Imaculada no Brasil como o Fratres. Basta ver o nosso arquivo: https://fratresinunum.com/tag/franciscanos-da-imaculada/

      Entrevistamos, inclusive, o pe. Serafino Lanzetta: https://fratresinunum.com/2012/05/12/sob-o-estandarte-da-imaculada/, que organizou o congresso tido em Roma sobre o Vaticano II.

      É altamente provável, independente de quais sejam os problemas internos dos Franciscanos da Imaculada, que a posição crítica em relação ao Concílio (na linha de Mons. Brunero Gherardini) e o vínculo, não só estético ou devocional, à Missa Tradicional de boa parte da ordem, sejam os motivos de fundo nessa empreitada contra esses exemplares religiosos.

  5. E o clero do Brasil fazendo história, negativamente, óbvio!

  6. Vergonha de ser da mesma nacionalidade do que esse crápula chamado Braz de Aviz. Eu já repeti isso mais de uma vez, mas não me canso: aonde Bento XVI estava com a cabeça quando nomeou esse verdadeiro estrupício para a Congregação dos Religiosos? Que o Senhor o ilumine e o guie para o caminho da retidão, do alto de sua infinita misericórdia, pois se depender de sua justiça temerosa, aflijo-me seriamente com o destino da alma do cardeal brasileiro. O que ele fizera contra os Franciscanos da Imaculada é vil, baixo, maligno, desonesto e monstruoso. Ao lado do cardeal Muller (outro erro incompreensível ainda maior por parte de Bento XVI), é o prelado que mais atenta contra a Igreja e sua doutrina, quase um sabotador indiscreto.

    Os tradicionalistas, na minha opinião, deveriam IGNORAR qualquer invectiva contra a missa tridentina, continuarem a celebra-la, pois, como aventa o professor De Mattei, juridicamente o decreto da Congregação para os religiosos é ineficaz. A missa tridentina não se sujeita às determinações humanas, vez que ela é expressão autêntica e legítima do erário espiritual da Igreja Católica Apostólica Romana. O que é santo uma vez, santo sempre será. E a missa tridentina é santa, por isso jamais pode ser constrangida ou limitada quanto à sua celebração.

    O que desespera gente como Aviz é o inevitável: as vocações tradicionais só crescem, enquanto os progressistas, sobretudo o pessoal da “doença infantil”, agoniza sem expectativa de mudança. Isto apenas reflete o óbvio: apenas nos ambientes mais ortodoxos as vocações florescem com vigor. E, mais do que isso, a missa tridentina começa a adentrar em institutos e comunidades não vinculados ao tradicionalismo, como o Opus Dei, ou em algumas arquidioceses importantes, como Lyon e, mais recentemente, no próprio Rio. Isso é uma ameaça real à malignidade do progressismo entranhado na Igreja, daí tanta resistência à missa tridentina. Ela é praticamente um exorcismo contra o mal que adentrara nossas portas a partir do Concílio Vaticano II. Por isso causa tanto horror àqueles

    Se querem acabar com o “birritualismo”, cada vez mais tenso no âmago da Igreja, sugiro humildemente ao Papa Francisco uma solução: nomeie Guido Marini para a Congregação para o culto divino e a disciplina dos sacramentos, e a ele conceda a direção de uma reforma litúrgica total na missa de Paulo VI-Bugnini. Marini é um dos maiores liturgistas do mundo, um homem de sensibilidade acurada, goza de estrita confiança de Francisco e saberia perfeitamente purgar os muitos problemas no rito ordinário, que tanto incomodam – com razão – os tradicionalistas e, no mais, incomodam igualmente qualquer católico bem informado.

    Já adianto que misturar Latim com Missa-Show carismática, como fora feito na Missa de Envio, não é um bom caminho, Santo Padre.

