Que revolução quer Francisco?

Por Hermes Rodrigues Nery | Fratres in Unum.com – Na manhã do domingo, 28 de julho, o casal Haroldo Lucena e Mariselma da Silva participou do ofertório na Missa de envio, na praia de Copacabana, vestindo camisetas com a frase estampada: “Pare o aborto!”. Eles foram, naquele instante, os porta-vozes de todos nós que nos empenhamos tanto durante toda a semana da Jornada Mundial da Juventude, no Rio de Janeiro, para que chegasse ao Papa, por diversos meios, o apelo para que se posicionasse firmemente contra o aborto, como fez Bento XVI, em sua visita de 2007, ou João Paulo II, em suas viagens apostólicas à Terra de Santa Cruz. 

Crédito da foto: NESTOR J. BEREMBLUM - Estadão.

Crédito da foto: NESTOR J. BEREMBLUM – Estadão.

Mas, dessa vez, o que vimos foi uma quase unanimidade em evitar a todo custo a pauta do aborto na JMJ. No sábado de manhã, no Teatro Municipal, esbarrei nos corredores com o babalaô Ivani dos Santos, que dizia exultante: “Enfim, conseguimos!”, após encontrar-se com o papa e receber afagos. 

Na tarde do domingo, Elba Ramalho nos levou para o encontro do Papa com os voluntários da JMJ. A poucos metros do Papa, no palco montado no Riocentro, após a filha de Elba Ramalho, de seis anos, correr para perto dele, enquanto deixava o papamóvel, e ser abençoada por Francisco, ficamos ali, o grupo pro-vida próximo à imagem de Nossa Senhora, muitos ajoelhados, bem ao lado do chefe de segurança do Papa. Foi dali que ouvimos Francisco dizer enfático aos jovens:

“Sejam revolucionários!”

E em seguida os quase dez mil jovens presentes gritaram em uníssono:

“Somos a juventude do papa!”

Acompanhei Monique Cristina, com a camiseta amarela de voluntária da JMJ, entregar a bandeira do Brasil ao Papa, em meio ao mar de gente em volta do papamóvel, na saída, para a aflição dos seguranças. Enquanto isso, todo o Riocentro ouvia: “Somos a juventude do papa!” Na entrevista com Gerson Camaroti, Bergoglio voltou a dizer: “jovem que não protesta, não me agrada!” E não apenas fez a apologia de uma revolução, como associou-a com a felicidade, pois após pedir aos jovens para serem revolucionários, completou: “Sejam felizes!”

* * *  

O que tudo isto quer dizer? Ficou a indagação.

Que revolução quer Francisco?

O discurso mais contundente do Papa talvez tenha sido o que fez aos bispos do CELAM, ainda no domingo à tarde, antes de ir para o encontro com os voluntários. Jamil Chade, no jornal O Estado de São Paulo afirma que “Bergoglio tornou-se Francisco em Roma, mas virou Papa no Rio”. E acrescenta: “o governo de Bento XVI acabou e são as idéias de Francisco que vão marcar o ritmo agora da Santa Sé”. Com a garantia da espetacular popularidade, Francisco se sentiu à vontade em suprimir a menção que faria a Bento XVI, prevista no texto oficial distribuído à impresa, em sua fala no Teatro Municipal. Estive presente e testemunhei, no entanto, também o jornal O Globo notou a omissão. Tratou-se apenas de um lapso?

E por que lembrou aos jornalistas em sua entrevista no avião de que Bento XVI, em 8 de fevereiro, dissera aos cardeais de que o novo Papa estava presente entre eles e prometia obediência? O fato é que enquanto Bento XVI, bem como João Paulo II, se manifestavam publicamente com inteireza cristalina sobre a posição da Igreja de modo especial em relação aos “valores inegociáveis”, Francisco opta pela estratégia “do encontro”, que seria melhor qualificada como “da ambiguidade”, em algumas vezes não de modo simples, como se parece numa primeira impressão, mas sibilino. Foi o que fez, silenciando completamente sobre a questão do aborto na Jornada Mundial da Juventude, e não se expressando tão precisamente como esperado na resposta que deu sobre os gays. De fato, Jesus não condenou a mulher adúltera, porque naquele caso ela estava arrependida, e o Mestre exortou-a a não mais pecar.Tem-se a impressão de que Bergoglio teme os inimigos que deve enfrentar, ou crê que não deve haver enfrentamento algum, por isso recorre à retórica do “diálogo, diálogo, diálogo”, como ressaltou no Teatro Municipal.

