
“Eles conservaram aquela liturgia primitiva, não? Tão bela. Nós perdemos um pouco do sentido de adoração, eles o conservam, eles louvam a Deus, eles adoram a Deus, eles cantam, o tempo não importa. O centro é Deus e isso é uma riqueza que eu gostaria de enfatizar sobre esta ocasião quando você me faz essa pergunta”. Estas são palavras — justíssimas, diga-se de passagem — do Papa Francisco sobre a liturgia dos orientais, em entrevista a bordo do avião que o levava de volta a Roma após a JMJ, mas que podem ser aplicadas perfeitamente ao Rito Romano Tradicional! Sim, Santo Padre, nós latinos também temos um grande tesouro que merece ser preservado e propagado: a Missa de Sempre! Sim, Missa de Sempre, pois, conforme explicou Monsenhor Klaus Gamber:
“O rito romano remonta em suas partes mais importantes pelo menos ao século V, e mais precisamente ao Papa São Dâmaso (366-384). O Canon Missae, com exceção de alguns retoques efetuados por São Gregório I (590-604), alcançou com São Gelásio I (492-496) a forma que conservou até há pouco. A única coisa sobre a qual os Romanos Pontífices não cessaram de insistir do século V em diante, foi a importância para todos de adotar o Canon Missae Romanae, dado que dito cânon remonta nada menos que ao próprio Apóstolo Pedro“.
Na imagem, a primeira missa do pe. Bertrand Lacroix, FSSP, na Basílica de Nossa Senhora das Vitórias, em Paris. Créditos da imagem: Rorate-Caeli.







"... muitos dos que se dizem católicos ajudam os «revolucionários» . São esses, sempre «moderados», que estimam a «tranquilidade pública» como o bem supremo. Esses católicos tolerantes, condescendentes, brandos, doces, amáveis ao extremo com os maçons e furiosos inimigos de Jesus Cristo, guardam todo seu mau humor para os que gritam «Viva a Religião!» e a defendem sofrendo contínuas penalidades e expondo suas vidas. Para eles, esses últimos são «exagerados e imprudentes, que tudo comprometem com prejuízo dos interesses da Igreja» ".
Que tenho eu, Senhor Jesus, que não me tenhais dado?… Que sei eu que Vós não me tenhais ensinado?… Que valho eu se não estou ao vosso lado? Que mereço eu, se a Vós não estou unido?… Perdoai-me os erros que contra Vós tenho cometido. Pois me criastes sem que o merecesse… E me redimistes sem que Vo-lo pedisse… Muito fizestes ao me criar, muito em me redimir, e não sereis menos generoso em perdoar-me. Pois o muito sangue que derramastes e a acerba morte que padecestes não foram pelos anjos que Vos louvam, senão por mim e demais pecadores que Vos ofendem… Se Vos tenho negado, deixai-me reconhecer-Vos; Se Vos tenho injuriado, deixai-me louvar-Vos; Se Vos tenho ofendido, deixai-me servir-Vos. Porque é mais morte que vida, a que não empregada em vosso santo serviço… - Padre Mateo Crawley-Boevey