  7. Parabenizo o Professor Roberto de Mattei, que mais uma vez nos brinda com uma análise lúcida, clara e católica.

  8. Vindo de Dom João Braz de Aviz, não é de se surpreender, até hoje não entendi como ele chegou a Cardeal pelas mãos de Bento XVI.
    Sou de Brasília e sei muito bem da sua “boa vontade” (maçônica) para com nós que desejávamos o rito tridentino.
    E, que saber? Duvido muito que o Papa Francisco tenha assinado o Decreto “às cegas” confiando na Cúria, se ele mesmo sabe que ela não é de confiança. A partir da sabotagem do Cardeal Bergoglio à aplicação do Motu Proprio Summorum Pontificum em Buenos Aires, é mais fácil essa iniciativa de amordaçar os Franciscanos da Imaculada ter partido do próprio Papa Francisco.
    Ademais, essa sabotagem do Cardeal Bergoglio, na capital federal argentina, era muito semelhante à do então Arcebispo de Brasília, Dom João Braz de Aviz, aqui na capital federal brasileira: o Arcebispo determinou que a Missa fosse celebrada aos Domingos numa Paróquia de um bairro nobre de Brasília, Lago Sul, cujo acesso, sem carro, era inviável.
    O Padre que a celebrava, que nem era ligado à tradição, afrontava os fiéis da Missa, no sermão, chamando-os de hereges, cismáticos, etc…
    “Num belo de um dia”, a Missa estava vazia, sem fiéis, o que não a invalidava; por que será que ninguém mais ía às missas dominicais? Bem, diante de tal situação o Padre informou ao senhor Arcebispo Dom João, que não precisava mais de celebrar a Missa, porque não havia mais fiéis, e o Arcebispo então, muito diligentemente, determinou que ela não fosse mais celebrada. Simples, não?
    Quais serão os próximos alvos? FSSP? Administração Apostólica de Campos? Instituto do Bom Pastor? Outras comunidades Ecclesia Dei? (Agora sim a Igreja está aflita).
    Bem fez a FSSPX não ter aceitado acordo algum. Aliás, as condições prévias para iniciar as negociações (diálogo entre surdos) eram insuficientes: autorizar a Missa tridentina (ela nunca foi proibida) e levantar as excomunhões (são ineficazes, praticamente nulas e injustas).
    Dom Fellay deveria ter exigido uma declaração formal de condenação do Concílio Vaticano II e da “Missa Nova” como heretizantes e perniciosas à Fé Católica.
    Claro que o Papa Bento XVI não aceitaria, pelo menos de imediato; o máximo que faria era o que fez: deu grande abertura a se atacar o concílio e a Missa Nova. É muito provável que essa abertura culminaria, num futuro distante (se não fosse pela sua renúncia), na condenação do maldito Concílio Vaticano II e do rito bastardo de 1969, mas até lá, a FSSPX deveria “pagar pra ver”, ainda que o clero entrasse em convulsão.
    Agora, o Professor de Matei bem explorou a diferença entre o tratamento dado aos Franciscanos da Imaculada e as feministas irmãs americanas: Literalmente, “dois pesos e duas medidas”.
    É o que escrevi num comentário ao post anterior sobre o caso (A ruína dos Franciscanos da Imaculada):

    Ecumenismo não existe para nós, os adeptos da Sagrada Tradição e da Missa Tridentina; só mesmo para “ortodoxos, protestantes, pentecostais, RC”C”, judeus, muçulmanos, hinduístas, budistas, xintoístas, macumbeiros, espíritas, satanistas, liberais, comunistas, modernistas, seicho no ie, sikhismo, bahai, jainismo, ateus, rosas-cruzes, confucionistas, taoístas, positivistas (e negativistas; se existirem, a Santa Sé cria um órgão para eles), zoroatristas, esótericos, nova era, xamanistas, tarot, santo daime, Hare Krishna, cientologistas, Yoga…

    Para nós, ficam como restos (literalmente) aquela “comissãozinha”, de nome farisáico, surgida daquele Motu Proprio de igual nome e que reflete a cegueira dos quais Cristo atacou dizendo “filtrais um mosquito e engolis o camelo” (São Mateus XXIII, 24).

    Pela observação do Professor Roberto de Mattei, ecumenismo e diálogo existe até com as feministas, abortistas e pró-pederastia irmãs americanas.

    “…Por fim, Meu Imaculado Coração triunfará”.

  9. Mons. Lefebvre nos diz:
    “Mesmo se os senhores nos concederem um bispo, mesmo se os senhores nos concederem uma certa autonomia em relação aos bispos; mesmo se os senhores nos concederem toda a liturgia de 1962; se os senhores nos concederem de continuar o seminário da Fraternidade com o fazemos atualmente, nós não poderemos colaborar, é impossível, impossível…
    Porque nós trabalhamos em uma direção diametralmente oposta.
    Os senhores, os senhores trabalham para a descristianização da sociedade, da pessoa humana e da Igreja. E nós, nós trabalhamos à cristianização. Não podemos estar de acordo.”