Vale enfatizar ainda que nós, empenhados na causa pró-vida, esperávamos apenas a expressão clara da moral da Igreja, cujos predecessores de Francisco souberam fazer com exemplos memoráveis. Entendemos que esta ênfase, no contexto do PLC 3/2013, se fazia necessária, pois ainda há muita desinformação sobre esta questão, tendo em vista a ardilosidade do projeto de lei, em que somente o veto total poderia evitar a brecha para a legalização do aborto no País.

A novidade de seu discurso aos bispos latino-americanos não foi destacar “a ideologização da mensagem evangélica”, principalmente “à categorização marxista”, já muitas vezes condenada pelo Magistério da Igreja, mas considerar relevante a “proposta das comunidades eclesiais de base”, “na linha de superação do clericalismo e de um crescimento da responsabilidade laical”. O que assusta Francisco, de fato, é o que ele chama de “restauracionismo”. E isso parece querer atingir os mais conservadores. Foi o que afirmou aos cardeais e bispos do CELAM: “Perante os males da Igreja, busca-se uma solução apenas na disciplina, na restauração de condutas e formas superadas que, mesmo culturalmente, não possuem capacidade significativa. Na América Latina, costuma verificar-se em pequenos grupos, em algumas Novas Congregações Religiosas, em tendências para a ‘segurança’ doutrinal ou disciplinar. Fundamentalmente é estática, embora possa prometer uma dinâmica para dentro: regride. Procura ‘recuperar’ o passado perdido.” Destaca em certos casos a tentação do pelagianismo. Nisso é preciso realmente estarmos atentos e não se deixar sucumbir nos atalhos da heresia. Mas os fiéis católicos – especialmente jovens – anseiam pela solidez doutrinal, porque a sã doutrina é a riqueza que buscam na Igreja portadora da verdade salvífica. Quando Francisco refuta “tendências para a ‘segurança’ doutrinal” estará também tirando o dique que Bento XVI desejou por no relativismo doutrinal vigente e cada vez mais crescente no seio da Igreja? É certo que a Igreja oferece a salvação, e em meio aos tantos ataques (de forças anti-cristãs que atuam de modo sofisticado e sistematizado), o Magistério da Igreja entendeu ser necessário justamente isso: apresentar com segurança a solidez doutrinal, para evitar as conseqüências já conhecidas do relativismo. De fato, a evasão dos fiéis (alguns falam em hemorragia) vinha ocorrendo por conta do afrouxamento moral e doutrinal. Por isso, a questão do aborto, por exemplo (ponta de iceberg explicitada com ênfase na Evangelium Vitae) vinha agregando fiéis católicos com solidez doutrinal e, por isso, com força para fazer frente a “conjura contra a vida” denunciada corajosamente pelo beato João Paulo II na referida encíclica. Mas Bento XVI ficou cada vez mais isolado no combate ao relativismo, até onde está hoje, abandonado. Pois foi o que me dissera um dos peregrinos da JMJ: “O que mais entristeceu Bento XVI foram três coisas: 1. A desobediência dos bispos; 2. A questão da pedofilia; e 3. A hipocrisia religiosa.”

É certo que não se deve nunca engessar o Espírito Santo, pois a história da Igreja sempre foi dinâmica. Francisco sabe que a crise da Igreja é grave, gravíssima. E como timoneiro da barca de São Pedro, reconhece que o “discipulado missionário” “acontece em um ‘hoje’, mas “em tensão”. Reconhece ainda as pressões de todos os lados, e sobre algumas até já foi categórico em dizer o que não fará, como a questão da ordenação de mulheres, lembrando a posição definitiva tomada na Ordinatio Sacerdotalis, etc. E sabe também que o campo da fé de hoje está muitas vezes tomado por espinhos e pedras, como bem acentuou em sua homilia na Missa de envio, ressaltando que deve haver um cantinho bom por onde a semente haverá de encontrar a boa terra e germinar para o bom fruto. Acreditamos, neste Ano da Fé, que neste cantinho bom o Espírito Santo haverá de atuar para evitar novos enganos.

Mas o afã de reforma parece querer mais e deseja acentuar ainda mais um processo já iniciado, mas até então contido, de protestantização da Igreja Católica. Na contramão disso, quis Bento XVI reforçar a identidade católica da Igreja, daí seu zelo litúrgico, o apreço pelo rito romano, até mesmo pelo latim — pois enganam-se os que consideram tais aspectos como parte de “estruturas caducas”, já que o Evangelho não teria chegado até o século XXI e a todas as nações sem tais contributos, de fecunda “capacidade significativa”.

Talvez Francisco queira mesmo ser o primeiro papa “moderno” da Igreja, incorporando em si mesmo mais do que a novidade sempre perene da Igreja, que transcende tudo o que é vão e provisório e se mantém como uma realidade sempre viva? Mas — como leitor de Borges e Hölderlin que é — o Papa Bergoglio parece ele mesmo querer dar o salto para o modo caleidoscópico de ser moderno, pois já não encontra mais sentido e unidade no que parece estar arcaico. Há nisso uma voragem pelo risco: daí deixar-se ficar vulnerável em meio ao trânsito de uma via pública, num carro popular, de vidro aberto, numa cidade marcada pela violência urbana. E tudo no contexto da sociedade midiática e da cultura do espetáculo.

Francisco reconhece, ainda em seu pronunciamento aos cardeais e bispos do CELAM, que tanta gente “ficou pela metade do caminho, que se confundiu, que se desiludiu” após o Vaticano II, e que a Igreja precisa “curar tantas feridas”. E indica o caminho da missionariedade proposto por ele mesmo no Documento de Aparecida (2007), e que agora, como Papa, quer fazer acontecer, nesse “tempo de mudança”. Por isso recorre ao jovem, pede para que não tenha medo de ser revolucionário, advoga a “revolução da ternura”, para que “haja sol e luz nos corações”. Mas que revolução quer Francisco? Como a fará? Ainda não sabemos.

PS: Acabo de receber a notícia de que a Presidente Dilma Roussef deve sancionar, sem nenhum veto, o PLC3-2013, abrindo ainda mais as portas do Brasil ao aborto. Faria isso com a  mesma tranquilidade se há uma semana o Papa em, nosso país, tivesse se pronunciado firmemente em favor dos pobres e indefesos nascituros? A palavra do sucessor de Pedro, aliada a uma atuação vigorosa da Conferência Episcopal poderia ter influído e quem sabe evitado esta decisão. É possível que o Santo Padre não tenha sido devidamente informado da situação brasileira, nesse aspecto, como reconheceu na entrevista a Gerson Camaroti, em que disse que não estava muito por dentro das questões nacionais. Conversei ainda no Teatro Municipal com um deputado católico, solicitamos de muitas formas que chegasse ao Papa a devida informação do que ocorria, mas a única visibilidade do tema foi o casal no ofertório da missa de envio. Com a sanção, a Presidente Dilma Roussef expressa seu desprezo à Igreja, desprezo também à população brasileira (a expressa maioria é contra o aborto), e desprezo ao Congresso (que aprovou o referido Projeto de Lei sem que os parlamentares soubessem exatamente do que se tratava, do “cavalo de Tróia” que ele representava, sem que houvesse discussão da matéria, nem mesmo emendas, etc). O fato é que não poderia ter havido o silêncio sobre esta questão na JMJ. Com isso se confirma o que há muito sentimos: pesa cada vez mais a cruz na defesa da vida.

27 Comentários to “Que revolução quer Francisco?”

  1. Imagina 3 milhões de pessoas rezando só a terça parte do rosário: se o mesmo é rezado em grupo o valor de cada pessoa vale pelo numero de orantes então cada um teria rezado 3 milhões de terços – algo que nenhuma pessoa conseguiria em vida. Mas qual foi a preocupação dos bobos? Fazer flasmob!!! E como diz o velho ditado de que bobo é cavalo do diabo.