    Se os Franciscanos da Imaculada rezavam a Missa de Sempre, devem a Mons. Lefebvre e sua suposta desobediência.
    Querer ter a Tradição (que é o Catolicismo) dentro de uma hierarquia que despreza a Tradição é suicídio. Com o tempo todos vão perceber isso.
    Mons. Lefebvre esta certo: Não podemos colaborar.
    Infelizmente é assim, e não é com dor no coração que dizemos isso.
    Que os Franciscanos da Imaculada percebam isso e tenham coragem de romper os laços com o modernismo.

  10. Meus prezados irmãos e irmãs.

    A Congregação em questão chama-se: “Congregatio Fratrum Franciscanorum Immaculatae”, do latim “Congregação dos Frades Franciscanos DA IMACULADA”, novamente “DA IMACULADA”, professando, eles, um quarto voto, “denominado de Voto Mariano, o qual permite a estes religiosos de viverem uma consagração ilimitada à Virgem Imaculada, para levar o reino de Jesus Cristo a todos os corações na maneira mais bela e rápida: «pela Imaculada, com a Imaculada e na Imaculada»”.
    Pois bem eles, são da IMACULADA, e pessoalmente percebo que é de desejo da IMACULADA, uma maior piedade, obediência e devoção nas celebrações litúrgicas, contudo no caso em questão, esbarramos em um grande entrave: a determinação de uma autoridade hierárquica legitimamente constituída. E então surge o questionamento: “O quê devemos fazer?”
    Bem, devemos fazer, o que devemos fazer, e o que podemos fazer, quanto a forma de fazer deixemos com a IMACULADA, Ela sabe qual a melhor e mais prudente forma de fazer, e saberá como suscitar essa forma nos seus.
    Enquanto isso façamos o que podemos e devemos, nunca se ouviu dizer que a VIRGEM MARIA desamparou alguém, desampararia Ela os seus frades? E mesmo que possa a nós homens parecer desamparo, lembremo-nos que não existe mal tão grande, do qual DEUS não possa tirar dele um bem muito maior.
    Se realmente, nos importamos com os interesses da IMACULADA, com os seus frades e com o zelo e piedade na Liturgia, conclamo-os a diariamente rezarmos o “Lembrai-vos”, ou no latim, “Memorare” de São Bernanrdo de Claraval. Esbarramos em uma questão, que do meu ponto de vista diria, hierárquica, apelemos pois a Onipotência Suplicante e deixemos pois que Ela a resolva.

  11. Sabe o mais engraçado desse fato?

    É que os novos conservadores conciliares perderam toda e qualquer noção de justiça. Eles acham que esse acontecimento afeta o ‘mundo tradicionalista’, que já não nutria simpatia pelos ‘gostos litúrgicos’ do Papa Francisco.

    Esse acontecimento deveria causar indignação em todo aquele que ousa dizer-se católico. É questão de justiça. Como que é mesmo??? A caridade não se alegra com a injustiça mas se REJUBILA com a verdade. Quem foi mesmo que disse isso?? ah sei, o apóstolo São Paulo, aquele mesmo que não levado por respeito humano confrontou o chefe máximo da Igreja São Pedro.

    É uma pena que os papólatras do séc. xxi coloquem sua estima pelo Papa a frente da justiça e do direito.

    Mais uma vez são os tradicionalistas que tomam a linha de frente da batalha para defender a Igreja, que é o corpo místico de Cristo e não do Papa, cuja autoridade é limitada pelo Poder Divino e o bem que é a salvação das almas. Autoridade essa que deve ser exercida em nome de Cristo, haurindo nas duas fontes da Revelação, além das tradições eclesiásticas, a boa seiva que nutre a vida da Igreja em todos os tempos.

    O que vemos nas últimas décadas é tirania modernista. Toda e qualquer bizarrice fora permitida, exceto o sagrado rito de sempre.

    Esse tipo de palhaçada só acontece com católicos verdadeiros. Quero ver esse cardeal brasileiro (com aprovação do Papa) mandar um panfletinho desse aos jesuítas brasileiros ordenando-os que celebrem a forma extraordinária… A casa cai e é declarado um cisma oficial.