  2. Bom, mesmo que passe, não será impossível reverter a situação se houver reação da sociedade civil a isso. Mas creio que somente com o auxílio do Senhor será possível obter a vitória, pois isso é política da nova ordem mundial. Todos os países estão alinhados com as políticas globalistas.

  3. Se a TFP pediu nos anos 60 ou 70, não sei bem, ao Papa Paulo VI que cuidasse da infiltração comunista na Igreja, não poderíamos pedir também ao Papa Francisco para ser mais claro em seus pronunciamentos? Tipo elaborar um abaixo assinado imenso no Brasil, acredito que conseguiremos umas 200 ou 500 mil assinaturas pedindo de modo respeitoso que o Papa fale com clareza, o que acham?

  4. Além de só a intervenção divina para mudar o ocidente ex católico, só a ducação católica de volta nas famílias dos que estudam a doutrina e que estes, se desapeguem do materialismo e tenham família numerosa, no mais, GAME OVER.

  5. Então o chefe da Igreja Universal, o doce Cristo na terra, o Vigário de Cristo, o Sumo Pontífice vem ao Brasil e desconhece a situação politico social e moral que o país se encontra ?

    Papa Francisco, eu nunca pensei que teria sentimentos ruins em relação a um Papa. Mas aconteceu !

  6. Caros, como católicos, devemos continuar a luta. Já vimos que as instituições ligadas à Igreja — vejam que digo “ligadas” e não “parte” da Igreja — parecem não ter disposição para o necessário confronto. Difícil esperar algo da CNBB, das tvs católicas, das pastorais, etc. Aprovado o PLC, acho que devemos tomar o caminho judicial. Não sei o que os grupos pró vida mais organizados pensam disso, mas me parece o óbvio a fazer. Talvez uma ação popular ou uma ação direta de inconstitucionalidade, caso encontremos uma instituição que possa ser patrocinadora nesse tipo de processo.
    Acredito que poderemos contar com o apoio de juristas e magistrados católicos nessa empreitada.
    Talvez seja a hora de nos mobilizarmos para criar, paralelamente, projetos de lei popular que ajudem a impedir a afronta da moral católica em outros temas. Provavelmente, não viremos a contar com o apoio das instituições ditas católicas. Acredito, no entanto, que alguns bons bispos e padres neste país não negarão seu apoio.
    É um dia triste.

  7. Hermes, entendo a sua preocupação mas não compartilho do seu pessimismo. Creio que o Papa, que também é chefe de estado, não quis comentar a situação do Brasil para não cometer ingerência e gerar mal estar com a presidenta Dilma, o que é perfeitamente compreensível.
    Creio também que a defesa da vida vai muito além da defesa dos nascituros. Trabalho com crianças que, Graças a Deus, não foram abortadas, mas vivem em completo desprezo afetivo por parte de seus pais, muitas vezes a unica reserva afetiva deles são os catequistas que os acompanha. E adoraria que o senhor ou qualquer pró-vida abordasse e defendesse o amor e o cuidado para todos, e isso o Papa Francisco falou em mais de um pronunciamento.
    E Creio que ser revolucionário nesse contexto de sexualidade exacerbada, é viver e incentivar a castidade, caminho seguro para evitar dores de cabeça, além de crianças que ficarão na mira de serem abortadas.

  8. Esperando a CNBB emitir nota “lamentando” a sanção do PLC em 3… 2… 1…

  9. A sociedade civil também não reverterá nada, pois, só reclamam no que toca no bolso, matar crianças indefesa não dói no bolso de ninguém, por isso só uma nova sociedade católica como disse acima.

  10. Não concordo com a abordagem do texto, tampouco com os termos utilizados pelo cronista, que denotam uma desesperança estranha ao próprio Cristão, como se o Espírito Santo haveria de deixar a Igreja se “protestanizar” ou algo do gênero. Na pior das hipóteses – com a qual nem de longe eu concordo – Francisco é passagem, não é fim. Por isso, extrair ilações definitórias de algumas de suas posições e posturas para a eclesialidade me parece temerário. Todavia, atenho-me ao post scriptum, absolutamente feliz e pertinente nessas horas tão negras para o homem e para Deus no Brasil:

    Todo o sangue que for derramado por conta dessa lei demoníaca há de manchar as batinas omissas dos bispos brasileiros e, provavelmente, condena-los todos, sem exceção. Se existe um responsável pela “legalização” do aborto no Brasil, que poderia ter feito algo para evita-lo e não o fez se chama Conferência Nacional dos Bispos do Brasil. Omissos pelo silêncio, omissos pela tibieza e certamente omissos pela negligência. Se Francisco tivesse a real noção do que ocorre neste país, que algo muito pior do que ocorre na Argentina dos Kirchners contra os quais ele tanto lutou, teria bradado pelo veto dessa excrescência. Cada vez me convenço de que há uma quantidade inacreditável de bispos hereges infiltrados na Igreja do Brasil, que em sua intimidade são à favor do aborto, além de perseguirem e calar aqueles que não o são. Nada, rigorosamente nada que Francisco prometera para “reabilitar” o catolicismo na América Latina se realizará enquanto a nossa Igreja estiver submissa à autoridade de apóstatas, filiados ao maligno, descurados da doutrina da Igreja e de sua santa unidade.

    Que o Espírito Santo interceda para nos aliviar de tanta dor. O catolicismo no Brasil está sob gravíssimo risco ainda e a euforia com a visita do Papa não nos pode cegar diante dos fatos: o alto clero brasileiro é, tirante louvadas queridas e exíguas exceções, inimigo da Igreja.

  11. Receio que o Papa Francisco termine como Paulo VI: reclamando da fumaça que ele mesmo deixou entrar.

  12. Essa omissão ao Papa emérito Bento XVI no seu discurso é todo um programa…

  13. Por mais que seja triste afirmar isso, as ambiguidades de Papa Francisco em relação ao homossexualismo e o silêncio a respeito do aborto abriram sim a negociação do inegociável. Na história nunca se abriu a reflexão para se ver se 1+1 não é 2 porque isso é uma verdade óbvia. O homem cegado pelo pecado precisa da Igreja para lhe apontar a verdade, que já não é mais óbvia, mas salva. O silêncio de Sua Santidade engrossa o caldo da ignorância à respeito do pecado e colabora para a danação das almas, em especial das que encontra nas palavras ambíguas ou não ditas do Sumo Pontífice a legalização do que outrora era vil pecado. Deus nos dê virtude para nunca sermos omissos, apesar das tentações serem muitas e rezemos pos Sua Santidade, para que ele tome consciência de suas responsabilidade enquanto pastor supremo da Igreja de Cristo.

  14. Cada vez mais me convenço de que há duas Igrejas, opostas e contrárias, dentro da mesma instituição, como bem dizia Corção. Os fiéis estão cada vez mais desorientados, perdidos, sem pastor e sem rumo.
    Para onde vamos senhor? Bento XVI dzia uma coisa e Francisco fala outra. Não adianta tapar o sol com peneira. São muitas as discordâncias:
    Para Francisco tanto faz educar uma criança em qualquer fé. No espiritismo, no protestantismo, no ateísmo, no islamismo (no islamismo se ensina a matar cristão), tudo dá no mesmo. O que importa é educar. Não é a toa que as escolas Católicas ensinam a odiar o catolicismo.
    Missa boa e bela , que exprime a verdadeira reverência a Deus, é a ortodoxa??? “O oriente é luz, o ocidente é luxo”??? O que isto quer dizer. E os Santos que o Ocidente deu para o mundo? Assim fica difícil defender a Igreja que construiu a Civilização Ocidental dos professores de história que odeiam a Igreja.
    Deixar claro que o homossexualismo é um pecado que ofende a Deus não é um dever de todo católico? Não se trata de ofender o homossexual, mas de proclamar um pecado como está escrito na Bíblia. E isto não muda?
    Falar contra o aborto, o casamento gay, a adoção de crianças por gays, é um discurso negativo somente na concepção do mundo. Na concepção da Igreja isto é considerado altamente positivo. Denunciar os pecados do mundo é Dever de todo católico.
    Omissão não é mais pecado?
    Parece que o relativismo ressurgiu com força. O horizonte encontra-se tempestuoso.
    Que será que o Espírito Santo quer nos dizer?
    Piedade Senhor. Tenha compaixão de nós.
    Rezemos por Francisco como ele mesmo nos pediu: “Necessito”.
    Viva o Papa!
    Me desculpem se ofendi alguém, mas precisava desabafar.