    Aos neocatecumentaos da vida, procedem como se estivessem a andar pisando em ovos… todo cuidado é pouco…

    Com essas religiosas delinquentes dos EUA a mesma coisa.

    Mas ai daqueles que são fiéis a Igreja e sentem estima pela forma tradicional da Missa. A coisa se resolve com uma velocidade incrível, a base da canetada.

    Recentemente o site O Globo fez referência ao Fratres, como representante do conservadorismo católico, que fizera o discurso mais rigoroso contra o aborto, enquanto o Papa e toda a JMJ silenciara o fato. Além de fatos passados, em que templos católicos seriam cedidos para hereges, e cuja intervenção tradicionalista acabavam por impedir que tais fatos ocorressem, fazendo com que o bispo local choramingasse dizendo que graças aos fundamentalistas isso ou aquilo não poderia ocorrer.

    A cada acontecimento, um registro para história, revelando quem são os que verdadeiramente amam e trabalham pela Igreja.

    Obrigado pela tradução.

  12. Em Português

    Lembrai-vos, ó piíssima Virgem Maria,
    que nunca se ouviu dizer
    que algum daqueles que têm recorrido à vossa proteção,
    implorado a vossa assistência,
    e reclamado o vosso socorro,
    fosse por Vós desamparado.
    Animado eu, pois, com igual confiança,
    a Vós, ó Virgem entre todas singular,
    como à Mãe recorro, de Vós me valho e,
    gemendo sob o peso dos meus pecados,
    me prostro a vossos pés.
    Não rejeiteis as minhas súplicas,
    ó Mãe do Verbo de Deus humanado,
    mas dignai-Vos de as ouvir propícia,
    e de me alcançar o que vos rogo.
    Assim seja.

    Em Latim

    MEMORARE, O piissima Virgo Maria,
    non esse auditum a saeculo,
    quemquam ad tua currentem praesidia,
    tua implorantem auxilia,
    tua petentem suffragia,
    esse derelictum.
    Ego tali animatus confidentia,
    ad te, Virgo Virginum, Mater, curro, ad te venio,
    coram te gemens peccator assisto.
    Noli, Mater Verbi, verba mea despicere;
    sed audi propitia et exaudi.
    Amen.

  13. ” As razões dessa condenação, que tem sua origem em uma reclamação feita à Congregação para os Religiosos por um grupo de frades dissidentes, permanecem misteriosas “.

    É doloroso dizer, mas está sórdida estratégia de sempre dar a entender que há as mais sérias razões para justificar determinadas atitudes, e que de tão sérias nem possam ser reveladas, deixando margem à possibilidade das mais esdrúxulas especulações, é já um procedimento bem conhecido e recorrente de Dom João Braz de Aviz … Asquerosa astúcia de velhas raposas muito bem experimentadas em semear a intriga, fomentar discórdias e espalhar a cizânia. Diante de tal grau de maquiavelismo destes abutres, certamente há de ser de muito bom alvitre, levar muito seriamente em consideração o risco de que todo este doloroso episódio a que a egrégia Congregação dos Franciscanos da Imaculada se acha ora submetida, seja nada mais que tão somente uma ” isca ” , uma ” armadilha ” , como parte de um ardiloso e muito bem arquitetado plano, engendrado justamente com a finalidade de provocar reações no dito mundo tradicionalista, a fim de acirrar da mais intensa forma possível toda uma atmosfera de ainda maior dissensão no seio da Igreja, e, por fim, tornar, em seguida, perfeitamente “justificáveis” as mais severas medidas, por parte do Sumo Pontífice, contra tudo aquilo que não esteja alinhado com o progressismo e particularmente, em especial, contra a Santa Missa Tradicional.

    Quanto mais a verdade for atacada ainda maior será nossa adesão a ela … DOCE, BENDITO E SAPIENCIAL CORAÇÃO IMACULADO DE MARIA, SEDE A NOSSA SALVAÇÃO !”

  14. Muito bem fez a Fraternidade Sacerdotal S.Pio X, a qual, talvez já antecipando o desastre que viria, recusou-se a um acordo. Com este papa que aí está, preparemos os nossos corações para coisas muito piores.