  15. É Oficial: a vagabunda da presidente sancionou de modo integral a lei. Poucos, pouquissimos religiosos e leigos se manifestaram. O Papa se calou, a CNBB também, a mídia fez o seu papel anti-cristão e esses mesmos fetos abortados, estarão no céu clamando à Deus justiça. E ai de nós! Ai da Igreja pelo seu silêncio covarde! Ai dos Bispos e padres!

    http://estadao.br.msn.com/ultimas-noticias/dilma-sanciona-sem-vetos-proposta-sobre-atendimento-a-v%C3%ADtimas-de-viol%C3%AAncia-sexual

  16. O que afirmo é que à medida que se relativiza o cristianismo, especialmente da Igreja católica, já que as seitas o são naturalmente, tornando-o mais “light”, mais se achegando ao protestantismo, mais o relativismo das ideologias comuno-marxistas acha terreno propicio para colocarem os ovos das bactérias infecciosas, proliferarem e darem os frutos de ateísmo.
    As leis que se colocam aí anti Cristo/Igreja, como a do aborto, no caso com as bênçãos e votos dos eleitores do PT e dos muitos religiosos que se aliaram a eles e subverteram a milhões são o fruto de partirem para o ateísmo e deixarem o catolicismo tradicional, entrando no do prosaico famoso apóstata padre Beto.

  17. “O que assusta Francisco, de fato, é o que ele chama de “restauracionismo”” – este é o ponto central deste maravilhoso texto do Sr.Hermes Rodrigues Nery. Receio que o Papa irá manter este comportamento praticamente até as últimas consequências – a sua atitude (ou melhor, a sua falta de atitude) perante o aborto no contexto de um evento da magnitude de uma JMJ parece apontar para isso.

  18. “…Foi dali que ouvimos Francisco dizer enfático aos jovens:

    “Sejam revolucionários!”

    E em seguida os quase dez mil jovens presentes gritaram em uníssono:

    “Somos a juventude do papa!”

    Acompanhei Monique Cristina, com a camiseta amarela de voluntária da JMJ, entregar a bandeira do Brasil ao Papa, em meio ao mar de gente em volta do papamóvel, na saída, para a aflição dos seguranças. Enquanto isso, todo o Riocentro ouvia: “Somos a juventude do papa!” Na entrevista com Gerson Camaroti, Bergoglio voltou a dizer: “jovem que não protesta, não me agrada!” E não apenas fez a apologia de uma revolução, como associou-a com a felicidade, pois após pedir aos jovens para serem revolucionários, completou: “Sejam felizes!”

    ***

    Mas essas frases ditas pelo papa no encontro de voluntários da JMJ não se refere a esse trecho
    do discurso aqui?:

    Alguns são chamados a se santificar constituindo uma família através do sacramento do Matrimônio. Há quem diga que hoje o casamento está “fora de moda”; está fora de moda? na cultura do provisório, do relativo, muitos pregam que o importante é “curtir” o momento, que não vale a pena comprometer-se por toda a vida, fazer escolhas definitivas, “para sempre”, uma vez que não se sabe o que reserva o amanhã.

    Em vista disso eu peço que vocês sejam revolucionários, que vão contra a corrente; sim, nisto peço que se rebelem: que se rebelem contra esta cultura do provisório que, no fundo, crê que vocês não são capazes de assumir responsabilidades, que não são capazes de amar de verdade. Eu tenho confiança em vocês, jovens, e rezo por vocês. Tenham a coragem de “ir contra a corrente”. Tenham a coragem de ser felizes!

    Link: https://fratresinunum.com/2013/07/28/ir-contra-a-corrente/

  19. Ao ler o texto me lembrei instintivamente de duas passagens bíblicas: “ou quente ou frio, morno eu vomito” e ainda “não podeis servir a dois senhores”. O que acontece com a Igreja se não isso?! O Papa Francisco poderia ter feito algo… Não é ingenuidade minha pensar assim. Peço a Deus, clamando misericórdia, mas BRADANDO por Sua Justiça! Faça-se!

  20. O Papa (Bento XVII renunciou e continua sendo um “farol” confiável) Francisco comentou que não seria necessário falar do aborto, uma vez que o tema já consta na doutrina da Igreja, como outros pecados; não era hora do assunto, segundo Francisco. Por analogia: O capitão de um navio não precisa, a todo o instante alertar o timoneiro da nave, a respeito dos cuidados da navegação. Contudo, se a nau está para entrar num mar repleto de icebergs, sim, é obrigação do capitão alertar o timoneiro! Quanto ao aborto estamos entrando num momento perigoso. Então, sim, o alerta teria de ser dado.

  21. A revolução do politicamente correto.Do Humanismo em lugar do cristianismo .

    Do “é assim,mas não é tão assim”…

    É a vitória do relativismo.É o catolicismo a la dom Cláudio Hummes,onde cada um pode ser um católico a sua maneira…

  22. Peço licença para dizer 2 coisas, pensem nisso: Bento XVI está vivo.e as portas do inferno não prevalecerão sobre a Igreja de Jesus Cristo.
    Paz e bem.

  23. Bom texto,Hermes.Expressou muito do que penso também.

    Fiquem com Deus.

  24. “Sejam revolucionarios!” “Hagan líos!” meu Deus! Onde estamos!

  25. Porque se contrapõe Bento XVI a Francisco?
    Porque um é conservador e o outro, progressista?
    Ora, mas os dois têm a mesma base liberal. E Bento XVI foi até mais perigoso, por ser mais sutil. Francisco é tão esculhambado, que as várias tentativas de justificá-lo redundaram em desonestidade intelectual tão grande, que só demonstrou perfídia da parte de seus cúmplices.
    Mas Bento XVI era mais perigoso porque tinha ares tradicionalistas, posturas mais pró-católicas, só que o que o arruinou não era o que o fazia mais semelhante à multidão de papas e cristãos que sempre seguiram a ortodoxia da fé, mas exatamente O QUE OS SEPARA. Bento XVI foi um dos demolidores mais famosos do período conciliar, basta ler Ralph Wiltgen, D. Lefevbre e outros. Missa Nova, Colegialidade, Ecumenismo, Liberdade Religiosa, etc etc etc para as várias inovações liberais sempre estiveram na pauta do dia de Ratzinger, antes e depois de papa.
    Agora, se Francisco, um autêntico populista como só os latino-americanos sabem ser, utilizando dos mesmos princípios liberais, leva a desfiguração da Igreja num plano mais inescrupuloso, então porque contrapõem dois papas que só diferem no ritmo, no temperamento e na sensibilidade, mas vieram da mesma base?

    Deixem Bento XVI. Ele não é mais papa, não voltará nem com a morte de Bergoglio. Ele renunciou ao múnus de romano pontífice. The End. Só houve um Pedro. Depois ele morreu e um único sucessor governou a Igreja. Bento XVI renunciou ao pontificado, não é mais papa.

  26. Resposta: a pena de morte ao catolicismo, pois foi isso que todos os outros papas pós-concílio quiseram. Vinde Deus ao nosso auxílio, socorrei-nos sem demora! Nossa Senhora Auxiliadora, rogai por nós!

  27. Onde está a coragem de enfrentar a impiedade, Papa Francisco?

    Cala-se diante do aborto, do homossexualismo, da tirania estatólatra marxista-globalista, das heresias?

    Revolucionar o quê? Pare de enganar os jovens!

    Acaricia os inimigos da Igreja com uma mão e esmaga os amigos de Cristo com a outra?

    Quanta “tolerância”! Quanta hipocrisia!

    S. Francisco e S. Inácio eram ortodoxos, não hereges relativistas. Inspire-se neles, Santo Padre! Franciscanos e jesuítas eram missionários, não faziam diálogos com o erro!

    Depois de mais essa negação de Pedro, Cristo é sepultado de vez. Só um milagre de Deus.

    GAME OVER. THE END!!!