  15. O professor De Mattei mais uma vez colocando os pingos nos “is”.

    1-) Os franciscanos da Imaculada não devem obedecer a uma ordem superior que é manifestamente ilegal.

    2-) Quem está por detrás da perseguição é o brasileiro Cardeal Aviz, cuja ignorância no latim que é o idioma da santa igreja é reconhecido publicamente.

    3-) Pelo jeito há uma gerra aberta contra o tradicionalismo que contrasta com a doçura com que o Papa Francisco recebeu o macumbeiro no Teatro Municipal do Rio de Janeiro na JMJ.

  16. FAMULUS COR MARIAE, tens razão. Pode ser uma estratégia. Um tipo de fomentação com base em métodos dialéticos provocando a mudança que se pretende.

    Estratégia comunista.

    Eles podem até tentar manipular a história, mas nunca fugirão de Deus.

    Que Nossa Senhora de Fátima nos ajude.

  17. O catecismo da Igreja Católica assinado por João Paulo II declara:

    “Antes do advento de cristo, a Igreja deve passar por uma provação final que abalará a fé de muitos crentes. A perseguição que acompanha a peregrinação dela na terra desvendará o ´mistério da iniqüidade´ sob a forma de uma impostura religiosa que há de trazer aos homens uma solução aparente aos seus problemas, á custa da apostasia da verdade” ( CIC 675)”.

    Se o que já está acontecendo diante de nossos olhos não é essa impostura religiosa, eu não sei mais o que de pior pode vir.
    Basta ler os discursos desses impostores e arautos do Anticristo. Ao invés de pregarem a sã Doutrina da Salvação para a qual receberam o envio, se limitam a dar uma de políticos apresentando
    às pessoas a possibilidade de solucionar os grandes problemas que angustiam a humanidade: fome, habitação, desemprego, saúde, desigualdade entre os povos e o que é pior, sob os aplausos de ignorantes que estão mais preocupados em trocar seu direito ao Céu por um prato de lentilhas aqui mesmo nesse mundo.
    Esses arrogantes se multiplicaram como vírus parasita no coração da Igreja enfraquecendo sua estrutura. O objetivo deles, mesmo que de início não o manifestem, é acabar com a Igreja, por meio de uma religião em que tudo seja válido; tudo seja permitido, que todas as falsas religiões se unam num sincretismo geral. Só não terá vez o Catolicismo, a Igreja verdadeira, a fé cristã.
    O problema aqui é que cada vez se faz mais atual aquela observação de Jesus: “os filhos das trevas são mais espertos que os filhos da luz”. Não se reage contra esses desmandos, apenas se lamenta. Esquecem o “Vigiai” e ficam só no “Orai”.
    Pedro Henrique está certissimo quando disse que esse tipo de palhaçada e embuste eles só empurram para os Católicos verdadeiros, aproveitando-se da cegueira e ingenuidade de alguns e da papolatria de outros, pois o herético Hans Kung disse claramente em entrevista sobre o que os liberais/modernistas/hereges infiltrados na Igreja esperam do atual Ponitificado:

    “Por último, uma quarta pergunta: o que se pode fazer se nos arrebatam de cima a esperança na reforma? Seja como for, já acabou o tempo em que o Papa e os bispos podiam contar com a obediência incondicional dos fiéis. Através da Reforma Gregoriana, do século XI, introduziu-se uma determinada mística da obediência na Igreja católica: obedecer a Deus implica em obedecer à Igreja e isso, por sua vez, implica em obedecer ao Papa, e vice-versa.
    Dessa época em diante, a obediência de todos os cristãos ao Papa se impôs como uma virtude chave; obrigar a seguir ordens e a obedecer (com os métodos que foram necessários) era o estilo romano. Mas a equação medieval de “obediência a Deus = obediência à Igreja = obediência ao Papa” encerra já em si mesmo uma contradição com as palavras dos apóstolos diante do Sinédrio de Jerusalém: “É preciso obedecer antes a Deus do que aos homens”.
    Nós não devemos, em todo o caso, nos resignar, mas, na falta de impulsos reformistas “a partir de cima”, a partir da hierarquia, devemos promover decididamente reformas “a partir de baixo”, a partir do povo. Se o Papa Francisco adotar o enfoque das reformas, contará com o amplo apoio do povo, para além dos muros da Igreja católica. Mas se, ao contrário, optar por continuar como até agora e não solucionar a necessidade de reformas, o grito de “indignai-vos! Indignez-vous!” ressoará cada vez mais forte inclusive dentro da própria Igreja católica e provocará reformas a partir de baixo que se materializarão inclusive sem a aprovação da hierarquia e, em muitos casos, apesar de suas tentativas de abafá-las. No pior dos casos – e isto é algo que escrevi antes da eleição do atual Papa –, a Igreja católica viverá uma nova era glacial, em vez de uma primavera, e corre o risco de ficar reduzida a uma grande seita de pouca importância.”

  18. O estranho é que no decreto em que se penaliza os FI, se menciona o “sentire cum Ecclesia”. Ora, se os FI estão fora do “sentire cum Ecclesia” e o Caminho Neocatecumenal dentro, que “sentire cum Ecclesia” é esse? Católico para os católicos e uma ONG assistencialista para não católicos?

    Quero ver o que os neoconservadores vão dizer quando sair em 2017 o documento comum entre católicos e luteranos…

  19. Agredeço aos editores do Frates a tradução da análise do Prof. Roberto de Matte sobre esta contenda.

  20. Silvana, o que o padre Paulo disse foi que se trata de uma questão interna da ordem. Será proveitoso para todos ouvir as palavras do padre Paulo quando a gravação for disponibilizada.

  21. G.M.Ferretti:
    obrigada por sua paciência e respeito para com a minha pergunta (pensei até em não fazê-la para não expor minha ignorância), a explicação não me deixou dúvidas,, por amor a Jesus Cristo e à santa Igreja quero saber da verdade pois sempre é ela que liberta como nos ensinou Jesus,Temos que ter a coragem de olhar para os problemas e reconhecê-los, é o primeiro passo. Já tem muitas pessoas no mundo tentando diluir o que realmente é ser cristão e colocando óculos coloridos para ver a aproximação da
    tempestade.Paz e bem.

  22. Quero ver o que os neoconservadores vão dizer quando sair em 2017 o documento comum entre católicos e luteranos…

    Você pode explicar melhor Gederson, por favor?

  23. Muito boa noite para todos!
    Eu tenho duas perguntas:
    1º – Alguém sabe o motivo porque os Franciscanos da Imaculada receberam uma visita apostolica que data em Julho de 2012?
    2º – Porque razao se cita tantos sites exteriores mas nenhum proveniente dos proprios franciscanos?

    O site: http://absoluteprimacyofchrist.org/ da autoria do Padre Maximilian M. Dean, FI (http://www.marymediatrix.com/spirituality/itemlist/user/64-frmaximilianmdeanfi.html) diz que:
    Entretanto, a partir de 12 de agosto (presumindo-se que a permissão não for recebida até então – o nosso pedido já está no correio), o ramo contemplativo estará oferecendo missa em latim com o Cânone Romano I, ad orientem, com o celebrante vestindo uma fiddleback . Os frades vão continuar a cantar o canto gregoriano para as antífonas e peças de massa, e não haverá falta de sinos, flores, velas e incenso. (Traducao Google por falta de tempo para traducao mais detalhada)

    Aqui (http://absoluteprimacyofchrist.org/) e aqui (http://taylormarshall.com/2013/07/the-latin-mass-and-the-franciscans-of-the-immaculate/#more-2966) ha algumas explicacoes dadas com bastante sensatez mas na minha ignorancia aceito que as possam refutar.

    Paz e bem para todos.

  24. O fim último da Liturgia é o Mandamento de Nosso Senhor Jesus Cristo: o Novo Testamento. Os Fraticelli também violaram o Sumorum Pontificum, e o Universae Eclaesiae, de Bento XVI, que obriga os Católicos a reconhecerem como válidas e legítimas as duas Formas do Rito Romano: o que quer dizer que os que preferem a Vetus Forma não podem afirmar por atos e palavras que a Forma Ordinária de Paulo VI seja ilegitima e herética ou heretizante. As discussões entre eles prova que alguns condenavam o Forma Ordinária atual. Ora, o Papa não proíbe a Missa Tridentina, mas proíbe a posição que leva a afirmar que ela é a única Liturgia Ortodoxa e legítima. O Papa não proíbe a Missa Tridentina, mas tenta evitar uma corrente dentro dos Franciscanos da Imaculada que parecem aderir à Hermenêutica da Ruptura que vê na Nova Missa e no Vaticano II uma ruptura com o passado da Igreja. Afirmar que o Papa proibiu a Missa Tridentina é um engano e prejudicial para a causa desta Santíssima Liturgia. Repito, O PAPA NÃO PROÍBE A LITURGIA DA MISSA TRIDENTINA EM SI, MAS AS CONCLUSÕES TEOLÓGICAS CONTRÁRIAS À HERMENÊUTICA DA REFORMA NA CONTINUIDADE, ensinada infalivelmente por Bento XVI.

    • Bento XVI reconhece que todo o problema do Vaticano II está em sua interpretação, –em sua “hermenêutica”–,isto é, porque ele é suscetível de ser lido de vários modos. Ora, esse reconhecimento por um Papa tem extrema importância, pois assim se admitiu que o Vaticano II não foi claro, já que in claris non fit interpretatio.

      E o que não é claramente ensinado pela Igreja não pode gozar do caráter de infalibilidade. No que não é claro, não há obrigatoriedade de assentimento por parte dos fiéis com fé divina e católica. Portanto, o Vaticano II não foi um Concílio infalível e nem dogmático.

      E se ele tem possibilidade de ser interpretado de vários modos, seria preciso definir qual é a sua leitura certa.

      Mas aí, a leitura é que deveria ser interpretada?

      Ou seria a leitura infalível?

      Ou se teriam várias releituras da leitura?

      Um caos!

      Foi o mal praticado pelos Papas do Concílio o de não quererem falar ex-cathedra.

      O mal adveio do uso da linguagem ambígua condenada por Pio VI.

      Por que retiveram eles a infalível palavra de Deus?

      http://www.montfort.org.br/old/index.php?secao=veritas&subsecao=papa&artigo=espirito_vaticano_ii&lang=bra

      Gerson, se for problema de questionar o CV II, não haveria necessidade de se limitar a Missa Tridentina, pois por não ser nem infalível nem dogmático pode ser criticado.
      De onde surgiu a Missa de Paulo VI?

      Outra problema: sente-se um pouco caso contra os documentos papais de Bento e de Pio; tudo o que eles permitiram ou proibiram foi simplesmente ignorado, daí lhe pergunto, quem está com o espírito da ruptura?

      Duvido se fosse para manter o sentir com a Igreja se eles perseguiriam e proibiriam a missa de Paulo VI?

      Que Deus nos ajude….

  25. Seria possivel alguem comentar o comentario do Gerson?

    Paz e Bem

  26. Gerson,

    1-) seguindo o seu “entendimento”, então os padres progressistas que fazem questão só do uso da “missa nova” deveriam ser obrigados a fazer também a missa do Papa São Pio V não é?

    2-) O prof. De Mattei já esmiuçou a questão e os FI são biritualistas portanto seu comentário está em desacordo com o texto.

    3-) Não é só a missa, mas também a doutrina que não mudou e os progressistas/modernistas a favor da missa nova são os unicos que não seguem o CVII – além do mais o prof. De Mattei como historiador tem um livro só sobre este assunto que também não é assunto deste seu artigo.

  27. E pensar que dom Fellay tempinho atrás cogitou unir-se à “estrutura”…

    Devemos agradecer a dom Gerhardt Müller por ter dito: “ACABOU”!

    OFF: Dilma assinou o PL 03. O catequista dela, Chalita, pronunciar-se-á?

  28. Traz-me profunda consolação, neste momento de tristeza quando vejo a tradição católica desprezada e atacada por aqueles mesmos que deveriam preservá-la, verificar o altíssimo nível teológico, filosófico e linguístico de muitos comentários. Lembro-me de um exemplar do jornal de Campos, “Ontem, Hoje e Sempre”, que dizia: “não estamos sós”. De fato, não estamos sós, toda a tradição da Igreja fala conosco; em muitos recantos solitários do universo almas generosas e impregnadas de fé cristã se dedicam silenciosamente ao estudo da doutrina e trabalham pela celebração do verdadeiro culto, no rito tridentino; muitos jovens desafiam as proibições oficiais, fundam associações, grupos de estudo, praticam o canto gregoriano e promovem cursos de latim. Enquanto isso, receio que o atual pontificado seja apenas um “mons parturiens, qui parturiet ridiculum murem”.

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